domingo, 7 de fevereiro de 2010

1960 - Sketches of Spain - Miles Davis

O segredo para criar uma música que se destaca no tempo é criar uma música atemporal. Sketches of Spain foi é continua a ser bastante diferente de tudo criado no idioma do jazz.

Miles Davis foi instintivamente o músico que não precisa definição ao atingir sua perfeição.
Responsável por tanta música que às vezes é irresistível lidar com o seu legado. À certeza disso; ninguém pode discordar que ele deixou pelo menos uma meia dúzia de legados em obras-primas indispensáveis. Mesmo que a avaliação não seja suficiente: não é exagero afirmar (como ele nunca esteve relutante em fazer) que Davis mudaram a música várias vezes. Depois de sua participação ativa na fase pré-bebop de Charlie Parker, aterrizou em solos ferteis com lançamentos clássico persistente ao tempo, fazendo escola e grandes imitadores. Varias decadas e Miles transformaria agua adocicada de ideias em subgenero ao jazz, causando uma revolução até então inimaginavel. Davis não estava na vanguarda tanto como ele estava na neo-vanguarda. Indiscutivelmente ele nunca disparou em todos os cilindros, antes ou após completamente a maneira que ele fez em 1959 e em 1960. Que ele lançou o que é geralmente considerado o mais importante (e melhor álbum de jazz) de todos os tempos, Kind of Blue, significou um óbvio ápice artístico. Como resultado cultivou uma abordagem a invocar o silêncio tanto quanto o som: Miles levou a filosofia do menos e mais à níveis sem precedentes. Em certo sentido ele transcendeu técnica, evoluindo para uma franqueza que se obtém uma sensibilidade rara: seus solos foram incessantemente expressivo, lírico e cheio de sentimento concentrado. Esta facilidade foi talvez manifestada e evidente em varios de seus albuns, mas tão bem representado em Sketches of Spain. 1959, Davis havia acabado de gravar “Kind of Blue” e dispensado John Coltrane e Cannonball Adderley da banda. Naquele ano conheceu o Concierto de Aranjuez de Joaquin Rodrigo na casa de um amigo baixista e amante do clássico. Apaixonou-se e juntou traçou esforços pela terceira vez com Gil Evans (já colaborado em Miles Ahead - 1957 e Porgy and Bess - 58) para realizar uma adaptação e compor faixas em torno do tema espanhol. O resultado é uma obra de arte ao mesmo tempo popular e moderna. Mas que foi rejeitada por alguns críticos - que perguntavam se isso era jazz Miles respondeu: é música e eu gosto. Não só da peça principal - mas também faixas como Saeta, um solo absolutamente fantástico de Davis e o balé sincopado de Manuel de Falla, Will o’ the Wisp, uma das canções favoritas de jazz de todos os tempos. Atmosférico e acessível, tornase um grande álbum para congregar aos novos neofitos os valores criativo de um genio chamado de Miles Davis. Sketches of Spain é considerado um dos álbuns mais ouvido na carreira de Davis. Um edição da Penguin Guide to Jazz on CD descreve como "elevadas música ligeira". A revista Rolling Stone o definiu: "menos improvisação, muito ruido contemporâneos sendo algo diferente de jazz". Davis respondeu (segundo a própria revista), "It's music, and I like it" . Em 2003, o álbum foi colocado no 356 na lista da Rolling Stone dos 500 melhores álbuns de todos os tempos. Davis é justamente venerado por muitas coisas. Talvez o mais importante e único, era a sua consciência instintiva de que não é preciso jogar perfeitamente ao atingir ocasionalmente algo muito perto da perfeição. Sketches of Spain é um estudo desse acaso e permanece como um ponto alto na carreira de mestre, assim como uma das obras fundamentais do século 20, depois de Kind Of Blue. Arranjos de Gil Evans. Produção de Teo Macero e Irving Townsend para a Columbia Records. Gravadas entre novembro de 1959 e março de 1960.

Musicos:
Miles Davis - Trompete & flugelhorn
Gil Evans - Piano
Paul Chambers - Baixo Acustico
Jimmy Cobb - Bateria
Elvin Jones & Jose Mangual - Percurssão
John Barrows, James Buffington, Tony Miranda, Joe Singer & Earl Chapin - Trompa Francesa
Johnny Coles, Bernie Glow, Taft Jordan, Ernie Royal & Louis Mucci - Tronpete
Dick Hixon & Frank Rehak - Trombone
Jimmy McAllister & Bill Barber - Tuba
Danny Bank - Clarinete baixo
Albert Block - Flauta
Eddie Caine - Flauta & Flugelhorn
Harold Feldman - Clarinete, Flauta & Oboe
Jack Knitzer - Fagote
Romeo Penque - Oboe
Janet Putnam - Harpa

Concierto De Aranjuez (Adagio)


Saeta


Faixas:
CD 1
01 - Concierto De Aranjuez (Adagio)
02 - Will O' The Wisp
03 - The Pan Piper
04 - Saeta
05 - Solea
06 - Song Of Our Country

CD 2
01 - The Maids Of Cadiz
02 - Concierto De Aranjuez (Adagio)
03 - Concierto De Aranjuez (Adagio) - 1º Alternate Take
04 - Concierto De Aranjuez - 2º Alternate Take
05 - Concierto De Aranjuez (Adagio) - Alternate Ending
06 - The Pan Piper - Take 1
07 - Song Of Our Country - Take 9
08 - Song Of Our Country - Take 14
09 - Saeta - Versão Integral do Master
10 - Concierto De Aranjuez (Adagio) (Live)
11 - Teo


Boa audição - Namastê.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Chesney Henry Baker Jr. (1929-1988)


Chet Baker & Art Pepper , 26 de Junho de 1956 no Blue Note Records Record
Fotografado por - William Claxton

1956 - The Route - Chet Baker And Art Pepper

Cerimônias fúnebres á beira da sepultura pontilhavam as colinas ondulantes do cemitério Inglewood Park em um bairro residencial negro nos arredores de Los Angeles. Toldos brancos protegiam as pessoas do sol mas não podiam bloquear o ronco dos aviões que subiam e desciam no Aeroporto Internacional de Los Angeles ali perto. Por todo o cemitério o cheiro fético dos vapores dos jatos sufocava o odore fresco de grama cortada. Dois dias antes um vôo de passageiros da Holanda trouxera o corpo de um trompetista lembrado como um dos homens mais bonitos dos anos 50. Chet Baker morrera em Amsterdam, na sexta feira dia 13 e sabia-se que sua morte misteriosa estava ligada a drogas. Agora depois de anos na Europa estava de volta ao sul da Califórnia onde conhecera a glória pela primeira vez para galgar o repouso final ao lado do pai. Garoto da zona rural de Oklahoma, Baker povoara de fantasias a cabeça das pessoas desde o momento em que nasceu. Tudo em relação a ele estava aberto à especulação: Seu estilo cool de tocar trompete tão vulnerável e no estando tão desligado; seu meio sorriso enigmático; a androginia de seu canto doce; um rosto igualmente infantil e sinistro. O som que tirava do seu instrumento levou os fás italianos de Chet a apelidarem de L´angeloTromba d´oro (o anjo) e (trompete de ouro). Marc Danval, um escritor da Bélgica, chamava sua música de "(um dos lamentos mais bonitos do século XX) e o comparava a Baudelaire, Rilke e Edgar Allam Poe. Na Europa, até mesmo a prolongada dependência de heroína trabalhava a seu favor, fazendo com que parecesse ainda mais frágil e precioso. Mas nos Estados Unidos sua morte não sensibilizou muita gente. O necrológico de Baker no New York Time que dava a idade errada (59, em vez de 58), o retratava como um ídolo decadente cuja “sorte fenomenal” se “tornara amargo” devido às drogas. "Alguns críticos disseram que Baker talvez tenha sido superestimando no início", comentava o jornal sobre um músico que certa vez fora proclamado como a Grande Esperança Branca entre os trompetistas de jazz. Apesar de anúncios fúnebres no Los Angeles Time e no Hollywood Report, somente cerca de 35 pessoas compareceram ao enterro. "Foi triste, não foi uma celebração", disse o clarinetista e amigo Bernie Fleischer, colega de longas datas na banda do colégio. "Mas, de qualquer modo, ninguém esperava que ele durasse tanto". Poucos dos que estavam reunidos ali sabiam muita coisa de sua vida no estrangeiro e agora ao olharem para o caixão fechado, ficavam ainda mais intigados com sua morte. Por volta das 03h10 da madrugada a polícia holandesa removera o corpoda clçada, logo abaixo da janela do seu quarto no terceiro andar de um hotel da Estação Ferrovíaria Central de Amsterdam. A poucos passos ficava a Zeedijk, uma ruela sinuosa, notória como o ponto de venda de drogas mais descarado da Europa. Os policiais despejaram o cadáver anônimo no necrotério, supondo tratar-se de mais um infeliz viciado. No dia seguinte, Peter Huijts, empresário de turnê holandês de Baker, identificou o corpo. A morte foi dada como suicídio ou acidente introduzido por drogas. Mas havia uma abundância de provas contraditórias. A janela do seu quarto de hotel só abria até trinta centímetro, tornando impossível que ele tivesse caído involuntariamente. Objetos para uso de drogas foram encontrados por todo o quarto, mas um porta-voz da polícia anunciou que sangue de Chet não acusava nenhum indício de heroína, Meses antes de sua morte. Baker dissera a várias pessoas que alguém andava atrás dele. Sua viúva inglesa, Carol Baker que morava em Oklahoma com seus três filhos, compartilhava da mesma idéia. "Não foi suicídio, foi crime", insistia. O pianista Frank Strazzeri, que tocara com Baker pouco tempo antes levou a suspeita ainda mais adiante: "Eu olho pro caixão e digo:'Que merda, cara, o que aconteceu? O que você fez? Seu idiota, torrou a grana de outro cara. Acabaram matando você". Era típico de Baker deixar todo mundo na dúvida até mesmo na morte. Era um homem de tão poucas palavras e notas que cada uma delas parecia misteriosa e profunda. O escritor inglês Colin Buter havia notado uma qualidade semelhante em Jeri Southern, uma cantora e pianista dos anos 50 cujas neuroses lhe valeram um colapso nervoso e a recusa em voltar a cantar. "Era como se ela tivesse olhando no coração de um sonho americano e enxergado os contornos de um pesadelo sobre o qual não se deveria nem falar a respeito", escreveu Butler. Baker vivera dentro de alguma tormenta sem nome, só sua e extraíra dela uma música de tristeza e de um lirismo tão tocantes que as pessoas se agarraram a ele durante anos, decididas a decifrar o seu segredo. Para Hiro Kawashima jovem trompetista japonês, Baker era como Buda: "Ele me ensinou sobre a própria vida e eu o considero o 'mestre da vida', por assim dizer". A cantora Ruth Young, namorada de Baker durante dez anos era tão fascinada por "Picasso" como o chamava, que contrabandeava droga através das fronteiras para ele e uma vez até o ajudou a arrastar um cadáver de dentro de um apartamento europeu e a se desfazer dele. Baker despertou uma obsessão semelhante no fotógrafo Bruce Weber que pagou pelo eu enterro. De 1986 a 1989m Weber teria gasto 1 milhão de dólares do deu próprio boldo para fazer o documentário Let´s Get Lost, uma fantasia orgástica sobre um homem cuja aparência nos anos 50 ajudara a inspirar os anúncios homoeróticos deWeber para as roupas íntimas de Clavin Klen. Sua câmera passeou extasiada pelo Baker do final dos anos 80, uma figura que os críticos de cinema chamaram de um a "cadáver cantante" (J. Hoberman, no Village Voice), um "bode decadente" (Julie Salamon, no Wall Street Journal), "uma relíquia de bochechas cavadas, desdentada, sussurrante à beira da morte cerebral" (Charles Champlin, no Los Angeles Times), um "viciado em heroína pouco confiável e conivente" (Lee Jeske, no New Yorl Post), um "sanguessuga" e "fantasma devastado pela droga" (Chip Stern, Rolling Stones). Tudo isso sobre um homem cujos solos eram considerados modelos de expressão sincera, graciosos como poemas. (Chet Baker - A Longa Noite de um Mito - James Gavin "Ed. Companhia das Letras - 2003".pags. 11 à 13).

Faixas:
01 - Tynan Time
02 - The Route
03 - Sonny Boy
04 - Minor Yours
05 - Little Girl
06 - Ol’’ Croix
07 - I Can’’t Give You Anything But Love
08 - The Great Lie
09 - Sweet Lorraine
10 - If I Should Love You
11 - Younger Than Springtime

Músicos:
Chet Baker - Trompete
Art Pepper - Sax Alto
Pete Jolly - Piano
Richie Kamuca - Sax tenor
Stan Levey - Bateria
Leroy Vinnegar - Baixo Acustico

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Boa audição - Namastê.


