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sábado, 1 de agosto de 2020

2004 - Jazz Ballads 14 - Benny Carter



                                                 Album: Jazz Ballads Vol.14
                                                 Artista: Benny Carter
                                                 Lançamento: 2004 
                                                 Selo: Membran Music
                                                 Gênero: Jazz, Bebop 
Benny Carter é conhecido como um dos principais estilistas do saxofone alto, ele foi também um arranjador experiente, compositor, clarinetista, trompetista e maestro. Ele tocou em grandes bandas como a de Chick Webb e Fletcher Henderson antes de assumir a liderança da 'McKinney's Cotton Pickers' na década de 30. Carter trabalhou na Europa e voltou para escrever música para cinema e televisão. Sua mãe lhe ensinou piano e, através de seu primo, Theodore Bennett, que nunca gravou, mas que influenciou muitos músicos com suas altamente desenvolvidas idéias musicais, e de Bubber Miley, um vizinho que tocou com Duke Ellington, Carter desenvolveu interesse pelo trompete quando ele tinha 13 anos. Auto-didata e tendo Frankie Trumbauer como inspiração inicial, com 15 anos ele já tocava em casas noturnas ao redor do Harlem. Tinha um som distinto e seu álbum ‘Further Definitions’ de 1961, que os críticos consideram uma obra-prima, continua sendo uma das mais influentes gravações de jazz.

terça-feira, 3 de maio de 2011

O Presidente, a Duquesa e Lady Day

Pouco depois da apresentação no Apollo, sua ligação com Bobby Henderson termina brutalmente. Billie descobre que o jovem tão bem educado já é casado. Ela perdeu um amante, mas encontrará nesse mesmo ano aquele que a irá acompanhar musical e efetivamente até o fim de sua vida. Um jovem saxofonista recém-chegado do Mississipi: Lester Young (1909-1959). Ele vinha de Kansas City, onde tocava com a orquestra de Count Basie e fora contratado por Fletcher Henderson para substituir Coleman Hawkins, o saxofonista que todos adoravam na época. Ele começou no Cotton Club. Não foi fácil para o jovem Lester na época com 27 anos, substituir uma personalidade tão forte como Hawkins. Enquanto o som de Hawkins é pujante e musculoso o de Lester é leve e gracioso. Os músicos da orquestra estão desapontados. Eles preferem Chu Berry (Leon “Chu” Berry, 1908-1941), um saxofonista cujo estilo é mais próximo do de Hawkins. Eles lhe dão claramente a entender que não gostam dele e não param de conversar baixinho enquanto ele toca. Fletcher, todavia, impôs Lester e lhe deu todo o apoio. Chegou até mesmo a hospedá-lo em sua casa durante algum tempo, a até sua mulher, Leora (Leora Meoux Henderson, 1919-1941, esposa, agente e empresária de sua orquestra, às vezes tocava instrumento de sopro) começou a reclamar. Billie o escutou pela primeira vez em um jan sessions. Foi no final de uma noite ou começo de uma manhã, ninguém lembra mais direito. Ali se encontrava a fina flor dos músicos de jazz entre eles o pianista Benny Carter (Benjamim Bennett “Benny” Carter, 1907-2005); Lester se juntou a turma com sua velha gaita reformada tanta vez, que as chaves estão com elásticos. Ainda que ao contrário de Billie, Lester se tenha beneficiado de uma solida formação musical, sua abordagem da musica é muito parecida - Simplicidade, intuição, sentimento. Nenhum efeito nos tempos fortes dos compassos, um Vibrato (efeito ligeiramente tremulante na melodia acrescentado ao tom vocal ou instrumental para maior expressividade e volume, obtendo por variação de altura rápida e leve) discreto, uma variação em torno de uma nota bem escolhida em vez de uma serie de ornamentos cintilantes. Um som ao mesmo tempo melancólico e langoroso e além disso, outra curiosidade: ele tocava seu saxofone tenor como se fosse contralto (mudando a afinação, mas não o timbre). Uma cumplicidade se estabeleceu de imediato entre Billie e ele. Um amor musical à primeira vista. Quando o saxofonista Chu Berry aparece, Benny Carter lhe faz um desafio. Uma justa musical com Lester. Do mesmo modo que Hawkins, Chu Berry é um astro do jazz. Quando ele toca, o publico batem o pés, assobiam e bate palmas em cadencia. Chu disse não ter trazido seu saxofone mais isso não é obstáculo para Bem Carter, que se ofereceu para busca-lo. Ele tinha plena confiança em Lester e esse concurso informal era uma forma de promovê-lo. Com qual peça eles vão começar? Chu Berry escolhe “I Got Rhythm” (Composição do musico clássico/popular judeu-americano George Gershwin, sobre texto de seu irmão Ira). Foi uma péssima escolha. É justamente o cavalo de batalha de Lester que já desenvolveu quinze variações diferentes sobre o mesmo tema. Chu levou uma sova de interpretação. Billie acompanha Lester ate seu hotel por nome Tereza. Enquanto caminham pelas calçadas desertas, de manhã bem cedo, descobre uma serie de gostos comuns entre eles ate marijuana. Tem o mesmo senso de humor. Eles tagarelam e riem bastante, os dois levemente chapados. Ao chegarem diante do hotel, Lester se inclina e beija-lhe a mão.

- Boa noite, Lady ou quem sabe, bom dia, Lady Day....

_ O dia esta claro.

_ Você sabe, o dono da casa esta me esperando, acrescentou ele.

_É um rato grande e gordo que se instalou sobre sua pilha de camisa e que volta sempre, por mais vassouradas que leva...

Billie, horrorizada lhe propõe imediatamente que venha se instalar em sua casa. Sade, que sempre prepara uma pequena ceia para os que deitam de madrugada, o recebeu de braços abertos. O apartamento é uma enfiada de pequenas peças ao comprido, como em um vagão de estrada de ferro, com uma entrada em cada porta. Uma dessas, pomposamente chamada de “sala de musica” é mobiliada com um velho piano desengonçado e as pilhas de disco de Billie.

_Você fica instalado aqui – diz-lhe Sadie, que logo é tomada de afeição por este homenzarrão desajeitado e de olhar reservado, com cabelos avermelhados que levam todos a chama-lo prontamente de Red.

