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domingo, 5 de fevereiro de 2012

1958 - Sings Bessie Smith - Dinah Washington

Dotada de uma voz forte, bonita e fraseado muito preciso, o espírito irreprimível de Dinah Washington traduz a imperatriz do Blues, Bessie Smith, em um talento incomum se comparado por varias outras divas que prestaram semelhante homenagem. Washington parece simplesmente gloriosa, com foco em alternando frases que lembra a própria Smith, enfatizando suas raízes próprias do velho Blues as margens do Mississipi, berço da criação. Acompanhada por Eddie Chamblee e Sua Orquestra, enfatiza o vaudeville e som Dixieland do início do século com direito a trombone, trompete e percussão no ritmo da época. Reeditado várias vezes (ocasionalmente sob o título A Bessie Smith Songbook), Dinah Washington "Sings Bessie Smith" traça um equilíbrio perfeito entre tributo e declaração artística genuína de uma artista consagrada a um mito perpetuado na lenda. A Verve em sua reedição acrescentou as faixas alternativas "Trombone Blues (AKA Trombone Cholly)" e "Careless Love", além de três músicas tiradas de um desempenho no festival Newport. Gravado no Universal Studio, Chicago, Illinois, 30 de dezembro de 1957, 07 e 20 de janeiro 1958 e ao vivo no Jazz Festival, Newport, Rhode Island em 06 de julho de 1958.


Album: Dinah Sings Bessie Smith
Artista: Dinah Washington
Lançamento: 1958
Selo: UMG Recordings, Inc.
Genero: Jazz, Vocal Jazz, Blues

01. After You've Gone
02. Send Me To The 'Lectric Chair
03. Jailhouse Blues
04. Trombone Blues (AKA Trombone Cholly)
05. You've Been A Good Ole Wagon
06. Careless Love
07. Backwater Blues
08. If I Could Be With You One Hour Tonight
09. Me And My Gin
10. Fine Fat Daddy
11. Trombone Butter (Alternative Take)
12. Carless Love (Master Take In Mono)
13. Send Me To The 'Lectric Char (Live Version)
14. Me And My Gin (Live Version)
15. Backwater Blues (Live Version)

Boa audição - Namaste.

domingo, 26 de setembro de 2010

Momento Trane

John Coltrane na casa do o crítico de jazz Ralph Gleason - 1960
Fotografado por: Jim Marshall

John Coltrane, Rudy Van Gelder's Studio, New York - 1963
Fotografado por: Jim Marshall


John Coltrane, The Guggenheim Museum, New York, NY - 1960
Fotografado por: William Claxton


John Coltrane, Cannonball Adderley, Paul Chambers & Miles Davis, Newport Jazz Festival, Newport, RI - 1958
Fotografado por: Frank Driggs Collection

John Coltrance & Johnny Hartman, Van Gelder Studio, NJ - 1963
Fotografado por: Joe Alper

John Coltrane & Lee Morgan, 1960
Fotografado por: Francis Wolff





sábado, 31 de outubro de 2009

John William Coltrane (1926-1967)

John Coltrane, Newport Jazz Festival,
Newport, RI - 1960
Fotografado por: William Claxton

segunda-feira, 23 de março de 2009

Newport Jazz Festival - 1955

Percy Heath- Baixo, Miles Davis - Trompete e Gerry Mulligan - Sax Barítono, no Newport Jazz Festival de 1955. Fotografado por: Herman Leonard.

sábado, 21 de junho de 2008

Discografia - John Coltrane

O ano de 1957 reservaria surpresas imensas para John Coltrane. Seu primeiro problema era Miles Davis. Irritado em ter três viciados em drogas em sua banda - Phlly Joe Jones (bateria); Red Garland (piano) e o próprio Coltrane, Miles deu um veredito ao saxofonista: ou ele se limpava ou estava fora. Viciado há quase cinco anos em heroína e bebendo em demasia, Coltrane precisou encarar a dura realidade. Assim, após voltar para a Filadélfia, onde morava com sua família, Coltrane decidiu: nada mais de fumo, bebida e drogas. Ele havia visto a LUZ. E a LUZ era Deus. Dessa forma, voltou ao grupo de Miles.
As coisas, no entanto, eram tensas entre os dois. A outra virada em sua vida aconteceria com a presença de um músico, talvez o maior pianista da história do jazz: Thelonious Monk. A parceria entre os dois começou após Monk ver uma cena humilhante: irritado com o que Coltrane havia feito no palco, Miles esbofeteou o saxofonista e, em seguida, deu-lhe um soco no estômago. Coltrane não reagiu e Monk, irritadíssimo com a cena, especialmente por não gostar de Miles, o Convidou para trabalhar com ele. Assim começa a trágetoria de um colossal musico de vanguarda nas paginas do jazz,tendo a sua volta um mundo desfigurado e melancólico de musicos bebados e drogados a qual fizera parte. Bem amigos, aqui esta a discografia de John Coltrane, não na sua integra, pois Clotrane gravava muito, mas um arsenal que guardo em mim cdteca.

Discografia (Solo)
1957 - Dakar
1957 - Coltrane
1957 - Lush Life
1957 - Traneing In
1957 - Blue Train
1957 - Cattin’ With Coltrane and Quinichette
1957 - Wheelin’ And Dealin’
1957 - The Believer
1957 - The Last Trane
1958 - Soultrane
1958 - Settin’ The Pace
1958 - Black Pearls
1958 - Standard Coltrane
1958 - The Stardust Session
1958 - Bahia
1958 - Coltrane Time
1958 - Blue Trane: John Coltrane Plays The Blues
1958 - Like Sonny
1959 - Giant Steps
1959 - Coltrane Jazz
1959 - Echoes Of An Era
1960 - My Favorite Things
1960 - Coltrane’s Sound
1960 - Coltrane Plays The Blues
1961 - The Best of John Coltrane
1961 - The Heavyweight Champion
1961 - Africa/Brass
1961 - Olé Coltrane
1961 - The Complete Africa/Brass
1961 - Live At The Village Vanguard
1961 - Impressions
1961 - The Complete Paris Concerts
1961 - The Complete Copenhagen Concerts
1961 - Live In Stockholm, 1961
1961 - Ballads
1961 - Coltrane
1962 - From The Original Master Tapes
1962 - Live At Birdland
1962 - The European Tour
1962 - The Complete Graz Concert vol 1
1962 - The Complete Graz Concert vol 2
1962 - The Complete Stockholm Concert vol 1
1962 - The Complete Stockholm Concert vol 2
1962 - Stockholm’62 The Complete Second Concert vol 1
1962 - Stockholm’62 The Complete Second Concert vol 1
1963 - Coltrane Live At Birdland
1963 - The Gentle Side of John Coltrane
1963 - The Paris Concert
1963 - ‘63 The Complete Conpenhagen Concert vol 1
1963 - ‘63 The Complete Conpenhagen Concert vol 1
1963 - Live In Stockholm,1963
1963 - Afro Blue Impressions
1963 - Newport ‘63
1964 - Coast To Coast
1964 - Crescent
1964 - A Love Supreme
1964 - Dear Old Stockholm
1965 - The John Coltrane Quartet Plays
1965 - The Major Works of John Coltrane
1965 - Transition
1965 - New Thing At Newport
1965 - Live In Paris
1965 - Live In Antibes 1965
1965 - Love In Paris
1965 - A Love Supreme: Live In Concert
1965 - A Live Supreme
1965 - New York City ’65 vol 1
1965 - New York City ’65 vol 2
1965 - Live In Seattle
1965 - OM
1965 - First Meditations
1965 - Meditations
1965 - Sun Ship
1965 - Kulu Se Mama
1966 - Live At The Village Vanguard Again!
1966 - Live In Japan
1966 - Interstellar Space
1966 - Stellar Regions
1967 - Expression
1967 - A John Coltrane Retrospective

Outros músicos

Dizzy Gillespie:
1952 - Dee Gee Days

Johnny Hodges:
1954 - Used To Be Duke

Miles Davis (Como músico da banda):
1955 - Miles
1956 - Cookin’
1956 - Relaxin’
1956 - Workin’
1956 - Steamin’
1956 - ‘Round About Midnight
1958 - Milestones
1958 - Miles And Coltrane
1958 - ‘58 Sessions
1958 - Compact Jazz/Miles Davis
1958 - Mostly Miles
1958 - Live In New York
1959 - Kind Of Blue
1960 - On Green Dolphin Street
1960 - Live In Zurich
1960 - Miles Davis In Stockholm

Miles Davis (Apenas convidado):
1961 - Some Day My Prince Will Come
1961 - Circle In The Round

Tadd Dameron:
1956 - Mating Call

Paul Chambers:
1956 - Chamber’s Music

Elmo Hope:
1956 - The All Star Sessions

Sonny Rollins:
1956 - Tenor Madness

Prestige All Stars:
1956 - Tenor Conclave
1956 - Interplay For Two Trumpets And Two Tenors
1957 - The Cats

Thelonious Monk:
1957 - Thelonious Himself
1957 - Thelonious Monk With John Coltrane (lanç.em 1961)
1957 - Monk’s Music
1958 - Live At The Five Spot Discovery!
1958 - The Complete Riverside Recordings
1958 - The Complete Blue Note Recordings

