Dotada de uma voz forte, bonita e fraseado muito preciso, o espírito irreprimível de Dinah Washington traduz a imperatriz do Blues, Bessie Smith, em um talento incomum se comparado por varias outras divas que prestaram semelhante homenagem. Washington parece simplesmente gloriosa, com foco em alternando frases que lembra a própria Smith, enfatizando suas raízes próprias do velho Blues as margens do Mississipi, berço da criação. Acompanhada por Eddie Chamblee e Sua Orquestra, enfatiza o vaudeville e som Dixieland do início do século com direito a trombone, trompete e percussão no ritmo da época. Reeditado várias vezes (ocasionalmente sob o título A Bessie Smith Songbook), Dinah Washington "Sings Bessie Smith" traça um equilíbrio perfeito entre tributo e declaração artística genuína de uma artista consagrada a um mito perpetuado na lenda. A Verve em sua reedição acrescentou as faixas alternativas "Trombone Blues (AKA Trombone Cholly)" e "Careless Love", além de três músicas tiradas de um desempenho no festival Newport. Gravado no Universal Studio, Chicago, Illinois, 30 de dezembro de 1957, 07 e 20 de janeiro 1958 e ao vivo no Jazz Festival,Newport, Rhode Island em 06 de julho de 1958.
Album: Dinah Sings Bessie Smith Artista: Dinah Washington Lançamento: 1958 Selo: UMG Recordings, Inc. Genero: Jazz, Vocal Jazz, Blues
01. After You've Gone 02. Send Me To The 'Lectric Chair 03. Jailhouse Blues 04. Trombone Blues (AKA Trombone Cholly) 05. You've Been A Good Ole Wagon 06. Careless Love 07. Backwater Blues 08. If I Could Be With You One Hour Tonight 09. Me And My Gin 10. Fine Fat Daddy 11. Trombone Butter (Alternative Take) 12. Carless Love (Master Take In Mono) 13. Send Me To The 'Lectric Char (Live Version) 14. Me And My Gin (Live Version) 15. Backwater Blues (Live Version)
Autor de pequenas obras-primas do cinema pós anos 2000 como Menina de Ouro e Sobre Meninos e Lobos,Clint Eastwood nunca irá perder sua imagem de cowboy de western spaguetti. Porém, por trás daquela pose de alguém que pode despejar o tambor de um revólver sobre o inimigo e ainda beber um brandy antes de deixar o saloon, há a alma de um homem bastante sentimental. Isso começou a surgir quando Eastwood filmou Bird, cinebiografia de Charlie Parker em 1988. Um cowboy contando a história de uma lenda do jazz? Algo estava errado. E ficou ainda mais "errado" quando Eastwood voltou ao Oeste e trouxe de lá Os Imperdoáveis, uma película de cowboy em plenos anos 90 que faturou Oscar de Melhor Filme e mostrou que mesmo no peito de quem segura uma espingarda de dois canos bate um coração.
