domingo, 27 de dezembro de 2009

Novo Começo...Novas Conquistas

Parece que foi ontem o desejo de um feliz ano novo e num estalo do tempo, hoje tudo se renova, tudo parece exatamente como antes. É sempre assim. Sabemos que nada mudará amanhã, que tudo será desta forma mas preferimos acreditar na magia que separa o ontem do hoje. O novo ano está aí e novamente nos enchemos de expectativas e renovamos nossa crença que amanhã será melhor porque faz parte de nós como seres humanos, acreditarmos em dias mesmo que eles sejam todos iguais. A quem cabe, então, fazê-los diferentes?. Os desejos são os mesmo e renovo mais uma vez a´legria de de poder estar junto com a blogosfera de amigos em 2010. A todos, saudações e muito amor no coração e fica na paz.

Namastê.



segunda-feira, 21 de dezembro de 2009


Agradeço a todos que nos honraram durante 2009 com a sua presença e que nos alimentaram com seus comentários. Em 2010 continuaremos como o melhor do Borboleta uma vez mais com muitas surpresas,
Um Feliz Natal, muita Paz, Saúde e muita Grana.

De última hora, deixou esses arquivos como um brinde a esta data marcante e cheia de alforismo natalinos. Credito que gosto seja uma qualidade tão individualista mas me atrevo a Upload dois magnificos albuns de jazz com suvenir de natal.
Boas Festas.

2009 - Christmas Jazz Jam
Wynton Marsalis


Faixas:
01 - Santa Claus Is Coming To Town
02 - Mary Had A Baby
03 - Jingle Bells
04 - Blue Christmas
05 - Go Tell It On The Mountain
06 - O Christmas Tree
07 - O Little Town Of Bethlehem
08 - Rudolph The Red-Nosed Reindeer
09 - The Christmas Song
10 - Good King Wenceslas
11 - Have Yourself A Merry Little Christmas
12 - Greensleeves

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1990 - Yule Struttin', A Blue Note Christmas - VA


Faixas:
01 - Bobby Watson & Horizon - Vauncing Chimes
02 - Stanley Jordan - Silent Night
03 - Lou Rawls - The Christmas Song
04 - Eliane Elias - I’ll be Home for Christmas-Sleigh Ride
05 - Chet Baker - Winter Wonderland
06 - Benny Green - A Merrier Christmas
07 - Dianne Reeves - A Merrier Christmas
08 - John Hart - O Tannenbaum
09 - Count Basie - Jingle Bells
10 - John Scofield - Chipmunk Christmas
11 - Joey Calderazzo - God Rest ye Merry Gentlemen
12 - Dexter Gordon - Have yourself a Merry Little Christmas
13 - Benny Green - Silent Night
14 - Rick Margitza - Little Drummer Boy

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Boa audição - Namastê.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Ao Vivo no Village Vanguard

Vanguard Sign

Ao vivo no Village Vanguard

Lorraine Gordon

Ao vivo no Village Vanguard


"O que você faz numa noite de sábado quando a casa está lotada e a estrela de seu show sai do palco na metade de uma seqüência musical porque sua namorada está bêbada em alguma espelunca de Uptown e telefonando para ele ir buscá-la? De todos os homens de jazz que trabalharam no Vanguard, Miles Davis foi o mais duro de lidar. Miles sempre gostava de receber mil dólares adiantados antes de estrear. Se eu não tivesse o dinheiro, ele poderia estrear, mas depois da primeira parte de uma noite de estréia, ele viria a mim e, varrendo a multidão com o olhar, sussurraria: 'não esqueça dos mil se você quiser que eu venha amanhã à noite'. A voz de Miles não se parece com nenhuma outra voz que já ouvi. Um sussurro alto em meio à névoa e bruma que mal dá para ser ouvido Você consegue ouvir depois que se acostuma. E eu estava acostumado. E tire aquela porra de spot de cima de meus olhos. Ou desligue essa merda de uma vez. Eu trabalharei no escuro, se é assim que você vai operar sua casa.'

Mas, que diabo, ele era dinheiro em caixa.

Miles pertence à escola cool do jazz. Ele a inventou. Você vai e toca o que você vai tocar. Se a platéia gostar, tudo bem; se não gostar, amém. Claro que você espera que as pessoas fiquem quietas e escutem, mas se não ficarem, não ficam. Você toca assim mesmo, com silêncio ou sem silêncio".

* Trecho de Ao vivo no Village Vanguard

Boa leitura - Namastê.

1961 - The Complete Village Vanguard - John Coltrane Parte IV

Vários foram os gigantes que tocaram e gravaram no Village Vanguard dos quais Max Gordon guardou algunas recordações curiosas: Um deles foi com Sonny Rollins que tocou no clube por dez anos seguidos, quatro vezes por ano. Retornou em 1976 e tocou só o primeiro set de forma arrasadora e já não apareceu para o segundo: "Nunca mais o vi depois desse episódio" comenta Max em 1980. Uma outra estória semelhante foi protagonizada por Miles Davis, músico que Max Gordon recorda como sendo o mais difícil de lidar de todos os músicos de jazz que tocaram no Village: "O que é que se faz numa noite de Sábado quando o clube está cheio e a estrela do espectáculo abandona o palco a meio do concerto porque a sua namorada está embriagada numa espelunca qualquer e lhe telefona a pedir para a ir buscar?", Comenta. Charles Mingus reteve a memória de um concerto em que o contrabaixista aplicou literalmente um soco no estômago de Jimmy Knepper em pleno palco só porque o trombonista não tocar o tema como ele tinha escrito. outra foi do dia em que Mingus arrancou a porta do clube porque no cartaz de entrada faltava a menção "Jazz Workshop" na designação do grupo e o seu nome constava como Charlie e não como Charles. Mas foi o jazz que deu ao Village Vanguard a fama internacional de que goza atualmente e muito especialmente os inúmeros discos que aí foram gravados pelos melhores e mais reputados jazzmen e sideman com registos autênticos de show no clube por todo o mundo. Nada menos do que 105 ao todo (até à presente data) através dos quais mesmo os mais remotos artistas do jazz que nunca tiveram oportunidade de ir a NYC acabaram por entrar no clube e ter pelo menos uma memória musical deste espaço. Mais do que embaixadores do Village Vanguard alguns destes discos são também verdadeiros icones em obras primas. A primeira gravação na casa pertence a Sonny Rollins no dia 03 de Novembro de 1957 com o título "A Night At The Village Vanguard" . Eis os maiores recordistas de gravações no Vanguard: Bill Evans com total de 08 albuns, Art Pepper com 04 albuns e Kenny Burrell com 04 albuns. A verdade é que praticamente todos os grandes nomes do jazz encontraram neste clube o palco ideal para os seus registos ao vivo, graça a acustica do local incluindo entre outros: Art Blakey & The Jazz Messengers, Betty Carter, Cannonball Adderley, Thad Jones & Mel Lewis, Dizzy Gillespie, Keith Jarrett, Elvin Jones, Hank Jones, Woody Shaw, Phil Woods, Mal Waldron, Tommy Flanagan, Bobby Hutcherson, J.J. Johnson, Dexter Gordon, Joe Lovano, McCoy Tyner e mais recentemente Benny Green, Brad Mehldau, Wynton Marsalis e Jason Moran. Que outro clube que não o Vanguard pode ou poderá um dia rivalizar em qualidade e quantidade com esta impressionante antologia quintessência do jazz?
O Village Vanguard esta situado na 178-7th Avenue South NYC com concertos às 21h00 e 23h00 com entada em média: 30 Dolares.
Endereço URL: http://www.villagevanguard.com