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Saudações e bem vindo seguidores, visitantes e amigos do Borboletas de Jade
sua casa de jazz e vanguarda.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

2009 - Side Steps - John Coltrane

Trane – diminuitivo de Coltrane – obteve uma longa maturação, esta evolução representa um percurso ideal para um músico da sua geração: pratica sucessivamente a fanfarra, o rhythm’n’blues, o be-bop em big band (na do Apollo e depois na de Gillespie) e toca depois com dois dos maiores virtuosos do saxofone – Hodges e Bostic. Mas é com Miles Davis que Coltrane sai do anonimato. Miles lança-o consigo para a boca de cena. Entre eles nasceu uma amizade profunda e uma cumplicidade musical comparável à que unia Parker e Gillespie. O seu quinteto (ao qual se juntará Cannonball Adderley) evoluiu muito rapidamente: inicialmente tímido Coltrane começa a ganhar protagonismo nos últimos meses (1959) devido à energia que emprega nos seus solos e nas suas intervenções criativas pondo Miles numa certa confusão. Também tocou ao lado de Monk, grande pianista desta era, influência decisivamente suas concepções harmónicas e rítmicas. Gravou o seu primeiro álbum – Blue Train – em 1957 e largou a heroína e o álcool. É então após Kind of Blue que Coltrane descola de Miles e começa a desenvolver cada vez mais longamente os seus solos, enriquece a sua execução com harmónicos sabiamente controlados, emissões difónicas (ghost notes) e “zonas sonoras” inspiradas na harpa, instrumento este no qual se interesso após conhecer Alice Coltrane . No saxofone tenor tinha uma sonoridade grandiosa mesmo nos registos extremos pois ultrapassava a tessitura de três oitavas do instrumento. Além disso Coltrane em 1960 adapta ao saxofone soprano e torna-se o maior estilista desse instrumento. Coltrane estudou a politonalidade e o improviso modal bem como mostrou interesse pelas “ragas” indianas, escalas pentatónicas africanas e polifonias dos pigmeus. Estes fatores decuplicavam a sua imaginação melódica conseguindo timbres e efeitos inéditos na tradição ocidental. Fundou em 1960 um quarteto com McCoy Tyner ao piano, Jimmy Garrison no baixo e Elvin Jones na bateria. Este quarteto torna-se num verdadeiro laboratório do improviso colectivo com um nível de lirismo e de subtileza inigualável. Coltrane assimila serenamente influências de Ornette Coleman, John Gilmore e Eric Dolphy, juntando-se com este último para algumas sessões históricas. Este quarteto dissolve-se cinco anos mais tarde pois a loucura de Coltrane não ser compatível com a ligação forte dos músicos à sistemática e regras harmónicas Ocidentais. Coltrane lançou-se então numa corrida louca contra o tempo cujo objetivo parecia ser o de deixar o máximo de marcas e traços das suas pesquisas. Toca praticamente dia e noite e aproveita o seu contrato com a Impluse Records para gravar o máximo possível estando rodeado por jovens admiradores seus – Pharoah Sanders, Archie Shepard, Rashied Ali e a sua segunda esposa Alice. Os títulos dos seus discos – Impressions, Transitions, Ascension, Crescent, Mediations, Om, Sun Ship – reflectem bem a sua vontade de ultrapassar a tradição lúdica do jazz para atingir uma dimensão mística que é nessa época em que floresce o movimento Hippie e Jimi Hendrix a manifestar-se. Morre brutalmente deixando sempre a dolorosa questão: será que a música se torna imortal?. Nasceu em 1926 em Hamlet e faleceu em 1967 em Huntington. A sua morte prematura foi uma tragédia e um marco ao ponto de que o Jazz contemporâneo é correntemente qualificado como “pós-coltraniano” e a sua influência atingiu a dimensão de um vúltimos sete anos de vida abalaram as regras da improvisação de uma forma tão profunda como já tinha feito Armstrong ou como Parker – que revelou apenas aos trinta e três anos o seu génio com Giant Steps e depois com My favorite Things. Seria Coltrane a “ultrapassar” a barreira do virtuosismo parkeniano uma espécie de “muro sem som” impossível de ultrapassar pois atingiu uma nova fronteira tecnológica, uma nova estética ao nível do Be-bop. Lançamento em 06 de outubro de 2009 com cinco CD box set, Side Steps traduz o perfil de Coltrane como papel de apoio como sideman a líder de bandas nas 43 faixas presente ao longo do trabalho nas sessão pela Prestige, meados de 1956 ao início de 1958, com excepção do seu trabalho com Miles Davis (que é caracterizado no Miles Davis Quintet: Legendary Prestige Quintet Sessions, lançado em 2006). Aprecie sem moderação.


Faixas:

CD1
01 - Weeja
02 - Polka Dots And Moonbeams
03 - On It
04 - Avalon
05 - Mating Call
06 - Soultrane
07 - Gnid
08 - Super Jet
09 - On A Misty Night
10 - Romas

CD2
01 - Tenor Madness
02 - Potpourri
03 - J.M.’s Dream Doll
04 - Don’t Explain
05 - Blue Calypso
06 - Falling In Love With Love
07 - The Way You Look Tonight
08 - From This Moment On
09 - One By One

CD3
01 - Our Delight
02 - They Can’t Take That Away From Me
03 - Woody’n You
04 - I Got It Bad (And That Ain’t Good)
05 - Undecided
06 - Soul Junction
07 - What Is There To Say
08 - Birks’ Works
09 - Hallelujah

CD4
01 - All Mornin’ Long
02 - Billie’s Bounce
03 - Solitude
04 - Two Bass Hit
05 - Soft Winds
06 - Lazy Mae

CD5
01 - Under Paris Skies
02 - Clifford’s Kappa
03 - Filidia
04 - Two Sons
05 - Paul’s Pal
06 - Ammon Joy
07 - Groove Blues
08 - The Real McCoy
09 - It Might As Well Be Spring

Boa audição - Namastê.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

2008 - Beautiful Ballads And Love Songs - Miles Davis

O estilo elíptico de Miles ao trompete levou muitos críticos a dizerem que toca mal. "No bebop, todo mundo tocava muito rápido. Mas eu jamais gostei de tocar um monte de escalas e essa merda toda. Sempre tentei tocar as notas mais importantes do acorde, decompô-lo. Eu ouvia os músicos tocando todas aquelas escalas e nunca nada que a gente pudesse lembrar” afirma Miles. Durante os anos 50, montou seu primeiro grande quinteto com destaque para o jovem e inquieto John Coltrane. No final da década outras duas revoluções. A primeira na parceria com o maestro Gil Evans e a união de jazz, música erudita e sons latinos em Miles Ahead - 1957, Porgy And Bess - 1958 e Sketches Of Spain - 1959. A outra revolução veio com Kind Of Blue - 1959, seu trabalho mais importante e um dos discos de jazz mais vendidos de todos os tempos. Miles popularizou o modal, técnica de composição baseada em módulos, em vez de notas ou melodias o que favorece a improvisação. Nos ensaios de Kind Of Blue, Miles levanta apenas as bases das músicas, repetitivas e simples (ouça com atenção “So What”) o resto a banda improvisava por cima. O segundo quinteto é a mais completa banda de jazz que já tocou junta: Wayne Shorter (saxofone), Herbie Hancock (piano), Ron Carter (baixo) e Tony Williams (bateria). Com essa banda, Miles flertou com o jazz mais vanguardista sem que as composições perdessem a forma. O entrosamento do quinteto era incrível. Nos shows, Hancock sentava em cima da mão esquerda para que seus companheiros não pudessem descobrir para onde ele levaria a melodia. Williams, que entrou na banda com menos de 20 anos criou escola com sua polirritmia. Carter era sólido como uma rocha e Shorter contribuía com seu talento de compositor. São dessa época os clássicos como “Footprints”, “Masqualero”, “Nefertiti” e “Prince Of Darkness”. Em 1968 e influenciado pelo rock parte para os instrumentos elétricos e promove sua última revolução no jazz. No ano seguinte sai o irretocável "In a Silent Way" e sai em turnê com o chamado “lost quintet”, composto pelo saxofonista Shorter, o baixista inglês Dave Holland (então com 22 anos), o pianista Chick Corea e o baterista Jack DeJohnette. Infelizmente essa banda não chegou a gravar em estúdio mas os registros dos shows que fizeram mostram que eram quase tão bons quanto o segundo quinteto. Ainda em 1969 sai o famoso "Bitches Brew" com participação do guitarrista John McLaughlin. A partir desse albúm, Miles leva a fundo as experimentações elétricas, flertando com o rock e o funk. Seus discos dos anos setenta são logaritimos de referencia com a excelente Get Up With It - 1972, a cansativas e indulgentes A Tribute To Jack Johnson - 1970. A partir daí explorou ritmos mais modernos como funk, dance music, eletrônica e hip hop. Em 28 de setembro de 1991 o trompete de Miles silencia. Sua obra - vasta, multifacetada, evolutiva, desbravadora, ora hermética, ora lírica - irá certamente fornecer material para análise e motivo de puro deslumbramento para muitas gerações. Beautiful Ballads And Love Songs apresenta algumas das melhores interpretações de baladas no trompete de Miles Davis faz uma viagem na carreira do principe das trevas como era chamdo. Como tal é a introdução perfeita para Davis. A introdução perfeita para o jazz. Acima de tudo "The Perfect Valentine" deixa um clima de gosto de paixão e tanje o amor em silencio ou é apenas porque você gosta de jazz???!!!!!.

03 - Corcovado (Quiet Nights)


Faixas:
01 - 'Round Midnight'
02 - Summer Night
03 - Corcovado (Quiet Nights)
04 - Stella By Starlight
05 - My Ship
06 - I Thought About You
07 - Bess, You Is My Woman Now
08 - Blue In Green
09 - I Loves You Porgy
10 - I Fall In Love Too Easily
11 - Time After
12 - My Funny Valentine (Live)

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Boa audição - Namastê.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

1955/56 - Chet Baker in Paris - Vols 1-4

Eu e Chet - ou Jet Faker, como frequentemente o chamava - nos conhecemos no início dos anos 50. A ligação musical entre nós foi imediata. Trabalhamos, gravamos e viajamos juntos durante quase cinco anos. Em 1953 Chet, sua primeira mulher Cherlaine e eu alugamos juntos uma casa em Hollywood Hills. Foi lá que escrevi muitas das composições que depois gravamos. Alem de arranjador, compositor e pianista do quarteto eu cuidava de todos os detelhes quando pegávamos a estrada, por isso acabei conhecendo Chet muito bem. Chet nunca pensava nas outras pessoas mas sabia tocar. Adorava carros e dirigir rápido demais, mas sabia tocar. Usou e abusou das drogas durante quarenta dos seus cinquenta e oito anos, mas sabia tocar. Tudo isso e verdade. Não é verdade que Chet não sabia ler música, embora não lesse bem o suficiente para trabalhar em estúdio. Mas é verdade que ele nada sabia de estrutura harmônica ou acordes até mesmo os mais simples. Se você lhe perguntasse que nota formava um certo acorde ele não conseguia dizer. Era no entanto um músico verdadeiramente instintivo com um ouvido incrível e grande sensibilidade lírica. Quem duvidar disso só precisa ouvir "Love Nest" ou "Say When" do albúm Quartet: Russ Freeman and Chet Baker. É uma infelicidade que muitos críticos e músicos não tenhan se dado conta do que esta ouvindo. Chet Baker era único;nunca existirá outro como ele. Russ Freeman - Introducão do livro "No rastro de Chet Baker: um caso de Evan Horne".

Chet Baker foi o músico cool por excelência não só musicalmente sendo um dos pais daquele estilo, como também na atitude de calculada indolência que se tornou famosa. O jeito "cool" porém escondia na realidade um temperamento esquentado. A devastadora dependência de drogas fez com que durante décadas Chet se visse num labirinto infernal de crises pessoais, contratos interrompidos, brigas, internações e prisões. Sua aparência sofreu ao longo da vida uma transformação impressionante devido ao uso de heroína e suas conseqüências. O outrora belo e jovem trompetista aos quarenta anos parecia estar com sessenta e aos cinqüenta parecia beirar os oitenta. Milagrosamente o gênio musical de Chet parecia se manter intacto mesmo com tudo isso como atesta a sua discografia surpreendentemente vasta. Além de ser um mestre do trompete com uma sonoridade etérea e sem vibrato que se aproximava da de Miles Davis, usando poucos agudos e preferindo os tempos lentos e as atmosferas melancólicas, Chet também gostava de cantar com uma voz pequena e frágil que às vezes evoca Billie Holiday.

Em setembro de 1955, Baker embarca para europa, permanecendo até o mês de Abril de 1956 com seu quarteto em uma excursão que terminou na terra da cidade da luz e deixou esse registro como prova de sua aptidão musical e genialidade.



Chet Baker In Paris Volume 1
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Gravado em 11,14 & 25 Outubro 1955 - Studio Pathe - Magellan, Paris

11 & 14 de Outubro
:
Chet Baker - Trompete
Dick Twardzik - Piano
Jimmy Bond - Baixo Acustico
Peter Littman - Bateria

25 de Outubro
:
Chet Baker - Trompete
Benny Vasseur - Trmbone
Jean Aldegon - Sax Alto
Armand Migiani - Sax Tenor
Willliam Boucaya - Sax Barito
Rene Urtreger - Piano
Jimmy Bond - Baixo Acustico
Nils-Bertil Dahlander - Bateria

Faixas:
01 - Rondette
02 - Mid-Forte
03 - Sad Walk
04 - Re-Search
05 - Just Duo
06 - Piece Caprice
07 - Pomp
08 - The Girl from Greenland
09 - Brash
10 - Chet
11 - Dinah
12 - V-Line (First Version)
13 - In Memory of Dick

Chet Baker In Paris Volume 2
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Gravado em 24 de Outubro e 28 de Novembro - Studio Pathe - Magellan, Paris

24 de Outubro
:
Chet Baker - Trompete
Gerard Gustin - Piano
Jimmy Bond - Baixo Acustico
Nils-Bertil Dahlander - Bateria

28 de Novembro:
Chet Baker - Trompete
Raymond Fol - Piano
Benoit Quersin - Baixo Acustico
Jean Louis Vitale - Bateria

01 - Summertime
02 - You Go to My Head
03 - Tenderly
04 - Lover Man
05 - There’’s a Small Hotel
06 - Autumn in New York
07 - These Foolish Things
08 - I’’ll Remember April
09 - Alone Together
10 - Exitus
11 - Once in a While
12 - All the Things You Are
13 - Everything Happens to Me

Chet Baker In Paris Volume 3
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Gravado em 26 de Dezembro de 1955,10 de Fevereiro de 1956 e 15 de Março de 1956

26 de Dezembro
:
Chet Baker - Trompete
Rene Urtreger - Piano
Bobby Jaspar - Sax Tenor
Benoit Quersin - Baixo Acustico
Jean Louis Vital - Bateria

10 de Fevereiro
:
Chet Baker - Trompete
Jean Louis Chautemps - Sax Tenor
Francis Boland - Piano
Eddie De Haas - Baixo Acustico
Charles Saudrais - Bateria

15 de Março
:
Chet Baker - Trompete
Benny Vasseur - Trombone
Teddy Ameline - Sax Alto
Armand Migiani - Sax Tenor
William Boucaya - Sax Barito
Francy Boland - Piano
Benoit Quersin - Baixo Acustico
Pierre Lemarchand - Bateria

01 - Chekeetah
02 - How About You
03 - Exitus
04 - Dear Old Stockholm
05 - Speak Low
06 - Anticipated Blues
07 - Cheryl
08 - Tasty Pudding
09 - Mythe
10 - Not Too Slow
11 - Vline
12 - In a Little Provincial Town

Chet Baker in Paris Volume 4 - Alternate Takes
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Faixas: 1-3, 25 de Outubro de 1955
Faixas: 4-7, 28 de Novembro de 1955
Faixas: 8-11, 26 de Dezembro de 1955
Faixas: 12-16, 10 de Fevereiro de 1956

01 - Chet
02 - Dinah
03 - In Memory of Dick
04 - Alone Together(1)
05 - Alone Together(2)
06 - Exitus (Quartet version)
07 - All the Things You Are
08 - Chekeetah
09 - How About You
10 - Exitus (Quintet version I)
11 - Exitus (Quintet version II)
12 - Anticipated Blues
13 - Tasty Pudding (Take 1)
14 - Tasty Pudding (Take 2)
15 - Tasty Pudding (Take 3)
16 - Tasty Pudding (Take 4)

Boa audição - Namastê.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Novo Começo...Novas Conquistas

Parece que foi ontem o desejo de um feliz ano novo e num estalo do tempo, hoje tudo se renova, tudo parece exatamente como antes. É sempre assim. Sabemos que nada mudará amanhã, que tudo será desta forma mas preferimos acreditar na magia que separa o ontem do hoje. O novo ano está aí e novamente nos enchemos de expectativas e renovamos nossa crença que amanhã será melhor porque faz parte de nós como seres humanos, acreditarmos em dias mesmo que eles sejam todos iguais. A quem cabe, então, fazê-los diferentes?. Os desejos são os mesmo e renovo mais uma vez a´legria de de poder estar junto com a blogosfera de amigos em 2010. A todos, saudações e muito amor no coração e fica na paz.

