sexta-feira, 20 de março de 2026

VA – Jazz Noire (Darktown Sleaze From The Mean Streets Of 1940s L.A.) 2xCD.

Artista: VA
Lançamento: 2011
Selo: Fantastic Voyage/FVDD148
Gênero: Rhythm & Blues, Score, Swing, Big Band, Boogie Woogie, Jump Blues

A Fantastic Voyage criou uma coleção abrangente, bem selecionada e obviamente bem fundamentada de jazz e R&B (no sentido antigo) do final dos anos 40, do tipo que você esperaria ouvir em cenas de boates em filmes noir. Apropriadamente, ambos os discos são emoldurados pela música tema de clássicos do gênero. Algumas das seleções são muito familiares – a gravação original de Round Midnight, de Monk – enquanto outras são extraídas de fontes mais profundas, como a primorosa Solitude, de Leo Parker. O ponto principal é: todas são excelentes representações de seus respectivos gêneros. Depois disso, é uma questão de gosto pessoal. Prefiro Billie Holiday em um estilo mais animado, mas muita gente adora as faixas deste álbum, que eu acho um pouco autopiedosas demais, e essa diferença de opinião não importa quando se trata de avaliar esta excelente coletânea. Fantastic Voyage dá sequência ao enorme sucesso de Jazz Noire, de 2011, permitindo que a mesma equipe retorne àqueles bares e antros sórdidos, desta vez focando nas drogas, na bebida e nos personagens duvidosos para fornecer um retrato vívido da vida boêmia e desregrada entre as décadas de 1930 e 1950. A música em Drink Up Light Up! evoca aquela época em que as orquestras se expandiam, as seções de metais explodiam como fogos de artifício e o blues escorria das teclas do piano para os pisos de bares manchados de álcool e lágrimas, com um elenco impressionante que incluía nomes como o Reefer Man e a Snuff Dippin Mama, mas os temas são tão relevantes para o clima atual de recessão: o desejo de escapar através das drogas (e as repercussões frequentemente desfavoráveis ​​nos relacionamentos). A música de Drink Up - Light Up! evoca aquela época em que as orquestras se expandiam, as seções de metais explodiam como fogos de artifício e o blues escorria das teclas do piano para os pisos de bares manchados de bebida e lágrimas, com um elenco impressionante que incluía nomes como Reefer Man e Snuff Dippin' Mama, mas os temas são igualmente relevantes para o clima atual de recessão: o desejo de escapar através das drogas (e as repercussões frequentemente desfavoráveis ​​nos relacionamentos). Seja Sam Price comandando 'Lead Me Daddy, Straight to the Bar', Buddy Banks confessando 'I Need It Bad (Groove Juice)' ou o Four Clefs filosofando em 'When I'm Low I Get High', a seleção abrange todo o espectro da farra movida a substâncias, com seus prós e contras. Surgindo da época da Lei Seca e da Grande Depressão, a coletânea também oferece um vislumbre fascinante da vida nas ruas durante esse período, até a Guerra da Coreia, desde situações domésticas até gírias relacionadas a drogas, além de proporcionar uma experiência auditiva sublime e evocativa. (Amazon)

Que conjunto magnífico de jazz! Há também algumas faixas que não ouvia há muito, muito tempo, e é bom ter a memória refrescada. Se você gosta de jazz, se você gosta de trilhas sonoras de filmes, este é o álbum perfeito. Uma coletânea fantástica de joias dos anos 40, lindamente produzida, ideal para ouvir tarde da noite. Menção especial também para a embalagem e o livreto, que incluem belíssimas ilustrações e gráficos da época. 


Boa audição - Namastê

 

quarta-feira, 18 de março de 2026

The Columbia Jazz Piano Moods Sessions (1949-1952) (7CD)

 

Artista: VA

Álbum: Piano Moods Sessions (CDs 7/) Scans

Lançamento:  2000

Selo: Mosaic Records/MD7-199 

Gênero: Big Band, Boogie-Woogie, Bop, Cool, Dixieland, Early Jazz, Hard Bop, Jazz Blues, Jazz-Pop, Mood Music, New Orleans Jazz, Standards, Stride, Swing

🎹 Art Tatum (1909–1956)

Considerado por muitos — incluindo músicos clássicos como Vladimir Horowitz — como o maior pianista de jazz de todos os tempos. Tatum possuía uma técnica quase sobre-humana e uma compreensão harmônica décadas à frente de seu tempo.

Estilo: Suas improvisações eram famosas pelas coridas rápidas, arpejos complexos e rearmonizações constantes de padrões populares.

Legado: Embora fosse quase totalmente cego, sua habilidade era tão intimidadora que, ao entrar em um clube onde Fats Waller tocava, Waller anunciou: "Eu toco piano, mas Deus está na casa hoje à noite".

