Dotada de uma voz forte, bonita e fraseado muito preciso, o espírito irreprimível de Dinah Washington traduz a imperatriz do Blues, Bessie Smith, em um talento incomum se comparado por varias outras divas que prestaram semelhante homenagem. Washington parece simplesmente gloriosa, com foco em alternando frases que lembra a própria Smith, enfatizando suas raízes próprias do velho Blues as margens do Mississipi, berço da criação. Acompanhada por Eddie Chamblee e Sua Orquestra, enfatiza o vaudeville e som Dixieland do início do século com direito a trombone, trompete e percussão no ritmo da época. Reeditado várias vezes (ocasionalmente sob o título A Bessie Smith Songbook), Dinah Washington "Sings Bessie Smith" traça um equilíbrio perfeito entre tributo e declaração artística genuína de uma artista consagrada a um mito perpetuado na lenda. A Verve em sua reedição acrescentou as faixas alternativas "Trombone Blues (AKA Trombone Cholly)" e "Careless Love", além de três músicas tiradas de um desempenho no festival Newport. Gravado no Universal Studio, Chicago, Illinois, 30 de dezembro de 1957, 07 e 20 de janeiro 1958 e ao vivo no Jazz Festival,Newport, Rhode Island em 06 de julho de 1958.
Album: Dinah Sings Bessie Smith Artista: Dinah Washington Lançamento: 1958 Selo: UMG Recordings, Inc. Genero: Jazz, Vocal Jazz, Blues
01. After You've Gone 02. Send Me To The 'Lectric Chair 03. Jailhouse Blues 04. Trombone Blues (AKA Trombone Cholly) 05. You've Been A Good Ole Wagon 06. Careless Love 07. Backwater Blues 08. If I Could Be With You One Hour Tonight 09. Me And My Gin 10. Fine Fat Daddy 11. Trombone Butter (Alternative Take) 12. Carless Love (Master Take In Mono) 13. Send Me To The 'Lectric Char (Live Version) 14. Me And My Gin (Live Version) 15. Backwater Blues (Live Version)
Dinah Washington, pseudônimo de Ruth Lee Jones (Tuscaloosa, Alabama, EUA, 29 de agosto de 1924 – 14 de dezembro de 1963) foi cantora de jazz, blues e gospel. De família de baixa renda, mudou-se para Chicago aos quatro anos. Teve uma infância solitária, já que seu pai, um apreciador de cassinos, raramente estava em casa, e sua mãe passava os dias na rua atrás do dinheiro para sustentar Dinah, suas irmãs e pagar as freqüentes dívidas do marido. Sozinhas em casa, as meninas começaram a se refugiar na igreja, onde passavam as tardes. Dinah tocava piano, assim como sua mãe, e todas cantavam no coral. Antes da adolescência, Dinah tocava piano e cantava gospel por toda Chicago, até vencer um concurso de calouros cantando blues. O concurso lhe rendeu um convite para participar do conjunto vocal ‘Sarah Martin Singers’, pouco antes de completar doze anos. Aos quinze anos, diante das proibições de sua mãe, começou a fugir pela janela de seu quarto para cantar à noite em bares e clubes, onde também começou desenvolver seu gosto pela bebida. Apesar da pouca idade, sua fantástica voz e técnica fizeram com que o bandleader Lionel Hampton a contratasse imediatamente quando a viu cantar em 1943. Foi nessa época que mudou seu nome de Ruth Lee Jones (nomes comuns nos EUA) para o mais pomposo Dinah Washington. Passou três anos junto a banda de Hampton onde conquistou prestígio pleno, gravando, apresentando-se e vendendo muito até sua morte. Gravou diversos estilos de música, apenas não gostando de gravar gospel, pois não apreciava a mistura de assuntos espirituais com profanos. Apesar de seus discos lhe renderem bastante dinheiro, possuía um estilo de vida bastante dispendioso, comprando jóias e carros, além de querer dar para a filha uma infância de luxo, diferente da sua. Morreu aos 39 anos de idade após ingerir inibidores de apetite com bebida alcoólica.
"The Diva Series" refere-se a uma aclamada coleção de CDs lançada pela gravadora "Verve" no início dos anos 2000 (principalmente 2003), dedicada às maiores vozes femininas do jazz e pop clássico, com grandes artistas, com compilações focadas em performances marcantes e sucessos. O destaques da Coleção "The Diva Series" (Verve Records), tem reunião de faixas clássicas de jazz, blues e pop de renomadas cantoras, incluídos artistas como: Dinah Washington, Astrud Gilberto, Blossom Dearie, Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald, Billie Holiday, Sarah Vaughan, Dinah Washington e Astrud Gilberto entre outras no formato remasterizados, frequentemente apresentando as "melhores de" cada cantora. Já o contexto Lançada pela Verve Records se destaca na profundidade emocional e o talento técnico de vocalistas femininas, capturando gravações desde a década de 1950 até 2001. A série é amplamente reconhecida como uma antologia essencial para colecionadores de jazz, oferecendo uma visão geral da carreira de cada "diva" em um único disco.
