sábado, 1 de agosto de 2020
2004 - Jazz Ballads 14 - Benny Carter
terça-feira, 3 de maio de 2011
O Presidente, a Duquesa e Lady Day
Pouco depois da apresentação no Apollo, sua ligação com Bobby Henderson termina brutalmente. Billie descobre que o jovem tão bem educado já é casado. Ela perdeu um amante, mas encontrará nesse mesmo ano aquele que a irá acompanhar musical e efetivamente até o fim de sua vida. Um jovem saxofonista recém-chegado do Mississipi: - Boa noite, Lady ou quem sabe, bom dia, Lady Day....
_ O dia esta claro.
_ Você sabe, o dono da casa esta me esperando, acrescentou ele.
_É um rato grande e gordo que se instalou sobre sua pilha de camisa e que volta sempre, por mais vassouradas que leva...
Billie, horrorizada lhe propõe imediatamente que venha se instalar em sua casa. Sade, que sempre prepara uma pequena ceia para os que deitam de madrugada, o recebeu de braços abertos. O apartamento é uma enfiada de pequenas peças ao comprido, como em um vagão de estrada de ferro, com uma entrada em cada porta. Uma dessas, pomposamente chamada de “sala de musica” é mobiliada com um velho piano desengonçado e as pilhas de disco de Billie.
_Você fica instalado aqui – diz-lhe Sadie, que logo é tomada de afeição por este homenzarrão desajeitado e de olhar reservado, com cabelos avermelhados que levam todos a chama-lo prontamente de Red.
_Esqueça disso – é o que ela lhe aconselha – Nós não temos essa caixa de som e depois imitar qualquer um faz com que a gente perca o próprio “feeling” . Sem ele, você pode fazer o que quiser, não vai passar nunca da estaca zero.
- Espere só que você vai ver. Daqui a uns tempos, todo mundo vai esta copiando seu estilo.
Mesmo que Fletcher Henderson lhe dê todo o apoio e firme a todos seus músicos que nenhum deles não lhe chega aos pés de
Rehearsal for God Bless the Child
Escrita por Billie Holiday e Arthur Herzog Jr. em 1939 com gravação em 09 maio de 1941 pelo SELO Okeh, 799 Seventh Avenue, New York City. Em sua autobiografia - Lady Sings the Blues, ela faz referencia a uma possível briga com sua mãe por causa de dinheiro a levando a compor a musica em conjunto com Herzog. Durante a discussão, Billie teria dito a frase: "God bless the child that's got his own..." (Deus abençoe a criança que tem o seu próprio...) e não completa a frase. A indignação com o incidente a levou a transformar em um ponto de partida para uma das mais belas interpretação de sua carreira. Outras fonte sugerem que a melodia foi tirada da bíblia, onde o sagrado e o profano teria inspirado essa melodia, embora a religião não ter muita importância em sua vida, com referencia em Mateus 25:29 "Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado."
sábado, 6 de novembro de 2010
Ella e Um mergulho no Passado Nostálgico de Uma Diva Nos Anos da Gravadora DECCA – 1917-1935 - Parte II
"...Hoje a lenda e a verdade vieram juntas cronologicamente. O Teatro Apollo no Harlem tinha uma política de reservar uma noite para os amadores para exibição de novos talentos: depois que o verdadeiro show acabasse era a vez da competição dos novatos. A idéia deste tipo de programa começou no Teatro Lafayette no Harlem, Rua 132 em 1933. O vencedor recebia um prêmio em troféu, dinheiro ou talvez se iniciasse numa carreira profissional. Os amadores eram chamados depois de tirados os cartões da caixa e convocados a exibirem. Mais da metade dos duzentos mil afro-americanos morando Harlem vivia encostado (expressa da Depressão para Previdência Social) e estes shows eram de grande incentivo moral. Embora tenha dito sempre que fora convidada pelas amigas (“um dia duas ou três amigas e eu fizemos uma aposta: teria eu coragem?”), Ella e algumas de suas companheiras de rua colocaram seus nomes nos cartões e o poder do universo que faz com que as coisas aconteçam empurrou Ella para a sua estreia em janeiro de 1934. Acompanhada da turma encorajadora, aguardava a hora de entrar enquanto repassava a rotina dos passos de dança na cabeça. O show profissional do Apollo com as Edward Sisters terminou deixando no ar uma incrível quantidade de energia e dança. Conforme Ella descreveu “Elas eram as mais dançantes irmãs do pedaço!” Ela percebeu que não conseguiria acompanha-las no palco. “Minhas pernas viraram água e milhões de borboletas brincavam de pegar dentro do meu estômago”, diria ela anos depois. Suas amigas tiveram de empurrá-la para o palco, “e quando eu olhei para onde o publico deveria estar, tudo o que vi foi um grande borrão”. Alguém da audiência gritou: “O que ela vai fazer?”