02 - Greensleeves


Faixas:
01 - India
02 - Greensleeves
03 - Miles´ Mode
04 - India
05 - Spiritual

Musicos:
John Coltrane - Sax. Tenor & Soprano
Eric Dolphy - Sax Alto & Clarinete
Garvin Bushell - Oboé
Ahmed Abdul-Malik - Oud Turkish
McCoy Tyner - Piano
Jimmy Garrison - Baixo Acustico
Reggie Workman - Baixo Acustico
Elvin Jones - Bateria

Download Here - Click Aqui Parte IV
Boa audição - Namastê

1961 - The Complete Village Vanguard - John Coltrane Pate III

O pai do Vanguard nada tinha porém a ver com o jazz e muito menos com o seu berço os Estados Unidos. O fundador do Village Vanguard é oriundo da Lituânia perto de Vilna por estranho que pareça ou talvez não com data de nascimento 1903 com cinco anos antes da sua família emigrar para os E.U.A. atraída pelo sonho americano. Criado em Portland - Oregon no seio de uma família com pouco recurso económicos, o jovem Gordon teve de estudar e trabalhar vendendo jornais nas ruas desta cidade até ao dia em que concluiu os seus estudos de literatura no Reed College. Impelido pelos pais de frequentar o curso de direito Gordon chegou à cidade que nunca dorme no ano de 1926 mas seis semanas depois o curso era já um sonho e os seus dias eram passados em Greenwich Village. Até à fundação do Vanguard Gordon acumulou vários empregos incluindo: revisão ortográfica de cartas numa loja e a redação de artigos para uma pequena revista de negócios. A entrada no universo dos clubes aconteceria em 1932 em resultado de um encontro ocasional com uma empregada de um clube nova iorquino que insatisfeita com o seu emprego lhe propôs a abertura conjunta de um clube. Assim nascia o Fair em plena lei seca encerrado pouco tempo depois na sequência de uma acusação forjada de venda de álcool. Falido e desempregado Gordon não estava porém derrotado e aguardava apenas a oportunidade de voltar a ter o seu próprio clube. Em Charles Street Gordon encontrou a cave ideal para o clube que tinha em mente obtendo de um amigo o financiamento necessário para tal empreendimento. Curiosamente, seria este amigo a batizar o futuro clube de Village Vanguard. O clube abriu oficialmente suas portas no dia 26 de Fevereiro de 1934 equipado com mobílias e instrumentos comprados de pessoas endividadas em consequência da forte crise económica da época. As mesas e as cadeiras foram improvisadas com barris proveniente de um antigo restaurante que tinha como chefe de cozinha o português Johnny o qual Gordon contrataria desde logo para tomar conta da cozinha do Village Vanguard. O jazz estava ainda ausente e a estreia artística do clube ocorreu com a declamação voluntária de poemas por parte de alguns célebres poetas presentes na inauguração Como: Maxwell Bodenheim, John Rose Gildea, Joseph Ferdinand Gould. Este "espectáculo" valeu a Gordon ameaça de encerramento pelos tribunais sob a acusação de apresentar entretenimento sem a devida licença... Tal não aconteceria mas a mudança para novas instalações tornava-se agora imperiosa pela necessidade de situar o clube num espaço com duas saídas e longe de igrejas, sinagogas e escolas. Gordon encontrou esse espaço no número 178 da Sétima Avenida numa cave onde funcionara um antigo speakeay; o mesmo espaço onde o Village Vanguard se mantém desde 1935 até os dias atuais. Durante vários anos o clube serviu sobretudo de tertúlia de poetas mais ou menos residentes mas em 1939 Gordon alcançou grande sucesso com os Revuers - grupo musical formado, entre outros, por Judy Holliday e Betty Comden e com Leonard Bernstein (ele mesmo?) no piano - e passou a ter na audiência celebridades como Fred Astaire. O jazz chegou ao Village Vanguard em 1941. Com a fama alcançada pelos Revuers e a sua consequente partida para outros palcos Gordon necessitava desesperadamente de novas atrações para animar as noites do clube. É neste contexto que um amigo lhe sugere uns tais de Leadbelly e Josh White a que se somaria Pearl Bailey em 1943. Quanto ao jazz começou a aparecer sob a forma de jam-sessions nos anos quarenta e com a presença de músicos como Dizzy Gillespie, Art Tatum, Errol Garner, Nat King Cole, Earl Hines ou Dinah Washington adquiriu maior dimensão no final dos anos cinquenta com o início das gravações ao vivo e a contratação dos grandes jazzmen da época e ganhando realmente expressão a partir dos anos sessenta. "Foi bom ter passado para o jazz no Vanguard. Admito que foi difícil no princípio dos anos sessenta. Os miúdos que ouviam música estavam numa embriaguez de rock'n'roll e eu não tinha experiência no jazz. Depois, no final dos anos sessenta e início dos anos setenta as coisas começaram a acontecer. Comecei a encontrar músicos de jazz, músicos novatos com projetos de futuro como Chick Corea, Herbie Hancock, Keith Jarrett e outros" - salienta Gordon.