Lester esta encantado. O pequeno apartamento nunca esta vazio, sempre tem frango frito e feijão vermelho para os músicos famintos, os conhecidos do bairro e as putas fugindo da policia, que se esconde o tempo suficiente para serem esquecidas. Os amigos de Billie costumam chamar sua mãe de Mama Holiday. Mas Sadie foi tão regaladamente generosa para com ele que Lester lhe presta outra homenagem. Passa a chama-la de Duquesa. Ele também escolhe para Billie um novo nome que permanecerá com ela mesma depois de sua morte. Muitos já chamavam de Lady. Foi ele quem encontrou Lady Day, acrescentando-lhe uma misteriosa poesia. Por que não Lady Night? Talvez porque ele a considerasse tão bela e luminosa à luz do dia como à noite em um lisonjeiro vestido de cetim, sob o feixe prateado de um refletor. Em resposta, Billie começou a lhe procurar um apelido carinhoso, algo que pudesse lhe qualificar a excelência, tanto como musico de primeiro plano como em sua condição de homem. O homem mais importante dos e Estados Unidos era o presidente Franklin D. Roosevelt (Franklin Delano Roosevelt, 1882-1945, o 32º presidente) . Leste era o melhor musico e merecia se chamado de Prez. O presidente, a duquesa e Lady Day passam juntos momentos deliciosos. Com seu maravilhoso senso de humor, sua benevolência e a elegância de seu caráter, ninguém duvida que a presença de Lester tenha contribuído para adoçar o relacionamento entre Billie e Sadie. Ela compreendeu logo que Lester é inofensivo e que entre eles não se passa nada de caráter sexual. Portanto, ela não tem nada a temer. Ele não vai lhe tirar a filha. Os dois jovens partilham de uma terna cumplicidade, não chegam a ser amantes, são muito mais que amigos. Uma espécie de ato amoroso que encontra seu clímax na fusão musical, ao passo que em casa são como irmãos, paparicados de pequenas atenções por sua mãe. Protetora em demasia, presente, se acreditamos em Billie, que afirma ficar agastada com os conselhos, reprovações e angustias de sua mãe. Ainda que ela demonstre um afeto caloroso e esteja sempre pronta a lhe prestar toda espécie de serviços, também faz marcação cerrada e enfia o nariz por toda parte, como se quisesse se imiscuir em cada aspecto da vida de sua filha e viver, através dela. Se ele vem as vezes escuta-la cantar é também para supervisiona-la, saber com quem ela se encontra, quem anda à volta dela, quanto é que ela ganha. Ela nunca esconde que tem medo de que sua filha vá embora e a deixe abandonada em uma solidão. Como ela mesma fez nos tempos de Baltimore.... Assim ela se gruda em Billie, ocupa o terreno inteiro com sua presença e sua lamúrias constante. Sadie exige demais e Billie precisa mantê-la a distancia. Mas ela não pode passar sem sua mãe. Sente-se responsável por ela. A cada noite lhe telefona para dizer aonde vai e com quem. Ela não diz necessariamente a verdade, mas sua mãe pode dormir tranqüila. A partir do momento em que terminou seu trabalho, Lester acompanha Billie aos restaurantes ou aos clubes. Ela adora escuta-lo iniciando um de seus fantásticos solos às suas costas, mas sem jamais atrapalhar seu canto, sem nunca se meter em seu caminho. Seu saxofone soa como uma segunda voz fazendo eco á sua. E a voz de Lady, sua maneira de moldar e dar às notas uma cor diferente, soa como um saxofone. Só vendo para crer o jeito que ele toca, balançando o saxofone da direita para a esquerda, levantando o instrumento bem alto para um dos lados, ao mesmo tempo em que modula as pernas, enquanto marca a cadencia com a ponta do pé. Além disso, Lester é elegante, com suas roupas bem talhadas. Usa um chapéu negro de copa dura, sem estilo espanhol. É um cara original. Sua maneira de falar é única. É um Jive (gíria dos negros do Harlem) deslocado, cheio de figuras poéticas de comparações, de metáforas invertidas. É preciso se acostumar com ele antes de conseguir compreender tudo. Seu saxofone foi batizado por ele de Lady Violet e arranja apelido para todos os músicos com quem se dá. E divide tudo com Billie, menos a cama. É Billie que o orienta através de Nova York, que o leva a conhecer todos os bons lugares, ensina a reconhecer os odores da grande cidade. As noites passam depressa – música, álcool e maconha. Nem é preciso sair a procura pela droga, há em toda parte. Nessa época a venda da marijuana ainda não era proibida. De fato a proibição perdeu fôlego. A partir de 05 de dezembro de 1933, o consumo de álcool se tornou legal novamente. Os sindicatos do crime se adaptam para o trafico ainda mais suculento dos estupefacientes. As drogas inundam mercado. Os bares, as boates noturnas e os músicos são seus primeiros alvos. Ainda que já tenha começado a falar por toda parte que Lester é tão bom, sob todos os aspectos, quando a mestre Coleman Hawkins, ele sai da orquestra de Fletcher Henderson, Leora, a mulher de Fletcher e o manager da orquestra, insistem com ele vezes sem contar que deve tocar de um jeito diferente, mais forte e mais viril, o mesmo tipo de sonoridade produzida por Coleman Hawkins. Lester prefere sair do conjunto. Ele não consegui de jeito nenhum imitar o “grande som” de Hawkins. Já experimentou toda a sua serie de truques para aumentar seu volume, já tentou tocar de uma porção de maneiras diferenciadas e nada. Mais não adianta. Ele se queixa a Billie que morre de rir. Ela também correu durante algum tempo atrás do “grande som”, o magnífico volume da voz de Bessie Smith. Até que renunciou as tentativas inúteis de cantar “St. Louis Blues "como ela”.

_Esqueça disso – é o que ela lhe aconselha – Nós não temos essa caixa de som e depois imitar qualquer um faz com que a gente perca o próprio “feeling” . Sem ele, você pode fazer o que quiser, não vai passar nunca da estaca zero.

Lester aprende a lição. Então passa a improvisar, marcar os tempos fracos em vez de marcar os fortes, evita o vibrato e inventa uma sonoridade sem timbre, muito peculiar dele, que dança acima das notas. Dessa insuficiência de fôlego nascerá um novo estilo, o precursor do sucesso do bebop, que influenciara de forma permanente todos os saxofonistas de jazz. Lady Day já lhe havia predito:

- Espere só que você vai ver. Daqui a uns tempos, todo mundo vai esta copiando seu estilo.

Mesmo que Fletcher Henderson lhe dê todo o apoio e firme a todos seus músicos que nenhum deles não lhe chega aos pés de Lester que vai embora e ingressa na orquestra de Andy Kirk (Andrew Kirk, 1898-1992), em Kansas City. A orquestra e a mulher de Fletcher acabaram ganhando dele. Fonte:Billie Holiday - Biografia, Sylvia Fol.


Rehearsal for God Bless the Child


Escrita por Billie Holiday e Arthur Herzog Jr. em 1939 com gravação em 09 maio de 1941 pelo SELO Okeh, 799 Seventh Avenue, New York City. Em sua autobiografia - Lady Sings the Blues, ela faz referencia a uma possível briga com sua mãe por causa de dinheiro a levando a compor a musica em conjunto com Herzog. Durante a discussão, Billie teria dito a frase: "God bless the child that's got his own..." (Deus abençoe a criança que tem o seu próprio...) e não completa a frase. A indignação com o incidente a levou a transformar em um ponto de partida para uma das mais belas interpretação de sua carreira. Outras fonte sugerem que a melodia foi tirada da bíblia, onde o sagrado e o profano teria inspirado essa melodia, embora a religião não ter muita importância em sua vida, com referencia em Mateus 25:29 "Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado."

sábado, 6 de novembro de 2010

Ella e Um mergulho no Passado Nostálgico de Uma Diva Nos Anos da Gravadora DECCA – 1917-1935 - Parte II

