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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Interlúdio: Making of Kind of Blue 50th Anniversary Collectors Edition


So What
(Primeira Parte)


"So What' tem uma figura simples baseada em 1 compasso de uma escala, 8 de outra e mais 8 da primeira, que segue uma introdução de piano e baixo num estilo rítmico livre. (Do texto de contracapa de Bill Evans)

IT: Vamos lá.
MD: Espera um momento.
IT: CO 62291, Take 1
MD: Espera um momento
Não-Identificado: Um minutinho....

"So What" é de longe o tema de Kind of Blue mais conhecido e o que mais recebeu covers. Para muitos ouvintes um dá nome ao outro. Quando músicos e fás falam de uma suposta faixa-titulo de Kind of Blue, invariavelmente estão se referindo a "So What".
A popularidade definitiva da música se explica, ao menos em parte, por seu memorável tema de abertura (na seguência do prelúndio dos sonhos). Trata-se simpliesmente da melodia mais identificável e memorável de todo o albúm, uma frase lírica tão solta, natural e gingada quando um assobio de fim de tarde de um transeute. "So What", embora formalmente estruturada sobre um grupo simples de escalas, exibe transpârencia de composição; soa mais natural e improvisada do que escrita, propriamente. A oscilação entre intenção e processo apenas favorece seu fascinio permanete. Miles se lembrava de ter extraido inspiração melódica e emoção de duas fontes bem especificas: o folclore africano e o gospel americano.O primeiro veio de uma trupe de dança da Guiné apresentada a ele por sua namorada Frances Taylor. "Fomos a uma apresentação do Ballet Africaine...O ritmo deles!...Eles faziam ritmos em 5/4 e 6/8 com 4/4, eo ritmo se alternava e irrompia". A trupe tambem destacava um músico de calimba que fazia umas escalas africanas diferentes enquanto tocava. "Quando ouvi essa trupe pela primeira vez tocando o piano de dedo naquela noite, cantando uma música enquanto outro dançava, cara, foi uma coisa poserosa".

A música de igreja veio de uma lembraça marcante das visitas à fazenda de seu avô na infância:
"Acrescentei outro tipo de som que eu me lembrava do Arkansas, quando voltavamos da igreja para casa e eles estavam tocando aqueles gospels incriveis. Esse sentimento foi o que tentei recuperar...Eu, com 6 anos, caminhando com meu primo por aquela estrada escura do Arkansas".

Miles temperou seu coquital musical com uma dose de música erudita modertna, como Ravel e Rachmaninoff ("tudo misturando em algum ponto"), mas percebeu que o resultado final não correspondia ao que imaginava originalmente.

"Quando escreve uma coisa e então algém toca aquilo e leva tudo para outra diração por sua criatividade e imaginação e você acaba perdendo o rumo de onde achava que estava indo... Não consegui a correspondência exata do som do "piano de dedo" africano...mas isso era o que eu estava tentando fazer em grande parte do albúm, especialmente em "All Blues" e "So What"".

A outra característica marcante do tema - que seria o primeiro do albúm - é seu prelúndio divagante, tocado em rubato ( ou seja, deslocado no tempo em relação à estrutura predominante da música), atmosférico e carregado de expectativa. "Em So What, a introdução foi composta com uma única frase e Paul e eu a tocamos acrescentando alguma harmonia", relembrou Evans. Quando teria escrito esse prelúndio memorável? Não parece ter sido Bill Evans, que, embora irredutível quanto ao crédito que lhe foi negadao em "Blue in Green", jamais reivindicou autoria de qualquer tipo em "So What", e cujas palavras sugerem que ele ja recebeu a música pré-pronta. Todos os sinais aponta ou para Miles Davis ou para Gil Evans. Nessa época, Gil foi visto com frequência compondo informal porém intensamente em parceria com Davis, e seria Gil quem rearranjaria o prelúndio para uma apresentação de TV um mês depois e para uma orquestra de 21 músicos que executou "So What" no histórico concerto de Miles no Canergic Hall, em 1961. A controvérsa sobre o prelúndio ser criação de Gil é incitada pela viíva, Anita Evans, que se lembra de ouvir do marido que ele havia composto o trecho. Cobb, quando questionado, se posiciona claramente: "Cara, isso soa como coisa do Gil".