. O Teatro Apollo era conhecido por sua freqüência barra-pesada que fazia da impertinência uma forma de arte. O público assistindo os melhores artistas do pedaço e quando via um talento de verdade reagiam com um entusiasmo selvagem e desmedido. No entanto quando se encontrava diante de alguma coisa menos do que ótima, sua ruidosa desaprovação podia transformar a pedra de Gibraltar em areia. O mestre-de-cerimônia percebeu o pânico de Ella e perguntou se preferia cantar em vez de dançar. Com o incentivo do público, ela perguntou se a orquestra da casa sabia uma canção de Hoagy Carmichael chamada “Judy”. Mais tarde ela diria que conhecia a letra porque sua mãe costumava ouvir e reouvir a mesma canção no disco de Conne Boswell. Por estranho que pareça o historiador musical Will Friedwald afirma que não há hoje vestígios deste disco. Ella cantou apoiando-se no estilo Boswell para chegar ao fim da musica. A resposta do público foi tão positiva que exigia outra música. A única canção que Ella sabia era o que chamava de o lado-de-lá de “Judy”. “Believer It Beloved”. Desnecessário dizer que Ella ganhou o prêmio de 25 dólares. Não tivesse ganhado o concurso, Ella nunca teria seguido a carreira de vocalista. Ela chamava aquela noite de “o turning point da minha vida. Uma vez lá, senti aceitação e o amor por parte do publico – sabia que eu queria cantar diante das pessoas para o resto de minha vida”. A grande coincidência também foi a presença naquela noite do jovem saxofonista e arranjador Benny Carter. Carter percebeu logo o potencial da jovem cantora e se apresentou a ela depois do show. “Não tenho certeza se eu fui o mestre-de-cerimônia naquela noite”. (não fui) recorda Carter, “mas imediatamente pude ver não só seu talento, mas a reação que ela provocava na audiência. Embora nervosa, como até hoje ela fica antes de se apresentar, ela adorou o publico e o publico adorou-a de volta. Foi óbvio desde início o que ela tinha dentro de si naquela noite no Apollo, e meu Deus, o que ela fez com sua estreia”. Não deixa de ser surpreendente que Ella e Carter ainda fossem amigos próximos e bons companheiros mais de cinqüenta e cinco anos depois. O que tornou Ella tão especial naquela noite foi a incrível reação que ela e o publico tiveram um do outro. Não a foi a sua voz, ainda fina e não definida e seu estilo era Conne Boswell. Ela era uma adolescente desengonçada e não estava bem vestida nem parecia elegante – ela nunca se julgou sua mulher bela. No entanto foi como duas pessoas que se encontram e se tornam na hora grandes amigos. Foi uma reação química, dois elemento individual que combinados, causaram uma enorme explosão. Carter apresentou Ella a Fletcher Henderson dias depois de sua estreia, mas Fletcher não se mostrou particularmente impressionado (podemos imaginar quantas vezes na vida ela não se arrependeu desta mancada), dizendo: “Simplesmente não vejo nada demais nela”. Ella começou então uma rotina de concorrer e ganhar todos os concursos amadores do Harlem, acrescentando “The Object of My Affection” a seu repertório. O único tropeço deu-se numa noite no Lafayette quando tentou cantar “Lost in a Fog” toda vestida de preto para parecer sofisticada. “O pianista não sabia as mudanças de escalas e eu realmente me perdi”, recordaria anos depois. Foi vaiada até sair de cena. No entanto seu fracasso total rapidamente se tornou uma vitória à medida que ela continuava com seu repertório de três músicas, ganhando todos os concursos de novos em que entrasse. Finalmente a talentosa adolescente ganhou como prêmio um contrato profissional: Uma semana no Harlem Opera House com a orquestra de Tiny Bradshaw, ganhando 50 dólares. Por esta época, teve seu nome citado na imprensa pela primeira vez. O New York Time referiu-se assim a ela quando de