Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta Blues. Classificar por data Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta Blues. Classificar por data Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

1961 - The Blues and the Abstract Truth - Oliver Nelson

O saxofonista Oliver Nelson é um músico subestimado. Ele reuniu em 1961 um grupo all stars com figuras nada menos que:Bill Evans, Freddie Hubbard, Eric Dolphy, Paul Chambers, Roy Haynes e George Barrow, para explorar as possibilidades do blues. Nada é quadrado a começar pelas estruturas de 16, 32 e até inacreditáveis 44 compassos, e pelas mudanças de métrica dentro de uma mesma música. Suas composições obedecem intencionalmente a fórmulas quase matemáticas mas não subtraem o suingue e a simplicidade do gênero. Pelo contrário comprovam que o blues é uma fonte inesgotável para os grandes criadores. Esta edição remasterizada de The Blues and the Abstract Truth trouxe o álbum histórico de Oliver Nelson as prateleiras dos jazzofilos. São seis faixas com destaques para "Stolen Moments", "Cascades" e "Butch and Butch". Vale a pena conferir! Gravado em 23 Fevereiro de 1961 - At Van Recording Studio, New Jersey
Alguém anonimo escreveu este texto"Já de há muito que tinha a vontade de possuir este disco em minha coleção do qual já conhecia algumas faixas ouvidas de programas radiofônicos. Ademais a admiração por Oliver Nelson como músico e arranjador já estava construída pela participação dele em discos de outros especialmente nos de Jimmy Smith, cujos Bashin': The Unpredictable Jimmy Smith e Monster são arrepiantes em virtude do clima de big band moderna que ostentam graças ao talento do conductor Oliver Nelson. Por isso foi com grande alegria que recebi a informação, por parte de olhos – e ouvidos – atentos de um grande usuário aqui do RYM, do lançamento no Brasil deste The Blues and the Abstract Truth. (Em tempo: prefiro, idiossincraticamente, catalogar os discos na conta de seu lançamento original, a despeito de ter em mãos a citada edição brasileira de 2007). O título do disco já denuncia o seu objetivo: a idéia de trabalhar com formas primitivas da música americana, neste caso o blues, fundido com algo do avant-garde. Aliás, a idéia de abstração está sobejamente ligada à vanguarda, principalmente nas artes plásticas. Não nos esqueçamos que o gênio Ornette Coleman declarou certa feita que a sua grande intenção artística era fazer uma espécie de versão musical das pinturas abstratas (a obra “White Light”, de Jackson Pollock, ilustra a contracapa do seu clássico Free Jazz). Permito-me, pois, supor que tal corrente jazzística tem alguma ligação com a “verdade abstrata” revelada pela música - “abstração” que, no campo musical, é um conceito usado mais abertamente por algumas correntes da música erudita, não por acaso a de vanguarda. Os elementos de blues mais puros não chegam a ser tão abundantes no disco como seria de se esperar, mas são intensos o bastante para fazer do álbum uma porta de entrada no mundo do jazz para iniciantes. Penso que esta é a grande função de discos que fazem a intersecção do blues com o jazz, como os espetaculares Blues & Roots, Coltrane Plays the Blues e Louis Armstrong Plays W. C. Handy: são discos que ajudam a educar os ouvidos de pessoas que ainda não “aprenderam” a gostar de jazz, mas que apreciam o blues, ainda que muitas vezes pela leitura de roqueiros, soulmen e outros popstars. A exemplo dos discos de Mingus e Coltrane supracitados o disco de Oliver Nelson traz um blues já devidamente metamorfoseado pela interpretação um tanto agressiva de músicos incontidos na sua vontade de improvisar e de explorar os últimos limites de seus instrumentos: nele estão presentes, por exemplo, os “vanguardistas” Freddie Hubbard e Eric Dolphy, dois grandes participantes do movimento free. A meia estrelinha de que este disco careceu para receber minha nota máxima deve-se, paradoxalmente, à beleza atemporal de suas canções mais radicalmente bluesísticas (“Hoe-Down”, “Yearnin’” e “Teenie’s Blues”): elas são tão geniais que relegam as demais canções à condição de mero bom exercício hard bop. “Ora”, dirão alguns, “‘mero bom exercício’ hard bop de um grupo que conta com Bill Evans e Paul Chambers? Esse cara queria mais o quê”? Os que disserem isso têm razão: estou sendo cruelmente exigente demais com um álbum muitíssimo acima da média, só porque ele às vezes soa algo normal dentro de uma certa tradição do jazz. De qualquer forma, espero que entendam que os pequenos senões a uma metade podem representar o entusiasmo desmedido à outra. Acho que é este o caso!" Fonte:http://sergiosonico.blogspot.com

Faixas:
01 - Stolen Moments
02 - Hoe-Down
03 - Cascades
04 - Yearnin'
05 - Butch And Butch
06 - Teenie's Blues

Músicos:
Oliver Nelson - Sax Alto & Tenor
Freddie Hubbard - Trompete
Eric Dolphy - Sax Alto & Flauta
George Barrow - Sax. Barito
Bill Evans - Piano
Paul Chambers - Baixo Acustico
Roy Haynes - Bateria

Download Here - Click Aqui
Boa audição - Namastê

segunda-feira, 17 de maio de 2010

As Raízes do Jazz - Uma Arte Indomável Parte II

Jazz Uma Arte Indomável

Os spirituals que surgiram no final do século XVIII, são ritmos primitivos criados pelos escravos e consistiam basicamente em cantorias acompanhadas de palmas. Essas músicas, juntamente com as canções gospel influenciaram o surgimento do blues. Só para dar dois exemplos o blues How long, how long (autoria de Leroy Carr, 1928) veio de um spiritual e o blues St. James’ infirmary (autor desconhecido) lembra Keep your hand on the plough (da cantora gospel Marion Williams). A segregação dos negros nos templos protestantes tornou-se evidente na segunda década do século XIX, o que levou ao surgimento da Igreja Episcopal Metodista Africana de Sion em 1816. As seitas metodistas negras tornam-se um movimento de massa no período da Guerra Civil (1861-1865), o que intensificou o caráter negro da música spiritual. A segregação dos batistas negros (entre 1865 e 1885) e as seitas shouting (segregadas), do início do século XX, como a Pentecostal. Holiness Church, a Churches of God in Christ e outras do mesmo gênero, levaram a inestimáveis contribuições religioso-musicais para o jazz. Mas o ritmo saiu das igrejas rumo à vida laica: o blues cantado, coração do jazz, surgiu em sua forma primitiva pouco antes da Guerra Civil, embora ainda na forma de doze compassos e sem o uso de harmonia européia. Era um canto apoiado por um ritmo de percussão constante; as estrofes eram de tamanho variável, determinado pela frase que o cantor tinha em mente; as pausas também variavam pois eram determinadas pelo tempo necessário para o cantor pensar em uma nova frase. O blues surgiu de fields-hollers, de work-songs (canção rítmica a cappella, cantada durante o trabalho) e de peças seculares de gospel. Com a abolição da escravatura (que ocorreu gradualmente nos Estados Unidos, ao longo do século XIX), o blues multiplicou-se graças ao surgimento dos menestréis-pedintes negros, geralmente cegos, que vagavam pelas estradas. Desse período, sobreviveram algumas gravações, realizadas no início do século XX. O blues marcou uma evolução não apenas musical, mas social: o aparecimento de uma forma particular de canção individual, comentando a vida cotidiana. O banjo, instrumento africano, era usado como acompanhamento. O blues ganhou forma instrumental nos pianos dos bares, casas de dança, tabernas e bordéis do sul, nos acampamentos de trabalhadores, nos alojamentos dos marinheiros. No final da década de 1870, o blues já existia como o conhecemos hoje. As primeiras mulheres a cantá-lo publicamente foram as prostitutas, como Mamie Desdoumes, em Nova Orleans. Elas tocavam piano nos salões de dança de Perdido Street, no início do século XX. Mas, afinal, por que o jazz surgiu no final do século XIX, em Nova Orleans? Para compreender esse fenômeno é preciso lembrar que nessa época, no mundo todo, houve um movimento revolucionário nas artes populares. Na Inglaterra, as casas de espetáculo separam-se de seus antecessores, os pubs, na década de 1840, chegando ao ápice em 1890. Foi também nesse período, na Grã-Bretanha, que surgiu outro fenômeno da cultura da classe trabalhadora: o futebol profissional. Na França, logo após a Comuna de Paris (1871), surgiu o chansonnier (cantigas) das classes operárias e, em 1884, apareceu o seu produto culturalmente mais ambicioso e boêmio, o cabaré de Montmartre. Na Espanha, uma evolução impressionantemente semelhante à norte-americana produziu o flamenco, que, como o blues, com o qual muito se parece, surgiu como canção folclórica, nos “cafés musicais” de Sevilha e Málaga. Todos esses acontecimentos possuem duas coisas em comum: surgiram nas grandes cidades e serviam de entretenimento para trabalhadores pobres. Ou seja, são produtos da urbanização. Eles adquiriram valor comercial, pois investir nessas atividades era lucrativo, e cultural, já que os pobres e imigrantes precisavam de algum tipo de distração. A classe operária pôde se divertir graças ao entretenimento profissional (teatro de variedades, circo, show de aleijões, eventos esportivos, canto e dança) e ao desenvolvimento das canções rurais ou urbanas amadoras. No caso do jazz e do blues, pode-se dizer que as apresentações das bandas desses estilos musicais multiplicam-se a partir do momento em que os catadores de algodão (yard and field negroes) tornaram-se mercado consumidor de proporções expressivas. Não se pode dizer simplesmente que o jazz nasceu em Nova Orleans, pois, de uma forma ou de outra, a mistura entre elementos musicais africanos e europeus estava se cristalizando em várias regiões dos Estados Unidos. Mas Nova Orleans merece o título de berço do jazz porque foi lá – e só lá – que a banda de jazz surgiu como um fenômeno de massa. Na década de 1910, a cidade tinha aproximadamente 90 mil habitantes negros e nada menos do que 30 bandas de jazz. Também é de Nova Orleans o legendário cornetista Buddy Bolden, que liderou a primeira banda de jazz, registrada historicamente em 1900. O jazz nasceu e logo iniciou sua extraordinária expansão em velocidade e abrangência. De 1900 a 1917, o jazz tornou-se a linguagem musical da população negra de toda a América do Norte. De 1917 a 1929, além de evoluir muito rapidamente, tornou- se dominante na cena musical urbana norte americana. E, finalmente, de 1929 a 1941, o jazz conquistou os públicos de elite da Europa e os músicos de vanguarda.
Por NEY VILELA

Boa Leitura - Namastê

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Rio das Ostras Jazz & Blues Festival 2010

O maior festival de jazz e blues do país chega à sua oitava edição e ratifica o seu nome entre os melhores festivais do mundo.