Com Bill Evans agora ao piano e Kelly ao que tudo indica, permanecendo para ouvir (muitos músicos visitas ficaram pelo estúdio durante as gravações de jazz, fosse para assistir ou incentivar), as fitas começaram a rodar e captar o arco de Chambers fazendo o tema de "So What". Instantaneamente impregnante, ele é cantarolado porouto músico, enquanto o sexteto se prepara para gravar aquela que virá a ser a faixa inicial do álbum.

IT: Número 2, Take 1.

Evans e Chambers passam a música juntos, firmando a etéria introdução de baixo e piano. Herbie Hancock descreve o feito rubato: "Simplismente parecia que Miles tinha dado (a Chambers) instrução para tocar essa introdução (prelúndio) fora do tempo, do modo a ficar uma espécie de flutuação". A falta de uma resolução rítmica - não se sabe onde é o acento do compasso pelo primeiro meio minuto da música - confere ao tema uma sensação suspesa e misteriosa.

Com a microfonagem do baixo nitidamente melhor depois de "Freddie Freeloader" - provavelmente, bastou reposicionar Chambers - , o tranquilo prelúndio prosseguie, embora os passos de um dos músicos sejam ouvidos no estúdio.

IT: Comecem de novo, por favor.

Pode-se ouvir Evans e Chambers, sem qualquer instrução especifica, "sentido" como é a música. Oprelúndio ainda parece levemente fora de sincronia, especialmente quando piano e baixo devem evoluir juntos por uma linha melódica de blues. Quando os metais entram tocando o tema de "So What" num andamneto ligeiramente mais lento que o final, pode-se ouvir um farfalhar de papel. Townsend começa a reclamar do barulho de fundo no estúdio. Davis zomba do produtor, mas com razão. Afinal que quaisquer vibrações em ressonânciacom outros instruentos - no caso a caixa da bateria ce Cobb, que vibrava - deveriam ser consideradas partes da música.

Fonte: Kind of Blue - A Historia da obra-prima de Miles Davis (Ashley Kahn) pp. 114/116.

Boa leitura - Namastê.


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

1960 - Sketches of Spain - Miles Davis

O segredo para criar uma música que se destaca no tempo é criar uma música atemporal. Sketches of Spain foi é continua a ser bastante diferente de tudo criado no idioma do jazz.

Miles Davis foi instintivamente o músico que não precisa definição ao atingir sua perfeição.
Responsável por tanta música que às vezes é irresistível lidar com o seu legado. À certeza disso; ninguém pode discordar que ele deixou pelo menos uma meia dúzia de legados em obras-primas indispensáveis. Mesmo que a avaliação não seja suficiente: não é exagero afirmar (como ele nunca esteve relutante em fazer) que Davis mudaram a música várias vezes. Depois de sua participação ativa na fase pré-bebop de Charlie Parker, aterrizou em solos ferteis com lançamentos clássico persistente ao tempo, fazendo escola e grandes imitadores. Varias decadas e Miles transformaria agua adocicada de idéias em subgenero ao jazz, causando uma revolução até então inimaginavel. Davis não estava na vanguarda tanto como ele estava na neo-vanguarda. Indiscutivelmente ele nunca disparou em todos os cilindros, antes ou após completamente a maneira que ele fez em 1959 e em 1960. Que ele lançou o que é geralmente considerado o mais importante (e melhor álbum de jazz) de todos os tempos, Kind of Blue, significou um óbvio ápice artístico. Como resultado cultivou uma abordagem a invocar o silêncio tanto quanto o som: Miles levou a filosofia do menos e mais à níveis sem precedentes. Em certo sentido ele transcendeu técnica, evoluindo para uma franqueza que se obtém uma sensibilidade rara: seus solos foram incessantemente expressivo, lírico e cheio de sentimento concentrado. Esta facilidade foi talvez manifestada e evidente em varios de seus álbuns, mas tão bem representado em Sketches of Spain. 1959, Davis havia acabado de gravar “Kind of Blue” e dispensado John Coltrane e Cannonball Adderley da banda. Naquele ano conheceu o Concierto de Aranjuez de Joaquin Rodrigo na casa de um amigo baixista e amante do clássico. Apaixonou-se e juntou traçou esforços pela terceira vez com Gil Evans (já colaborado em Miles Ahead - 1957 e Porgy and Bess - 58) para realizar uma adaptação e compor faixas em torno do tema espanhol. O resultado é uma obra de arte ao mesmo tempo popular e moderna. Mas que foi rejeitada por alguns críticos - que perguntavam se isso era jazz Miles respondeu: é música e eu gosto. Não só da peça principal - mas também faixas como Saeta, um solo absolutamente fantástico de Davis e o balé sincopado de Manuel de Falla, Will o’ the Wisp, uma das canções favoritas de jazz de todos os tempos. Atmosférico e acessível, tornase um grande álbum para congregar aos novos neofitos os valores criativo de um genio chamado de Miles Davis. Sketches of Spain é considerado um dos álbuns mais ouvido na carreira de Davis. Um edição da Penguin Guide to Jazz on CD descreve como "elevadas música ligeira". A revista Rolling Stone o definiu: "menos improvisação, muito ruido contemporâneos sendo algo diferente de jazz". Davis respondeu (segundo a própria revista), "It's music, and I like it" . Em 2003, o álbum foi colocado no 356 na lista da Rolling Stone dos 500 melhores álbuns de todos os tempos. Davis é justamente venerado por muitas coisas. Talvez o mais importante e único, era a sua consciência instintiva de que não é preciso jogar perfeitamente ao atingir ocasionalmente algo muito perto da perfeição. Sketches of Spain é um estudo desse acaso e permanece como um ponto alto na carreira de mestre, assim como uma das obras fundamentais do século 20, depois de Kind Of Blue. Arranjos de Gil Evans. Produção de Teo Macero e Irving Townsend para a Columbia Records. Gravadas entre novembro de 1959 e março de 1960.