sua estreia no Harlem Opera House em janeiro de 1935:...” e Ella Frizgerald, o último nome premiado nos recentes concursos de auditório..” Há uma historia a respeito de Ella que teria acontecido nesta época que surge e ressurge de vez em quando. É apócrifo. Supostamente a rede de rádio CBS ficou sabendo das vitórias de Ella no Harlem e quis escalá-la para um show estrelado por Arthur Tracy, “The Street Singer” cujo grande sucesso era “Here Lies Love”. Prossegue esta lista de historia contando que assim que o contrato estava para ser assinado, a mãe de Ella faleceu, deixando-a sem uma pessoa responsável que assinasse o contrato por ela. Embora seja impossível fixar a data exata da morte de sua mãe, uma garota menor de idade teria a tutela de alguém apontado pela corte. Nova York tinha um sistema de direito de família muito eficiente, já nesta época. Se tal contrato existisse, CBS teria requerido que fosse designado alguém para tutelá-la. William S. Paley, presidente da CBS, não era homem de temer obstáculos. A tia de Ella, Virginia Williams, poderia ter assinado por ela. Por último o próprio Mr. Tracy recentemente declarou que não teve intenção de contrata-la e que de fato só ouviria falar dela mais tarde na época de suas gravações na Decca. Muita coisa sobre o inicio da carreira de Ella foi igualmente embaralhado pela imaginação dos publicitários. Foi no final daquela semana no Opera House que Ella cruzou pela primeira vez com Chick Webb, o baterista bandleader. Recorda Ella: “A orquestra de Tiny Bradshaw participava do show, eles me colocaram à direita bem no final, quando todo mundo já vestia os cossacos e preparava-se para sair. Tiny desse: ‘Senhoras e senhores, com vocês a garota que tem vencido todos os concursos’ e eles voltaram e tiraram seus casacos e sentaram-se novamente”. Chick se apresentou na noite seguinte com a orquestra e como costumava dizer, ele “sacou-a no ato”. Embora Chick tivesse ficado impressionado, não pensava em acrescentar uma vocalista ao seu grupo musical. A intervenção a favor dela veio através de Bardu Ali, homem de frente da orquestra de Webb. Chick (nascido William Henry Webb Jr. Em 1909) estava indefeso como uma criança com tuberculose óssea na espinha. Uma queda devido à falha de degraus numa escada paralisou parcialmente suas pernas. Seu tamanho diminuto (menos de um metro e meio) deu-lhe o apelido de “Chick”. Devido a suas limitações físicas, Ali regia a orquestra enquanto Webb tocava bateria (e tocava-a extremamente bem, de um dinamismo que faria dele uma lenda, não fosse sua morte prematura). Ali levou Ella aos bastidores no camarim de Chick (houve boato de que ela ficou escondida lá, mais os minúsculos cubículos de teatro desmente a dramatização desta versão) e fez com que bandleader escutasse-a cantar alguma canção. Webb sabia que não precisava de uma cantora uma vez que já tinha um cantor, Charle Linton e não via necessidade de aumentar sua folha de pagamento. Finalmente cedeu e permitiu uma chance a Ella quando a orquestra fosse à Universidade de Yale, observou ele com um ponto de interrogação na voz. “Embarque no nosso ônibus e se eles gostarem de você lá o lugar é seu”. Se os bacanas de Yale aceitassem a nova cantora, ela poderia funcionar por uns tempos. Chick e Ella nunca tiveram razão para se arrepender e a cantora recebia a fria quantia de U$12,50 por semana nos primeiros cinco meses com a orquestra, subindo para 15 dólares quando eles começaram como atração fixa e se apresentar no Savoy Ballroom". Boa Leitura - Namastê.
Ella Fitzgerald - Lost in a Fog
1960
quinta-feira, 2 de março de 2023
Ella Fitzgerald - The Complete Piano Duets 1950-60 (2CD)
Ella Fitzgerald: Vocal em todas as faixas:
CD 1: Ellis Larkins, piano. Nova York, 11 a 12 de setembro de 1950 (1 a 8) e 29 a 30 de março de 1954 (9 a 20).
CD 2 (1): Paul Smith, piano. Los Angeles, 7 de fevereiro de 1956.
CD 2 (2): Oscar Peterson, piano. Los Angeles, 17 de outubro de 1957.
CD 2 (3-15): Paul Smith, piano. Hollywood, 14 e 19 de abril de 1960.
Tracks Bônus (CD 2 [16-19]): duetos de voz/guitarra Ella Fitzgerald, vocais; Barney Kessel, guitarra. Los Angeles, agosto - setembro de 1956.