Por Leonardo Alcântara (JazzMan!)
Publicado também no http://www.jazzmanbrasil.com/
Twitter: @jazzmanbrasil

Rio das Ostras, pequena cidade no litoral norte do estado do Rio de Janeiro, atrai milhares de turistas o ano todo, interessados em usufruir as mais diversas belezas naturais que a cidade oferece. Mas não é só de natureza que vive Rio das Ostras. Nos últimos anos, a cidade também recebeu o apelido de "a capital do jazz e do blues" por abrigar o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, o maior festival do gênero na América Latina. Todos os anos, no feriado de Corpus Christi, Rio das Ostras é a rota obrigatória de entusiastas da música de qualidade, que saem de toda parte do país para prestigiar o evento.

Este ano, em sua oitava edição, os organizadores vieram ratificar que o festival é não só o maior da América Latina, mas o melhor também, trazendo nomes de peso da atual cena nacional e internacional. O baixista Ron Carter é uma prova da força desta oitava edição. Carter é uma das maiores lendas vivas do jazz, admirado no mundo todo por sua música rica e comovente.

Ron Carter: uma das maiores lendas vivas do jazz

Além de Carter, que virá acompanhado de Russel Malone e Mulgrew Miller, também participam do 8º Rio das Ostras Jazz & Blues: T.M. Stevens Project com Cindy Blackman, Delmar Brown & Blackbird Mc Knight, Rod Piazza & The Mighty Flyers, Glen David Andrews, Michael “Patches” Stewart, The Michael Landau Group, Victor Bailey Band, Stanley Jordan Trio com Armandinho Macêdo, Joey Calderazzo Quartet, Raul de Souza, André Cristóvam e Rio Jazz Big Band & Taryn.

Este ano, o festival conta com uma novidade. Um palco será montado na Praça São Pedro, no centro de Rio das Ostras, para abrir espaço aos novos talentos do jazz e do blues nacional.

Os já tradicionais palcos da Praia da Tartaruga e da Lagoa de Iriry oferecem belos cenários naturais, que se fundem ao jazz e ao blues e criam uma atmosfera perfeita para o espectador. O resultado: um clima familiar e muito animado em prol da boa música.

Show de Jefferson Gonçalves e banda. Foto: Cezar Fernandes

No palco principal, em Costa Azul, o público irá se deparar com uma mega estrutura técnica de som e iluminação, que nos últimos anos vem sido muito elogiada, sobretudo pelos artistas. O público ainda irá contar com diversas opções de alimentação, lojas, sala de exposição, além de uma brigada de incêndio e toda infra-estrutura médica pronta para atuar em caso de alguma emergência.

O festival irá acontecer entre os dias 02 e 06 de junho. Serão cinco dias de shows gratuitos, com apresentações às 11h15 (Praça de São Pedro), 14h15 (Lagoa do Iriry), 17h15 (Tartaruga) e 20h (Costazul).

O Rio das Ostras Jazz & Blues acontece desde 2003. Realizado pela Secretaria de Turismo, Indústria e Comércio da Prefeitura de Rio das Ostras, com produção de Stenio Mattos (Azul Produções), apresentou ao longo de suas cinco edições músicos como Stanley Jordan, Jane Monheit, John Scofield, Mike Stern, Richard Bona, James Carter, T.S. Monk, Robben Ford, Ravi Coltrane, Roy Rogers, Stefon Harris, Dom Salvador, Luciana Souza, Yamandú Costa, Romero Lubambo, Naná Vasconcellos, Sérgio Dias, Hamilton de Holanda, Celso Blues Boy, Léo Gandelman e Egberto Gismonti entre outros importantes artistas nacionais e internacionais. JM

Mais detalhes no site: http://www.riodasostrasjazzeblues.com/

domingo, 5 de fevereiro de 2012

1958 - Sings Bessie Smith - Dinah Washington

Dotada de uma voz forte, bonita e fraseado muito preciso, o espírito irreprimível de Dinah Washington traduz a imperatriz do Blues, Bessie Smith, em um talento incomum se comparado por varias outras divas que prestaram semelhante homenagem. Washington parece simplesmente gloriosa, com foco em alternando frases que lembra a própria Smith, enfatizando suas raízes próprias do velho Blues as margens do Mississipi, berço da criação. Acompanhada por Eddie Chamblee e Sua Orquestra, enfatiza o vaudeville e som Dixieland do início do século com direito a trombone, trompete e percussão no ritmo da época. Reeditado várias vezes (ocasionalmente sob o título A Bessie Smith Songbook), Dinah Washington "Sings Bessie Smith" traça um equilíbrio perfeito entre tributo e declaração artística genuína de uma artista consagrada a um mito perpetuado na lenda. A Verve em sua reedição acrescentou as faixas alternativas "Trombone Blues (AKA Trombone Cholly)" e "Careless Love", além de três músicas tiradas de um desempenho no festival Newport. Gravado no Universal Studio, Chicago, Illinois, 30 de dezembro de 1957, 07 e 20 de janeiro 1958 e ao vivo no Jazz Festival, Newport, Rhode Island em 06 de julho de 1958.


Album: Dinah Sings Bessie Smith
Artista: Dinah Washington
Lançamento: 1958
Selo: UMG Recordings, Inc.
Genero: Jazz, Vocal Jazz, Blues

01. After You've Gone
02. Send Me To The 'Lectric Chair
03. Jailhouse Blues
04. Trombone Blues (AKA Trombone Cholly)
05. You've Been A Good Ole Wagon
06. Careless Love
07. Backwater Blues
08. If I Could Be With You One Hour Tonight
09. Me And My Gin
10. Fine Fat Daddy
11. Trombone Butter (Alternative Take)
12. Carless Love (Master Take In Mono)
13. Send Me To The 'Lectric Char (Live Version)
14. Me And My Gin (Live Version)
15. Backwater Blues (Live Version)

Boa audição - Namaste.

sábado, 26 de maio de 2018

Chess Records - grandes nomes rumo ao Blues


Dois meninos, Leonard e Philip Chez, com idades de onze e seis, chegaram a Ilha Ellis em 1928 na companhia da mãe, da irmã e de várias centenas de outros imigrantes da pequena aldeia natal perto de Pinsk na Polônia. Filhos de um pai carpinteiro que trabalhava no turno da noite em um depósito de sucata, Leonard e Philip Chez, cujo nome de família foi americanizado para Chess (xadrez) logo após a chegada nos EUA, foram enviados para as escolas públicas de Chicago. Eles rapidamente aprenderam o idioma e anos depois Phil entrou para o Exército na II Guerra Mundial, Leonard por ter contraído pólio na infância que o deixou coxo foi dispensado do serviço militar. Enquanto Phil estava ausente, Leonard investiu em vários empreendimentos comerciais desde um ferro-velho de seu pai a bares e lojas de bebidas. Foi a partir destes últimos que ele fez a transição decisiva para o clube ‘Macomba Lounge’. O ‘Macomba Lounge’ tinha entretenimento ao vivo, muitos desses artistas sendo do blues que haviam migrado para Chicago a partir do delta do Mississipi, nos anos 30 e 40. Os irmãos perceberam que as músicas desses artistas não estavam sendo devidamente registradas, de modo que decidiram eles próprios iniciar a gravação. O que acabaria por resultar, em 1947, na parceria com Charles e Evelyn Aron, proprietários do pequeno selo local chamado ‘Aristocrat Records', que tinham formado para gravar blues, jazz e rhythm & blues. O artista mais importante foi Morganfield McKinley, que viria a ser conhecido com Muddy Waters, com diversos singles de sucesso em 1947 e 1948. No final de 1949, Leonard e Phil Chess tornaram-se os únicos donos da ‘Aristocrat Records’ e em 1950 o nome foi mudado para ‘Chess Records’ que floresceu como gravadora independente. Com o sucesso de Muddy Waters, outros jovens bluesmen do Mississippi foram atraídos para Chicago, muitos se juntaram a banda de Muddy. Um dos músicos mais brilhantes foi Little Walter Jacobs, cuja gaita fez a banda ainda melhor. Em 1952, os irmãos Chess formaram uma etiqueta subsidiária chamada ‘Checker’ e Little Walter foi o primeiro a gravar. Sua primeira versão foi um instrumental chamado ‘Juke’ que liderou as paradas e depois com o vocal ‘My Babe’. Depois gravaram com um trabalhador agrícola chamado Chester Burnette, que ficou conhecido como Howlin 'Wolf e foi um dos bluesmen mais influentes na história, sua influência pode ser ouvida na música de muitos dos jovens britânicos e americanos nos anos 60 e 70. Macomba Lounge’Além de Muddy Waters, Howlin 'Wolf e Little Walter, a ‘Chess Records’ registrou muitos outros gigantes do blues do pós-guerra como Sonny Boy Williamson, Fulson Lowell, Memphis Slim, Jimmy Rogers, John Lee Hooker e Willie Mabon. Mais tarde, eles gravaram a próxima geração de artistas do Chicago blues, Buddy Guy, Little Milton e Koko Taylor. Em 1955, numa viagem de férias para Chicago, um jovem cantor e guitarrista de St. Louis chamado Chuck Berry conheceu Muddy Waters, que o encorajou a ver os irmãos Chess. Chuck Berry fez um teste para eles com uma canção que tinha escrito chamada ‘Ida Red’. Leonard e Phil gostaram do tema, mas sugeriram uma mudança no nome, a música foi renomeada como ‘Maybellene’ e se tornou o primeiro de seus muitos hits. Chuck Berry gravou com os irmãos Chess durante muitos anos produzindo hit após hit, incluindo muitas canções para o início do rock and roll. Outro cantor e compositor foi descoberto pela gravadora em 1955. Seu nome era Elias McDaniels, que tinha se mudado do Mississipi para Chicago com sua família. O teste dele foi também com uma canção própria, ‘Uncle John’. Novamente, os irmãos gostaram da música, mas desta vez não gostaram do nome do jovem, assim McDaniels mudou para o apelido que ele tinha usado como pugilista amador, Bo Diddley. Em 1956, a ‘Chess’ estabeleceu uma outra subsidiária, com etiqueta exclusiva de jazz, chamada ‘Argo’, dando estabilidade para artistas influentes do jazz como Sonny Stitt, James Moody, Yusef Lateef, Gene Ammons, Lou Donaldson, Lorez Alexandria, Ahmad Jamal e Ramsey Lewis. O catálogo de álbuns da ‘Argo’ era extensa, e continha o trabalho de Etta James, uma de suas melhores artistas do sexo feminino. Em 1965, o nome foi mudado para ‘Cadet’, devido à existência de outra gravadora chamada ‘Argo’, na Inglaterra. No mesmo ano, a ‘Chess’ começou a se interessar pela música de Nova Orleans, tendo Paul Gayten para representá-los lá. Também são muitas as gravações de música gospel, com uma série de sermões do reverendo CL Franklin, como também foram os primeiros a gravar com a filha do reverendo, Aretha Franklin, quando ainda adolescente. Durante os primeiros anos da gravadora 'Chess', Leonard e Phil Chess produziram a música que eles amavam. Eles eram a essência dos anos 50. ‘Chess Records’ era a grande gravadora americana de blues, e fica difícil entender o seu declínio e queda nos anos 60. Em 1969, a empresa sofreu um golpe devastador quando Leonard Chess morreu de um ataque cardíaco. Marshall, filho de Leonard, ainda tentou desesperadamente manter-se, mas o selo foi vendido para TAB, uma empresa que fabricava fitas cassete. A qualidade da produção diminuiu, e até 1972, os escritórios em Chicago ficavam vazios. Em 1975, o que restou da ‘Chess Records’ foi desmantelado e vendido para a ‘All Platinum Records’ de Nova Jersey. Quando os novos donos trouxeram as máquinas para derrubar o prédio de Chicago, foram destruídos 250.000 registros que tinham sido abandonados ali. É triste pensar em todas as músicas de Chuck Berry,
 Howlin 'Wolf, Little Walter, Bo Diddley, Etta James e Muddy Waters que foram levados para um aterro. Os registros foram destruídos, mas as fitas sobreviveram e são agora propriedade da MCA, que lançou a maior parte do material da ‘Chess’ durante os anos 1980 e 1990. Isso, combinado com o recente ressurgimento do interesse pelo blues em geral e de Chicago, em particular, garante que as futuras gerações de aficionados da música tenham a oportunidade de ouvir e aprender com os mestres do passado. - Fonte: Pintando musical
Boa leitura - Namastê