🎹 Max Miller (1911–1985)

Uma figura influente na cena de jazz de Chicago, Miller era um multi-instrumentista (piano e vibrafone) e compositor conhecido por sua abordagem experimental e técnica refinada.

Versatilidade: Além do piano, Miller destacou-se no vibrafone, frequentemente alternando entre os instrumentos em suas apresentações.

Carreira: Liderou grupos que exploravam sonoridades mais modernas e sofisticadas para a época, mantendo uma presença sólida em rádios e clubes de prestígio, sempre prezando por arranjos precisos e uma estética elegante.

Baixo – Al Ham (faixas: 5-14 a 5-22), Al McKibbon (faixas: 2-1 a 2-8,5-10 a 5-13), Arvell Shaw (faixas: 5-1 a 5-9), Bill Holyoke (faixas: 7-1 a 7-8), Bob Casey (faixas: 3-11 a 4-4), Bob Haggart (faixas: 4-17 a 4-24, 6-9 a 6-16) ,Eddie Calhoun (faixas: 1-9 a 1-16), Frank Carroll (faixas: 6-1 a 6-8 ), Jack Lesberg (faixas: 3-1 a 3-10), John Simmons (faixas: 1-1 a 1-8), Morty Corb (faixas: 4-9 a 4-16)), Sid Weiss (faixas: 2-9 a 2-16 ), Walter Page (faixas: 4-5 a 4-8)Bateria – Bunny Shawker (faixas: 4-17 a 4-24, 6-9 a 6-16), Buzzy Drootin (faixas:3-11 a 3-18), George Wettling (faixas:3-1 a 3-10, 4-1 a 4-8 ), JC Heard (faixas: 2-1 a 2-8, 5-1 a 5-9), Kansas Fields (faixas: 5-10 a 5-13 ), Morey Feld (faixas: 2-9 a 2-16), Nick Fatool (faixas: 4-9 a 4-16 ), Remo Belli (faixas: 7-1 a 7-8), Shadow Wilson (faixas: 1-1 a 1-8), Terry Snyder (faixas: 5-14 a 6-8) Guitarra – Al Casamenti (faixas: 6-9 a 6-12), Danny Perri (faixas: 4-17 a 4-24), Earl Backus (faixas: 7-1 a 7-8), George Van Eps (faixas: 4-9 a 4-16), Ray Crawford (faixas: 1-9 a 1-16), Tony Mottola (faixas: 6-13 a 6-16) Piano – Ahmad Jamal (faixas: 1-9 a 1-16), Art Tatum (faixas: 7-9 a 7-17), Bill Clifton (faixas: 5-14 a 5-22), Buddy Weed (faixas: 4-17 a 4-24), Earl Hines (faixas: 2-1 a 2-8), Eddie Heywood (faixas: 6-1 a 6-8), Erroll Garner (faixas: 1-1 a 1-8), Jess Stacy (faixas: 4-9 a 4-16), Joe Bushkin (faixas: 2-9 a 2-16), Joe Sullivan (faixas: 4-1 a 4-8), Max Miller (faixas: 7-1 a 7-8), Ralph Sutton (faixas: 3-1 até 3-18), Stan Freeman (faixas: 6-9 a 6-16), Teddy Wilson (faixas: 5-1 a 5-13), Shaker – Artista Desconhecido (faixas: 1-11)

Boa audição - Namastê


segunda-feira, 16 de março de 2026

The Columbia Jazz Piano Moods Sessions (1949-1952) (7CD)


Artista: VA
Lançamento: 2000
Selo: Mosaic Records/MD7-199 
Gênero: Big Band, Boogie-Woogie, Bop, Cool, Dixieland, Early Jazz, Hard Bop, Jazz Blues, Jazz-Pop, Mood Music, New Orleans Jazz, Standards, Stride, Swing


🎹 Teddy Wilson (1912–1986)
Conhecido como o "Marxista do Teclado" (pela sua precisão, não política), Wilson foi um dos pianistas mais influentes da era do swing. Seu estilo era definido pela elegância, clareza melódica e um toque leve e polido.

Marco Histórico: Ele quebrou barreiras raciais ao se juntar ao Benny Goodman Trio em 1935, tornando-se um dos primeiros músicos negros a se apresentar publicamente em um grupo integrado de grande destaque. 

Colaborações: Foi o acompanhante preferido de Billie Holiday em muitas de suas gravações mais icônicas dos anos 30.

🎹 Bill Clifton (1916–1967)
Frequentemente lembrado por sua técnica sofisticada e versátil, Clifton foi um pianista que transitou com maestria entre o jazz e o entretenimento comercial.

Carreira: Ganhou notoriedade em Nova York durante as décadas de 40 e 50, trabalhando tanto em estúdios de rádio quanto em casas noturnas de prestígio.

Estilo: Seu toque era caracterizado por uma sonoridade limpa e arranjos precisos, sendo muito requisitado para gravações que exigiam um pianismo de alta classe.