Boa audição - Namastê
terça-feira, 28 de junho de 2022
# 044 - Lionel Hampton & His French New Sound, Vol. 1 (1955)
Artista: Lionel Hampton & His French New Sound
Álbum: Jazz in Paris 044
Lançamento: 2000
Selo: Gitanes Jazz Produção
Gênero: Hard Bop, Swing
Lionel Hampton (1908 – 2002), foi considerado o primeiro vibrafonista do jazz, também foi um hábil baterista, pianista e cantor e foi líder de bandas. Ao longo da sua vida, Hampton tocou com os grandes nomes do jazz desde Benny Goodman e Buddy Rich, a Charlie Parker e Quincy Jones. Como membro do grupo de Benny Goodman ele fez alguns de seus melhores discos, tendo solos memoráveis em canções como ‘Dizzy Spells’ e ‘Moonglow’. Ele também realizou sessões de gravação com músicos lendários como Coleman Hawkins, Benny Carter e Nat Cole, alguns dos melhores do jazz da época. Lionel Leo Hampton nasceu em Louisville, Kentucky, e foi criado por sua avó e em 1916 sua família mudou-se para Chicago. Na juventude, Hampton era um membro do ‘Bud Billiken Club’, um clube para jovens negros. Durante a década de 20, quando ainda era um adolescente teve aulas de xilofone e bateria com o baterista de blues e jazz Jimmy Bertrand. E mudou para Califórnia em 1927 ou 1928, tocando bateria para o ‘Dixieland Blues-Blowers’. Sua estréia em gravações foi com ‘The Quality Serenaders’, e foi baterista do bandleader Les Hite. Durante este período começou a praticar no vibrafone. Em 1930, Louis Armstrong chegou à Califórnia e contratou a banda de Les Hite, pedindo a Hampton para tocar o instrumento. Assim começou sua carreira como vibrafonista, popularizando o seu uso desde então. Durante os anos 30, ele estudou música na ‘University of Southern California’. Em 1934, conduziu a sua própria orquestra. Em 1936, a orquestra de Benny Goodman chegou a Los Angeles para tocar no famoso salão de dança ‘Palomar Ballroom’, e Goodman convidou Lionel Hampton para integrar seu trio, que assim se tornou o famoso ‘Benny Goodman Quartet’, com o pianista Teddy Wilson e o baterista Gene Krupa completando o lineup. O trio e depois quarteto estavam entre os primeiros grupos de jazz racialmente integrados e em uma época que o jazz era dominado por grandes bandas. Enquanto trabalhou para Goodman em New York, Hampton também gravou com diversos pequenos grupos conhecidos como ‘Lionel Hampton Orchestra’. Em 1940 deixou Goodman em circunstâncias amistosas para formar sua própria big band que se tornou popular durante os anos 40 e início dos anos 50. Sua terceira gravação em 1942 produziu uma versão do clássico ‘Flying Home’ com solo do saxofonista Illinois Jacquet que antecipou o rhythm & blues. O sucesso fez com que gravasse ‘Flying Home, Number Two’ com o saxofonsta Arnett Cobb. O guitarrista Billy Mackel ingressou em sua orquestra em 1944, e iria tocar e gravar com ele quase continuamente através dos anos 70. Em 1947 Lionel Hampton gravou ‘Stardust’ com o trompetista Charlie Shavers e com o baixista Slam Stewart no concerto ‘Just Jazz’. Dos anos 40 até início dos anos 50, Hampton gravou para a ‘Decca Records’ com inúmeros jovens artistas que mais tarde alcançaram fama, como o baixista Charles Mingus, o saxofonista Johnny Griffin, o guitarrista Wes Montgomery, a vocalista Dinah Washington e o tecladista Milt Buckner. E continuou a gravar com pequenos grupos e em jam sessions. Durante os anos 60, os grupos de Hampton estavam em declínio, e não se sairam muito melhor na década de 70. Mesmo assim, Lionel Hampton permaneceu ativo até sofrer um derrame em Paris em 1991. Esse incidente, combinado com anos de artrite crônica forçou-o a parar drasticamente. Em 1997, seu apartamento pegou fogo e destruiu seus prêmios e pertences. Hampton escapou ileso vindo a falecer em 2002.
