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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Interlúdio: Making of Kind of Blue 50th Anniversary Collectors Edition

Freddie Freeloader
(Primeira parte)

"Era a primeira vez que Miles gravava um albúm práticamente de composições suas. Na véspera da sessão, pela manhã fui ao apartamento dele e rabisque "Blue in Green" que era um tema meu e rascunhei a melodia e a harmonia para passar para o pessoal. "Flamenco Sketches" fizemos juntos - eu e Miles". BillEvans.

02 de Março de 1959 às 14:30

Vamos lá: CO 62290, sem titulo, take 1 "Rodando"

Na cabine técnica, Bob Waller colocou um rolo Scotch 190 em cada um dos dois gravadores Ampex, um como fita matriz e o outro como segurança. A fita Scotch era um produto relativamente novo feito com acetato forte e confiável e uma espessura de apenas um milímitro. O resultado eram 45 minutos ininterruptos de gravação com a fita passando pelos cabeçotes a uma velocidade de quase 40 centímentro por segundos. Para a primeira sessão uma fita foi mas que suficiente. Como consequência a escolhas aparentimente trivial da fita acabou por conferir às
gravações uma durabilidade bem maior. Como o isolamento completa dos canais era impossível, o som de cada instrumento - especialmente durante os solos - pode ser ouvido em todos os três canais. Como resultado os metais e o piano ficam ricamente definidos em três campos auriculares, acrescentando ao som profundidade e completude significativas. Durante os solos de trompete, por exemplo, pode-se perceber Miles nos canais esquerdo e direito, bem como ao centro, acrescido de eco. Diminuindo-se gradualmente o som do canal central da matrizé possivel
percebert a dimensão acústica impar proporcinada pelo interior abaulado do 30th Street (estudio).

FREDDIE FREELOADER

"Freddie Freeloader" é uma forma blues de 12 compassos que ganha personalidade nova por meio de uma concreta personalidade melódica e títmica. (Do texto da conta-capa por BillEvans). Jogadores de baisebol sempre fizem alongamento antes de uma partida. Para músicos de jazz a lavada do blues sempe foi o exercício preferido para aquecer mãos e ouvidos. Por essa razão e possivelmente para atenuar o ânimo exaltado de Wynton Kelly e encurtar seu tempo de espera, a primeira música que Miles anunciou foi um número contagiante de blues, único tema em que seu mais novo acompanhate iria tocar. Embora gravada primeiro, "Freeloader" acabaria como segunda faixa de "Kind of Blue". De todas as faixas que iria dotar o álbum de um ar agridoce, "Freddie Freeloader" era a menos melancólica. A essa altura nenhuma das músicas tinha titulo; somente mais tarde Davis seria chamado a nomear suas novas criações. Como complemento ao numero de registro do trabalho, três índices consecutivos "CO" (de Columbia) foram atribuidos à música daquela sessão. Townsend convocou o ínicio da sessão e identificou a faixa. Os microfones captaram os músicos em meio a uma discussão sobre a estrutura da comopsição:

Irving Townsend: Esta rodando...Vamos lá: CO 62290, sem titulo, take 1
Musico não-identificado:...Si bemol no final?
MD: Então, Wynton, depois de Cannonballl você sola de novoe a gente entra e encerra.

O take 1 tem inicio com um ritmo vivo, nitidamente um blues com a abertura de quatro compassos repetida. Descontente com o pulso, Davis assobia no oitavo compasso para cortar o take. Townsend nota imediatamente que Davis se distanciou do microfone e adverte o tompetista de que ele está gravando em um local que segue normas do sincato:

MD: Estava rápido demais
IT: Miles, onde você vai fiacr agora?
MD: Bem aqui
IT:Ok, porque se você for para trás nós não conseguimos captar. Estava bom onde você ficou antes...
MD: Quando eu tocar, vou erguer o trompete um pouco. Posso abaixar isso um pouco? [mexe no microfone]
IT: É contra as normas mexer num microfone...(risos). Vamos lá. Pronto? Número 2....

O take 2 começa num tempo ligeiramente mas lento. No sexto compasso Kelly esbarra uma nota de leve mas de formaperceptível, que até poderia soar como tipica appoggiatura de blues. Embora o take prossiga, na virada ao final do segundo ciclo de 12 compassos, Davis ataca uma nota fora do tom - um "clam" no jargão do jazz - e o take é interrompido. O estilo improvisado de Miles em estúdio já era bem conhecido em 1959. "Gravei com Miles em estudio e sei como ele funciona" declara J.J.Johson, cuja a primeira sessão com Davis remota a 1949. "Quase sempre ele entra em estudio e um take basta!...Essa é a filosofia dele sobra sessão de gravação". Seu esquema de repetição nas sessões de "Kind of Blue" pode parecer ir de encontro à reputação do álbum e do próprio Miles, do primeiro take, do único take. Mas como Evans explica posteriormente: "A primeira execução intera de cada música é o que se ouve. "Kind of Blue" é notável sob esse ponto de vista, nenhum take intero foi deixado de fora. Acho que é isso o que atribui boa parte de seu frescor autêntico. As impressões do primeiro take quando estão no caminho certo, são geralmente as melhores. Se você não aproveita isso, geralmente sofre uma baixa emocional e ai terá de passar por árduo processo profissional para tentar se reerguer". A folisofia de um take d eMiles mudaria diante dsa necessidade de registrar corretamente a cabeça de um arranjo de abertura. Quando Herbie Hancock se juntou a Miles em 1963 para gravar o álbum SevemSteps to Heaven no 30th Street, Miles usou o mesmo método de "Kind of Blue" descrito por Evans. Hancock relembra: Tudo era feito no primeiro take inteiro. Nos cinco anos em eio que esteve com ele foi assim que Miles trabalhou". A fita volta a rodar e captar uma breve passada do tema de "Freddie Freeloader" com sopros e piano para ajustar a frase final, antes que o grupo prossiga para o take3 sem nenhum cometário. Os metais tocam a abertura com suavidaDe. Kelly faz suas respostas e parte para um solo ligeiramente mais fraco se comparado ao seu feito no take final. Antes que o segundo "chorus" Kelly termine, Davis percebe um erro e interrompe o take com um assobio:

MD: Wynton, sem acordes entrando no lá bemol...

Miles tem sido louvado como um bandleader eficaz que faz uso mínimo de palavras. Como Cannonbal recordou em 1972, quando ele falava, era tipicamente para reagir a algo que parecia fora de lugar. "Ele nunca dizia a ninguém o que tocar mas falava 'Cara, você não precisa fazer isso'. Milers realmente dizia NÃO tocar. Eu ouvia e sacava". Quando o gravador é ligado, um vestígio de outro take ou de um ensaio surge de relance. Então precedido por uma leve marcação do tempo com o pé ouve-se o take final (o primeiro por inteiro) de "Freddie Freeloader". O tema
partilha do mesmo inegável atributo de relaxamento do rstante de "Kind of Blue". Mas, se o restante do álbum foi concevido em tomo da sutíl melancolia do piano de Bill Evans, "Freddie Freeloader" se destaca como uma vitrine para o desempenho exuberante e o lema firma de Kelly. Na descrição do trombonista J.J.Johnson, o pianista "sempre projeta uma sensação positiva. Não inporta o andamento". Kelly conclui seu solo com capricho e Davis entra com uma frase de três notas ecoando-o "riff de resposta" da cabeça do tema. Enquanto Miles tece seu solo sem a menor pressa sobre uma harmonia de blues, Kelly mantém a conzinha num acompanhamento inspirado, delineando a progressão do blues e dando embalo ao ritmo. Para Kelly que era masi músico de apoio que lider, o acompanhamento tiha sido o seu primeiro amor. " Parafalara verdade, teve uma época que eu nem gostava de sola' , disse ele à Down Beat. "Eu gostava de manter o grover, solar, nunca". Miles relembrou: "Cara,ele sabia acompanhar um solista bem pra caralho. Cannonball e Trane adoravam o sujeito, eu também". É realmente difi´cil imaginal o tema de "Freddie Freeloader" Sem as notas de blues tocada de maneira relaxada por Kelly, costurando o fim de cada frase. Nesse caso é o a filigrama que determina o desenho geral da melodia. "Acho que o solo de blues de Miles nesse faixa é um dos meus favoritos" declarou Evans anos mais tarde. "Em dois momentos, uma única nota contém tanto significado que mal dá pra acreditar". A improvisação de Miles - mais transbordante que pensativa como em todo álbum - atinge um momento espantoso na terça parte do desenvolvimento. Ele pára e desce a um registro mais grave no trompete, soando como um instrumento de palheta (por um segundo, pode-se pensar que é Coltrane tocando). Simultaneamente, Kelly toca o mesmo riff de três notas que abre e fecha o solo de Daivs. O solo de Coltrane começa com um ponto de exclamação.Por mais preciso que fosseo equilibrio que Plaut conseguiu na disposição da banda em estúdio, ele não estava preparado para a força surpreendente do tenor de Coltrane. "Fred literalmente teve de baixar o volume na mão nesse ponto', comentou Laico ao ouvir a master. Coltrane bem pode ter aturado o microfone na hora do solo, mas mesmo a uma certa distância.
Fonte: Kind of Blue - A Historia da obra-prima de Miles Davis (Ashley Kahn) pp. 105/109.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