Eastwood queria mais. Em Um Mundo Perfeito (1994), Clint fez de Kevin Costner um bandido foragido que seqüestra um menino, jogou um punhado de dólares sobre seu corpo (a cena final é arrepiante) e construiu uma amizade tocante aonde não deveria existir nada como se flores pudessem nascer no asfalto. O resultado é acachapante e abriu caminho para sua obra mais ousada até então: As Pontes de Madison. O que um cowboy sabe sobre o amor? Mais do que eu, você, e qualquer apaixonado pudéssemos imaginar. De natureza simples As Pontes de Madison desenha um romance absolutamente perfeito em sua imperfeição. O roteiro brinca com os minutos, arrastando as cenas, como se quatro dias pudessem ser mais importantes que uma vida inteira. E podem. E são. Pouco menos de 100 horas que valem uma eternidade, ou duas. Em As Pontes de Madison, Clint é Robert Kincaid, um fotógrafo da National Geografic que está no Iowa para fotografar antigas pontes cobertas, famosas na região, para uma reportagem da revista. Meryl Streep é Francesca Johnson, uma dona de casa que trocou a Itália pelo sonho de viver na América. Casou-se com um soldado e anos depois se vê criando os dois filhos do casal na paisagem bucólica de uma fazenda em que pouca coisa acontece e vive-se a vida porque se acorda todo o dia e não porque se têm sonhos. Perdido o fotógrafo pede informações na fazenda dos Johnsons mas a família foi para uma feira agropecuária e apenas Francesca está em casa. O que acontece após este esbarrão do destino é aquilo que a astrologia resume como "efeito urano": é quando uma pessoa faz uma "burrada" tão grande que detona a sua própria vida e a de outras pessoas. Bem, quase faz, e é neste fragmento do "quase" que reside a beleza deste filme. Nossos dois personagens desse épico romântico moderno passam quatro dias juntos, se apaixonam, descobrem uma certeza que só se tem uma vez na vida e são obrigados a escolher entre ficar ou fugir. A encruzilhada abre diversas possibilidades e questionamentos. O amor, tal qual o conhecemos, sobrevive a rotina? É possível ser feliz após ter detonado a vida de uma porção de pessoas para alcançar essa felicidade? O passado pode ser esquecido como se queimássemos uma folha de papel e jogássemos as cinzas pela janela? É possível amar e não estar com a pessoa amada? Essa história de alma gêmea é uma brincadeira divina (o homem lá de cima deve ser um cara extremamente divertido) ou podemos, num momento x de nossas vidas, encontrar uma pessoa que nos faça acreditar que caminhamos uma vida toda para chegar a este encontro?. Enquanto você matuta respostas, Robert e Francesca são condenados a viver o amor em silêncio. E não existe amor mais forte que este, pois "o amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente", e como carregar por toda uma vida um amor que só durou quatro dias? Amando. É cruel e inconcebível pensar assim mas apenas quem ama verdadeiramente pode entender que após encontrar a pessoa amada, o mundo ganha um novo significado e a vida se transforma em uma estrada de mão única cuja última e única parada é chamada apropriadamente de fim. O amor justifica a vida. Melhor sofrer por amor que viver sem amar, diria o poeta. Por mais vileza que seja amar em silêncio, não há como fugir desse destino. Porque só amando é que vamos correr o risco de sermos amados e, nesse fragmento de sorte, sermos eternamente felizes. No entanto, não se entra em uma história de amor para se ser infeliz, mas a infelicidade está incluída implicitamente na hora que compramos o pacote. Dói, eu sei, mas é só assim que você poderá ter a chance de guardar quatro dias inesquecíveis para se lembrar para o resto da vida. Pode parecer pouco, mas não é... acredite. Clint Eastwood abusa do direito de ser comovente em uma cena clássica: na chuva, Robert para no meio da rua enquanto o marido de Francesca que voltou com os filhos, faz compras. A cena se arrasta e Francesca segura a maçaneta da porta do carro com tanta força