🎹 Eddie Heywood (1915–1989)
Heywood foi um pianista e líder de banda que alcançou grande sucesso popular com seu estilo que misturava jazz tradicional com uma sensibilidade pop.

Sucesso Comercial: Sua interpretação de "Begin the Beguine" em 1944 tornou-se um hit nacional nos Estados Unidos, vendendo milhões de cópias.

Estilo: Tinha um toque rítmico muito particular e econômico, focando em melodias acessíveis e arranjos extremamente elegantes para seu sexteto.

🎹 Stan Freeman (1920–2001)
Um músico de formação clássica que se tornou um pianista de jazz e compositor de teatro musical muito respeitado. Freeman era conhecido por sua técnica técnica formidável e capacidade de improvisação.

Versatilidade: Além do jazz, ele teve uma carreira brilhante na Broadway e na televisão, trabalhando como arranjador e maestro.

Curiosidade: Gravou álbuns que exploravam a fusão de estilos, demonstrando um virtuosismo que unia a precisão da música erudita ao balanço do swing.

Baixo – Al Ham (faixas: 5-14 a 5-22), Al McKibbon (faixas: 2-1 a 2-8,5-10 a 5-13), Arvell Shaw (faixas: 5-1 a 5-9), Bill Holyoke (faixas: 7-1 a 7-8), Bob Casey (faixas: 3-11 a 4-4), Bob Haggart (faixas: 4-17 a 4-24, 6-9 a 6-16) ,Eddie Calhoun (faixas: 1-9 a 1-16), Frank Carroll (faixas: 6-1 a 6-8 ), Jack Lesberg (faixas: 3-1 a 3-10), John Simmons (faixas: 1-1 a 1-8), Morty Corb (faixas: 4-9 a 4-16)), Sid Weiss (faixas: 2-9 a 2-16 ), Walter Page (faixas: 4-5 a 4-8)
Bateria – Bunny Shawker (faixas: 4-17 a 4-24, 6-9 a 6-16), Buzzy Drootin (faixas:3-11 a 3-18), George Wettling (faixas:3-1 a 3-10, 4-1 a 4-8 ), JC Heard (faixas: 2-1 a 2-8, 5-1 a 5-9), Kansas Fields (faixas: 5-10 a 5-13 ), Morey Feld (faixas: 2-9 a 2-16), Nick Fatool (faixas: 4-9 a 4-16 ), Remo Belli (faixas: 7-1 a 7-8), Shadow Wilson (faixas: 1-1 a 1-8), Terry Snyder (faixas: 5-14 a 6-8)
Guitarra – Al Casamenti (faixas: 6-9 a 6-12), Danny Perri (faixas: 4-17 a 4-24), Earl Backus (faixas: 7-1 a 7-8), George Van Eps (faixas: 4-9 a 4-16), Ray Crawford (faixas: 1-9 a 1-16), Tony Mottola (faixas: 6-13 a 6-16)
Piano – Ahmad Jamal (faixas: 1-9 a 1-16), Art Tatum (faixas: 7-9 a 7-17), Bill Clifton (faixas: 5-14 a 5-22), Buddy Weed (faixas: 4-17 a 4-24), Earl Hines (faixas: 2-1 a 2-8), Eddie Heywood (faixas: 6-1 a 6-8), Erroll Garner (faixas: 1-1 a 1-8), Jess Stacy (faixas: 4-9 a 4-16), Joe Bushkin (faixas: 2-9 a 2-16), Joe Sullivan (faixas: 4-1 a 4-8), Max Miller (faixas: 7-1 a 7-8), Ralph Sutton (faixas: 3-1 até 3-18), Stan Freeman (faixas: 6-9 a 6-16), Teddy Wilson (faixas: 5-1 a 5-13)
Shaker – Artista Desconhecido (faixas: 1-11)


Boa audição - Namastê

sexta-feira, 13 de março de 2026

The Columbia Jazz Piano Moods Sessions (1949-1952) (7CD)

Artista: VA
Lançamento: 2000
Selo: Mosaic Records/MD7-199 
Gênero: Big Band, Boogie-Woogie, Bop, Cool, Dixieland, Early Jazz, Hard Bop, Jazz Blues, Jazz-Pop, Mood Music, New Orleans Jazz, Standards, Stride, Swing

🎹 Ralph Sutton (1922–2001)
Um dos maiores herdeiros do estilo Stride de piano (caracterizado pelo movimento saltitante da mão esquerda). Sutton era conhecido por sua técnica impecável e por uma alegria contagiante ao tocar. Ele foi um dos pilares do jazz tradicional no pós-guerra, mantendo viva a chama de nomes como Fats Waller.
Estilo: Poderoso, rítmico e extremamente fiel às raízes do jazz de Nova Orleans e do Harlem. Foi membro fundador do grupo The World's Greatest Jazz Band.