1960 - Giant Steps (Deluxe Edition)

"Não estou certo do que procuro, exceto que é alguma coisa que ainda não foi executada. Mas não sei o que é. Só saberei quando conseguir tocá-la". Em poucas palavras, essa era a essência de John Coltrane, um homem que só não foi mais longe porque teve a vida precocemente ceifada pelo destino mas mesmo assim, sua herança é espantosa no legado de jazz. Coltrane, além de ser um grande instrumentista e compositor, conseguiu marcar o jazz com modulações incessantes se marcando com um importante expoente do jazz modal, Bebop e Hardbop. Giant Steps magnifico álbum de 1959 e lançado pela Atlantic Records, empresa dos irmãos Ertegun, Ahmet e Nesuhioriginais que tinha fechado um contrato de um ano renovável por mais um com o saxofonista, tão logo o antigo acordo com a Prestige expirado. Os irmãos eram fãs de Coltrane desde os tempos em que tocava com Miles e logo descobriram que tinham assinado contrato com um artista extremamente exigente e que sabia exatamente o que desejava. Segundo Nesuhi "John Coltrane era único dentro de um estúdio. Ele sabia exatamente o que ele e os músicos deveriam soar e caso não gostasse de algo que estivesse sendo tocado, dizia imediatamente. Nós tínhamos cuidados especiais em dar o som que desejava." Gravado em duas etapas: Dias 4 e 5 de maio de 1959 foram gravadas "Giant Steps", "Cousin Mary", "Countdown", "Spiral", "Syeeda's Song Flute" e "Mr. P.C.", com Coltrane no sax tenor, Flanagan (piano), Paul Chambers (baixo) e Art Taylor (bateria). Dia 02 de dezembro, as vez de "Naima", com Wynton Kelly e Jimmy Cobb nos lugares de Flanagan e Taylor, respectivamente Cobb, Kelly e Chambers eram músicos do quinteto fixo de Miles Davis. Lançadas em LP em 2 de Dezembro de 1960 era o segundo álbum a ser gravado para o selo Atlantic, marca a primeira vez em que todas as faixas eram exclusivamente compostas por Coltrane. O álbum demonstra o fraseado melódico de Trane que mais tarde viria a se chamar "sheets of sound" (termo cunhado em 1958 pelo crítico Ira Gitler da revista especializada em jazz "Down Beat" para descrever o novo e único estilo de improvisação do saxofonista John Coltrane. Gitler usou esta expressão nas notas do álbum Soultrane de 1958), apresentando também um novo conceito harmônico mais tarde conhecido como "Coltrane changes" ("mudanças Coltrane" em português). O álbum é também considerado o adeus ao estilo chamado "bebop", posteriomente entraria em um novo território chamado jazz modal. Várias faixas vieram a se tornar standards como por exemplo "Naima", "Giant Steps", "Cousin Mary", "Countdown" e "Mr.P.C." Em 2003, o álbum foi classificado em 102º na revista Rolling Stone na Lista dos 500 melhores álbuns de sempre da Revista Rolling Stone. Em 2004, foi uma das 50 gravações a serem escolhidas pela Biblioteca do Congresso para serem adicionadas ao Registro de Nacional de Gravações. Em 1983, o jogador de basquete Kareem Abdul- Jabbar nomeou sua autobiografia (escrita conjuntamente com Peter Knobler) em homenagem a este álbum. Algumas faixas desse álbum surgiram durante sua participação nas gravações de Kind of Blue do Miles Davis, álbum considerado o marco do jazz modal. Todas as faixas compostas por John Coltrane.
Curiosidaddes: A faixa "Cousin Mary" é dedicada a sua que segundo ele, "Mary é uma pessoa bem alegre, divertida e tentei manter a essência dele nesse blues". A sexta faixa "Naima" é uma homenagem á primeira esposà Juanita Naima Grubb uma muçulmana convertida a qual cariosamente chamava de Naima.
Esta postagem traz gravações originais de 1960 (Atlantic Records, vinil) e alternativos takes que posteriormente foi agragado em 1990 (Atlantic Records, CD remasterizado), 1994 (Mobile Fidelity, Gold CD - Com faixas alternativas 8-12) e 1998 (Rhino Records, CD de edição de luxo, vinil de 180 gramas - Com faixas alternativas 8-12 e faixas alternativas adicionais 13-15, mas sem faixas alternativas no vinil) para delirios de colecionadores.

Faixas:
01 - Giant Steps
02 - Cousin Mary
03 - Countdown
04 - Spiral
05 - Syeeda's Song Flute
06 - Naima
07 - Mr. P.C. (Mr. Paul Chambers) ****
08 - Giant Steps (Alt. Take)
09 - Naima (Alt. Take)
10 - Cousin Mary (Alt. Take)
11 - Countdown (Alt. Take)
12 - Syeeda's Song Flute (Alt. Take)
13 - Giant Steps (Alt. Take)
14 - Naima (Alt. Take)
15 - Giant Steps (Alt. Take)

Musicos:
John Coltrane - Sax. Tenor
Tommy Flanagan - Piano*
Paul Chambers - Baixo*
Art Taylor - Bateria*
Wynton Kelly - Piano**
Jimmy Cobb - Bateria**
Cedar Walton - Piano***
Lex Humphries - Bateria***

* Gravado em 4 e 5 de Maio de 1959: faixas principais 1-5, 7; faixas alternativas 10-12, e faixa adicional 15.
** Grav. em 02 de dezembro de 1959: faixa principal 06.
*** Grav. em 01 de Abril de 1959 (26 de Março de acordo com nota da Rhino Records): faixas alternativas 08 e 09, e faixa adicional alternativa 13 e 14.
**** Influente contrabaixista conhecido como Mr. P.C. figura notável em grande parte das gravações dos grupos dos das décadas de 1950 e 1960.

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Boa audição - Namastê.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

1961 - Miles Davis At Carnegie Hall - The Complete Concert Re-Up

Miles Dewey Davis Jr (Alton, Illinois, 26 de Maio de 1926 - Santa Monica, Califórnia, 28 de Setembro de 1991). Em 1998, a gravadora Columbia pelo selo Legacy reeditada Miles Davis no Carnegie Hall como um conjunto de duplo disco que traz todas as músicas do concerto realizado a partir de 19 de maio de 1961. Davis é capturado com o seu pequeno combo transitório apresentando Hank Mobley, Wynton Kelly, Paul Chambers e Jimmy Cobb, bem como com o Gil Evans Orchestra. Foi um dos dois únicos shows Davis e Evans realizado em conjunto, e que por si só torna o álbum necessário para coleccionadores, mas a música em si é espetacular. Uma transparencia pela genialidade de Miles pelos portais do jazz.