Oscar Pettiford:
1957 - Winners’s Circle

Art Blakey:
1957 - Art Blakey’s Big Band

Sonny Clark
1957 - Sonny’s Crib

Wilbur Harden:
1958 - Dial Africa
1958 - Africa – The Savoy Sessions

Cannonball Adderley:
1959 - Cannonball & John Coltrane

Milt Jackson:
1959 - Bags & Trane

Don Cherry:
1960 - The Avant-Garde

Eric Dolphy:
1961 - John Coltrane Quartet With Eric Dolphy
1961 - John Coltrane Meets Eric Dolphy

Duke Ellington:
1962 - Duke Ellington & John Coltrane

Johnny Hartman:
1963 - John Coltrane And Johnny Hartman

Magnifica, simplesmente, Magnifica.......

sábado, 25 de outubro de 2014

Lady Ella - A primeira-dama do Jazz (parte I)

  
    Muitas cantoras de Jazz são reconhecidas apenas pelo primeiro nome. Ella é reconhecida como a melhor de todas. Abençoada com uma amplitude vocal ímpar, entonação clara, dicção perfeita e dona de um delicioso improviso vocal – seus famosos SCATS –, Ella Fitzgerald se transformou em uma das cantoras de Jazz mais amadas de todos os tempos, adorada por músicos, críticos e públicos. Um dínamo musical capaz de absorve tudo o que ouvia e de transformar esse aprendizado em desempenhos memoráveis no palco e no estúdio. Foi assim desde as primeiras gravações ao lado de Louis Armstrong, passando pelos registros do Scat-singing de Leo Watson, até a mimetização do estilo de vários instrumentistas. Não por acaso o nome de Ella invariavelmente é acompanhado do epíteto “a primeira-dama do Jazz”. Ella Jane Fitzgerald nasceu em 25 de Abril de 1917 em Newport News, Virgínia, Estados Unidos, filha de Temperance e William Fitzgerald. A mãe, conhecida como Tempie, logo encontrou um novo amor: Joseph da Silva, um imigrante português. A família se mudou para Yonkers, no estado de Nova York e em 1923, Frances, meia irmã de Ella nasceu. Garotinha, Ella já gostava de cantar e dançar. A igreja teve um papel fundamental em seu apreço pela música. Ella adorava a voz da cantora Connee Boswell, do grupo The Boswell Sisters, que ouvia incessantemente em um disco que a mãe comprara. Logo demonstrou talento para a imitação, descobrindo como soar como as Boswells e também cantar no estilo do grupo canções que nem se quer haviam gravado. Antes de chegar á adolescência, Ella já apresentava hits para os colegas como forma de conquistar amigos, considerando que era “sem graça” e grandona para a idade. Ella queria ser dançaria e conseguiu para Nova York como um amigo, Charles Gulliver, a fim de se apresentar em pequenos clubes em troca de qualquer dinheiro. Seu mundo sofreu um abalo com a morte repentina da mãe, vitima de um ataque cardíaco aos 38 anos. Ella continuou dançando em clubes e acabou se afastando do padrasto, que tentava mantê-la em casa. Finalmente, a irmã de Tempie, que morava no Harlem, insistiu em levar Ella para sua casa. A morte do padrasto também vítima de um ataque cardíaco não muito tempo de Tempie, fez com que Virgínia adotasse Frances. A vida em família não era fácil. Ella competia com a meia-irmã e a prima, Georgina pela atenção da tia. Nessa época abandonou a escola. Ganhava dinheiro com apontadora de jogos ilegais e trabalhava como vigia de prostíbulos. Presa, foi enviada para um reformatório de onde fugiu em 1934. Impedida de voltar pra casa da tia, pois seria presa novamente, acabou morando na rua. Mas nunca desistiu de entrar para o show business. Resolveu tentar a sorte como dançaria numa seleção para o Wednesday Amateur Night, no Apollo, evento que garantia aos escolhidos uma semana de apresentações. No ensaio, intimidada pela habilidade dos concorrentes, decidiu trocar a dança pela música. Cantou duas canções: The Object of My Affection e Judy, aplaudidas pela audiência e lhe garantiu o primeiro lugar no concurso, ao mesmo tempo que causaram boa impressão ao bandleader Benny Carter, cuja orquestra se apresentava naquela mesma noite. Apesar disso suas roupas surradas espantaram muitas oportunidades de trabalho. Ella por exemplo, nunca recebeu o prêmio do Wednesday Amateur Night. O encontro com o bandleader Fletcher Hendersoon, promovido por Carter, também não deu em nada. (inserto: Ella Fitzgerald, Ken Dryden, - jornalista e critico musical)

Boa leitura - Namastê

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

1963 - Sonny Meets Hawk! - Sonny Rollins and Coleman Hawkins (Re-Link)

Aos quinze anos, durante sua juventude no Harlem, Sonny Rollins era devoto de Charlie Parker e Coleman Hawkins. O último teve influência vital na carreira de Rollins, fazendo com que abandonasse o sax alto e se rendesse ao poderoso som do sax tenor. As principais características que Sonny herdou de seu mestre foram o timbre robusto, vigoroso e cheio de vibratto, assim como a capacidade de executar diversos solos de sax tenor sem acompanhamento algum, peculiaridade facilmente perceptível em seu “The Solo Álbum”, de 1985. Em 1963, Hawkins convocou Rollins para tocar no Festival de Newport, nascendo daí a idéia de gravar o álbum “Sonny meet Hawkins”. Acompanhados do trio formado por Paul Bley (Piano), Bob Cranshaw e Henry Grimes (Baixo) e Roy McCurdy (Bateria), os dois se colidem constantemente, mantendo suas marcas vigorosas de energia e improviso. A harmonia entre eles é notável, ratificando um maravilhoso encontro de gerações entre os dois maiores saxtenoristas de seus tempos.

Sonny Meets Hawk! - Sonny Rollins and Coleman Hawkins

Tracks:

1. Yesterdays
2. All the Things You Are
3. Summertime
4. Just Friends
5. Lover Man
6. At McKies

Credits:

Paul Bley - Piano
Bob Cranshaw - Bass
Henry Grimes - Bass
Coleman Hawkins - Sax (Tenor), Guest Appearance
Roy McCurdy - Drums
Sonny Rollins - Sax (Tenor)

segunda-feira, 14 de março de 2011

Morreu o baterista de jazz Joe Morello

Joe Morello, o baterista do "The Dave Brubeck Quartet", um dos grupos de jazz mais populares dos anos 1950 e 1960, morreu no sábado, 12/03/2011, aos 82 anos, em sua casa de Irvington (Nova Jersey, EUA.). Morello, que cresceu em Springfield (Massachusetts) e teve problemas de visão desde seu nascimento, aprendeu a tocar violino antes de se dedicar à bateria. Após se mudar para Nova York em 1952, tocou com várias lendas do jazz, entre elas Phil Wood, Stan Kenton e Gil Melle, e gravou com os guitarristas Tal Farlow e Jimmy Raney. No entanto, foi por sua atuação como baterista do ‘The Dave Brubeck Quartet’ que Morello ganhou fama. Inicialmente se uniu ao grupo para uma breve turnê, mas no final de 1956 se transformou em um membro do quarteto, cujo maior sucesso foi ‘Take Five’ de seu álbum ‘Time Out’ de 1959, que incluía um solo inesquecível de Morello. Tocou neste grupo até a dissolução do quarteto - que era formado ainda por Dave Brubeck, Paul Desmond e Eugene Wright - no final de 1967. Depois disso, ele se dedicou mais ao ensino da música e chegou a dirigir alguns grupos pequenos de jazz. Morello voltou a tocar bateria esporadicamente nos anos 1970 e 1980, inclusive junto a Brubeck em 1976 e 1985. Durante os anos 1990, teve seu próprio grupo, que incluía o saxofonista Ralph Lalama. Joe Morello foi famoso pela sua excelente técnica, e contribuiu muito para o mundo da bateria com inúmeras matérias em revistas especializadas e com o método ‘Master Studies’, que é considerado como um complemento do legendário método ‘Stick Control’, de George Lawrence Stone, com quem Morello estudou. Fonte: Blog Pintando Música

The Dave Brubeck Quartet Live at Newport - 1964


sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Ella e Um mergulho no Passado Nostálgico de Uma Diva Nos Anos da Gravadora DECCA – 1917-1935 - Parte I