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Interlúdio: Making of Kind of Blue 50th Anniversary Collectors Edition

Freddie Freeloader
(Primeira parte)

"Era a primeira vez que Miles gravava um albúm práticamente de composições suas. Na véspera da sessão, pela manhã fui ao apartamento dele e rabisque "Blue in Green" que era um tema meu e rascunhei a melodia e a harmonia para passar para o pessoal. "Flamenco Sketches" fizemos juntos - eu e Miles". BillEvans.

02 de Março de 1959 às 14:30

Vamos lá: CO 62290, sem titulo, take 1 "Rodando"

Na cabine técnica, Bob Waller colocou um rolo Scotch 190 em cada um dos dois gravadores Ampex, um como fita matriz e o outro como segurança. A fita Scotch era um produto relativamente novo feito com acetato forte e confiável e uma espessura de apenas um milímitro. O resultado eram 45 minutos ininterruptos de gravação com a fita passando pelos cabeçotes a uma velocidade de quase 40 centímentro por segundos. Para a primeira sessão uma fita foi mas que suficiente. Como consequência a escolhas aparentimente trivial da fita acabou por conferir às
gravações uma durabilidade bem maior. Como o isolamento completa dos canais era impossível, o som de cada instrumento - especialmente durante os solos - pode ser ouvido em todos os três canais. Como resultado os metais e o piano ficam ricamente definidos em três campos auriculares, acrescentando ao som profundidade e completude significativas. Durante os solos de trompete, por exemplo, pode-se perceber Miles nos canais esquerdo e direito, bem como ao centro, acrescido de eco. Diminuindo-se gradualmente o som do canal central da matrizé possivel
percebert a dimensão acústica impar proporcinada pelo interior abaulado do 30th Street (estudio).

FREDDIE FREELOADER

"Freddie Freeloader" é uma forma blues de 12 compassos que ganha personalidade nova por meio de uma concreta personalidade melódica e títmica. (Do texto da conta-capa por BillEvans). Jogadores de baisebol sempre fizem alongamento antes de uma partida. Para músicos de jazz a lavada do blues sempe foi o exercício preferido para aquecer mãos e ouvidos. Por essa razão e possivelmente para atenuar o ânimo exaltado de Wynton Kelly e encurtar seu tempo de espera, a primeira música que Miles anunciou foi um número contagiante de blues, único tema em que seu mais novo acompanhate iria tocar. Embora gravada primeiro, "Freeloader" acabaria como segunda faixa de "Kind of Blue". De todas as faixas que iria dotar o álbum de um ar agridoce, "Freddie Freeloader" era a menos melancólica. A essa altura nenhuma das músicas tinha titulo; somente mais tarde Davis seria chamado a nomear suas novas criações. Como complemento ao numero de registro do trabalho, três índices consecutivos "CO" (de Columbia) foram atribuidos à música daquela sessão. Townsend convocou o ínicio da sessão e identificou a faixa. Os microfones captaram os músicos em meio a uma discussão sobre a estrutura da comopsição:

Irving Townsend: Esta rodando...Vamos lá: CO 62290, sem titulo, take 1
Musico não-identificado:...Si bemol no final?
MD: Então, Wynton, depois de Cannonballl você sola de novoe a gente entra e encerra.

O take 1 tem inicio com um ritmo vivo, nitidamente um blues com a abertura de quatro compassos repetida. Descontente com o pulso, Davis assobia no oitavo compasso para cortar o take. Townsend nota imediatamente que Davis se distanciou do microfone e adverte o tompetista de que ele está gravando em um local que segue normas do sincato:

MD: Estava rápido demais
IT: Miles, onde você vai fiacr agora?
MD: Bem aqui
IT:Ok, porque se você for para trás nós não conseguimos captar. Estava bom onde você ficou antes...
MD: Quando eu tocar, vou erguer o trompete um pouco. Posso abaixar isso um pouco? [mexe no microfone]
IT: É contra as normas mexer num microfone...(risos). Vamos lá. Pronto? Número 2....

O take 2 começa num tempo ligeiramente mas lento. No sexto compasso Kelly esbarra uma nota de leve mas de formaperceptível, que até poderia soar como tipica appoggiatura de blues. Embora o take prossiga, na virada ao final do segundo ciclo de 12 compassos, Davis ataca uma nota fora do tom - um "clam" no jargão do jazz - e o take é interrompido. O estilo improvisado de Miles em estúdio já era bem conhecido em 1959. "Gravei com Miles em estudio e sei como ele funciona" declara J.J.Johson, cuja a primeira sessão com Davis remota a 1949. "Quase sempre ele entra em estudio e um take basta!...Essa é a filosofia dele sobra sessão de gravação". Seu esquema de repetição nas sessões de "Kind of Blue" pode parecer ir de encontro à reputação do álbum e do próprio Miles, do primeiro take, do único take. Mas como Evans explica posteriormente: "A primeira execução intera de cada música é o que se ouve. "Kind of Blue" é notável sob esse ponto de vista, nenhum take intero foi deixado de fora. Acho que é isso o que atribui boa parte de seu frescor autêntico. As impressões do primeiro take quando estão no caminho certo, são geralmente as melhores. Se você não aproveita isso, geralmente sofre uma baixa emocional e ai terá de passar por árduo processo profissional para tentar se reerguer". A folisofia de um take d eMiles mudaria diante dsa necessidade de registrar corretamente a cabeça de um arranjo de abertura. Quando Herbie Hancock se juntou a Miles em 1963 para gravar o álbum SevemSteps to Heaven no 30th Street, Miles usou o mesmo método de "Kind of Blue" descrito por Evans. Hancock relembra: Tudo era feito no primeiro take inteiro. Nos cinco anos em eio que esteve com ele foi assim que Miles trabalhou". A fita volta a rodar e captar uma breve passada do tema de "Freddie Freeloader" com sopros e piano para ajustar a frase final, antes que o grupo prossiga para o take3 sem nenhum cometário. Os metais tocam a abertura com suavidaDe. Kelly faz suas respostas e parte para um solo ligeiramente mais fraco se comparado ao seu feito no take final. Antes que o segundo "chorus" Kelly termine, Davis percebe um erro e interrompe o take com um assobio:

MD: Wynton, sem acordes entrando no lá bemol...

