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segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

VA - Bebop 1945-1953

Artista: VA
Lançamento: 1988
Selo: Giants Of Jazz (Immortal Concerts)
Gênero: Bop, Bebop, Swing

Boa audição - Namastê


quinta-feira, 8 de setembro de 2022

# 072 - Jazz In Paris - Bebop (1947-1949)

Artista: Bebop & VA

Álbum: Jazz in Paris 072

Lançamento: 2001

Selo: Gitanes Jazz Produção

Gênero: Bebop


O nascimento do bebop nos anos 40 é geralmente considerado um marco do começo do jazz moderno. Esse estilo surgiu diretamente dos pequenos grupos de swing, mas deu uma ênfase muito maior à técnica e a harmonias mais complexas, por oposição a melodias cantáveis. Boa parte da teoria a ser discutida mais adiante nesta Introdução deriva diretamente das inovações desse estilo. O sax alto Charlie “Bird” Parker foi o pai desse movimento e o trompetista Dizzy Gillespie (“Diz”) foi seu principal cúmplice. Dizzy também regeu uma big band e ajudou a introduzir a música afro-cubana, inclusive ritmos como o mambo, para públicos americanos, por meio de seu trabalho com percussionistas cubanos. Mas foram as gravações em quinteto e outros grupos pequenos com Diz e Bird que formaram a fundação do bebop e da maioria do jazz moderno. Embora, como nos estilos anteriores, muito se tenha usado do blues e da música popular da época, inclusive canções de George Gershwin e Cole Porter, as composições originais dos músicos de bebop começaram a divergir da música popular pela primeira vez, e o bebop, especialmente, não tinha intenção de ser uma música para dançar. As composições geralmente tinham andamentos rápidos e difíceis sequências de colcheias. Muitos dos standards do bebop são baseados em progressões de acordes de outras músicas populares, como “I Got Rhythm”, “Cherokee” ou “How High The Moon”. As improvisações eram baseadas nas escalas subentendidas nesses acordes, e as escalas usadas incluíam alterações como a quinta bemol. O desenvolvimento do bebop levou a novas abordagens de acompanhamento, bem como de solo. Bateristas começaram a depender menos do bumbo e mais do prato de condução e do chimbal. Baixistas tornaram-se responsáveis por manter a pulsação rítmica, passando a tocar quase que exclusivamente uma linha do baixo que consistia principalmente de semínimas enquanto marcavam a progressão harmônica. Os pianistas puderam usar um toque mais leve, e em especial suas mãos esquerdas não eram mais obrigadas a definir a pulsação rítmica ou a tocar a nota fundamental dos acordes. Além disso, a forma padrão do jazz moderno tornou-se universal. Os músicos tocavam o tema (“the head”) de uma peça, geralmente em uníssono, daí revezavam tocando solos baseados na progressão de acordes da peça, e finalmente tocavam a melodia novamente. A técnica de trocar quatro compassos, em que os solistas revezavam frases de quatro compassos entre si ou com o baterista, também virou lugar-comum. O formato padrão de quarteto e quinteto (piano, baixo, bateria; saxofone e/ou trompete) usado no bebop mudou muito pouco desde os anos 40. Muitos dos músicos das gerações anteriores ajudaram a abrir o caminho para o bebop. Entre esses músicos estão Lester Young, Coleman Hawkins, Roy Eldridge, Charlie Christian, Jimmy Blanton e Jo Jones. Young e Hawkins especialmente são geralmente considerados dois dos mais importantes músicos dessa empreitada. Entre outros notáveis músicos do bebop estão os saxofonistas Sonny Stitt e Lucky Thompson, os trompetistas Fats Navarro, Kenny Dorham e Miles Davis, os pianistas Bud Powell, Duke Jordan, Al Haig e Thelonious Monk, o vibrafonista Milt Jackson, os baixistas Oscar Pettiford, Tommy Potter e Charles Mingus e bateristas como Max Roach, Kenny Clarke e Roy Haynes. Miles, Monk e Mingus fizeram avanços posteriores nas eras pós-bebop, e a música deles será abordada mais adiante.