Musicos:
Miles Davis - Trompete & flugelhorn
Gil Evans - Piano
Paul Chambers - Baixo Acustico
Jimmy Cobb - Bateria
Elvin Jones & Jose Mangual - Percurssão
John Barrows, James Buffington, Tony Miranda, Joe Singer & Earl Chapin - Trompa Francesa
Johnny Coles, Bernie Glow, Taft Jordan, Ernie Royal & Louis Mucci - Tronpete
Dick Hixon & Frank Rehak - Trombone
Jimmy McAllister & Bill Barber - Tuba
Danny Bank - Clarinete baixo
Albert Block - Flauta
Eddie Caine - Flauta & Flugelhorn
Harold Feldman - Clarinete, Flauta & Oboe
Jack Knitzer - Fagote
Romeo Penque - Oboe
Janet Putnam - Harpa

Concierto De Aranjuez (Adagio)


Saeta


Faixas:

CD1
01 - Concierto De Aranjuez (Adagio)
02 - Will O' The Wisp
03 - The Pan Piper
04 - Saeta
05 - Solea
06 - Song Of Our Country

CD2
01 - The Maids Of Cadiz
02 - Concierto De Aranjuez (Adagio)
03 - Concierto De Aranjuez (Adagio) - 1º Alternate Take
04 - Concierto De Aranjuez - 2º Alternate Take
05 - Concierto De Aranjuez (Adagio) - Alternate Ending
06 - The Pan Piper - Take 1
07 - Song Of Our Country - Take 9
08 - Song Of Our Country - Take 14
09 - Saeta - Versão Integral do Master
10 - Concierto De Aranjuez (Adagio) (Live)
11 - Teo

Miles Davis - Sketches of Spain (50th Anniversary Legacy Edition)

Boa audição - Namastê.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

1961 - Miles Davis At Carnegie Hall - The Complete Concert Re-Up

Miles Dewey Davis Jr (Alton, Illinois, 26 de Maio de 1926 - Santa Monica, Califórnia, 28 de Setembro de 1991). Em 1998, a gravadora Columbia pelo selo Legacy reeditada Miles Davis no Carnegie Hall como um conjunto de duplo disco que traz todas as músicas do concerto realizado a partir de 19 de maio de 1961. Davis é capturado com o seu pequeno combo transitório apresentando Hank Mobley, Wynton Kelly, Paul Chambers e Jimmy Cobb, bem como com o Gil Evans Orchestra. Foi um dos dois únicos shows Davis e Evans realizado em conjunto, e que por si só torna o álbum necessário para coleccionadores, mas a música em si é espetacular. Uma transparencia pela genialidade de Miles pelos portais do jazz.