Faixas:
Disc 1: First Half Of Concert.
1. So What
2. Spring Is Here
3. Teo
4. Walkin'
5. The Meaning Of The Blues/Lament
6. New Rhumba

Disc 2: Second Half Of Concert.
1. Someday My Prince Will Come
2. Oleo
3. No Blues
4. I Thought About You
5. En Aranjuez Con Tu Amor (Adagio From 'Concierto De Aranjuez')


Pessoal:
Miles Davis - Trompete
Gil Evans - Arrangador e Maestro
Hank Mobley - Sax Tenor
Ernie Royal, Bernie Glow, Johnny Coles, Louis Mucci - Trompete
Jimmy Knepper, Dick Hixon, Frank Rehak - Trombone
Julius Watkins, Paul Ingrahan, Bob Swisshelm - Corne Frances
Bill Barber - Tuba
Romeo Penque, Jerome Richardson, Eddie Caine, Bob Tricarico, Danny Bank - Palhetas
Janet Putnam - Harpa
Wynton Kelly - Piano
Paul Chambers - Baixo Acustico
Jimmy Cobb - Bateria
Bobby Rosengarden - Percurssão

Recorded live at Carnegie Hall, New York, New York on May 19, 1961. Includes liner notes by Bob Blumenthal. Digitally remastered by Mark Wilder (Sony Music Studios, New York, New York). This two-CD set makes the entire Carnegie Hall concert of May 19, 1961.












Boa audição - Namastê

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

1959 - Cannonball & Coltrane

John Coltrane foi sem sombra de dúvida um dos músicos mais conceituado e figurado saxofonista do jazz pela historia jazofilica. Gravou mais 100 albuns, entre discos solos e como sideman, realizou com Miles Davis, Duke Elington, Thelonious Monk, Sonny Rollins e muitos outros músicos conceituado, magnificas obras primas e em cada um delas expressou os períodos da sua carreira marcada por uma rica e ousada diversidade. Em Cannonball & Coltrane, ouvimos Cannonball Adderley e John Coltrane em uma sessão com o Miles Davis Sextet - sem Miles, claro, abrilhantando uma performa-se que ficaria nos anais do jazz para sempre. Com Miles longe, Julian Adderley comanda uma bela e descontraída tarde e noite a dentro de perfeito hard bop. Não que tenha deixado Trane em segundo plano; pelo contrário, deu espaços e valorizou, inclusive, suas composições. O trio Wynton Kelly, Jimmy Cobb e Paul Chambers, dão um show usual a parte com Chambers sobresaido em galgas incansaveis no braço de seu baixo durante toda a gravação. Paul foi um dos primeiros baixistas a ser reconhecido como um ótimo improvisador, por conta de seus solos extremamente criativos. Grande parte dessa característica veio do fato de Chambers ter sido eclético o suficiente para ter tocado tanto com Thad Jones e Barry Harris como por ter desenvolvido um trabalho na área da música erudita com o grupo Detroit Strings Band. Nos saxofones em estéreo (Adderley está na esquerda, Trane na direita) percebe-se saxs sincopados em Limehouse Blues, belíssimos solos de Coltrane em Stars Fell On Alabama, floreados e uma altíssima velocidade em Grand Central, majestando um album polido, bem executado, perfazendo um entender porque o bop estava sumindo do cenário nesse periodo. Gravado em Chicago no dia 03 de fevereiro de 1959 e nada é em definitivo, esse álbum é, uma verbete de enciclopédia. Então aproveitem a remasterização cristalina - mixagem sutil e inteligente para todos os instrumentos soarem como captados na semana passada.
produzido por Jack Tracy para o seio da Philips International Series - Mercury

Faixas:
01 - Limehouse Blues (Braham, Furber)
02 - Stars Fell on Alabama (Parish, Perkins)
03 - Wabash (Adderley)
04 - Grand Central (Coltrane)
05 - You’re a Weaver of Dreams (Young, Elliott)
06 - The Sleeper (Coltrane)

Musicos:
Cannonball Adderley - Sax Alto (exceto faixa 05)
John Coltrane - Sax Tenor (exceto faixa 02)
Wynton Kelly - Piano
Jimmy Cobb - Bateria e Percursão
Paul Chambers - Baixo

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Boa audição - Namastê

sexta-feira, 24 de abril de 2009

2001 - The Marsalis Family - A Jazz Celebration

A aclamada família de músicos Marsalis se reúne para fazer um projeto histórico. O "The Marsalis Family: A Jazz Celebration" um show que traz nada menos e nada mais: Branford Marsalis(Sax), Delfeayo Marsalis (Trambone), Ellis Marsalis - pai (Piano), Ellis Marsalis - filho (Bateria), Jason Marsalis (Bateria) e Wynton Marsalis (Trompete). Eternos militantes do Bob, fazem um show dentro deste do estilo com clássicos, Standards e muito Swing. Este encontro é o registro e a homenagem a uma família com mais de 50 anos de serviços prestados ao jazz. Dinastia respeitável em Nova Orleans e pelo mundo afora no cenario jazzistico. O patriarca "Ellis Marsalis" estabeleceu as bases como professor e os filhos absorverão e foram recompensados pelo desenvolvimento de imenso talentos e lampejos em algumas ocasiões de virtuosismo. Wynton, nome colocado em homenagem ao pianista Wynton Kelly, um dos idólos do patriarca é um dos maiores responsáveis senão o maior pela retomada acústica no meio dos anos 80 e beneficiada por uma geração de abençoados talentos no estilo "young lions" saídos de formação universitária. Fato único no jazz até aquele momento. Com a proposta de enfatizar as origens, tradição e evolução do tempo na linha do jazz jamais estarão soterradas no universo de sintetizadores e baterias programáveis. Trumpetista erudito de primeira linha e de jazz, não tão espetacular quanto sua própria opinião, Wynton Marsalis é promessa certa no cenario musical, bem como jovem divulgador do classico jazz ao moderno compressão sonora das nova tendencia. Este show Deixará o legado da construção fisíca do novo auditório do Lincoln Center, palco esse construido em NY para apresentações de jazz. Branford Marsalis é outro ungido. Toca sax tenor, soprano e alto de forma sublime. Foi saxofonista que sucedeu ao legado de Michael Brecker até o aparecimento de Joshua Redman (uma cabeça artistíca inferior a Branford e bem rapada) na banda de Art Blakey & The Jazz Messangers. Conseguiu se desvencilhar da imensa sombra "coltraneana" colocando elementos modernos em sua música. Como manifestações de rua e incentivando novos talentos como produtor e acompanhante. Participou de trabalhos com Sonny Rollins e fez parte do grupo de Miles Davis em suas últimas aparições públicas por quase um ano. Apesar do imenso respeito jamais abdicou de sua personalidade nessas ocasiões. Jason o mais novo é um baterista sensacional. Arrojado, precocemente já liderá grupos próprios e mantém constante trabalho de composição e gravaçoes. Delfayo é mais dedicado a produção e arranjos do clã, possuí uma discografia reduzida e com uma performance mais conservadora musicalmente falando. Ellis sempre terá um papel de destaque mais como educador do que em detrimento a carreira de pianista, que por razões pessoais e profissionais somente conseguiu receber a importância de forma tardia. Um verdadeiro pianista em elegante e notas bem colocada, assumindo uma postura moderna e inexcessiva. Em razão da deterioração fisíca articular, afastou-se do piano na entrada da decada do milenio. Mas é observando seus os frutos que se avaliza a qualidade de sua raiz. Um registro historico e de excelente condutividade na historia do jazz.