Saxofone Alto – Hubert Rostaing (faixas: 1 a 06) , Jimmy Heath (faixas: 13 a 19)
Contrabaixo – Jean Bouchety (faixas: 1 a 12) , Lucien Simoens (faixas: 20 a 23), Percy Heath (faixas: 13 a 19)
Bateria – Buford Oliver (faixas: 1 a 12), Richie Frost (faixas: 20 a 23), Specs Wright (faixas: 13 a 19)
Guitarra – Jean-Jacques Tilché (faixas: 1 a 12)
Piano – Bernard Peiffer (faixas: 20 a 23), Billy Taylor (faixas: 1 a 12), Vernon Biddle (faixas: 13 a 19)
Sax. Tenor – Don Byas (faixas: 1 a 12, 20 a 23), James Moody (faixas: 20 a 23 ), Jesse Powell (faixas: 13 a 19)
Trombone – Nat Peck (faixas: 20 a 23), Tyree Glenn (faixas: 1 a 12)
Trompete – Howard McGhee (faixas: 13 a 19), Peanuts Holland (faixas: 1 a 12)
Vocais – Peanuts Holland (faixas: 11)

Don Byas / Tyree Glenn Orchestra
01-06 Paris, 13 de junho de 1947

Don Byas Ree-Boppers
07-12 Paris, 27 de janeiro de 1947.

Howard McGhee sexteto
13-19, Paris, 18 de maio de 1948

James Moody quinteto
20-23, Paris, 07 de julho de 1949


Boa audição - Namasê

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

# 069 - Art Blakey - 1958 Paris Olympia (1958)

Artista: Art Blakey
Lançamento: 2001
Selo: Gitanes Jazz Produção
Gênero: Hard Bop
Hard Bop


The Jazz Messengers, grupo fundado por Art Blakey, baterista e bandleader que junto com Kenny Clarke e Max Roach, foi um dos inventores do moderno bebop, uma das correntes mais influentes do jazz que privilegia os pequenos conjuntos, como os trios, os quartetos e os solistas de grande virtuosismo. Art Blakey sempre deu apoio aos solistas, e mais tarde, como líder do ‘The Jazz Messengers’, incluiu muitos jovens músicos que se tornaram nomes de destaque no jazz. O legado da banda não é conhecido apenas pela sofisticada música que produziu, mas como um campo de provas para várias gerações de músicos de jazz. ‘The Jazz Messengers’ foi inicialmente liderado por Blakey e o pianista Horace Silver. Embora o nome não tivesse sido usado na primeira das suas gravações, Blakey e Silver gravaram juntos em várias ocasiões, mas o nome foi usado pela primeira vez em uma gravação de 1954, nominalmente liderada por Horace Silver, com Blakey na bateria, o saxofonista Hank Mobley, trompetista Kenny Dorham e o baixista Doug Watkins. O trompetista Donald Byrd substituiu Kenny Dorham, e o grupo gravou um álbum chamado simplesmente de ‘The Jazz Messengers’ em 1956. A banda ficou conhecida como ‘Art Blakey and the Jazz Messengers’ com Blakey assumindo o grupo como único líder quando Horace Silver com Mobley, Byrd e Watkins formaram um novo quinteto com uma variedade de bateristas. Durante um período que abrange mais de quarenta anos ‘Art Blakey and The Jazz Messengers’ produziu centenas de registros e prosperou em meio a inúmeras mudanças de formação, sempre recebendo os melhores músicos do jazz incluindo os trompetistas Lee Morgan, Freddie Hubbard e Wynton Marsalis, bem como o saxofonista Wayne Shorter e os pianistas Keith Jarrett e Joanne Brackeen.