Miles tem sido louvado como um bandleader eficaz que faz uso mínimo de palavras. Como Cannonbal recordou em 1972, quando ele falava, era tipicamente para reagir a algo que parecia fora de lugar. "Ele nunca dizia a ninguém o que tocar mas falava 'Cara, você não precisa fazer isso'. Milers realmente dizia NÃO tocar. Eu ouvia e sacava". Quando o gravador é ligado, um vestígio de outro take ou de um ensaio surge de relance. Então precedido por uma leve marcação do tempo com o pé ouve-se o take final (o primeiro por inteiro) de "Freddie Freeloader". O tema
partilha do mesmo inegável atributo de relaxamento do rstante de "Kind of Blue". Mas, se o restante do álbum foi concevido em tomo da sutíl melancolia do piano de Bill Evans, "Freddie Freeloader" se destaca como uma vitrine para o desempenho exuberante e o lema firma de Kelly. Na descrição do trombonista J.J.Johnson, o pianista "sempre projeta uma sensação positiva. Não inporta o andamento". Kelly conclui seu solo com capricho e Davis entra com uma frase de três notas ecoando-o "riff de resposta" da cabeça do tema. Enquanto Miles tece seu solo sem a menor pressa sobre uma harmonia de blues, Kelly mantém a conzinha num acompanhamento inspirado, delineando a progressão do blues e dando embalo ao ritmo. Para Kelly que era masi músico de apoio que lider, o acompanhamento tiha sido o seu primeiro amor. " Parafalara verdade, teve uma época que eu nem gostava de sola' , disse ele à Down Beat. "Eu gostava de manter o grover, solar, nunca". Miles relembrou: "Cara,ele sabia acompanhar um solista bem pra caralho. Cannonball e Trane adoravam o sujeito, eu também". É realmente difi´cil imaginal o tema de "Freddie Freeloader" Sem as notas de blues tocada de maneira relaxada por Kelly, costurando o fim de cada frase. Nesse caso é o a filigrama que determina o desenho geral da melodia. "Acho que o solo de blues de Miles nesse faixa é um dos meus favoritos" declarou Evans anos mais tarde. "Em dois momentos, uma única nota contém tanto significado que mal dá pra acreditar". A improvisação de Miles - mais transbordante que pensativa como em todo álbum - atinge um momento espantoso na terça parte do desenvolvimento. Ele pára e desce a um registro mais grave no trompete, soando como um instrumento de palheta (por um segundo, pode-se pensar que é Coltrane tocando). Simultaneamente, Kelly toca o mesmo riff de três notas que abre e fecha o solo de Daivs. O solo de Coltrane começa com um ponto de exclamação.Por mais preciso que fosseo equilibrio que Plaut conseguiu na disposição da banda em estúdio, ele não estava preparado para a força surpreendente do tenor de Coltrane. "Fred literalmente teve de baixar o volume na mão nesse ponto', comentou Laico ao ouvir a master. Coltrane bem pode ter aturado o microfone na hora do solo, mas mesmo a uma certa distância.
Fonte: Kind of Blue - A Historia da obra-prima de Miles Davis (Ashley Kahn) pp. 105/109.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

1992 - Chess Blues (1947-1967) - VA (Boxset 4 CDs)

Álbum: Chess Blues (1947-1967)
Artista: VA
Lançamento: 1992
Selo: MCA Records.Inc
Género: Blues, R&B
Presente por vinte e um anos na história do blues urbano de Chicago, a ‘Chess Records’ entre 1947 e 1967 acompanhou um estilo musical que nasceu miserável no Mississippi com Muddy Waters e seus companheiros, que cresceu surpreendente e altamente influente e enviou sementes que germinaram em solo fértil em toda a América e em terras tão distantes como a Inglaterra. O álbum ‘Blues Chess’ é uma compilação incrível com artistas de renome e aqueles que desempenharam papéis de apoio por duas décadas de gravações contribuindo para o sucesso da gravadora. Uma lista impressionante de músicos que se apresentavam nos clubes de Chicago, como Muddy Waters, Howlin 'Wolf, Little Walter, Jimmy Rogers, Sunnyland Slim, Robert Nighthawk, Memphis Slim, Buddy Guy, Sonny Boy Williamson, Elmore James, John Brim, Henry Gray e JB Lenoir, entre outros. Gigantes do Chicago Blues, um estilo que muito contribuiu para o nascimento do rock and roll, e inúmeras outras formas de música.Fonte: Pintando Musical

Boa audição - Namastê

domingo, 6 de maio de 2018

Gravadora 'Blue Note Records'

A ‘Blue Note Records’ é uma gravadora norte-americana de jazz fundada em 1939 por Alfred Lion. O seu nome tem origem no termo de jazz e blues, blue note, que é uma nota musical que provém das escalas usadas nas canções de trabalho praticadas pelos povos afro-americanos. A característica musical resultante imprime um caráter de lamento à música podendo considerar-se que tenha surgido como uma consequência da dureza do trabalho nos campos. Consiste em criar uma nota que não consta na escala diatônica tradicional. Esta herança escalar migrou mais tarde para o universo jazzístico. A 'Blue Note Records' esteve desde cedo mais associada ao estilo 'hard bop', um gênero influenciado pelo rhythm and blues, gospel e blues, que desenvolveu-se durante as décadas de 1950 e 1960. Mas, a gravadora incluia também bebop, soul, blues, rhythm and blues e gospel. Horace Silver, Jimmy Smith, Freddie Hubbard, Lee Morgan, Art Blakey e Grant Green estavam entre os principais artistas da editora. Após a 2ª Guerra Mundial, no entanto, quase todos os músicos mais importantes gravariam para a 'Blue Note'.
Em 1925, aos 16 anos, Alfred Lion notou um cartaz de concertos para orquestra que aconteceria perto do seu local favorito de patinação no gelo em sua nativa Berlim, na Alemanha. Ele tinha ouvido muitos discos de jazz de sua mãe e começou a se interessar pela música, mas naquela noite do concerto a sua vida mudou. O impacto do que ouviu tocado ao vivo explodiu dentro dele como uma paixão e o fez partir para Nova York em 1928 onde trabalhou nas docas e dormiu no Central Park para chegar mais perto da música que tanto amava. Em 1938, Lion foi ver o concerto ‘Spirituals to Swing’ no Carnegie Hall. O poder e a beleza do piano ‘boogie woogie', um estilo de blues, caracterizado pelo uso sincopado da mão esquerda ao piano, dos mestres Albert Ammons e Meade Lux Lewis balançou e apoderou-se de sua alma. Exatamente duas semanas depois trouxe os dois pianistas para um estúdio de Nova Iorque para fazer algumas gravações. Eles se revezavam ao piano e a longa sessão terminou com dois duetos impressionantes. A ‘Blue Note Records’ finalmente tornou-se uma realidade e Alfred Lion construiu uma das maiores empresas de registro musical de jazz do mundo.
No final de 1939, o seu amigo de infância Francis Wolff saiu da Alemanha de Hitler com destino aos Estados Unidos. Ele encontrou emprego em um estúdio fotográfico e juntou forças com Alfred Lion no projeto ‘Blue Note’. No final dos anos 1940, o jazz havia mudado novamente, e Lion e Wolff já não podiam resistir mais ao movimento do bebop, uma das correntes mais influentes do jazz. O saxofonista Ike Quebec tornou-se um amigo íntimo e conselheiro para os dois. Logo eles estavam gravando Fats Navarro, Bud Powell, Tadd Dameron, Thelonious Monk, Art Blakey, entre outros. Lion e Wolff eram especialmente fascinados por Thelonious Monk e ajudaram a sua carreira em todos os sentidos possíveis. Apesar da resistência dos críticos musicais e das vendas fracas, eles gravaram com ele até 1952. O caso de Monk foi o primeiro grande exemplo do que Horace Silver descreveu em uma entrevista de 1980: 'Alfred Lion e Frank Wolff eram homens de integridade e realmente fãs de jazz. Deram a vários músicos a chance de gravar quando todas as outras gravadoras não estavam interessadas. E eles apoiavam o artista, mesmo que ele não estivesse vendendo quase nada.'
Em 1954, a ‘Blue Note’, partiu em direção a um sistema que foi muito semelhante a uma companhia de teatro usando um elenco de 'sidemen', músicos profissionais contratados para executar ou gravar com um grupo do qual não era um membro regular; e líderes que assegurassem a criatividade e a confiabilidade. Logo depois a gravadora colocou em movimento uma outra tendência do jazz. Seguindo o conselho de Babs Gonzales e outros músicos, Alfred Lion e Frank Wolff se aventuraram a ouvir um pianista da Filadélfia, que tinha abandonado o seu instrumento original e agora tocava um órgão Hammond no canto de um armazém alugado. E assim ouviram pela primeira vez Jimmy Smith em 1956, no seu primeiro show em Nova York. Descrito por Alfred como uma visão impressionante, um homem de rosto contorcido, agachado sobre o teclado em agonia aparente, os dedos em vôo e os pés que dançavam sobre os pedais. Um som que ele nunca tinha ouvido antes. Foi estarrecedor. Ao mesmo tempo, Wolff conheceu Reid Miles, um artista comercial, que era um devoto fã de música clássica. Miles se tornou o designer para o selo por 11 anos e criou gráficos maravilhosos para as capas dos discos. Os detalhes fizeram a diferença.
Na década seguinte a ‘Blue Note’ passou para um patamar mais elevado na indústria fonográfica. Com álbuns que foram sucessos inesperados, que tiveram longas estadias nas paradas pop além de continuar a sua tradição 'hard bop'. Alfred Lion permaneceu até meados de 1967, quando problemas de saúde o forçaram a se aposentar. Frank Wolff e Duke Pearson dividiram as tarefas de produção, mas o jazz foi se movendo para um novo ciclo de tempos difíceis, economicamente e artisticamente. A cena não fornecia um ambiente no qual poderia nutrir jovens talentos e se perpetuar. Frank Wolff se afastou da ‘Blue Note’ até sua morte em 1971. A gravadora conseguiu sobreviver através de um programa de reedições e material inédito. Esse programa sobreviveu até 1981. Em meados de 1984, foi contratado Bruce Lundvall para ressuscitar a etiqueta. E a ‘Blue Note’ renasceu. Fonte: Pintando Musica
Boa leitura - Namastê