"Quando rolava o ano de 1935 - Ella Jane Fitzgerald já estava na estrada rumo à imortalidade musical. Fruto de um lar desfeito, de pais pobres, ela nasceu em Newport News, estado da Virgínia, supostamente no dia 25 de abril de 1918. No entanto, de acordo com a certidão de nascimento e com os documentos escolares. Na verdade ela nasceu um ano antes. Esta data se tornou um ponto importante na sua vida, especialmente quando faram comemorados com muito barulho seus aniversários de 14 e 17 anos. Ella tornou-se um ano mais jovem para manter sua imagem de garotinha da banda de Chick Webb, mais tarde, a mudança de data ajudou-a “diminuir” a diferença de idade entre ela e seu futuro marido, mais novo que ela, Ray Brown. Como Ella nunca se deu ao trabalho de substituir a data de seu nascimento, ainda mais que isso não fazia diferença para ninguém. Seu pai Willian e sua mãe Tempe (abreviatura de Temperance, um nome bastante improvável) não se casaram legalmente. Viveram na Madsom Avenue, nº 2050, sendo William nove anos mais velho do que a independente Tempe. Depois da primeira grande guerra, o casal se separou, e Tempe mudou com a família para Nova York. Mãe e filha se mudaram com o amante português, Joseph Da Silva, geralmente tido como o padrasto de Ella, tentativa, tentativa dos assessores de imprensa de “limpar” sua infância. Joseph indubitavelmente exerceu uma rica influência na percepção cultural e musical de Ella, que iria se referir a este lado se seu relacionamento com grande carinho pelo resto de sua vida. No entanto, o que resolveu não lembrar foram os abusos a que submetida na adolescência. A nova família Da Silva vivia numa área eticamente mista de italianos, espanhóis e afro-americanos na Clinton Street, nº 27. Foi nesta vizinhança que Ella cresceu e se tornou uma jovem mulher. Em 1923, seus pais lhe presentearam com uma irmã, Frances. Dois anos depois se mudaram para a School Street, nº 72. “Crescemos numa vizinhança mista”, evocaria, certa vez, “a maioria dos meus amigos era italianos. A primeira vez que entrei em contato com o preconceito racial foi quando um garoto que vinha de outra escola me chamou denegra”. Bem, eu o empurrei, ele caiu e os outros garotos acharam que eu tinha batido nele e foi assim que me tornei uma heroína na escola. O garoto foi obrigado a pedir desculpas e depois disso todo mundo olhava pra mim como se eu fosse realmente má. Eu tinha uns onze anos”. Na verdade esta briga provavelmente aconteceu com uma garota chamada Josephine Attanasio. E se Ella tirou sangue do nariz dela, a briga foi por Ella ter implicado com a irmã menor de Josephine e não por razões raciais. Enquanto Tempe trabalhava para um comerciante e numa lavanderia, o dinheiro adicional vinha de Joseph como lavador de pratos e motorista. Ella precisava colaborar com o cofre da família. Para ganhar dinheiro próprio, Ella trabalhava com numbers (trabalho de rua como pagar cotas e outros). Ella também cuidava de uma casa de esporte. “Há sim, Eu tive uma vida muito interessante na juventude”. Recordando seu padrasto, Ella diria, rindo mais tarde, “Se eu tivesse a mínima idéia de que um dia iria gravar uma música em português, eu teria prestado mais atenção quando ele tentava me ensinar a língua”. Com uma dificuldade de falar intimidades publicamente – característica sua – Ella nunca se referiu ao fato de ter crescido numa vizinhança multirracial em Yonkers e especialmente o que isso significava no final dos anos 20 e começo dos anos 30. Muitas áreas urbanas eram divididas por raças, religião, renda ou origem nacional, como ainda acontece nos supostos tempos iluminados de hoje. As pessoas raramente visitavam outras vizinhanças a menos que de passagem. Muitos viviam toda a vida sem mesmo atravessar os limites de sua área. A única coisa em comum era a depressão econômica; europeus, africanos, cristãos ou judeus, todos foram atingidos. Hoje Ter pais de etnias diferentes, se não chaga a ser totalmente aceito é com certeza rotineira. Nos dias sombrios do inicio dos anos 30, ter uma mãe afro-americana e um padrasto português, um homem com quem sua mãe nem casada era, deixava a sensível adolescente afundada na menor das subculturas ou menos do que isso. Pode-se imaginar uma infância em que para ser aceito e poder sobreviver, era necessário conviver com jogadores e prostitutas, e era óbvio que Ella quase nunca conseguia se integrar no meio. Sua falta de aceitação consciente levou-a ser dolorosamente magra (“tiveram de me dar leite na escola para recuperar meu peso”) e tímida. No entanto, não devemos confundir sua timidez com falta de perspicácia. Ella sempre se apresentava como sem saber exatamente o que estava acontecendo a sua volta e como extrair melhor proveito daquilo tudo. Como muitos jovem descendente de europeus e africanos, Ella foi cativada pela cultura dos anos 30. Antes disso a musica popular vinha da Broadway, do teatro de Vaudeville ou daquela nova invenção – o rádio sem fio. As pessoas se reuniam em volta de um piano para cantar a partitura da musica do dia, ou tocavam no fonógrafo primitivo os discos disponíveis. Os adultos controlavam o que era considerado apropriado e os jovens tinham de esperar crescer para conhecer as musicas. De repente surge um nova musica que pegava os jovens pelos ouvidos e pela primeira vez na historia os adolescentes tinham sua voz musical própria: o som das grandes bands de jazz. A nova musica era uma conseqüência do Ragtime, do Dixieland e do jazz pioneiro da era do Charleston. A Meca deste novo tipo de diversão era o Teatro Apollo no Harlem. Peregrinos do Apollo trazem flashes de legendas como Chick Webb, Fletcher Henderson, Billie Holiday, Benny Carter e muitos outros. Ella e suas amigas pegavam o trem ate o Harlem e passavam boa parte das horas no Apollo fazendo contato com novos talentos. Seu ídolo era o Snakehips Tucker e Ella brincou com a idéia de passar a se chamar “SnakehipsFrizgerald. Ella, mutável como os adolescentes, fantasiava que iria ser dançarina e pensou seriamente em seguir a carreira base do sapateado. “Todo mundo em Yonkers achava que eu era boa dançarina” - disse ela certa vez. “Eu realmente queria ser dançarina e não uma cantora”. Esta era uma pretensão incomum entre os jovens negros da época, mesmo entre os de boa família e religiosos como o seu caso. As oportunidades eram poucas para os jovens negros. Muitos afro-americanos tinham sua sobrevivência no show business. Tocavam em teatros de Vaudeville no circuito “Chitlin”, dançavam em espetáculos de negros, em bares clandestinos e se tivesse sorte, deslocavam um papel pequeno num show da Broadway, numa revista musical em programas de rádio ou filme. Por mais duro que fosse este tipo de vida, era sempre preferível a trabalhar numa lavoura, lavanderia, engraxate ou fazendo faxina nos banheiros dos brancos. Ella tinha mais sorte do que a maioria, pois vivera sua adolescência num lar razoavelmente estável. No entanto estes performers de fato trouxeram à tona o talento que havia nela, que constantemente falava em dançar. Para os adolescentes do inicio dos anos 30 as grandes orquestras de jazz eram a dança. Em uma entrevista de 1991, o seu amigo de infância Charles Gulliver recordava: “De fato ela não cantava muito, mas adorava dançar; Era uma dançarina e tanto! Costumávamos ir até o Savoy. Aprendíamos todas as danças da moda. Pegávamos o trole até a estação de metro para Manhattan e descíamos na Rua 125”. Ella e Gulliver ensaiavam bastante e queriam tentar a sorte como dançarinos profissionais. O par começou a ensaiar em Yonkers. Mas é neste ponto que os detalhes da vida adolescente de Ella torna-se pouco claros. Muito do que foi publicado ao longo dos anos situa Ella em Yonkers até sua aparição como artista. No entanto a verdade sobre a sua vida antes de se tornar famosa não é tão simples assim. Por outro lado, reservou-se que pouco depois de Ella ter estreado no Apollo, sua mãe Tempe morria ao tentar salvar a vida de uma criança. Eis como a própria Ella recordava o episódio nos anos 80: “Havia um garotinho italiano que simplesmente adorava minha mãe. A mãe dele não conseguia fazer com que comece e ela então chamava minha mãe e dizia: ‘Por favor, venha até aqui em casa e faça com que ele coma’. E ele sempre disposto a ir para qualquer lugar que minha mãe fosse. Um dia eles estavam num automóvel. Ela segurava o garotinho. Meu primo que guiava o carro, provocou uma parada brusca. Para impedir que o garotinho batesse com a cabeça no vidro da frente, minha mãe apertou-o com força e ai foi ela que bateu com a cabeça. Levou cinqüenta e quatro pontos. Não havia os recursos que existem hoje e os cortes não cicatrizaram”. A intenção de Ella de fazer sucesso em Yonkers terminou com a morte se sua mãe. Joe Da Silva passou a beber cada vez mais e com insistência procurava a jovem Ella para consolar. Ele simplesmente canalizava sua raiva na jovem ou começou a vê-la como objeto sexual – bem se sabe que logo Ella saiu de casa pelas mãos da tia Virginia. Em seguida, Frances juntou se a elas na casa da Rua 145, no Harlem, onde Joe morreu de ataque cardíaco. Embora Ella se aproximasse da sua prima Georgina (em anos posteriores, companhia de viagens e encarregada do seu guarda-roupa), ela não se adaptou à casa de sua tia. Visitava Yonkers sempre que possível para rever os companheiros, mas com o tempo as visitas foram se espaçando. Detestando a nova vida, tornou-se cada vez mais infeliz e seu comportamento, irascível e hostil. Ela começou a largar a escola e foi mandada para a Associação Infantil de Riverdale, uma instituição não tão liberal quanto uma escola secundaria nem tão restritiva quanto um reformatório. Pouco depois abandonava a escola e a casa da tia para viver na rua. A vida de Ella nas ruas obstruiu em muito sua capacidade de ir para onde quisesse ou fazer qualquer coisa para melhorar seu destino. Ela vivia da mão para a boca, quase sempre sem tomar banho, faminta e sem endereço certo. Embora alguns dos entrevistados para esse livro sugerisse que Ella tenha trocado seu corpo por um bom lugar para dormir, não existe evidência substancial de que tenha se prostituído. Por estranha que parece é possível à pessoas se ligarem a certos valores morais ao mesmo tempo que ignoram outros. Tempo ao que parece, imprimiu a marca da religião em Ella. Havia certas coisas que Ella fazia porque tinha que fazer; havia certas coisas que ela fazia por que queria; havia certas coisas que ela nunca fazia porque não conseguia...".
Fonte: Ella Frizgerald: A Primeira Dama do Jazz - Geoffrey Mark Fidelman, Francisco Alves - 2001.
Boa Leitura - Namastê.