Faixas:
01 - Swinging at the Haven
02 - The Surrey With the Fringe on Top
03 - Wynton speaks
04 - Cain and Abel
05 - Nostalgic Impressions
06 - After
07- Sultry Serenade
08 - Twelve’s It
09 - Harry speaks
10 - Saint James Infirmary
11 - Struttin’ With Some Barbecue

Musicos:
Ellis Marsalis – Piano
Branford Marsalis – Saxophones
Delfeayo Marsalis – Trombone
Jason Marsalis – Bateria
Wynton Marsalis – Trompete
Roland Guerin – Baixa Acustico
Harry Connick Jr. – Piano (Convidado especial)
Lucien Barbarin – Trombone (Convidado especial)

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Boa audição - Namastê.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Boxser: Dexter Gordon – The Complete Prestige Recordings (CD11)

 

Como a maioria dos artistas, Dexter Gordon surgiu com toda a energia da juventude, atingiu o auge na década de 30 e 40 anos e, a partir daí, desacelerou gradualmente. O consenso geral é que seus melhores trabalhos foram gravados para a Blue Note durante os anos 60, e certamente ele nunca soou melhor do que em "Dexter Calling" e "Doin' Allright". O primeiro registro na discografia de Gordon é de 1941, quando ele tinha 18 anos, e o último é de 1987. Nesse meio tempo, ele foi gravado oficialmente mais de 160 vezes, cerca de metade delas nas décadas de 70 e 80 — e durante a crucial década de 50, ele quase não gravou nada. Isso significa que uma grande parte dos discos de Gordon o captura em um ritmo mais lento, enquanto relativamente poucos o apresentam no auge de sua carreira. Esta coleção da Prestige contém uma faixa de 1950, uma sessão gravada em 1960, outra de 1965 e 11 gravações feitas entre 1969 e 1973. A música varia do fantástico ao razoavelmente bom, e reuni-la em um só lugar nos dá a oportunidade de reavaliar gravações que podem se perder em meio a uma discografia tão extensa. Gordon fez seu nome em duelos de saxofone tenor com outros tenores de destaque de Los Angeles nos anos 40, então parece apropriado que esta coleção abra com uma jam de 10 minutos com Wardell Gray em "Move", de Denzil Best. Os dois tenores são acompanhados pelo saxofonista alto Sonny Criss e pelo trompetista Clark Terry nesta apresentação ao vivo. É um típico show patriótico, pura diversão e apropriado aqui como um indicador do ambiente musical em que Gordon amadureceu, mas fica a dúvida se ele realmente atingiu seu auge nesse contexto, e a resposta de cada ouvinte contribuirá para determinar o quão desejável é esta caixa. Pessoalmente, acho Terry mais interessante do que qualquer um dos saxofonistas, mas a energia vibrante de "Move" salva a gravação, algo que não se pode dizer de alguns dos trabalhos ao vivo posteriores. Após anos de afastamento dos palcos, o saxofonista retornou à ativa com o álbum "The Resurgence of Dexter Gordon" de 1960, à frente de um sexteto com dois músicos de sopro pouco conhecidos: o trompetista Martin Banks e o trombonista Richard Boone. Esta é uma gravação subestimada, notável pelas valiosas contribuições desses músicos menos conhecidos, pelo ótimo trabalho do pianista Dolo Coker e do baterista Larance Marable, e especialmente pela excelente forma demonstrada pelo líder. A linguagem musical é muito mais claramente bebop do que qualquer coisa que Gordon gravaria posteriormente, e há uma sensação alegre e swingada que é bastante envolvente. Em seguida, de 1965, temos "Setting the Pace", de Booker Ervin. Algumas das ressalvas sobre solos prolongados citadas anteriormente poderiam se aplicar às duas maratonas de 20 minutos aqui presentes, mas Ervin soa tão satisfeito por estar em sintonia com seu ídolo de infância que a música se eleva muito acima dos padrões das jam sessions.O pianista Jaki Byard faz o que sempre faz de peculiar, às vezes absolutamente brilhante, às vezes soando como se estivesse ouvindo outra banda com fones de ouvido. O baterista Alan Dawson mostra o quão bom ele realmente era, assim como Ron Carter em seus tempos de magreza e precisão. O fato de que o caos às vezes ameaça manter um ritmo agradável. As sessões de 1969 que produziram The Tower of Power! e More Power! apresentam o pianista Barry Harris, o baixista Buster Williams e o baterista Tootie Heath, com James Moody no saxofone tenor em algumas faixas. Nem mesmo Ted Panken, um crítico que claramente acredita que acentuar os pontos positivos faz parte de sua função, consegue encontrar nada de bom para dizer sobre o trabalho de Moody aqui – e eu nem vou tentar. Gordon soa excelente, mas algo na seção rítmica simplesmente não inspira, e esse é um problema que se repete ao longo do resto desta coleção. Não se trata dos músicos individualmente, mas do efeito geral de parecer excessivamente formal. As gravações ao vivo de maio de 1969 no Left Bank, em Baltimore, apresentam o pianista Bobby Timmons, o baixista Victor Gaskin e o baterista Percy Brice, e Gordon demonstra grande talento com seus solos nessas longas performances. A qualidade do som não é das melhores, e a banda rítmica não é tão consistente quanto se poderia desejar, mas, contanto que o foco esteja no líder, todo o resto parece irrelevante. Outra sessão ao vivo do ano seguinte, Dexter Gordon With Junior Mance at Montreux, inclui o baixista Martin Rivera e o baterista Oliver Jackson. Mais uma vez, a química do grupo não se concretiza, embora ainda haja muito o que apreciar. Minha gravação favorita dos anos 70 é The Panther! Os belos solos de Tommy Flanagan e o acompanhamento impecável elevam tudo, Gordon soa feliz e relaxado, e o baixista Larry Ridley e o baterista Alan Dawson também merecem reconhecimento. Gordon talvez se solte mais em algumas das outras sessões, mas a energia do grupo em The Panther! torna o álbum especial. The Chase! é um reencontro quase inevitável com Gene Ammons, que havia travado muitas batalhas com Gordon no início da carreira. Foi gravado durante duas apresentações em Chicago, em 26 de julho de 1970, mas considerando o quanto eles já gravaram juntos, é difícil encontrar algo especial nesse material. The Jumpin' Blues retoma o ritmo. Essa faixa alegre e suingada apresenta o pianista Wynton Kelly, o baixista Sam Jones e o baterista Roy Brooks. Não que a combinação seja perfeita, com Gordon decididamente atrasado (como de costume) em uma seção que tende a forçar o ritmo. Alguns ouvintes não gostam desse tipo de tensão, mas eu a acho deliciosa. A essa altura, Kelly já não tinha muita energia, mas continuava firme como o Cadillac que era, e Gordon exibia a forma que lhe rendeu a vitória na votação dos críticos da revista Down Beat em 1971. O reencontro com Freddie Hubbard que resultou em Regeneration não se compara à maravilhosa sessão de 1961,Doin 'Allright; o trompetista havia perdido o vigor da juventude, e a seção rítmica era mediana. O mesmo se aplica à sessão que produziu a maior parte de Tangerine, embora o trompetista Thad Jones faça um bom trabalho. A prova de que a química do grupo realmente importa pode ser ouvida na sessão ao vivo Blues a la Suisse, que soa muito melhor do que deveria, considerando que Hampton Hawes e Bob Cranshaw tocam piano elétrico e baixo, respectivamente. Se todas as músicas nesta caixa tivessem a mesma qualidade de faixas como "Gingerbread Boy", de Gordon, Hawes e Cranshaw, esta caixa seria essencial. Do jeito que está, é uma boa maneira de preencher lacunas, com boas notas e tempo de execução generoso.

"Esta coletânea destaca um período da vida de Gordon em que ele se deslocava entre a Europa e os Estados Unidos, absorvendo influências de diversos lugares e incorporando-as em sua música de uma forma consistente, porém sempre em evolução. A esposa de Gordon disse certa vez que 'ele queria ser lembrado como o saxofonista tenor do bebop', e, com base nesta caixa, sua posição é confirmada."

 - John Kelman, All About Jazz.