Autor de pequenas obras-primas do cinema pós anos 2000 como Menina de Ouro e Sobre Meninos e Lobos,Clint Eastwood nunca irá perder sua imagem de cowboy de western spaguetti. Porém, por trás daquela pose de alguém que pode despejar o tambor de um revólver sobre o inimigo e ainda beber um brandy antes de deixar o saloon, há a alma de um homem bastante sentimental. Isso começou a surgir quando Eastwood filmou Bird, cinebiografia de Charlie Parker em 1988. Um cowboy contando a história de uma lenda do jazz? Algo estava errado. E ficou ainda mais "errado" quando Eastwood voltou ao Oeste e trouxe de lá Os Imperdoáveis, uma película de cowboy em plenos anos 90 que faturou Oscar de Melhor Filme e mostrou que mesmo no peito de quem segura uma espingarda de dois canos bate um coração.
Eastwood queria mais. Em Um Mundo Perfeito (1994), Clint fez de Kevin Costner um bandido foragido que seqüestra um menino, jogou um punhado de dólares sobre seu corpo (a cena final é arrepiante) e construiu uma amizade tocante aonde não deveria existir nada como se flores pudessem nascer no asfalto. O resultado é acachapante e abriu caminho para sua obra mais ousada até então: As Pontes de Madison. O que um cowboy sabe sobre o amor? Mais do que eu, você, e qualquer apaixonado pudéssemos imaginar. De natureza simples As Pontes de Madison desenha um romance absolutamente perfeito em sua imperfeição. O roteiro brinca com os minutos, arrastando as cenas, como se quatro dias pudessem ser mais importantes que uma vida inteira. E podem. E são. Pouco menos de 100 horas que valem uma eternidade, ou duas. Em As Pontes de Madison, Clint é Robert Kincaid, um fotógrafo da National Geografic que está no Iowa para fotografar antigas pontes cobertas, famosas na região, para uma reportagem da revista. Meryl Streep é Francesca Johnson, uma dona de casa que trocou a Itália pelo sonho de viver na América. Casou-se com um soldado e anos depois se vê criando os dois filhos do casal na paisagem bucólica de uma fazenda em que pouca coisa acontece e vive-se a vida porque se acorda todo o dia e não porque se têm sonhos. Perdido o fotógrafo pede informações na fazenda dos Johnsons mas a família foi para uma feira agropecuária e apenas Francesca está em casa. O que acontece após este esbarrão do destino é aquilo que a astrologia resume como "efeito urano": é quando uma pessoa faz uma "burrada" tão grande que detona a sua própria vida e a de outras pessoas. Bem, quase faz, e é neste fragmento do "quase" que reside a beleza deste filme. Nossos dois personagens desse épico romântico moderno passam quatro dias juntos, se apaixonam, descobrem uma certeza que só se tem uma vez na vida e são obrigados a escolher entre ficar ou fugir. A encruzilhada abre diversas possibilidades e questionamentos. O amor, tal qual o conhecemos, sobrevive a rotina? É possível ser feliz após ter detonado a vida de uma porção de pessoas para alcançar essa felicidade? O passado pode ser esquecido como se queimássemos uma folha de papel e jogássemos as cinzas pela janela? É possível amar e não estar com a pessoa amada? Essa história de alma gêmea é uma brincadeira divina (o homem lá de cima deve ser um cara extremamente divertido) ou podemos, num momento x de nossas vidas, encontrar uma pessoa que nos faça acreditar que caminhamos uma vida toda para chegar a este encontro?. Enquanto você matuta respostas, Robert e Francesca são condenados a viver o amor em silêncio. E não existe amor mais forte que este, pois "o amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente", e como carregar por toda uma vida um amor que só durou quatro dias? Amando. É cruel e inconcebível pensar assim mas apenas quem ama verdadeiramente pode entender que após encontrar a pessoa amada, o mundo ganha um novo significado e a vida se transforma em uma estrada de mão única cuja última e única parada é chamada apropriadamente de fim. O amor justifica a vida. Melhor sofrer por amor que viver sem amar, diria o poeta. Por mais vileza que seja amar em silêncio, não há como fugir desse destino. Porque só amando é que vamos correr o risco de sermos amados e, nesse fragmento de sorte, sermos eternamente felizes. No entanto, não se entra em uma história de amor para se ser infeliz, mas a infelicidade está incluída implicitamente na hora que compramos o pacote. Dói, eu sei, mas é só assim que você poderá ter a chance de guardar quatro dias inesquecíveis para se lembrar para o resto da vida. Pode parecer pouco, mas não é... acredite. Clint Eastwood abusa do direito de ser comovente em uma cena clássica: na chuva, Robert para no meio da rua enquanto o marido de Francesca que voltou com os filhos, faz compras. A cena se arrasta e Francesca segura a maçaneta da porta do carro com tanta força que deve ter sentido o objeto atravessar seu coração. Ela quer deixar o carro. Ela quer correr na chuva para o seu amado. Ela quer deixar a fazenda para trás, seus filhos, uma vida sem sonhos, mas a razão está ali despejando um mundo de motivos para que ela deixe o amor virar a esquina e partir para sempre, para longe de seus olhos, longe de seu corpo, mas não longe da alma. Ela se desespera, chora, e volta a viver porque viver é preciso, afinal, acordamos todos os dias a espera do fim. E com o fim, a crença no reencontro. Injusto? Não. O amor não tem nada a ver com justiça. O amor é maior que