05 - Naima


Faixas:
01 - Chesin´The Trane
02 - Greensleeves
03 - Impressions
04 - Spiritual
05 - Naima
06 - Impressions

Musicos:
Johm Coltrane - Sax. Tenor & Soprano
Eric Dolphy - Sax. Alto & Clarinete
McCoy Tyner - Piano
Jimmy Garrison - Baixo Acustico
Reggie Workman - Baixo Acustico
Elvin Jones - Batéria

Download Here - Click Aqui parte III
Boa audição - Namastê.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

1961 - The Complete Village Vanguard - John Coltrane Parte II

O Village Vanguard tornou-se o cenário para o jazz assim como o sol do meio dia é conivente com a lua da meia noite, trazendo estilos inovadores e uma forma encorpada na arte do entreterimento a casa que Max Gordon somou ao longo de sua historia, um legado de verdadeiras obras primas do celeiro do jazz. Pra quem visite o local, já na porta há um toldo vermelho com o nome em letras brancas facilmente reconhecível por qualquer um que tenha um mínimo de intimidade com o jazz. Lá dentro - depois de descer uma escada de 15 degraus - são exatos 123 lugares voltados para um palco tão modesto quanto o histórico do Village. O Village Vanguard que abrigou de John Coltrane a Lenny Bruce, de Miles Davis a Woody Allen e suas piadinhas, de Woody Guthrie ao andarilho Joe Gould, não poderia ser lembrados por nada mais e nada menos que o próprio Max Gordon, seu fundador e - até a sua morte em 1989 - em uma autobiografia de tirar o fôlego " Ao Vivo no Village Vanguard". São paginas de riquíssimos detalhes que valoriza ainda mais os pilares do jazz em sua jornada infinito da musica. O livro recupera através da memória de seu fundador alguns dos momentos mais expressivos do que foi feito musicalmente em Nova York durante mais de cinco décadas. A casa fundada em 1934 é exaltada em 19 textos em que o autor não apenas recupera sua convivência com alguns dos gigantes do jazz como também mapeia a história do show business e da vida cultural nos Estados Unidos desde a década de 1930. O reconhecimento foi infinitamente superior ao que Gordon esperava e o Village Vanguard virou sinônimo de programação de qualidade. Gordon conseguiu se transformar num dos poucos donos de casas noturnas respeitados pelos músicos. Até os de convívio mais difícil - como Charles Mingus e Sonny Rollins - que faziam questão de abrir espaço nas suas agendas para se apresentar no Village Vanguard. E foi da convivência com os músicos que Gordon aperfeiçoou o sentido de improviso. Assim o livro reproduz o climax dos mais de 100 discos gravados no local e ainda conta com o crítico Nat Hentoff na introdução do livro que traz um ensinamento fundamental: "Escrever é sentir um ritmo e depois se deixar levar por ele". Atualmente o Village é comandado pela viúva de Gordon, a sra. Lorraine que continua aberto e mantém o alto nível da programação. A segunda parte de quatro do álbum "The Complete 1961 Village Vanguard Recordings" de John Coltrane, gravado nos dias 01 e 02 de Novembro de 1961 no palco aclamado dessa casa de show, traz um Coltrane mais sutil e intimidador em seu sax e sua banda. A performance do grupo como um todo é impar e concisa. São registros históricos e um verdadeiro achado para os amantes do jazz.
Dica: Livro - Ao Vivo no Village Vanguard ( Max Gordon Ed. Cosac Naify). Recomendo.

04 - Spiritual


Músicas:
01 - Brasilia
02 - Chasin´Another Trane
03 - India
04 - Spiritual
05 - Softly As In a Morning Sunrise

Musicos:
John Coltrane - Sax. Tenor & Soprano
Eric Dolphy - Sax. Alto & Clarinete
Garvin Bushell - Oboê
Ahme Abdul-Malik - Oud Turkish (inst. arabe)
McCoy Jones - Piano
Jimmy Garrison - Baixo Acústico
Reggie Wolman - Baixo Acústico
Elvin Jones - Bateria
Roy Haynes - Bateria

Dowlond Here - Click Aqui Parte II
Boa audição - Namastê.

1993 - Paraiso Jazz Braz - Gerry Mulligan & Jane Duboc

A talentosa cantora e experiente compositora Jane Duboc tem ao longo de sua carreira feito trabalhos de magistral afeição bem como trabalhado ao lado de grandes nomes do cenário brasileiro como Toninho Horta, Djavan e Sivuca, apareceu em mais de 100 álbuns. Com treze anos, já fazia apresentações filantrópicas no colégio onde estudou, na televisão e em festivais. Aos dezessete morou e estudou música nos Estados Unidos e retornando ao Brasil na década de 70. Gravou o compacto "Pollution", na época produzido pelo mestre da metamorfose ambulante Raul Seixas. Com o ex-marido americano Jay Anthony Vaquer gravou um LP para a RCA: "Morning The Musicians" com a participação de Luiz Eça, Paulo Moura, Noveli e Bil French. Ainda nos anos 70 excursionou com Egberto Gismonti, participou do VI Festival Internacional da Canção (FIC) . Compôs e gravou com Guto Graça Melo a trilha sonora do filme "Amor Bandido" de Bruno Barreto e integrou a banda de rock progressivo “Bacamarte”.Também foi integrante da "Rio Jazz Orquestra" de Marcus Spillman, cantando temas de Duke Ellington e outros nomes do Jazz. Nos anos 80, Jane participou do festival "MPB 80" promovido pela Rede Globo de Televisão com a música "Saudade". Participou de vários especiais da Rede Globo (Roberto Carlos, Fábio Jr., Pirlimpimpim, Arca de Noé-2, Verde Que Te Quero Ver entre muitos outros) . Ainda na década de 80 percorreu o Brasil fazendo shows com Filó, Hélio Delmiro, Tunai, Aécio Flavio, Peri Ribeiro, Márcio Montarroyos, Toninho Horta e Miucha. Com Toquinho, excursionou pelo Brasil com o show "Doce Vida" quando recebeu elogios de Elis Regina e viajou com ele pela Itália, gravando um disco em Milano (Milão) . O sucesso e o reconhecimento nacional vieram com a sua fase romântica quando em 1987 gravou as músicas "Chama da Paixão" e "Sonhos" com grande execução nas emissoras de rádio e apresentações em vários programas de televisão. Tal sucesso abriu caminho para a sua participação em quatro trilhas de novelas, dentre elas a "Vale Tudo" com a música "Besame" (Flávio Venturini e Murilo Antunes). Com o grande respaldo de sua formação nos Estados Unidos, assinou contrato com José Maurício Machline para fazer o espetáculo "Movie Melodies", todo cantado em inglês e abordando temas de trilhas sonoras de filmes que marcaram época. O show teve tamanha receptividade que a gravadora "Movie Play" transformou em um CD. Em 1980 no seu primeiro disco solo "Languidez", gravou a música "Manuel, O Audaz" dos compositores mineiros Toninho Horta e Fernando Brant. Em 1988, compôs e gravou "Minas em Mim" em um álbum onde a maioria das composições são de Minas Gerais e que acabou se transformando em um especial de television, transmitido pela TV Bandeirantes. Em 1995, Minas Gerais recebeu uma nova homenagem de Jane: o CD "Partituras", um verdadeiro songbook de Flávio Venturini mostrando para o mundo que ninguém sabe cantar Minas Gerais como ela. Outro destaque em sua carreira foi a gravação do CD "Brasiliano" onde a musa canta em italiano sucessos da velha Itália em um ritmo de bossa. O álbum só foi lançado na Itália pela Globo Records. Outro grande momento em sua carreira foi ter gravado o antológico álbum "Paraíso" com o já falecido saxofonista Gerry Mulligan, um dos mais respeitados nomes do cenário do Jazz mundial. A voz de Jane Duboc também fez muito sucesso no Japão com a música "Canção do Sal" de Milton Nascimento, gravada por ela em participação especial no trabalho de Marco. Em 2002, Jane Duboc recebeu um convite do Maestro Nelson Ayres para junto com Edu Lobo cantar com a Orquestra Sinfônica de Israel (maestro Zubin Mehta), uma das cinco melhores orquestras sinfônicas do mundo. O show aconteceu em Israel. Ainda em 2002, comemorou seus 30 anos de carreira e lançou através de sua gravadora o álbum "Sweet Lady Jane" gravado em Nova York com produção de Ivan Lins, Recebendo elogios da crítica e é um dos melhores discos que Jane gravou. Paraiso Jazz Braz foi gravado em Nova Iorque em julho de 1993 e lançado em 26 de Outubro de 1993, com grande repercuesão.