Formação completa: 

Clark Terry, Martin Banks (trompete); Freddie Hubbard, Thad Jones (trompete, gaita de foles); Nat Adderley (corneta); Sonny Criss, Cannonball Adderley (saxofone alto); Dexter Gordon, Booker Ervin, Wardell Gray, James Moody, Gene Ammons (saxofone tenor); Richard Boone (trombone), Jimmy Bunn, Barry Harris, Jaki Byard, Dolo Coker, Bobby Timmons, Junior Mance, Tommy Flanagan, John Young, Jodie Christian, Wynton Kelly, Cedar Walton, Hank Jones, Hampton Hawes (piano); Reggie Workman, Billy Hadnott, Charles Green, Victor Gaskin, Martin Rivera, Larry Ridley, Buster Williams, Cleveland Eaton, Rufus Reid, Sam Jones, Stanley Clarke, Bob Cranshaw (baixo); Lawrence Marable, Chuck Thompson, Alan Dawson, Albert Heath, Percy Brice, Oliver Jackson, Steve McCall, Wilbur Campbell, Roy Brooks, Billy Higgins, Louis Hayes, Kenny Clarke; Vi Redd (vocal).


Boa audição - Namastê

quinta-feira, 24 de março de 2011

1959 - Birdland - Miles Davis Sextet

"Músico detido - Miles Davis, 32 anos, trompetista, foi preso depois de brigar com patrulheiro Gerald Kilduff, que tinha encomendado a ele para mudar de calçada movimentada. Na briga, Davis foi atingido na cabeça com um porrete para os quais uma ambulância teve de ser chamado. 26 de agosto de 1959, em Manhattan, New York, fato registrado na West 54th Street Station House—18th Precinct. Photo: Bettmann / Corbis."

Claro que, em sua autobiografia, Miles lembrou de maneira diferente: "Eu tinha terminado de fazer uma transmissão no Armed Forces Day, você sabe, Voz da América e toda essa merda, e estava acompanhando uma branca chamada Judy até o um táxi. Ela entrou e eu fiquei encostado na porta lá na frente de Birdland tomando um ar porque é muito quente lá dentro e parece cozinhar em agosto que tem pouca umidade. Então um policial branco que que passava veio até mim e me disse pra seguir em frente. Na época eu estava fazendo luta de boxe, então pensei "eu deveria bater nessa porra porque eu sabia porque ele estava fazendo". Mas ao invés disso eu disse: "- Vá em frente, para que? Eu estou trabalhando lá embaixo. Esse é meu nome lá em cima, Miles Davis", e apontei para o meu nome na marquise toda em luzes. Ele disse: "Eu não me importo onde você trabalha, eu disse pra seguir em frente! Se você não passar eu vou te prender". Eu olhei bem no seu rosto reto e rígido e não me mexi. Então ele disse: "- Você está preso!" Ele pegou as algemas, mas eu estava recuando. Agora, os pugilistas tinha me dito que se um cara que vai bater em você e ele vinher em sua direção, você pode ver claramente o que seu oponente pretende fazer. Então eu meio que inclinei mais perto, porque eu não estava dando-lhe nenhuma distância para que ele pudesse me bateu na minha cara e então ele tropeçou e todas as suas coisas caíram sobre a calçada, e eu pensei: "- Ah, merda, eles vai pensar que eu fiz isso". Eu estava esperando que ele pegasse sua algema e cassetete , quando derrepente um outro me bateu bem no meio da minha cabeça por traz e uma multidão se reuniu de repente do nada. Eu não o vi o cara chegando. O sangue foi escorrendo no terno cáqui e melou tudo. Então lembro de ver Dorothy Kilgallen vindo de fora com uma feição horrível em seu rosto e me abraçando - eu tinha conhecido Dorothy há anos. Me levaram para a West 54th Street Station House, em uma ambulância chamada pra prestar socorros medicos onde eles depois tiraram fotos de mim todo ensangüentado, era uma merda, fiquei horrível. Fiquei sentado ali esperando, mais louco do que um filho da puta. E eles estão me debochava: "Então você é o wiseguy (espertinho), hein?". Depois de varias pressões acabei sendo preso, passei a noite na cadeia e teve de pagar US$ 1.000 de fianças e ainda levar cinco pontos na cabeça". Revoltado, disse depois: "Me bateram como se eu fosse um tom tom. Eu teria esperado esse tipo de besteira sobre a resistência à uma prisão (para os quais eu foi acusado naquela noite) em uma cidade pequena, mas não aqui em Nova York, onde qualquer um é senhor de si na cidade mais famosas no mundo." Alega dando risada do acontecido. Excerto: A Autobiografia de Miles Davis - Quincy Troupe, Touchstone Book, 1989).

1959 - Birdland - Miles Davis Sextet

Faixas:
01 - Introduction
02 - Announcement
03 - So What
04-The Theme
05 - Lullaby of Birdland

Musicos:
Miles Davis - Trompete
Julian "Cannonball" Aderley - Sax Alto
John Coltrane - Sax. Tenor
Wynton Kelly - Piano
Paul Chambers - Baixo Acústico

domingo, 12 de abril de 2009

King of Blue- Suprassumo do Cool

“Kind of Blue - A História da Obra-Prima de Miles Davis”, do jornalista e produtor de rádio Ashley Kahn é um livro essencial para quem curte jazz ou quer na essencia aprecia uma boa música. Lançado em 17 de Agosto de 1959 pela Columbia Records, tanto em mono como em estéreo feitas no 30th Street Studio (uma antiga igreja armênia transformada em estúdio) na cidade de Nova York em 02 de Março e 22 de Abril de 1959. Kahn já havia escrito sobre o tenorista John Coltrane e da gravadora Impulse (lar temporário de muitos músicos, como de Mingus, Rollins & outros), foi colaborador da Rolling Stone Jazz & Blues Album Guide. Kind of Blue para muitos é o disco definitivo de Miles Davis no conceito jazz modal, referencia revolucionaria, dando mais liberdade aos músicos. E para Kahn foi o mais importante. Não sei dizer mas entendo sua importância e sua influência ao que veio depois de forma substancial na fervida sonoridade de Cannonball Adderley, a impressionnte agilidade de Bill Evans, os solos precisos de Coltrane. Três elementos que solidificaram a partir das sessões de gravação do fantástico álbum em questão nomundo conceitual do jazz. Isso sem desprezar Wynton Kelly, o pianista que participa de apenas uma faixa do disco (Freddie Freeloader) e Paul Chambers, no baixo. Ainda Jimmy Cobb, um baterista de excelência, o único músico participante daquela sessão que ainda respira. As narrações das sessões de gravação têm sabor, as informações sobre o jazz modal são preciosas. Os diálogos entre os músicos, as interferências do produtor, o temperamento de Miles, as fotografias, as ilustrações - tudo colabora para que a leitura seja agradável até para aqueles que consideram o jazz música inacessível. Até para aqueles que a consideram “música para músicos”. Ashley Kahn enfentou um ardo trabalho. Pesquisou afundo, teve acesso a informações que até então, eram exclusivas dos porões da Columbia Records. O que para muitos é a mesma coisa que dançar sobre arquitetura sem flerta com a historia, Kind of Bue derama um banho de agua fria nas cabeças dos menos apreciados. Se é para misturar as artes numa estranha sinestesia, pode-se afirmar que Miles criou um monumento. Sua música é sólida como um monolito ao mesmo tempo que suave como sopro de criança. O livro saiu pela Editora Barracuda e sua tradução nas maõs de Patrícia de Cia e Marcelo Orozco (excelentes tradutores) . Curiosidades do album: Em 2002, Kind of Blue foi uma das 50 gravações escolhidas para o Registro Nacional de Gravações da Biblioteca do Congresso Americano. Em 2003 o álbum foi classificado em 12º lugar pela revista Rolling Stone na Lista dos 500 melhores álbuns de sempre. Em 30 de Setembro de 2008 uma caixa do 50º aniversário de lançamento do álbum foi lançada pela Columbia/Legacy Records. Uma edição luxuosa e limitada com 2 CDs - álbum original mais takes alternativos, sequências de estúdio da sessão de 58/59 mais 17 minutos do “So What” ao vivo na Holanda -1960. Um DVD – Documentário a preto e branco (55 minutos), um Livro de 60 páginas, capa dura, um vinil 12´ (LP) - 180gr Azul, um Poster 22X23 de Miles Davis, tres páginas com notas de Bill Evans mais Reprodução da brochura original de 1959 da Columbia e fotos. "Reconhecido como o ápice do moderno, ‘Kind of Blue’ foi o álbum que inaugurou uma era, e não apenas no jazz. Sua introdução etérea com baixo e piano é reconhecida universalmente". -
Ashley Kahn.