Faixas:
Disc 1: First Half Of Concert.
1. So What
2. Spring Is Here
3. Teo
4. Walkin'
5. The Meaning Of The Blues/Lament
6. New Rhumba

Disc 2: Second Half Of Concert.
1. Someday My Prince Will Come
2. Oleo
3. No Blues
4. I Thought About You
5. En Aranjuez Con Tu Amor (Adagio From 'Concierto De Aranjuez')


Pessoal:
Miles Davis - Trompete
Gil Evans - Arrangador e Maestro
Hank Mobley - Sax Tenor
Ernie Royal, Bernie Glow, Johnny Coles, Louis Mucci - Trompete
Jimmy Knepper, Dick Hixon, Frank Rehak - Trombone
Julius Watkins, Paul Ingrahan, Bob Swisshelm - Corne Frances
Bill Barber - Tuba
Romeo Penque, Jerome Richardson, Eddie Caine, Bob Tricarico, Danny Bank - Palhetas
Janet Putnam - Harpa
Wynton Kelly - Piano
Paul Chambers - Baixo Acustico
Jimmy Cobb - Bateria
Bobby Rosengarden - Percurssão

Recorded live at Carnegie Hall, New York, New York on May 19, 1961. Includes liner notes by Bob Blumenthal. Digitally remastered by Mark Wilder (Sony Music Studios, New York, New York). This two-CD set makes the entire Carnegie Hall concert of May 19, 1961.












Boa audição - Namastê

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Miles Daves 1926 - 1991


Apresento a discografia de Miles Davis em sua intega,depois de uma minuciosa busca e pesquisa, para uma visão geral do que foi realmente embaixador do trompete.Nota-se que existe uma variedade de gravadoras e selos independentes que ao longo de sua trajetória, formulou uma batalha na busca pelo artista, levando mudar constantemente de gravadora. As gigantes "Columbia,CBS,Prestigio,Blue Note e Sonny" brigam entre si na mais valia e na lei da melhor oferta por um Miles em seus catálogos de venda, concorrendo de lado com selos próprios de pequenas gravadoras.Ao longo de nossa jornada pelo farrofa moderna, pretendo postar essa discografia - salientando que ela não é definitiva - ,Já que existe uma variedade de lançamentos e reedição em vários paises como nomes diferentes.Espero que goste e comentem cada postagem, trazendo suas opiniõe se e críticas.

Discografia - Miles Davis

1945:
* Miles Davis - First Miles (Savoy)
* Charlie Parker Story (Savoy MG)
* Charlie Parker Memorial, Vol. 2 (Savoy)
* The Immortal Charlie Parker (Savoy)

1946:
* Charlie Parker - Yardbird in Lotus Land (Spotlite)
* Charlie Parker on Dial, Vol. 1 (Spotlite)
* Charlie Parker - Alternate Masters, Vol. 2 (Dial LP)
* Charles Mingus - The Young Rebel (Swingtime ST)
* Baron Mingus - God's Portrait c/w unknown title (not released) (Fentone)
* V.A. - Jazz Off the Air, Vol. 3 (Spotlite)
* V.A. - Boning Up the 'Bones (EmArcy)
* Billy Eckstine - Mr. B and the Band (Savoy)
* Billy Eckstine - The Love Songs of Mr. "B" (EmArcy)
* Billy Eckstine - I Surrender, Dear (EmArcy)
* Billy Eckstine - Blues for Sale (EmArcy)
* Miles Davis - Boppin' the Blues (Black Lion)

1947:
* Illinois Jacquet and his Tenor Sax (Aladdin)
* Charlie Parker - Encores (Savoy)
* The Genius of Charlie Parker (Savoy)
* Charlie Parker Memorial, Vol. 1 (Savoy)
* Coleman Hawkins/Howard McGhee/Lester Young - A Date with Greatness (Imperial LP)
* Charlie Parker - The Complete Savoy Studio Sessions (Savoy)
* Charlie Parker on Dial, Vol. 4 (Spotlite)
* Charlie Parker - The Bird Blows the Blues (Dial LP)
* Charlie Parker - Alternate Masters, Vol. 1 (Dial LP)
* Charlie Parker on Dial, Vol. 5 (Spotlite)
* Charlie Parker on Dial, Vol. 6 (Spotlite)
* Charlie Parker - Crazeology c/w Crazeology, II: 3 Ways of Playing a Chorus (Dial)
* Charlie Parker, Vol. 4 (Dial LP)