🎹 Joe Sullivan (1906–1971)
Uma figura central na cena de jazz de Chicago dos anos 20 e 30. Sullivan tinha um estilo que misturava a técnica clássica com um blues profundo e robusto. Ele foi o pianista original da famosa banda de Bob Crosby e trabalhou com lendas como Louis Armstrong e Benny Goodman.
Marco: Compôs o padrão de jazz "Little Rock Getaway", que se tornou sua marca registrada e um teste de habilidade para muitos pianistas da época.

🎹 Buddy Weed (1918–1997)
Embora menos mencionado em livros de história do que os dois anteriores, Weed foi um músico e arranjador de mão cheia. Ele ganhou destaque na era das Big Bands, tocando com Paul Whiteman. Weed tinha uma abordagem mais moderna e sofisticada, muitas vezes flertando com o pop da época e o jazz de câmara.
Curiosidade: Além de pianista, ele teve uma carreira sólida na rádio e na televisão nos Estados Unidos, liderando trios e orquestras que se destacavam pela elegância melódica.


Baixo – Al Ham (faixas: 5-14 a 5-22), Al McKibbon (faixas: 2-1 a 2-8,5-10 a 5-13), Arvell Shaw (faixas: 5-1 a 5-9), Bill Holyoke (faixas: 7-1 a 7-8), Bob Casey (faixas: 3-11 a 4-4), Bob Haggart (faixas: 4-17 a 4-24, 6-9 a 6-16) ,Eddie Calhoun (faixas: 1-9 a 1-16), Frank Carroll (faixas: 6-1 a 6-8 ), Jack Lesberg (faixas: 3-1 a 3-10), John Simmons (faixas: 1-1 a 1-8), Morty Corb (faixas: 4-9 a 4-16)), Sid Weiss (faixas: 2-9 a 2-16 ), Walter Page (faixas: 4-5 a 4-8)
Bateria – Bunny Shawker (faixas: 4-17 a 4-24, 6-9 a 6-16), Buzzy Drootin (faixas:3-11 a 3-18), George Wettling (faixas:3-1 a 3-10, 4-1 a 4-8 ), JC Heard (faixas: 2-1 a 2-8, 5-1 a 5-9), Kansas Fields (faixas: 5-10 a 5-13 ), Morey Feld (faixas: 2-9 a 2-16), Nick Fatool (faixas: 4-9 a 4-16 ), Remo Belli (faixas: 7-1 a 7-8), Shadow Wilson (faixas: 1-1 a 1-8), Terry Snyder (faixas: 5-14 a 6-8)
Guitarra – Al Casamenti (faixas: 6-9 a 6-12), Danny Perri (faixas: 4-17 a 4-24), Earl Backus (faixas: 7-1 a 7-8), George Van Eps (faixas: 4-9 a 4-16), Ray Crawford (faixas: 1-9 a 1-16), Tony Mottola (faixas: 6-13 a 6-16)
Piano – Ahmad Jamal (faixas: 1-9 a 1-16), Art Tatum (faixas: 7-9 a 7-17), Bill Clifton (faixas: 5-14 a 5-22), Buddy Weed (faixas: 4-17 a 4-24), Earl Hines (faixas: 2-1 a 2-8), Eddie Heywood (faixas: 6-1 a 6-8), Erroll Garner (faixas: 1-1 a 1-8), Jess Stacy (faixas: 4-9 a 4-16), Joe Bushkin (faixas: 2-9 a 2-16), Joe Sullivan (faixas: 4-1 a 4-8), Max Miller (faixas: 7-1 a 7-8), Ralph Sutton (faixas: 3-1 até 3-18), Stan Freeman (faixas: 6-9 a 6-16), Teddy Wilson (faixas: 5-1 a 5-13)
Shaker – Artista Desconhecido (faixas: 1-11)


Boa audição - Namastê
 

quarta-feira, 11 de março de 2026

Boxset: The Columbia Jazz Piano Moods Sessions (1949-1952) (7CD)


Artista: VA
Lançamento: 2000
Selo: Mosaic Records/MD7-199 
Gênero: Big Band, Boogie-Woogie, Bop, Cool, Dixieland, Early Jazz, Hard Bop, Jazz Blues, Jazz-Pop, Mood Music, New Orleans Jazz, Standards, Stride, Swing

🎹 Erroll Garner (1921–1977)
Conhecido como "o homem com 40 dedos", Garner era um virtuoso autodidata que nunca aprendeu a ler partituras. Sua técnica era marcada por um acompanhamento de mão esquerda que lembrava uma guitarra de "strumming", enquanto sua mão direita tocava melodias levemente atrasadas em relação ao tempo (o famoso atraso rítmico), criando um swing irresistível.

Marco: Compôs o clássico "Misty" e gravou o álbum Concert by the Sea (1955), um dos discos de jazz mais vendidos da história.