Contrabaixo – Jymie Merritt

Bateria – Art Blakey

Piano – Bobby Timmons

Saxofone Tenor – Benny Golson

Trompete – Lee Morgan


Gravado em "L'Olympia", Paris, França, 22 de novembro de 1958 (Faixas 1, 2, 3)

Gravado em "L'Olympia", Paris, França, 17 de dezembro de 1958 (Faixas 4, 5, 6, 7)


Boa audição - Namastê

 

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

2004 - Jazz Ballads Vol.04 - Clifford Brown & Sonny Rollins


Lançamento: 2004 
Selo: Membran Music
Gênero: Jazz, Bebop, Hard Bop
Clifford Brown, a lenda e Sonny Rollins, o dinossauro do jazz em um encontro de magma performance de dois saxofonistas de primeira grandeza. Puro sincopado e 
jazz de primeira
Boa audição - Namastê

domingo, 16 de dezembro de 2018

2008 - Blue Note Plays Bossa Nova - VA

Artista: VA
Álbum: Blue Note Plays Bossa Nova (3CDs)
Lançamento: 2008
Selo: Blue Note
Gênero: Bossa Nova, Brazilian Songs, Latino Jazz
                                           Curiosidades 'Bossa Nova' - Chega de Maldade
Ao contrário do que muitos pensam, a Bossa Nova não começou em 1959 nem acabou em 1967. Não foi apenas um movimento musical, mas é uma revolução cultural em permanente expansão. Não se fechou à elite carioca de classe média nem ao West Coast Jazz, mas abriu-se a variadas tendências, inclusive às regionalistas e ao samba de raiz. Não desprezou a canção tradicional de grandes autores como Ary Barroso, Dorival Caymmi, Cartola, Nélson Cavaquinho ou Geraldo Pereira, mas resgatou-os do limbo onde ficariam, de um modo ou de outro, com a ascensão e o império do pop-rock, que perdura até hoje como uma verdadeira praga. Eles atacaram a Bossa Nova - que os norte-americanos adorariam ter inventado (e até dizem que foram eles) - para hoje aplaudirem, de pé e sem o menor constrangimento, o pior lixo comercial já produzido em todos os escalões fonográficos. Ao contrário do que achavam os componentes do Tropicalismo, cujos líderes eram bossanovistas ortodoxos e gravaram álbuns idem, a Bossa Nova não se fechou no "círculo do bom gosto" (expressão deles), mas procurou apurar o estilo e bases harmônico-melódicas, que se multiplicaram em outras tendências ao longo do tempo: do samba-jazz ao samba-soul, do sambalanço à canção nacionalista engajada aos festivais da canção, dos grupos instrumentais à Toada Moderna entre outras. Em paralelo a essa profusão de tendências e à riqueza criativa, a Bossa Nova revolucionou também as artes gráficas com o design das capas dos LPs, CDs e DVDs que embalaram discos monumentais, hoje cotados entre os mais caros do mercado, inclusive as reedições em CD - que nunca encalham nas lojas. Para arrematar tudo isso, permitiu que Vinicius de Moraes, ícone da Literatura, se tornasse também o mais influente letrista brasileiro de todos os tempos e o primeiro a adaptar procedimentos literários ao linguajar coloquial ajustado ao contexto urbano brasileiro. Ao contrário do que muitos pensam, os primeiros discos de Chico Buarque, Elis Regina, Geraldo Vandré, Nara Leão, Edu Lobo, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Gal Costa, por exemplo, são pura Bossa Nova e ao contrário do que eles disseram, dizem ou dirão por aí - a maioria, sim, "cuspiu no prato que comeu", pois, se não fossem João Gilberto, o estilista do ritmo e Nara Leão - a musa e catalisadora do movimento que trouxe Maria Bethânia - que trouxe o irmão, que trouxe o 'grupo baiano' para o Sudeste e para os holofotes - eles não teriam vez nem voz, e a história seria bem diferente. Tom Zé disse que a Bossa Nova inventou o Brasil. Não é verdade, porém não há dúvida de que, desde 1959, a Bossa Nova inventou a Música Popular Brasileira Moderna, contemporânea e atemporal. O resto é protecionismo, discurso vazio ou estratégia de marketing.
Boa audição - Namastê

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

1991 - Swedish Schnapps - Charlie Parker Quintet (1949-51)