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

1972 - Billie Holiday: Lady Sings The Blues - Score

Biografias dificilmente agradam aos fãs e conquistam um grande público ao mesmo tempo. E não é qualquer diretor ou escritor que pode traduzir a voz marcante e a vida conturbada de uma que, arrisco dizer, foi uma das maiores cantoras de jazz de todos os tempos: Billie Holiday. Lady Sings The Blues, 1972 (O Ocaso de uma Estrela), tentou e levou cinco indicações ao Oscar e um Globo de Ouro. Dirigido por Sidney Furie e protagonizado por Diana Ross, mostra, ainda que de forma incompleta, a trajetória de Lady Day, passando da infância como Eleanor Gough e da ascensão como Billie Holiday até seu declínio – uma história trágica demais para ter sido imaginada. Foi baseado em sua autobiografia, que leva o mesmo título de uma canção composta pela própria em meados dos anos 50. Foi com essa voz levemente rouca e surpreendentemente expressiva que Holiday conquistou críticos e platéias, ainda não acostumados a ver brancos e negros dividindo os palcos – chegar até eles é que foi seu grande desafio. Começou a trabalhar como empregada doméstica aos seis anos, foi violentada por um vizinho aos dez e internada em um reformatório cujos métodos de correção eram severos mesmo para a época: reza a lenda que, certa vez, Billie teve de passar a noite trancada em um quarto com o cadáver de uma menina. Aos doze limpava o chão de bordéis, para logo se tornar prostituta e acabar presa. Os detalhes mais sórdidos foram ocultados no filme, que se contentou em exibir Billie ouvindo blues em uma vitrola, deslizando rapidamente pela infância perdida. Sem nenhum dinheiro, sendo ameaçada de despejo e cansada do que tinha de se submeter para sobreviver, Eleanor se apresenta a um bar como dançarina, mas seus passos não convencem o proprietário. Quando sugerida pelo Pianista Richard Pryor) que cantasse, ela não entendeu. Nunca pensara em lucrar com algo que gostava tanto de fazer. Mas cantou. Cantou e agradou tanto que, naquela noite, voltou para casa com cinquenta e sete dólares no bolso e um emprego, o que foi precisamente o início de sua carreira. Um acréscimo à cena: a agora cantora Billie Holiday conhece Louis McKay (Billie Dee Williams), uma maneira simples encontrada para substituir todos os seus amantes por um marido que a acompanharia em suas apresentações, suas crises e sua morte. Buscando um espaço no meio musical em um período marcado pela segregação racial, Billie compõe a canção Strange Fruit, um protesto indignado contra as manifestações racistas que escandalizou seu público e foi proibida em muitas rádios.
Assim que entra em turnê, perdemos o foco da mulher para uma verdadeira maratona atrás do merecido reconhecimento, o envolvimento com drogas e as diversas tentativas de prosseguir cantando sendo uma dependente química. Apesar do inegável talento, Billie Holiday não suportaria a pressão. Exausta pelo preconceito, uso desenfreado de heroína, álcool, conflitos amorosos e familiares, problemas com a polícia, empresários corruptos, depressão, internações – a soma de todas as pequenas tragédias de sua vida a levariam à overdose que pôs fim ao sonho da fama que, como ela mesma sempre soube, só chegaria quando não pudesse mais cantar. Mas cantou enquanto pode. Primeiro filme de Diana Ross, ela não só interpretou Holiday como substituiu sua voz na trilha sonora, fazendo jus à intensidade tão característica. Lady Sings the Blues mostra as fraquezas por trás do jazz, mas deixa a sensação de que falta alguma coisa. Fonte: Alice - Blog pipoca psicodelica soundtrack

Título original: Lady Sings the Blues
Lançamento: 1972 (EUA)
Direção: Sidney J. Furie
Duração: 144 min
Elenco: Diana Ross, Billy D. Williams, Richard Pryor, Paul Hampton, Sid Melton
Gênero: Drama


Prêmios e indicações:

BAFTA Film Awards
Melhor atriz – Diana Ross (indicada)

Globo de Ouro
Atriz revelação mais promissora – Diana Ross (vencedora)
Melhor atriz em filme dramático – Diana Ross (indicada)
Melhor trilha-sonora original – Michel Legrand

Oscar
Melhor atriz principal – Diana Ross (indicada)
Melhor roteiro – Chris Clark, Suzanne De Passe e Terence McCloy (indicados)
Melhor trilha-sonora adaptada – Gil Askey (indicado)
Melhor direção de arte – Carl Anderson e Reg Allen (indicados)
Melhor figurino – Bob Mackie, Ray Aghayan e Norma Koch (indicados)


Faixas:
01. The Arrest
02. Lady Sings The Blues
03. Baltimore Brothel
04. Billie Sneaks Into Dean & Dean's, Swingin' Uptown
05. Tain't Nobody's Bizness If I Do
06. Big Ben/C.C. Rider
07. All Of Me
08. The Man I Love
09. Them There Eyes
10. Gardenias From Louis
11. Cafe Manhattan/Had You Been Around, Love Theme
12. Any Happy Home
13. I Cried For You (Now It's Your Turn To Cry Over Me)
14. Billie & Harry, Don't Explain
15. Mean To Me
16. Fine And Mellow
17. What A Little Moonlight Can Do
18. Louis Visits Billie On Tour, Love Theme
19. Cafe Manhattan Party
20. Persuasion, T'ain't Nobody's Bizness If I Do
21. Agent's Office
22. Love Is Here To Stay
23. Fine And Mellow
24. Lover Man (Oh, Where Can You Be?)
25. You've Changed
26. Gimme A Pigfoot (And A Bottle Of Beer)
27. Good Morning Heartache
28. All Of Me
29. Love Theme
30. My Man (Mon Homme)
31. Don't Explain
32. I Cried For You (Now It's Your Turn To Cry Over Me)
33. Strange Fruit
34. God Bless The Child
35. Closing Theme

Strange Fruit


God Bless The Child


Boa audição - Namastê

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Oliver Nelson 1936 - 1975

Oliver Edward Nelson (04 Junho de 1932 St. Louis - 28 de Outubro de 1975, Missouri). Saxofonista, Clarinista, Arranjador e Compositor Americano. O Início de sua vida e carreira, coicide com as viradas do mundo do jazz. Oliver Nelson como é conhecido no meu jazzistico vem de uma família de musicos: o irmão dele também era um saxofonista que tocou com Cootie Williams na década de 1940, e sua irmã cantou e tocou piano em varias banda. Nelson começou seus estudos de piano quando tinha seis, e iniciou logo sdeixou de lado e atacou o saxofone com onze anos. Desde 1947 ele tocou no "território" em torno de bandas de Saint Louis, antes de aderir à Louis Jordan big band de 1950 a 1951, tocando saxofone alto e organizando os musicos na falta do lider. Após o serviço militar como fuzileiro, retorna ao Missouri para estudar composição e teoria musical em Washington, Lincoln e Universidades, formando em 1958. Após a formatura, Nelson mudou-se para Nova York e tocando com Erskine Hawkins e Wild Bill Davis, e trabalhando como arranjador no Teatro Apollo no Harlem. Chegou a costa oeste com Louie Bellson big band em 1959, e no mesmo ano começou a gravar como líder com pequenos grupos. Entre 1960 e 1961 tocou sax, tenor com Quincy Jones, tanto nos os E.U. como em direção a Europa que o descobriu. Após seis álbuns como líder entre os anos 1959 e 1961 para a selo Prestige com a formação classica de músicos como: Kenny Dorham, Johnny Hammond Smith, Eric Dolphy, Roy Haynes, King Curtis e Jimmy Forrest, Nelson um grande avanço e grava "A Blues" e "Abstract Truth", para a Impulse com a musica de trabalho "Stolen Moments", hoje considerada uma lenda. Isto fez de seu nome um compositor e arranjador de talent, passando a registar um grande número de álbuns, bem como trabalhos como arranjador para Cannonball Adderley, Sonny Rollins, Eddie Davis, Johnny Hodges, Wes Montgomery, Buddy Rich, Jimmy Smith, Billy Taylor, Stanley Turrentine, Irene Reid, Aníbal Vinhas entre muitos outros. Em 1967, Nelson mudou-se para Los Angeles e viajou com sua big-band para varios paises (Berlim, Montreux), visitando a África Ocidental, com um pequeno grupo. Escreveu varias musicas para a televisão (Ironside, Night Gallery, Columbo, The Six Million Dollar Man, The Bionic Woman, e Longstreet) e filmes: 1969 - Death of a gunfighter - A morte de um pistoleiro, um faroeste para o diretor Alan Smithee e arranjos para Gato Barbieri's em 1972,Last Tango em Paris - Último Tango em Paris, com Marlon Brando em cena. Produziu e arranjou para varias estrelas do pop, como Nancy Wilson, James Brown, o Temptations, e Diana Ross. Oliver Nelson morreu de ataque cardíaco em 28 de Outubro de 1975, com 43 anos de idade sem se deixar levar pela procrastinação. Sua discografia se estende por vários nomes do mundo do jazz e sua criatividade, uma soberba admiração pelos fas que o admira e o chamava carinhosamente de Nelsinho.

discografia:
1959 - Meet Oliver Nelson
1960 - Takin' Care of Business
1960 - Images
1960 - Screamin' the Blues
1960 - Nocturne
1960 - Soul Battle
1960 - Afro-American Sketches
1961 - Three Dimensions
1961 - The Blues and the Abstract Truth
1961 - Straight Ahead
1961 - Main Stem
1962 - Full Nelson
1962 - Impressions of Phaedra
1964 - Fantabulous
1964 - More Blues and the Abstract Truth Buy
1966 - Oliver Nelson Plays Michelle
1966 - Happenings
1966 - Leonard Feather Presents the Sound of Feeling
1966 - Sound Pieces
1967 - Musical Tribute to JFK: The Kennedy Dream
1967 - live from Los Angeles
1968 - Soulful Brass
1968 - And the Sound of Oliver Nelson
1969 - Black Brown and Beautiful
1970 - Black, Brown and Beautiful
1970 - Berlin Dialogue for Orchestra
1970 - Live in Berlin
1971 - Swiss Suite (Live)
1971 - Zigzag (Original Soundtrack)
1974 - Oily Rags
1975 - Skull Session
1975 - Stolen Moments
1976 - A Dream Deferred
1978 - Soulful Brass #2
1990 - Back Talk
1990 - Meet Oliver Nelson (EP)
1991 - Oliver Nelson, Vol. 2: Three Dimensions
1995 - Verve Jazz Masters 48
2000 - Les Incontournables
2005 - Zigzag/The Supercops (Original Soundtrack)
2006 - The Argo, Verve and Impulse Big Band Studio Sessions

Um fantastico album dessa fase criativa de Oliver é "Alfie" - (Como Conquistar As Mulheres) de 1966, num verdadeiro arranjo para a trilha original do filme adaptado de Bill Naughton na telona. Alfie (Michael Caine) é um charmoso conquistador que vive em Londres. Ele tem várias aventuras amorosas, pois sempre quer mais mulheres na sua "coleção". Ele as usa, pois não tem nenhum tipo de censura e pula de uma cama para outra sem nenhum remorso. Porém Alfie não é tão despreocupado ou indiferente como tenta passar para a audiência, para quem fala diretamente diversas vezes. Tentando ser livre como um pássaro, ele ignora quem realmente o ama e seu filho acaba sendo criado por outro homem. Somente após várias conquistas e vitórias dúbias ele começa a questionar sua vida.
No elenco: Michael Caine (Alfie), Shelley Winters (Ruby), Millicent Martin (Siddie). Julia Foster (Gilda), Jane Asher (Annie) e Shirley Anne Field (Carla).