que deve ter sentido o objeto atravessar seu coração. Ela quer deixar o carro. Ela quer correr na chuva para o seu amado. Ela quer deixar a fazenda para trás, seus filhos, uma vida sem sonhos, mas a razão está ali despejando um mundo de motivos para que ela deixe o amor virar a esquina e partir para sempre, para longe de seus olhos, longe de seu corpo, mas não longe da alma. Ela se desespera, chora, e volta a viver porque viver é preciso, afinal, acordamos todos os dias a espera do fim. E com o fim, a crença no reencontro. Injusto? Não. O amor não tem nada a ver com justiça. O amor é maior que a vida. E talvez você entenda isso melhor quando tiver aquela certeza que nós só teremos uma vez na vida. Quando isso acontecer, tudo fará sentido. E amar em silêncio não será tão inconcebível. Porque enquanto o corpo sente falta do toque, a alma está totalmente completa. E, sabemos, um dia todos vamos ser apenas poeira no chão. Ou nos arredores de um ponte. As Pontes de Madison é uma adaptação do famoso romance The Bridges of Madison County de Robert James Waller, que supostamente é baseado em uma história real. Mais do que surpreender o espectador, que talvez nunca esperasse uma história de amor contada com tanta soberba e maestria por um dos heróis da classe western, As Pontes de Madison encanta por retratar o amor na idade adulta, quando pouco de nós espera alguma coisa a mais da vida, quando nossos sonhos de adolescência foram esquecidos, e a lembrança de que um dia sonhamos é algo que nos faz analisar e questionar toda uma existência. Quase ao final do filme, quando Francesca pede aos filhos que aceitem seu último desejo, dizendo que deu sua vida à família e quer deixar para Robert o que restou dela é impossível não entregar os pontos, as lágrimas, o coração e a alma para Clint Eastwood. Ele conseguiu algo que poucos conseguem: retratar o amor sem ser piegas ou cínico ou vingativo. E com isso, conseguiu filmar uma pequena obra-prima, mais uma de seu excelente currículo como cineasta, um filme que você precisa ver. Indicado ao Oscar de Melhor Atriz (Meryl Streep) e ao Globo de Ouro de Melhor Filme - Drama e Melhor Atriz - Drama (Meryl Streep). A trilha sonora é marcante e chama de surpresa um filme de tamanha doçura e beleza. Como sempre o nosso herói durão sabe escolher bem o sentido das palavras sem letras e coloca nostalgia escolha de nomes sabrados do jazz bem como outros ritmos, perfazendo o que chamo de encantamento de nomes como: Johnny Hartman (Easy Living), Dinah Washington (Blue Gardenia) e Irene Kral (This Is Always). Fantástico e imperdivel aos amantes de uma boa pelicula regrada a um bom jazz. Fonte: Marcelo Costa e outros.
Ficha Técnica: Título Original: The Bridges of Madison County Gênero: Drama Direção: Clinton Eastwood Roteiro e adaptação: Richard LaGravanese, baseado em livro de Robert James Waller Produção: Clint Eastwood e Kathleen Kennedy Música: Clint Eastwood e Lennie Niehaus Fotografia: Jack N. Green Direção de Arte: Jay Hart Figurino: Colleen Kelsall
Elenco: Meryl Streep -Francesca Johnson Clint Eastwood - Robert Kincaid Annie Corley - Caroline Victor Slezak - Michael Johnson Jim Haynie - Richard Johnson Sarah Kathryn Schmitt - Jovem Caroline Christopher Kroon - Jovem Michael Phyllis Lyons - Betty Debra Monk - Madge Richard Lage - Advogado Michelle Benes - Lucy Redfield
Easy Living - Johnny Hartman
Faixas: 01 - Doe Eyes (Love Theme From The Bridges Of Madison County) - Lennie Niehaus 02 - I'll Close My Eyes - Dinah Washington 03 - Easy Living - Johnny Hartman 04 - Blue Gardenia - Dinah Washington 05 - I See Your Face Before Me - Johnny Hartman 06 - Soft Winds - Dinah Washington With Hal Mooney And His Orchestra 07 - Baby, I'm Yours - Barbara Lewis 08 - It's A Wonderful World - Irene Kral With The Junior Mance Trio 09 - It Was Almost Like A Song - Johnny Hartman 10 - This Is Always - Irene Kral With The Junior Mance Trio 11 - For All We Know - Johnny Hartman 12 - Doe Eyes (Love Theme From The Bridges Of Madison County) (Reprise)
