segunda-feira, 29 de junho de 2026

Boxset: La Grande Histoire Du Jazz, do Ragtime ao Swing 1898-1952 (25CDs)

Lançamento: 2009
Selo: Le Chant du Monde 
Gênero: Swing, Ragtime, Big Band, Early Jazz, New Orleans Jazz, Dixieland, Harlem Stride Piano, Gipsy Jazz (Jazz Manouche), Negro Spirituals/Gospel

O épico retrato de uma era em ,utação, o Apogeu de Chicago e as Raízes Territoriais:
Se o CD 03 do box Au Temps Du Ragtime Et Du Swing (1898–1952) já se impunha como um marco histórico, a análise aprofundada de seu alinhamento completo revela uma verdadeira enciclopédia sonora. Este disco não apenas documenta a transição dos estúdios de Chicago, mas constrói uma ponte monumental entre o Blues clássico clássico, o Jazz Tradicional de New Orleans, o balanço inicial das Territory Bands e a sofisticação branca que começava a florescer na Costa Leste. A Temática do mosaico da diversidade e a expansão geográfica é a grande temática deste terceiro volume, a descentralização e o diálogo cultural. O jazz de 1925 e 1926 não acontecia em um vácuo embora Chicago fosse o epicentro magnético, o CD retrata como a linguagem estava se ramificando: O Blues de Vaudeville e das divas onde vozes femininas imponentes davam as cartas e moldavam a carga emocional que o jazz herdaria. A transição do "Hot" ao "Sweet"m o contraste entre a pulsação ardente do sul dos EUA e o refinamento estruturado que as orquestras de Nova York propunham. O estilo de Kansas City, o nascimento de um balanço focado nos riffs repetitivos e em um groove mais pesado e voltado para a dança. A gonstrução do gênero, os Arquitetos do ritmo e do arranjo e a engenharia musical presente neste CD mostra que o jazz estava abandonando de vez o caráter de "marcha" para ganhar maleabilidade artística, construída por diferentes frentes: As divas vocais e os nestres do sopro são a abertura e o miolo do disco assentam a fundação emocional do jazz através do Blues clássico. Bessie Smith (a "Imperatriz do Blues") e Ma Rainey (a "Mãe do Blues") trazem o lamento e a poesia urbana das dores do cotidiano, enquanto Ethel Waters injeta uma sofisticação vocal que pavimentaria o caminho para o jazz cantarolado das décadas seguintes. Elas não cantavam sozinhas: eram amparadas por gênios como Louis Armstrong, cujo trompete cortante redefiniu o papel da improvisação, e King Oliver, que trazia a tradição das surdinas e o som clássico de New Orleans rejuvenescido. A dialética dos grupos de Chicago, o disco promove o embate estético definitivo. De um lado, os Hot Five de Louis Armstrong e os New Orleans Wanderers desmilinguem as estruturas com solos explosivos e virtuosismo. De outro, Jelly Roll Morton & His Red Hot Peppers organizam o caos: Morton prova que o jazz pode ser complexo, escrito e orquestrado sem perder o calor da improvisação. A sofisticação branca e os arranjos de Nova York: Grupos como The Stomp Six (com Muggsy Spanier), The Charleston Chasers, California Ramblers e o pianista Frank Banta mostram como os músicos brancos absorveram o Hot Jazz e criaram ramificações focadas na precisão harmônica. No topo dessa pirâmide estava o genial cornetista Bix Beiderbecke, que oferecia uma alternativa ao estilo explosivo de Armstrong: um som lírico, introspectivo, melancólico e de uma beleza técnica impecável, que influenciaria todo o Cool Jazz trinta anos mais tarde. Ao mesmo tempo, Fletcher Henderson começava a desenhar em Nova York o que seriam as Big Bands, dividindo a orquestra em seções de sopros que dialogavam entre si. O legado de Kansas City e as raízes coletivas traduz o balanço inconfundível do Meio-Oeste americano ganha vida com Bennie Moten e sua icônica "Kansas City Shuffle", que trazia o ritmo pulsante e o uso de riffs que mais tarde consagrariam Count Basie. Correndo em paralelo, o pianista Luis Russell experimentava estruturas que libertavam o contrabaixo, a pianista e líder de banda Lovie Austin comandava sessões impecáveis de Blues de vanguarda, e o pianista de Stride Cliff Jackson mostrava a transição virtuosa do piano Ragtime para o jazz moderno. A curiosidades históricas deste Volume, bo som Inusitado dos Dixieland Jug Blowers uma das maiores excentricidades e curiosidades do CD 03 é a inclusão de faixas como "Banjoreno", gravada pelos Dixieland Jug Blowers. Esse grupo utilizava instrumentos rudimentares e folclóricos, como o jug (um garrafão de cerâmica ou vidro soprado pelo músico para emular o som de uma tuba). Essa faixa demonstra as origens rústicas do jazz e como o gênero, mesmo se sofisticando nos estúdios, mantinha um pé firme nas tradições rurais das jug bands. O mistério e a devoção do "Reverend Gates": outro destaque curioso e culturalmente denso é a presença das gravações do Reverend J.M. Gates. Longe de ser um músico de jazz tradicional, ele era um pastor cujos sermões gravados eram acompanhados por coros que utilizavam a técnica de Call and Response (Chamada e Resposta). A presença de Gates neste CD ilustra perfeitamente como o fervor e a rítmica das igrejas batistas negras moldaram de forma definitiva o DNA espiritual e estrutural do Jazz. O registro da transição tecnológica o biênio 1925-1926 marca a introdução da gravação elétrica (com microfones) substituindo a antiga gravação acústica (onde os músicos tocavam diante de uma enorme corneta de captação). Este CD permite ouvir a evolução da engenharia de som da época, onde a sutileza do piano de Jelly Roll Morton e as nuances da corneta de Bix Beiderbecke puderam, finalmente, ser registradas com clareza. O CD 03 de La Grande Histoire Du Jazz é o volume definitivo do amadurecimento. Ele não se apoia apenas em um ou dois nomes sagrados, mas reconstrói a rica tapeçaria de uma época em que o jazz era uma colcha de retalhos genial — alimentada pelo lamento sagrado do reverendo no altar, pelo garrafão de cerâmica das ruas do sul, pelo piano aristocrático de Nova York e pelo sopro revolucionário de Armstrong em Chicago. Um documento histórico


Boa audição - Namastê

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