Namastê.



segunda-feira, 21 de dezembro de 2009


Agradeço a todos que nos honraram durante 2009 com a sua presença e que nos alimentaram com seus comentários. Em 2010 continuaremos como o melhor do Borboleta uma vez mais com muitas surpresas,
Um Feliz Natal, muita Paz, Saúde e muita Grana.

De última hora, deixou esses arquivos como um brinde a esta data marcante e cheia de alforismo natalinos. Credito que gosto seja uma qualidade tão individualista mas me atrevo a Upload dois magnificos albuns de jazz com suvenir de natal.
Boas Festas.

2009 - Christmas Jazz Jam
Wynton Marsalis


Faixas:
01 - Santa Claus Is Coming To Town
02 - Mary Had A Baby
03 - Jingle Bells
04 - Blue Christmas
05 - Go Tell It On The Mountain
06 - O Christmas Tree
07 - O Little Town Of Bethlehem
08 - Rudolph The Red-Nosed Reindeer
09 - The Christmas Song
10 - Good King Wenceslas
11 - Have Yourself A Merry Little Christmas
12 - Greensleeves

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1990 - Yule Struttin', A Blue Note Christmas - VA


Faixas:
01 - Bobby Watson & Horizon - Vauncing Chimes
02 - Stanley Jordan - Silent Night
03 - Lou Rawls - The Christmas Song
04 - Eliane Elias - I’ll be Home for Christmas-Sleigh Ride
05 - Chet Baker - Winter Wonderland
06 - Benny Green - A Merrier Christmas
07 - Dianne Reeves - A Merrier Christmas
08 - John Hart - O Tannenbaum
09 - Count Basie - Jingle Bells
10 - John Scofield - Chipmunk Christmas
11 - Joey Calderazzo - God Rest ye Merry Gentlemen
12 - Dexter Gordon - Have yourself a Merry Little Christmas
13 - Benny Green - Silent Night
14 - Rick Margitza - Little Drummer Boy

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Boa audição - Namastê.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Ao Vivo no Village Vanguard

Vanguard Sign

Ao vivo no Village Vanguard

Lorraine Gordon

Ao vivo no Village Vanguard


"O que você faz numa noite de sábado quando a casa está lotada e a estrela de seu show sai do palco na metade de uma seqüência musical porque sua namorada está bêbada em alguma espelunca de Uptown e telefonando para ele ir buscá-la? De todos os homens de jazz que trabalharam no Vanguard, Miles Davis foi o mais duro de lidar. Miles sempre gostava de receber mil dólares adiantados antes de estrear. Se eu não tivesse o dinheiro, ele poderia estrear, mas depois da primeira parte de uma noite de estréia, ele viria a mim e, varrendo a multidão com o olhar, sussurraria: 'não esqueça dos mil se você quiser que eu venha amanhã à noite'. A voz de Miles não se parece com nenhuma outra voz que já ouvi. Um sussurro alto em meio à névoa e bruma que mal dá para ser ouvido Você consegue ouvir depois que se acostuma. E eu estava acostumado. E tire aquela porra de spot de cima de meus olhos. Ou desligue essa merda de uma vez. Eu trabalharei no escuro, se é assim que você vai operar sua casa.'

Mas, que diabo, ele era dinheiro em caixa.

Miles pertence à escola cool do jazz. Ele a inventou. Você vai e toca o que você vai tocar. Se a platéia gostar, tudo bem; se não gostar, amém. Claro que você espera que as pessoas fiquem quietas e escutem, mas se não ficarem, não ficam. Você toca assim mesmo, com silêncio ou sem silêncio".

* Trecho de Ao vivo no Village Vanguard

Boa leitura - Namastê.

1961 - The Complete Village Vanguard - John Coltrane Parte IV

Vários foram os gigantes que tocaram e gravaram no Village Vanguard dos quais Max Gordon guardou algunas recordações curiosas: Um deles foi com Sonny Rollins que tocou no clube por dez anos seguidos, quatro vezes por ano. Retornou em 1976 e tocou só o primeiro set de forma arrasadora e já não apareceu para o segundo: "Nunca mais o vi depois desse episódio" comenta Max em 1980. Uma outra estória semelhante foi protagonizada por Miles Davis, músico que Max Gordon recorda como sendo o mais difícil de lidar de todos os músicos de jazz que tocaram no Village: "O que é que se faz numa noite de Sábado quando o clube está cheio e a estrela do espectáculo abandona o palco a meio do concerto porque a sua namorada está embriagada numa espelunca qualquer e lhe telefona a pedir para a ir buscar?", Comenta. Charles Mingus reteve a memória de um concerto em que o contrabaixista aplicou literalmente um soco no estômago de Jimmy Knepper em pleno palco só porque o trombonista não tocar o tema como ele tinha escrito. outra foi do dia em que Mingus arrancou a porta do clube porque no cartaz de entrada faltava a menção "Jazz Workshop" na designação do grupo e o seu nome constava como Charlie e não como Charles. Mas foi o jazz que deu ao Village Vanguard a fama internacional de que goza atualmente e muito especialmente os inúmeros discos que aí foram gravados pelos melhores e mais reputados jazzmen e sideman com registos autênticos de show no clube por todo o mundo. Nada menos do que 105 ao todo (até à presente data) através dos quais mesmo os mais remotos artistas do jazz que nunca tiveram oportunidade de ir a NYC acabaram por entrar no clube e ter pelo menos uma memória musical deste espaço. Mais do que embaixadores do Village Vanguard alguns destes discos são também verdadeiros icones em obras primas. A primeira gravação na casa pertence a Sonny Rollins no dia 03 de Novembro de 1957 com o título "A Night At The Village Vanguard" . Eis os maiores recordistas de gravações no Vanguard: Bill Evans com total de 08 albuns, Art Pepper com 04 albuns e Kenny Burrell com 04 albuns. A verdade é que praticamente todos os grandes nomes do jazz encontraram neste clube o palco ideal para os seus registos ao vivo, graça a acustica do local incluindo entre outros: Art Blakey & The Jazz Messengers, Betty Carter, Cannonball Adderley, Thad Jones & Mel Lewis, Dizzy Gillespie, Keith Jarrett, Elvin Jones, Hank Jones, Woody Shaw, Phil Woods, Mal Waldron, Tommy Flanagan, Bobby Hutcherson, J.J. Johnson, Dexter Gordon, Joe Lovano, McCoy Tyner e mais recentemente Benny Green, Brad Mehldau, Wynton Marsalis e Jason Moran. Que outro clube que não o Vanguard pode ou poderá um dia rivalizar em qualidade e quantidade com esta impressionante antologia quintessência do jazz?
O Village Vanguard esta situado na 178-7th Avenue South NYC com concertos às 21h00 e 23h00 com entada em média: 30 Dolares.
Endereço URL: http://www.villagevanguard.com

02 - Greensleeves


Faixas:
01 - India
02 - Greensleeves
03 - Miles´ Mode
04 - India
05 - Spiritual

Musicos:
John Coltrane - Sax. Tenor & Soprano
Eric Dolphy - Sax Alto & Clarinete
Garvin Bushell - Oboé
Ahmed Abdul-Malik - Oud Turkish
McCoy Tyner - Piano
Jimmy Garrison - Baixo Acustico
Reggie Workman - Baixo Acustico
Elvin Jones - Bateria

Download Here - Click Aqui Parte IV
Boa audição - Namastê

1961 - The Complete Village Vanguard - John Coltrane Pate III

O pai do Vanguard nada tinha porém a ver com o jazz e muito menos com o seu berço os Estados Unidos. O fundador do Village Vanguard é oriundo da Lituânia perto de Vilna por estranho que pareça ou talvez não com data de nascimento 1903 com cinco anos antes da sua família emigrar para os E.U.A. atraída pelo sonho americano. Criado em Portland - Oregon no seio de uma família com pouco recurso económicos, o jovem Gordon teve de estudar e trabalhar vendendo jornais nas ruas desta cidade até ao dia em que concluiu os seus estudos de literatura no Reed College. Impelido pelos pais de frequentar o curso de direito Gordon chegou à cidade que nunca dorme no ano de 1926 mas seis semanas depois o curso era já um sonho e os seus dias eram passados em Greenwich Village. Até à fundação do Vanguard Gordon acumulou vários empregos incluindo: revisão ortográfica de cartas numa loja e a redação de artigos para uma pequena revista de negócios. A entrada no universo dos clubes aconteceria em 1932 em resultado de um encontro ocasional com uma empregada de um clube nova iorquino que insatisfeita com o seu emprego lhe propôs a abertura conjunta de um clube. Assim nascia o Fair em plena lei seca encerrado pouco tempo depois na sequência de uma acusação forjada de venda de álcool. Falido e desempregado Gordon não estava porém derrotado e aguardava apenas a oportunidade de voltar a ter o seu próprio clube. Em Charles Street Gordon encontrou a cave ideal para o clube que tinha em mente obtendo de um amigo o financiamento necessário para tal empreendimento. Curiosamente, seria este amigo a batizar o futuro clube de Village Vanguard. O clube abriu oficialmente suas portas no dia 26 de Fevereiro de 1934 equipado com mobílias e instrumentos comprados de pessoas endividadas em consequência da forte crise económica da época. As mesas e as cadeiras foram improvisadas com barris proveniente de um antigo restaurante que tinha como chefe de cozinha o português Johnny o qual Gordon contrataria desde logo para tomar conta da cozinha do Village Vanguard. O jazz estava ainda ausente e a estreia artística do clube ocorreu com a declamação voluntária de poemas por parte de alguns célebres poetas presentes na inauguração Como: Maxwell Bodenheim, John Rose Gildea, Joseph Ferdinand Gould. Este "espectáculo" valeu a Gordon ameaça de encerramento pelos tribunais sob a acusação de apresentar entretenimento sem a devida licença... Tal não aconteceria mas a mudança para novas instalações tornava-se agora imperiosa pela necessidade de situar o clube num espaço com duas saídas e longe de igrejas, sinagogas e escolas. Gordon encontrou esse espaço no número 178 da Sétima Avenida numa cave onde funcionara um antigo speakeay; o mesmo espaço onde o Village Vanguard se mantém desde 1935 até os dias atuais. Durante vários anos o clube serviu sobretudo de tertúlia de poetas mais ou menos residentes mas em 1939 Gordon alcançou grande sucesso com os Revuers - grupo musical formado, entre outros, por Judy Holliday e Betty Comden e com Leonard Bernstein (ele mesmo?) no piano - e passou a ter na audiência celebridades como Fred Astaire. O jazz chegou ao Village Vanguard em 1941. Com a fama alcançada pelos Revuers e a sua consequente partida para outros palcos Gordon necessitava desesperadamente de novas atrações para animar as noites do clube. É neste contexto que um amigo lhe sugere uns tais de Leadbelly e Josh White a que se somaria Pearl Bailey em 1943. Quanto ao jazz começou a aparecer sob a forma de jam-sessions nos anos quarenta e com a presença de músicos como Dizzy Gillespie, Art Tatum, Errol Garner, Nat King Cole, Earl Hines ou Dinah Washington adquiriu maior dimensão no final dos anos cinquenta com o início das gravações ao vivo e a contratação dos grandes jazzmen da época e ganhando realmente expressão a partir dos anos sessenta. "Foi bom ter passado para o jazz no Vanguard. Admito que foi difícil no princípio dos anos sessenta. Os miúdos que ouviam música estavam numa embriaguez de rock'n'roll e eu não tinha experiência no jazz. Depois, no final dos anos sessenta e início dos anos setenta as coisas começaram a acontecer. Comecei a encontrar músicos de jazz, músicos novatos com projetos de futuro como Chick Corea, Herbie Hancock, Keith Jarrett e outros" - salienta Gordon.

05 - Naima


Faixas:
01 - Chesin´The Trane
02 - Greensleeves
03 - Impressions
04 - Spiritual
05 - Naima
06 - Impressions

Musicos:
Johm Coltrane - Sax. Tenor & Soprano
Eric Dolphy - Sax. Alto & Clarinete
McCoy Tyner - Piano
Jimmy Garrison - Baixo Acustico
Reggie Workman - Baixo Acustico
Elvin Jones - Batéria

Download Here - Click Aqui parte III
Boa audição - Namastê.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

1961 - The Complete Village Vanguard - John Coltrane Parte II

O Village Vanguard tornou-se o cenário para o jazz assim como o sol do meio dia é conivente com a lua da meia noite, trazendo estilos inovadores e uma forma encorpada na arte do entreterimento a casa que Max Gordon somou ao longo de sua historia, um legado de verdadeiras obras primas do celeiro do jazz. Pra quem visite o local, já na porta há um toldo vermelho com o nome em letras brancas facilmente reconhecível por qualquer um que tenha um mínimo de intimidade com o jazz. Lá dentro - depois de descer uma escada de 15 degraus - são exatos 123 lugares voltados para um palco tão modesto quanto o histórico do Village. O Village Vanguard que abrigou de John Coltrane a Lenny Bruce, de Miles Davis a Woody Allen e suas piadinhas, de Woody Guthrie ao andarilho Joe Gould, não poderia ser lembrados por nada mais e nada menos que o próprio Max Gordon, seu fundador e - até a sua morte em 1989 - em uma autobiografia de tirar o fôlego " Ao Vivo no Village Vanguard". São paginas de riquíssimos detalhes que valoriza ainda mais os pilares do jazz em sua jornada infinito da musica. O livro recupera através da memória de seu fundador alguns dos momentos mais expressivos do que foi feito musicalmente em Nova York durante mais de cinco décadas. A casa fundada em 1934 é exaltada em 19 textos em que o autor não apenas recupera sua convivência com alguns dos gigantes do jazz como também mapeia a história do show business e da vida cultural nos Estados Unidos desde a década de 1930. O reconhecimento foi infinitamente superior ao que Gordon esperava e o Village Vanguard virou sinônimo de programação de qualidade. Gordon conseguiu se transformar num dos poucos donos de casas noturnas respeitados pelos músicos. Até os de convívio mais difícil - como Charles Mingus e Sonny Rollins - que faziam questão de abrir espaço nas suas agendas para se apresentar no Village Vanguard. E foi da convivência com os músicos que Gordon aperfeiçoou o sentido de improviso. Assim o livro reproduz o climax dos mais de 100 discos gravados no local e ainda conta com o crítico Nat Hentoff na introdução do livro que traz um ensinamento fundamental: "Escrever é sentir um ritmo e depois se deixar levar por ele". Atualmente o Village é comandado pela viúva de Gordon, a sra. Lorraine que continua aberto e mantém o alto nível da programação. A segunda parte de quatro do álbum "The Complete 1961 Village Vanguard Recordings" de John Coltrane, gravado nos dias 01 e 02 de Novembro de 1961 no palco aclamado dessa casa de show, traz um Coltrane mais sutil e intimidador em seu sax e sua banda. A performance do grupo como um todo é impar e concisa. São registros históricos e um verdadeiro achado para os amantes do jazz.
Dica: Livro - Ao Vivo no Village Vanguard ( Max Gordon Ed. Cosac Naify). Recomendo.