"...Hoje a lenda e a verdade vieram juntas cronologicamente. O Teatro Apollo no Harlem tinha uma política de reservar uma noite para os amadores para exibição de novos talentos: depois que o verdadeiro show acabasse era a vez da competição dos novatos. A idéia deste tipo de programa começou no Teatro Lafayette no Harlem, Rua 132 em 1933. O vencedor recebia um prêmio em troféu, dinheiro ou talvez se iniciasse numa carreira profissional. Os amadores eram chamados depois de tirados os cartões da caixa e convocados a exibirem. Mais da metade dos duzentos mil afro-americanos morando Harlem vivia encostado (expressa da Depressão para Previdência Social) e estes shows eram de grande incentivo moral. Embora tenha dito sempre que fora convidada pelas amigas (“um dia duas ou três amigas e eu fizemos uma aposta: teria eu coragem?”), Ella e algumas de suas companheiras de rua colocaram seus nomes nos cartões e o poder do universo que faz com que as coisas aconteçam empurrou Ella para a sua estreia em janeiro de 1934. Acompanhada da turma encorajadora, aguardava a hora de entrar enquanto repassava a rotina dos passos de dança na cabeça. O show profissional do Apollo com as Edward Sisters terminou deixando no ar uma incrível quantidade de energia e dança. Conforme Ella descreveu “Elas eram as mais dançantes irmãs do pedaço!” Ela percebeu que não conseguiria acompanha-las no palco. “Minhas pernas viraram água e milhões de borboletas brincavam de pegar dentro do meu estômago”, diria ela anos depois. Suas amigas tiveram de empurrá-la para o palco, “e quando eu olhei para onde o publico deveria estar, tudo o que vi foi um grande borrão”. Alguém da audiência gritou: “O que ela vai fazer?”. O Teatro Apollo era conhecido por sua freqüência barra-pesada que fazia da impertinência uma forma de arte. O público assistindo os melhores artistas do pedaço e quando via um talento de verdade reagiam com um entusiasmo selvagem e desmedido. No entanto quando se encontrava diante de alguma coisa menos do que ótima, sua ruidosa desaprovação podia transformar a pedra de Gibraltar em areia. O mestre-de-cerimônia percebeu o pânico de Ella e perguntou se preferia cantar em vez de dançar. Com o incentivo do público, ela perguntou se a orquestra da casa sabia uma canção de Hoagy Carmichael chamada “Judy”. Mais tarde ela diria que conhecia a letra porque sua mãe costumava ouvir e reouvir a mesma canção no disco de Conne Boswell. Por estranho que pareça o historiador musical Will Friedwald afirma que não há hoje vestígios deste disco. Ella cantou apoiando-se no estilo Boswell para chegar ao fim da musica. A resposta do público foi tão positiva que exigia outra música. A única canção que Ella sabia era o que chamava de o lado-de-lá de “Judy”. “Believer It Beloved”. Desnecessário dizer que Ella ganhou o prêmio de 25 dólares. Não tivesse ganhado o concurso, Ella nunca teria seguido a carreira de vocalista. Ela chamava aquela noite de “o turning point da minha vida. Uma vez lá, senti aceitação e o amor por parte do publico – sabia que eu queria cantar diante das pessoas para o resto de minha vida”. A grande coincidência também foi a presença naquela noite do jovem saxofonista e arranjador Benny Carter. Carter percebeu logo o potencial da jovem cantora e se apresentou a ela depois do show. “Não tenho certeza se eu fui o mestre-de-cerimônia naquela noite”. (não fui) recorda Carter, “mas imediatamente pude ver não só seu talento, mas a reação que ela provocava na audiência. Embora nervosa, como até hoje ela fica antes de se apresentar, ela adorou o publico e o publico adorou-a de volta. Foi óbvio desde início o que ela tinha dentro de si naquela noite no Apollo, e meu Deus, o que ela fez com sua estreia”. Não deixa de ser surpreendente que Ella e Carter ainda fossem amigos próximos e bons companheiros mais de cinqüenta e cinco anos depois. O que tornou Ella tão especial naquela noite foi a incrível reação que ela e o publico tiveram um do outro. Não a foi a sua voz, ainda fina e não definida e seu estilo era Conne Boswell. Ela era uma adolescente desengonçada e não estava bem vestida nem parecia elegante – ela nunca se julgou sua mulher bela. No entanto foi como duas pessoas que se encontram e se tornam na hora grandes amigos. Foi uma reação química, dois elemento individual que combinados, causaram uma enorme explosão. Carter apresentou Ella a Fletcher Henderson dias depois de sua estreia, mas Fletcher não se mostrou particularmente impressionado (podemos imaginar quantas vezes na vida ela não se arrependeu desta mancada), dizendo: “Simplesmente não vejo nada demais nela”. Ella começou então uma rotina de concorrer e ganhar todos os concursos amadores do Harlem, acrescentando “The Object of My Affection” a seu repertório. O único tropeço deu-se numa noite no Lafayette quando tentou cantar “Lost in a Fog” toda vestida de preto para parecer sofisticada. “O pianista não sabia as mudanças de escalas e eu realmente me perdi”, recordaria anos depois. Foi vaiada até sair de cena. No entanto seu fracasso total rapidamente se tornou uma vitória à medida que ela continuava com seu repertório de três músicas, ganhando todos os concursos de novos em que entrasse. Finalmente a talentosa adolescente ganhou como prêmio um contrato profissional: Uma semana no Harlem Opera House com a orquestra de Tiny Bradshaw, ganhando 50 dólares. Por esta época, teve seu nome citado na imprensa pela primeira vez. O New York Time referiu-se assim a ela quando de sua estreia no Harlem Opera House em janeiro de 1935:...” e Ella Frizgerald, o último nome premiado nos recentes concursos de auditório..” Há uma historia a respeito de Ella que teria acontecido nesta época que surge e ressurge de vez em quando. É apócrifo. Supostamente a rede de rádio CBS ficou sabendo das vitórias de Ella no Harlem e quis escalá-la para um show estrelado por Arthur Tracy, “The Street Singer” cujo grande sucesso era “Here Lies Love”. Prossegue esta lista de historia contando que assim que o contrato estava para ser assinado, a mãe de Ella faleceu, deixando-a sem uma pessoa responsável que assinasse o contrato por ela. Embora seja impossível fixar a data exata da morte de sua mãe, uma garota menor de idade teria a tutela de alguém apontado pela corte. Nova York tinha um sistema de direito de família muito eficiente, já nesta época. Se tal contrato existisse, CBS teria requerido que fosse designado alguém para tutelá-la. William S. Paley, presidente da CBS, não era homem de temer obstáculos. A tia de Ella, Virginia Williams, poderia ter assinado por ela. Por último o próprio Mr. Tracy recentemente declarou que não teve intenção de contrata-la e que de fato só ouviria falar dela mais tarde na época de suas gravações na Decca. Muita coisa sobre o inicio da carreira de Ella foi igualmente embaralhado pela imaginação dos publicitários. Foi no final daquela semana no Opera House que Ella cruzou pela primeira vez com Chick Webb, o baterista bandleader. Recorda Ella: “A orquestra de Tiny Bradshaw participava do show, eles me colocaram à direita bem no final, quando todo mundo já vestia os cossacos e preparava-se para sair. Tiny desse: ‘Senhoras e senhores, com vocês a garota que tem vencido todos os concursose eles voltaram e tiraram seus casacos e sentaram-se novamente”. Chick se apresentou na noite seguinte com a orquestra e como costumava dizer, ele “sacou-a no ato”. Embora Chick tivesse ficado impressionado, não pensava em acrescentar uma vocalista ao seu grupo musical. A intervenção a favor dela veio através de Bardu Ali, homem de frente da orquestra de Webb. Chick (nascido William Henry Webb Jr. Em 1909) estava indefeso como uma criança com tuberculose óssea na espinha. Uma queda devido à falha de degraus numa escada paralisou parcialmente suas pernas. Seu tamanho diminuto (menos de um metro e meio) deu-lhe o apelido de “Chick”. Devido a suas limitações físicas, Ali regia a orquestra enquanto Webb tocava bateria (e tocava-a extremamente bem, de um dinamismo que faria dele uma lenda, não fosse sua morte prematura). Ali levou Ella aos bastidores no camarim de Chick (houve boato de que ela ficou escondida lá, mais os minúsculos cubículos de teatro desmente a dramatização desta versão) e fez com que bandleader escutasse-a cantar alguma canção. Webb sabia que não precisava de uma cantora uma vez que já tinha um cantor, Charle Linton e não via necessidade de aumentar sua folha de pagamento. Finalmente cedeu e permitiu uma chance a Ella quando a orquestra fosse à Universidade de Yale, observou ele com um ponto de interrogação na voz. “Embarque no nosso ônibus e se eles gostarem de você lá o lugar é seu”. Se os bacanas de Yale aceitassem a nova cantora, ela poderia funcionar por uns tempos. Chick e Ella nunca tiveram razão para se arrepender e a cantora recebia a fria quantia de U$12,50 por semana nos primeiros cinco meses com a orquestra, subindo para 15 dólares quando eles começaram como atração fixa e se apresentar no Savoy Ballroom".
Fonte: Ella Frizgerald: A Primeira Dama do Jazz - Geoffrey Mark Fidelman, Francisco Alves - 2001.
Boa Leitura - Namastê.