a vida. E talvez você entenda isso melhor quando tiver aquela certeza que nós só teremos uma vez na vida. Quando isso acontecer, tudo fará sentido. E amar em silêncio não será tão inconcebível. Porque enquanto o corpo sente falta do toque, a alma está totalmente completa. E, sabemos, um dia todos vamos ser apenas poeira no chão. Ou nos arredores de um ponte. As Pontes de Madison é uma adaptação do famoso romance The Bridges of Madison County de Robert James Waller, que supostamente é baseado em uma história real. Mais do que surpreender o espectador, que talvez nunca esperasse uma história de amor contada com tanta soberba e maestria por um dos heróis da classe western, As Pontes de Madison encanta por retratar o amor na idade adulta, quando pouco de nós espera alguma coisa a mais da vida, quando nossos sonhos de adolescência foram esquecidos, e a lembrança de que um dia sonhamos é algo que nos faz analisar e questionar toda uma existência. Quase ao final do filme, quando Francesca pede aos filhos que aceitem seu último desejo, dizendo que deu sua vida à família e quer deixar para Robert o que restou dela é impossível não entregar os pontos, as lágrimas, o coração e a alma para Clint Eastwood. Ele conseguiu algo que poucos conseguem: retratar o amor sem ser piegas ou cínico ou vingativo. E com isso, conseguiu filmar uma pequena obra-prima, mais uma de seu excelente currículo como cineasta, um filme que você precisa ver. Indicado ao Oscar de Melhor Atriz (Meryl Streep) e ao Globo de Ouro de Melhor Filme - Drama e Melhor Atriz - Drama (Meryl Streep). A trilha sonora é marcante e chama de surpresa um filme de tamanha doçura e beleza. Como sempre o nosso herói durão sabe escolher bem o sentido das palavras sem letras e coloca nostalgia escolha de nomes sabrados do jazz bem como outros ritmos, perfazendo o que chamo de encantamento de nomes como: Johnny Hartman (Easy Living), Dinah Washington (Blue Gardenia) e Irene Kral (This Is Always). Fantástico e imperdivel aos amantes de uma boa pelicula regrada a um bom jazz. Fonte: Marcelo Costa e outros.
Ficha Técnica: Título Original: The Bridges of Madison County Gênero: Drama Direção: Clinton Eastwood Roteiro e adaptação: Richard LaGravanese, baseado em livro de Robert James Waller Produção: Clint Eastwood e Kathleen Kennedy Música: Clint Eastwood e Lennie Niehaus Fotografia: Jack N. Green Direção de Arte: Jay Hart Figurino: Colleen Kelsall
Elenco: Meryl Streep -Francesca Johnson Clint Eastwood - Robert Kincaid Annie Corley - Caroline Victor Slezak - Michael Johnson Jim Haynie - Richard Johnson Sarah Kathryn Schmitt - Jovem Caroline Christopher Kroon - Jovem Michael Phyllis Lyons - Betty Debra Monk - Madge Richard Lage - Advogado Michelle Benes - Lucy Redfield
Easy Living - Johnny Hartman
Faixas: 01 - Doe Eyes (Love Theme From The Bridges Of Madison County) - Lennie Niehaus 02 - I'll Close My Eyes - Dinah Washington 03 - Easy Living - Johnny Hartman 04 - Blue Gardenia - Dinah Washington 05 - I See Your Face Before Me - Johnny Hartman 06 - Soft Winds - Dinah Washington With Hal Mooney And His Orchestra 07 - Baby, I'm Yours - Barbara Lewis 08 - It's A Wonderful World - Irene Kral With The Junior Mance Trio 09 - It Was Almost Like A Song - Johnny Hartman 10 - This Is Always - Irene Kral With The Junior Mance Trio 11 - For All We Know - Johnny Hartman 12 - Doe Eyes (Love Theme From The Bridges Of Madison County) (Reprise)
Gênero: Soul-Jazz, Bossa Nova, Big Band, Easy Listening, Swing, Bop
Dinah Washington, pseudônimo de Ruth Lee Jones (Tuscaloosa, Alabama, EUA, 29 de agosto de 1924 – 14 de dezembro de 1963) foi cantora de jazz, blues e gospel. De família de baixa renda, mudou-se para Chicago aos quatro anos. Teve uma infância solitária, já que seu pai, um apreciador de cassinos, raramente estava em casa, e sua mãe passava os dias na rua atrás do dinheiro para sustentar Dinah, suas irmãs e pagar as freqüentes dívidas do marido. Sozinhas em casa, as meninas começaram a se refugiar na igreja, onde passavam as tardes. Dinah tocava piano, assim como sua mãe, e todas cantavam no coral. Antes da adolescência, Dinah tocava piano e cantava gospel por toda Chicago, até vencer um concurso de calouros cantando blues. O concurso lhe rendeu um convite para participar do conjunto vocal ‘Sarah Martin Singers’, pouco antes de completar doze anos. Aos quinze anos, diante das proibições de sua mãe, começou a fugir pela janela de seu quarto para cantar à noite em bares e clubes, onde também começou desenvolver seu gosto pela bebida. Apesar da pouca idade, sua fantástica voz e técnica fizeram com que o bandleader Lionel Hampton a contratasse imediatamente quando a viu cantar em 1943. Foi nessa época que mudou seu nome de Ruth Lee Jones (nomes comuns nos EUA) para o mais pomposo Dinah Washington. Passou três anos junto a banda de Hampton onde conquistou prestígio pleno, gravando, apresentando-se e vendendo muito até sua morte. Gravou diversos estilos de música, apenas não gostando de gravar gospel, pois não apreciava a mistura de assuntos espirituais com profanos. Apesar de seus discos lhe renderem bastante dinheiro, possuía um estilo de vida bastante dispendioso, comprando jóias e carros, além de querer dar para a filha uma infância de luxo, diferente da sua. Morreu aos 39 anos de idade após ingerir inibidores de apetite com bebida alcoólica.