04 - Spiritual


Músicas:
01 - Brasilia
02 - Chasin´Another Trane
03 - India
04 - Spiritual
05 - Softly As In a Morning Sunrise

Musicos:
John Coltrane - Sax. Tenor & Soprano
Eric Dolphy - Sax. Alto & Clarinete
Garvin Bushell - Oboê
Ahme Abdul-Malik - Oud Turkish (inst. arabe)
McCoy Jones - Piano
Jimmy Garrison - Baixo Acústico
Reggie Wolman - Baixo Acústico
Elvin Jones - Bateria
Roy Haynes - Bateria

Dowlond Here - Click Aqui Parte II
Boa audição - Namastê.

1993 - Paraiso Jazz Braz - Gerry Mulligan & Jane Duboc

A talentosa cantora e experiente compositora Jane Duboc tem ao longo de sua carreira feito trabalhos de magistral afeição bem como trabalhado ao lado de grandes nomes do cenário brasileiro como Toninho Horta, Djavan e Sivuca, apareceu em mais de 100 álbuns. Com treze anos, já fazia apresentações filantrópicas no colégio onde estudou, na televisão e em festivais. Aos dezessete morou e estudou música nos Estados Unidos e retornando ao Brasil na década de 70. Gravou o compacto "Pollution", na época produzido pelo mestre da metamorfose ambulante Raul Seixas. Com o ex-marido americano Jay Anthony Vaquer gravou um LP para a RCA: "Morning The Musicians" com a participação de Luiz Eça, Paulo Moura, Noveli e Bil French. Ainda nos anos 70 excursionou com Egberto Gismonti, participou do VI Festival Internacional da Canção (FIC) . Compôs e gravou com Guto Graça Melo a trilha sonora do filme "Amor Bandido" de Bruno Barreto e integrou a banda de rock progressivo “Bacamarte”.Também foi integrante da "Rio Jazz Orquestra" de Marcus Spillman, cantando temas de Duke Ellington e outros nomes do Jazz. Nos anos 80, Jane participou do festival "MPB 80" promovido pela Rede Globo de Televisão com a música "Saudade". Participou de vários especiais da Rede Globo (Roberto Carlos, Fábio Jr., Pirlimpimpim, Arca de Noé-2, Verde Que Te Quero Ver entre muitos outros) . Ainda na década de 80 percorreu o Brasil fazendo shows com Filó, Hélio Delmiro, Tunai, Aécio Flavio, Peri Ribeiro, Márcio Montarroyos, Toninho Horta e Miucha. Com Toquinho, excursionou pelo Brasil com o show "Doce Vida" quando recebeu elogios de Elis Regina e viajou com ele pela Itália, gravando um disco em Milano (Milão) . O sucesso e o reconhecimento nacional vieram com a sua fase romântica quando em 1987 gravou as músicas "Chama da Paixão" e "Sonhos" com grande execução nas emissoras de rádio e apresentações em vários programas de televisão. Tal sucesso abriu caminho para a sua participação em quatro trilhas de novelas, dentre elas a "Vale Tudo" com a música "Besame" (Flávio Venturini e Murilo Antunes). Com o grande respaldo de sua formação nos Estados Unidos, assinou contrato com José Maurício Machline para fazer o espetáculo "Movie Melodies", todo cantado em inglês e abordando temas de trilhas sonoras de filmes que marcaram época. O show teve tamanha receptividade que a gravadora "Movie Play" transformou em um CD. Em 1980 no seu primeiro disco solo "Languidez", gravou a música "Manuel, O Audaz" dos compositores mineiros Toninho Horta e Fernando Brant. Em 1988, compôs e gravou "Minas em Mim" em um álbum onde a maioria das composições são de Minas Gerais e que acabou se transformando em um especial de television, transmitido pela TV Bandeirantes. Em 1995, Minas Gerais recebeu uma nova homenagem de Jane: o CD "Partituras", um verdadeiro songbook de Flávio Venturini mostrando para o mundo que ninguém sabe cantar Minas Gerais como ela. Outro destaque em sua carreira foi a gravação do CD "Brasiliano" onde a musa canta em italiano sucessos da velha Itália em um ritmo de bossa. O álbum só foi lançado na Itália pela Globo Records. Outro grande momento em sua carreira foi ter gravado o antológico álbum "Paraíso" com o já falecido saxofonista Gerry Mulligan, um dos mais respeitados nomes do cenário do Jazz mundial. A voz de Jane Duboc também fez muito sucesso no Japão com a música "Canção do Sal" de Milton Nascimento, gravada por ela em participação especial no trabalho de Marco. Em 2002, Jane Duboc recebeu um convite do Maestro Nelson Ayres para junto com Edu Lobo cantar com a Orquestra Sinfônica de Israel (maestro Zubin Mehta), uma das cinco melhores orquestras sinfônicas do mundo. O show aconteceu em Israel. Ainda em 2002, comemorou seus 30 anos de carreira e lançou através de sua gravadora o álbum "Sweet Lady Jane" gravado em Nova York com produção de Ivan Lins, Recebendo elogios da crítica e é um dos melhores discos que Jane gravou. Paraiso Jazz Braz foi gravado em Nova Iorque em julho de 1993 e lançado em 26 de Outubro de 1993, com grande repercuesão.

01 - Paraiso


Faixas:
01 - Paraiso
02 - No Rio
03 - Sob a Estrela
04 - O Bom Alvinho
05 - Willow Tree
06 - Bordado
07 - Tarde en Itapoan
08 - Amor en Paz
09 - Wave
10 - Tema Pra Jobim (Theme for Jobim)
11 - North Atlantic Run

Musicos:
Gerry Mulligan - Sax Baritone & Piano na faixa 10
Jane Duboc - Vocais
Emanuel Moreira - Guitarra
Charlie Ernst - Piano (3,5)
Cliff Korman - Piano (1,2,4,6-9,11)
Rogerio Maio - Baixo Acustico (1,2,4,6-9,11)
Leo Traversa - Baixo Acustico (3,5,10)
Duduka DaFonseca - Bateria (1,2,4,6-9,11)
Peter Grant - Bateria (3,5,10)
Waltinho Anastacio - Percursão
Norberto Goldberg - Percursão (3,5,10)

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Boa audição - Namastê.

1961 - The Complete Village Vanguard - John Coltrane Pate I

Ao vivo no Village Vanguard' é o título de mais de uma centena de albúns de jazz, de John Coltrane, Sonny Rollins, Keith Jarret a Brad Mehldau. Só isso já bastaria para estabelecer a lendária reputação do Vanguard como ao clube se referem dos freqüentadores de uma das mais prestigiadas casas noturnas do mundo. Fundada em 1934 por Max Gordon, a casa nasceu segundo a vocação boêmia e iconoclasta do bairro onde se instalou - o Greenwich Village. O mesmo bairro onde Duchamp e alguns amigos na década de 20, proclamaram a 'República Independente de Washington Square', a poucas quadras do Village. Originalmente dedicada a apresentações de poetas como Max Bodenheim e John Rose Gildea e personagens da vizinhança como o escritor-andarilho Joe Gould, aos poucos a casa foi recebendo artistas de variedades e comediantes como Juddy Holiday e Lenny Bruce. Para que se tenha uma idéia da abrangência do leque de atrações da casa o Vanguard receberia ainda o show psicodélico de Timothy Leary (o guru do LSD) e Dick Alpert com projeções, música e efeitos lisérgicos; bem como apresentações de baladas tradicionais irlandesas e escocesas ao alaúde de Richard Dyer-Bennet. Entrando em cena todos gênios da “música clássica negra” que Max já conhecia por sua já então longa experiência no ramo em duas outras casas: o Blue Angel e Le Directoire. Sua dedicação ao jazz era recompensada por cachês muito abaixo do mercado pelo gênios como Miles Davis e Thelonious Monk que cobravam para tocar no Vanguard. O contexto de sua fundação por parte de seu fundador - um lituano nascido em 1903 e formado em Literatura pelo Reed College – incorpora no Village em pleno período pós-Depressão, fim da Lei Seca, o New Deal e as lutas por direitos civis e empregos nos EUA, um verdadeiro chamariz ao gosto do publico. Artista como Pete Seeger e Woody Guthrie são vedetes nos primeiros anos do Village. "Bem-vindo ao Village Vanguard. Faça silêncio porque o show vai começar e Max Gordon está de olho em você" - dizia o apresentador antes de chamar a atração da noite. O Village Vanguard é a mais antiga catedral do jazz em NYC, completando sete gerações e é um verdadeiro testemunho da história do jazz, do swing ao be-bop, palco para o free e para a fusão e ainda hoje lá tocam os mais promissores talentos das novas gerações. Desde 1957 foram gravados no Village mais de 100 discos ao vivo e mesmo com a morte do seu fundador em 1989 o Vanguard não perdeu a alma nem o ritmo: «Open everyday continua a ser o lema da casa. São mais varios álbuns ao vivo, entre os maiores ícones do Jazz, gravados neste pub Novaiorquino por nome Village Vanguard. Feras como Miles Davis, John Coltrane, Sonny Rollins (o primeiro a gravar ao vivo no palco do Village), Keith Jarret, Brad Mehldau entre outros fizeram do palco do Village, obras primas na esfera jezistica. Situado numa pequena cave da Sétima Avenida no bairro de Greenwich Village, o Vanguard é um dos mais prestigiados clubes de jazz de Nova Iorque e seguramente o mais antigo ainda em actividade. Nat Hentoff, reputado crítico de jazz, salienta que uma casa como esta é um marco para a eternida: "Os clubes com maior longevidade são aqueles a que vamos mesmo quando não sabemos quem está a tocar lá nessa noite. (...) Ou seja, confiamos que quem quer que seja que gerencie o clube e tenha contratado um artista com classe. Pelo que tenho visto, esse tipo de fé num clube é mais evidente no Village Vanguard do que em qualquer outro que eu jamais tenha conhecido". E pra comemorar esta faseta, colocarei alguns albúns gravados no Village como tema, começando com John Coltrane-The Complete 1961 Village Vanguard Recordings em 04 albuns sendo esta o primeir albúm gravado em 01 de Novembro de 1961.
Dica: Ao Vivo no Village Vanguard - Max Gordon (Ed. Cosac Naify - 2006)

03 - Impressions


Faixas:
01 - India
02 - Chesin´The Trane
03 - Impressions
04 - Spiritual
05 - Miles´Mode
06 - Naima

Musicos:
John Coltrane - Sax. Soprano & Tenor
Eric Dolphy - Sax. Alto e Clarinete
Ahmed Abdul-Malik - Oud Turkish na faixa 1 (inst. arabe)
McCoy Tyner - Piano
Jimmy Garrison - Baixo Acustico
Reggie Workman - Baixo Acustico
Elvin Jones - Bateria

Download Here - Click Aqui Parte I
Boa audição - Namastê.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim

Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim &
Claus Orgerman, durante gravação
.
Fotografado por: Warner Bros. Records.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

1967 - Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim

Enquanto tomava chope com amigos no mesmo bar celebrizado por “Garota de Ipanema”, Tom Jobim recebeu o mais surpreendente telefonema de sua vida. Do outro lado da linha, ninguém menos que Frank Sinatra "The Voice” que queria gravar um disco só com músicas de Tom que topou na hora. Foi uma conversa curta:

"Quero fazer um disco com você e saber se você gosta da idéia" - perguntou Sinatra ao telefone.
"É uma honra" - respondeu Tom.

O cantor sugeriu que Tom tocasse violão. Apesar de não gostar da idéia Tom aceitou. Mas também fez um pedido de colocar um um baterista brasileiro por nome de "Dom Um Romão" que foi prontamente aceito pelo cantor, depois de comentar: "Não tenho tempo para aprender canções novas e detesto ensaiar. Vamos ficar com as mais conhecidas, os clássicos". Quando se recuperou da surpresa Tom lembrou-se da esnobada que um editor nova-iorquino lhe dera três anos antes envolvendo indiretamente a figura de Sinatra. Em 1963, Tom procurou um agente em Nova York e reclamou com ele da má qualidade das versões americanas de suas músicas. "Como é que o Frank Sinatra vai gravar minhas músicas com essas letras?", ponderou Tom. "E quem é que disse que o Frank Sinatra vai gravar suas músicas", replicou o agente com um debochado sorriso nos lábios. Em janeiro de 1967 hospedou-se no Sunset Marquis de Los Angeles para dar início ao trabalho, afinal adiado porque Sinatra refugiara-se em Barbados para esquecer mais uma desavença conjugal com Mia Farrow. Enquanto esperava repassou todos os arranjos com Ogerman, compositor, arranjador e regente alemão, compôs mais duas músicas (“Wave” e “Triste”) e quase morreu de tédio. Enquanto esperava um sinal de Sinatra, Tom escreveu várias cartas a Vinícius e numa delas autodefiniu-se como "um infeliz paralisado num quarto de hotel, esperando o chamado para a gravação, naquela astenia física que precede os grandes acontecimentos, vendo televisão sem parar e cheio de barrigose". E assinava: "Astênio Claustro Fobim". As gravações começaram às 20h do dia 30, no Studio One da Warner Western Sound em Sunset Strip. Por precaução, Sinatra gravou primeiro duas das três canções americanas incluídas no repertório, “Baubles, Bangles and Beads” e “I Concentrate on You”, com as quais só não tinha intimidade em ritmo de Bossa Nova. A primeira de Tom que ele encarou foi “Dindi”, seguida de “Change Partners”. A última faixa da noite foi “Inútil Paisagem”. Apesar do natural nervosismo do brasileiro a sessão transcorreu num clima de extrema afabilidade. Nas duas noites seguintes não seria diferente. A crítica americana elegeu o encontro de Sinatra e Jobim o álbum do ano. Nas vendas perdeu apenas para “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” dos Beatles. Um segundo disco com os dois seria gravado dois anos depois, em 1969 com o título de “Sinatra & Company”, com arranjos de Eumir Deodato. Àquela altura, Tom e o cantor já haviam se tornado amigos. Quando dos preparativos de um especial sobre Sinatra no A Man and His Music, co-estrelado por Ella Fitzgerald, para a rede de televisão NBC em setembro de 1967, Francis Albert não se esqueceu de convidar Antonio Carlos. Sinatra, aliás abriu o programa cantando “Corcovado”.
Gravado em 30 de Janeiro e 01 de Fevereiro de 1967, Hollywood - Los Angeles, pelo selo Reprise Records. Produção de Sonny Bulke. Em 1968, Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim foi indicado para o Grammy de Álbum do Ano.