1948:
* Gene Roland Band featuring Charlie Parker - The Band That Never Was (Spotlite)
* Charlie Parker - Bird's Eyes, Vol. 6 (Philology)
* Charlie Parker - Bird on 52nd St. (Jazz Workshop)
* Charlie Parker (Prestige)
* Charlie Parker - Bird at the Roost, Vol. 1 (Savoy)
* Newly Discovered Sides by Charlie Parker (Savoy)
* Charlie Parker - The 'Bird' Returns (Savoy)
* Miles Davis - Nonet 1948 - Jam 1949 (Royal Jazz)
* Charlie Parker - Miles Davis - Lee Konitz (Ozone)
* The Persuasively Coherent Miles Davis (Alto AL)
* Hooray for Miles Davis, Vol. 1 (Session Disc)
* Charlie Parker - Bird's Eyes, Vol. 1 (Philology)
* Charlie Parker - Live Performances (ESP-Disk' ESP)
* Charlie Parker on the Air, Vol. 1 (Everest)

1949:
* The Metronome All Stars - From Swing to Be-Bop (RCA)
* Miles Davis - Birth of the Cool (Capitol)
* Miles Davis - The Complete Birth of the Cool (Capitol)
* V.A. - Tadd Dameron Big 10 and Royal Roost Jam (Beppo)
* Charlie Parker - Rara Avis Avis, Rare Bird (Stash)
* V.A. - Strictly Be-Bop: Capitol Jazz Classics, Vol. 13 "Be Bop Professors" (Capitol)
* The Miles Davis/Tadd Dameron Quintet in Paris Festival International de Jazz, May, 1949 (Columbia)
* Miles Davis/Tadd Dameron - Sensation '49: A Document from the Paris Jazz Festival 1949 (Phontastic PHONT)
* Charlie Parker - Bird in Paris (Bird in Paris CP 3)
* V.A. - Stars of Modern Jazz Concert at Carnegie Hall

1950:
* Charlie Parker - Birth of the Bebop: Bird on Tenor 1943 (Stash)
* Miles Davis - Dick Hyman - Sonny Stitt (Ozone)
* Here Are Stan Getz and Miles Davis (Kings of Jazz)
* Sarah Vaughan in Hi-Fi (Columbia)
* Miles Davis All Stars and Gil Evans (Beppo)
* Hooray for Miles Davis, Vol. 2 (Session Disc)

1951:
* Miles Davis and Horns (Prestige)
* Miles Davis - Early Miles (Prestige)
* Sonny Rollins with the Modern Jazz Quartet, Art Blakey, Kenny Drew (Prestige)
* The Genius of Charlie Parker, #8 - Swedish Schnapps (Verve)
* The Magnificent Charlie Parker (Clef MGC)
* The Metronome All Stars - All Star Sessions (Capitol)
* V.A. - Conception (Prestige)
* Miles Davis - Eddie 'Lockjaw' Davis - Art Blakey (Ozone)
* Miles Davis - Dig (Prestige)

1952:
* Jimmy Forrest and Miles Davis Live at the Barrel (Prestige)
* Miles Davis/Jimmy Forrest - Lady Bird (Jazz Showcase)
* Miles Davis - Rare Unreleased Broadcasts (Yadeon)
* V.A. - Woman in Jazz, Vol. 3 (Stash)
* Miles Davis and his All Stars (Ozone)
* Miles Davis, Vol. 1 (Blue Note)
* Miles Davis - Complete 1st and 3rd Sessions on Blue Note (Blue Note)
* Miles Davis, Vol. 2 (Blue Note)

1953:
* Miles Davis - Collector's Items (Prestige)
* Miles Davis - Hi-Hat All Stars Recorded Live at Hi-Hat, Boston 1955 (Fresh Sound)
* Miles Davis - Complete 2nd Session on Blue Note (Blue Note)
* Miles Davis - Blue Haze (Prestige)
* Charlie Parker - Bird Meets Birks (Mark Gardner)
* Miles Davis and the Lighthouse All-Stars - At Last! (Contemporary)