Ella Fitzgerald - Lost in a Fog
1960

quinta-feira, 2 de março de 2023

Ella Fitzgerald - The Complete Piano Duets 1950-60 (2CD)

Lançamento: 2020
Selo: Verve Records
Gênero: Swing, Cool, Bebop, Bop, Vocal Jazz


 Até o início dos anos 1950 o domínio de Ella Fitzgerald sobre fãs e críticos foi absoluto. Na verdade, entre 1953 e 1970, a cada ano ela era a vencedora da enquete promovida pela revista ‘Down Beat’ a mais antiga e respeitada revista de jazz do mundo, e assim ficou conhecida como ‘a primeira dama da canção’. Ao contrário de algumas outras cantoras de jazz como Billie Holiday e Anita O’Day, Ella Fitzgerald tinha uma vida privada desprovida de notoriedade relacionadas com drogas. Em contraste com a sua carreira ativa como intérprete, levava uma vida pessoal tranquila. Com uma voz bonita, Ella era uma cantora brilhante, e tinha a dicção quase perfeita, podia se entender as palavras que ela cantava. A falha era que, uma vez que ela sempre parecia feliz por estar cantando, nem sempre a sua interpretação condizia com as canções que ela interpretava. E ninguém poderia adivinhar que seu canto nos primeiros dias foi tão melancólico como o de Billie. Nascida em 1918, em Newport News, Virgínia. Seus pais, William Fitzgerald e Temperança Williams Fitzgerald, separaram-se depois de um ano do seu nascimento e logo em seguida, ela se mudou para o norte com a mãe, estabelecendo-se em Yonkers, perto de Nova York onde recebeu sua educação musical nas escolas públicas. Ella Fitzgerald também cresceu na pobreza e foi literalmente uma sem-teto. Na adolescência aspirava ser uma dançarina. No entanto, aos 17 anos depois de vencer um concurso de talentos no ‘Teatro Apollo’, no Harlem, ficou claro que cantar seria sua vocação. Ella ganhou a competição com a sua interpretação de ‘The Object of My Affection’ uma melodia que se tornou popular com a cantora Connee Boswell, uma das melhores cantoras de jazz dos anos 30 e sempre citada por Ella como sendo a sua principal influência. O primeiro compromisso profissional veio, logo depois, no Harlem Opera House, onde se apresentou durante uma semana. Foi assistida pelo baterista e líder de uma das bandas mais marcantes do jazz dos anos 30, Chick Webb, por indicação de um dos principais estilistas do saxofone alto, arranjador e maestro, Benny Carter, que estava na platéia do Teatro Apollo. Chick Webb, que não ficou impressionado com a aparência de Ella, relutantemente foi convencido a deixá-la cantar com sua orquestra em uma noite. Logo o baterista reconheceu o seu potencial comercial. Nascida em 1918, em Newport News, Virgínia. Seus pais, William Fitzgerald e Temperança Williams Fitzgerald, separaram-se depois de um ano do seu nascimento e logo em seguida, ela se mudou para o norte com a mãe, estabelecendo-se em Yonkers, perto de Nova York onde recebeu sua educação musical nas escolas públicas. Ella Fitzgerald também cresceu na pobreza e foi literalmente uma sem-teto. Na adolescência aspirava ser uma dançarina. No entanto, aos 17 anos depois de vencer um concurso de talentos no ‘Teatro Apollo’, no Harlem, ficou claro que cantar seria sua vocação. Ella ganhou a competição com a sua interpretação de ‘The Object of My Affection’ uma melodia que se tornou popular com a cantora Connee Boswell, uma das melhores cantoras de jazz dos anos 30 e sempre citada por Ella como sendo a sua principal influência. O primeiro compromisso profissional veio, logo depois, no Harlem Opera House, onde se apresentou durante uma semana. Foi assistida pelo baterista e líder de uma das bandas mais marcantes do jazz dos anos 30, Chick Webb, por indicação de um dos principais estilistas do saxofone alto, arranjador e maestro, Benny Carter, que estava na platéia do Teatro Apollo. Chick Webb, que não ficou impressionado com a aparência de Ella, relutantemente foi convencido a deixá-la cantar com sua orquestra em uma noite. Logo o baterista reconheceu o seu potencial comercial. Em 1935, Ella Fitzgerald já estava gravando com a orquestra de Webb, e em 1937 mais da metade das seleções musicais da orquestra eram acompanhadas por sua voz. ‘A-Tisket, A-Tasket’ se tornou um enorme sucesso em 1938, e ‘Undecided’ logo em seguida. Durante esta época, Fitzgerald era essencialmente uma cantora pop de baladas, já tinha uma bela voz, mas as improvisações iriam se desenvolver mais tarde. Em 1939, Chick Webb morreu e foi decidido que Ella Fitzgerald ficaria à frente da orquestra, para contratar ou demitir os músicos. Quando se separou da banda em 1941 e decidiu seguir carreira solo, não demorou muito para assinar contrato com a gravadora ‘Decca’. A sua reputação de grande cantora e, acima de tudo, um talento para a improvisação era maior entre os músicos do que entre o público em geral, e ela corrigiu esse desequilíbrio. E assim, sua carreira decolou somente após a Segunda Guerra Mundial, quando Norman Granz se tornou o seu empresário. Ela excursionou com a big band de Dizzy Gillespie e suas gravações tornaram-se populares e o resultado foi o seu sucesso como cantora de jazz.

Ella Fitzgerald: Vocal em todas as faixas:

CD 1: Ellis Larkins, piano. Nova York, 11 a 12 de setembro de 1950 (1 a 8) e 29 a 30 de março de 1954 (9 a 20).

CD 2 (1): Paul Smith, piano. Los Angeles, 7 de fevereiro de 1956.

CD 2 (2): Oscar Peterson, piano. Los Angeles, 17 de outubro de 1957.

CD 2 (3-15): Paul Smith, piano. Hollywood, 14 e 19 de abril de 1960.

Tracks Bônus (CD 2 [16-19]): duetos de voz/guitarra Ella Fitzgerald, vocais; Barney Kessel, guitarra. Los Angeles, agosto - setembro de 1956.