01 - Paraiso


Faixas:
01 - Paraiso
02 - No Rio
03 - Sob a Estrela
04 - O Bom Alvinho
05 - Willow Tree
06 - Bordado
07 - Tarde en Itapoan
08 - Amor en Paz
09 - Wave
10 - Tema Pra Jobim (Theme for Jobim)
11 - North Atlantic Run

Musicos:
Gerry Mulligan - Sax Baritone & Piano na faixa 10
Jane Duboc - Vocais
Emanuel Moreira - Guitarra
Charlie Ernst - Piano (3,5)
Cliff Korman - Piano (1,2,4,6-9,11)
Rogerio Maio - Baixo Acustico (1,2,4,6-9,11)
Leo Traversa - Baixo Acustico (3,5,10)
Duduka DaFonseca - Bateria (1,2,4,6-9,11)
Peter Grant - Bateria (3,5,10)
Waltinho Anastacio - Percursão
Norberto Goldberg - Percursão (3,5,10)

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Boa audição - Namastê.

1961 - The Complete Village Vanguard - John Coltrane Pate I

Ao vivo no Village Vanguard' é o título de mais de uma centena de albúns de jazz, de John Coltrane, Sonny Rollins, Keith Jarret a Brad Mehldau. Só isso já bastaria para estabelecer a lendária reputação do Vanguard como ao clube se referem dos freqüentadores de uma das mais prestigiadas casas noturnas do mundo. Fundada em 1934 por Max Gordon, a casa nasceu segundo a vocação boêmia e iconoclasta do bairro onde se instalou - o Greenwich Village. O mesmo bairro onde Duchamp e alguns amigos na década de 20, proclamaram a 'República Independente de Washington Square', a poucas quadras do Village. Originalmente dedicada a apresentações de poetas como Max Bodenheim e John Rose Gildea e personagens da vizinhança como o escritor-andarilho Joe Gould, aos poucos a casa foi recebendo artistas de variedades e comediantes como Juddy Holiday e Lenny Bruce. Para que se tenha uma idéia da abrangência do leque de atrações da casa o Vanguard receberia ainda o show psicodélico de Timothy Leary (o guru do LSD) e Dick Alpert com projeções, música e efeitos lisérgicos; bem como apresentações de baladas tradicionais irlandesas e escocesas ao alaúde de Richard Dyer-Bennet. Entrando em cena todos gênios da “música clássica negra” que Max já conhecia por sua já então longa experiência no ramo em duas outras casas: o Blue Angel e Le Directoire. Sua dedicação ao jazz era recompensada por cachês muito abaixo do mercado pelo gênios como Miles Davis e Thelonious Monk que cobravam para tocar no Vanguard. O contexto de sua fundação por parte de seu fundador - um lituano nascido em 1903 e formado em Literatura pelo Reed College – incorpora no Village em pleno período pós-Depressão, fim da Lei Seca, o New Deal e as lutas por direitos civis e empregos nos EUA, um verdadeiro chamariz ao gosto do publico. Artista como Pete Seeger e Woody Guthrie são vedetes nos primeiros anos do Village. "Bem-vindo ao Village Vanguard. Faça silêncio porque o show vai começar e Max Gordon está de olho em você" - dizia o apresentador antes de chamar a atração da noite. O Village Vanguard é a mais antiga catedral do jazz em NYC, completando sete gerações e é um verdadeiro testemunho da história do jazz, do swing ao be-bop, palco para o free e para a fusão e ainda hoje lá tocam os mais promissores talentos das novas gerações. Desde 1957 foram gravados no Village mais de 100 discos ao vivo e mesmo com a morte do seu fundador em 1989 o Vanguard não perdeu a alma nem o ritmo: «Open everyday continua a ser o lema da casa. São mais varios álbuns ao vivo, entre os maiores ícones do Jazz, gravados neste pub Novaiorquino por nome Village Vanguard. Feras como Miles Davis, John Coltrane, Sonny Rollins (o primeiro a gravar ao vivo no palco do Village), Keith Jarret, Brad Mehldau entre outros fizeram do palco do Village, obras primas na esfera jezistica. Situado numa pequena cave da Sétima Avenida no bairro de Greenwich Village, o Vanguard é um dos mais prestigiados clubes de jazz de Nova Iorque e seguramente o mais antigo ainda em actividade. Nat Hentoff, reputado crítico de jazz, salienta que uma casa como esta é um marco para a eternida: "Os clubes com maior longevidade são aqueles a que vamos mesmo quando não sabemos quem está a tocar lá nessa noite. (...) Ou seja, confiamos que quem quer que seja que gerencie o clube e tenha contratado um artista com classe. Pelo que tenho visto, esse tipo de fé num clube é mais evidente no Village Vanguard do que em qualquer outro que eu jamais tenha conhecido". E pra comemorar esta faseta, colocarei alguns albúns gravados no Village como tema, começando com John Coltrane-The Complete 1961 Village Vanguard Recordings em 04 albuns sendo esta o primeir albúm gravado em 01 de Novembro de 1961.
Dica: Ao Vivo no Village Vanguard - Max Gordon (Ed. Cosac Naify - 2006)

