sexta-feira, 1 de maio de 2020

2004 - Jazz Ballads 12 - Billie Holiday



Artista: Billie Holiday
Lançamento: 2004 
Selo: Membran Music
Gênero: Vocal Jazz
Billie Holiday foi uma das primeiras e maiores cantoras de jazz norte-americano, conhecida por sua voz melancólica e conturbada vida pessoal. Como muitos músicos de jazz, Billie Holiday começou sua carreira em prostíbulos e depois em clubes do Harlem ainda adolescente. Após um período de aprendizagem em ‘jam sessions’ gravou pela primeira vez com Benny Goodman, em 1933. Ela foi sensação no famoso clube ‘The Apollo’ em Nova York e cantou com a banda de Artie Shaw e Count Basie, entre outros. Nesta época foi apelidada de ‘Lady Day’ pelo saxtenorista Lester Young, que era apaixonado por ela, com quem muitas vezes gravou e teve uma colaboração particularmente criativa. Na década de 40 ela começou a usar heroína e ópio, e seus últimos anos foram marcados por seu declínio na saúde e deterioração da sua voz como resultado da bebida e das drogas, embora sua expressividade tenha se mantido intacta. Considerada por muitos a maior de todas as cantoras do jazz, foi acima de tudo uma intérprete. Com uma voz etérea e levemente rouca, era insuperável cantando baladas. Suas interpretações eram elegantes e despojadas, no entanto, conseguiam transmitir grande dramaticidade. Ela se tornou uma das figuras mais importantes na história do jazz e desde sua morte, um ícone. 

Boa audição - Namastê

segunda-feira, 9 de março de 2020

2004 - Jazz Ballads 11 - Lionel Hampton

Artista: Lionel Hampton
Lançamento: 2004 
Selo: Membran Music
Gênero: Swing, Big Band, Mainstream jazz, blues
Lionel Hampton é considerado como o primeiro vibrafonista do jazz, também tocou piano, bateria, percussão e foi compositor e líder de bandas. Inicialmente ele foi baterista em Chicago, e depois vibrafonista na Califórnia. O vibrafone é um instrumento musical inventado no século XX. É composto de diversas teclas de metal com altura definida, montadas em um suporte sobre tubos que servem para amplificar seu som e também agem como ressonadores. Na verdade é um xilofone amplificado com vibrato. É utilizado principalmente no jazz, aparecendo também em diversos outros gêneros populares e também na música erudita. Lionel Hampton começou a sua carreira profissional em Los Angeles com 16 anos e a história diz que Hampton pela primeira vez tocou o vibrafone em 1930 com Louis Armstrong em ‘Memories of You’ que se tornou um hit. E tocou com os grandes nomes do jazz desde Benny Goodman e Buddy Rich, a Charlie Parker e Quincy Jones. Hampton organizou sua própria big band em 1940 e tornou-se famoso por seus shows ao vivo e com o compromisso de divulgar o jazz em todo o mundo. Tocou com bandas menores após 1965, com sucesso contínuo, até a sua saúde começar a decair na década de 90. O rítmo e a empolgação da banda de Hampton destacaram seu carisma e virtuosismo extrovertido. Ele se tornou um dos progenitores do rhythm and blues.
Boa Audição - Namastê