🎹 Ahmad Jamal (1930–2023)
Um mestre do minimalismo e do uso do silêncio. Jamal revolucionou o conceito de trio de jazz, focando no espaço e na dinâmica em vez de notas rápidas incessantes. Sua influência foi tão profunda que Miles Davis frequentemente o citava como sua maior inspiração para o uso de espaço na música.

Estilo: Sofisticado, orquestral e com um senso de ritmo que transformava canções populares em obras de arte modernas. Sua versão de "Poinciana" é definitiva.

🎹 Earl "Fatha" Hines (1903–1983)
Considerado o pai do piano jazz moderno. Hines desenvolveu o chamado "estilo de trompete", onde tocava oitavas na mão direita com grande força para que o piano pudesse ser ouvido acima das big bands da época. Ele foi a ponte entre o ragtime antigo e o bebop que viria depois.

Colaboração: Trabalhou intensamente com Louis Armstrong nas gravações dos anos 20, mudando para sempre o papel do piano de um instrumento puramente rítmico para um instrumento solista.

🎹 Joe Bushkin (1916–2004)
Um pianista extremamente versátil que transitava entre o jazz e o mundo do entretenimento popular. Bushkin começou na era do swing, tocando com feras como Benny Goodman e Bunny Berigan. Ele era conhecido por seu toque elegante e por ser um excelente acompanhante de cantores, como Frank Sinatra.

Curiosidade: Além de pianista, era um compositor de talento, sendo o autor da famosa canção "Oh! Look at Me Now", que ajudou a impulsionar a carreira de Sinatra.

Considerado o pai do piano jazz moderno. Hines desenvolveu o chamado "estilo de trompete", onde tocava oitavas na mão direita com grande força para que o piano pudesse ser ouvido acima das big bands da época. Ele foi a ponte entre o ragtime antigo e o bebop que viria depois.
Baixo – Al Ham (faixas: 5-14 a 5-22), Al McKibbon (faixas: 2-1 a 2-8,5-10 a 5-13), Arvell Shaw (faixas: 5-1 a 5-9), Bill Holyoke (faixas: 7-1 a 7-8), Bob Casey (faixas: 3-11 a 4-4), Bob Haggart (faixas: 4-17 a 4-24, 6-9 a 6-16) ,Eddie Calhoun (faixas: 1-9 a 1-16), Frank Carroll (faixas: 6-1 a 6-8 ), Jack Lesberg (faixas: 3-1 a 3-10), John Simmons (faixas: 1-1 a 1-8), Morty Corb (faixas: 4-9 a 4-16)), Sid Weiss (faixas: 2-9 a 2-16 ), Walter Page (faixas: 4-5 a 4-8)
Bateria – Bunny Shawker (faixas: 4-17 a 4-24, 6-9 a 6-16), Buzzy Drootin (faixas:3-11 a 3-18), George Wettling (faixas:3-1 a 3-10, 4-1 a 4-8 ), JC Heard (faixas: 2-1 a 2-8, 5-1 a 5-9), Kansas Fields (faixas: 5-10 a 5-13 ), Morey Feld (faixas: 2-9 a 2-16), Nick Fatool (faixas: 4-9 a 4-16 ), Remo Belli (faixas: 7-1 a 7-8), Shadow Wilson (faixas: 1-1 a 1-8), Terry Snyder (faixas: 5-14 a 6-8)
Guitarra – Al Casamenti (faixas: 6-9 a 6-12), Danny Perri (faixas: 4-17 a 4-24), Earl Backus (faixas: 7-1 a 7-8), George Van Eps (faixas: 4-9 a 4-16), Ray Crawford (faixas: 1-9 a 1-16), Tony Mottola (faixas: 6-13 a 6-16)
Piano – Ahmad Jamal (faixas: 1-9 a 1-16), Art Tatum (faixas: 7-9 a 7-17), Bill Clifton (faixas: 5-14 a 5-22), Buddy Weed (faixas: 4-17 a 4-24), Earl Hines (faixas: 2-1 a 2-8), Eddie Heywood (faixas: 6-1 a 6-8), Erroll Garner (faixas: 1-1 a 1-8), Jess Stacy (faixas: 4-9 a 4-16), Joe Bushkin (faixas: 2-9 a 2-16), Joe Sullivan (faixas: 4-1 a 4-8), Max Miller (faixas: 7-1 a 7-8), Ralph Sutton (faixas: 3-1 até 3-18), Stan Freeman (faixas: 6-9 a 6-16), Teddy Wilson (faixas: 5-1 a 5-13)
Shaker – Artista Desconhecido (faixas: 1-11)


Boa audição - Namastê

segunda-feira, 9 de março de 2026

Boxset: The Columbia Jazz Piano Moods Sessions (1949-1952) (7CD)