03 - Impressions


Faixas:
01 - India
02 - Chesin´The Trane
03 - Impressions
04 - Spiritual
05 - Miles´Mode
06 - Naima

Musicos:
John Coltrane - Sax. Soprano & Tenor
Eric Dolphy - Sax. Alto e Clarinete
Ahmed Abdul-Malik - Oud Turkish na faixa 1 (inst. arabe)
McCoy Tyner - Piano
Jimmy Garrison - Baixo Acustico
Reggie Workman - Baixo Acustico
Elvin Jones - Bateria

Download Here - Click Aqui Parte I
Boa audição - Namastê.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim

Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim &
Claus Orgerman, durante gravação
.
Fotografado por: Warner Bros. Records.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Bessie Smith (1894-1937)

Bessie Smith, 03 de Fevereiro de 1936.
Fotografado por: Carl Van Vechten.

Miles Dewey Davis III (1929-1991)

Miles Davis descansando de um take, 1955.
Fotografado por:Tom Palumbo.

King & Carter Jazzing Orchestra

King & Carter Jazzing Orchestra, Houston Texas, 1921.
Fotografado por: Robert Runyon

Edward Kennedy "Duke" Ellington (1899-1974)

Duke Ellington durante o concerto no Jahrhunderhalle
em Frankfurt - Alemanha, 06/02/1965.
Fotografado por: Dontworry.

1958 - Lady in Satin - Billie Holiday

Billie Holliday foi a melhor cantora de jazz de sua geração e, na opinião de seus admiradores e de muitos críticos, a melhor de todos os tempos. Eleanora Holiday nasceu no gueto negro de Baltimore. Sua certidão de nascimento nunca foi encontrada, portanto a data aceita de seu nascimento era a que ela costumada dizer: 07 de abril de 1915. Sua mãe, Sadie Fagan (13 anos) chamada Nora e seu pai, o guitarrista Clarence Holiday (15 anos), eram ainda adolescentes quando Billy nasceu. Foi Clarence quem lhe chamava de “Bill” por achar que ela se comportava como um garoto. Billie sofreu tudo o que se poderia esperar na vida de uma menina americana negra e pobre. Viveu com a mãe separada do pai, foi violentada por um vizinho aos dez anos e castigada por isso, sendo internada em uma instituição com “métodos correcionais” pré-medievais. Aos doze, trabalha lavando assoalhos e prestando serviços a dona de um prostíbulo onde ouve pela primeira vez discos de Louis Armstrong e Bessie Smith. Aos 14, já em New York e indignada com a posição de criada de sua mãe e com o racismo, cai na prostituição e enfrenta quatro meses de cadeia. Motivo: não querer satisfazer um chefe da máfia negra do Harlem. Em 1930, ameaçadas de despejo por dever 45 dólares ao senhorio, Billie sai à rua disposta a roubar ou matar se preciso. Assím começa a lenda de Billie. Percorrendo os bares do Harlem em busca de algum dinheiro, entra no Pod’s and Jerry’s oferecendo-se como dançarina. Um desastre. O pianista com pena pergunta se ela sabe cantar e Billie pede que que ele toque "Trav’lin All Alone" e em poucos instantes todos estão com os olhos grudados nela que sai do bar com cinquenta e sete dólares e um emprego com salário fixo. Três anos depois tendo cantado em vários lugares é assistida pelo produtor John Hammond, entra no estúdio em 27 de novembro de 1933 pelas mãos de Benny Goodman. Em 1935 já aparece cantando com a orquestra de Duke Ellington no filme "Symphony in Black, A Rhapsody of Black Life" e inicia uma frutífera parceria com o pianista Teddy Wilson, gravando mais de oitenta músicas em seis anos. No entanto suas experiências com as Big Bands entre 1936 e 1938 são amargas. Com Count Basie passa por vexames como pintar o rosto com graxa de sapato porque um empresário achou que sua pele era muito clara. Com a orquestra branca de Artie Shaw é muito bem tratada pelos músicos mas sente o racismo nas turnês pelo Sul. Cansada de tais humilhações volta para New York e mais uma vez pelas mãos de Hammond, consegue um bom contrato no Café Society de Barney Josephson. Em 25 de janeiro de 1937, Billie e o saxofonista Lester Young entram juntos pela primeira vez em um estúdio. Alguém escreveria que naquele dia “surgiu uma nova forma de poesia amorosa entre a voz humana e o instrumento musical”. Em quatro anos gravaram cerca de 50 canções, verdadeiras jóias repletas de swing, bom gosto, criatividade e cumplicidade que se estendia ao trompetista Buck Clayton. Lester a chamava de Lady Day e ela o apelidou de Prez (de presidente dos sax-tenores). A autobiografia (1956), escrita em colaboração com o jornalista William Dufty, foi chamada Lady sing the Blues. O título refere-se mais a sua infância infeliz e seu envolvimento com a heroína do que propriamente a sua música. Um fiasco. Sua carreira foi entremeada de entradas em hospitais e prisões à medida que o vício lhe trazia mais problemas. O filme Lady Sings the Blues (O caso de uma estrela), estrelado por Diana Ross (uma péssima interpretação), serviu somente para chamar a atenção do público sobre Billie. Diana não está bem no papel e a crítica não a poupou. Billie Holiday só ganhou a devida fama e respeito após sua morte, acontecida em 17 de julho de 1959, na Filadélfia, aos 44 anos vitimada de overdose e outras circustancias depresivas. Sua voz é uma marca única nas interpretações de centenas de preciosidades que deixou gravada. O albúm "Lady In Satin", seu melhor trabalho, hostenda o titulo referente ao luxuosos arranjos de cordas do maestro Ray Ellis com uma orquestração plausível a voz ainda mais rouca de Billy devido ao uso excessivo de heroina. Embalada em uma harmonia contagiante, o albúm oferece releituras de clássicos como: "I´m A Fool to Want You" (imortalizada na voz de Frank Sinatra) e "The End Of A Love Affair" (Edward Redding). Gravado em 19 e 21 de Fevereiro de 1958 para o selo Columbia Records e produção de Irving Towsend, "Lady In Satin" só foi lançamento em junho de 1958. Curiosamente no relançamento de 1997, agregou mais 04 faixas take matando um pouco a nostalgia.