Este box set de 1997, lançado sob o selo Bluenite (BN304), não é apenas uma compilação; é um inventário sonoro da sofisticação feminina no século XX. Composto por 3 CDs, o álbum atravessa o Jazz, a Bossa Nova e o Soul, servindo como uma aula magna sobre a arquitetura do ritmo e a síncope vocal. A voz como instrumento de ruptura é diferente de outras coletâneas da época, The Ladies Of Jazz organiza um diálogo geracional raro. O ouvinte é conduzido pela perfeição técnica de Ella Fitzgerald, passa pela intimidade minimalista de Astrud Gilberto e deságua na crueza política de Nina Simone. No Jazz sincopado, o deslocamento do acento rítmico é o que traz o "suingue", e aqui artistas como Dinah Washington mostram que a síncope não está apenas nos instrumentos, mas na respiração. Em faixas como "Mad About The Boy", Dinah atrasa propositalmente a entrada das frases, criando uma tensão melódica que é a essência do gênero. A curiosidades e o contexto histórico do "Revival" dos Anos 90: tem inclusão de Dinah Washington como abre-alas do CD 1 não foi por acaso. Em 1992 um comercial da Levi’s (dirigido por Tarsem Singh) imortalizou "Mad About The Boy", fazendo com que a faixa voltasse às paradas europeias e se tornasse o cartão de visitas obrigatório para compilações de jazz daquela década. O selo Bluenite, conhecido por licenciamentos europeus de nicho, focava em edições que serviam como "portas de entrada" para novos colecionadores de CD que em 1997 vivia seu auge comercial antes da era digital. O contraste geográfico coloca o box uno ao "cool jazz" americano com a Bossa Nova brasileira ("The Girl From Ipanema"), evidenciando como o jazz se tornou uma linguagem universal de resistência e elegância.A finalização Crua traz encerramento com "Sea Line Woman" (Nina Simone) ao vivo no CD 3, uma escolha curatorial corajosa. Ela quebra a estética polida do estúdio para entregar o jazz em seu estado mais percussivo e ancestral. Guia para o amante do Jazz sincopado, para quem busca profundidade no Jazz, este box ensina que a música acontece no espaço entre as notas. A síncope é a arte de ocupar o silêncio com intenção. Ao ouvir estas damas, não procure a métrica rígida; procure o "atraso" elegante, o improviso que desafia o metrônomo e a capacidade de transformar uma melodia simples em uma narrativa complexa. O jazz sincopado é a liberdade de chegar no tempo certo, mesmo parecendo estar fora dele.
A Keynote Records foi uma gravadora fundada pelo dono de uma loja de discos Eric Bernay em 1940. Os lançamentos iniciais da gravadora foram canções folk e de protesto da União Soviética e da Guerra Civil Espanhola, seguidos por vários lançamentos antiguerra de músicos americanos. A partir de 1943, a gravadora lançou gravações na linguagem jazzística produzidas por Harry Lim. O crítico musical John S. Wilson, em 1965, descreveu a produção jazzística da gravadora como "um reflexo extraordinariamente válido do espírito jazzístico da época". Um investimento imprudente em uma fábrica de discos em 1947 levou a empresa à falência em 1948, passando a ser controlada pela Mercury Records. As sessões de jazz do Keynote foram relançadas em 1986, quando a Nippon Phonogram/PolyGram lançou um conjunto de 21 LPs com 115 takes inéditos. Robert Palmer, no The New York Times, em outubro de 1986, descreveu-o como "uma adição muito mais substancial ao acervo de performances de jazz clássico absolutamente essenciais do que se poderia esperar ou almejar tão tarde". Em 2013, um conjunto de 11 CDs com gravações de jazz do Keynote foi lançado pelo selo espanhol Fresh Sound. Donald Clarke, escrevendo sobre Lim para o Keynote, descreveu-o como alguém que sabia o que estava fazendo e que conseguia "bom som, sem truques". (Wikipedia) A Keynote Jazz Collection 1941-1947 (2013) é um impressionante box com 11 CDs lançado pela Fresh Sound Records, reunindo uma rica coleção de gravações de jazz de um período transformador na história do gênero. Se você gosta de swing, bebop e jazz de pequenos grupos, esta coleção é um verdadeiro tesouro. A Keynote Records foi uma das gravadoras mais influentes de sua época, capturando a vibração e a espontaneidade do jazz durante a década de 1940. Este repertório destaca músicos lendários como Lester Young, Coleman Hawkins, Charlie Parker, Dizzy Gillespie e Dinah Washington, além de preciosidades menos conhecidas que pintam um panorama mais completo da evolução do jazz. Nestas faixas lindamente remasterizadas, pode se ouvir a experimentação da época em fraseado, ritmo e arranjos de conjunto — cada sessão transborda a energia de músicos que desafiam os limites. A variedade de estilos aqui é impressionante. Você encontra a elegância suave e sedosa do Lester Young Quartet, entregando performances de destaque como Just You, Just Me e I Never Knew. E há também Coleman Hawkins, cujo "Cattin' at Keynote" é repleto de arrogância e brilhantismo técnico. Dinah Washington traz seu blues soul característico, brilhando em faixas como Evil Gal Blues e Salty Papa Blues, provando por que ela se tornou uma das vocalistas mais inesquecíveis da época. Além dos nomes mais conhecidos, este box também explora profundamente a lista de artistas do Keynote, apresentando aos ouvintes músicos fantásticos, mas às vezes esquecidos. Faixas como "Battle of the Saxes", de Coleman Hawkins and His Sax Ensemble, ou "Thru' for the Night", de Cozy Cole, destacam a interação e a química entre os músicos durante essas sessões. Há também um toque de arranjos exóticos e experimentais, como "Curry in a Hurry", do Charlie Shavers Quintet, que adiciona um toque lúdico ao fraseado clássico do jazz. A Fresh Sound Records fez um trabalho incrível na embalagem, incluindo um livreto de 124 páginas repleto de insights históricos, fotos e notas que contam a história por trás de cada gravação. Há até um pôster desdobrável, fazendo com que esta coleção pareça uma celebração da era de ouro do jazz, em vez de apenas mais uma coletânea. Seja você um colecionador dedicado ou simplesmente alguém que adora descobrir jazz clássico, a Coleção Keynote Jazz é uma experiência essencial. É um retrato de uma era vibrante, repleta de performances inesquecíveis que ainda hoje soam atuais.