01 - The Girl from Ipanema


Faixas:
01 - The Girl from Ipanema
02 - Dindi
03 - Change Partners
04 - Quiet Nights of Quiet Stars
05 - Meditation
06 - If You Never Come to Me
07 - How Insensitive
08 - I Concentrate on You
09 - Baubles, Bangles and Beads
10 - Once I Loved (O Amor em Paz)

Músicos:
Frank Sinatra – Vocal
Antonio Carlos Jobim – Piano, Guitarra, Backing Vocais
Claus Ogerman – Arranjos e maestro

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Boa audição - Namaste.


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Bessie Smith (1894-1937)

Bessie Smith, 03 de Fevereiro de 1936.
Fotografado por: Carl Van Vechten.

Miles Dewey Davis III (1929-1991)

Miles Davis descansando de um take, 1955.
Fotografado por:Tom Palumbo.

King & Carter Jazzing Orchestra

King & Carter Jazzing Orchestra, Houston Texas, 1921.
Fotografado por: Robert Runyon

Edward Kennedy "Duke" Ellington (1899-1974)

Duke Ellington durante o concerto no Jahrhunderhalle
em Frankfurt - Alemanha, 06/02/1965.
Fotografado por: Dontworry.

1958 - Lady in Satin - Billie Holiday

Billie Holliday foi a melhor cantora de jazz de sua geração e, na opinião de seus admiradores e de muitos críticos, a melhor de todos os tempos. Eleanora Holiday nasceu no gueto negro de Baltimore. Sua certidão de nascimento nunca foi encontrada, portanto a data aceita de seu nascimento era a que ela costumada dizer: 07 de abril de 1915. Sua mãe, Sadie Fagan (13 anos) chamada Nora e seu pai, o guitarrista Clarence Holiday (15 anos), eram ainda adolencentes quando Billy nasceu. Foi Clarence quem lhe chamava de “Bill” por achar que ela se comportava como um garoto. Billie sofreu tudo o que se poderia esperar na vida de uma menina americana negra e pobre. Viveu com a mãe separada do pai, foi violentada por um vizinho aos dez anos e castigada por isso, sendo internada em uma instituição com “métodos correcionais” pré-medievais. Aos doze, trabalha lavando assoalhos e prestando serviços a dona de um prostíbulo onde ouve pela primeira vez discos de Louis Armstrong e Bessie Smith. Aos 14, já em New York e indignada com a posição de criada de sua mãe e com o racismo, cai na prostituição e enfrenta quatro meses de cadeia. Motivo: não querer satisfazer um chefe da máfia negra do Harlem. Em 1930, ameaçadas de despejo por dever 45 dólares ao senhorio, Billie sai à rua disposta a roubar ou matar se preciso. Assím começa a lenda de Billie. Percorrendo os bares do Harlem em busca de algum dinheiro, entra no Pod’s and Jerry’s oferecendo-se como dançarina. Um desastre. O pianista com pena pergunta se ela sabe cantar e Billie pede que que ele toque "Trav’lin All Alone" e em poucos instantes todos estão com os olhos grudados nela que sai do bar com cinquenta e sete dólares e um emprego com salário fixo. Três anos depois tendo cantado em vários lugares é assistida pelo produtor John Hammond, entra no estúdio em 27 de novembro de 1933 pelas mãos de Benny Goodman. Em 1935 já aparece cantando com a orquestra de Duke Ellington no filme "Symphony in Black, A Rhapsody of Black Life" e inicia uma frutífera parceria com o pianista Teddy Wilson, gravando mais de oitenta músicas em seis anos. No entanto suas experiências com as Big Bands entre 1936 e 1938 são amargas. Com Count Basie passa por vexames como pintar o rosto com graxa de sapato porque um empresário achou que sua pele era muito clara. Com a orquestra branca de Artie Shaw é muito bem tratada pelos músicos mas sente o racismo nas turnês pelo Sul. Cansada de tais humilhações volta para New York e mais uma vez pelas mãos de Hammond, consegue um bom contrato no Café Society de Barney Josephson. Em 25 de janeiro de 1937, Billie e o saxofonista Lester Young entram juntos pela primeira vez em um estúdio. Alguém escreveria que naquele dia “surgiu uma nova forma de poesia amorosa entre a voz humana e o instrumento musical”. Em quatro anos gravaram cerca de 50 canções, verdadeiras jóias repletas de swing, bom gosto, criatividade e cumplicidade que se estendia ao trompetista Buck Clayton. Lester a chamava de Lady Day e ela o apelidou de Prez (de presidente dos sax-tenores). A autobiografia (1956), escrita em colaboração com o jornalista William Dufty, foi chamada Lady sing the Blues. O título refere-se mais a sua infância infeliz e seu envolvimento com a heroína do que propriamente a sua música. Um fiasco. Sua carreira foi entremeada de entradas em hospitais e prisões à medida que o vício lhe trazia mais problemas. O filme Lady Sings the Blues (O caso de uma estrela), estrelado por Diana Ross (uma péssima interpretação), serviu somente para chamar a atenção do público sobre Billie. Diana não está bem no papel e a crítica não a poupou. Billie Holiday só ganhou a devida fama e respeito após sua morte, acontecida em 17 de julho de 1959, na Filadélfia, aos 44 anos vitimada de overdose e outras circustancias depresivas. Sua voz é uma marca única nas interpretações de centenas de preciosidades que deixou gravada. O albúm "Lady In Satin", seu melhor trabalho, hostenda o titulo referente ao luxuosos arranjos de cordas do maestro Ray Ellis com uma orquestração plausível a voz ainda mais rouca de Billy devido ao uso excessivo de heroina. Embalada em uma harmonia contagiante, o albúm oferece releituras de clássicos como: "I´m A Fool to Want You" (imortalizada na voz de Frank Sinatra) e "The End Of A Love Affair" (Edward Redding). Gravado em 19 e 21 de Fevereiro de 1958 para o selo Columbia Records e produção de Irving Towsend, "Lady In Satin" só foi lançamento em junho de 1958. Curiosamente no relançamento de 1997, agregou mais 04 faixas take matando um pouco a nostalgia.

12 - The End of a Love Affair


Faixas:
01 - I’m a Fool to Want You
02 - For Heaven’s Sake
03 - You Don’t Know What Love Is
04 - I Get Along Wiyhout You Very Well
05 - For All We Know
06 - Violet for Your Furs
07 - You’ve Changed
08 - It’s Easy to Remember
09 - But Beaultiful
10 - Glad to Be Unhappy
11 - I’ll be around
12 - The End of a Love Affair

Musicos:
Billie Holiday - vocais
George Ockner - Violino e Concertmaster
David Sawyer - Violoncelo
Janet Putnam - Harpa
Danny Bank - Flauta
Phil Bodner - Flauta
Romeo Penque - Flauta
Mel Davis - Trompete
J.J. Johnson - Trombone
Urbie Green - Trombone
Tom Mitchell - Trombone
Mal Waldron - Piano
Barry Galbraith - Guitarra
Milt Hinton - Baixo Acustico
Osie Johnson - Bateria
Elise Bretton - Backing Vocais
Miriam Workman - Backing Vocais

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Boa audição - Namastê.

domingo, 8 de novembro de 2009

1962 - Voce ainda Não Ouviu Nada! - Sergio Mendes & Bossa Rio

"Topete era o que não faltava a Sérgio Mendes em novembro de 1962. Com apenas 21 anos, ele já tinha gravado um disco e despontava como menino prodígio por tocar jazz e bossa nova de modo bem particular, marcado pela versatilidade. Pianista talentoso e inventivo, ele teria viajado naquele mês de joelhos e com um terço na mão - por causa do medo que tinha de avião - para se apresentar no Carnegie Hall, Nova York, em homenagem à bossa nova. Tocaria ao lado dos grandes nomes do movimento brasileiro: João Gilberto, Tom Jobim, Vinícius de Moraes e outros. Ao se reunir com os músicos e o organizador do evento, Sidney Frey, Sérgio não se intimidou e anunciou logo: ou ele e seu abririam ou fechariam o show e não acompanhariam ninguém. O show foi pontuado por gafes, mas o grupo de Sérgio ficou com a abertura e fez bonito. Tanto que levou o saxofonistasexteto Bossa Rio Cannonball Adderley a convidá-los para participar do seu disco Cannonball’s Bossa Nova. Dessa experiência resultaria também, pouco depois, um dos discos mais importantes da música brasileira, Você Ainda não Ouviu Nada! Com arranjos de Antônio Carlos Jobim e Moacir Santos, o título do album soava pretensioso. Era, porém, a síntese de uma obra marcante e ainda não devidamente contextualizada, que destacou a efervescência musical de Copacabana no começo de 1960. Naquele momento, a música brasileira dava continuidade a um processo de transformação iniciado seis anos antes, com suas casas noturnas e clubes de jazz. Quase quatro décadas depois, o disco de Sérgio Mendes e Bossa Rio sai pela primeira vez no formato CD, numa luxuosa edição da Dubas que inclui sobrecapa cartonada e encarte bilíngüe com a biografia de todos os músicos do sexteto. Trata-se de uma obra básica no instrumental da bossa nova. Na contracapa, Arino DeMattos Filho o anunciou como o "samba de sempre, mas um samba novo também". São dez faixas, quatro delas clássicos de Tom Jobim em parceria com Vinícius de Moraes ou Newton Mendonça: Ela é Carioca, Desafinado, Corcovado e Garota de Ipanema. A escolha do repertório não foi aleatória. Ao optar por grandes sucessos, Sérgio e sua turma queriam justamente mostrar a nova roupagem que queriam dar, com ênfase para os instrumentos de sopro - saxofone, clarinete e trombone. "A gente representava o lado mais apimentado da bossa nova, enquanto os outros faziam algo mais doce, minimalista, de bandinha", recorda o instrumentista, em entrevista a este jornal, de Los Angeles, por telefone. "Eu sempre gostei do lado instrumental do movimento e expressamos isso no disco." Misto de samba orquestrado com jazz, Você Ainda não Ouviu Nada! parece brincadeira de tocar música, tamanha a espontaneidade e o entrosamento dos solos de sopro e de piano. Desafinado e Ela é Carioca, por exemplo, trazem introduções insuperáveis que revelam todo o seu potencial melódico em versão inesquecível. O álbum, na verdade, foi um casamento raro e ideal de músicos, arranjadores e canções. Daí a sonoridade especial do disco, que sobrevive 40 anos depois, com surpreendente contemporaneidade. O instrumentista levou cinco meses entre reunir músicos, fazer os arranjos e gravar. O sexteto era formado por Sérgio, Tião Neto, conhecido contrabaixista; Edison Machado, baterista e criador do "samba de prato" e da batida no aro das caixas; os trombonistas Raul de Souza e Edson Maciel; o clarinetista argentino Hector Bisignani, (Costita para os íntimos) e o saxofonista Aurino Ferreira. Segundo Sérgio, o papel de Jobim nos arranjos foi muito importante. "Quando ouviu o grupo pela primeira vez, ele ficou bastante impressionado com a sonoridade. Comecei a freqüentar sua casa e passamos a fazer os arranjos juntos." No caso de Moacir, ele havia sido seu professor e aceitara o convite para participar. Sérgio lembra que o disco foi pensado para não parecer com uma jam session - na qual diversos instrumentistas improvisam em seus instrumentos. "Nas faixas, todo mundo tinha seu solinho, mas diferentes do jazz, marcado por solos longos." De acordo com o instrumentista, ele também procurou restringir as versões a pequenos solos para não ficar chato, sem improviso ou malabarismos. "Cada um dá o seu pequeno recado, mas que é importante no conjunto", ele justifica. Em todas as faixas, porém, predomina o uso de dois trombones. Seria, então, um disco de samba-jazz? Sérgio diz que nunca o definiu assim. Ele admite que o jazz estava muito presente - com ênfase para o virtuosismo de Edson Machado -, mas o fundamental era mesmo o samba. O jazz entrou apenas na parte do improviso. Em texto de 1964, Tom Jobim recordou a gravação de Você Ainda não Ouviu Nada! e seus primeiros contatos com a musicalidade de Sérgio Mendes. Jobim contou que passou a admirá-lo como um músico extraordinário por ser, ao mesmo tempo, intuitivo e estudioso de música. "Coisa rara, pois, geralmente, os intuitivos ficam apenas intuitivos e os estudiosos seguem estudiosos." O maestro descreveu a produção do LP como produto de mil noites sem dormir, café e cigarros. "Não sou profeta, mas creio que este disco, produto de muito trabalho e amor, abre novos caminhos no panorama da nossa música." Ao fazer uma obra marcante com apenas 23 anos, Sérgio Mendes se consagrava como um talento precoce para um gênero de música em evidência, com aceitação internacional como nunca acontecera em relação ao Brasil. Para ele, em particular, tinha o sentido da superação de quem teve um infância difícil, marcada por limitações de saúde. Filho de médico, natural de Niterói, Sérgio se viu obrigado a viver com um colete de gesso por causa de uma escoliose. A doença não o atrapalhou em seu aprendizado de piano. Fã de Stan Kenton e do pianista Horace Silver, estudou com Moacir Santos e trocou o clássico pelo jazz. Sobre Sérgio Mendes, Ruy Castro recorda em seu livro Chega de Saudade que contava-se, a família lhe raspava a cabeça quando tirava nota vermelha. Seu pai o educou com dinheiro controlado e como a mesada era curta, montou um trio com o amigo Tião Neto, da mesma cidade, que tocava contrabaixo. O terceiro membro, um baterista, era rotativo. No começo os três animavam bailes com jazz, um ritmo que não costuma despertar interesse dos dançantes. Valsa mesmo só sabiam Lover, de Rodgers e Hart. Mas seu talento de pianista se sobressaiu. Em 1960, começou a participar de canjas de bossa nova e jazz nas matinês de domingo no Little Club, considerado ponto de estréia para jovens e amadores. No Beco das Garrafas, ponto de concentração de bares que tocavam bossa nova, Sérgio montou um sexteto formado por talentos que se destacariam depois: Paulo Moura (sax-alto), Pedro Paulo (trompete), Durval Ferreira (guitarra), Otávio Bailly (contrabaixo) e Dom Um (bateria). Muitos outros grupos seriam formados por ele depois, inclusive três quartetos, num rápido processo de profissionalização que depois o destacaria internacionalmente como híbrido de jazz e música latina. Ambicioso e bem articulado, Sérgio tinha visão internacional e apostou em seu potencial quando se juntou aos maiores nomes da Bossa Nova na tumultuada apresentação no Carnegie Hall, em 1962, no show que serviria de diáspora para o movimento.
Sua aposta no mercado estrangeiro ganhou força no ano seguinte, após o lançamento de Você Ainda não Ouviu Nada! Durante 1963, o Bossa Rio excursionaria pelo Japão e França, agora como trio, com a participação de Nara Leão. A viagem foi patrocinada pela Rhodia. Mas a grande chance para redirecionar a carreira de Sérgio Mendes veio no ano seguinte, quando o Itamarati o convidou para organizar um grupo com o propósito de fazer uma turnê cultural pelo México e Estados Unidos. O instrumentista convidou Jorge Benjor (violão e vocal); Wanda Sá (vocal); Rosinha de Valença (violão); Tião Neto (contrabaixo); e Chico Batera (bateria). Com o fim da excursão, ele convenceu alguns músicos a ficarem na América. Em maio do mesmo ano, gravaria Bossa Nova York, com a participação de Jobim e grandes nomes do jazz como Art Farmer, Phil Woods e Hubert Laws. De modo curioso, Você Ainda não Ouviu Nada! ganhou o limbo da história da música brasileira. Até mesmo alguns dos livros mais profundos sobre a Bossa Nova e Tom Jobim não vão além da mera citação de seu título. Sua proposta também não teve continuidade e se tornou um momento único na discografia de Sérgio Mendes, uma vez que trazia uma série de diferenças em relação ao seu primeiro disco, de 1960, Dance Moderno, lançado pela Philips. Neste, predominava o piano, embora já tivesse Maciel no trombone. O repertório misturava música brasileira e americana: Oba-Lá-Lá (João Gilberto), Love For Sale (Cole Porter), Tristeza de Nós Dois (Maurício - Durval Ferreira - Bebeto), What is This Thing Called Love? (Cole Porter), Olhou Para Mim (Ed Lincoln - Silvio César) e Satin Doll (Duke Ellington), entre outras. O disco com o Bossa Rio, assim, deixou uma expectativa que não se cumpriu. Seu autor se tornaria um dos músicos brasileiros mais celebrados no exterior nas décadas seguintes. Nos EUA, Sérgio formou o conjunto Brazil 66 que gravou discos e fez turnês com muito sucesso. O álbum Herb Alpert Presents Sergio Mendes & Brazil 66 ultrapassaria a marca de um milhão de cópias, com o sucesso Mas Que Nada, de Jorge Benjor - a música chegou aos primeiros lugares das paradas de sucessos norte-americanas. Depois de tocar na Casa Branca, em 1967, Sérgio gravou vários discos, individuais ou com o conjuntos de conceituados músicos brasileiros que montou em diversas ocasiões. Sempre com o feeling de misturar ou combinar bossa nova, jazz e ritmos brasileiros populares. Em 1993 ganhou o prêmio Grammy na categoria World Music.. Continua a ser mais conhecido no exterior do que no Brasil. Ironicamente, seu lendário disco continua com seu título a provocar: Você Ainda não Ouviu Nada! Quem não o conhece, não faz a menor idéia do que está perdendo". Fonte: Gonçalo Junior - Gazeta Mercantil em 16-08-2002.
Curiosidade: Pouca gente sabe, mas durante a época de pobreza do ator Harrison Ford que participou de filmes de mais de 100 milhões de dólares de bilheteria foi carpinteiro de Sergio Mendes.