sábado, 5 de agosto de 2023
Boxset: CD03 - Lionel Hampton And His French New Sound - A La French [Rec. 1955]
Artista: Lionel Hampton
Álbum: A La French [Rec. 1955]
Lançamento: 2009
Selo: Membran
Gênero: Swing, Hard Bop
Considerado o primeiro vibrafonista do jazz, também foi um hábil baterista, pianista e cantor e ímpeto líder de bandas. Ao longo da sua vida, Hampton tocou com os grandes nomes do jazz desde Benny Goodman e Buddy Rich, a Charlie Parker e Quincy Jones. Como membro do grupo de Benny Goodman ele fez alguns de seus melhores discos, tendo solos memoráveis em canções como ‘Dizzy Spells’ e ‘Moonglow’. Ele também realizou sessões de gravação com músicos lendários como Coleman Hawkins, Benny Carter e Nat Cole, alguns dos melhores do jazz da época. Lionel Leo Hampton nasceu em Louisville, Kentucky, e foi criado por sua avó e em 1916 sua família mudou-se para Chicago. Na juventude, Hampton era um membro do ‘Bud Billiken Club’, um clube para jovens negros. Durante a década de 20, quando ainda era um adolescente teve aulas de xilofone e bateria com o baterista de blues e jazz Jimmy Bertrand. E mudou para Califórnia em 1927 ou 1928, tocando bateria para o ‘Dixieland Blues-Blowers’. Sua estreia em gravações foi com ‘The Quality Serenaders’, e foi baterista do bandleader Les Hite. Durante este período começou a praticar no vibrafone. Em 1930, Louis Armstrong chegou à Califórnia e contratou a banda de Les Hite, pedindo a Hampton para tocar o instrumento. Assim começou sua carreira como vibrafonista, popularizando o seu uso desde então. Durante os anos 30, ele estudou música na ‘University of Southern Califórnia’. Em 1934, conduziu a sua própria orquestra. Em 1936, a orquestra de Benny Goodman chegou a Los Angeles para tocar no famoso salão de dança ‘Palomar Ballroom’, e Goodman convidou Lionel Hampton para integrar seu trio, que assim se tornou o famoso ‘Benny Goodman Quartet’, com o pianista Teddy Wilson e o baterista Gene Krupa completando o lineup. O trio e depois quarteto estavam entre os primeiros grupos de jazz racialmente integrados e em uma época que o jazz era dominado por grandes bandas. Enquanto trabalhou para Goodman em New York, Hampton também gravou com diversos pequenos grupos conhecidos como ‘Lionel Hampton Orchestra’. Em 1940 deixou Goodman em circunstâncias amistosas para formar sua própria big band que se tornou popular durante os anos 40 e início dos anos 50. Sua terceira gravação em 1942 produziu uma versão do clássico ‘Flying Home’ com solo do saxofonista Illinois Jacquet que antecipou o rhythm & blues. O sucesso fez com que gravasse ‘Flying Home, Number Two’ com o saxofonista Arnett Cobb. O guitarrista Billy Mackel ingressou em sua orquestra em 1944, e iria tocar e gravar com ele quase continuamente através dos anos 70. Em 1947 Lionel Hampton gravou ‘Stardust’ com o trompetista Charlie Shavers e com o baixista Slam Stewart no concerto ‘Just Jazz’. Dos anos 40 até início dos anos 50, Hampton gravou para a ‘Decca Records’ com inúmeros jovens artistas que mais tarde alcançaram fama, como o baixista Charles Mingus, o saxofonista Johnny Griffin, o guitarrista Wes Montgomery, a vocalista Dinah Washington e o tecladista Milt Buckner. E continuou a gravar com pequenos grupos e em jam sessions. Durante os anos 60, os grupos de Hampton estavam em declínio, e não se saíram muito melhor na década de 70. Mesmo assim, Lionel Hampton permaneceu ativo até sofrer um derrame em Paris em 1991. Esse incidente, combinado com anos de artrite crônica forçou-o a parar drasticamente. Em 1997, seu apartamento pegou fogo e destruiu seus prêmios e pertences. Hampton escapou ileso vindo a falecer em 2002.
Gravado em 19 de março de 1955, Schola Cantorum, Paris
Vibrafone – Lionel Hampton
Trompete – Nat Adderley, Benny Bailey, Bernard Hulin,
Trompa Francesa – Dave Amram
Sax. Tenor e Clarinete – Maurice Meunier, Ray Lawewnce
Sax. Barito – William Boucaya
Piano – René Urtreger, Mary Lou Williams
Baixo – Guy Pedersen, Buddy Banks
Bateria – Jean-Baptiste "Mac Kac" Reilles
Guitarra – Sacha Distel
Vocais - Mary Lou Williams, Beryl Briden
terça-feira, 13 de junho de 2023
Boxset: Billie Holiday – Lady Day CD10
Artista: Billie Holiday
Álbum: Lady Day The Complete...CD10
Lançamento: 2009
Selo: Legacy/Sony/Columbia
Gênero: Vocal Jazz, Swing