Boa audição - Namastê

terça-feira, 28 de junho de 2022

# 044 - Lionel Hampton & His French New Sound, Vol. 1 (1955)

Artista: Lionel Hampton & His French New Sound

Álbum: Jazz in Paris 044

Lançamento: 2000

Selo: Gitanes Jazz Produção

Gênero: Hard Bop, Swing


Lionel Hampton (1908 – 2002), foi considerado o primeiro vibrafonista do jazz, também foi um hábil baterista, pianista e cantor e foi líder de bandas. Ao longo da sua vida, Hampton tocou com os grandes nomes do jazz desde Benny Goodman e Buddy Rich, a Charlie Parker e Quincy Jones. Como membro do grupo de Benny Goodman ele fez alguns de seus melhores discos, tendo solos memoráveis em canções como ‘Dizzy Spells’ e ‘Moonglow’. Ele também realizou sessões de gravação com músicos lendários como Coleman Hawkins, Benny Carter e Nat Cole, alguns dos melhores do jazz da época. Lionel Leo Hampton nasceu em Louisville, Kentucky, e foi criado por sua avó e em 1916 sua família mudou-se para Chicago. Na juventude, Hampton era um membro do ‘Bud Billiken Club’, um clube para jovens negros. Durante a década de 20, quando ainda era um adolescente teve aulas de xilofone e bateria com o baterista de blues e jazz Jimmy Bertrand. E mudou para Califórnia em 1927 ou 1928, tocando bateria para o ‘Dixieland Blues-Blowers’. Sua estréia em gravações foi com ‘The Quality Serenaders’, e foi baterista do bandleader Les Hite. Durante este período começou a praticar no vibrafone. Em 1930, Louis Armstrong chegou à Califórnia e contratou a banda de Les Hite, pedindo a Hampton para tocar o instrumento. Assim começou sua carreira como vibrafonista, popularizando o seu uso desde então. Durante os anos 30, ele estudou música na ‘University of Southern California’. Em 1934, conduziu a sua própria orquestra. Em 1936, a orquestra de Benny Goodman chegou a Los Angeles para tocar no famoso salão de dança ‘Palomar Ballroom’, e Goodman convidou Lionel Hampton para integrar seu trio, que assim se tornou o famoso ‘Benny Goodman Quartet’, com o pianista Teddy Wilson e o baterista Gene Krupa completando o lineup. O trio e depois quarteto estavam entre os primeiros grupos de jazz racialmente integrados e em uma época que o jazz era dominado por grandes bandas. Enquanto trabalhou para Goodman em New York, Hampton também gravou com diversos pequenos grupos conhecidos como ‘Lionel Hampton Orchestra’. Em 1940 deixou Goodman em circunstâncias amistosas para formar sua própria big band que se tornou popular durante os anos 40 e início dos anos 50. Sua terceira gravação em 1942 produziu uma versão do clássico ‘Flying Home’ com solo do saxofonista Illinois Jacquet que antecipou o rhythm & blues. O sucesso fez com que gravasse ‘Flying Home, Number Two’ com o saxofonsta Arnett Cobb. O guitarrista Billy Mackel ingressou em sua orquestra em 1944, e iria tocar e gravar com ele quase continuamente através dos anos 70. Em 1947 Lionel Hampton gravou ‘Stardust’ com o trompetista Charlie Shavers e com o baixista Slam Stewart no concerto ‘Just Jazz’. Dos anos 40 até início dos anos 50, Hampton gravou para a ‘Decca Records’ com inúmeros jovens artistas que mais tarde alcançaram fama, como o baixista Charles Mingus, o saxofonista Johnny Griffin, o guitarrista Wes Montgomery, a vocalista Dinah Washington e o tecladista Milt Buckner. E continuou a gravar com pequenos grupos e em jam sessions. Durante os anos 60, os grupos de Hampton estavam em declínio, e não se sairam muito melhor na década de 70. Mesmo assim, Lionel Hampton permaneceu ativo até sofrer um derrame em Paris em 1991. Esse incidente, combinado com anos de artrite crônica forçou-o a parar drasticamente. Em 1997, seu apartamento pegou fogo e destruiu seus prêmios e pertences. Hampton escapou ileso vindo a falecer em 2002.

Saxofone Barítono – William Boucaya ( faixas: 1, 3, 4 )
Clarinete, Saxofone Tenor – Maurice Meunier ( faixas: 1, 3, 4 )
Contrabaixo – Guy Pedersen
Bateria – Jean-Baptiste "Mac Kac" Reilles
Trompa Francesa – David Amram ( faixas: 1, 3, 4 )
Guitarra – Sacha Distel ( faixas: 3 )
Piano – René Urtreger
Trompete – Benny Bailey ( faixas: 1, 3, 4 ) , Bernard Hulin ( faixas: 1, 3, 4 ) , Nat Adderley ( faixas: 1, 3, 4 )
Vibrafone – Lionel Hampton
Gravado em 19 de março de 1955 na Schola Cantorum, Paris

 Boa audição - Namastê

sábado, 5 de agosto de 2023

Boxset: CD03 - Lionel Hampton And His French New Sound - A La French [Rec. 1955]

Artista:  Lionel Hampton

Álbum:  A La French [Rec. 1955]

Lançamento: 2009

Selo: Membran

Gênero: Swing, Hard Bop

Considerado o primeiro vibrafonista do jazz, também foi um hábil baterista, pianista e cantor e ímpeto líder de bandas. Ao longo da sua vida, Hampton tocou com os grandes nomes do jazz desde Benny Goodman e Buddy Rich, a Charlie Parker e Quincy Jones. Como membro do grupo de Benny Goodman ele fez alguns de seus melhores discos, tendo solos memoráveis em canções como ‘Dizzy Spells’ e ‘Moonglow’. Ele também realizou sessões de gravação com músicos lendários como Coleman Hawkins, Benny Carter e Nat Cole, alguns dos melhores do jazz da época. Lionel Leo Hampton nasceu em Louisville, Kentucky, e foi criado por sua avó e em 1916 sua família mudou-se para Chicago. Na juventude, Hampton era um membro do ‘Bud Billiken Club’, um clube para jovens negros. Durante a década de 20, quando ainda era um adolescente teve aulas de xilofone e bateria com o baterista de blues e jazz Jimmy Bertrand. E mudou para Califórnia em 1927 ou 1928, tocando bateria para o ‘Dixieland Blues-Blowers’. Sua estreia em gravações foi com ‘The Quality Serenaders’, e foi baterista do bandleader Les Hite. Durante este período começou a praticar no vibrafone. Em 1930, Louis Armstrong chegou à Califórnia e contratou a banda de Les Hite, pedindo a Hampton para tocar o instrumento. Assim começou sua carreira como vibrafonista, popularizando o seu uso desde então. Durante os anos 30, ele estudou música na ‘University of Southern Califórnia’. Em 1934, conduziu a sua própria orquestra. Em 1936, a orquestra de Benny Goodman chegou a Los Angeles para tocar no famoso salão de dança ‘Palomar Ballroom’, e Goodman convidou Lionel Hampton para integrar seu trio, que assim se tornou o famoso ‘Benny Goodman Quartet’, com o pianista Teddy Wilson e o baterista Gene Krupa completando o lineup. O trio e depois quarteto estavam entre os primeiros grupos de jazz racialmente integrados e em uma época que o jazz era dominado por grandes bandas. Enquanto trabalhou para Goodman em New York, Hampton também gravou com diversos pequenos grupos conhecidos como ‘Lionel Hampton Orchestra’. Em 1940 deixou Goodman em circunstâncias amistosas para formar sua própria big band que se tornou popular durante os anos 40 e início dos anos 50. Sua terceira gravação em 1942 produziu uma versão do clássico ‘Flying Home’ com solo do saxofonista Illinois Jacquet que antecipou o rhythm & blues. O sucesso fez com que gravasse ‘Flying Home, Number Two’ com o saxofonista Arnett Cobb. O guitarrista Billy Mackel ingressou em sua orquestra em 1944, e iria tocar e gravar com ele quase continuamente através dos anos 70. Em 1947 Lionel Hampton gravou ‘Stardust’ com o trompetista Charlie Shavers e com o baixista Slam Stewart no concerto ‘Just Jazz’. Dos anos 40 até início dos anos 50, Hampton gravou para a ‘Decca Records’ com inúmeros jovens artistas que mais tarde alcançaram fama, como o baixista Charles Mingus, o saxofonista Johnny Griffin, o guitarrista Wes Montgomery, a vocalista Dinah Washington e o tecladista Milt Buckner. E continuou a gravar com pequenos grupos e em jam sessions. Durante os anos 60, os grupos de Hampton estavam em declínio, e não se saíram muito melhor na década de 70. Mesmo assim, Lionel Hampton permaneceu ativo até sofrer um derrame em Paris em 1991. Esse incidente, combinado com anos de artrite crônica forçou-o a parar drasticamente. Em 1997, seu apartamento pegou fogo e destruiu seus prêmios e pertences. Hampton escapou ileso vindo a falecer em 2002.