Faixas:
01 - I’m a Fool to Want You
02 - For Heaven’s Sake
03 - You Don’t Know What Love Is
04 - I Get Along Wiyhout You Very Well
05 - For All We Know
06 - Violet for Your Furs
07 - You’ve Changed
08 - It’s Easy to Remember
09 - But Beaultiful
10 - Glad to Be Unhappy
11 - I’ll be around
12 - The End of a Love Affair

Musicos:
Billie Holiday - vocais
George Ockner - Violino e Concertmaster
David Sawyer - Violoncelo
Janet Putnam - Harpa
Danny Bank - Flauta
Phil Bodner - Flauta
Romeo Penque - Flauta
Mel Davis - Trompete
J.J. Johnson - Trombone
Urbie Green - Trombone
Tom Mitchell - Trombone
Mal Waldron - Piano
Barry Galbraith - Guitarra
Milt Hinton - Baixo Acustico
Osie Johnson - Bateria
Elise Bretton - Backing Vocais
Miriam Workman - Backing Vocais

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Boa audição - Namastê.

domingo, 8 de novembro de 2009

1962 - Voce ainda Não Ouviu Nada! - Sergio Mendes & Bossa Rio

"Topete era o que não faltava a Sérgio Mendes em novembro de 1962. Com apenas 21 anos, ele já tinha gravado um disco e despontava como menino prodígio por tocar jazz e bossa nova de modo bem particular, marcado pela versatilidade. Pianista talentoso e inventivo, ele teria viajado naquele mês de joelhos e com um terço na mão - por causa do medo que tinha de avião - para se apresentar no Carnegie Hall, Nova York, em homenagem à bossa nova. Tocaria ao lado dos grandes nomes do movimento brasileiro: João Gilberto, Tom Jobim, Vinícius de Moraes e outros. Ao se reunir com os músicos e o organizador do evento, Sidney Frey, Sérgio não se intimidou e anunciou logo: ou ele e seu abririam ou fechariam o show e não acompanhariam ninguém. O show foi pontuado por gafes, mas o grupo de Sérgio ficou com a abertura e fez bonito. Tanto que levou o saxofonistasexteto Bossa Rio Cannonball Adderley a convidá-los para participar do seu disco Cannonball’s Bossa Nova. Dessa experiência resultaria também, pouco depois, um dos discos mais importantes da música brasileira, Você Ainda não Ouviu Nada! Com arranjos de Antônio Carlos Jobim e Moacir Santos, o título do album soava pretensioso. Era, porém, a síntese de uma obra marcante e ainda não devidamente contextualizada, que destacou a efervescência musical de Copacabana no começo de 1960. Naquele momento, a música brasileira dava continuidade a um processo de transformação iniciado seis anos antes, com suas casas noturnas e clubes de jazz. Quase quatro décadas depois, o disco de Sérgio Mendes e Bossa Rio sai pela primeira vez no formato CD, numa luxuosa edição da Dubas que inclui sobrecapa cartonada e encarte bilíngüe com a biografia de todos os músicos do sexteto. Trata-se de uma obra básica no instrumental da bossa nova. Na contracapa, Arino DeMattos Filho o anunciou como o "samba de sempre, mas um samba novo também". São dez faixas, quatro delas clássicos de Tom Jobim em parceria com Vinícius de Moraes ou Newton Mendonça: Ela é Carioca, Desafinado, Corcovado e Garota de Ipanema. A escolha do repertório não foi aleatória. Ao optar por grandes sucessos, Sérgio e sua turma queriam justamente mostrar a nova roupagem que queriam dar, com ênfase para os instrumentos de sopro - saxofone, clarinete e trombone. "A gente representava o lado mais apimentado da bossa nova, enquanto os outros faziam algo mais doce, minimalista, de bandinha", recorda o instrumentista, em entrevista a este jornal, de Los Angeles, por telefone. "Eu sempre gostei do lado instrumental do movimento e expressamos isso no disco." Misto de samba orquestrado com jazz, Você Ainda não Ouviu Nada! parece brincadeira de tocar música, tamanha a espontaneidade e o entrosamento dos solos de sopro e de piano. Desafinado e Ela é Carioca, por exemplo, trazem introduções insuperáveis que revelam todo o seu potencial melódico em versão inesquecível. O álbum, na verdade, foi um casamento raro e ideal de músicos, arranjadores e canções. Daí a sonoridade especial do disco, que sobrevive 40 anos depois, com surpreendente contemporaneidade. O instrumentista levou cinco meses entre reunir músicos, fazer os arranjos e gravar. O sexteto era formado por Sérgio, Tião Neto, conhecido contrabaixista; Edison Machado, baterista e criador do "samba de prato" e da batida no aro das caixas; os trombonistas Raul de Souza e Edson Maciel; o clarinetista argentino Hector Bisignani, (Costita para os íntimos) e o saxofonista Aurino Ferreira. Segundo Sérgio, o papel de Jobim nos arranjos foi muito importante. "Quando ouviu o grupo pela primeira vez, ele ficou bastante impressionado com a sonoridade. Comecei a freqüentar sua casa e passamos a fazer os arranjos juntos." No caso de Moacir, ele havia sido seu professor e aceitara o convite para participar. Sérgio lembra que o disco foi pensado para não parecer com uma jam session - na qual diversos instrumentistas improvisam em seus instrumentos. "Nas faixas, todo mundo tinha seu solinho, mas diferentes do jazz, marcado por solos longos." De acordo com o instrumentista, ele também procurou restringir as versões a pequenos solos para não ficar chato, sem improviso ou malabarismos. "Cada um dá o seu pequeno recado, mas que é importante no conjunto", ele justifica. Em todas as faixas, porém, predomina o uso de dois trombones. Seria, então, um disco de samba-jazz? Sérgio diz que nunca o definiu assim. Ele admite que o jazz estava muito presente - com ênfase para o virtuosismo de Edson Machado -, mas o fundamental era mesmo o samba. O jazz entrou apenas na parte do improviso. Em texto de 1964, Tom Jobim recordou