Billie tinha um estilo próprio e um olho para moda que ia além das gardênias usadas no cabelo, uma de suas marcas registradas. Longe dos palcos, ela gostava de casacos de pele e óculos escuros com armações cravejadas de brilho. Paolo Nieddu, que assina o figurino de Estados Unidos vs Billie Holiday, encontrou várias imagens da cantora que o deixaram intrigado, em que ela se mostrava à frente de seu tempo. Billie, por exemplo, aparece em algumas fotos sem sutiã, numa época em que lingerie era algo quase obrigatório para as mulheres. Glamourosa em suas apresentações, usava quase sempre longas luvas, que tinham também uma função: esconder as marcas de agulha nos braços, deixadas pela heroína. Sua primeira gravação foi em 1933 - "Your Mother"s Son-in-Law" -, ajudada pelo então pouco conhecido Benny Goodman. "God Bless the Child", "Trav"lin" Light", "Gloomy Sunday", "Lover Man", "Summertime", "I"ll be seeing you", "Crazy calls me", "Body and Soul" são algumas de suas canções mais famosas. Billie Holiday deixou mais de uma centena de músicas gravadas, hipnóticas e encantadoras que continuam atuais, assim como sua imagem em preto e branco com seu sorriso melancólico e a eterna gardênia branca que adornava seu cabelo. Billie Holiday passou a vida sendo explorada por maridos infiéis, empresários e amantes desonestos. Apesar do sucesso, mergulhou no álcool e nas drogas. A heroína foi especialmente a droga devastadora para sua voz e precipitou sua derrocada artística. Na Filadélfia, ela foi presa por posse de entorpecentes, e perdeu a credencial que a autorizava cantar nas melhores casas de espetáculos, ficando relegada a cabarés. Magoada, a cantora comentava: “Quando eu morrer, não quero saber se irei para o céu ou para o inferno. Só não quero ir para a Filadélfia”. Em 1956 publicou sua autobiografia intitulada “Lady Sings The Blues”. Em 1959, Billie Holiday foi diagnosticada com cirrose hepática, mas não parou de beber. Em maio, foi levada para o hospital por seus amigos. Enquanto estava internada recebeu voz de prisão por porte de drogas. Permaneceu sob a vigilância policial até a sua morte. Billie Holiday faleceu, com problemas cardíacos e hepáticos, em Nova Iorque, Estados Unidos, no dia 17 de julho de 1959.
Vocal - Billie Holiday
Piano - Teddy Wilson
Bobby Hackett - corneta
Trompete - Henry "Red" Allen, Bunny Berigan, Buck Clayton, Harry "Sweets" Edison, Roy Eldridge, Chris Griffin, Harry James, Jonah Jone, Hot Lips Page, Charlie Shavers, Cootie Williams
Trombone - Benny Morton, Dicky Well, Trummy Young
Clarinete - Buster Bailey, Benny Goodman, Vido Musso, Artie Shaw
Clarinete, Sax. Alto - Edgar Sampson
Sax. Soprano, Sax. Alto - Tab Smit
Sax. Alto - Johnny Hodges, Don Redman
Sax. Alto, Sax. Tenor - Benny Carter
Sax. Tenor - Chu Berry, Don Byas, Herschel Evans, Babe Russin, Ben Webster
Clarinete, Sax. Alto - Lester Young
Harry Carney — saxofone barítono, clarinete
Piano - Margaret "Countess" Johnson, Billy Kyle, Joe Sullivan, Claude Thornhill, Sonny White
Guitarra - Dave Barbour, Al Casey , Freddie Green, Carmen Mastren, Dick McDonough, Allan Reuss Baixo - Milt Hinton, John Kirby, Grachan Moncur, Walter Page
Bateria - Kenny Clarke, Cozy Cole, JC Heard, Jo Jones, Gene Krupa
Faixa 10-1: Gravado Liederkranz Hall, E. 58th Street, Nova York, 12 de outubro de 1940. De 'St. Louis Blues'. OKeh 6064. Lançado originalmente em 1940.
Faixa 10-2: Gravado Liederkranz Hall, E. 58th Street, Nova York, 12 de outubro de 1940. De 'St. Louis Blues'. Mestrado não emitido anteriormente nos EUA. Originalmente lançado em 2001.
Faixa 10-3: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 21 de março de 1941. De 'Paris'. Columbia C2 34849. Lançado originalmente em 1977.
Faixa 10-4: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 21 de março de 1941. Master não emitido anteriormente nos EUA. Lançado originalmente em 2001.
Faixa 10-5: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 21 de março de 1941. Master não publicado anteriormente nos EUA. Originalmente lançado em 2001.
Faixa 10-6: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 21 de março de 1941. De 'Romance In The Dark'. Mestrado não emitido anteriormente nos EUA. Originalmente lançado em 2001.
Faixa 10-7: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 21 de março de 1941. De 'Romance In The Dark'. Mestrado não emitido anteriormente nos EUA. Originalmente lançado em 2001.
Faixa 10-8: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 21 de março de 1941. De 'Romance In The Dark'. Mestrado não emitido anteriormente nos EUA.
Faixa 10-9: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 21 de março de 1941. Columbia C2 34849. Lançado originalmente em 1977.
Faixa 10-10: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 21 de março de 1941. Columbia C2 34849. Lançado originalmente em 1977.