Back Water Blues When it rains five days and the skies turn dark as night When it rains five days and the skies turn dark as night Then trouble's takin' place in the lowlands at night I woke up this mornin', can't even get out of my door I woke up this mornin', can't even get out of my door There's been enough trouble to make a poor girl wonder where she want to go Then they rowed a little boat about five miles 'cross the pond Then they rowed a little boat about five miles 'cross the pond I packed all my clothes, throwed them in and they rowed me along When it thunders and lightnin' and when the wind begins to blow When it thunders and lightnin' and the wind begins to blow There's thousands of people ain't got no place to go Then I went and stood upon some high old lonesome hill Then I went and stood upon some high old lonesome hill Then looked down on the house were I used to live Backwater blues done call me to pack my things and go Backwater blues done call me to pack my things and go 'Cause my house fell down and I can't live there no more Mmm, I can't move no more Mmm, I can't move no more There ain't no place for a poor old girl to go
Dizem que Ella Fitzgerald não tinha a
profundidade emocional de Billie Holiday, a imaginação de Sarah Vaughan
ou Anita O'Day, e a influência baseada no blues de Dinah Washington. E
que ela era muitas vezes, apesar de brilhante, previsível. As críticas
surgiram em parte devido a sua popularidade e ignoraram as suas
contribuições. Ella Fitzgerald não só foi uma das pioneiras do ‘scat
singing’, técnica extremamente inventiva da improvisação do jazz vocal
com vocábulos sem palavras, sílabas sem sentido ou sem palavras que dá
aos cantores a habilidade da improvisação para criar o equivalente a um
solo instrumental usando a voz. Técnica aliás bastante eficaz para Ella
Fitzgerald que tinha tendência para esquecer as letras das músicas. Além
disso, era uma cantora despretensiosa cujas variações harmônicas nunca
foram forçadas. Notavelmente, se destacou por sua interpretação
sofisticada das canções de George Gershwin e Cole Porter. Afinal,
Ella Fitzgerald foi essencialmente uma cantora de jazz ou uma cantora
pop? Para muitos, foi indiscutivelmente a melhor cantora de jazz de
todos os tempos, embora alguns possam votar em Sarah Vaughan ou, como
eu, em Billie Holiday. Ella Fitzgerald, cuja voz magnífica, amplo
repertório e estilo acessível de cantar apelou para ambas as platéias:
do jazz e do pop. Sua abordagem ao repertório vocal é simples: ela
mantém clássicos e acrescenta continuamente as melhores músicas do
estilo pop. Ela estava entre os primeiros a integrar tanto a Bossa Nova
como os Beatles em seu repertório na década de 60. Também gravou músicas
mais contemporâneas, como ‘You Are the Sunshine of My Life’ de Stevie
Wonder, um componente padrão do seu repertório. Suas gravações são
reeditadas constantemente, trazendo sua música a novos públicos e
ampliando seu círculo de admiradores. Na verdade, Ella Fitzgerald foi
uma das cantoras de jazz mais emocionantes de sua época e, devido à
naturalidade de seu estilo, tinha um apelo popular que se estendeu muito
além das fronteiras do jazz.
Entre as sessões deste box, algumas merecem atenção especial, seja pela importância de sua presença, seja pelas circunstâncias que as cercam. Esta reedição está repleta de músicos da era do swing e alguns do bebop , que fazem parte da história do jazz, como os já citados Coleman Hawkins e Lester Young, mas também, entre outros, Don Byas, Red Norvo, Shelly Manne, Horace Henderson, Flip Phillips, Ralph Burns, Barney Bigard, Budd Johnson, Shorty Rogers, Eddie Bert, Johnny Guarneri, Dodo Marmarosa, Lennie Tristano, Howard McGhee, Serge Chaloff e o conhecido Neal Hefti. O fã encontrará, além das gravações já mencionadas, lideradas pelo trompetista George Hartman e Lester Young, as sessões de composições de Leonard Feather produzidas por ele e interpretadas pelo sexteto de músicos da orquestra de Lionel Hampton (entre eles o excelente saxofonista Arnett Cobb) e com a participação estelar de Dinah Washington (Disco 1, músicas 9 - 12). Algumas gravações que serviram para popularizar a cantora.