Boa leitura - Namastê.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Boxser: Dexter Gordon – The Complete Prestige Recordings (CD11)

Artista: Dexter Gordon
Lançamento: 2004
Vila: Prestígio 
Gênero: Hard Bop, Bop

Sax. Alto – Cannonball Adderley (faixas: 11-7), Sonny Criss (faixas: 1-1)
Baixo – Billy Hadnott (faixas: 1-1), Bob Cranshaw (faixas: 11-1 a 11-7), Buster Williams (faixas: 2-2 a 4-2, 4-5 a 5-3, 9-6 a 10-3), Charles Green (faixas: 1-2 a 1-7), Cleveland Eaton (faixas: 7-5 a 7-7), Larry Ridley (faixas: 6-5 a 7-4), Martin Rivera (faixas: 5-4 a 6-4), Reggie Workman (faixas: 1-8, 2-1), Rufus Reid (faixas: 7-8 a 8-3), Sam Jones (faixas: 8-4 a 9-5), Stanley Clarke (faixas: 10-4 a 11-1)
Congas – Kenneth Nash (alças: 11-7)
Corneta – Nat Adderley (faixas: 11-7)
Bateria – Alan Dawson (faixas: 1-8, 2-1, 6-5 a 7-4), Albert "Tootie" Heath (faixas: 2-2 a 4-2 ), Billy Higgins (faixas: 9-6 a 10-3), Chuck Thompson (faixa: 1-1 ), Kenny Clarke (faixas: 11-1 a 11-7), Larance Marable (faixas: 1-2 a 1-7), Louis Hayes (faixas: 10-4 a 11-1), Oliver Jackson (faixas: 5-4 a 6-4), Percy Brice (faixas: 4-5 a 5-3), Roy Brooks (faixas: 8-4 a 9-5), Steve McCall (faixas: 7-5 a 7-7 ), Wilbur Campbell (faixas: 7-8 a 8-3)
Piano Elétrico – Hampton Hawes (faixas: 11-7)
Líder – Booker Ervin (faixas: 1-8, 2-1) , Gene Ammons (faixas: 11-7), Wardell Gray (faixas: 1-1)
Líder (Co-líder) – Gene Ammons (faixas: 7-5 a 8-3)
Piano – Barry Harris (faixas: 2-2 a 4-2), Bobby Timmons (faixas: 4-5 a 5-3), Cedar Walton (faixas: 9-6 a 10-3), Dolo Coker (faixas: 1-2 a 1-7), Hampton Hawes (faixas: 11-1 a 11-6), Hank Jones (faixas: 10-4 a 11-1), Jaki Byard (faixas: 1-8, 2-1 ), Jimmy Bunn (faixas: 1-1), Jodie Christian (faixas: 7-8 a 8-3), John Young (faixas: 7-5 a 7-7), Junior Mance (faixas: 5-4 a 6-4), Tommy Flanagan (faixas: 6-5 a 7-4), Wynton Kelly (faixas: 8-4 a 9-5)
Gravado por – Carlos Olms (faixas: 11-1 a 11-7), Chris "Snoopy" Penycate (faixas: 11-1 a 11-7), George Klabin (faixas: 2-2 a 4-2), Leon Kelert (faixas: 7-5 a 8-3), Paul Goodman (faixas: 6-5 a 7-4, 8-4 a 9-5), Rudy Van Gelder (faixas: 9-6 a 11-1), Vernon Welsh (faixas: 4-5 a 5-3), Wally Heider (faixas: 1-2 a 1-7), Willy Schmidt (faixas: 1-8, 2-1)
Sax. Tenor – Booker Ervin (faixas: 1-8, 2-1), Dexter Gordon, Gene Ammons (faixas: 7-5 a 8-3, 11-7), James Moody (faixas: 2-2 a 3-1), Wardell Gray (faixa: 1-1)
Trombone – Richard Boone (faixas: 1-2 a 1-7)
Trompete – Clark Terry (faixas: 1-1), Freddie Hubbard (faixas: 9-6 a 10-3), Martin Banks (faixas: 1-2 a 1-7)
Trompete, Flugelhorn – Thad Jones (faixas: 10-4 a 11-1)
Voz – Vi Redd (faixas: 7-8, 8-3)




# 1-1: Gravado ao vivo no Hula Hut Club, Los Angeles; 27 de agosto de 1950.
Faixas 1-2 a 1-7: Gravadas no United Recording Studio, Los Angeles; 13 de outubro de 1960.
# 1-8, 2-1: Gravado em Munique, Alemanha; 27 de outubro de 1965.
# 2-2 a 3-1: Gravado na cidade de Nova York; 2 de abril de 1969.
# 3-2 a 4-2: Gravado na cidade de Nova York; 4 de abril de 1969.
# 4-3 a 5-3: Gravado ao vivo para a Left Bank Jazz Society no Famous Ballroom, Baltimore, MD; 4 de maio de 1969.
# 5-4 a 6-4: Gravado no Festival de Jazz de Montreux, Montreux, Suíça, 18 de junho de 1970.
# 6-5 a 7-4: Gravado no RCA Studios, Nova York, 7 de julho de 1970.
# 7-5 a 7-7: Gravado em uma apresentação noturna no North Park Hotel, Chicago, IL; 26 de julho de 1970.
# 7-8 a 8-3: Gravado em uma apresentação noturna no North Park Hotel, IL; 26 de julho de 1970.
# 8-4 a 9-5: Gravado nos Estúdios RCA, Nova York, 27 de agosto de 1970.
# 9-6. Faixas 10-3 a 10-4: Gravadas no Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, NJ, em 22 de junho de 1972.
Faixas 10-4 a 11-1: Gravadas no Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, NJ, em 28 de junho de 1972.
Faixas 11-2 a 11-6: Gravadas no Montreux Jazz Festival, Montreux, Suíça, em 7 de julho de 1973.
Faixas 11-7: Gravadas no Montreux Jazz Festival, Montreux, Suíça, em 7 de julho de 1973.



Boa audição - Namastê


terça-feira, 9 de junho de 2009

Interlúdio: Making of Kind of Blue 50th Anniversary Collectors Edition (bastidores e curiosidades) - 1º parte