Esta coleção de sete CDs documenta exaustivamente a primeira tentativa da Columbia Records de criar um nicho de mercado com a série Piano Moods. Nascida de um plano de marketing improvisado por uma pequena equipe da Columbia Records em 1950, a série Piano Moods surgiu da constatação de que havia mais pianos do que fonógrafos (para quem não se lembra dos discos de vinil) nas casas da América do pós-guerra. O LP de 12 polegadas havia sido lançado apenas dois anos antes e havia poucos títulos disponíveis. A série Piano Moods reunia 20 álbuns do mesmo estilo, todos produzidos e sequenciados por George Avakian, que havia criado o catálogo de jazz e pop em LP para a Columbia a partir de 1948 — embora originalmente fossem lançados em discos de 10 polegadas e 33 rpm para facilitar o armazenamento para quem tinha tantos discos de 10 polegadas e 78 rpm. Os lados eram gravados — geralmente — sem espirais (espaços) entre as músicas, dando a cada lado uma sensação de maior duração do que seus 17 minutos, pois a música era contínua. A maioria dos pianistas pré-definia suas sequências e preparava introduções na tonalidade da música anterior, que modulava para a tonalidade da próxima. Alguns gravavam as modulações posteriormente e pediam para Avakian fazer a emenda ou, no caso de Teddy Wilson , ele tocava a música inteira e, se achasse que havia errado em algum ponto, regravava a música e pedia para Avakian fazer a mágica com a fita. A série foi um enorme sucesso. Um conjunto completo, e a maioria das casas tinha pelo menos alguns desses discos, e algumas tinham muitos ou todos. O interessante aqui é que muitos desses pianistas tinham pouco ou nada em comum entre si. Eles variavam de jazzistas como Wilson, Art Tatum , Errol Garner e Ahmad Jamal (cujo álbum foi lançado como um LP de 12 polegadas) a músicos de stride como Ralph Sutton e Joe Sullivan — que interpreta Fats Waller aqui — a swingistas como Earl "Fatha" Hines, Joe Bushkin (famoso por sua participação com Tommy Dorsey) e Jess Stacy . Há também alguns jazzistas desconhecidos, como Buddy Weed , Max Miller , Eddie Heywood e Bill Clifton . Incluído ainda está o homem que podia — e tocava — de tudo, o virtuoso de concerto Stan Freeman .  Os sete CDs deste conjunto estão divididos de forma um tanto arbitrária e, em seguida, recebem seus números de catálogo na parte de trás do conjunto. O primeiro disco reúne Garner (com suas versões originais de "Long Ago and Far Away" e "It Could Happen to You") com Jamal (com "The Surrey With the Fringe on Top" e "Perfida" entre suas gravações) e, portanto, os lados com Hines e Bushkin não se sustentam tão bem, mas não porque o material seja de má qualidade — muito pelo contrário. É que o primeiro disco cria uma atmosfera tão sólida que é impossível comparar o swing vibrante de Hines e o swing característico de Bushkin, típico dos anos 30, com o jazz moderno de 1950. Os discos três e quatro se saem melhor, com Sutton de um lado arrasando no repertório de Waller — verdadeiros clássicos do mestre, tocados como só um discípulo experiente consegue, de "Ain't Misbehavin'" a "Muskrat Ramble", passando por "Blue Turning Grey Over You" e "Take It From Me". Sullivan mantém o clima stride, e então passamos para o material mais popular e com temática bebop, com Stacy e Weed, ambos verdadeiros monstros da técnica — especialmente Weed, cujas mãos dominavam o lado esquerdo do teclado enquanto a direita executava nonas alongadas e até décimas segundas para acompanhar. No quinto disco, há uma simetria magnífica entre o pianismo de Wilson e o de Clifton. Primeiramente, temos a noção pura de "Voo" de Wilson. Seus padrões rítmicos criam as possibilidades harmônicas para passagens dentro dos acordes e mudanças de tonalidade que enriquecem ainda mais a armadura de clave e o acorde dominante. O fato de ele improvisar tanto com a mão esquerda quanto com a direita é outro de seus dons. Muitos que o conheciam afirmavam que nem ele mesmo percebia isso até o momento de inspiração. Muitas das canções emblemáticas de Wilson estão aqui: "Honeysuckle Rose", "Just One of Those Things", "(I Don't Stand) A Ghost of a Chance With You" e "Between the Devil and the Deep Blue Sea". Seja balada, swing vibrante ou blues cintilante, Wilson se destacou em todas as ocasiões aqui — e também há as gravações alternativas que ele rejeitou (prova de que não há diferença de qualidade, exceto na percepção do pianista). Clifton, por outro lado, é um pianista com forte presença no registro médio, utilizando as mesmas estruturas harmônicas graves e amplas em suas composições — se não os mesmos acordes e o mesmo método para chegar a eles que Wilson. A diferença está na abordagem. Wilson atacava o teclado, ainda que graciosamente, enquanto Clifton prefere brincar com ele e seduzir seus segredos. Sua versão de "Let's Fall in Love" teria se encaixado melhor com os jazzistas da Costa Oeste do que em Nova York, mas é uma interpretação deslumbrante com um toque de contraponto a duas mãos à la Brubeck na ponte. Quanto ao sexto disco, não há dúvida de que Heywood e Freeman eram músicos talentosos; suas abordagens tecnicamente refinadas criam obras-primas cristalinas em seus repertórios escolhidos, mas são excessivamente limpas — quase estéreis devido à sua proeza técnica. Finalmente, no último disco, os ouvintes se deparam com as harmonias bombásticas e brutais de Miller, que tocava guitarra e vibrafone antes de se tornar pianista. Resumindo: o cara massacra tudo o que toca, com uma completa falta de sutileza. O equilíbrio, no entanto, é garantido pela segunda metade do disco, que encerra a obra com o sublime pianismo de Tatum, gravado ao vivo em um concerto no Shrine Auditorium em Los Angeles, em 1949, e apresenta — além de joias conhecidas como "Willow Weep for Me", "Someone to Watch Over Me" e "How High the Moon" — duas das maiores performances de piano já gravadas: "I Know That You Know" e a Humoresque de Dvorak. A origem da inspiração de Tatum é desconhecida; O limite da improvisação de Avakian era o que ele explorava. Ele conseguia expandir o equilíbrio de qualquer configuração harmônica e, em seguida, envolvê-la em outra sem errar uma nota. No total, sete CDs é muita coisa para obras praticamente dedicadas ao piano solo, gravadas com um tema de marketing em mente. Mas há mais performances excelentes do que medíocres, e apenas uma ruim do começo ao fim — e mesmo essa é compensada por puro gênio. O pior que se pode dizer sobre o Complete Jazz Piano Mood Sessions é que há material demais — até mesmo para os fãs da gravadora Mosaic. O melhor que se pode dizer é que, primeiro, o som é fenomenal (assim como as notas do próprio Avakian) e, segundo, há material demais. De qualquer forma, é um negócio em que todos saem ganhando. Fonte: allmusic.com