(I Love You) For Sentimental Reasons
Ella Fitzgerald With The Delta Rhythm Boys - 1946

sexta-feira, 11 de junho de 2010

1958 - Miles In The Clouds - Miles Davis

“Comecei a pensar seriamente em me aposentar da música em 1974. Estava em São Paulo - Brasil, e andara bebendo muita vodka e fumando um pouco de maconha – o que nunca fizera, mas estava me divertindo muito e me disseram que era muito bom. Além disso, tomara um pouco de Percodan e cheirava coca adoidado. Quando voltei ao quarto de hotel, achei que estava tendo um ataque cardíaco. Liguei pra recepção, chamaram um médico e me levaram pra um hospital. Me enfiaram tubos no nariz e intravenosos no corpo. O conjunto ficou assustado; todos acharam que eu ia morrer. Eu pensei comigo mesmo: É isso aí. Mas me livrei dessa. Jim Rose, meu gerente de excursões, disse a todos que eu provavelmente só tinha palpitações, por causa de todas aquelas drogas, e que estaria bom no dia seguinte, e estava mesmo. Tiveram de cancelar o espetáculo naquela noite e reprogramá-lo pra noite seguinte. Toquei e entusiasmei todo mundo, de tão bom que estava. O pessoal não acreditava. Num dia eu parecia à beira da morte e no dia seguinte tocava pra caralho. Acho que me olhavam como eu olhava Bird em pasmo total. Mas é assim que nascem as lendas. E eu curti adoidado as belas mulheres do Brasil. Elas caíam em cima de mim e descobri que eram sensacionais na cama. Amavam amar. Depois que retornamos do Brasil, iniciamos uma excursão pelos Estados Unidos, tocando com o grupo de Herbie Hancock. Herbie tinha um disco de grande sucesso e era realmente querido pela garotada negra. Concordamos em abrir o espetáculo pra eles. No fundo isso me deixou puto. Quando tocamos na Universidade de Hofstra, em Long Island, Nova York, Herbie - que é uma das pessoas mais legais do mundo e que eu amo – passou no camarim pra me dar um alô. Eu lhe disse que ele não pertencia ao conjunto e que o camarim era interditado a quem não fosse do conjunto. Pensando nisso depois, compreendi que era só raiva por ter de abrir o espetáculo pra um ex-acompanhante meu. Mas Herbie compreendeu e limpamos a barra depois. Eu percorria o país com Herbie e estávamos arrasando. As platéias em sua maioria eram jovens e negras o que era bom. Era o que eu queria, finalmente chegava lá. Meu conjunto se tornava realmente quente a essa altura. Mas meu quadril estava uma merda e a música amplificada também já começava a me encher. Estava ficando cheio de tudo e ainda por cima me achava fisicamente doente também. Tocamos em Nova York e em muitas outras cidades. Depois fui a St. Louis fazer um concerto e Irene, mãe de meus filhos apareceu na festa depois. Começou a me humilhar na frente de minha família, amigos e músicos. Me vieram lágrimas aos olhos. Me lembro da expressão no rosto de todos, como se esperassem que eu desse uma porrada nela. Mas eu não podia fazer isso porque sabia o motivo da dor dela, sabia que nossos dois filhos eram uns fracassos e ela me culpava por isso. Embora fosse embaraçoso pra mim ouvir aquilo assim eu também sabia que algumas das coisas que ela dizia eram verdade. Eu chorava porque sabia que tinha de aceitar grande parte da culpa. Foi uma experiência muito dolorosa. Logo depois de me encontrar com Irene em St. Louis, desmaiei e me levaram correndo pro Homer G. Phillips Hospital. Tinha uma feia úlcera perfurada e um amigo meu, o Dr. Weathers apareceu e me tratou. Eram todas aquelas bebidas, pílulas, drogas e tudo mais. Eu vinha escarrando muito sangue, mas não ligava pra isso até chegar a St. Louis. Vivera entrando e saindo tanto de hospitais que já quase se tornara rotina. Acabara de extrair nódulos da laringe. Agora ali estava de novo no hospital. Devíamos tocar em Chicago no dia seguinte e tivemos de cancelar. Quando acabei as apresentações com Herbie e voltei a Nova York, no verão de 1975, pensava seriamente em parar. Toquei em Newport em 1975, e depois no Schaefer Music Festival no Central Park. Depois me senti tão mal que cancelei um concerto que devia fazer em Miami. Quando fiz o cancelamento os músicos com seus equipamentos já estavam lá e os empresários retiveram o equipamento de som e tentaram nos processar. Depois disso decidi parar. Nessa época, o conjunto era Al Foster na bateria, Pete Cosey na guitarra, Reggie Lucas na guitarra, Michael Henderson no baixo, Sam Morrison (que acabava de substituir Sonny Fortune) no saxofone e Mtume na percussão. Eu dobrava nos teclados. Parei sobretudo por motivo de saúde mas também porque estava espiritualmente cansado de toda aquela merda pela qual passara todos aqueles longos anos. Me sentia artisticamente esgotado, cansado. Não tinha nada a dizer em termos musicais. Sabia que precisava de um descanso e o tirei, o primeiro desde que começara a tocar como músico profissional. Achei que quando estivesse um pouco melhor no físico na certa começaria a me sentir melhor espiritualmente também. Estava cheio e cansado de entrar e sair de hospitais e de andar cambaleando por aí, subindo e descendo de palcos. Começava a ver piedade nos olhos das pessoas, quando olhavam pra mim e não via isso desde que era viciado. Não queria isso. Larguei a coisa que mais amava na vida – a música – até conseguir me refazer de novo. Pensei em me retirar por uns 6 meses, talvez, mas quanto mais ficava fora menos sabia se ia voltar mesmo. E quanto mais ficava fora, mais afundava em outro mundo escuro quase tão escuro quanto aquele do qual me arrancara quando era viciado. Mais uma vez foi uma longa e dolorosa estrada de volta à sanidade e á luz. No fim, foram necessários quase 6 anos e mesmo então eu ainda tinha dúvidas sobre se podia voltar completamente.” ______________________________________________________
Fonte: Miles Davis - a Autobiografia . Miles & Quincy Troupe - Editora Campus (Pps 289 a 291).


Faixas:
01 - Move
02 - My Man's Gone Now
03 - Springville
04 - Here Come De Honey Man
05 - The Jitterbug Waltz
06 - It Ain't Necessarily So
07 - Miles Ahead
08 - My Ship
09 - New Rhumba
10 - Gone,gone,gone
11 - Gone
12 - Blues for Pablo
13 - Wild Man Blues
14 - The Duke
15 - I Don't Wanna Be Kissed (by Anyone But You)
16 - Bess, You is My Woman Now
17 - There's A Boat That's Leaving Soon for New York
18 - Poem for Brass
19 - Godchild


Músicos:















































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Boa audição - Namastê.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