domingo, 1 de março de 2020

2004 - Jazz Ballads 10 - Stan Getz





Artista: Stan Getz
Lançamento: 2004 
Selo: Membran Music
Gênero: Sax Tenor, Bossa Jazz
Stan Getz saxofonista tenor de jazz nascido como Gayetsky Stanley foi fortemente influenciado por Lester Young e tornou-se conhecido por seu tom leve e etérea abordagem ao tocar com os bandleaders Stan Kenton, Jimmy Dorsey, Benny Goodman e Woody Herman na década de 40. Com os sax-tenores Zoot Sims, Jimmy Giuffre e Herbie Steward que possuíam abordagem e sonoridade semelhantes foram apelidados de ‘The Four Brothers’ e contratados por Woody Herman. Stan Getz é colocado, por críticos, entre os cinco saxtenoristas revolucionários da história do jazz, os outros seriam Coleman Hawkins, Lester Young, Sonny Rollins e John Coltrane. Na década de 50 foi o tenorista máximo, e é um dos artífices do cool jazz. Respeitado pelos colegas, pelos críticos e pelo público ganhou o apelido de ‘The Sound’. Quando deixou a orquestra de Herman, Getz já possuía renome e passou a tocar como líder em pequenos conjuntos. Na década de 1960, foi o principal divulgador da bossa nova. Seu disco com João Gilberto foi um grande sucesso comercial e se tornou cult e vieram outros discos de música brasileira ao longo de décadas. Tocou com Chet Baker e Gerry Mulligan, como ele, expoentes do cool jazz, mas Getz não era apenas um músico cool assim como acontecia com Gerry Mulligan ele foi influenciado pelo bebop e também tocou com Dizzy Gillespie. Suas improvisações nos temas em andamento rápido são surpreendentes. Sua obra continuou a ser de improviso, expressiva, emocional e altamente melódica.
Boa audição - Namastê

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

2004 - Jazz Ballads Vol.09 - Errol Garner



















Artista: Errol Garner
Lançamento: 2004 
Selo: Membran Music
Gênero: Jazz Piano, Bebop

 Pianista autodidata e compositor que nunca aprendeu a ler música foi, no entanto, um dos músicos de jazz mais populares dos anos 50. ‘Misty’ é a sua composição mais memorável. Garner foi influenciado pelo pianista Fats Waller, tocou com Art Tatum e posteriormente formou seu grupo alcançando sucesso comercial com ‘Concert by the Sea’ em 1958, um dos álbuns mais vendidos do jazz. Erroll Garner é um dos pianistas mais marcantes do gênero jazz, à exceção de Thelonious Monk, ninguém é mais identificável e Erroll desenvolveu um estilo difícil de imitar, mas mesmo assim sua técnica atraiu muitos imitadores e fãs ardorosos. Gravou com Charlie Parker e foi um dos músicos de jazz mais vistos na televisão na década de 50 e 60. Percorreu os cinco continentes, liderando grandes orquestras sinfônicas, e compôs trilhas sonoras de filmes. Suas composições foram para piano, mas em 1959 quando Johnny Burke acrescentou letra à música ‘Misty’, Garner cresceu em popularidade e entrou para o repertório standard do jazz. ‘Misty’ foi um hit de cinco artistas diferentes, entre 1959 e 1975. Durante os anos 60 Garner estabeleceu sua própria gravadora. Seu irmão mais velho Linton, também era um exímio pianista. Erroll Garner foi o compositor da linda melodia e marco no mundo da música “Misty”. Esta música foi apresentada em um filme “Play Misty for Me” (1971), também conhecido como “Perversa Paixão”, do diretor Clint Eastwood. Garner é considerado pelo crítico Scott Yanow um músico criativo e virtuoso brilhante. Ele era um autodidata, começou a tocar piano aos 3 anos de idade, sua técnica era devida à prática e ao talento. Segundo Tolipan, Garner não lia música, ele entrava no estúdio e não havia uma programação do que seria feito, o operador ligava o gravador e Garner ia tocando, depois era feita uma seleção para que se lançasse um disco.
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segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