Gravado em 19 de março de 1955, Schola Cantorum, Paris

Vibrafone – Lionel Hampton

Trompete – Nat Adderley, Benny Bailey, Bernard Hulin,

Trompa Francesa – Dave Amram

Sax. Tenor e Clarinete – Maurice Meunier, Ray Lawewnce

Sax. Barito – William Boucaya

Piano – René Urtreger, Mary Lou Williams

Baixo – Guy Pedersen, Buddy Banks

Bateria – Jean-Baptiste "Mac Kac" Reilles

Guitarra – Sacha Distel

Vocais - Mary Lou Williams, Beryl Briden


 Boa audição - Namastê

terça-feira, 13 de junho de 2023

Boxset: Billie Holiday – Lady Day CD10

Artista: Billie Holiday

Álbum: Lady Day The Complete...CD10

Lançamento: 2009

Selo: Legacy/Sony/Columbia

Gênero: Vocal Jazz, Swing

Billie tinha um estilo próprio e um olho para moda que ia além das gardênias usadas no cabelo, uma de suas marcas registradas. Longe dos palcos, ela gostava de casacos de pele e óculos escuros com armações cravejadas de brilho. Paolo Nieddu, que assina o figurino de Estados Unidos vs Billie Holiday, encontrou várias imagens da cantora que o deixaram intrigado, em que ela se mostrava à frente de seu tempo. Billie, por exemplo, aparece em algumas fotos sem sutiã, numa época em que lingerie era algo quase obrigatório para as mulheres. Glamourosa em suas apresentações, usava quase sempre longas luvas, que tinham também uma função: esconder as marcas de agulha nos braços, deixadas pela heroína. Sua primeira gravação foi em 1933 - "Your Mother"s Son-in-Law" -, ajudada pelo então pouco conhecido Benny Goodman. "God Bless the Child", "Trav"lin" Light", "Gloomy Sunday", "Lover Man", "Summertime", "I"ll be seeing you", "Crazy calls me", "Body and Soul" são algumas de suas canções mais famosas. Billie Holiday deixou mais de uma centena de músicas gravadas, hipnóticas e encantadoras que continuam atuais, assim como sua imagem em preto e branco com seu sorriso melancólico e a eterna gardênia branca que adornava seu cabelo. Billie Holiday passou a vida sendo explorada por maridos infiéis, empresários e amantes desonestos. Apesar do sucesso, mergulhou no álcool e nas drogas. A heroína foi especialmente a droga devastadora para sua voz e precipitou sua derrocada artística. Na Filadélfia, ela foi presa por posse de entorpecentes, e perdeu a credencial que a autorizava cantar nas melhores casas de espetáculos, ficando relegada a cabarés. Magoada, a cantora comentava: “Quando eu morrer, não quero saber se irei para o céu ou para o inferno. Só não quero ir para a Filadélfia”. Em 1956 publicou sua autobiografia intitulada “Lady Sings The Blues”. Em 1959, Billie Holiday foi diagnosticada com cirrose hepática, mas não parou de beber. Em maio, foi levada para o hospital por seus amigos. Enquanto estava internada recebeu voz de prisão por porte de drogas. Permaneceu sob a vigilância policial até a sua morte. Billie Holiday faleceu, com problemas cardíacos e hepáticos, em Nova Iorque, Estados Unidos, no dia 17 de julho de 1959.

Vocal - Billie Holiday  

Piano - Teddy Wilson  

Bobby Hackett - corneta

Trompete - Henry "Red" Allen, Bunny Berigan, Buck Clayton, Harry "Sweets" Edison, Roy Eldridge, Chris Griffin, Harry James, Jonah Jone, Hot Lips Page, Charlie Shavers, Cootie Williams  

Trombone - Benny Morton, Dicky Well, Trummy Young  

Clarinete - Buster Bailey, Benny Goodman, Vido Musso, Artie Shaw  

Clarinete, Sax. Alto - Edgar Sampson  

Sax. Soprano, Sax. Alto - Tab Smit 

Sax. Alto - Johnny Hodges, Don Redman  

Sax. Alto, Sax. Tenor - Benny Carter 

Sax. Tenor - Chu Berry, Don Byas, Herschel Evans, Babe Russin, Ben Webster  

Clarinete, Sax. Alto - Lester Young  

Harry Carney — saxofone barítono, clarinete

Piano - Margaret "Countess" Johnson, Billy Kyle, Joe Sullivan, Claude Thornhill, Sonny White  

Guitarra - Dave Barbour, Al Casey , Freddie Green, Carmen Mastren, Dick McDonough, Allan Reuss Baixo - Milt Hinton, John Kirby, Grachan Moncur, Walter Page 

Bateria - Kenny Clarke, Cozy Cole, JC Heard, Jo Jones, Gene Krupa  


Faixa 10-1: Gravado Liederkranz Hall, E. 58th Street, Nova York, 12 de outubro de 1940. De 'St. Louis Blues'. OKeh 6064. Lançado originalmente em 1940.

Faixa 10-2: Gravado Liederkranz Hall, E. 58th Street, Nova York, 12 de outubro de 1940. De 'St. Louis Blues'. Mestrado não emitido anteriormente nos EUA. Originalmente lançado em 2001.

Faixa 10-3: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 21 de março de 1941. De 'Paris'. Columbia C2 34849. Lançado originalmente em 1977.

Faixa 10-4: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 21 de março de 1941. Master não emitido anteriormente nos EUA. Lançado originalmente em 2001.

Faixa 10-5: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 21 de março de 1941. Master não publicado anteriormente nos EUA. Originalmente lançado em 2001.

Faixa 10-6: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 21 de março de 1941. De 'Romance In The Dark'. Mestrado não emitido anteriormente nos EUA. Originalmente lançado em 2001.

Faixa 10-7: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 21 de março de 1941. De 'Romance In The Dark'. Mestrado não emitido anteriormente nos EUA. Originalmente lançado em 2001.

Faixa 10-8: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 21 de março de 1941. De 'Romance In The Dark'. Mestrado não emitido anteriormente nos EUA.

Faixa 10-9: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 21 de março de 1941. Columbia C2 34849. Lançado originalmente em 1977.

Faixa 10-10: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 21 de março de 1941. Columbia C2 34849. Lançado originalmente em 1977.

Faixa 10-11: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 9 de maio de 1941. Time-Life STL. Lançado originalmente em 1978.

Faixa 10-12: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 9 de maio de 1941. Legacy C3K 47724. Lançado originalmente em 1991.

Faixa 10-13: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 9 de maio de 1941. Master não publicado anteriormente nos EUA. Lançado originalmente em 2001.

Faixa 10-14: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 9 de maio de 1941. Master não emitido anteriormente nos EUA. Lançado originalmente em 2001.

Faixa 10-15: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 7 de agosto de 1941. Master não publicado anteriormente nos EU. Lançado originalmente em 2001.

Faixa 10-16: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 7 de agosto de 1941. Master não publicado anteriormente nos EUA. Lançado originalmente em 2001.

Faixa 10-17: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 10 de fevereiro de 1942. Master não publicado anteriormente nos EUA (mx 32405-2). Lançado originalmente em 2001.

Faixa 10-18: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 10 de fevereiro de 1942. Master não publicado anteriormente nos EUA. Lançado originalmente em 2001.

Faixa 10-19: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 10 de fevereiro de 1942. Master não emitido anteriormente nos EUA. Lançado originalmente em 2001.

Faixa 10-20: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 10 de fevereiro de 1942. Master não publicado anteriormente nos EUA. Lançado originalmente em 2001.