Faixa 10-11: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 9 de maio de 1941. Time-Life STL. Lançado originalmente em 1978.
Faixa 10-12: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 9 de maio de 1941. Legacy C3K 47724. Lançado originalmente em 1991.
Faixa 10-13: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 9 de maio de 1941. Master não publicado anteriormente nos EUA. Lançado originalmente em 2001.
Faixa 10-14: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 9 de maio de 1941. Master não emitido anteriormente nos EUA. Lançado originalmente em 2001.
Faixa 10-15: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 7 de agosto de 1941. Master não publicado anteriormente nos EU. Lançado originalmente em 2001.
Faixa 10-16: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 7 de agosto de 1941. Master não publicado anteriormente nos EUA. Lançado originalmente em 2001.
Faixa 10-17: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 10 de fevereiro de 1942. Master não publicado anteriormente nos EUA (mx 32405-2). Lançado originalmente em 2001.
Faixa 10-18: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 10 de fevereiro de 1942. Master não publicado anteriormente nos EUA. Lançado originalmente em 2001.
Faixa 10-19: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 10 de fevereiro de 1942. Master não emitido anteriormente nos EUA. Lançado originalmente em 2001.
Faixa 10-20: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 10 de fevereiro de 1942. Master não publicado anteriormente nos EUA. Lançado originalmente em 2001.
Faixa 10-21: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 10 de fevereiro de 1942. Legacy C3K 47724. Lançado originalmente em 1991.
Faixa 10-22: Gravado em Nova York, 26 de janeiro de 1944. V-Disc 672. Lançado originalmente em 1948.
Faixa 10-23: Gravado em Nova York, 26 de janeiro de 1944. V-Disc 28. Lançado originalmente em 1944.
terça-feira, 16 de maio de 2023
Boxset: Billie Holiday – Lady Day CD05

Boa audição - Namastê
quinta-feira, 11 de maio de 2023
''Você não se importa de subir no palco e ir tocando piano até Lady Day subir, se importa? Tenho de ir até lá embaixo, dar uns chutes no estômago dela, amassá-la um pouco e enchê-la de socos para ela cantar bem.'' - Quem falava assim de Billie Holiday era seu amante John Levy. Ela sofreu nas suas mãos e nas de quase todos os outros. A tragédia pessoal e as drogas marcaram sua vida. Mas todo o lixo que ela viveu era transformado pelo seu canto. Surras, prisões, droga pesada, mais o drama de uma cantora negra naquele tempo, como muitas vezes nos hotéis onde se hospedava, no auge da carreira, ser convidada a subir pelo elevador de serviço para que não se misturasse com os brancos. Tudo isso foi transformado em interpretações históricas. Quando se ouve Billie cantar, sente-se que ela está contando sua história, tragédias como em ‘Strange Fruit’, sobre um assassinato no Sul, e ‘God Bless The Child’, uma de suas próprias composições e que versava sobre a pobreza. Essas gravações foram feitas em uma época anterior ao álbum LPs, introduzido pela Columbia Records em 1948. A música gravada havia chegado algumas décadas antes na forma de um disco de gramofone de 10 polegadas tocando a 78 revoluções por minuto, com duas canções de cerca de três duração de um minuto e meio por lado. Durante a Grande Depressão, as vendas de discos para uso doméstico diminuíram drasticamente, mas permaneceu um mercado viável para a reprodução de discos em jukeboxes. Inicialmente, esses discos com Billie Holiday foram feitos com esse mercado em mente. John Hammond, que descobriu Holiday cantando em um clube de jazz do Harlem em 1933, organizou sua primeira sessão de gravação naquele mesmo ano em 27 de novembro. Na companhia de Jack Teagarden, Gene Krupa e o futuro cunhado de Hammond, Benny Goodman, os dois lados com Holiday seriam lançados em nome de Goodman. Pouco mais de 19 meses depois, Holiday estaria em outro estúdio de Nova York para sua segunda sessão em associação com Goodman novamente, assim como Ben Webster e Cozy Cole, sob a liderança de Teddy Wilson. De 02 de julho de 1935 a 07 de agosto de 1941, Holiday gravaria regularmente, para emissão comercial, 78s creditados a ela ou a Wilson. Com algumas exceções, esses discos foram originalmente lançados por gravadoras diferentes da Columbia, que atendiam a um mercado afro-americano, então referidos como discos de corrida. As gravadoras Brunswick Records e Vocalion Records tornaram-se empresas parceiras da Columbia quando esta foi comprada em 1934 pela American Record Corporation, que possuía Brunswick e Vocalion desde o final de 1931. Os registros creditados a Wilson foram lançados em Brunswick; aqueles para Holiday on Vocalion. Com a compra da ARC em 1939 pela CBS, a corporação reorganizou suas gravadoras sob a égide da Columbia como controladora. A partir de 1940, os lançamentos de férias foram lançados na Okeh Records, marca reativada pela CBS para lidar com seu produto para o mercado de "registros de corrida".