Albúm: Christmas for Lovers Artista: VA Selo: The Verve Music Group Periodo: 1953-2001 Lançamento: 2003 Genero: Easy Listening, Jazz, Bossa Nova, Christmas Songs
Faixas: 01. Wally Stott & His Orchestra - The Christmas Song 02. Ella Fitzgerald - What Are You Doing New Year's Eve? 03. Joe Sample - I Saw Mommy Kissing Santa Claus 04. Shirley Horn - The Secret of Christmas 05. Joe Williams - Christmas Waltz 06. Yusef Lateef - Warm Fire 07. Billy Eckstine - Christmas Eve 08. Dinah Washington - Ole Santa 09. Ramsey Lewis - Snowfall 10. Antonio Carlos Jobim - Looks Like December 11. Oscar Peterson - A Child is Born 12. Diane Schuur - I'll Be Home for Christmas 13. Gerry Mulligan - Wintersong 14. Abbey Lincoln - Christmas Cheer 15. Kenny Burrell - Merry Christmas, Baby
Dizem que Ella Fitzgerald não tinha a profundidade emocional de Billie Holiday, a imaginação de Sarah Vaughan ou Anita O'Day e a influência baseada no blues de Dinah Washington e que ela era muitas vezes apesar de brilhante - previsível. As críticas surgiram em parte devido a sua popularidade e ignoraram as suas contribuições. Ella Fitzgerald não só foi uma das pioneiras do ‘scat singing’, técnica extremamente inventiva da improvisação do jazz vocal com vocábulos sem palavras, sílabas sem sentido ou sem palavras que dá aos cantores a habilidade da improvisação para criar o equivalente a um solo instrumental usando a voz. Técnica aliás bastante eficaz para Ella Fitzgerald que tinha tendência para esquecer as letras das músicas. Além disso era uma cantora despretensiosa cujas variações harmônicas nunca foram forçadas. Notavelmente se destacou por sua interpretação sofisticada das canções de George Gershwin e Cole Porter. Afinal, Ella Fitzgerald foi essencialmente uma cantora de jazz ou uma cantora pop? Para muitos foi indiscutivelmente a melhor cantora de jazz de todos os tempos embora alguns possam votar em Sarah Vaughan ou como (eu) em Billie Holiday. Ella Fitzgerald cuja voz magnífica, amplo repertório e estilo acessível de cantar apelou para ambas as platéias: do jazz e do pop. Sua abordagem ao repertório vocal é simples: ela mantém clássicos e acrescenta continuamente as melhores músicas do estilo pop. Ela estava entre os primeiros a integrar tanto a Bossa Nova como os Beatles em seu repertório na década de 60. Também gravou músicas mais contemporâneas como ‘You Are the Sunshine of My Life’ de Stevie Wonder, um componente padrão do seu repertório. Suas gravações são reeditadas constantemente, trazendo sua música a novos públicos e ampliando seu círculo de admiradores. Na verdade Ella Fitzgerald foi uma das cantoras de jazz mais emocionantes de sua época e devido à naturalidade de seu estilo tinha um apelo popular que se estendeu muito além das fronteiras do jazz. Até o início dos anos 1950 o domínio de Ella Fitzgerald sobre fãs e críticos foi absoluto. Na verdade entre 1953 e 1970 a cada ano ela era a vencedora da enquete promovida pela ‘Down Beat’ a mais antiga e respeitada revista de jazz do mundo e assim ficou conhecida como ‘a primeira dama da canção’. Ao contrário de algumas outras cantoras de jazz como Billie Holiday e Anita O'Day, Ella Fitzgerald tinha uma vida privada desprovida de notoriedade relacionadas com drogas ou outro vicio consumidor. Em contraste com a sua carreira ativa como intérprete levava uma vida pessoal tranqüila. Com uma voz bonita, Ella era uma cantora brilhante e tinha a dicção quase perfeita, podia se entender as palavras que ela cantava. A falha era que uma vez que ela sempre parecia feliz por estar cantando nem sempre a sua interpretação condizia com as canções que ela interpretava. E ninguém poderia adivinhar que seu canto nos primeiros dias foi tão melancólico como o de Billie Holiday. fonte: Blog Pintando Música -Ella Fitzgerald
Faixas: 01. A-Tisket, A-Tasket 02· MR. Paganini (You'll Have To Swing It) 03· Bei Mir Bist Du Schoen 04· My Heart Belongs To Daddy 05· You Showed Me The Way 06· It's Wonderful 07· I'll Chase The Blues Away 08· Hallelujah 09· Undecided 10· Stairways To The Stars 11· The Starlit Hour 12· What's The Matter With Me? 13· Deedle Dee Dum 14· Cabin In The Sky 15· The Muffin Man 16· My Man 17· It's Only A Paper Moon 18· Sentimental Journey 19· Oh! Lady Be Good 20· How High The Moon 21· Budella (Blue Skies) 22· The Frim Fram Sauce 23· You Won't Be Satisfied 24· Dream A Little Dream Of Me
Embora as big bands, como são chamadas as orquestras de jazz, sejam normalmente associadas a uma era ligeiramente posterior, havia várias dessas orquestras tocando durante os anos 20 e o começo dos 30, entre elas a de Fletcher Henderson. Bix Beiderbecke foi um solista de corneta que tocava com várias bandas e era considerado uma legenda em sua época. Os meados dos anos 30 trouxeram a Era do Swing e o surgimento das big bands como a música popular do momento. Glenn Miller, Benny Goodman, Tommy Dorsey, Artie Shaw, Duke Ellington e Count Basie regeram algumas das orquestras mais conhecidas. Houve também algumas importantes gravações de pequenos grupos de swing durante os anos 30 e 40. Essas diferiam dos pequenos grupos anteriores porque faziam muito pouca improvisação coletiva. A música enfatizava o solista individual. Goodman, Ellington e Basie gravaram com frequência nesses arranjos de pequenos grupos. Entre os importantes saxofonistas dessa era estão Johnny Hodges, Paul Gonsalves, Lester Young, Coleman Hawkins e Ben Webster. Entre os trompetistas estão Roy Eldridge, Harry “Sweets” Edison, Cootie Williams e Charlie Shavers. Entre os pianistas, temos Ellington, Basie, Teddy Wilson, Erroll Garner e Oscar Peterson; no violão, Charlie Christian, Herb Ellis, Barney Kessell e Django Reinhardt; no vibrafone, Lionel Hampton; entre os principais baixistas estão Jimmy Blanton, Walter Page e Slam Stewart; bateristas, Jo Jones e Sam Woodyard. Billie Holiday, Dinah Washington e Ella Fitzgerald foram importantes cantoras dessa era. A maioria desses músicos gravava em pequenos grupos, bem como com grandes orquestras de jazz. Os estilos desses músicos pode ser melhor resumido dizendo-se que eles se concentraram basicamente em tocar melodicamente, no molejo do suingue, e no desenvolvimento da sonoridade individual. O blues foi, como em muitos outros estilos, um importante elemento dessa música.