1955-57 - Miscellaneous - Miles Davis

"Mas quando menos esperava ouvi os tiros e senti a ferroada no flanco esquerdo. O cara deve ter disparado cinco tiros contra mim, mas eu usava um blusão de couro meio folgadão. Não fosse esse blusão de couro e o fato de terem atirado através de uma Ferrari reforçada, eu estaria morto. Fiquei tão espantado que nem tive tempo de ter medo. Nenhuma das balas pegou em Marguerite, e fiquei feliz por isso, mas a coisa quase a mata de medo. Entramos eu chamei a polícia e eles vieram – dois caras brancos – e revistaram meu carro, embora fosse eu quem tinha levado os tiros. Depois disseram ter encontrado um pouco de maconha no carro e nos levaram pra delegacia. Mas nos soltaram sem fazer acusações, porque não tinham provas. Ora, todo mundo que me conhece sabe que nunca curti maconha, jamais gostei de fumá-la. Eles simplesmente não gostaram de ver um cara negro num carro estrangeiro caríssimo, com uma mulher tão bonita. Não souberam o que pensar. Quando olharam minha ficha, acho que viram que eu era músico e tivera problemas com drogas no passado, por isso tentaram me empurrar alguma coisa só de farra. Talvez achassem que conseguiriam uma promoção dando um flagrante num negro famoso. Fora eu quem chamara a polícia; se estivesse com a droga em cima, teria me livrado dela antes deles chegarem. Não sou tão louco assim. Ofereci uma recompensa de 5 mil dólares por qualquer informação sobre quem atirara em mim. Poucas semanas depois, estava sentado num bar do subúrbio, quando apareceu um cara e disse que o cara que atirara em mim fora morto por alguém que não gostara do que ele fizera comigo. Não sei o nome do cara que me contou isso, nem ele me disse o nome do pistoleiro que estaria morto agora. Só sei que o cara me contou e jamais tornei a vê-lo depois disso. Mais tarde descobri o motivo: alguns empresários negros do Brooklyn não estavam gostando que os empresários brancos pegassem tantos contratos. Quando eu toquei no Blue Coronet naquela noite, eles acharam que eu estava sendo um babaca por não entregar a programação aos empresários negros. Ora, eu simpatizo com os negros discriminados. Mas ninguém me dissera nada, e lá estava um cara tentando me matar por alguma coisa da qual eu não sabia. Cara, a vida é uma merda às vezes. Durante algum tempo depois disso, eu levava um soco inglês a toda parte, até ser preso cerca de um ano depois em Manhattan por não ter o adesivo de registro no carro, e o soco inglês caiu de minha bolsa quando a polícia me revistou. Eu admito que não tinha adesivo no carro e que o carro nem estava registrado. Mas os tiras no carro-patrulha não podiam ver isso do outro lado da rua quando deram a volta e se aproximaram. Também aqui, o motivo de pararem e voltarem era que eu estava em minha Ferrari vermelha, usando um turbante, calças de pele de cobra e casaco de pele de carneiro, com uma mulher realmente linda – creio que era Marguerite de novo – diante do Plaza Hotel. Os dois caras brancos que viram isso provavelmente me acharam com cara de traficante e por isso voltaram. Desnecessário dizer que fosse eu uma pessoa branca sentada naquela Ferrari eles teriam ido cuidar de sua vida.” Miles Davis – a Autobiografia - Miles & Quincy Troup (pps. 222 a 269)

06 - Walkin'


Faixas:
01 - Inrtoduction by Duke Ellington
02 - Hackensack
03 - Round About Midnight
04 - Now's The Time
05 - Four
06 - Walkin'
07 - Lady Be Good
08 - All Of You
09 - Four
10 - Yesterdays
11 - Round About Midnight
12 - Walkin'

Jan Session - Freebody Park, Newport - RI, 14 de Julho de 1955
Miles Davis – Trompete
Zoot Sims – Sax Tenor (Tracks 1-4)
Gerry Mulligan – Sax Barito (Tracks 1-4)
Thelonious Monk – Piano (Tracks 1-4)
Percy Heath – Baixo Acustico (Tracks 1-4)
Connie Kay – Bateria (Tracks 1-4)

Live at the Kongresshaus, Zürich - Switzerland, 19 Novembro de 1956
Lester Young – Sax Tenor (Tracks 5-6-7)
Rene Urtreger – Piano (Tracks 5-6-7)
Pierre Michelot – Baixo Acustico (Tracks 5-6-7)
Christian Garros – Bateria (Tracks 5-6-7)

Rec. at Birdland, NY, 17 & 30 Outubro de 1957
Bobby Jaspar – Sax Tenor (Tracks 8 & 9)
Tommy Flanagan – Piano (Tracks 8 & 9)
Paul Chambers – Baixo Acustico (Tracks 8 & 9)
Philly Joe Jones – Bateria (Tracks 8 & 9)

Rec. at the Beethoven Saal - Stuttgart, Germany, 18 de Dezembro de 1957
Peter Witte – Baixo Acustico (Tracks 10-12)
Herman Mutschler – Bateria (Tracks 10-12)
Erwin Lehn – cond. (Tracks 10-12)

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Boa audição - Nanastê.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

2008 - A Man Called Trane - John Coltrane

São tantas apineias sonoras e misturas chamadas de criação de batedores de latas e soluços mugidos que da medo de imaginar o caminho percorridos por lendas como: Lennie Tristano, Glenn Miller, Benny Goodman, Louis Armstrong, Count Basie entre outras lendas imortalizadas, saírem sem intender a difusa manifestação artístico-musical de sua invenção popular e criativa das comunidades negras e seus espaços de desenvolvimento de várias tradições musicais em particular a afro-americana. O jazz tem passado por uma mutação um tanto amargas em sua forma de expressão e criatividades ao longo desse seculo de sua existência que lançamentos como esse deixa uma certeza de ainda vai haver jóias raras guardadas em alguma estante por ai. Lançado em 2008 como uma forte apelo as razies vanguardistas do jazz, A Man Called Trane traz uma lenda chamada Trane - mistura de introdução e legado a poderosa musica desse saxofonista de longas jornadas. Com inspiração de sua passagem pela Blue Note e catálogos da Impulse, este lançamento abrange um cronograma de setembro de 1957 a dezembro de 1964, com performances no Village Vanguard ao Newport Jazz Festival - ao vivo, mergulhando nos álbuns lendários como: Blue Train, Coltrane's Sound , Giant Steps, Coltrane Plays the Blues e My Favorite Things, até deixar uma conclusiva lógica ao movimento de abertura profundamente bonita de sua oração em A Love Supreme. Fantástico a escolha das faixas bem como a produção final que para um bom colecionador de e amante das criações de Trane, nota-se na ordem dos fatos de cada música.


Faixas:
01 - Alabama
02 - Blue Train
03 - Softly As In A Morning Sunrise
04 - Central Park West
05 - Naima
06 - Mr. Day
07 - Giant Steps
08 - My Favorite Things
09 - I Want To Talk About You
10 - A Love Supreme Part 1: Acknowledgement



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Boa audição - Namastê.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Interlúdio: Making of Kind of Blue 50th Anniversary Collectors Edition (bastidores e curiosidades) - 1º parte

A primeira coisa que se ouve na fita matriz da sessão inaugural de Kind of Blue é o sotaque anasalado do produtor Irving Townsend, tipico de Massachustts. Townsend havia herdado o cargo de produtor de Miles após as saidas sucessivas de George Avakian (para a Warner Brother Records) e Cal Lampley (para a RCA Victor Records) no ano anterior. Em poucos meses ele assimiu a produção do jazz da costa leste na Columbia Records, passando o bastão para Téo Macero, novato que permaneceu como principal produtor de Davis na Columbia por varios anos. Townsend foi bandleader de jazz antas da segunda guerra e entrara para a Columbia como redator publicitário, apresentado pelo amigo Benny Goodman a George Avakian. Townsend conveceu Avakian a contrata-lo como assistente de gravação. Em meados da decada de 50. ele já atuava como produtor em tempo integral, cuidadndo de várias figuras do pop e do jazz na Columbia, como Rosemary Clooney, Lambert Handricks & Ross, Dave Brubeek e Duke Ellington. Foi Townsend quem produzui o album Lady in Satiu em 1958, realizando o antigo sonho de Billie Holiday de gravar com uma orquestra de cordas. Ao longo dos anos Townsend tornou-se o principal produtor de DukeEllington: menos de uma semana antes da primeira sessão de Kind of Blue ele produziu naquele mesmo estudio imenso uma sessão com Duke que varou a madrugada e rendeu duas faixas do album "Jazz Party". Em setembro do ano anterior, havia supervisionado a gravação da festa de gala para a impresa que reuniu Davis, Ellington, Holiday e Jimmy Rushing no Hotel Plaza NY. Nas fichas de identificação das fitas de Kind of Blue, ao lado da rúbrica "Engenheiro de Som" estão as iniciais "FP'. Por obra do acaso, Fred Plaut estava trabalhando naquele dia. Aquela havia sido sua primeira sessão com Davis. Um dos tres melhores engenheiro de estudio da Columbia (ao lado de Frank Laico e Harold Chappie), Plaut conhecia como a palma da mão o 30th Street Studio. Nascido na Alemanha, teve seu próprio estudio em Paris antes de fugir da ocupação nazista. Chegou a Nova York e por fim a Columbia no final dos anos 40. Plant tambem era um ávido fotografo que se exercitava com as lentes tanto durante seu trabalho no estudio quanto em assuntos extramusicais (seu arquivo de imagens hoje é abrigado pela Biblioteca de Musica da Universidade Yale). Mas estava sem sua camara fotografica naquele dia e como nenhum fotografo da Columbia fora escalado, não houve registros fotograficos da primeira sessão de kind of Blue. Algo essêncial que o estudio ofereceu naquele dia foi o piano afinado. Vale ressaltar que o piano estava sempre afinado" - relembra Dave Brubeck - "O afinador estava quase sempre por ali antes de cada sessão e muitas vezes, ficava por perto durante a gravação". O Steinway que Brubeeck normalmente usava era o mesmo que Bill Evans e Wynton Kelly tocariam na sessão de Kind of Blue. Bob Waller, engenheiro de gravação, aponta outra caracteristica peculiar daquele piano: "Brubeck tocava tão forte que o feltro dos martelos nas cordas agudas estava gasto. O som era bem metalico". (O piano ainda esta em uso no Clinton Recording Studio, na Tenth Avenidaem Nova York). Para aquela segunda-feira, Townsend agendara duas sessões consecutivas no 30th Street, das 14:00hs ás 17: 30 e das 19:00hs ás 22:00hs. O estidio estava vago desde a sessão no sabado á tarde com o cantor pop Jerry Vale, produzido por Mitch Miller. Agora naquela tarde nublada de fim de inverno, Townsend, Plant e Waller esperavam pelos musicos. Essa seria a primeira sessão de em estudio á frente de um pequeno grupo desde maio anterior, quando gravou "Stella by Starliht" e tres outras faixas. Depois disso, Miles foi registrado ao vivo no Newport Jazz Festival em agosto, na festa de gala Jazz at The Plaza em setembro e encerrando 1958 com a gravação de seu segundo marco orquestral com arranjos de Gil Evans em "Porgy& Bess". Fonte: Kind of Blue - A Historia da obra-prima de Miles Davis (Ashley Kahn) pp. 93/95.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Miles Dewey Davis Jr. III