1954:
* Miles Davis - Walkin' (Prestige))
* Miles Davis - Bags' Groove (Prestige)
* Miles Davis and the Modern Jazz Giants (Prestige)

1955:
* Miles Davis - The Musings of Miles (Prestige)
* Miles Davis - Blue Moods (Debut)
* Miles Davis - Miscellaneous Davis 1955-1957 (Jazz Unlimited)
* Miles Davis and Milt Jackson Quintet/Sextet (Prestige)
* Miles Davis - The Legendary Prestige Quintet Sessions (Prestige)
* The Complete Columbia Recordings of Miles Davis with John Coltrane (Mosaic)
* Miles Davis - Circle in the Round (Columbia)
* Miles Davis - 'Round About Midnight (Columbia)
* Miles Davis - Basic Miles (Columbia)
* Miles Davis - The Columbia Years 1955-1985 (Columbia)
* V.A. - Jazz Omnibus (Columbia)
* Miles Davis - Miles (Prestige)

1956:
* Workin' with the Miles Davis Quintet (Prestige)
* Steamin' with the Miles Davis Quintet (Prestige)
* Relaxin' with the Miles Davis Quintet (Prestige)
* Miles Davis Quintet at Peacock Alley (VGM/Soulard)
* Leonard Bernstein - What Is Jazz (Columbia)
* The Brass Ensembles of the Jazz and Classical Music Society - Music for Brass (Columbia)
* Cookin' with the Miles Davis Quintet (Prestige)
* Lester Young Meets Miles, M.J.Q. and the Jack Teagarden All Stars (Unique Jazz)
* Miles Davis/Bud Powell/Art Tatum - Unreleased Performances (Teppa 76)

1957:
* Miles Davis - Miles Ahead (Columbia)
* Miles Davis - Miles Ahead (stereo) (Columbia/Legacy)
* Miles Davis - John Coltrane - Sonny Rollins (Ozone 18)
* Miles Davis - Makin' Wax (Chakra (It) TH 100 MD)
* Rene Urtreger en Concerts (Carlyne Music)
* Miles Davis - Ascenseur pour L'echafaud (Fontana)
* Miles Davis - Ascenseur pour L'echafaud: Complete Recordings (Fontana)
* Miles Davis - The Complete Amsterdam Concert 1957 (Celluloid)

1958:
* Miles Davis - Milestones (Columbia)
* Cannonball Adderley - Somethin' Else (Blue Note)
* Cannonball Adderley - Alison's Uncle, Autumn Leaves (Blue Note)
* V.A. - The Other Side Blue Note 1500 Series (Blue Note)
* Miles Davis All Stars featuring John Coltrane and Bill Evans (Jazz Band)
* Miles Davis - Jazz Tracks (Columbia)
* Miles Davis - '58 Sessions (Columbia/Legacy)
* Miles Davis - Black Giants (Columbia)
* Michel Legrand - Legrand Jazz (Columbia)
* Miles Davis/Thelonious Monk - Miles and Monk at Newport (Columbia)
* V.A. - Newport Jazz Festival 1958-59 (FDC)
* Miles Davis - Porgy and Bess (Columbia)
* Miles Davis - Jazz at Plaza, Vol. 1 (Columbia)
* Miles Davis All Stars featuring John Coltrane with Cannonball Adderley (Jazz Band)

1959:
* Miles Davis - Kind of Blue (Columbia)
* The Sound of Miles Davis (Toei Video)
* The Complete Miles Davis-Gil Evans Studio Recordings (Columbia/Legacy)
* Miles Davis - Sketches of Spain (Columbia)

1960:
* Miles Davis - Directions (Columbia)
* Miles Davis en Concert avec Europe 1 (Trema)
* Miles Davis and John Coltrane Live in Stockholm 1960 (Dragon -Swd)
* John Coltrane - Bird Note (Bird Note)
* Miles Davis/John Coltrane - Copenhagen 1960 (Royal Jazz)
* Miles Davis Quintet Live in Zurich 1960 (Jazz Unlimited - Swd)
* Miles Davis/John Coltrane - Miles and Coltrane Quintet Live, First Time on Records (Unique Jazz)
* Miles Davis - Free Trade Hall, Vol. 1 (Magnetic- Luxe)
* Miles Davis Quintet Live in Europe (Jazz Up)
* Miles Davis - Free Trade Hall, Vol. 2 (Magnetic- Luxe)
* Miles Davis/Sonny Stitt - Stockholm 1960 (Royal Jazz)
* Miles Davis and Sonny Stitt Live in Stockholm 1960 (Dragon -Swd)