Dizem que Ella Fitzgerald não tinha a
profundidade emocional de Billie Holiday, a imaginação de Sarah Vaughan
ou Anita O'Day, e a influência baseada no blues de Dinah Washington. E
que ela era muitas vezes, apesar de brilhante, previsível. As críticas
surgiram em parte devido a sua popularidade e ignoraram as suas
contribuições. Ella Fitzgerald não só foi uma das pioneiras do ‘scat
singing’, técnica extremamente inventiva da improvisação do jazz vocal
com vocábulos sem palavras, sílabas sem sentido ou sem palavras que dá
aos cantores a habilidade da improvisação para criar o equivalente a um
solo instrumental usando a voz. Técnica aliás bastante eficaz para Ella
Fitzgerald que tinha tendência para esquecer as letras das músicas. Além
disso, era uma cantora despretensiosa cujas variações harmônicas nunca
foram forçadas. Notavelmente, se destacou por sua interpretação
sofisticada das canções de George Gershwin e Cole Porter. Afinal,
Ella Fitzgerald foi essencialmente uma cantora de jazz ou uma cantora
pop? Para muitos, foi indiscutivelmente a melhor cantora de jazz de
todos os tempos, embora alguns possam votar em Sarah Vaughan ou, como
eu, em Billie Holiday. Ella Fitzgerald, cuja voz magnífica, amplo
repertório e estilo acessível de cantar apelou para ambas as platéias:
do jazz e do pop. Sua abordagem ao repertório vocal é simples: ela
mantém clássicos e acrescenta continuamente as melhores músicas do
estilo pop. Ela estava entre os primeiros a integrar tanto a Bossa Nova
como os Beatles em seu repertório na década de 60. Também gravou músicas
mais contemporâneas, como ‘You Are the Sunshine of My Life’ de Stevie
Wonder, um componente padrão do seu repertório. Suas gravações são
reeditadas constantemente, trazendo sua música a novos públicos e
ampliando seu círculo de admiradores. Na verdade, Ella Fitzgerald foi
uma das cantoras de jazz mais emocionantes de sua época e, devido à
naturalidade de seu estilo, tinha um apelo popular que se estendeu muito
além das fronteiras do jazz.
Back Water Blues When it rains five days and the skies turn dark as night When it rains five days and the skies turn dark as night Then trouble's takin' place in the lowlands at night I woke up this mornin', can't even get out of my door I woke up this mornin', can't even get out of my door There's been enough trouble to make a poor girl wonder where she want to go Then they rowed a little boat about five miles 'cross the pond Then they rowed a little boat about five miles 'cross the pond I packed all my clothes, throwed them in and they rowed me along When it thunders and lightnin' and when the wind begins to blow When it thunders and lightnin' and the wind begins to blow There's thousands of people ain't got no place to go Then I went and stood upon some high old lonesome hill Then I went and stood upon some high old lonesome hill Then looked down on the house were I used to live Backwater blues done call me to pack my things and go Backwater blues done call me to pack my things and go 'Cause my house fell down and I can't live there no more Mmm, I can't move no more Mmm, I can't move no more There ain't no place for a poor old girl to go
Dizem que Ella Fitzgerald não tinha a profundidade emocional de Billie Holiday, a imaginação de Sarah Vaughan ou Anita O'Day e a influência baseada no blues de Dinah Washington e que ela era muitas vezes apesar de brilhante - previsível. As críticas surgiram em parte devido a sua popularidade e ignoraram as suas contribuições. Ella Fitzgerald não só foi uma das pioneiras do ‘scat singing’, técnica extremamente inventiva da improvisação do jazz vocal com vocábulos sem palavras, sílabas sem sentido ou sem palavras que dá aos cantores a habilidade da improvisação para criar o equivalente a um solo instrumental usando a voz. Técnica aliás bastante eficaz para Ella Fitzgerald que tinha tendência para esquecer as letras das músicas. Além