a gravação de Você Ainda não Ouviu Nada! e seus primeiros contatos com a musicalidade de Sérgio Mendes. Jobim contou que passou a admirá-lo como um músico extraordinário por ser, ao mesmo tempo, intuitivo e estudioso de música. "Coisa rara, pois, geralmente, os intuitivos ficam apenas intuitivos e os estudiosos seguem estudiosos." O maestro descreveu a produção do LP como produto de mil noites sem dormir, café e cigarros. "Não sou profeta, mas creio que este disco, produto de muito trabalho e amor, abre novos caminhos no panorama da nossa música." Ao fazer uma obra marcante com apenas 23 anos, Sérgio Mendes se consagrava como um talento precoce para um gênero de música em evidência, com aceitação internacional como nunca acontecera em relação ao Brasil. Para ele, em particular, tinha o sentido da superação de quem teve um infância difícil, marcada por limitações de saúde. Filho de médico, natural de Niterói, Sérgio se viu obrigado a viver com um colete de gesso por causa de uma escoliose. A doença não o atrapalhou em seu aprendizado de piano. Fã de Stan Kenton e do pianista Horace Silver, estudou com Moacir Santos e trocou o clássico pelo jazz. Sobre Sérgio Mendes, Ruy Castro recorda em seu livro Chega de Saudade que contava-se, a família lhe raspava a cabeça quando tirava nota vermelha. Seu pai o educou com dinheiro controlado e como a mesada era curta, montou um trio com o amigo Tião Neto, da mesma cidade, que tocava contrabaixo. O terceiro membro, um baterista, era rotativo. No começo os três animavam bailes com jazz, um ritmo que não costuma despertar interesse dos dançantes. Valsa mesmo só sabiam Lover, de Rodgers e Hart. Mas seu talento de pianista se sobressaiu. Em 1960, começou a participar de canjas de bossa nova e jazz nas matinês de domingo no Little Club, considerado ponto de estréia para jovens e amadores. No Beco das Garrafas, ponto de concentração de bares que tocavam bossa nova, Sérgio montou um sexteto formado por talentos que se destacariam depois: Paulo Moura (sax-alto), Pedro Paulo (trompete), Durval Ferreira (guitarra), Otávio Bailly (contrabaixo) e Dom Um (bateria). Muitos outros grupos seriam formados por ele depois, inclusive três quartetos, num rápido processo de profissionalização que depois o destacaria internacionalmente como híbrido de jazz e música latina. Ambicioso e bem articulado, Sérgio tinha visão internacional e apostou em seu potencial quando se juntou aos maiores nomes da Bossa Nova na tumultuada apresentação no Carnegie Hall, em 1962, no show que serviria de diáspora para o movimento.
Sua aposta no mercado estrangeiro ganhou força no ano seguinte, após o lançamento de Você Ainda não Ouviu Nada! Durante 1963, o Bossa Rio excursionaria pelo Japão e França, agora como trio, com a participação de Nara Leão. A viagem foi patrocinada pela Rhodia. Mas a grande chance para redirecionar a carreira de Sérgio Mendes veio no ano seguinte, quando o Itamarati o convidou para organizar um grupo com o propósito de fazer uma turnê cultural pelo México e Estados Unidos. O instrumentista convidou Jorge Benjor (violão e vocal); Wanda Sá (vocal); Rosinha de Valença (violão); Tião Neto (contrabaixo); e Chico Batera (bateria). Com o fim da excursão, ele convenceu alguns músicos a ficarem na América. Em maio do mesmo ano, gravaria Bossa Nova York, com a participação de Jobim e grandes nomes do jazz como Art Farmer, Phil Woods e Hubert Laws. De modo curioso, Você Ainda não Ouviu Nada! ganhou o limbo da história da música brasileira. Até mesmo alguns dos livros mais profundos sobre a Bossa Nova e Tom Jobim não vão além da mera citação de seu título. Sua proposta também não teve continuidade e se tornou um momento único na discografia de Sérgio Mendes, uma vez que trazia uma série de diferenças em relação ao seu primeiro disco, de 1960, Dance Moderno, lançado pela Philips. Neste, predominava o piano, embora já tivesse Maciel no trombone. O repertório misturava música brasileira e americana: Oba-Lá-Lá (João Gilberto), Love For Sale (Cole Porter), Tristeza de Nós Dois (Maurício - Durval Ferreira - Bebeto), What is This Thing Called Love? (Cole Porter), Olhou Para Mim (Ed Lincoln - Silvio César) e Satin Doll (Duke Ellington), entre outras. O disco com o Bossa Rio, assim, deixou uma expectativa que não se cumpriu. Seu autor se tornaria um dos músicos brasileiros mais celebrados no exterior nas décadas seguintes. Nos EUA, Sérgio formou o conjunto Brazil 66 que gravou discos e fez turnês com muito sucesso. O álbum Herb Alpert Presents Sergio Mendes & Brazil 66 ultrapassaria a marca de um milhão de cópias, com o sucesso Mas Que Nada, de Jorge Benjor - a música chegou aos primeiros lugares das paradas de sucessos norte-americanas. Depois de tocar na Casa Branca, em 1967, Sérgio gravou vários discos, individuais ou com o conjuntos de conceituados músicos brasileiros que montou em diversas ocasiões. Sempre com o feeling de misturar ou combinar bossa nova, jazz e ritmos brasileiros populares. Em 1993 ganhou o prêmio Grammy na categoria World Music.. Continua a ser mais conhecido no exterior do que no Brasil. Ironicamente, seu lendário disco continua com seu título a provocar: Você Ainda não Ouviu Nada! Quem não o conhece, não faz a menor idéia do que está perdendo". Fonte: Gonçalo Junior - Gazeta Mercantil em 16-08-2002.
Curiosidade: Pouca gente sabe, mas durante a época de pobreza do ator Harrison Ford que participou de filmes de mais de 100 milhões de dólares de bilheteria foi carpinteiro de Sergio Mendes.