Faixa 10-21: Gravado 799 Seventh Avenue, Nova York, 10 de fevereiro de 1942. Legacy C3K 47724. Lançado originalmente em 1991.

Faixa 10-22: Gravado em Nova York, 26 de janeiro de 1944. V-Disc 672. Lançado originalmente em 1948.

Faixa 10-23: Gravado em Nova York, 26 de janeiro de 1944. V-Disc 28. Lançado originalmente em 1944.


Boa audição - Namastê

 

terça-feira, 16 de maio de 2023

Boxset: Billie Holiday – Lady Day CD05

Lançamento: 2009
Selo: Legacy/Sony/Columbia
Gênero: Vocal Jazz, Swing

Em termos de um corpo de trabalho reunido combinando influência e qualidade de realização, essas gravações são algumas das mais importantes da história do jazz. A classificação dos discos de jazz sempre apresenta um exercício de controvérsia e consternação, mas certamente os lados de Wilson/Holiday pertencem à companhia dos Hot Five e Hot Sevens de Louis Armstrong, o conjunto reunido por Fletcher Henderson mais tarde chamado de A Study In Frustration, a primeira Banda Basie na Decca, os discos de Duke Ellington com Ben Webster e Jimmy Blanton para a RCA Victor, os lados do bebop de Charlie Parker para Savoy and Dial e os LPs Atlantic de Ornette Coleman, sem falar na extensão de álbuns de Miles Davis e John Coltrane, juntos e separadamente. As sessões coincidem com o surgimento da era do swing em seu caminho para se tornar a música popular dos Estados Unidos durante o final da Depressão e os anos de guerra. Escolhidos por Hammond, Hanighen, Holiday ou Wilson, muitos dos músicos presentes eram membros das principais bandas de swing da época, como as de Ellington, Basie, Goodman, Artie Shaw , Jimmie Lunceford e Cab Calloway entre outros. Destacam-se os discos gravados com membros da banda Basie, a própria Holiday contratada por Basie em 1937, incluindo sua seção rítmica de Freddie Green, Walter Page e Jo Jones, juntamente com os principais solistas. Buck Clayton é a alma gêmea musical de Holiday e Lester Young. A lista de acompanhantes de Holiday e Wilson parece um quem é quem de solistas de jazz da década de 1930. Como cantora, Holiday teve influência na definição do estilo de vocalista de uma big band depois de Bing Crosby e seu modelo, Louis Armstrong. Seus discos apareceram quando a era do swing estava começando; posteriormente, cantores como Ella Fitzgerald, Frank Sinatra, Anita O'Day e Peggy Lee, por exemplo, começando respectivamente com as bandas de Chick Webb, Tommy Dorsey, Gene Krupa e Benny Goodman, todos encontraram inspiração nos registros de férias em Brunswick e Vocalion. Sua manipulação do ritmo e duração das frases musicais, aliada à sua capacidade de encontrar ressonância emocional nas canções, foi reconhecida publicamente como modelo por cantores de sua própria época, Sinatra, Lee, Bennett e outros e por uma miríade de cantores em épocas posteriores. Conforme declarado por Gary Giddins nas notas do encarte do box set: _"Quando eu conheci ("A Sailboat in the Moonlight"), achei uma bela melodia com belas mudanças de acordes e palavras que podem ser cafonas, mas não pareciam tão ruins quando Lady Day as entregou. Então eu tive a chance de encontrar a partitura em um bazar do meio-oeste; em casa, escolhi a melodia com um dedo e fiquei surpreso ao ver como era diferente do que Holiday cantava. Ao resolver uma frase aqui, retardando outra ali, elevando esta nota, arrastando aquela, ela transformou uma melodia irremediavelmente banal e previsível em algo pessoal, real, significativo." O fato de a Sony ter esbanjado uma caixa tão cara para gravações originalmente projetada para o meio barato de reprodução de jukebox de seis a sete décadas atrás é uma prova do poder duradouro desse corpo de trabalho.

Vocal - Billie Holiday  
Piano - Teddy Wilson 
Bobby Hackett - corneta
Trompete - Henry "Red" Allen , Bunny Berigan , Buck Clayton , Harry "Sweets" Edison , Roy Eldridge , Chris Griffin , Harry James , Jonah Jones , Hot Lips Page , Charlie Shavers , Cootie Williams  
Trombone - Benny Morton , Dicky Wells , Trummy Young  
Clarinete - Buster Bailey , Benny Goodman , Vido Musso , Artie Shaw  
Clarinete, Sax. Alto - Edgar Sampson  
Sax. Soprano, Sax. Alto - Tab Smit 
Sax. Alto - Johnny Hodges , Don Redman  
Sax. Alto, Sax. Tenor - Benny Carter 
Sax. Tenor - Chu Berry , Don Byas , Herschel Evans , Babe Russin , Ben Webster  
Clarinete, Sax. Alto - Lester Young  
Harry Carney — saxofone barítono , clarinete
Piano - Margaret "Countess" Johnson , Billy Kyle , Joe Sullivan , Claude Thornhill , Sonny White  
Guitarra - Dave Barbour , Al Casey , Freddie Green , Carmen Mastren , Dick McDonough , Allan Reuss  
Baixo - Milt Hinton , John Kirby , Grachan Moncur , Walter Page 
Bateria - Kenny Clarke , Cozy Cole , JC Heard , Jo Jones , Gene Krupa  

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Faixa 01: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 31 de outubro de 1938, Brunswick. Lançado originalmente em 1938.
Faixa 02: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 31 de outubro de 1938, Brunswick. Lançado originalmente em 1938.
Faixa 03: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 9 de novembro de 1938. De 'Going Places', Brunswick. Lançado originalmente em 1938.
Faixa 04: Gravado em 1776 na Broadway, Nova York, 9 de novembro de 1938. De 'Say It In French'. Brunswick, Lançado originalmente em 1938.
Faixa 05: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 9 de novembro de 1938. Brunswick. Lançado originalmente em 1938.
Faixa 06: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 9 de novembro de 1938. De 'Going Places', Brunswick. Lançado originalmente em 1938.
Faixa 07: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 28 de novembro de 1938, Brunswick. Lançado originalmente em 1938.
Faixa 08: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 28 de novembro de 1938, Brunswick. Lançado originalmente em 1938.
Faixa 09: Gravado em 1776 na Broadway, Nova York, 28 de novembro de 1938. De 'Zaza', Brunswick. Lançado originalmente em 1938.
Faixa 10: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 28 de novembro de 1938. De 'St. Louis Blues', Brunswick. Lançado originalmente em 1938.
Faixa 11: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 20 de janeiro de 1939, Vocalion. Lançado originalmente em 1939.
Faixa 12: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 20 de janeiro de 1939, Vocalion. Lançado originalmente em 1939.
Faixa 13: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 30 de janeiro de 1939, Brunswick. Lançado originalmente em 1939.
Faixa 14: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 30 de janeiro de 1939, Brunswick. Lançado originalmente em 1939.
Faixa 15: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 30 de janeiro de 1939, Brunswick. Lançado originalmente em 1939.
Faixa 16: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 30 de janeiro de 1939, Brunswick . Lançado originalmente em 1939.
Faixa 17: Gravado 711 Fifth Avenue, Nova York, 21 de março de 1939, Vocalion. Lançado originalmente em 1939.
Faixa 18: Gravado 711 Fifth Avenue, Nova York, 21 de março de 1939, Vocalion. Originalmente lançado em 1939.
Faixa 19: Gravado 711 Fifth Avenue, Nova York, 21 de março de 1939,Vocalion. Lançado originalmente em 1939.
Faixa 20: Gravado 711 Fifth Avenue, Nova York, 21 de março de 1939, Vocalion. Lançado originalmente em 1939.
Faixa 21: Gravado 711 Fifth Avenue, Nova York, 21 de março de 1939, Columbia. Lançado originalmente em 1939 (de acordo com o livreto. Provavelmente não foi lançado antes de 1947).