Miles Davis, Newport Jazz Festival - 1990
Fotografado por: Herb Snitzer

Wynton Learson Marsalis

Wynton Marsalis, Newport, Rhode Island - 1990
Fotografado por: Herb Snitzer

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

John William Coltrane

John Coltrane - Newport Jazz Festival de 1960
Fotografado por William Claxton



quarta-feira, 12 de novembro de 2008

1958 - West Coast Days, Live At The Lighthouse, Hermosa Beach - Joe Gordon & Scott Lafaro

Pense em sua relação com a música. Se não concordar que a melhor música é aquela capaz que induzir aos melhores pensamentos ou pela ausência dos mesmos, o estado meditativo, então desista agora mesmo desta leitura. Aos que prosseguem, deixo claro desde já que este e qualquer texto introdutorio aqui publicado se tratam de escritos inacabados, em constante desenvolvimento, os quais agrada-me designar por works in progress. "Viva o fim do imprimatur". O que distingue a breve e intensa colaboração entre Evans e o contrabaixista Scott LaFaro (1936-1961) é a idéia, já à época reconhecida como inovadora (coisa rara), de improvisação coletiva na qual o contrabaixo, emancipado de sua função no jazz até então meramente harmônica e rítmica, assume papel proeminentemente temático em continua interação com o piano. Dentre as gravações do Bill Evans Trio com LaFaro, destacam-se o álbum gravado em estúdio Portrait in Jazz (1959) e as resultantes de duas sessões ao vivo em domingos consecutivos no Village Vanguard (1961) dias poucos antes da morte do lendário baixista em um acidente automobilístico. Tais registros emanam um frescor inaudito, neles presenciando-se, também, a invenção de um modo de improvisar com acordes que vem a se constituir num dos mais reconhecíveis pilares da execução única de Evans. Improvisadores de jazz, ao contrário de músicos clássicos que, em situações ideais, ainda que raras, repetem pouco um repertório vastíssimo, improvisam recorrentemente, não raro por uma vida inteira, sobre um número reduzido de obras nas quais se “especializam”. Scott laFaro mudou o mundo dos sons graves, embora com muito pouco tempo para fazê-lo desde que ele morreu em 1961, quando fui a um ensaio com o trio após acompanham Stan Getz em um concerto no Newport Jazz Festival. No entanto, a criatividade de Scott deu para muito mais e apesar de ser lembrado sobretudo pela sua associação com Bill Evans e sua morte prematura, ele colaborou com muitas jazz greats. Como prova, os seus registros com Chet Baker (The Genius 2 Trompete do Fifties), Stan Getz (Stan o homem), Tony Scott (Dedications, Sung Heroes), Ornette Coleman (Free jazz, Ornette!), Miles Davis (Tune Up!), Hampton Hawes (For Real!, O Maior Blues). No final do anos 50, Scott trabalhou ao lado do guitarrista Barney Kessel, no Farol, em Hermosa Beach, até que em 1959 veio para a rua ao lado de Benny Goodman. Depois foi estrableció em Nova York onde ele formou seu próprio trio e trabalhou com gente como Stan Getz até que ele conheceu Bill Evans. Foi durante os anos na Califórnia quando ele gravado este registro que, embora isso possa parecer um concerto de ambos os músicos, este é um recompilatorio ambos com 2 grupos diferentes, com gravações no mesmo The Lighthouse, Hermosa Beach, California, um recompilatorio de cada sidemam, justificando as suas emissão tardias. Joe Gordon, um excelente trompetista que morreram prematuramente com a idade 35, faz se acompanhar no album com sultileza e maestria de um "In Loco"nos sopros de seu trompete. Para os verdadeiros amantes do jazz que irão representar um complemento indispensável às suas coleções.
Estudio: Fresh Sound

Faixas:
01 - Our Delight
02 - Shelly Manne Introduces Joe Gordon / Summertime
03 - Poinciana
04 - It Could Happen to You
05 - Commentary By Richie Kamuca / Bass Blues

Musicos:
Joe Gordon - Trompete
Scott LaFaro - Baixo Acustico
Richie Kamuca - Sax. Tenor
Russ Freeman - Piano
Monty Budwig - Baixo
Shelly Manne & Stan Levey - Bateria

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Boa audição - Namastê.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Miles Daves 1926 - 1991


Apresento a discografia de Miles Davis em sua intega,depois de uma minuciosa busca e pesquisa, para uma visão geral do que foi realmente embaixador do trompete.Nota-se que existe uma variedade de gravadoras e selos independentes que ao longo de sua trajetória, formulou uma batalha na busca pelo artista, levando mudar constantemente de gravadora. As gigantes "Columbia,CBS,Prestigio,Blue Note e Sonny" brigam entre si na mais valia e na lei da melhor oferta por um Miles em seus catálogos de venda, concorrendo de lado com selos próprios de pequenas gravadoras.Ao longo de nossa jornada pelo farrofa moderna, pretendo postar essa discografia - salientando que ela não é definitiva - ,Já que existe uma variedade de lançamentos e reedição em vários paises como nomes diferentes.Espero que goste e comentem cada postagem, trazendo suas opiniõe se e críticas.

Discografia - Miles Davis

1945:
* Miles Davis - First Miles (Savoy)
* Charlie Parker Story (Savoy MG)
* Charlie Parker Memorial, Vol. 2 (Savoy)
* The Immortal Charlie Parker (Savoy)

1946:
* Charlie Parker - Yardbird in Lotus Land (Spotlite)
* Charlie Parker on Dial, Vol. 1 (Spotlite)
* Charlie Parker - Alternate Masters, Vol. 2 (Dial LP)
* Charles Mingus - The Young Rebel (Swingtime ST)
* Baron Mingus - God's Portrait c/w unknown title (not released) (Fentone)
* V.A. - Jazz Off the Air, Vol. 3 (Spotlite)
* V.A. - Boning Up the 'Bones (EmArcy)
* Billy Eckstine - Mr. B and the Band (Savoy)
* Billy Eckstine - The Love Songs of Mr. "B" (EmArcy)
* Billy Eckstine - I Surrender, Dear (EmArcy)
* Billy Eckstine - Blues for Sale (EmArcy)
* Miles Davis - Boppin' the Blues (Black Lion)

1947:
* Illinois Jacquet and his Tenor Sax (Aladdin)
* Charlie Parker - Encores (Savoy)
* The Genius of Charlie Parker (Savoy)
* Charlie Parker Memorial, Vol. 1 (Savoy)
* Coleman Hawkins/Howard McGhee/Lester Young - A Date with Greatness (Imperial LP)
* Charlie Parker - The Complete Savoy Studio Sessions (Savoy)
* Charlie Parker on Dial, Vol. 4 (Spotlite)
* Charlie Parker - The Bird Blows the Blues (Dial LP)
* Charlie Parker - Alternate Masters, Vol. 1 (Dial LP)
* Charlie Parker on Dial, Vol. 5 (Spotlite)
* Charlie Parker on Dial, Vol. 6 (Spotlite)
* Charlie Parker - Crazeology c/w Crazeology, II: 3 Ways of Playing a Chorus (Dial)
* Charlie Parker, Vol. 4 (Dial LP)

1948:
* Gene Roland Band featuring Charlie Parker - The Band That Never Was (Spotlite)
* Charlie Parker - Bird's Eyes, Vol. 6 (Philology)
* Charlie Parker - Bird on 52nd St. (Jazz Workshop)
* Charlie Parker (Prestige)
* Charlie Parker - Bird at the Roost, Vol. 1 (Savoy)
* Newly Discovered Sides by Charlie Parker (Savoy)
* Charlie Parker - The 'Bird' Returns (Savoy)
* Miles Davis - Nonet 1948 - Jam 1949 (Royal Jazz)
* Charlie Parker - Miles Davis - Lee Konitz (Ozone)
* The Persuasively Coherent Miles Davis (Alto AL)
* Hooray for Miles Davis, Vol. 1 (Session Disc)
* Charlie Parker - Bird's Eyes, Vol. 1 (Philology)
* Charlie Parker - Live Performances (ESP-Disk' ESP)
* Charlie Parker on the Air, Vol. 1 (Everest)