A primeira coisa que se ouve na fita matriz da sessão inaugural de Kind of Blue é o sotaque anasalado do produtor Irving Townsend, tipico de Massachustts. Townsend havia herdado o cargo de produtor de Miles após as saidas sucessivas de George Avakian (para a Warner Brother Records) e Cal Lampley (para a RCA Victor Records) no ano anterior. Em poucos meses ele assimiu a produção do jazz da costa leste na Columbia Records, passando o bastão para Téo Macero, novato que permaneceu como principal produtor de Davis na Columbia por varios anos. Townsend foi bandleader de jazz antas da segunda guerra e entrara para a Columbia como redator publicitário, apresentado pelo amigo Benny Goodman a George Avakian. Townsend conveceu Avakian a contrata-lo como assistente de gravação. Em meados da decada de 50. ele já atuava como produtor em tempo integral, cuidadndo de várias figuras do pop e do jazz na Columbia, como Rosemary Clooney, Lambert Handricks & Ross, Dave Brubeek e Duke Ellington. Foi Townsend quem produzui o album Lady in Satiu em 1958, realizando o antigo sonho de Billie Holiday de gravar com uma orquestra de cordas. Ao longo dos anos Townsend tornou-se o principal produtor de DukeEllington: menos de uma semana antes da primeira sessão de Kind of Blue ele produziu naquele mesmo estudio imenso uma sessão com Duke que varou a madrugada e rendeu duas faixas do album "Jazz Party". Em setembro do ano anterior, havia supervisionado a gravação da festa de gala para a impresa que reuniu Davis, Ellington, Holiday e Jimmy Rushing no Hotel Plaza NY. Nas fichas de identificação das fitas de Kind of Blue, ao lado da rúbrica "Engenheiro de Som" estão as iniciais "FP'. Por obra do acaso, Fred Plaut estava trabalhando naquele dia. Aquela havia sido sua primeira sessão com Davis. Um dos tres melhores engenheiro de estudio da Columbia (ao lado de Frank Laico e Harold Chappie), Plaut conhecia como a palma da mão o 30th Street Studio. Nascido na Alemanha, teve seu próprio estudio em Paris antes de fugir da ocupação nazista. Chegou a Nova York e por fim a Columbia no final dos anos 40. Plant tambem era um ávido fotografo que se exercitava com as lentes tanto durante seu trabalho no estudio quanto em assuntos extramusicais (seu arquivo de imagens hoje é abrigado pela Biblioteca de Musica da Universidade Yale). Mas estava sem sua camara fotografica naquele dia e como nenhum fotografo da Columbia fora escalado, não houve registros fotograficos da primeira sessão de kind of Blue. Algo essêncial que o estudio ofereceu naquele dia foi o piano afinado. Vale ressaltar que o piano estava sempre afinado" - relembra Dave Brubeck - "O afinador estava quase sempre por ali antes de cada sessão e muitas vezes, ficava por perto durante a gravação". O Steinway que Brubeeck normalmente usava era o mesmo que Bill Evans e Wynton Kelly tocariam na sessão de Kind of Blue. Bob Waller, engenheiro de gravação, aponta outra caracteristica peculiar daquele piano: "Brubeck tocava tão forte que o feltro dos martelos nas cordas agudas estava gasto. O som era bem metalico". (O piano ainda esta em uso no Clinton Recording Studio, na Tenth Avenidaem Nova York). Para aquela segunda-feira, Townsend agendara duas sessões consecutivas no 30th Street, das 14:00hs ás 17: 30 e das 19:00hs ás 22:00hs. O estidio estava vago desde a sessão no sabado á tarde com o cantor pop Jerry Vale, produzido por Mitch Miller. Agora naquela tarde nublada de fim de inverno, Townsend, Plant e Waller esperavam pelos musicos. Essa seria a primeira sessão de em estudio á frente de um pequeno grupo desde maio anterior, quando gravou "Stella by Starliht" e tres outras faixas. Depois disso, Miles foi registrado ao vivo no Newport Jazz Festival em agosto, na festa de gala Jazz at The Plaza em setembro e encerrando 1958 com a gravação de seu segundo marco orquestral com arranjos de Gil Evans em "Porgy& Bess". Fonte: Kind of Blue - A Historia da obra-prima de Miles Davis (Ashley Kahn) pp. 93/95.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Kind of Blue: 50th Anniversary Collectors Edition





   







Kind of Blue
Lançamento: 17 de Agosto de 1959
Gravação: 02 de Março e 22 de Abril de 1959 - 30th Street Studio, Nova York, NY
Gênero: Jazz
Duração: 45:44
Gravadora(s): Columbia CL-1355 ; Sony
Produção: Teo Macero & Irving Townsend
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Musicos:
    Miles Davis - Trompete
    Julian "Cannonball" Adderley - Saxofone Alto (exceto "Blue in Green")
    John Coltrane - Saxofone Tenor
    Bill Evans - Piano (exceto "Freddie Freeloader")
    Wynton Kelly - Piano ( em "Freddie Freeloader")
    Paul Chambers - Contrabaixo
    Jimmy Cobb - Bateria
________________
Aprecie sem moderação!







quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Boxser: Dexter Gordon – The Complete Prestige Recordings (CD11)

Artista: Dexter Gordon
Lançamento: 2004
Vila: Prestígio 
Gênero: Hard Bop, Bop


Sax. Alto – Cannonball Adderley (faixas: 11-7), Sonny Criss (faixas: 1-1)
Baixo – Billy Hadnott (faixas: 1-1), Bob Cranshaw (faixas: 11-1 a 11-7), Buster Williams (faixas: 2-2 a 4-2, 4-5 a 5-3, 9-6 a 10-3), Charles Green (faixas: 1-2 a 1-7), Cleveland Eaton (faixas: 7-5 a 7-7), Larry Ridley (faixas: 6-5 a 7-4), Martin Rivera (faixas: 5-4 a 6-4), Reggie Workman (faixas: 1-8, 2-1), Rufus Reid (faixas: 7-8 a 8-3), Sam Jones (faixas: 8-4 a 9-5), Stanley Clarke (faixas: 10-4 a 11-1)
Congas – Kenneth Nash (alças: 11-7)
Corneta – Nat Adderley (faixas: 11-7)
Bateria – Alan Dawson (faixas: 1-8, 2-1, 6-5 a 7-4), Albert "Tootie" Heath (faixas: 2-2 a 4-2 ), Billy Higgins (faixas: 9-6 a 10-3), Chuck Thompson (faixa: 1-1 ), Kenny Clarke (faixas: 11-1 a 11-7), Larance Marable (faixas: 1-2 a 1-7), Louis Hayes (faixas: 10-4 a 11-1), Oliver Jackson (faixas: 5-4 a 6-4), Percy Brice (faixas: 4-5 a 5-3), Roy Brooks (faixas: 8-4 a 9-5), Steve McCall (faixas: 7-5 a 7-7 ), Wilbur Campbell (faixas: 7-8 a 8-3)
Piano Elétrico – Hampton Hawes (faixas: 11-7)
Líder – Booker Ervin (faixas: 1-8, 2-1) , Gene Ammons (faixas: 11-7), Wardell Gray (faixas: 1-1)
Líder (Co-líder) – Gene Ammons (faixas: 7-5 a 8-3)
Piano – Barry Harris (faixas: 2-2 a 4-2), Bobby Timmons (faixas: 4-5 a 5-3), Cedar Walton (faixas: 9-6 a 10-3), Dolo Coker (faixas: 1-2 a 1-7), Hampton Hawes (faixas: 11-1 a 11-6), Hank Jones (faixas: 10-4 a 11-1), Jaki Byard (faixas: 1-8, 2-1 ), Jimmy Bunn (faixas: 1-1), Jodie Christian (faixas: 7-8 a 8-3), John Young (faixas: 7-5 a 7-7), Junior Mance (faixas: 5-4 a 6-4), Tommy Flanagan (faixas: 6-5 a 7-4), Wynton Kelly (faixas: 8-4 a 9-5)
Gravado por – Carlos Olms (faixas: 11-1 a 11-7), Chris "Snoopy" Penycate (faixas: 11-1 a 11-7), George Klabin (faixas: 2-2 a 4-2), Leon Kelert (faixas: 7-5 a 8-3), Paul Goodman (faixas: 6-5 a 7-4, 8-4 a 9-5), Rudy Van Gelder (faixas: 9-6 a 11-1), Vernon Welsh (faixas: 4-5 a 5-3), Wally Heider (faixas: 1-2 a 1-7), Willy Schmidt (faixas: 1-8, 2-1)
Sax. Tenor – Booker Ervin (faixas: 1-8, 2-1), Dexter Gordon, Gene Ammons (faixas: 7-5 a 8-3, 11-7), James Moody (faixas: 2-2 a 3-1), Wardell Gray (faixa: 1-1)
Trombone – Richard Boone (faixas: 1-2 a 1-7)
Trompete – Clark Terry (faixas: 1-1), Freddie Hubbard (faixas: 9-6 a 10-3), Martin Banks (faixas: 1-2 a 1-7)
Trompete, Flugelhorn – Thad Jones (faixas: 10-4 a 11-1)
Voz – Vi Redd (faixas: 7-8, 8-3)