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sexta-feira, 6 de março de 2026

Duke Ellington - The Best Of Duke Ellington



Lançamento: 2003
Selo: Worten Jazz
Gênero: Ragtime, Suing


Duke Ellington como muitos outros, foi vitima de uma sociedade racista, de uma ‘democracia’ que jamais recompensava os negros e que descaradamente punia aqueles que resistiam, desafiavam e ultrapassavam os pequenos espaços a que eram obrigados a habitar. Uma sociedade racista, que muitas vezes não admitiu elogios a Duke Ellington e os concedeu a outros compositores e músicos americanos, como George Gershwin ou Benny Goodman. Por mais de 50 anos, Ellington usou sua música para analisar as complexidades da vida dos negros americanos e para desafiar as contradições da democracia americana, contradições que, até recentemente, negou a ele até seu legítimo lugar entre os gênios da música. Entre os negros, mesmo antes do blues ser inventado, que se aperfeiçoou e evoluiu para o rock and roll, uma forma separada de música com herança étnica e geográfica semelhante estava seguindo sua própria trajetória. No final de 1800, com raízes no ragtime e no dixieland, o jazz surgiu antes mesmo de Son House e Robert Johnson terem começado a gravar. Desde o início da década de 1920 até sua morte em 1974, Duke Ellington foi um gigante do jazz.


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quarta-feira, 4 de março de 2026

The Dave Brubeck Quartet – Paper Moon

Álbum: Paper Moon
Lançamento: 1981
Selo: Concord Records/Victor Musical Industries, Inc.
Gênero: Cool, West Coast

O álbum Paper Moon (1981), do Dave Brubeck Quartet, é uma obra que reafirma a maturidade artística e a sofisticação rítmica de Dave Brubeck em uma fase já consolidada de sua carreira. Conhecido por sua habilidade em explorar métricas incomuns e estruturas pouco convencionais — como fez em Time Out (1959) — Brubeck, neste trabalho, retorna com elegância ao repertório de standards do jazz, demonstrando profundo respeito pela tradição e, ao mesmo tempo, liberdade criativa na interpretação. O quarteto mantém a formação clássica de piano, saxofone, contrabaixo e bateria, formato que consagrou o grupo nas décadas anteriores. O diálogo entre o piano de Brubeck e o saxofone — tradicionalmente associado ao lirismo de Paul Desmond nas formações históricas — é marcado por contrapontos delicados, frases longas e improvisações que equilibram técnica e emoção. A base rítmica sustenta o conjunto com leveza, permitindo que os solistas desenvolvam ideias melódicas com fluidez.O título faz referência ao clássico “It’s Only a Paper Moon”, canção ligada ao Great American Songbook, reforçando a conexão do álbum com o cancioneiro tradicional norte-americano. Uma curiosidade interessante é que, embora Brubeck seja frequentemente lembrado por suas experiências com compassos incomuns (como 5/4 e 9/8), neste álbum ele demonstra que também domina com maestria o swing mais tradicional, valorizando a clareza melódica e a construção harmônica sofisticada.
Didaticamente, Paper Moon é um excelente material para compreender:
*A dinâmica do quarteto de jazz e o equilíbrio entre os instrumentos;
*O papel do piano como condutor harmônico e rítmico;
*A importância do improviso estruturado dentro da forma do standard;
*A interação entre tradição e inovação no jazz moderno.
Em síntese, o álbum revela um Brubeck maduro, elegante e profundamente musical, capaz de unir intelectualidade rítmica e sensibilidade melódica em interpretações que dialogam tanto com estudiosos quanto com apreciadores do jazz clássico.