2004 - Jazz Ballads 08 - Oscar Peterson



Artista: Oscar Peterson
Álbum: Jazz Ballads Vol.08
Lançamento: 2004 
Selo: Membran Music
Gênero: Piano, Classical
Oscar Peterson, canadense de Montreal, começou estudando piano clássico aos seis anos. Quando completou quatorze, ganhou um concurso amador e passou a trabalhar regularmente num show de uma rádio local. Com o tempo, ficou famoso na sua cidade, fato que contribuiu para que não a deixasse. Mas em 1949 foi persuadido por Norman Granz a integrar a sua trupe ‘Jazz at the Philharmonic’, que excursionava pelos Estados Unidos com Roy Eldridge, Zoot Sims e Ray Brown. Seu sucesso foi imediato, causando enorme empatia com o público jazzístico. A sua maior popularidade vinha dos trios que participou depois passou a realizar trabalhos mais pessoais, principalmente através de solos ou duetos com guitarristas e violinistas. Muito se fala sobre o estilo de interpretação de Peterson, e os críticos o definem como eclético indo do stride piano até o impressionismo cool, passando pelo swing, pelo bebop e mesmo pelo clássico. Quando executa baladas se assemelha a Art Tatum, quando toca bebop lembra Bud Powell e são marcantes as influências que teve de Errol Garner e Teddy Wilson. Alguns críticos o censuram por esse ecletismo e por absorver os estilos da moda. Oscar Peterson é um improvisador de muito swing e forte personalidade. Seu virtuosismo incomparável o faz tender ocasionalmente ao espetacular. Este pianista canadense é um dos músicos de jazz mais conhecidos do grande público e é sempre uma grande atração em todos os festivais de que participa. Durante cinco décadas, foi um grande divulgador do jazz. De acordo com Lalo Schifrin, se Bill Evans é o Chopin do jazz moderno, Oscar Peterson é o seu Liszt.
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domingo, 15 de dezembro de 2019

2004 - Jazz Ballads 07 - Django Reinhardt

Album: Jazz Ballads Vol.07
Artista: Django Reinhardt
Lançamento: 2004
Selo: Membran Music
Genero: Gypsy Jazz, Jazz, Bebop, Músic Romani
Django Reinhardt, nascido Jean Baptiste Reinhardt em um acampamento cigano em Liberchies, Bélgica, no ano de 1910, foi um dos pioneiros do jazz na Europa e também um dos primeiros músicos não negros nesse estilo musical. Aos 8 anos ele se mudou com sua mãe e seu clã para a França, fora da antiga Paris. Aos 12 anos tocava banjo, guitarra e violino em danceterias de Paris. Suas primeiras gravações com o nome de Jiango Reinhardt são da época da sua adolescência. Em sua primeira gravação conhecida, de 1928, ele toca o banjo. Em 1934, Django e outros músicos, incluindo Stéphane Grappelli, formaram o ‘Quintette du Hot Club de France’. Django não sabia ler e escrever a música e só mais tarde na vida aprendeu sozinho a ler e escrever em francês. Também tocou e gravou com músicos estrangeiros como Coleman Hawkins, Benny Carter, Rex Stewart e Louis Armstrong. Durante a II Guerra Mundial, Django sobreviveu os anos sombrios do regime nazista, quando muitos de seu povo pereceram em campos de concentração. O jazz foi banido por Hitler e Django só foi autorizado a tocar a sua música graças ao auxílio de um oficial da Luftwaffe que adorava jazz e admirava sua habilidade. Depois da guerra ele voltou a se encontrar com Grappelli e eles continuaram a fazer turnê e visitaram os EUA e se apresentaram com Duke Ellington.

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sábado, 23 de novembro de 2019

2004 - Jazz Ballads Vol.06 - Coleman Hawkins


Album: Jazz Ballads Vol.06
Artista: Coleman Hawkins
Lançamento: 2004
Selo: Membran Music
Genero: Jazz, Bebop, Swing
O americano Coleman Hawkins (1904-1969) foi uma figura fundamental na evolição do saxofone no nos atribultos do jazz. Ainda nos anos 20, fez do sax tenor um instrumento de destaque onde sem ele talvez o mundo não escutasse monstros consagrados como, Charlie Parker, 
John Coltrane ou Joshua Redman.
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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