1949:
* The Metronome All Stars - From Swing to Be-Bop (RCA)
* Miles Davis - Birth of the Cool (Capitol)
* Miles Davis - The Complete Birth of the Cool (Capitol)
* V.A. - Tadd Dameron Big 10 and Royal Roost Jam (Beppo)
* Charlie Parker - Rara Avis Avis, Rare Bird (Stash)
* V.A. - Strictly Be-Bop: Capitol Jazz Classics, Vol. 13 "Be Bop Professors" (Capitol)
* The Miles Davis/Tadd Dameron Quintet in Paris Festival International de Jazz, May, 1949 (Columbia)
* Miles Davis/Tadd Dameron - Sensation '49: A Document from the Paris Jazz Festival 1949 (Phontastic PHONT)
* Charlie Parker - Bird in Paris (Bird in Paris CP 3)
* V.A. - Stars of Modern Jazz Concert at Carnegie Hall

1950:
* Charlie Parker - Birth of the Bebop: Bird on Tenor 1943 (Stash)
* Miles Davis - Dick Hyman - Sonny Stitt (Ozone)
* Here Are Stan Getz and Miles Davis (Kings of Jazz)
* Sarah Vaughan in Hi-Fi (Columbia)
* Miles Davis All Stars and Gil Evans (Beppo)
* Hooray for Miles Davis, Vol. 2 (Session Disc)

1951:
* Miles Davis and Horns (Prestige)
* Miles Davis - Early Miles (Prestige)
* Sonny Rollins with the Modern Jazz Quartet, Art Blakey, Kenny Drew (Prestige)
* The Genius of Charlie Parker, #8 - Swedish Schnapps (Verve)
* The Magnificent Charlie Parker (Clef MGC)
* The Metronome All Stars - All Star Sessions (Capitol)
* V.A. - Conception (Prestige)
* Miles Davis - Eddie 'Lockjaw' Davis - Art Blakey (Ozone)
* Miles Davis - Dig (Prestige)

1952:
* Jimmy Forrest and Miles Davis Live at the Barrel (Prestige)
* Miles Davis/Jimmy Forrest - Lady Bird (Jazz Showcase)
* Miles Davis - Rare Unreleased Broadcasts (Yadeon)
* V.A. - Woman in Jazz, Vol. 3 (Stash)
* Miles Davis and his All Stars (Ozone)
* Miles Davis, Vol. 1 (Blue Note)
* Miles Davis - Complete 1st and 3rd Sessions on Blue Note (Blue Note)
* Miles Davis, Vol. 2 (Blue Note)

1953:
* Miles Davis - Collector's Items (Prestige)
* Miles Davis - Hi-Hat All Stars Recorded Live at Hi-Hat, Boston 1955 (Fresh Sound)
* Miles Davis - Complete 2nd Session on Blue Note (Blue Note)
* Miles Davis - Blue Haze (Prestige)
* Charlie Parker - Bird Meets Birks (Mark Gardner)
* Miles Davis and the Lighthouse All-Stars - At Last! (Contemporary)

1954:
* Miles Davis - Walkin' (Prestige))
* Miles Davis - Bags' Groove (Prestige)
* Miles Davis and the Modern Jazz Giants (Prestige)

1955:
* Miles Davis - The Musings of Miles (Prestige)
* Miles Davis - Blue Moods (Debut)
* Miles Davis - Miscellaneous Davis 1955-1957 (Jazz Unlimited)
* Miles Davis and Milt Jackson Quintet/Sextet (Prestige)
* Miles Davis - The Legendary Prestige Quintet Sessions (Prestige)
* The Complete Columbia Recordings of Miles Davis with John Coltrane (Mosaic)
* Miles Davis - Circle in the Round (Columbia)
* Miles Davis - 'Round About Midnight (Columbia)
* Miles Davis - Basic Miles (Columbia)
* Miles Davis - The Columbia Years 1955-1985 (Columbia)
* V.A. - Jazz Omnibus (Columbia)
* Miles Davis - Miles (Prestige)

1956:
* Workin' with the Miles Davis Quintet (Prestige)
* Steamin' with the Miles Davis Quintet (Prestige)
* Relaxin' with the Miles Davis Quintet (Prestige)
* Miles Davis Quintet at Peacock Alley (VGM/Soulard)
* Leonard Bernstein - What Is Jazz (Columbia)
* The Brass Ensembles of the Jazz and Classical Music Society - Music for Brass (Columbia)
* Cookin' with the Miles Davis Quintet (Prestige)
* Lester Young Meets Miles, M.J.Q. and the Jack Teagarden All Stars (Unique Jazz)
* Miles Davis/Bud Powell/Art Tatum - Unreleased Performances (Teppa 76)

1957:
* Miles Davis - Miles Ahead (Columbia)
* Miles Davis - Miles Ahead (stereo) (Columbia/Legacy)
* Miles Davis - John Coltrane - Sonny Rollins (Ozone 18)
* Miles Davis - Makin' Wax (Chakra (It) TH 100 MD)
* Rene Urtreger en Concerts (Carlyne Music)
* Miles Davis - Ascenseur pour L'echafaud (Fontana)
* Miles Davis - Ascenseur pour L'echafaud: Complete Recordings (Fontana)
* Miles Davis - The Complete Amsterdam Concert 1957 (Celluloid)

1958:
* Miles Davis - Milestones (Columbia)
* Cannonball Adderley - Somethin' Else (Blue Note)
* Cannonball Adderley - Alison's Uncle, Autumn Leaves (Blue Note)
* V.A. - The Other Side Blue Note 1500 Series (Blue Note)
* Miles Davis All Stars featuring John Coltrane and Bill Evans (Jazz Band)
* Miles Davis - Jazz Tracks (Columbia)
* Miles Davis - '58 Sessions (Columbia/Legacy)
* Miles Davis - Black Giants (Columbia)
* Michel Legrand - Legrand Jazz (Columbia)
* Miles Davis/Thelonious Monk - Miles and Monk at Newport (Columbia)
* V.A. - Newport Jazz Festival 1958-59 (FDC)
* Miles Davis - Porgy and Bess (Columbia)
* Miles Davis - Jazz at Plaza, Vol. 1 (Columbia)
* Miles Davis All Stars featuring John Coltrane with Cannonball Adderley (Jazz Band)

1959:
* Miles Davis - Kind of Blue (Columbia)
* The Sound of Miles Davis (Toei Video)
* The Complete Miles Davis-Gil Evans Studio Recordings (Columbia/Legacy)
* Miles Davis - Sketches of Spain (Columbia)

1960:
* Miles Davis - Directions (Columbia)
* Miles Davis en Concert avec Europe 1 (Trema)
* Miles Davis and John Coltrane Live in Stockholm 1960 (Dragon -Swd)
* John Coltrane - Bird Note (Bird Note)
* Miles Davis/John Coltrane - Copenhagen 1960 (Royal Jazz)
* Miles Davis Quintet Live in Zurich 1960 (Jazz Unlimited - Swd)
* Miles Davis/John Coltrane - Miles and Coltrane Quintet Live, First Time on Records (Unique Jazz)
* Miles Davis - Free Trade Hall, Vol. 1 (Magnetic- Luxe)
* Miles Davis Quintet Live in Europe (Jazz Up)
* Miles Davis - Free Trade Hall, Vol. 2 (Magnetic- Luxe)
* Miles Davis/Sonny Stitt - Stockholm 1960 (Royal Jazz)
* Miles Davis and Sonny Stitt Live in Stockholm 1960 (Dragon -Swd)

1961:
* Miles Davis - Someday My Prince Will Come (Columbia)
* Miles Davis in Person, Vol. 2 - Saturday Night at the Blackhawk (Columbia)
* Miles Davis in Person, Vol. 1 - Friday Night at the Blackhawk (Columbia)
* Miles Davis - The Complete Blackhawk Sessions (Mosaic)
* V.A. - Who's Who in Jazz (Columbia)
* Miles Davis - Transition (Magnetic- Luxe)
* Miles Davis - Circle in the Round (CBS/Sony)
* Miles Davis at Carnegie Hall (Columbia)
* Miles Davis - Live Miles: More Music from the Legendary Carnegie Hall Concert (Columbia)

1962:
* Miles Davis - Quiet Nights (Columbia)
* V.A. - Jingle Bell Jazz (Columbia)
* Miles Davis - Sorcerer (Columbia)
* Miles Davis - Facets, Vol. 1 (Columbia)

1963:
* Miles Davis - The Complete 63-64 Columbia)
* Miles Davis - Seven Steps to Heaven (Columbia)
* Miles Davis - Miles in St. Louis (VGM)
* IXXI. Miles Davis Quintet Live in St. Louis and Paris 1963 (The Golden Age of Jazz)
* Miles Davis - Cote Blues (Jazz Music Yesterday)
* Miles Davis in Europe (Columbia)
* Miles Davis at Monterey 1963 Complete (So What!(SW )