Baixo – Chris Brubeck (faixas: 1 a 4, 6, 7), Jerry Bergonzi (faixa: 5)
Trombone baixo – Chris Brubeck (faixas: 5)
Bateria – Randy Jones 
Piano – Dave Brubeck
Produtor – Russell Gloyd
Saxofone tenor – Jerry Bergonzi

Gravado no Coast Recorders, São Francisco, Califórnia, setembro de 198


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segunda-feira, 2 de março de 2026

The Teddy Wilson Trio & Gerry Mulligan Quartet With Bob Brookmeyer & Bill Evans – At Newpo

Lançamento: 2016
Selo: Verve Records/Immortal Jazz On Verve IX 
Gênero: Cool Jazz, Swing


O registro do Newport Jazz Festival de 1957, lançado pela Verve Records é mais do que um simples álbum ao vivo; é um manifesto contra as divisões artificiais que a crítica da época tentava impor ao Jazz. Em uma noite onde o "Swing" de Teddy Wilson e o "Cool" de Gerry Mulligan dividiram o palco onde que se ouviu não foi um choque de gerações, uma conversa fluida e profundamente respeitosa. Resultado:Equilíbrio Improvável. Teddy Wilson a Elegância Inoxidável, abre o disco com a precisão de um relojoeiro. No set do seu trio (acompanhado pelo lendário contrabaixista Milt Hinton), ele reafirma por que foi a espinha dorsal dos pequenos grupos de Benny Goodman. Faixas como "Stompin' At The Savoy" e "I Got Rhythm" não são meras revisitações; Wilson toca com uma clareza polida, onde cada nota tem um propósito arquitetônico. É o Swing em seu estado mais puro e sofisticado. Mulligan o arquitetura do ar, assume a ausência de piano criando um espaço negativo que Mulligan e o trombonista Bob Brookmeyer preenchem com um contraponto quase barroco. A interpretação de "My Funny Valentine" é de um lirismo seco e intelectual, característica marcante do som da Costa Oeste. A curiosidade técnica aqui é o entrosamento telepático entre o sax barítono de Mulligan e o trombone de válvula de Brookmeyer, que operam em frequências graves com uma leveza surpreendente e a miragem" de Bill Evans, Um detalhe que frequentemente confunde colecionadores é o crédito a Bill Evans. Evans não toca com Mulligan ou Wilson nesta gravação. Ele aparece em faixas bônus (como "Dancing In The Dark") como integrante do Don Elliott Quartet. Ouvir Evans aqui é testemunhar um gênio em formação, ainda exibindo uma agilidade mais próxima do Bop tradicional, antes de mergulhar no impressionismo que definiria sua carreira solo. A grande joia do álbum é a colaboração em "Sweet Georgia Brown", onde Mulligan se junta ao trio de Wilson. É o momento em que as etiquetas caem por terra: o barítono moderno de Mulligan se encaixa perfeitamente no balanço clássico de Wilson. Este disco não é apenas música de festival; é a prova de que o Jazz, independentemente do prefixo — swing, cool ou bop — fala uma língua única quando os mestres estão no comando. O contexto histórico explorado em 1957 foi o "ano de ouro" do festival (o mesmo ano do lendário show de Louis Armstrong e da consagração de Ella Fitzgerald), detalhe importante da engenharia de som da Verve Records, que conseguiu capturar a acústica aberta do festival com uma clareza rara para gravações externas da década de 50.

Sax. Barítono – Gerry Mulligan (tracks 6, 7,8-10)
Baixo – Ernie Furtado (tracks 8-10), Joe Benjamin (tracks 6,7), Milt Hinton ( tracks 1-5)
Bateria – Al Beldini (tracks 8-10), Dave Bailey (tracks 6,7), Specs Powell (tracks 1-5)
Mellofone – Don Elliott (tracks 8-10)
Piano – Bill Evans (tracks 8-10), Teddy Wilson (tracks 1-5)
Trombone – Bobby Brookmeyer  (tracks 6,7)
Mestre de Cerimônias – Willis Conover

Gravado durante uma apresentação no Newport Jazz Festival, Newport, RI, em 6 de julho de 1957


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