2004 - Jazz Ballads Vol.04 - Clifford Brown & Sonny Rollins


Lançamento: 2004 
Selo: Membran Music
Gênero: Jazz, Bebop, Hard Bop
Clifford Brown, a lenda e Sonny Rollins, o dinossauro do jazz em um encontro de magma performance de dois saxofonistas de primeira grandeza. Puro sincopado e 
jazz de primeira
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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

2004 - Jazz Ballads 02 - Ben Webster

Artista: Ben Webster 
Álbum: Jazz Ballads Vol.02
Lançamento: 2004
Selo: Membran Music
Gênero: Jazz, Hard Bop

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domingo, 8 de setembro de 2019

2004 - Jazz Ballads 01 - Chet Baker & Gerry Mulligan


Álbum: Jazz Ballads Vol. 01
Artista: Chet Baker & Gerry Mulligan
Lançamento: 2004
Selo; Membran Music
Gênero: Jazz, West Cost Jazz, Cool, Hard Bob
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terça-feira, 3 de setembro de 2019

Retorno em pauta

Depois das ferias  prolongada, novo começo, novos ritmos de sucessão de tempos
estilos e novidades no mundo sincopado do jazz, Bossa nova e vanguardismo.

domingo, 14 de julho de 2019

1963 - Stan/Gilberto - Stan Getz & Joao Gilberto



Artista: Stan Getz & João Gilberto
Album: Getz / Gilberto
Lançamento: 1963
Selo: Verve
Gênero: Bossa Nova, Brazilian Songs, Latino Jazz
“Eu quero que o Brasil faça silêncio para ouvir João Gilberto. Que os brasileiros 
ouçam mais João Gilberto” - Maria do Céu Harris

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domingo, 30 de junho de 2019

1998 - Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim - Frank Sinatra & Tom Jobim



Album: Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim
Artista: Frank Sinatra & Tom Jobim
Lançamento: 1967
Selo: Universal Music Group International 
Gênero: Bossa Nova, Vocal Jazz, Latino Jazz
Sinatra e Jobim (“Tone”, como The Voice chamava o maestro) gravaram outro trabalho juntos. Em 1969, reuniram-se para um novo álbum. O resultado, irregular, saiu na compilação Sinatra and company, que veio a público somente em 1971. Outras três faixas deste mesmo encontro em estúdio permaneceram inéditas até 2010, quando foi lançado o álbum duplo Sinatra/Jobim: The complete Reprise recordings, que reuniu as gravações feitas em 1967 e em 1969. Desta maneira, é o trabalho de anos atrás que deve permanecer do encontro dos dois gigantes da música. Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim é um álbum deveras silencioso, para ser degustado aos poucos. Sem pressa, e por muitas e muitas vezes.
Boa audição - Namastê

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Encontro clássicos Tom Jobim & Frank Sinatra

Enquanto tomava chope com amigos no mesmo bar celebrizado por “Garota de Ipanema”, Tom Jobim recebeu o mais surpreendente telefonema de sua vida. Do outro lado da linha, ninguém menos que Frank Sinatra "The Voice” que queria gravar um disco só com músicas de Tom que topou na hora. Foi uma conversa curta:

"Quero fazer um disco com você e saber se você gosta da idéia" - perguntou Sinatra ao telefone.
"É uma honra" - respondeu Tom.