Faixas:
01 - Alfie's Theme
02 - He's Younger Than You Are
03 - Street Runner With Child
04 - Transition Theme For Minor Blues Or Little Malcolm Loves His Dad
05 - On Impulse
06 - Alfie's Theme Differently

Download Here - Click Aqui
Boa audição - Namastê.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Charles Mingus 1922 – 1979

Charles Mingus nasceu no dia 22 de abril de 1922 em Nogales, Arizona e foi criado em Watts, nos arredores de Los Angeles. Inspirado por música gospel e Duke Ellington, Mingus estudou baixo e composição antes de se integrar em New York ao jazz nos anos quarenta, tocando com Louis Armstrong e Lionel Hampton entre outros. Sua ascensão foi em princípios de 50, trabalhando com Charlie Parker, Miles Davis e Duke Ellington, quando se tornou um do poucos baixistas a ter seu próprio conjunto de jazz. Com seus álbuns pioneiros "Pithecanthropus Erectus"(1956), "New Tijuana Moods"(1957) e "Mingus Ah Um"(1959), Mingus se estabeleceu como um dos compositores de jazz mais importantes do seu século. Além de escrever e executar composições de jazz, ele abriu caminho para a fusão da música clássica com o jazz, escrevendo longas peças, algumas das quais ainda não foram descobertas ou só foram executadas depois da sua morte. Desacreditado com o modo com que as gravadoras lidavam com os músicos de jazz, Mingus formou sua própria gravadora e editora, que ficou conhecida como "Jazz Workshop" voltada para músicos aspirantes e onde ele também utilizava o piano. Conhecido pelo temperamento difícil, Mingus despedia os músicos sem hesitação se eles não atendessem aos padrões exigidos, entrando em conflito com muitas figuras proeminentes do jazz. Depois de ser rejeitado no Monterey Jazz Festival em 1965, Mingus se afastou das apresentações, só voltando em 1969. No começo de 70 Charles ensinava composição na SUNY-Buffalo e preparava uma autobiografia. Ao longo dessa década Mingus compôs com freqüência ao passo que tocava cada vez menos. Em 1977 ele foi diagnosticado como portador de uma desordem nervosa Esclerose Lateral Amniotrópica, mais conhecida como Doença de Lou Gehrig. Eventualmente limitado a uma cadeira de rodas e incapaz para tocar piano, Mingus continuou criando idéias novas em seu gravador até vir a falecer no dia 5 de janeiro de 1979 em Cuernavaca, México. Suas cinzas foram jogadas no Rio Ganges, enquanto músicos e aficionados do jazz no mundo todo lamentaram a perda desse grande baixista e compositor americano.

Discografia:
1952 - Strings And Keys
1954 - Moods of Mingus
1954 - Jazz Composer's Workshop
1954 - Jazzical Moods - Vol.1
1954 - Intrusions
1955 - The Jazz Experiments of Charles Mingus
1955 - Jazz Collaborations
1955 - Jazzical Moods - Vol.2
1955 - Chazz
1955 - The Charlie Mingus Quintet + Max Roach
1955 - Mingus at the Bohemia
1955 - Plus Max Roach
1956 - Pithecanthropus Erectus
1957 - The Clown
1957 - Tonight at Noon
1957 - Mingus Three
1957 - Tijuana Moods
1957 - New Tijuana Moods
1957 - East Coasting Bethlehem
1957 - Scenes in the City Affinity
1957 - A Modern Jazz Symposium of Music & Poetry
1958 - Weary Blues
1959 - Mingus in Wonderland
1959 - Blues and Roots
1959 - Mingus Ah Um
1959 - Mingus Dynasty
1960 - Mingus Revisited
1960 - Pre-Bird Mercury
1960 - Mingus at Antibes
1960 - Charles Mingus Presents Charles Mingus
1960 - Mingus Presents Mingus
1960 - Mysterious Blues
1960 - Mingus!
1961 - Oh Yeah
1962 - Town Hall Concert (UA - live)
1963 - The Black Saint and the Sinner Lady
1963 - Mingus, Mingus, Mingus, Mingus, Mingus
1964 - Mingus Plays Piano
!1964 - The Great Concert of Charles Mingus (live)
1964 - Right Now: Live at Jazz Workshop
1964 - Town Hall Concert (OJC - live)
1965 - My Favorite Quintet
1965 - Charles Mingus (CM)
1970 - Reincarnation of a Lovebird
1971 - Let My Children Hear Music
1972 - Charles Mingus and Friends in Concert (live)
1973 - Mingus Moves
1974 - Mingus at Carnegie Hall (live)
1974 - Changes One
1974 - Changes Two
1976 - Cumbia and Jazz Fusion
1977 - Three of Four Shades of Blues
1977 - Lionel Hampton Presents Music of Charles Mingus - Who's Who in Jazz
1978 - Something Like a Bird
1978 - Me, Myself an Eye
1990 - Epitaph - Unique Jazz
2000 - Charles Mingus Meets Cat Anderson
2000 - Live in Stutgart 1964

Compilação:
1946 - The Young Rebel
1951 - The Complete Debut Recordings
1952 - Thirteen Pictures: The Charles Mingus Collection
1954 - Welcome to Jazz: Charles Mingus
1954 - Charles Mingus
1954 - Jazzical Moods
1955 - Charles Mingus
1956 - The Art of Charles Mingus
1956 - Passions of a Man: The Complete Atlantic Recordings
1957 - New York Scetchbook
1957 - Charles Mingus Trios Jazz Door
1957 - Debut Rarities - Vol. 3
1959 - Jazz Portraits
1959 - Nostalgia in Times Square
1959 - The Complete
1959 - CBS Charles Mingus
1959 - Shoes of the Fisherman's Wife
1960 - Better Git It in your Soul
1960 - The Complete Candid Recordings
1960 - In a Soulful Mood
1962 - Live at Birdland (1962)
1962 - The Complete Town Hall Concert
1963 - Reevaluation: the Impulse! Years
1964 - Concertgebouw Amsterdam, Vol. 1
1964 - Concertgebouw Amsterdam, Vol. 2
1964 - Live in Oslo 1964, Vol. 1
1964 - Fables of Faubas (Jazz Time) live
1964 - Live in Oslo
1964 - Live in Stockholm
1964 - Live in Stockholm 1964: The Complete Concert
1964 - Astral Weeks (live) - Moon1964 -- Meditation (live)
1964 - Live in Paris 1964, Vol.2
1964 - Live in Paris 1964
1964 - Revenge! (live)
1964 - The Great Concert (Paris 1964 live)
1964 - Mingus in Europe - Vol.1 (live)
1964 - Mingus in Europe - Vol. 2 (live)
1964 - Mingus in Europe
1964 - Mingus at Monterey (live)
1964 - Portrait
1964 - Paris 1964 (live)
1965 - Music Written for Monterey, 1965 (live)
1969 - Statements
1970 - Charlie Mingus in Paris (1970 live)
1971 - Charlie Mingus
1971 - With Orchestra
1972 - Live at Chateauvallon (1972)
1977 - Giants of Jazz - Vol. 2
1977 - His Final Work
1978 - Soul Fusion
1990 - In Europe
1992 - Debut Rarities - Vol. 2
1992 - Debut Rarities - Vol 1
1993 - Collection
1994 - Jazz Portraits/ Mingus in Wonderland (live)
1994 - Debut Rarities - Vol. 4
1994 - Paris 1967 (live)
1995 - Parkeriana Bandstand
1995 - Jazz Classics
1995 - Stormy & Funky Blues
1995 - Goodbye Pork Pie Hat
1995 - Live
1995 - Soulful Mood
1996 - Goodbye Pork Pie Hat
1996 - Sound of Jazz
1996 - Better Git It in your Soul
1996 - Live at Carnegie Hall
1996 - This is Jazz, Vol. 6
1997 - Priceless Jazz Collection
1997 - Summertime
1997 - Charles Mingus - GRP1999 - Alternate Takes
1999 - Wednesday Night Prayer Meeting
1999 - Volume 5 Galaxy Sound
1999 - Immortal Concerts (live)
1999 - Pithecanthropus Erectus
1999 - Backtracks Renaissance
1999 - Summertime
1999 - Orange
1999 - Fables of Faubas (Giants of Jazz)
2000 - Les Incontournables WEA International
2000 - Lionel Hampton Presents Charlie Mingus
2000 - Abstractions
2000 - Jazz Workshop Abstractions
2000 - The Complete 1959 CBS Charlie Mingus
2000 - Meditations on Integration

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Miles Daves 1926 - 1991


Apresento a discografia de Miles Davis em sua intega,depois de uma minuciosa busca e pesquisa, para uma visão geral do que foi realmente embaixador do trompete.Nota-se que existe uma variedade de gravadoras e selos independentes que ao longo de sua trajetória, formulou uma batalha na busca pelo artista, levando mudar constantemente de gravadora. As gigantes "Columbia,CBS,Prestigio,Blue Note e Sonny" brigam entre si na mais valia e na lei da melhor oferta por um Miles em seus catálogos de venda, concorrendo de lado com selos próprios de pequenas gravadoras.Ao longo de nossa jornada pelo farrofa moderna, pretendo postar essa discografia - salientando que ela não é definitiva - ,Já que existe uma variedade de lançamentos e reedição em vários paises como nomes diferentes.Espero que goste e comentem cada postagem, trazendo suas opiniõe se e críticas.