1961:
* Miles Davis - Someday My Prince Will Come (Columbia)
* Miles Davis in Person, Vol. 2 - Saturday Night at the Blackhawk (Columbia)
* Miles Davis in Person, Vol. 1 - Friday Night at the Blackhawk (Columbia)
* Miles Davis - The Complete Blackhawk Sessions (Mosaic)
* V.A. - Who's Who in Jazz (Columbia)
* Miles Davis - Transition (Magnetic- Luxe)
* Miles Davis - Circle in the Round (CBS/Sony)
* Miles Davis at Carnegie Hall (Columbia)
* Miles Davis - Live Miles: More Music from the Legendary Carnegie Hall Concert (Columbia)

1962:
* Miles Davis - Quiet Nights (Columbia)
* V.A. - Jingle Bell Jazz (Columbia)
* Miles Davis - Sorcerer (Columbia)
* Miles Davis - Facets, Vol. 1 (Columbia)

1963:
* Miles Davis - The Complete 63-64 Columbia)
* Miles Davis - Seven Steps to Heaven (Columbia)
* Miles Davis - Miles in St. Louis (VGM)
* IXXI. Miles Davis Quintet Live in St. Louis and Paris 1963 (The Golden Age of Jazz)
* Miles Davis - Cote Blues (Jazz Music Yesterday)
* Miles Davis in Europe (Columbia)
* Miles Davis at Monterey 1963 Complete (So What!(SW )

1964:
* Miles Davis - 'Four' & More (Columbia)
* Miles Davis - My Funny Valentine (Columbia)
* Miles Davis - Miles in Tokyo (CBS/Sony)
* Miles Davis - Miles in Berlin (CBS)
* Miles Davis - Paris, France (Heart Note)
* Miles Davis - The Complete Copenhagen Concert 1964 (Magnetic- Luxe)
* Miles Davis - Davisiana (Moon)
* Miles Davis - All Blues (Musica Jazz)
* IXXII. Miles Davis Quintet Live in Sindelfingen 1964 (The Golden Age of Jazz)
* Miles Davis - Seven Steps to Heaven (Jazz Door)

1965:
* Miles Davis - E.S.P. (Columbia)
* Miles Davis - Cookin' at the Plugged Nickel (Columbia)
* Miles Davis - Complete Live at Plugged Nickel 1965 (CBS/Sony)
* Miles Davis at Plugged Nickel, Chicago, Vol. 2 (CBS/Sony)
* Miles Davis at Plugged Nickel, Chicago, Vol. 1 (CBS/Sony)

1966:
* Miles Davis - Gingerbread Boy, At Portland State College (Stone)
* Miles Davis - Miles Smiles (Columbia)

1967:
* The Studio Recordings of Miles Davis Quintet 65-68 (Mosaic)
* Miles Davis - Water Babies (Columbia)
* Miles Davis - Nefertiti (Columbia)
* Miles Davis - His Greatest Concert Ever (Jazzman JM)
* Miles Davis - Tempo di Jazz (Tempo di Jazz)
* Miles Davis - No Blues (Jazz Music Yesterday (JMY)

1968:
* Miles Davis - Miles in the Sky (Columbia)
* Miles Davis - Filles de Kilimanjaro (Columbia)
* Miles Davis - The Complete in a Silent Way Sessions (Mosaic)

1969:
* Miles Davis - In a Silent Way (Columbia)
* Miles Davis - 1969 Miles: Festiva de Juan Pins (CBS/Sony)
* The Selected Works of Chick Corea - Music Forever and Beyond (GRP)
* Miles Davis Interview, 4 Aug., 1969 (Columbia)
* Miles Davis - Bitches Brew (Columbia)
* Miles Davis - Double Image (Moon (It) MCD)
* IXXIII. Miles Davis Quintets: Bitches Brew Live (The Golden Age of Jazz (JZCD)
* Miles Davis - Spanish Key (Lunch for Your Ears)
* Miles Davis - Paraphernalia (Jazz Music Yesterday (It) (JMY)
* Miles Davis - Big Fun (Columbia)
* Miles Davis - The Complete Bitches Brew Sessions (Mosaic)