Alto Saxofone – Claude Civelli (faixas: 13 a 22) , Michel de Villers (faixas: 01 a 12)
Dirigido por [Tv Show] – Jean-Christophe Averty (faixas: 13 a 22)
Contrabaixo – Michel Gaudry (faixas: 13 a 22)
Bateria – Roger Paraboschi (faixas: 13 a 22)
Piano, Escrito por – Claude Bolling (faixas: 13 a 22)
Saxofone Tenor, Clarinete – Gérard Badini (faixas: 13 a 22)
Trombone – Claude Gousset (faixas: 13 a 22), Raymond Katarzynsky (faixas: 13 a 22)
Trompete – Ivan Jullien (faixas: 13 a 22), Vincent Casino (faixas: 13 a 22)
Gravado em 1958 (5-12), 1959 (1-4) e 1961 (13-22) em Paris.
Faixas 13-22: trilha sonora original do programa de TV "Spécial Show", dirigido por Jean-Christophe Averty.
Lionel Hampton (1908 – 2002), foi considerado o primeiro vibrafonista do jazz, também foi um hábil baterista, pianista e cantor e foi líder de bandas. Ao longo da sua vida, Hampton tocou com os grandes nomes do jazz desde Benny Goodman e Buddy Rich, a Charlie Parker e Quincy Jones. Como membro do grupo de Benny Goodman ele fez alguns de seus melhores discos, tendo solos memoráveis em canções como ‘Dizzy Spells’ e ‘Moonglow’. Ele também realizou sessões de gravação com músicos lendários como Coleman Hawkins, Benny Carter e Nat Cole, alguns dos melhores do jazz da época. Lionel Leo Hampton nasceu em Louisville, Kentucky, e foi criado por sua avó e em 1916 sua família mudou-se para Chicago. Na juventude, Hampton era um membro do ‘Bud Billiken Club’, um clube para jovens negros. Durante a década de 20, quando ainda era um adolescente teve aulas de xilofone e bateria com o baterista de blues e jazz Jimmy Bertrand. E mudou para Califórnia em 1927 ou 1928, tocando bateria para o ‘Dixieland Blues-Blowers’. Sua estréia em gravações foi com ‘The Quality Serenaders’, e foi baterista do bandleader Les Hite. Durante este período começou a praticar no vibrafone. Em 1930, Louis Armstrong chegou à Califórnia e contratou a banda de Les Hite, pedindo a Hampton para tocar o instrumento. Assim começou sua carreira como vibrafonista, popularizando o seu uso desde então. Durante os anos 30, ele estudou música na ‘University of Southern California’. Em 1934, conduziu a sua própria orquestra. Em 1936, a orquestra de Benny Goodman chegou a Los Angeles para tocar no famoso salão de dança ‘Palomar Ballroom’, e Goodman convidou Lionel Hampton para integrar seu trio, que assim se tornou o famoso ‘Benny Goodman Quartet’, com o pianista Teddy Wilson e o baterista Gene Krupa completando o lineup. O trio e depois quarteto estavam entre os primeiros grupos de jazz racialmente integrados e em uma época que o jazz era dominado por grandes bandas. Enquanto trabalhou para Goodman em New York, Hampton também gravou com diversos pequenos grupos conhecidos como ‘Lionel Hampton Orchestra’. Em 1940 deixou Goodman em circunstâncias amistosas para formar sua própria big band que se tornou popular durante os anos 40 e início dos anos 50. Sua terceira gravação em 1942 produziu uma versão do clássico ‘Flying Home’ com solo do saxofonista Illinois Jacquet que antecipou o rhythm & blues. O sucesso fez com que gravasse ‘Flying Home, Number Two’ com o saxofonsta Arnett Cobb. O guitarrista Billy Mackel ingressou em sua orquestra em 1944, e iria tocar e gravar com ele quase continuamente através dos anos 70. Em 1947 Lionel Hampton gravou ‘Stardust’ com o trompetista Charlie Shavers e com o baixista Slam Stewart no concerto ‘Just Jazz’. Dos anos 40 até início dos anos 50, Hampton gravou para a ‘Decca Records’ com inúmeros jovens artistas que mais tarde alcançaram fama, como o baixista Charles Mingus, o saxofonista Johnny Griffin, o guitarrista Wes Montgomery, a vocalista Dinah Washington e o tecladista Milt Buckner. E continuou a gravar com pequenos grupos e em jam sessions. Durante os anos 60, os grupos de Hampton estavam em declínio, e não se sairam muito melhor na década de 70. Mesmo assim, Lionel Hampton permaneceu ativo até sofrer um derrame em Paris em 1991. Esse incidente, combinado com anos de artrite crônica forçou-o a parar drasticamente. Em 1997, seu apartamento pegou fogo e destruiu seus prêmios e pertences. Hampton escapou ileso vindo a falecer em 2002.