Vocal - Billie Holiday
Piano - Teddy Wilson
Bobby Hackett - corneta
Trompete - Henry "Red" Allen , Bunny Berigan , Buck Clayton , Harry "Sweets" Edison , Roy Eldridge , Chris Griffin , Harry James , Jonah Jones , Hot Lips Page , Charlie Shavers , Cootie Williams
Trombone - Benny Morton , Dicky Wells , Trummy Young
Clarinete - Buster Bailey , Benny Goodman , Vido Musso , Artie Shaw
Clarinete, Sax. Alto - Edgar Sampson
Sax. Soprano, Sax. Alto - Tab Smit
Sax. Alto - Johnny Hodges , Don Redman
Sax. Alto, Sax. Tenor - Benny Carter
Sax. Tenor - Chu Berry , Don Byas , Herschel Evans , Babe Russin , Ben Webster
Clarinete, Sax. Alto - Lester Young
Harry Carney — saxofone barítono , clarinete
Piano - Margaret "Countess" Johnson , Billy Kyle , Joe Sullivan , Claude Thornhill , Sonny White
Guitarra - Dave Barbour , Al Casey , Freddie Green , Carmen Mastren , Dick McDonough , Allan Reuss
Baixo - Milt Hinton , John Kirby , Grachan Moncur , Walter Page
Bateria - Kenny Clarke , Cozy Cole , JC Heard , Jo Jones , Gene Krupa
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Faixa 01: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 31 de março de 1937. Brunswick, Lançado originalmente em 1937.
Faixa 02: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 31 de março de 1937. Brunswick, Lançado originalmente em 1937.
Faixa 03: Gravado em 1776 na Broadway, Nova York, 31 de março de 1937. De 'The Little Show', Brunswick. Lançado originalmente em 1937.
Faixa 04: Gravado em 1776 na Broadway, Nova York, em 1º de abril de 1937. De 'Cotton Club Parade Of 1937', Vocalion. Lançado originalmente em 1937.
Faixa 05: Gravado em 1776 na Broadway, Nova York, 1º de abril de 1937. De 'Shall We Dance?', Vocalion. Lançado originalmente em 1937.
Faixa 06: Gravado em 1776 na Broadway, Nova York, em 1º de abril de 1937. De 'Shall We Dance?'. Vocalion, Lançado originalmente em 1937.
Faixa 07: Gravado em 1776 na Broadway, Nova York, em 1º de abril de 1937. De 'Cotton Club Parade Of 1937', Vocalion. Lançado originalmente em 1937.
Faixa 08: Gravado em Nova York, 11 de maio de 1937. De 'Broadway Melody Of 1938', Brunswick. Lançado originalmente em 1937.
Faixa 09: Gravado em Nova York, 11 de maio de 1937. De 'Broadway Melody Of 1938', Brunswick.
Faixa 10: Gravado em Nova York, 11 de maio de 1937. Brunswick, Lançado originalmente em 1937.
Faixa 11: Gravado em Nova York, 11 de maio de 1937. Brunswick, Lançado originalmente em 1937.
Faixa 12: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 1º de junho de 1937. Brunswick, Lançado originalmente em 1937.
Faixa 13: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 1º de junho de 1937. Brunswick, Lançado originalmente em 1937.
Faixa 14: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 1º de junho de 1937. Brunswick, Lançado originalmente em 1937.
Faixa 15: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 15 de junho de 1937. Vocalion, Lançado originalmente em 1937.
Faixa 16: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 15 de junho de 1937. De 'Stage Door', Vocalion. Lançado originalmente em 1937.
Faixa 17: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 15 de junho de 1937. De 'Caça-talentos', Vocalion. Originalmente lançado em 1937.
Faixa 18: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 15 de junho de 1937. De 'Pick A Star', Vocalion. Lançado originalmente em 1937.
Faixa 19: Gravado em 1776 na Broadway, Nova York, 13 de setembro de 1937, De 'Disbarred'. Vocalion. Lançado originalmente em 1937.
Faixa 20: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 13 de setembro de 1937, De 'Vocalion. Lançado originalmente em 1937.
Faixa 21: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 13 de setembro de 1937, Vocalion. Lançado originalmente em 1937.
Faixa 22: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 13 de setembro de 1937, Vocalion. Lançado originalmente em 1937.













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