# 1-1: Gravado ao vivo no Hula Hut Club, Los Angeles; 27 de agosto de 1950.
Faixas 1-2 a 1-7: Gravadas no United Recording Studio, Los Angeles; 13 de outubro de 1960.
# 1-8, 2-1: Gravado em Munique, Alemanha; 27 de outubro de 1965.
# 2-2 a 3-1: Gravado na cidade de Nova York; 2 de abril de 1969.
# 3-2 a 4-2: Gravado na cidade de Nova York; 4 de abril de 1969.
# 4-3 a 5-3: Gravado ao vivo para a Left Bank Jazz Society no Famous Ballroom, Baltimore, MD; 4 de maio de 1969.
# 5-4 a 6-4: Gravado no Festival de Jazz de Montreux, Montreux, Suíça, 18 de junho de 1970.
# 6-5 a 7-4: Gravado no RCA Studios, Nova York, 7 de julho de 1970.
# 7-5 a 7-7: Gravado em uma apresentação noturna no North Park Hotel, Chicago, IL; 26 de julho de 1970.
# 7-8 a 8-3: Gravado em uma apresentação noturna no North Park Hotel, IL; 26 de julho de 1970.
# 8-4 a 9-5: Gravado nos Estúdios RCA, Nova York, 27 de agosto de 1970.
# 9-6. Faixas 10-3 a 10-4: Gravadas no Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, NJ, em 22 de junho de 1972.
Faixas 10-4 a 11-1: Gravadas no Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, NJ, em 28 de junho de 1972.
Faixas 11-2 a 11-6: Gravadas no Montreux Jazz Festival, Montreux, Suíça, em 7 de julho de 1973.
Faixas 11-7: Gravadas no Montreux Jazz Festival, Montreux, Suíça, em 7 de julho de 1973.

Boa audição - Namastê


 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Boxser: Dexter Gordon – The Complete Prestige Recordings (CD11)

Artista: Dexter Gordon
Lançamento: 2004
Vila: Prestígio 
Gênero: Hard Bop, Bop

Sax. Alto – Cannonball Adderley (faixas: 11-7), Sonny Criss (faixas: 1-1)
Baixo – Billy Hadnott (faixas: 1-1), Bob Cranshaw (faixas: 11-1 a 11-7), Buster Williams (faixas: 2-2 a 4-2, 4-5 a 5-3, 9-6 a 10-3), Charles Green (faixas: 1-2 a 1-7), Cleveland Eaton (faixas: 7-5 a 7-7), Larry Ridley (faixas: 6-5 a 7-4), Martin Rivera (faixas: 5-4 a 6-4), Reggie Workman (faixas: 1-8, 2-1), Rufus Reid (faixas: 7-8 a 8-3), Sam Jones (faixas: 8-4 a 9-5), Stanley Clarke (faixas: 10-4 a 11-1)
Congas – Kenneth Nash (alças: 11-7)
Corneta – Nat Adderley (faixas: 11-7)
Bateria – Alan Dawson (faixas: 1-8, 2-1, 6-5 a 7-4), Albert "Tootie" Heath (faixas: 2-2 a 4-2 ), Billy Higgins (faixas: 9-6 a 10-3), Chuck Thompson (faixa: 1-1 ), Kenny Clarke (faixas: 11-1 a 11-7), Larance Marable (faixas: 1-2 a 1-7), Louis Hayes (faixas: 10-4 a 11-1), Oliver Jackson (faixas: 5-4 a 6-4), Percy Brice (faixas: 4-5 a 5-3), Roy Brooks (faixas: 8-4 a 9-5), Steve McCall (faixas: 7-5 a 7-7 ), Wilbur Campbell (faixas: 7-8 a 8-3)
Piano Elétrico – Hampton Hawes (faixas: 11-7)
Líder – Booker Ervin (faixas: 1-8, 2-1) , Gene Ammons (faixas: 11-7), Wardell Gray (faixas: 1-1)
Líder (Co-líder) – Gene Ammons (faixas: 7-5 a 8-3)
Piano – Barry Harris (faixas: 2-2 a 4-2), Bobby Timmons (faixas: 4-5 a 5-3), Cedar Walton (faixas: 9-6 a 10-3), Dolo Coker (faixas: 1-2 a 1-7), Hampton Hawes (faixas: 11-1 a 11-6), Hank Jones (faixas: 10-4 a 11-1), Jaki Byard (faixas: 1-8, 2-1 ), Jimmy Bunn (faixas: 1-1), Jodie Christian (faixas: 7-8 a 8-3), John Young (faixas: 7-5 a 7-7), Junior Mance (faixas: 5-4 a 6-4), Tommy Flanagan (faixas: 6-5 a 7-4), Wynton Kelly (faixas: 8-4 a 9-5)
Gravado por – Carlos Olms (faixas: 11-1 a 11-7), Chris "Snoopy" Penycate (faixas: 11-1 a 11-7), George Klabin (faixas: 2-2 a 4-2), Leon Kelert (faixas: 7-5 a 8-3), Paul Goodman (faixas: 6-5 a 7-4, 8-4 a 9-5), Rudy Van Gelder (faixas: 9-6 a 11-1), Vernon Welsh (faixas: 4-5 a 5-3), Wally Heider (faixas: 1-2 a 1-7), Willy Schmidt (faixas: 1-8, 2-1)
Sax. Tenor – Booker Ervin (faixas: 1-8, 2-1), Dexter Gordon, Gene Ammons (faixas: 7-5 a 8-3, 11-7), James Moody (faixas: 2-2 a 3-1), Wardell Gray (faixa: 1-1)
Trombone – Richard Boone (faixas: 1-2 a 1-7)
Trompete – Clark Terry (faixas: 1-1), Freddie Hubbard (faixas: 9-6 a 10-3), Martin Banks (faixas: 1-2 a 1-7)
Trompete, Flugelhorn – Thad Jones (faixas: 10-4 a 11-1)
Voz – Vi Redd (faixas: 7-8, 8-3)


# 1-1: Gravado ao vivo no Hula Hut Club, Los Angeles; 27 de agosto de 1950.
Faixas 1-2 a 1-7: Gravadas no United Recording Studio, Los Angeles; 13 de outubro de 1960.
# 1-8, 2-1: Gravado em Munique, Alemanha; 27 de outubro de 1965.
# 2-2 a 3-1: Gravado na cidade de Nova York; 2 de abril de 1969.
# 3-2 a 4-2: Gravado na cidade de Nova York; 4 de abril de 1969.
# 4-3 a 5-3: Gravado ao vivo para a Left Bank Jazz Society no Famous Ballroom, Baltimore, MD; 4 de maio de 1969.
# 5-4 a 6-4: Gravado no Festival de Jazz de Montreux, Montreux, Suíça, 18 de junho de 1970.
# 6-5 a 7-4: Gravado no RCA Studios, Nova York, 7 de julho de 1970.
# 7-5 a 7-7: Gravado em uma apresentação noturna no North Park Hotel, Chicago, IL; 26 de julho de 1970.
# 7-8 a 8-3: Gravado em uma apresentação noturna no North Park Hotel, IL; 26 de julho de 1970.
# 8-4 a 9-5: Gravado nos Estúdios RCA, Nova York, 27 de agosto de 1970.
# 9-6. Faixas 10-3 a 10-4: Gravadas no Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, NJ, em 22 de junho de 1972.
Faixas 10-4 a 11-1: Gravadas no Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, NJ, em 28 de junho de 1972.
Faixas 11-2 a 11-6: Gravadas no Montreux Jazz Festival, Montreux, Suíça, em 7 de julho de 1973.
Faixas 11-7: Gravadas no Montreux Jazz Festival, Montreux, Suíça, em 7 de julho de 1973.


Boa audição - Namastê