O cantor sugeriu que Tom tocasse violão. Apesar de não gostar da idéia Tom aceitou. Mas também fez um pedido de colocar um um baterista brasileiro por nome de "Dom Um Romão" que foi prontamente aceito pelo cantor, depois de comentar: "Não tenho tempo para aprender canções novas e detesto ensaiar. Vamos ficar com as mais conhecidas, os clássicos". Quando se recuperou da surpresa Tom lembrou-se da esnobada que um editor nova-iorquino lhe dera três anos antes envolvendo indiretamente a figura de Sinatra. Em 1963, Tom procurou um agente em Nova York e reclamou com ele da má qualidade das versões americanas de suas músicas. "Como é que o Frank Sinatra vai gravar minhas músicas com essas letras?", ponderou Tom. "E quem é que disse que o Frank Sinatra vai gravar suas músicas", replicou o agente com um debochado sorriso nos lábios. Em janeiro de 1967 hospedou-se no Sunset Marquis de Los Angeles para dar início ao trabalho, afinal adiado porque Sinatra refugiara-se em Barbados para esquecer mais uma desavença conjugal com Mia Farrow. Enquanto esperava repassou todos os arranjos com Ogerman, compositor, arranjador e regente alemão, compôs mais duas músicas (“Wave” e “Triste”) e quase morreu de tédio. Enquanto esperava um sinal de Sinatra, Tom escreveu várias cartas a Vinícius e numa delas autodefiniu-se como "um infeliz paralisado num quarto de hotel, esperando o chamado para a gravação, naquela astenia física que precede os grandes acontecimentos, vendo televisão sem parar e cheio de barrigose". E assinava: "Astênio Claustro Fobim". As gravações começaram às 20h do dia 30, no Studio One da Warner Western Sound em Sunset Strip. Por precaução, Sinatra gravou primeiro duas das três canções americanas incluídas no repertório, “Baubles, Bangles and Beads” e “I Concentrate on You”, com as quais só não tinha intimidade em ritmo de Bossa Nova. A primeira de Tom que ele encarou foi “Dindi”, seguida de “Change Partners”. A última faixa da noite foi “Inútil Paisagem”. Apesar do natural nervosismo do brasileiro a sessão transcorreu num clima de extrema afabilidade. Nas duas noites seguintes não seria diferente. A crítica americana elegeu o encontro de Sinatra e Jobim o álbum do ano. Nas vendas perdeu apenas para “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” dos Beatles. Um segundo disco com os dois seria gravado dois anos depois, em 1969 com o título de “Sinatra & Company”, com arranjos de Eumir Deodato. Àquela altura, Tom e o cantor já haviam se tornado amigos. Quando dos preparativos de um especial sobre Sinatra no A Man and His Music, co-estrelado por Ella Fitzgerald, para a rede de televisão NBC em setembro de 1967, Francis Albert não se esqueceu de convidar Antonio Carlos. Sinatra, aliás abriu o programa cantando “Corcovado”.
Gravado em 30 de Janeiro e 01 de Fevereiro de 1967, Hollywood - Los Angeles, pelo selo Reprise Records. Produção de Sonny Bulke. Em 1968, Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim foi indicado para o Grammy de Álbum do Ano.
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domingo, 23 de junho de 2019

2010 - Sinatra/Jobim: The Complete Reprise Recordings - Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim

Album: Sinatra/Jobim: The Complete Reprise Recordings
Artista: Frank Sinatra & Tom Jobim
Lançamento: 2010
Selo: Universal Music Group International 
Gênero: Bossa Nova, Vocal Jazz, Latino Jazz
O cantor (Sinatra) sugeriu que Tom tocasse violão. Apesar de não gostar da idéia Tom aceitou. Mas também fez um pedido de colocar um um baterista brasileiro por nome de "Dom Um Romão" que foi prontamente aceito pelo cantor, depois de comentar: "Não tenho tempo para aprender canções novas e detesto ensaiar. Vamos ficar com as mais conhecidas, os clássicos".
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quarta-feira, 19 de junho de 2019