disso era uma cantora despretensiosa cujas variações harmônicas nunca foram forçadas. Notavelmente se destacou por sua interpretação sofisticada das canções de George Gershwin e Cole Porter. Afinal, Ella Fitzgerald foi essencialmente uma cantora de jazz ou uma cantora pop? Para muitos foi indiscutivelmente a melhor cantora de jazz de todos os tempos embora alguns possam votar em Sarah Vaughan ou como (eu) em Billie Holiday. Ella Fitzgerald cuja voz magnífica, amplo repertório e estilo acessível de cantar apelou para ambas as platéias: do jazz e do pop. Sua abordagem ao repertório vocal é simples: ela mantém clássicos e acrescenta continuamente as melhores músicas do estilo pop. Ela estava entre os primeiros a integrar tanto a Bossa Nova como os Beatles em seu repertório na década de 60. Também gravou músicas mais contemporâneas como ‘You Are the Sunshine of My Life’ de Stevie Wonder, um componente padrão do seu repertório. Suas gravações são reeditadas constantemente, trazendo sua música a novos públicos e ampliando seu círculo de admiradores. Na verdade Ella Fitzgerald foi uma das cantoras de jazz mais emocionantes de sua época e devido à naturalidade de seu estilo tinha um apelo popular que se estendeu muito além das fronteiras do jazz. Até o início dos anos 1950 o domínio de Ella Fitzgerald sobre fãs e críticos foi absoluto. Na verdade entre 1953 e 1970 a cada ano ela era a vencedora da enquete promovida pela ‘Down Beat’ a mais antiga e respeitada revista de jazz do mundo e assim ficou conhecida como ‘a primeira dama da canção’. Ao contrário de algumas outras cantoras de jazz como Billie Holiday e Anita O'Day, Ella Fitzgerald tinha uma vida privada desprovida de notoriedade relacionadas com drogas ou outro vicio consumidor. Em contraste com a sua carreira ativa como intérprete levava uma vida pessoal tranqüila. Com uma voz bonita, Ella era uma cantora brilhante e tinha a dicção quase perfeita, podia se entender as palavras que ela cantava. A falha era que uma vez que ela sempre parecia feliz por estar cantando nem sempre a sua interpretação condizia com as canções que ela interpretava. E ninguém poderia adivinhar que seu canto nos primeiros dias foi tão melancólico como o de Billie Holiday. fonte: Blog Pintando Música -Ella Fitzgerald
Faixas: 01. A-Tisket, A-Tasket 02· MR. Paganini (You'll Have To Swing It) 03· Bei Mir Bist Du Schoen 04· My Heart Belongs To Daddy 05· You Showed Me The Way 06· It's Wonderful 07· I'll Chase The Blues Away 08· Hallelujah 09· Undecided 10· Stairways To The Stars 11· The Starlit Hour 12· What's The Matter With Me? 13· Deedle Dee Dum 14· Cabin In The Sky 15· The Muffin Man 16· My Man 17· It's Only A Paper Moon 18· Sentimental Journey 19· Oh! Lady Be Good 20· How High The Moon 21· Budella (Blue Skies) 22· The Frim Fram Sauce 23· You Won't Be Satisfied 24· Dream A Little Dream Of Me
Albúm: Christmas for Lovers Artista: VA Selo: The Verve Music Group Periodo: 1953-2001 Lançamento: 2003 Genero: Easy Listening, Jazz, Bossa Nova, Christmas Songs
Faixas: 01. Wally Stott & His Orchestra - The Christmas Song 02. Ella Fitzgerald - What Are You Doing New Year's Eve? 03. Joe Sample - I Saw Mommy Kissing Santa Claus 04. Shirley Horn - The Secret of Christmas 05. Joe Williams - Christmas Waltz 06. Yusef Lateef - Warm Fire 07. Billy Eckstine - Christmas Eve 08. Dinah Washington - Ole Santa 09. Ramsey Lewis - Snowfall 10. Antonio Carlos Jobim - Looks Like December 11. Oscar Peterson - A Child is Born 12. Diane Schuur - I'll Be Home for Christmas 13. Gerry Mulligan - Wintersong 14. Abbey Lincoln - Christmas Cheer 15. Kenny Burrell - Merry Christmas, Baby