Artista: Charlie Parker
Álbum: Swedish Schnapps
Lançamento: 1991
Selo: Verve
Gênero: Jazz, Bop
Charlie Parker Quintet - Au Privave (1951) 
Personnel: Miles Davis (trumpet), Charlie Parker (alto sax), Walter Bishop (piano),
Teddy Kotick (bass), Max Roach (drums)


Boa audição - Namastê

domingo, 15 de abril de 2012

1995 - New Blue Horns - VA


Entre o mito e a lenda, o Jazz bebe nas duas fontes como um fractal que muda de forma na sua mutação ou de cor como um camaleão nas garras da natureza se mantendo na sobrevivência. A primeira porque muitos tentam explicar seu começo, meio e fim com critica renomeadas de grandes floreios ou como alguns corajosos comentários críticos de final de semana em quintais copiados uns dos outros. A segunda porque sua pejorativa existencial agrega ritmos  comuns (consideradas sem fundamento objetivo ou científico para uns e vistas apenas como histórias de um universo puramente maravilhoso para outros) de diversas comunidades, melodias, cultura diferenciadas.  

Álbum: New Blue Horns
Artista: VA
Lançamento: 1959-1995
Selo: Riverside

01.Fluegelin The Blues - Clark Terry Quartet
02.Studio B - Blue Mitchell Quintet
03.Early Morning Mood - Chet Baker Quintet M. Pepper Adams
04.Soft Winds - .Chet Baker Quartet
05.Mammy Yokum - Nat Adderly Quartet 
06.Optional - Kenny Dorham Quintet 

Boa audição - Namaste.


 

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

1959 - Meet Oliver Nelson - Oliver Nelson

Lendo o comentário do nosso amigo Borboletas de Jade sobre a parceria do saxofonista Oliver Nelson com trompetista Kenny Dorham, lembrei-me do álbum Meet Oliver Nelson, o primeiro da carreira do saxofonista, em 1959. Apesar da pouca idade (27 anos), Nelson liderou com muita autoridade o experiente quinteto formado por grandes feras, como o veterano trompetista Kenny Dorham, o pianista Ray Bryant, baixista Wendell Marshall e o baterista Art Taylor. Faixas como "Ostinato" e "Jams and Jellies" já mostravam a originalidade de Nelson em fazer refinadas composições, que ganharam um brilho mais intenso com o doce trompete de Dorham. Imperdível.
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Tracks:
01 - Jams and Jellies
02 - Passion Flower
03 - Don't Stand Up
04 - Ostinato
05 - What's New?
06 -. Booze Blues Baby

Muicos:
Ray Bryant - Piano
Kenny Dorham - Trmete
Wendell Marshall - Baixo
Oliver Nelson - Sax. Tenor
Art Taylor - Bateria

About Oliver Nelson

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Kenny Dorham Septet and Cannonball Adderley

1959 - Blue Spring


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Para os fãs de Kenny Dorham, Blue Spring é essencial e representa um dos momentos mais significativos do trompetista no selo Riverside. O registro é uma verdadeira seleção de grandes valores da época, como o saxofonista Cannonball Adderley, o baixista Paul Chambers e o pianista Cedar Walton. O tema principal do álbum é a "primavera", onde Kenny compõe as canções "Blue Spring" (faixa-título), "Spring Cannon" (em homenagem à Julian "Cannonball" Adderley) e "Passion Spring", revelando uma atmosfera leve e poética. O estilo refinado e solos altamente melódicos de Cannonball Adderley dão mais beleza para as composições de Dorham, fazendo de Blue Spring uma obra-prima fundamental.

Tracks:

1.Blue Spring
2.It Might As Well Be Spring
3.Poetic Spring
4.Spring Is Here
5.Spring Cannon
6.Passion Spring

Credits:

Cannonball Adderley - Sax (Alto)
David Amram - French Horn
Paul Chambers - Bass
Jimmy Cobb - Drums
Kenny Dorham - Trumpet, Performer
Philly Joe Jones - Drums
Cecil Payne - Sax (Baritone)
Cedar Walton - Piano