Encontro clássico de Tom & Frank com bossa-nova e jazz

“Eu não cantava tão suavemente desde que tive laringite”. Naquele 30 de janeiro de 1967 ele se saiu com esta. Pela primeira vez na carreira, The Voice teve que colocar o pé no freio. E também pela primeira (e única) vez em 52 anos de vida, Frank Sinatra assinava seu nome de batismo em um registro fonográfico. Francis Albert Sinatra se encontrava, em estúdio, com o brasileiro Antonio Carlos Jobim. O encontro do maior cantor norte-americano com o pai da bossa nova - o título do álbum reúne os nomes completos dos dois autores - ganhou agora nova edição, comemorativa de 50 anos. Álbum curto (não chega a 30 minutos) com dez canções, reúne sete do próprio Jobim (The girl from Ipanema, Dindi, Meditation, How insensitive, entre outras) e três standards norte-americanos (Change partners, I concentrate on you e Baubles, bangles and beads). A reedição traz duas faixas bônus: o medley Quiet night of quiet stars/Change partners/I concentrate on you/The girl from Ipanema tirado do programa de TV A man and his music + Ella Jobim (também de 1967) e uma gravação inédita de The girl from Ipanema, feita durante o registro de Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim. A sonoridade é bossa nova com roupagem mais sofisticada, já que os arranjos ficaram sob a responsabilidade do alemão Claus Ogerman. O disco foi um sucesso de público e crítica, permanecendo 28 semanas nas paradas da Billboard. Indicado ao Grammy, perdeu, com justiça, o gramofone de ouro de álbum do ano para Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles. Sinatra estava meio atrasado na bossa. Havia cinco anos, desde o histórico concerto no Carnegie Hall, que a batida brasileira havia virado febre nos Estados Unidos. Ainda que um pouco tardio, o álbum pode ser considerado fundamental. A principal razão é por trazer Sinatra em um momento especial. Sua interpretação é bastante sutil, de uma técnica vocal que até então parecia inédita em sua longa trajetória. Em completa sintonia com Jobim e seu violão suave, destaca-se ainda o baterista Dom Um Romão. “Um brasileiro que parecia, ao mesmo tempo, estar alerta e drogado”, escreveu Stan Cornyn no encarte do álbum. Executivo da Warner, ele trabalhou diversas vezes em álbuns de Sinatra. Sinatra e Jobim (“Tone”, como The Voice chamava o maestro) gravaram outro trabalho juntos. Em 1969, reuniram-se para um novo álbum. O resultado, irregular, saiu na compilação Sinatra and company, que veio a público somente em 1971. Outras três faixas deste mesmo encontro em estúdio permaneceram inéditas até 2010, quando foi lançado o álbum duplo Sinatra/Jobim: The complete Reprise recordings, que reuniu as gravações feitas em 1967 e em 1969. Desta maneira, é o trabalho de anos atrás que deve permanecer do encontro dos dois gigantes da música. Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim é um álbum deveras silencioso, para ser degustado aos poucos. Sem pressa, e por muitas e muitas vezes.
Boa leitura - Namastê

domingo, 16 de junho de 2019

1993 - João Gilberto & Astrud Gilberto, Maria Toledo, Stan Getz ?– Bossa Nova Sambalero - VA

Artista: VA (Compilation)
Album: Bossa Nova Sambalero
Lançamento: 1993
Selo: Saludos Amigos
Gênero: Bossa Nova, Brazilan Songs, Latino Jazz

Não sei se eu sou assim. Não tem essa história de som perfeito. O que tem é você fazer uma coisa, vir um sujeito e desfazer. E aí você não gostar do que o cara fez. Então você é chamado de perfeccionista. Certa vez estava gravando um disco na Polygram (João, lançado em 1991), na Barra, e dizia: ‘Puxa, está diferente’. E eles diziam: ‘Não está, é a mesma coisa’. Gravava, no outro dia estava mudado. Bom, eu peguei o maestro Guerra-Peixe (César Guerra-Peixe, que morreu em 1993, aos 79 anos) e fomos à gravadora num dia bem cedinho. Escolhemos as músicas. No outro dia tinham mudado. O disco saiu do jeito que não é. Ficou como na América se diz, sem a mordida. Tira a garra, o que pega. Eles sabem muito bem mexer no negócio, não fica nada, não transmite. Aí viro exigente.                                - João Gilberto -

Boa audição - Namastê