O pai do Vanguard nada tinha porém a ver com o jazz e muito menos com o seu berço os Estados Unidos. O fundador do Village Vanguard é oriundo da Lituânia perto de Vilna por estranho que pareça ou talvez não com data de nascimento 1903 com cinco anos antes da sua família emigrar para os E.U.A. atraída pelo sonho americano. Criado em Portland - Oregon no seio de uma família com pouco recurso económicos, o jovem Gordon teve de estudar e trabalhar vendendo jornais nas ruas desta cidade até ao dia em que concluiu os seus estudos de literatura no Reed College. Impelido pelos pais de frequentar o curso de direito Gordon chegou à cidade que nunca dorme no ano de 1926 mas seis semanas depois o curso era já um sonho e os seus dias eram passados em Greenwich Village. Até à fundação do Vanguard Gordon acumulou vários empregos incluindo: revisão ortográfica de cartas numa loja e a redação de artigos para uma pequena revista de negócios. A entrada no universo dos clubes aconteceria em 1932 em resultado de um encontro ocasional com uma empregada de um clube nova iorquino que insatisfeita com o seu emprego lhe propôs a abertura conjunta de um clube. Assim nascia o Fair em plena lei seca encerrado pouco tempo depois na sequência de uma acusação forjada de venda de álcool. Falido e desempregado Gordon não estava porém derrotado e aguardava apenas a oportunidade de voltar a ter o seu próprio clube. Em Charles Street Gordon encontrou a cave ideal para o clube que tinha em mente obtendo de um amigo o financiamento necessário para tal empreendimento. Curiosamente, seria este amigo a batizar o futuro clube de Village Vanguard. O clube abriu oficialmente suas portas no dia 26 de Fevereiro de 1934 equipado com mobílias e instrumentos comprados de pessoas endividadas em consequência da forte crise económica da época. As mesas e as cadeiras foram improvisadas com barris proveniente de um antigo restaurante que tinha como chefe de cozinha o português Johnny o qual Gordon contrataria desde logo para tomar conta da cozinha do Village Vanguard. O jazz estava ainda ausente e a estreia artística do clube ocorreu com a declamação voluntária de poemas por parte de alguns célebres poetas presentes na inauguração Como: Maxwell Bodenheim, John Rose Gildea, Joseph Ferdinand Gould. Este "espetáculo" valeu a Gordon ameaça de encerramento pelos tribunais sob a acusação de apresentar entretenimento sem a devida licença... Tal não aconteceria mas a mudança Para novas instalações tornava-se agora imperiosa pela necessidade de situar o clube num espaço com duas saídas e longe de igrejas, sinagogas e escolas. Gordon encontrou esse espaço no número 178 da Sétima Avenida numa cave onde funcionara um antigo speakeay; o mesmo espaço onde o Village Vanguard se mantém desde 1935 até os dias atuais. Durante vários anos o clube serviu sobretudo de tertúlia de poetas mais ou menos residentes mas em 1939 Gordon alcançou grande sucesso com os Revuers - grupo musical formado, entre outros, por Judy Holliday e Betty Comden e com Leonard Bernstein (ele mesmo?) no piano - e passou a ter na audiência celebridades como Fred Astaire. O jazz chegou ao Village Vanguard em 1941. Com a fama alcançada pelos Revuers e a sua consequente partida para outros palcos Gordon necessitava desesperadamente de novas atrações para animar as noites do clube. É neste contexto que um amigo lhe sugere uns tais de Leadbelly e Josh White a que se somaria Pearl Bailey em 1943. Quanto ao jazz começou a aparecer sob a forma de jam-sessions nos anos quarenta e com a presença de músicos como Dizzy Gillespie, Art Tatum, Errol Garner, Nat King Cole, Earl Hines ou Dinah Washington adquiriu maior dimensão no final dos anos cinquenta com o início das gravações ao vivo e a contratação dos grandes jazzmen da época e ganhando realmente expressão a partir dos anos sessenta. "Foi bom ter passado para o jazz no Vanguard. Admito que foi difícil no princípio dos anos sessenta. Os miúdos que ouviam música estavam numa embriaguez de rock'n'roll e eu não tinha experiência no jazz. Depois, no final dos anos sessenta e início dos anos setenta as coisas começaram a acontecer. Comecei a encontrar músicos de jazz, músicos novatos com projetos de futuro como Chick Corrêa, Herbie Hancock, Keith Jarrett e outros" - salienta Gordon.