04 - Desafinado


Faixas:
01 - Ela é Carioca
02 - O Amor Em Paz
03 - Coisa #2
04 - Desafinado
05 - Primitivo
06 - Nanã
07 - Corcovado
08 - Noa Noa
09 - Garota de Ipanema
10 - Neurótico

Músicos :
Sérgio Mendes -Piano
Edison Machado -Bateria
Raul de Souza - Trombone
Edson Maciel - Trombone
Hector Costita -Clarinete
Sebastião Neto - Baixo acústico
Aurino Ferreira - Sax Tenor

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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

1962 - Cannonball Bossa Nova & Sexteto Bossa Rio

Na onda da Bossa Nova nos anos 60, Cannonball Bossa Nova apresenta o encontro memorável do saxofonista Cannonball Adderley e o espetacular sexteto Bossa Rio do maestro Sérgio Mendes com a nata da música brasileira, incluindo as lendas Paulo Moura no sax, o propro Sérgio Mendes ao piano, Durval Ferreira na guitarra, o super baterista Dom Um Romão, além de outros grandes músicos. O samba jazz daquela época foi uma coisa bem revolucionária por misturar a música americana e o estilo mais solto do Brasil. A fusão genial do samba brasileiro com o jazz americano deixou profundas marcas na música americana mas infelizmente para nós a coisa não foi tão marcante. Caímos no ostracismo e o que deixou marca apenas ficou na lembrança de alguns músicos pingado. Cannonball's bossa nova foi lançado pelo selo Riverside. No ano seguinte, "Você ainda não ouviu nada",Sérgio Mendes e o seu sexteto foi considerado um clássico da bossa nova instrumental, contou com arranjos de Tom Jobim. Atuando no cenário artístico de 1962 a 1964, Mendes abraçou seu apogeu ao apresenta no Festival de Bossa Nova realizado em 1962 no Carnegie Hall (Nova York, EUA).

03 - Corcovado


Faixas:
01 - Clouds
02 - Minha Saudades
03 - Corcovado
04 - Batida Diferentes
05 - Joyce's Sambas
06 - Groovy Sambas
07 - O Amor Em Paz (Once I Loved)
08 - Sambops
09 - Corcovado (alternate take)
10 - Clouds (single version)

Musicos:
Cannonball Adderley - Sax. Alto
Sérgio Mendes - Piano
Durval Ferreira - Guitarra
Octavio Bailly, Jr. - Baixo Acustico
Dom Um Romão - Bateria
Pedro Paulo - Trompete
Paulo Moura - Sax. Alto

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Filtro Solar

"Senhoras e senhores da turma de 1983 - filtro solar. Nunca deixe de usar filtro solar. Se eu pudesse dar a vocês uma única dica para o futuro, diria:"Usem filtro solar". Os benefícios a longo prazo no uso de filtro solar estão provados e comprovados pela ciência. Já o resto de meus conselhos não tem outra base confiável além de minha própria experiencias erante. Mais agora vou compartilhar esses conselhos com vocês. Eis aqui um conselho:desfrute do poder e da beleza de sua juventude.Oh, esqueça!Você só vai compreender o poder e a beleza de sua juventude quando já tiverem desaparecido.Mas acredite em mim:dentro de vinte anos, você olhará suas fotos e compreenderá, de um jeito que não pode compreender agora, quantas oportunidades se abriram e quão fabuloso(a) você realmente era.Você não é tão gordo quanto você imagina.Não se preocupe com o futuro;ou se preocupe, se quiser,mas saiba que se preocupar é tão eficaz quanto tentar resolver uma equação de álgebra simplesmente mascando chiclete.Os problemas que realmente têm importância em sua vida são aqueles que nunca passaram por sua cabeça,como aqueles que tomam conta de você quando você não tem nada para fazer.Cante.Não trate os sentimentos alheios de forma irresponsável,e não tolere aqueles que ajam de forma irresponsável com os seus sentimentos.Relaxe.Não perca tempo com a inveja.Algumas vezes você ganha,algumas vezes você perde.A corrida é longa e,no final, você conta apenas consigo mesmo(a).Lembre-se dos elogios que recebe,esqueça os insultos(se conseguir fazer isso, diga-me como).Guarde suas cartas de amor.Jogue fora seus velhos extratos bancários.Alongue-se.Não se sinta culpado senão souber muito bem o que quer ser ou fazer da vida.As pessoas mais interessantes que eu conheço não tinham idéia,aos 22 anos, do que iam fazer na vida;outras, não menos interessantes,mesmo com 40 anos ainda não sabem.Tome bastante cálcio.Seja gentil com seus joelhos,você sentirá falta deles quando não funcionarem mais.Talvez você se case, talvez não.Talvez tenha filhos, talvez não.Talvez se divorcie aos 40,talvez dance uma valsinha quando fizer 75 anos de casamento.O que quer que faça,não se orgulhe e nem se critique demais.Todas as suas escolhas têm 50% de chance de dar certo,assim como as escolhas de todos os demais.Curta seu corpo e use-o de todas as maneiras que puder.Não tenha medo dele ou do que as outras pessoas pensam dele.Seu corpo é o melhor instrumento que você possui.Dance.Mesmo que o único lugar que você tenha para fazer isso seja sua sala de estar.Leia todas as instruções,mesmo que não as siga.Não leia revistas de beleza,elas apenas farão você se sentir feio(a).Saiba entender seus pais.Você nunca saberá quando eles deixarão de viver.Seja amável com seus irmãos.Eles são o seu melhor vínculo com o passado e são aqueles que, muito provavelmente, no futuro,nunca te deixarão na mão.Entenda que os amigos vem e vão,mas que há uns poucos, preciosos,que você deve guardar com carinho.Trabalhe duro para superar distâncias e estilos de vida,pois à medida que você envelhece,mais precisa das pessoas que conheceu na juventude.More um tempo em São Paulo,mas mude-se antes que a cidade transforme você em uma pessoa indiferente.More um tempo no nordeste,mas mude-se antes de tornar-se uma pessoa mole demais.Viaje.Aceite certas verdades eternas: os preços sempre vão subir,os políticos são mulherengos, e você também vai envelhecer. E,quando você envelhecer, vai fantasiar que, quando você era jovem,os preços eram aceitáveis, os políticos tinham almas nobres e as crianças respeitavam os mais velhos.Respeite os mais velhos.Não espere apoio de ninguém.Talvez você tenha um investimento seguro,talvez tenha um cônjuge rico.Mas você nunca sabe quando um ou outro pode te deixar na mão.Não mexa muito com seu cabelo,ou quando você tiver 40 anos, terá a aparência de 85.Tenha cuidado com as pessoas que te dão conselhos,mas seja paciente com elas.Um conselho é uma forma de nostalgia:dar conselhos é uma forma de resgatar o passado da lata de lixo, limpá-lo, esconder as partes feias, reciclá-lo e vendê-lo por um preço maior do que realmente vale.Mas acredite em mim quando me refiro ao filtro solar."




sábado, 31 de outubro de 2009

John Coltrane & Alice Coltrane

John Coltrane & Alice Coltrane,
Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, NJ - 1966
Fotografado Por: Chuck Stewart

John William Coltrane (1926-1967)

John Coltrane, Newport Jazz Festival,
Newport, RI - 1960
Fotografado por: William Claxton

John William Coltrane (1926-1967)

John Coltrane, Columbia Recording Studio, New York - 1958.
Fotogrfado por: Don Hunstein

John William Coltrane (1926-1967)

Elvin Jones com John Coltrane em Frankfurt, Alemanha, 1963
Fotografado por: Marfred Leber

John William Coltrane (1926-1967)

John Coltrane e Bob Thiele (produtor) apos um break no
Rudy Van Gelder Reconding, 1960
Fotografado por: Burt Goldblatt

John William Coltrane (1926-1967)

Charlie "Bird" Parker e Dizzy Gillespie no palco do Birdland
com o jovem John Coltrane (sax) e Tommy Potter (baixo).
Fotografado por: Frank Driggs Collection.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Bennett Lester Carter (1907- 2009)

Benny Carter
Fotografado por: Ed Berger's

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A Love Supreme - Lp

Original de colecionador
Lp da primeira tiragem de Fevereira de 1965

2008 - A Man Called Trane - John Coltrane

São tantas apineias sonoras e misturas chamadas de criação de batedores de latas e soluços mugidos que da medo de imaginar o caminho percorridos por lendas como: Lennie Tristano, Glenn Miller, Benny Goodman, Louis Armstrong, Count Basie entre outras lendas imortalizadas, saírem sem intender a difusa manifestação artístico-musical de sua invenção popular e criativa das comunidades negras e seus espaços de desenvolvimento de várias tradições musicais em particular a afro-americana. O jazz tem passado por uma mutação um tanto amargas em sua forma de expressão e criatividades ao longo desse seculo de sua existência que lançamentos como esse deixa uma certeza de ainda vai haver jóias raras guardadas em alguma estante por ai. Lançado em 2008 como uma forte apelo as razies vanguardistas do jazz, A Man Called Trane traz uma lenda chamada Trane - mistura de introdução e legado a poderosa musica desse saxofonista de longas jornadas. Com inspiração de sua passagem pela Blue Note e catálogos da Impulse, este lançamento abrange um cronograma de setembro de 1957 a dezembro de 1964, com performances no Village Vanguard ao Newport Jazz Festival - ao vivo, mergulhando nos álbuns lendários como: Blue Train, Coltrane's Sound , Giant Steps, Coltrane Plays the Blues e My Favorite Things, até deixar uma conclusiva lógica ao movimento de abertura profundamente bonita de sua oração em A Love Supreme. Fantástico a escolha das faixas bem como a produção final que para um bom colecionador de e amante das criações de Trane, nota-se na ordem dos fatos de cada música.