Boa audição - Namastê

quinta-feira, 11 de maio de 2023

Lançamento: 2009
Selo: Legacy/Sony/Columbia
Gênero: Vocal Jazz, Swing

''Você não se importa de subir no palco e ir tocando piano até Lady Day subir, se importa? Tenho de ir até lá embaixo, dar uns chutes no estômago dela, amassá-la um pouco e enchê-la de socos para ela cantar bem.'' - Quem falava assim de Billie Holiday era seu amante John Levy. Ela sofreu nas suas mãos e nas de quase todos os outros. A tragédia pessoal e as drogas marcaram sua vida. Mas todo o lixo que ela viveu era transformado pelo seu canto. Surras, prisões, droga pesada, mais o drama de uma cantora negra naquele tempo, como muitas vezes nos hotéis onde se hospedava, no auge da carreira, ser convidada a subir pelo elevador de serviço para que não se misturasse com os brancos. Tudo isso foi transformado em interpretações históricas. Quando se ouve Billie cantar, sente-se que ela está contando sua história, tragédias como em ‘Strange Fruit’, sobre um assassinato no Sul, e ‘God Bless The Child’, uma de suas próprias composições e que versava sobre a pobreza. Essas gravações foram feitas em uma época anterior ao álbum LPs, introduzido pela Columbia Records em 1948. A música gravada havia chegado algumas décadas antes na forma de um disco de gramofone de 10 polegadas tocando a 78 revoluções por minuto, com duas canções de cerca de três duração de um minuto e meio por lado. Durante a Grande Depressão, as vendas de discos para uso doméstico diminuíram drasticamente, mas permaneceu um mercado viável para a reprodução de discos em jukeboxes. Inicialmente, esses discos com Billie Holiday foram feitos com esse mercado em mente. John Hammond, que descobriu Holiday cantando em um clube de jazz do Harlem em 1933, organizou sua primeira sessão de gravação naquele mesmo ano em 27 de novembro. Na companhia de Jack Teagarden, Gene Krupa e o futuro cunhado de Hammond, Benny Goodman, os dois lados com Holiday seriam lançados em nome de Goodman. Pouco mais de 19 meses depois, Holiday estaria em outro estúdio de Nova York para sua segunda sessão em associação com Goodman novamente, assim como Ben Webster e Cozy Cole, sob a liderança de Teddy Wilson. De 02 de julho de 1935 a 07 de agosto de 1941, Holiday gravaria regularmente, para emissão comercial, 78s creditados a ela ou a Wilson. Com algumas exceções, esses discos foram originalmente lançados por gravadoras diferentes da Columbia, que atendiam a um mercado afro-americano, então referidos como discos de corrida. As gravadoras Brunswick Records e Vocalion Records tornaram-se empresas parceiras da Columbia quando esta foi comprada em 1934 pela American Record Corporation, que possuía Brunswick e Vocalion desde o final de 1931. Os registros creditados a Wilson foram lançados em Brunswick; aqueles para Holiday on Vocalion. Com a compra da ARC em 1939 pela CBS, a corporação reorganizou suas gravadoras sob a égide da Columbia como controladora. A partir de 1940, os lançamentos de férias foram lançados na Okeh Records, marca reativada pela CBS para lidar com seu produto para o mercado de "registros de corrida".

Vocal - Billie Holiday  

Piano - Teddy Wilson  

Bobby Hackett - corneta

Trompete - Henry "Red" Allen , Bunny Berigan , Buck Clayton , Harry "Sweets" Edison , Roy Eldridge , Chris Griffin , Harry James , Jonah Jones , Hot Lips Page , Charlie Shavers , Cootie Williams  

Trombone - Benny Morton , Dicky Wells , Trummy Young  

Clarinete - Buster Bailey , Benny Goodman , Vido Musso , Artie Shaw  

Clarinete, Sax. Alto - Edgar Sampson  

Sax. Soprano, Sax. Alto - Tab Smit 

Sax. Alto - Johnny Hodges , Don Redman  

Sax. Alto, Sax. Tenor - Benny Carter 

Sax. Tenor - Chu Berry , Don Byas , Herschel Evans , Babe Russin , Ben Webster  

Clarinete, Sax. Alto - Lester Young  

Harry Carney — saxofone barítono , clarinete

Piano - Margaret "Countess" Johnson , Billy Kyle , Joe Sullivan , Claude Thornhill , Sonny White  

Guitarra - Dave Barbour , Al Casey , Freddie Green , Carmen Mastren , Dick McDonough , Allan Reuss  

Baixo - Milt Hinton , John Kirby , Grachan Moncur , Walter Page 

Bateria - Kenny Clarke , Cozy Cole , JC Heard , Jo Jones , Gene Krupa  

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Faixa 01: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 31 de março de 1937. Brunswick, Lançado originalmente em 1937.

Faixa 02: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 31 de março de 1937. Brunswick, Lançado originalmente em 1937.

Faixa 03: Gravado em 1776 na Broadway, Nova York, 31 de março de 1937. De 'The Little Show', Brunswick. Lançado originalmente em 1937.

Faixa 04: Gravado em 1776 na Broadway, Nova York, em 1º de abril de 1937. De 'Cotton Club Parade Of 1937', Vocalion. Lançado originalmente em 1937.

Faixa 05: Gravado em 1776 na Broadway, Nova York, 1º de abril de 1937. De 'Shall We Dance?', Vocalion. Lançado originalmente em 1937.

Faixa 06: Gravado em 1776 na Broadway, Nova York, em 1º de abril de 1937. De 'Shall We Dance?'. Vocalion, Lançado originalmente em 1937.

Faixa 07: Gravado em 1776 na Broadway, Nova York, em 1º de abril de 1937. De 'Cotton Club Parade Of 1937', Vocalion. Lançado originalmente em 1937.

Faixa 08: Gravado em Nova York, 11 de maio de 1937. De 'Broadway Melody Of 1938', Brunswick. Lançado originalmente em 1937.

Faixa 09: Gravado em Nova York, 11 de maio de 1937. De 'Broadway Melody Of 1938', Brunswick.

Faixa 10: Gravado em Nova York, 11 de maio de 1937. Brunswick, Lançado originalmente em 1937.

Faixa 11: Gravado em Nova York, 11 de maio de 1937. Brunswick, Lançado originalmente em 1937.

Faixa 12: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 1º de junho de 1937. Brunswick, Lançado originalmente em 1937.

Faixa 13: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 1º de junho de 1937. Brunswick, Lançado originalmente em 1937.

Faixa 14: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 1º de junho de 1937. Brunswick, Lançado originalmente em 1937.

Faixa 15: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 15 de junho de 1937. Vocalion, Lançado originalmente em 1937.

Faixa 16: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 15 de junho de 1937. De 'Stage Door', Vocalion. Lançado originalmente em 1937.

Faixa 17: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 15 de junho de 1937. De 'Caça-talentos', Vocalion. Originalmente lançado em 1937.

Faixa 18: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 15 de junho de 1937. De 'Pick A Star', Vocalion. Lançado originalmente em 1937.

Faixa 19: Gravado em 1776 na Broadway, Nova York, 13 de setembro de 1937, De 'Disbarred'. Vocalion. Lançado originalmente em 1937.

Faixa 20: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 13 de setembro de 1937, De 'Vocalion. Lançado originalmente em 1937.

Faixa 21: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 13 de setembro de 1937, Vocalion. Lançado originalmente em 1937.

Faixa 22: Gravado em 1776 Broadway, Nova York, 13 de setembro de 1937, Vocalion. Lançado originalmente em 1937.

Boa audição - Namastê