O pai do Vanguard nada tinha porém a ver com o jazz e muito menos com o seu berço os Estados Unidos. O fundador do Village Vanguard é oriundo da Lituânia perto de Vilna por estranho que pareça ou talvez não com data de nascimento 1903 com cinco anos antes da sua família emigrar para os E.U.A. atraída pelo sonho americano. Criado em Portland - Oregon no seio de uma família com pouco recurso económicos, o jovem Gordon teve de estudar e trabalhar vendendo jornais nas ruas desta cidade até ao dia em que concluiu os seus estudos de literatura no Reed College. Impelido pelos pais de frequentar o curso de direito Gordon chegou à cidade que nunca dorme no ano de 1926 mas seis semanas depois o curso era já um sonho e os seus dias eram passados em Greenwich Village. Até à fundação do Vanguard Gordon acumulou vários empregos incluindo: revisão ortográfica de cartas numa loja e a redação de artigos para uma pequena revista de negócios. A entrada no universo dos clubes aconteceria em 1932 em resultado de um encontro ocasional com uma empregada de um clube nova iorquino que insatisfeita com o seu emprego lhe propôs a abertura conjunta de um clube. Assim nascia o Fair em plena lei seca encerrado pouco tempo depois na sequência de uma acusação forjada de venda de álcool. Falido e desempregado Gordon não estava porém derrotado e aguardava apenas a oportunidade de voltar a ter o seu próprio clube. Em Charles Street Gordon encontrou a cave ideal para o clube que tinha em mente obtendo de um amigo o financiamento necessário para tal empreendimento. Curiosamente, seria este amigo a batizar o futuro clube de Village Vanguard. O clube abriu oficialmente suas portas no dia 26 de Fevereiro de 1934 equipado com mobílias e instrumentos comprados de pessoas endividadas em consequência da forte crise económica da época. As mesas e as cadeiras foram improvisadas com barris proveniente de um antigo restaurante que tinha como chefe de cozinha o português Johnny o qual Gordon contrataria desde logo para tomar conta da cozinha do Village Vanguard. O jazz estava ainda ausente e a estreia artística do clube ocorreu com a declamação voluntária de poemas por parte de alguns célebres poetas presentes na inauguração Como: Maxwell Bodenheim, John Rose Gildea, Joseph Ferdinand Gould. Este "espectáculo" valeu a Gordon ameaça de encerramento pelos tribunais sob a acusação de apresentar entretenimento sem a devida licença... Tal não aconteceria mas a mudança para novas instalações tornava-se agora imperiosa pela necessidade de situar o clube num espaço com duas saídas e longe de igrejas, sinagogas e escolas. Gordon encontrou esse espaço no número 178 da Sétima Avenida numa cave onde funcionara um antigo speakeay; o mesmo espaço onde o Village Vanguard se mantém desde 1935 até os dias atuais. Durante vários anos o clube serviu sobretudo de tertúlia de poetas mais ou menos residentes mas em 1939 Gordon alcançou grande sucesso com os Revuers - grupo musical formado, entre outros, por Judy Holliday e Betty Comden e com Leonard Bernstein (ele mesmo?) no piano - e passou a ter na audiência celebridades como Fred Astaire. O jazz chegou ao Village Vanguard em 1941. Com a fama alcançada pelos Revuers e a sua consequente partida para outros palcos Gordon necessitava desesperadamente de novas atrações para animar as noites do clube. É neste contexto que um amigo lhe sugere uns tais de Leadbelly e Josh White a que se somaria Pearl Bailey em 1943. Quanto ao jazz começou a aparecer sob a forma de jam-sessions nos anos quarenta e com a presença de músicos como Dizzy Gillespie, Art Tatum, Errol Garner, Nat King Cole, Earl Hines ou Dinah Washington adquiriu maior dimensão no final dos anos cinquenta com o início das gravações ao vivo e a contratação dos grandes jazzmen da época e ganhando realmente expressão a partir dos anos sessenta. "Foi bom ter passado para o jazz no Vanguard. Admito que foi difícil no princípio dos anos sessenta. Os miúdos que ouviam música estavam numa embriaguez de rock'n'roll e eu não tinha experiência no jazz. Depois, no final dos anos sessenta e início dos anos setenta as coisas começaram a acontecer. Comecei a encontrar músicos de jazz, músicos novatos com projetos de futuro como Chick Corea, Herbie Hancock, Keith Jarrett e outros" - salienta Gordon.