Discografia - Miles Davis

1945:
* Miles Davis - First Miles (Savoy)
* Charlie Parker Story (Savoy MG)
* Charlie Parker Memorial, Vol. 2 (Savoy)
* The Immortal Charlie Parker (Savoy)

1946:
* Charlie Parker - Yardbird in Lotus Land (Spotlite)
* Charlie Parker on Dial, Vol. 1 (Spotlite)
* Charlie Parker - Alternate Masters, Vol. 2 (Dial LP)
* Charles Mingus - The Young Rebel (Swingtime ST)
* Baron Mingus - God's Portrait c/w unknown title (not released) (Fentone)
* V.A. - Jazz Off the Air, Vol. 3 (Spotlite)
* V.A. - Boning Up the 'Bones (EmArcy)
* Billy Eckstine - Mr. B and the Band (Savoy)
* Billy Eckstine - The Love Songs of Mr. "B" (EmArcy)
* Billy Eckstine - I Surrender, Dear (EmArcy)
* Billy Eckstine - Blues for Sale (EmArcy)
* Miles Davis - Boppin' the Blues (Black Lion)

1947:
* Illinois Jacquet and his Tenor Sax (Aladdin)
* Charlie Parker - Encores (Savoy)
* The Genius of Charlie Parker (Savoy)
* Charlie Parker Memorial, Vol. 1 (Savoy)
* Coleman Hawkins/Howard McGhee/Lester Young - A Date with Greatness (Imperial LP)
* Charlie Parker - The Complete Savoy Studio Sessions (Savoy)
* Charlie Parker on Dial, Vol. 4 (Spotlite)
* Charlie Parker - The Bird Blows the Blues (Dial LP)
* Charlie Parker - Alternate Masters, Vol. 1 (Dial LP)
* Charlie Parker on Dial, Vol. 5 (Spotlite)
* Charlie Parker on Dial, Vol. 6 (Spotlite)
* Charlie Parker - Crazeology c/w Crazeology, II: 3 Ways of Playing a Chorus (Dial)
* Charlie Parker, Vol. 4 (Dial LP)

1948:
* Gene Roland Band featuring Charlie Parker - The Band That Never Was (Spotlite)
* Charlie Parker - Bird's Eyes, Vol. 6 (Philology)
* Charlie Parker - Bird on 52nd St. (Jazz Workshop)
* Charlie Parker (Prestige)
* Charlie Parker - Bird at the Roost, Vol. 1 (Savoy)
* Newly Discovered Sides by Charlie Parker (Savoy)
* Charlie Parker - The 'Bird' Returns (Savoy)
* Miles Davis - Nonet 1948 - Jam 1949 (Royal Jazz)
* Charlie Parker - Miles Davis - Lee Konitz (Ozone)
* The Persuasively Coherent Miles Davis (Alto AL)
* Hooray for Miles Davis, Vol. 1 (Session Disc)
* Charlie Parker - Bird's Eyes, Vol. 1 (Philology)
* Charlie Parker - Live Performances (ESP-Disk' ESP)
* Charlie Parker on the Air, Vol. 1 (Everest)

1949:
* The Metronome All Stars - From Swing to Be-Bop (RCA)
* Miles Davis - Birth of the Cool (Capitol)
* Miles Davis - The Complete Birth of the Cool (Capitol)
* V.A. - Tadd Dameron Big 10 and Royal Roost Jam (Beppo)
* Charlie Parker - Rara Avis Avis, Rare Bird (Stash)
* V.A. - Strictly Be-Bop: Capitol Jazz Classics, Vol. 13 "Be Bop Professors" (Capitol)
* The Miles Davis/Tadd Dameron Quintet in Paris Festival International de Jazz, May, 1949 (Columbia)
* Miles Davis/Tadd Dameron - Sensation '49: A Document from the Paris Jazz Festival 1949 (Phontastic PHONT)
* Charlie Parker - Bird in Paris (Bird in Paris CP 3)
* V.A. - Stars of Modern Jazz Concert at Carnegie Hall

1950:
* Charlie Parker - Birth of the Bebop: Bird on Tenor 1943 (Stash)
* Miles Davis - Dick Hyman - Sonny Stitt (Ozone)
* Here Are Stan Getz and Miles Davis (Kings of Jazz)
* Sarah Vaughan in Hi-Fi (Columbia)
* Miles Davis All Stars and Gil Evans (Beppo)
* Hooray for Miles Davis, Vol. 2 (Session Disc)

1951:
* Miles Davis and Horns (Prestige)
* Miles Davis - Early Miles (Prestige)
* Sonny Rollins with the Modern Jazz Quartet, Art Blakey, Kenny Drew (Prestige)
* The Genius of Charlie Parker, #8 - Swedish Schnapps (Verve)
* The Magnificent Charlie Parker (Clef MGC)
* The Metronome All Stars - All Star Sessions (Capitol)
* V.A. - Conception (Prestige)
* Miles Davis - Eddie 'Lockjaw' Davis - Art Blakey (Ozone)
* Miles Davis - Dig (Prestige)

1952:
* Jimmy Forrest and Miles Davis Live at the Barrel (Prestige)
* Miles Davis/Jimmy Forrest - Lady Bird (Jazz Showcase)
* Miles Davis - Rare Unreleased Broadcasts (Yadeon)
* V.A. - Woman in Jazz, Vol. 3 (Stash)
* Miles Davis and his All Stars (Ozone)
* Miles Davis, Vol. 1 (Blue Note)
* Miles Davis - Complete 1st and 3rd Sessions on Blue Note (Blue Note)
* Miles Davis, Vol. 2 (Blue Note)

1953:
* Miles Davis - Collector's Items (Prestige)
* Miles Davis - Hi-Hat All Stars Recorded Live at Hi-Hat, Boston 1955 (Fresh Sound)
* Miles Davis - Complete 2nd Session on Blue Note (Blue Note)
* Miles Davis - Blue Haze (Prestige)
* Charlie Parker - Bird Meets Birks (Mark Gardner)
* Miles Davis and the Lighthouse All-Stars - At Last! (Contemporary)

1954:
* Miles Davis - Walkin' (Prestige))
* Miles Davis - Bags' Groove (Prestige)
* Miles Davis and the Modern Jazz Giants (Prestige)

1955:
* Miles Davis - The Musings of Miles (Prestige)
* Miles Davis - Blue Moods (Debut)
* Miles Davis - Miscellaneous Davis 1955-1957 (Jazz Unlimited)
* Miles Davis and Milt Jackson Quintet/Sextet (Prestige)
* Miles Davis - The Legendary Prestige Quintet Sessions (Prestige)
* The Complete Columbia Recordings of Miles Davis with John Coltrane (Mosaic)
* Miles Davis - Circle in the Round (Columbia)
* Miles Davis - 'Round About Midnight (Columbia)
* Miles Davis - Basic Miles (Columbia)
* Miles Davis - The Columbia Years 1955-1985 (Columbia)
* V.A. - Jazz Omnibus (Columbia)
* Miles Davis - Miles (Prestige)

1956:
* Workin' with the Miles Davis Quintet (Prestige)
* Steamin' with the Miles Davis Quintet (Prestige)
* Relaxin' with the Miles Davis Quintet (Prestige)
* Miles Davis Quintet at Peacock Alley (VGM/Soulard)
* Leonard Bernstein - What Is Jazz (Columbia)
* The Brass Ensembles of the Jazz and Classical Music Society - Music for Brass (Columbia)
* Cookin' with the Miles Davis Quintet (Prestige)
* Lester Young Meets Miles, M.J.Q. and the Jack Teagarden All Stars (Unique Jazz)
* Miles Davis/Bud Powell/Art Tatum - Unreleased Performances (Teppa 76)

1957:
* Miles Davis - Miles Ahead (Columbia)
* Miles Davis - Miles Ahead (stereo) (Columbia/Legacy)
* Miles Davis - John Coltrane - Sonny Rollins (Ozone 18)
* Miles Davis - Makin' Wax (Chakra (It) TH 100 MD)
* Rene Urtreger en Concerts (Carlyne Music)
* Miles Davis - Ascenseur pour L'echafaud (Fontana)
* Miles Davis - Ascenseur pour L'echafaud: Complete Recordings (Fontana)
* Miles Davis - The Complete Amsterdam Concert 1957 (Celluloid)

1958:
* Miles Davis - Milestones (Columbia)
* Cannonball Adderley - Somethin' Else (Blue Note)
* Cannonball Adderley - Alison's Uncle, Autumn Leaves (Blue Note)
* V.A. - The Other Side Blue Note 1500 Series (Blue Note)
* Miles Davis All Stars featuring John Coltrane and Bill Evans (Jazz Band)
* Miles Davis - Jazz Tracks (Columbia)
* Miles Davis - '58 Sessions (Columbia/Legacy)
* Miles Davis - Black Giants (Columbia)
* Michel Legrand - Legrand Jazz (Columbia)
* Miles Davis/Thelonious Monk - Miles and Monk at Newport (Columbia)
* V.A. - Newport Jazz Festival 1958-59 (FDC)
* Miles Davis - Porgy and Bess (Columbia)
* Miles Davis - Jazz at Plaza, Vol. 1 (Columbia)
* Miles Davis All Stars featuring John Coltrane with Cannonball Adderley (Jazz Band)

1959:
* Miles Davis - Kind of Blue (Columbia)
* The Sound of Miles Davis (Toei Video)
* The Complete Miles Davis-Gil Evans Studio Recordings (Columbia/Legacy)
* Miles Davis - Sketches of Spain (Columbia)

1960:
* Miles Davis - Directions (Columbia)
* Miles Davis en Concert avec Europe 1 (Trema)
* Miles Davis and John Coltrane Live in Stockholm 1960 (Dragon -Swd)
* John Coltrane - Bird Note (Bird Note)
* Miles Davis/John Coltrane - Copenhagen 1960 (Royal Jazz)
* Miles Davis Quintet Live in Zurich 1960 (Jazz Unlimited - Swd)
* Miles Davis/John Coltrane - Miles and Coltrane Quintet Live, First Time on Records (Unique Jazz)
* Miles Davis - Free Trade Hall, Vol. 1 (Magnetic- Luxe)
* Miles Davis Quintet Live in Europe (Jazz Up)
* Miles Davis - Free Trade Hall, Vol. 2 (Magnetic- Luxe)
* Miles Davis/Sonny Stitt - Stockholm 1960 (Royal Jazz)
* Miles Davis and Sonny Stitt Live in Stockholm 1960 (Dragon -Swd)

1961:
* Miles Davis - Someday My Prince Will Come (Columbia)
* Miles Davis in Person, Vol. 2 - Saturday Night at the Blackhawk (Columbia)
* Miles Davis in Person, Vol. 1 - Friday Night at the Blackhawk (Columbia)
* Miles Davis - The Complete Blackhawk Sessions (Mosaic)
* V.A. - Who's Who in Jazz (Columbia)
* Miles Davis - Transition (Magnetic- Luxe)
* Miles Davis - Circle in the Round (CBS/Sony)
* Miles Davis at Carnegie Hall (Columbia)
* Miles Davis - Live Miles: More Music from the Legendary Carnegie Hall Concert (Columbia)