Faixas:
01 - Alabama
02 - Blue Train
03 - Softly As In A Morning Sunrise
04 - Central Park West
05 - Naima
06 - Mr. Day
07 - Giant Steps
08 - My Favorite Things
09 - I Want To Talk About You
10 - A Love Supreme Part 1: Acknowledgement



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Boa audição - Namastê.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

My Funny Valentine

" Mais de mil e duzentas variações de um mesmo tema. Apaixonado pelo clássico do jazz My Funny Valentine, composto em 1937 pelos norte-americanos Richard Rodgers e Lorenz Hart para um musical da Broadway, o cearense Gerardo Barbosa Filho vem colecionando, há 15 anos, todas as gravações dessa música que encontra pela frente. A coleção, que está sendo avaliada pelo Guiness Book of Records, revela um painel surpreendente de linguagens, contextos e artistas - jazzistas como Miles Davis, Chet Baker e Ella Fitzgerald, mas também brasileiros, poloneses, japoneses, suecos, romenos, urbequistaneses, entre outros - que já prestaram seu tributo às “Valentinas”. Várias formas para uma só paixão. Assim pode ser descrita a relação do cearense Gerardo Barbosa Filho com um dos maiores clássicos da canção norte-americana em todos os tempos. Economista e analista de sistemas por formação e trabalho, ele é um aguçado ouvinte e pesquisador musical. Herança recebida do pai, Gerardo Barbosa que foi por 18 anos discotecário da Ceará Rádio Clube a tradicional PRE-9, tendo inclusive prestado diversas contribuições à música cearense, como o disco “Ceará - Terra da Luz”, lançado em 1965 com capa de Aldemir Martins. Gerardo Barbosa foi também proprietário da Vox, célebre loja de discos localizada no Centro de Fortaleza até hoje lembrada por várias gerações. Aficionado por samba, bossa nova, MPB e jazz, Gerardo guarda em seu acervo pessoal uma preciosa coleção de aproximadamente 2 mil vinis e cerca de 1,5 mil CDs. Entre os muitos discos, LPs nunca relançados em digital e mesmo algumas peças de outros formatos, como os velhos compactos e discos de 12 polegadas. “Sempre gostei muito de música, pelo próprio ambiente de casa. Muito pequeno, eu já ia com meu pai na discoteca da PRE-9. Continuei indo mesmo depois de 1955, quando ele saiu de lá para abrir a Vox”, recorda Gerardo Filho, contando que “vivia muito dentro da loja”. “Em época de muito movimento, ajudava a atender as pessoas. E ganhava muitos discos, dos representantes. Daí fui começando meu próprio acervo e também conhecendo as pessoas que faziam música aqui no Ceará”, emenda. Quando foi para São Paulo estudar economia na USP do início dos anos 70, Gerardo conviveu bastante com os artistas que ficariam conhecidos como integrantes do “Pessoal do Ceará”, a ponto de serem dele as fotos dos LPs “Chão Sagrado” de Téti e Rodger Rogério e “Pavão Mysteriozo” de Ednardo. Ele voltou ao Ceará em 1975 a tempo de integrar a primeira turma de Informática na UFC. Hoje, é sócio de uma empresa de consultoria em gestão estratégica com foco em tecnologia da informação. Enquanto o pai tinha uma predileção por Frank Sinatra, amealhando um a um os discos lançados pela voz de olhos azuis o filho procurou manter um maior ecletismo. “Ouvia de tudo, mas principalmente música brasileira, samba, bossa nova, e jazz. O próprio mercado do disco favorecia que você conhecesse mais coisas, e conhecesse melhor o trabalho de cada artista através dos discos originais, diferente de hoje, em que só têm espaço coletâneas e sucessos da hora”, testemunha, com autoridade de quem atravessou vários suportes musicais, do vinil de 12 polegadas ao DVD. A coleção de “Valentinas” teve início em 1990 quando Gerardo, visitando o amigo Marcelo Coelho, foi convidado a ouvir um LP de Chet Baker. “O disco tinha outras músicas, mas foi ‘My Funny Valentine’ que me chamou a atenção de um modo especial naquele instante. Eu já devia ter ouvido essa música antes, sem dúvida, mas sem me causar nenhuma impressão especial. Foi ali que pela primeira vez realmente prestei atenção nela”, rememora. “A melodia em si é muito bonita, junto com a letra, uma coisa meio surrealista. Ainda mais com a interpretação de Chet Baker”, acrescenta, procurando o mais difícil: explicar a paixão. Cada dia é de “Valentine”. Ao verificar seus discos, Gerardo constatou possuir cinco gravações da música, que ele logo reuniu em uma fita-cassete. A partir daí, foi à procura de outras versões, embora ainda sem a intenção deliberada de colecioná-las. “Só ao chegar às 100 primeiras versões parei pra pensar que tinha uma coleção”, diz. “Outro momento marcante foi quando cheguei à 24ª fita - um dia inteiro de ‘My Funny Valentine’”. A compilação foi crescendo graças à obstinação do pesquisador e à ajuda de amigos como Augusto César Costa, Henilton Menezes, Alan Romero, Léo Rocha, Márcio Távora, Lucius Maia, Roberto Barroso e Sérgio de Oliveira a quem Gerardo agradece. “Eles começaram a me mandar gravações. A história se espalhou, e hoje recebo contribuições até de quem nem conheço”, diz. “Às vezes, me mandam gravações repetidas, e não me incomodo nem um pouco. Digo pra mandarem sempre”, brinca. À compra convencional de CDs, o advento da Internet expandiu muito as possibilidades para colecionadores como Gerardo, participante de listas de discussões como a cearense “Desafinado”. “A Internet me possibilitou primeiro comprar CDs, depois acesso a sites especializados em vender CDs com gravações de determinada música e posteriormente a troca de música peça-a-peça. Na época áurea do Napster e do Audiogalaxy, entre outros programas, devo ter conseguido de 400 a 500 gravações”, estima. O resultado desse esforço é que a coleção cedo superou os intérpretes mais previsíveis - jazzistas e cantores norte-americanos -, ganhando cores bem mais diversas, globalizadas. Afinal, o cearense já coletou gravações da Itália, Japão, Alemanha, Rússia, Inglaterra, Islândia, França, Romênia, Urbequistão, Polônia e Suécia. “São músicos de estilos variados. O melhor é que acabei conhecendo grandes artistas, como o cantor Luqman Hanza, a pianista Barbara Carrol (ambos norte-americanos), a Aziza Mustafa Zadeh (urbequistanesa), que hoje tenho outros CDs dela...”, acrescenta o pesquisador. Entre as gravações vocais da canção, todos os artistas mapeados por Gerardo cantam a letra original de “My Funny Valentine” em inglês. A exceção é a saudosa carioca Nara Leão. “É uma versão muito bonita, que em português ficouAdeus no Cais’”, opina o colecionador que hoje contabiliza exatas 1251 gravações. “A coleção está sempre crescendo, até porque novas gravações vão sendo feitas”, destaca. Como diz a canção, “each day is Valentine´s”".

Quero aqui registrar um comentário feito por um companheiro que sempre visita o blog e levantou uma pergunta um tanto curiosa até para mim como colecionador e apreciador de jazz. Na verdade apenas reproduzirei um artigo do jornal - "Diario do Nordeste em 09 de Maio de 2005, por Dalwton Moura) - que responde a pergunta bem como afaga outras pertinentes. Grande Saulo Nunes aquele abraço e fica na paz.






Momento

Apenas um momento e nada mais.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Neon sign Hector's Palace Coffee & Sweets - 1937

Neon sign Hector's Palace Coffee & Sweets,Crosby, Dakota - Novembro de 1937. Fotografado por Russell Lee para a FSA, 35 mm.

small Negro - 1938

Sacada da loja small Negro (Negro pequeno). Jeanerette, Louisiana - Outubro de 1938.

Fotografado por Russell Lee para a Farm Security

National Rice Festival - 1938

Combo de jazz no National Rice Festival, Crowley, Louisiana - Outubro de 1938.
Fotografado por Russell Lee.

Tavern on the South Side - 1941

Combo de jazz no Tavern on the South Side de Chicago, Illinois,Abril de 1941.
Fotografado por Russell Lee.

Lonnie Johnson - South Side de Chicago - 1941

Taverna South Side de Chicago, Illinois - Abril de 1941.
Lonnie Johnson, guitarrista de jazz de vanguarda (esquerda)
Fotografado por Russell Lee.

South Side de Chicago, 1941

Abril de 1941. Tavern on The South Side de Chicago, Illinois.
Fotografado por Russell Lee.

domingo, 4 de outubro de 2009

1957 - Porgy & Bess - Louis Armstrong & Ella Fitzgerald

Em Agosto de 1957, o produtor Norman Granz que já em outras etapas reunido em estúdio Louis Armstrong e Ella Fitzgerald, gravando antológicos álbuns da dupla, voltou a atacar ainda com maior ambição, elegendo como alvo a ópera do compositor nova-iorquino George Gershwin - Porgy e Bess. Com arranjos e direção musical de Russell Garcia e apoiados por uma vasta orquestra dominada pelas seções de cordas, Louis e Ella chamaram a si a totalidade das partes vocais da ópera, cada um acumulando todos os personagens masculinos e femininos. O álbum foi um êxito de vendas mas a crítica olhou como sempre para um lado da direção, valendo apenas mais um álbum na estante das obras não essenciais de Armstrong e Ella. Acontece que o curso da história raramente é linear e muitas vezes, as obras que deixam marcas mais fundas não são as maiores mas as que no tempo e no modo como foram recebidas, assumem um protagonismo que as torna historicamente incontornáveis . Antes de Porgy e Bess, a Jazz Avenue tinha na cabeceira muitas outras gravações de Louis Armstrong e Ella Fitzgerald mas nem por isso desgosta de andar pelas ruas de Gershwin guiado pelas suas vozes. Enquanto se falar de standards do jazz, George Gershwin será sempre um dos apóstolos das Sagradas Escrituras. E a ligação de Porgy e Bess ao jazz passará sempre por duas versões separadas no tempo por apenas um ano: A de Armstrong & Ella concebida em 1957 e Gil Evans e Miles Davis, nascida em 58. Com certeza que Porgy e Bess nunca poderia faltar na celebração do centenário do nascimento de Louis com a promessa de que outras viagens virão e de sua diva maior,Ella, a primeira dama a romper com o preconceito dea ópera no jazz. A dupla produziu jóias de valores inigualáveis como: Ella and Louis (1956), Ella and Louis Again (1957). Todos os três álbuns foram recebido tanto pela crítica como sucesso comercial. Porgy & Bess foi gravado em duas sessões: 18 de Agosto e 19 de Outubro de 1957.

Faixas:
01 - Porgy And Bess: Overture
02 - Summertime
03 - I Wants To Stay Here
04 - My Man’s Gone Now
05 - I Got Plenty O’ Nuttin’
06 - Buzzard Song
07 - Bess You Is My Woman Now
08 - t Ain’t Necessarily So
09 - What You Want Wid Bess?
10 - A Woman Is A Sometime Thing
11 - Oh, Doctor Jesus
12 - Porgy And Bess: Medley: Here Come De Honey Man / Crab Man / Oh, Dey’s So Fresh And Fine
13 - There’s A Boat Dat’s Leavin’ Soon For New York
14 - Bess, Oh Where’s My Bess?
15 - Oh Lawd, I’m On My Way

Músicos:
Louis Armstrong - Trompete & Vocais
Ella Fitzgerald - Voz
Paul Smith - Piano
Alvin Stoller - Bateria

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Boa audição - Namastê.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Nathaniel Adams Coles (1919-1965)

"Minha voz não é algo do que eu possa me orgulhar. Ela atinge, talvez, duas outavas de extensão. Acho que é da rouquidão, do ruído da respiração, que alguns gostam." Nat King Cole, em entrevista ao jornal The Saturday Post, 1954

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Louis Daniel Armstrong (1901-1971)

Louis Armstrong, jazz man trompete, 1953
Fotografado por: Library of Congress Prints and Photographs


Andrzej Barabasz (Chepry)

Waldemar Kurpiński & Tress Jazz band Tygmont Club,
Warsaw, Poland, 24 de maio de 2006
Fotografado por: Andrzej Barabasz (Chepry)


Charles Mingus, Jr. (1922-1979)

Charles Mingus - Lower Manhattan 4 de julho de 1976
Fotografadso por: Tom Marcello Webster, New York, USA

William "Count" Basie (1904-1984)

Count Basie ao piano do filme "Rhythm and Blues Revue" 1955.
Fotografado por: Archive.org

Mahalia Jackson (1911-1972)

Mahalia Jackson, Alemanha em 16 de Abril de 1962
Fotografado por: Carl Van Vechten

Ella Jane Fitzgerald (1917-1996)

Ella Fitzgerald, 19 de Janeiro de 1940
Fotografado por: Carl Van Vechten

John Coltrane - On Green Dolphin Street

domingo, 27 de setembro de 2009

1959 - Time Out - The Dave Brubeck Quartet

"No seu estilo pedante, a crítica de jazz cita 1959 como um annus mirabilis, um ano premiado. Nele foram gravados os álbuns Kind of Blue e Sketches of Spain, de Miles Da­­vis; Mingus Ah Um de Charles Mingus; e Time Out de Dave Brubeck. Todos numa antiga igreja armênia da Rua 30, em Nova York, convertida em estúdio pela Columbia. Uma faixa do álbum de Bru­beck, Take Five, logo fascinou a todos por sua ginga hipnótica e pelo uso arrojado do tempo 5/4. Lançada em single, se tornaria, em 1961 o primeiro disco de jazz a atingir a marca de um milhão de cópias vendidas. Embora Brubeck fosse o cérebro do quarteto e sua autêntica máquina-de-compor, o sucesso veio de onde menos se esperava: de Paul Desmond, o saxofonista improvisador, basicamente um intérprete de material alheio. O autor da façanha era branco e franzino, com óculos de intelectual, e parecia tudo menos um músico de jazz. Pior ainda, teve a infelicidade de tocar sax alto quando o rei do instrumento era Charlie Parker, que todo mundo tentava igualar e não conseguia. O nome também não era nada jazzístico: Paul Emil Breitenfeld, filho de judeu e irlandesa. Mas herdou o DNA musical do pai, organista que tocava em teatro de variedades e cinemas, na época dos filmes mudos. Paul escolheu o sobrenome artístico de Desmond folheando ao acaso uma lista telefônica. Conheceu o pianista Dave Brubeck numa banda militar em 1944 na Europa. Depois da guerra, formaram um pequeno grupo. Com seu humor típico, Desmond lembra: “Eu ainda guinchava a palheta do sax a maior parte do tempo nos agudos e Dave parecia tocar Bartók com a mão direita e Milhaud com a esquerda. Juntos podíamos esvaziar qualquer clube noturno em poucos minutos sem que ninguém tivesse gritado ‘incêndio!’”. Paul Desmond fi­­cou 17 anos no quarteto de Dave Brubeck e escreveu um livro sobre a experiência, How Many of You Are There in the Quartet?, referindo-se à pergunta que invariavelmente as aeromoças faziam: “E quantos são vocês no quarteto?” Certa vez, um crítico de jazz chato (99% o são) perguntou a Paul onde se encaixava entre a abordagem vertical, ou harmônica e a abordagem horizontal ou melódica. Ele respondeu: “Pode me colocar na abordagem diagonal”. Seu humor sutil traía a vocação de escritor, era o que desejava ser. Tempos depois, frequentando o Elaine’s — QG da Intell­igentsia nova-iorquina — descobriu que todos os grandes escritores sonhavam ser músicos de jazz, entre eles Woody Allen, que tocava uma razoável clarineta Dixieland. Com a ironia costumeira, Desmond dizia que a inspiração de Take Five veio de um caça-níquel num cassino de Reno: “O ritmo da máquina me sugeriu o tema e, além do mais, eu precisava dar um jeito de recuperar o dinheiro perdido naquele caça-níquel”. Às vezes, Paul oferecia outra explicação para Take Five. Fumante compulsivo, dizia que concebeu o tema para que durante o longo solo de bateria de Joe Morello, tivesse tempo de dar umas tragadas. Steve Race nas notas de capa do LP original, disseca Take Five: “Cônscio de quão facilmente o ouvinte pode perder o pé num ritmo quíntuplo, Dave toca uma vamp (figura rítmica e harmônica constante) ao longo dos 5m26s, mantendo-a até mesmo durante o solo de bateria de Joe Morello. É interessante notar como Morello se livra gradualmente da rigidez da pulsação 5/4, criando contrafiguras intricadas e frequentemente inesperadas sobre a figura repetitiva do piano. E, contrário a qualquer expectativa normal — talvez até mesmo do pró­­­­­­­­­prio compositor — Take Five realmente suinga”.