04 - Desafinado


Faixas:
01 - Ela é Carioca
02 - O Amor Em Paz
03 - Coisa #2
04 - Desafinado
05 - Primitivo
06 - Nanã
07 - Corcovado
08 - Noa Noa
09 - Garota de Ipanema
10 - Neurótico

Músicos :
Sérgio Mendes -Piano
Edison Machado -Bateria
Raul de Souza - Trombone
Edson Maciel - Trombone
Hector Costita -Clarinete
Sebastião Neto - Baixo acústico
Aurino Ferreira - Sax Tenor

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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

1962 - Cannonball Bossa Nova & Sexteto Bossa Rio

Na onda da Bossa Nova nos anos 60, Cannonball Bossa Nova apresenta o encontro memorável do saxofonista Cannonball Adderley e o espetacular sexteto Bossa Rio do maestro Sérgio Mendes com a nata da música brasileira, incluindo as lendas Paulo Moura no sax, o propro Sérgio Mendes ao piano, Durval Ferreira na guitarra, o super baterista Dom Um Romão, além de outros grandes músicos. O samba jazz daquela época foi uma coisa bem revolucionária por misturar a música americana e o estilo mais solto do Brasil. A fusão genial do samba brasileiro com o jazz americano deixou profundas marcas na música americana mas infelizmente para nós a coisa não foi tão marcante. Caímos no ostracismo e o que deixou marca apenas ficou na lembrança de alguns músicos pingado. Cannonball's bossa nova foi lançado pelo selo Riverside. No ano seguinte, "Você ainda não ouviu nada",Sérgio Mendes e o seu sexteto foi considerado um clássico da bossa nova instrumental, contou com arranjos de Tom Jobim. Atuando no cenário artístico de 1962 a 1964, Mendes abraçou seu apogeu ao apresenta no Festival de Bossa Nova realizado em 1962 no Carnegie Hall (Nova York, EUA).

03 - Corcovado


Faixas:
01 - Clouds
02 - Minha Saudades
03 - Corcovado
04 - Batida Diferentes
05 - Joyce's Sambas
06 - Groovy Sambas
07 - O Amor Em Paz (Once I Loved)
08 - Sambops
09 - Corcovado (alternate take)
10 - Clouds (single version)

Musicos:
Cannonball Adderley - Sax. Alto
Sérgio Mendes - Piano
Durval Ferreira - Guitarra
Octavio Bailly, Jr. - Baixo Acustico
Dom Um Romão - Bateria
Pedro Paulo - Trompete
Paulo Moura - Sax. Alto

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Filtro Solar

"Senhoras e senhores da turma de 1983 - filtro solar. Nunca deixe de usar filtro solar. Se eu pudesse dar a vocês uma única dica para o futuro, diria:"Usem filtro solar". Os benefícios a longo prazo no uso de filtro solar estão provados e comprovados pela ciência. Já o resto de meus conselhos não tem outra base confiável além de minha própria experiencias erante. Mais agora vou compartilhar esses conselhos com vocês. Eis aqui um conselho:desfrute do poder e da beleza de sua juventude.Oh, esqueça!Você só vai compreender o poder e a beleza de sua juventude quando já tiverem desaparecido.Mas acredite em mim:dentro de vinte anos, você olhará suas fotos e compreenderá, de um jeito que não pode compreender agora, quantas oportunidades se abriram e quão fabuloso(a) você realmente era.Você não é tão gordo quanto você imagina.Não se preocupe com o futuro;ou se preocupe, se quiser,mas saiba que se preocupar é tão eficaz quanto tentar resolver uma equação de álgebra simplesmente mascando chiclete.Os problemas que realmente têm importância em sua vida são aqueles que nunca passaram por sua cabeça,como aqueles que tomam conta de você quando você não tem nada para fazer.Cante.Não trate os sentimentos alheios de forma irresponsável,e não tolere aqueles que ajam de forma irresponsável com os seus sentimentos.Relaxe.Não perca tempo com a inveja.Algumas vezes você ganha,algumas vezes você perde.A corrida é longa e,no final, você conta apenas consigo mesmo(a).Lembre-se dos elogios que recebe,esqueça os insultos(se conseguir fazer isso, diga-me como).Guarde suas cartas de amor.Jogue fora seus velhos extratos bancários.Alongue-se.Não se sinta culpado senão souber muito bem o que quer ser ou fazer da vida.As pessoas mais interessantes que eu conheço não tinham idéia,aos 22 anos, do que iam fazer na vida;outras, não menos interessantes,mesmo com 40 anos ainda não sabem.Tome bastante cálcio.Seja gentil com seus joelhos,você sentirá falta deles quando não funcionarem mais.Talvez você se case, talvez não.Talvez tenha filhos, talvez não.Talvez se divorcie aos 40,talvez dance uma valsinha quando fizer 75 anos de casamento.O que quer que faça,não se orgulhe e nem se critique demais.Todas as suas escolhas têm 50% de chance de dar certo,assim como as escolhas de todos os demais.Curta seu corpo e use-o de todas as maneiras que puder.Não tenha medo dele ou do que as outras pessoas pensam dele.Seu corpo é o melhor instrumento que você possui.Dance.Mesmo que o único lugar que você tenha para fazer isso seja sua sala de estar.Leia todas as instruções,mesmo que não as siga.Não leia revistas de beleza,elas apenas farão você se sentir feio(a).Saiba entender seus pais.Você nunca saberá quando eles deixarão de viver.Seja amável com seus irmãos.Eles são o seu melhor vínculo com o passado e são aqueles que, muito provavelmente, no futuro,nunca te deixarão na mão.Entenda que os amigos vem e vão,mas que há uns poucos, preciosos,que você deve guardar com carinho.Trabalhe duro para superar distâncias e estilos de vida,pois à medida que você envelhece,mais precisa das pessoas que conheceu na juventude.More um tempo em São Paulo,mas mude-se antes que a cidade transforme você em uma pessoa indiferente.More um tempo no nordeste,mas mude-se antes de tornar-se uma pessoa mole demais.Viaje.Aceite certas verdades eternas: os preços sempre vão subir,os políticos são mulherengos, e você também vai envelhecer. E,quando você envelhecer, vai fantasiar que, quando você era jovem,os preços eram aceitáveis, os políticos tinham almas nobres e as crianças respeitavam os mais velhos.Respeite os mais velhos.Não espere apoio de ninguém.Talvez você tenha um investimento seguro,talvez tenha um cônjuge rico.Mas você nunca sabe quando um ou outro pode te deixar na mão.Não mexa muito com seu cabelo,ou quando você tiver 40 anos, terá a aparência de 85.Tenha cuidado com as pessoas que te dão conselhos,mas seja paciente com elas.Um conselho é uma forma de nostalgia:dar conselhos é uma forma de resgatar o passado da lata de lixo, limpá-lo, esconder as partes feias, reciclá-lo e vendê-lo por um preço maior do que realmente vale.Mas acredite em mim quando me refiro ao filtro solar."
Filtro Solar (Wear Sunscreen) Escrita por Mary Schmich e publicada no Chicago Tribune em 1997.