1962:
* Miles Davis - Quiet Nights (Columbia)
* V.A. - Jingle Bell Jazz (Columbia)
* Miles Davis - Sorcerer (Columbia)
* Miles Davis - Facets, Vol. 1 (Columbia)

1963:
* Miles Davis - The Complete 63-64 Columbia)
* Miles Davis - Seven Steps to Heaven (Columbia)
* Miles Davis - Miles in St. Louis (VGM)
* IXXI. Miles Davis Quintet Live in St. Louis and Paris 1963 (The Golden Age of Jazz)
* Miles Davis - Cote Blues (Jazz Music Yesterday)
* Miles Davis in Europe (Columbia)
* Miles Davis at Monterey 1963 Complete (So What!(SW )

1964:
* Miles Davis - 'Four' & More (Columbia)
* Miles Davis - My Funny Valentine (Columbia)
* Miles Davis - Miles in Tokyo (CBS/Sony)
* Miles Davis - Miles in Berlin (CBS)
* Miles Davis - Paris, France (Heart Note)
* Miles Davis - The Complete Copenhagen Concert 1964 (Magnetic- Luxe)
* Miles Davis - Davisiana (Moon)
* Miles Davis - All Blues (Musica Jazz)
* IXXII. Miles Davis Quintet Live in Sindelfingen 1964 (The Golden Age of Jazz)
* Miles Davis - Seven Steps to Heaven (Jazz Door)

1965:
* Miles Davis - E.S.P. (Columbia)
* Miles Davis - Cookin' at the Plugged Nickel (Columbia)
* Miles Davis - Complete Live at Plugged Nickel 1965 (CBS/Sony)
* Miles Davis at Plugged Nickel, Chicago, Vol. 2 (CBS/Sony)
* Miles Davis at Plugged Nickel, Chicago, Vol. 1 (CBS/Sony)

1966:
* Miles Davis - Gingerbread Boy, At Portland State College (Stone)
* Miles Davis - Miles Smiles (Columbia)

1967:
* The Studio Recordings of Miles Davis Quintet 65-68 (Mosaic)
* Miles Davis - Water Babies (Columbia)
* Miles Davis - Nefertiti (Columbia)
* Miles Davis - His Greatest Concert Ever (Jazzman JM)
* Miles Davis - Tempo di Jazz (Tempo di Jazz)
* Miles Davis - No Blues (Jazz Music Yesterday (JMY)

1968:
* Miles Davis - Miles in the Sky (Columbia)
* Miles Davis - Filles de Kilimanjaro (Columbia)
* Miles Davis - The Complete in a Silent Way Sessions (Mosaic)

1969:
* Miles Davis - In a Silent Way (Columbia)
* Miles Davis - 1969 Miles: Festiva de Juan Pins (CBS/Sony)
* The Selected Works of Chick Corea - Music Forever and Beyond (GRP)
* Miles Davis Interview, 4 Aug., 1969 (Columbia)
* Miles Davis - Bitches Brew (Columbia)
* Miles Davis - Double Image (Moon (It) MCD)
* IXXIII. Miles Davis Quintets: Bitches Brew Live (The Golden Age of Jazz (JZCD)
* Miles Davis - Spanish Key (Lunch for Your Ears)
* Miles Davis - Paraphernalia (Jazz Music Yesterday (It) (JMY)
* Miles Davis - Big Fun (Columbia)
* Miles Davis - The Complete Bitches Brew Sessions (Mosaic)

1970:
* Miles Davis - Live/Evil (Columbia)
* Miles Davis - A Tribute to Jack Johnson (Columbia)
* Miles Davis - Hill Auditorium, 2/21/'70 (Jazz Masters)
* Miles Davis - It's About That Time: Live at the Fillmore East, March 7, 1970 (Columbia/Legacy)
* Miles Davis at Fillmore West - Black Beauty (CBS/Sony)
* Miles Davis - Get Up with It (Columbia)
* Miles Davis at Fillmore (Columbia)
* V.A. - The First Great Rock Festivals of the Seventies - Isle of Wight - Atlanta Pop Festival (Columbia)
* Miles Davis - Fillmore West, 10/17/'70 (Jazz Masters)

1971:
* Miles Davis - Lennies on the Turnpike '71 (Jazz Masters)
* IXXIV. Miles Davis Band: Miles Davis + Keith Jarrett Live (The Golden Age of Jazz)
* Miles Davis - Neue Stadthalle, Switzerland (Jazz Masters)
* Miles Davis - Another Bitches Brew (Jazz Door)
* Miles Davis - Two Miles Live (Discurious)
* Miles Davis - Berlin and Beyond (Lunch for Your Ears) * Miles Davis in Sweden 1971 (Miles MD 1)
* Hooray for Miles Davis, Vol. 3 (Session Disc)

1972:
* Miles Davis - On the Corner (Columbia)
* Miles Davis in Concert (Columbia)

1973:
* Miles Davis - Black Satin (Jazz Masters)
* Miles Davis - More Live Evil (Zipperdeke)
* Miles Davis - Ife (Lunch for Your Ears)
* Miles Davis - "Isle of Wight" (Columbia)
* Miles Davis - Unknown Sessions 1973-1976, Vol. 1 (Kind of Blue KOB)
* Miles Davis - Call It What It Is (Jazz Music Yesterday)
* Miles Davis - Berlin '73 (Jazz Masters)
* Miles Davis - Palais des Sports, Paris 1973 (Jazz Masters)

1974:
* Miles Davis - Dark Magus (CBS/Sony)

1975:
* Miles Davis - Agharta (CBS/Sony (J) 28AP 2167/68)
* Miles Davis - Pangaea (CBS/Sony (J) 28AP 2169/70)
* Miles Davis - New York Bottom Line 1975 (Jazz Masters)

1980:
* Miles Davis - The Man with the Horn (Columbia FC)

1981:
* Miles Davis - Shout (12 inch maxi single) (Columbia)
* Miles Davis - We Want Miles (Columbia)
* V.A. - Jazz Beau Coup. (Columbia Sampler)
* Miles Davis - Miles! Miles! Miles!: Live in Japan '81 (CBS/Sony)

1982:
* Miles Davis - Moonlight Shadows (Megadisc)
* Miles Davis - Spring (Paradise)
* Miles Davis - The Second Spring (Paradise)
* Miles Davis - Star People (Columbia FC)
* Miles Davis - Forum, N.Y., 12/31/82 (Jazz Masters)

1983:
* Miles Davis - In the West (Jazz Masters)
* Miles Davis - Atmosphere (Four Beat Sounds)
* Miles Davis - Decoy (Columbia FC)
* Miles Davis in Warsaw '83 (Poli Jazz (Poland) PSJ X)

1984:
* Miles Davis - You're Under Arrest (Columbia FC)
* Miles Davis - This Is Miles!, Vol. 2 (CBS/Sony)

1985:
* Miles Davis - Aura (Columbia)
* Miles Davis - Miles Under Arrest: Live 1985 (Gema)
* Miles Davis - Human Nature (Jazz File JF)
* Miles Davis - The King of Priests (Flashback)
* Miles Davis - Pacific Express (Jazz Masters (G) JM)
* V.A. - Sun City (Manhattan MHS)
* V.A. - Sun City (12 inch maxi single) (Manhattan S14)
* Miles Davis - Unissued '85 (On Stage CD/ON)

1986:
* TOTO - Fahrenheit (Columbia FC)
* Miles Davis - Tutu (Warner Bros.)
* Miles Davis - Backyard Ritual (Warner Bros.)
* Prince - Crucial (H.T.B. Entertainment Group CD)
* Miles Davis - Full Nelson (12 inch maxi single) (Warner Bros.)
* Miles Davis - Social Music (Tiki Records)
* Miles Davis - Maze (Lunch for Your Ears)
* Miles Davis - Time After Time (Tiki Records)
* Miles Davis - High-Energy - Rhythm Attack (M.D.)
* Miles Davis - Street Scenes (Lunch for Your Ears)

1987:
* Miles Davis/Marcus Miller - Siesta (Warner Bros.)
* Miles Davis - Greek Theater '88 (Jazz Masters)
* Miles Davis - Scrooged: Original Motion Picture Soundtrack (A&M SP)
* Miles Davis - Antwerp Agitation (no label no number)
* Prince - Grosse Freiheit 36: Driving to Midnight Mess (Savarage)
* Scritti Politti - Oh, Patti (Virgin VST)

1988:
* Cameo - Machismo (Mercury)
* Miles Davis in Concert '88, Pt. 1 (Jazz Concert MDCD)
* Miles Davis in Concert '88, Pt. 2 (Jazz Concert MDCD)
* Chaka Khan - C.K. (Warner Bros.)
* Miles Davis Live Around the World (Warner Bros.)
* Miles Davis in Warsaw '88 (Poli Jazz (Poland))
* Miles Davis - Amandla (Warner Bros.)

1989:
* Kenny Garrett - Prisoner of Love (Atlantic)
* Quincy Jones - Back on the Block (Warner Bros.)
* Marcus Miller - The Sun Don't Lie (PRA)
* Miles Davis - Time After Time (Jazz Door (It) JD)
* Miles Davis Band Live Tutu (The Golden Age of Jazz)
* Miles Davis - Miles in Montreux (Jazz Door (It) JD)
* Miles Davis Live at Montreux Jazz Festival (Jazz Door) * Miles Davis - Miles in Paris (Four Aces )
1990:
* Miles Davis/Michel Legrand - Dingo (Warner Bros.)
* Miles Davis - The Hot Spot: Original Motion Picture Soundtrack (Antilles)
* Paolo Rustichelli - Capri (Verve-Forecast)
* Paolo Rustichelli - Mystic Man (Island/Guts & Grace)
* Miles Davis - Sing in Singen (Regency REG)
* Shirley Horn - You Won't Forget Me (Verve)

1991:
* Miles Davis - Doo-Bop (Warner Bros)
* Miles Davis - Blow/Fantasy (Warner Bros.)
* Miles Davis - The Doo-Bop Song EP (Warner Bros.)
* Miles Davis - Miles and Quincy Live at Montreux (Warner Bros.)
* Miles Davis - Black Devil (Beech Marten (It) BM)