Três leis:

1º - O álbum Time Out quase não foi lançado. Chegou às lojas contra a vontade de todos os executivos da Columbia, menos um: o man­­­­da-chuva Goddard Lie­berson, presidente da companhia. Dave Brubeck relembra: “Quebrei três leis da Columbia. Todas as sete faixas eram composições originais, quando a gravadora gostava de entremear com standards. Queria também músicas que fizessem as pessoas dançar e eu lhes dei todos aqueles compassos esquisitos. Botaram um pintura na capa do LP, coisa que nunca se fazia com um disco de jazz. Obviamente, a companhia não queria lançar o álbum”. Sur­­­­­preendentemente os fãs es­­­tavam mais preparados para os compassos extravagantes de Brubeck do que os executivos da indústria fonográfica e não só compraram o álbum, como dançaram ao som dele. Como intérprete Paul Desmond foi um saxofonista cool por excelência. Avesso aos ruídos fisiológicos subjacentes ao instrumento (arquejos, guinchos e sussurros de palhetas, percussão de teclas), sempre tocou longe do microfone, emitindo um som limpo e cristalino e direto da campanha do seu alto. Definia seu som inconfundível com um gracejo: “Eu sempre quis soar como um martini seco”.

2º - Take Five foi tocada muitas vezes pelo quarteto e dezenas de artistas a gravaram, da cantora sueca Monica Zetterlund em 1962 à versão póstuma de King Tubby em 2002. Em 1961, Car­men McRae gravou uma versão com letra composta por Dave e sua mulher, Iola.

3º - Des­­mond morreu aos 52 anos, em 1977, de câncer do pulmão, sem descendentes. Os royalties de suas composições e interpretações foram destinados, se­­­gundo sua vontade para a Cruz Vermelha norte-americana que recebe cerca de cem mil dólares por ano. Take Five representa grande parte desta receita, e continua fazendo a rapaziada dançar ao compasso de 5/4." Fonte: Roberto Muggiati para o aderno - Especial para a Gazeta do Povo, 16/09/2009.


*Todas as faixas foram compostas por Dave Brubeck, com exceção de Take Five de Paul Desmond. O álbum foi gravado ao longo de três sessões sendo a primeira em 25 de junho, a segunda em 01 º de julho e a terceira em 18 de agosto de 1959. Produção de Teo Macero e Fred Plaut como engenheiro de som. Blue Rondo à la Turk é uma versão de Rondo alla Turca da sonata Piano Nº 11 de Mozart.

03 - Take Five



Faixas:
01 - Blue Rondo à la Turk
02 - Strange Meadow Lark
03 - Take Five
04 - Three to Get Ready 4
05 - Kathy's Waltz
06 - Everybody's Jumpin'
07 - Pick Up Sticks

Músicos:
Dave Brubeck - Piano
Paul Desmond - Sax Alto
Eugene Wright - Baixo Acustico
Joe Morello - Bateria

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Boa audição - Namastê.

sábado, 26 de setembro de 2009

Stanley Gayetzky (1927-1991)

Stan Getz & Tommy Potter and Al Birdland, NYC - 1949
Fotografado por: Herman Leonard

Maxwell Lemuel Roach (10/01/1924-16/08/2007)


Max Roach no Mintons Play House, NYC -1949
Fotografado por: Herman Leonard

Thelonious Sphere Monk (10/08/1917-17/02/1982)

Thelonious Monk ao piano no Mintons Playhouse, NYC - 1958
Foto Fotografado por: Herman Leonard

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

1980 - Salsamba - Chet Baker & The Boto Brazilian Quartet

Chet participou de varias gravações tendo o ritmo brasileiro como tema variável de seu álbuns. Em 1966 participa do antológico "Brasil! Brasil! Brasil!" de Bud Skank com João Donato e Laurindo Almeida representado a terra verde amarelo no ginga da bossa nova. Em 1977, gravou com Astrud Weinert (Astrud Gilberto), uma baiana, de Salvador, filha de pai alemão e mãe brasileira, o album “The Girl From Ipanema” (Tom/Vinícius) que além de contar com o clássico do título, traz uma boa seleção de bossa nova com a participação especial de Chet Baker, nos vocais e trompete na faixa "Far Away". Diga de passagem que no medley com a marchinha “Mamãe Eu Quero” e “Chica Chica Boom Chica”, Chet até tentou cantar em português mas passando a bola para Astrud Gilberto, numa versão em ingles de arrasar. Na decada de 80 o gingado trouxe Baker aos ritmos brasileiros novamente no álbum "Chet Baker & The Boto Brazilian Quartet" e "Rique Pantoja & Chet Baker", mais conhecido como Cinema 1 (título da primeira faixa) tendo o primeiro uma pegada mais forte, com um trompete mais agressivo e atingindo notas mais altas que de costume. Chat não tocava muito rápido, nem notas muito altas por conta de um dente perdido, impossibilitando uma embocadura perfeita "Tento extrair do instrumento algo que tenha qualidade e que seja único. Parece que as pessoas só ficam impressionadas por três coisas: se você toca rápido, se toca agudo ou pelo próprio som do instrumento, não pelas notas que você toca." Dizia ele. Em 1985, Chet fez duas apresentações na primeira edição do Free Jazz Festival. A banda era formada pelo pianista brasileiro Rique Pantoja Leite(com quem Chet já havia gravado Chet Baker & The Boto Brasilian Quartet), o baixista Sizão Machado, o batarista americano Bob Wyatt e pelo flautista Nicola Stilo. A primeira apresentação, no Hotel Nacional, no Rio de Janeiro, foi decepcionante, tendo a segunda em São Paulo, tida como um sucesso no marcos do jazz. Depois do espetáculo, já em seu quarto, no Maksoud Plaza, Chet surrupiou a maleta do médico que o acompanhava e tomou doses cavalares das drogas que lhe estavam sendo administradas para controlar as crises de abstinência levando a uma overdose que o quase mata. Neste mesmo ano, iniciou com Rique Pantoja, em Roma, as gravações de Rique Pantoja & Chet Baker ou Cinema 1, que por passar por vários estúdios, terminou em São Paulo, em 1987. O álbum foi um sucesso de crítica. Curiosidade: Richard Galliano de 53 anos é um consagrado acordeonista francês e um anonimo musico no circuíto brasileiro. Chet Baker & The Boto Brazilian Quartet foi gravado nos dias 21 á 23 de Julho de 1980 - Paris, Frances.

05 - Seila


01 - Salsamba
02 - Inaia
03 - Forget Full
04 - Balsa
05 - Seila
06 - Balao
07 - Julinho
08 - Novos Tempos

Chet Baker - Trompete &Voz
Richard Galiano - acordeon
Rique Pantoja Leite - Piano (Acoustic Fender)
Michel Peratout - Baixo
Josê Boto - Bateria e Precursão

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Boa audição - Namastê

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

1963 - Live at Birdland - John Coltrane

Coltrane foi o primeiro artista a assinar com o novo selo Impulse! Records que começou no ano de 1961 e ficaria até o fim de sua carreira. Coltrane estava apto a lançar discos sempre que quisesse (com um mínimo de dois álbuns por ano). Antes de sso, protegido por Miles e crescendo no embrião de novas ideais, Coltrane lança vôo em horizonte diferente para sua época, causando um desconforto entre músicos e amigos ao ponto de Davis despedi-lo do seu quinteto magistral. Abastece sua aspiração com um novo relacionamento com a música bem como o aparecimento de Alice, sua segunda esposa, na criação de um novo estilo. Live at Birdland traduz o amadurecimento inicial de Coltrane após deixar as sombras de Miles. Apesar do título, apenas as três primeiras faixas foram gravadas ao vivo no clube Birdland, o restante são faixas de estúdio. Entre as faixas de estúdio é "Alabama", uma homenagem aos quatro meninos que morreram no bombardeio na 16th Street Baptist Church, no ataque a uma igreja Alabama Birmingham, pela supremacia branca. Um monologo racista que despertou a ira de Trane no conformismo racial. A gravação ao vivo de I Want to Talk About You, uma canção que Coltrane gravou em Soultrane de 58 , desta vez com uma coda estendida, com duração de quase tão longo quanto o resto da canção, perfaz um sopro unificado de seu sax que muitos musicos e admiradores traduzem como impar na carreira de Trane.
Originalmente lançado em 1963 pelo selo Impulse.

Faixas 01.02,03 - gravadas em 08 de Outubro 1963 no At Birdland, New York - NY
Faixas 04,05 - gravado 18 de Novembro 1963 no Van Gelder Studios, Englewood Cliffs - NJ
Faixa 06 - gravada em 06 de Março 1963 no Van Gelder Studios, Englewood Cliffs - NJ

04 - Alabama


Faixas:
01 - Afro Blue
02 - I Want to Talk About You
03 - The Promise
04 - Alabama
05 - Your Lady
06 - Villia

Músicos:
John Coltrane - Sax Tenor & Soprano
McCoy Tyner - Piano
Jimmy Garrison - Baixo Acustico
Elvin Jones - Bateria

Download Hre - Click Aqui
Boa audição - Namastê.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Momento Coltrene








sábado, 19 de setembro de 2009

2007 - Duet - Chick Corea & Hiromi Uehara

Armando Anthony (Chick Corea - Chelsea, 12 de junho de 1941). Pianista, tecladista e compositor bastante conhecido por trabalhos influenciadores na década de 1970 no gênero denominado jazz fusion, apesar de ter contribuições significativas para o jazz tradicional.
Participou na criação do movimento electric fusion como membro da banda de Miles Davis na década de 1960 e passando pelo no anos 1970, integrando o grupo Return to Forever com inovação e criatividade. Entre os pianistas de jazz, Corea é considerado um dos mais influentes, desde Bill Evans (junto com Herbie Hancock, McCoy Tyner e Keith Jarrett) brem como nova geração. Durante 1996-1997, Corea fez parte de um quinteto (que incluía Kenny Garrett e Wallace Roney) tocando versões atualizadas de composições de Bud Powell e Thelonious Monk. Suas discografia é básica para apreciadores de piano no jazz. Hiromi Uehara (26 de Março de 1979). Pianista e compositora, sua técnica impressionante, estilo único e energia contagiante são imagens de marca que a distinguem. As suas composições englobam um variado grupo de estilos musicais como jazz, rock progressivo, fusion e até clássico. Por este motivo é difícil dar um nome ao seu estilo musical. Duet!!!!. O resultado supera o que eu imaginava... Não vou nem me atrever a comentar, apenas vou sugerir a experiência de ouví-lo com um bom fone de ouvido para perceber com clareza o diálogo destes dois anormais e espetacular pianistas onde o mestre Corea conduz e generosamente abri espaço prá Hirome arrasar nos seus improvisos.Ambos se alternam e por vezes até se juntam no papel de protagonistas, improvisando e produzindo melodias inimagináveis sobre harmonias igualmente excelentes. Uma excelente pedida. imperdívellllllll.

Disc: I
01 - Very Early
02 - How Insensitive
03 - Déja Vu
04 - Fool on the Hill
05 - Humpty Dumpty
06 - Bolivar Blues





Download Here - Click Aqui CD I

Disc: II
01 - Windows
02 - Old Castle
03 - Summertime
04 - Place To Be
05 - Do Mo -Children's Song #12
06 - Concierto de Aranjuez/Spain




Downloa Here - Click Aqui CD2

Músicos:
Chick Corea - Piano
Hiromi Uehara - Piano

Gravado no live at The Tokyo Blue Note, Setembro - 2007
Boa audição - Namastê.

sábado, 12 de setembro de 2009

1963 - Iron Man - Eric Dolphy

Iron Man é tão essênciais na discografia de um colecionador que estabelece um ambiente mais consistente no gênero tocado por Eric Dolphy ente outras criação do músico. Mais claro ainda, Iron Man antecipa a execução e deixa uma pintura abstrata ao que é digna de ser comparada a maior obra-prima de Dolphy - Out to Lunch. Faixas com Iron Man, Burning Spear e a mais curta, Mandrake, têm temas bastante aflorados, cheio de marca de amplo intervalo em saltos e sentido lúdico da dissonância. Não há uma estrutura suficiente no balanço fortificado para fazer as suas raízes no hard bop ser perfeitamente clara, uma vez que que o front-chifres de linha explode os temas, deixando uma mudança em um conjunto mais cerebral no modo exploratório. Nomes como : Prince Lasha, Bobby Hutcherson, Richard Davis, J.C. Moses, engrossa o caldo, delineando harmonia dissonantes no ar, ancorando espectralmente o resto do grupo. Os duetos de Dolphy com o baixista Richard Davis, o dobro do tempo presente - no clarinete baixo para "Come Sunday" e na flauta em "Ode To C.P.", são lindas, cheia de pedaços de meditação, conversas entre os dois músicos, ilustrando o comprimento de onda semelhante entre eles. Iron Man divide a maneira como Dolphy toca, cria e interpreta suas notas, pairando uma ligeira presença no tempo a sua apresentação, com coesão clássica em qualquer forma e constituem alguns dos trabalhos mais brilhantes do início da carreira deste músico invejável na historia do jazz. Um autêntico trabalho e uma leitura sinora de tirar o folego. Gravado nos dias 01 e 04 de Julho de 1963 para o Selo Douglas International SD 755 e produção de Alan Douglas.

Iron Man

Faixas:
01 - Iron Man
02 - Mandrake
03 - Come Sunday
04 - Burning Spear
05 - Ode To C.P. (Byard)

Músicos:
Eric Dolphy - Sax. Alto, Clarinete & Flauta
Eddie Kahn - Baixo acústico (Iron Man)
Richard Davis - Baixo acústico
J.C. Moses - Bateria
Prince Lasha - Flauta
Huey Simons - Sax. Alto
Clifford Jordan - Sax. Soprano
Woody Shaw - Trompete
Bobby Hutcherson - Vibrafone

Download Here - Click Aqui
Boa audição - Namastê.