1964:
* Miles Davis - 'Four' & More (Columbia)
* Miles Davis - My Funny Valentine (Columbia)
* Miles Davis - Miles in Tokyo (CBS/Sony)
* Miles Davis - Miles in Berlin (CBS)
* Miles Davis - Paris, France (Heart Note)
* Miles Davis - The Complete Copenhagen Concert 1964 (Magnetic- Luxe)
* Miles Davis - Davisiana (Moon)
* Miles Davis - All Blues (Musica Jazz)
* IXXII. Miles Davis Quintet Live in Sindelfingen 1964 (The Golden Age of Jazz)
* Miles Davis - Seven Steps to Heaven (Jazz Door)

1965:
* Miles Davis - E.S.P. (Columbia)
* Miles Davis - Cookin' at the Plugged Nickel (Columbia)
* Miles Davis - Complete Live at Plugged Nickel 1965 (CBS/Sony)
* Miles Davis at Plugged Nickel, Chicago, Vol. 2 (CBS/Sony)
* Miles Davis at Plugged Nickel, Chicago, Vol. 1 (CBS/Sony)

1966:
* Miles Davis - Gingerbread Boy, At Portland State College (Stone)
* Miles Davis - Miles Smiles (Columbia)

1967:
* The Studio Recordings of Miles Davis Quintet 65-68 (Mosaic)
* Miles Davis - Water Babies (Columbia)
* Miles Davis - Nefertiti (Columbia)
* Miles Davis - His Greatest Concert Ever (Jazzman JM)
* Miles Davis - Tempo di Jazz (Tempo di Jazz)
* Miles Davis - No Blues (Jazz Music Yesterday (JMY)

1968:
* Miles Davis - Miles in the Sky (Columbia)
* Miles Davis - Filles de Kilimanjaro (Columbia)
* Miles Davis - The Complete in a Silent Way Sessions (Mosaic)

1969:
* Miles Davis - In a Silent Way (Columbia)
* Miles Davis - 1969 Miles: Festiva de Juan Pins (CBS/Sony)
* The Selected Works of Chick Corea - Music Forever and Beyond (GRP)
* Miles Davis Interview, 4 Aug., 1969 (Columbia)
* Miles Davis - Bitches Brew (Columbia)
* Miles Davis - Double Image (Moon (It) MCD)
* IXXIII. Miles Davis Quintets: Bitches Brew Live (The Golden Age of Jazz (JZCD)
* Miles Davis - Spanish Key (Lunch for Your Ears)
* Miles Davis - Paraphernalia (Jazz Music Yesterday (It) (JMY)
* Miles Davis - Big Fun (Columbia)
* Miles Davis - The Complete Bitches Brew Sessions (Mosaic)

1970:
* Miles Davis - Live/Evil (Columbia)
* Miles Davis - A Tribute to Jack Johnson (Columbia)
* Miles Davis - Hill Auditorium, 2/21/'70 (Jazz Masters)
* Miles Davis - It's About That Time: Live at the Fillmore East, March 7, 1970 (Columbia/Legacy)
* Miles Davis at Fillmore West - Black Beauty (CBS/Sony)
* Miles Davis - Get Up with It (Columbia)
* Miles Davis at Fillmore (Columbia)
* V.A. - The First Great Rock Festivals of the Seventies - Isle of Wight - Atlanta Pop Festival (Columbia)
* Miles Davis - Fillmore West, 10/17/'70 (Jazz Masters)

1971:
* Miles Davis - Lennies on the Turnpike '71 (Jazz Masters)
* IXXIV. Miles Davis Band: Miles Davis + Keith Jarrett Live (The Golden Age of Jazz)
* Miles Davis - Neue Stadthalle, Switzerland (Jazz Masters)
* Miles Davis - Another Bitches Brew (Jazz Door)
* Miles Davis - Two Miles Live (Discurious)
* Miles Davis - Berlin and Beyond (Lunch for Your Ears) * Miles Davis in Sweden 1971 (Miles MD 1)
* Hooray for Miles Davis, Vol. 3 (Session Disc)

1972:
* Miles Davis - On the Corner (Columbia)
* Miles Davis in Concert (Columbia)

1973:
* Miles Davis - Black Satin (Jazz Masters)
* Miles Davis - More Live Evil (Zipperdeke)
* Miles Davis - Ife (Lunch for Your Ears)
* Miles Davis - "Isle of Wight" (Columbia)
* Miles Davis - Unknown Sessions 1973-1976, Vol. 1 (Kind of Blue KOB)
* Miles Davis - Call It What It Is (Jazz Music Yesterday)
* Miles Davis - Berlin '73 (Jazz Masters)
* Miles Davis - Palais des Sports, Paris 1973 (Jazz Masters)

1974:
* Miles Davis - Dark Magus (CBS/Sony)

1975:
* Miles Davis - Agharta (CBS/Sony (J) 28AP 2167/68)
* Miles Davis - Pangaea (CBS/Sony (J) 28AP 2169/70)
* Miles Davis - New York Bottom Line 1975 (Jazz Masters)

1980:
* Miles Davis - The Man with the Horn (Columbia FC)

1981:
* Miles Davis - Shout (12 inch maxi single) (Columbia)
* Miles Davis - We Want Miles (Columbia)
* V.A. - Jazz Beau Coup. (Columbia Sampler)
* Miles Davis - Miles! Miles! Miles!: Live in Japan '81 (CBS/Sony)

1982:
* Miles Davis - Moonlight Shadows (Megadisc)
* Miles Davis - Spring (Paradise)
* Miles Davis - The Second Spring (Paradise)
* Miles Davis - Star People (Columbia FC)
* Miles Davis - Forum, N.Y., 12/31/82 (Jazz Masters)

1983:
* Miles Davis - In the West (Jazz Masters)
* Miles Davis - Atmosphere (Four Beat Sounds)
* Miles Davis - Decoy (Columbia FC)
* Miles Davis in Warsaw '83 (Poli Jazz (Poland) PSJ X)

1984:
* Miles Davis - You're Under Arrest (Columbia FC)
* Miles Davis - This Is Miles!, Vol. 2 (CBS/Sony)

1985:
* Miles Davis - Aura (Columbia)
* Miles Davis - Miles Under Arrest: Live 1985 (Gema)
* Miles Davis - Human Nature (Jazz File JF)
* Miles Davis - The King of Priests (Flashback)
* Miles Davis - Pacific Express (Jazz Masters (G) JM)
* V.A. - Sun City (Manhattan MHS)
* V.A. - Sun City (12 inch maxi single) (Manhattan S14)
* Miles Davis - Unissued '85 (On Stage CD/ON)

1986:
* TOTO - Fahrenheit (Columbia FC)
* Miles Davis - Tutu (Warner Bros.)
* Miles Davis - Backyard Ritual (Warner Bros.)
* Prince - Crucial (H.T.B. Entertainment Group CD)
* Miles Davis - Full Nelson (12 inch maxi single) (Warner Bros.)
* Miles Davis - Social Music (Tiki Records)
* Miles Davis - Maze (Lunch for Your Ears)
* Miles Davis - Time After Time (Tiki Records)
* Miles Davis - High-Energy - Rhythm Attack (M.D.)
* Miles Davis - Street Scenes (Lunch for Your Ears)

1987:
* Miles Davis/Marcus Miller - Siesta (Warner Bros.)
* Miles Davis - Greek Theater '88 (Jazz Masters)
* Miles Davis - Scrooged: Original Motion Picture Soundtrack (A&M SP)
* Miles Davis - Antwerp Agitation (no label no number)
* Prince - Grosse Freiheit 36: Driving to Midnight Mess (Savarage)
* Scritti Politti - Oh, Patti (Virgin VST)

1988:
* Cameo - Machismo (Mercury)
* Miles Davis in Concert '88, Pt. 1 (Jazz Concert MDCD)
* Miles Davis in Concert '88, Pt. 2 (Jazz Concert MDCD)
* Chaka Khan - C.K. (Warner Bros.)
* Miles Davis Live Around the World (Warner Bros.)
* Miles Davis in Warsaw '88 (Poli Jazz (Poland))
* Miles Davis - Amandla (Warner Bros.)

1989:
* Kenny Garrett - Prisoner of Love (Atlantic)
* Quincy Jones - Back on the Block (Warner Bros.)
* Marcus Miller - The Sun Don't Lie (PRA)
* Miles Davis - Time After Time (Jazz Door (It) JD)
* Miles Davis Band Live Tutu (The Golden Age of Jazz)
* Miles Davis - Miles in Montreux (Jazz Door (It) JD)
* Miles Davis Live at Montreux Jazz Festival (Jazz Door) * Miles Davis - Miles in Paris (Four Aces )
1990:
* Miles Davis/Michel Legrand - Dingo (Warner Bros.)
* Miles Davis - The Hot Spot: Original Motion Picture Soundtrack (Antilles)
* Paolo Rustichelli - Capri (Verve-Forecast)
* Paolo Rustichelli - Mystic Man (Island/Guts & Grace)
* Miles Davis - Sing in Singen (Regency REG)
* Shirley Horn - You Won't Forget Me (Verve)

1991:
* Miles Davis - Doo-Bop (Warner Bros)
* Miles Davis - Blow/Fantasy (Warner Bros.)
* Miles Davis - The Doo-Bop Song EP (Warner Bros.)
* Miles Davis - Miles and Quincy Live at Montreux (Warner Bros.)
* Miles Davis - Black Devil (Beech Marten (It) BM)