1970:
* Miles Davis - Live/Evil (Columbia)
* Miles Davis - A Tribute to Jack Johnson (Columbia)
* Miles Davis - Hill Auditorium, 2/21/'70 (Jazz Masters)
* Miles Davis - It's About That Time: Live at the Fillmore East, March 7, 1970 (Columbia/Legacy)
* Miles Davis at Fillmore West - Black Beauty (CBS/Sony)
* Miles Davis - Get Up with It (Columbia)
* Miles Davis at Fillmore (Columbia)
* V.A. - The First Great Rock Festivals of the Seventies - Isle of Wight - Atlanta Pop Festival (Columbia)
* Miles Davis - Fillmore West, 10/17/'70 (Jazz Masters)

1971:
* Miles Davis - Lennies on the Turnpike '71 (Jazz Masters)
* IXXIV. Miles Davis Band: Miles Davis + Keith Jarrett Live (The Golden Age of Jazz)
* Miles Davis - Neue Stadthalle, Switzerland (Jazz Masters)
* Miles Davis - Another Bitches Brew (Jazz Door)
* Miles Davis - Two Miles Live (Discurious)
* Miles Davis - Berlin and Beyond (Lunch for Your Ears) * Miles Davis in Sweden 1971 (Miles MD 1)
* Hooray for Miles Davis, Vol. 3 (Session Disc)

1972:
* Miles Davis - On the Corner (Columbia)
* Miles Davis in Concert (Columbia)

1973:
* Miles Davis - Black Satin (Jazz Masters)
* Miles Davis - More Live Evil (Zipperdeke)
* Miles Davis - Ife (Lunch for Your Ears)
* Miles Davis - "Isle of Wight" (Columbia)
* Miles Davis - Unknown Sessions 1973-1976, Vol. 1 (Kind of Blue KOB)
* Miles Davis - Call It What It Is (Jazz Music Yesterday)
* Miles Davis - Berlin '73 (Jazz Masters)
* Miles Davis - Palais des Sports, Paris 1973 (Jazz Masters)

1974:
* Miles Davis - Dark Magus (CBS/Sony)

1975:
* Miles Davis - Agharta (CBS/Sony (J) 28AP 2167/68)
* Miles Davis - Pangaea (CBS/Sony (J) 28AP 2169/70)
* Miles Davis - New York Bottom Line 1975 (Jazz Masters)

1980:
* Miles Davis - The Man with the Horn (Columbia FC)

1981:
* Miles Davis - Shout (12 inch maxi single) (Columbia)
* Miles Davis - We Want Miles (Columbia)
* V.A. - Jazz Beau Coup. (Columbia Sampler)
* Miles Davis - Miles! Miles! Miles!: Live in Japan '81 (CBS/Sony)

1982:
* Miles Davis - Moonlight Shadows (Megadisc)
* Miles Davis - Spring (Paradise)
* Miles Davis - The Second Spring (Paradise)
* Miles Davis - Star People (Columbia FC)
* Miles Davis - Forum, N.Y., 12/31/82 (Jazz Masters)

1983:
* Miles Davis - In the West (Jazz Masters)
* Miles Davis - Atmosphere (Four Beat Sounds)
* Miles Davis - Decoy (Columbia FC)
* Miles Davis in Warsaw '83 (Poli Jazz (Poland) PSJ X)

1984:
* Miles Davis - You're Under Arrest (Columbia FC)
* Miles Davis - This Is Miles!, Vol. 2 (CBS/Sony)

1985:
* Miles Davis - Aura (Columbia)
* Miles Davis - Miles Under Arrest: Live 1985 (Gema)
* Miles Davis - Human Nature (Jazz File JF)
* Miles Davis - The King of Priests (Flashback)
* Miles Davis - Pacific Express (Jazz Masters (G) JM)
* V.A. - Sun City (Manhattan MHS)
* V.A. - Sun City (12 inch maxi single) (Manhattan S14)
* Miles Davis - Unissued '85 (On Stage CD/ON)

1986:
* TOTO - Fahrenheit (Columbia FC)
* Miles Davis - Tutu (Warner Bros.)
* Miles Davis - Backyard Ritual (Warner Bros.)
* Prince - Crucial (H.T.B. Entertainment Group CD)
* Miles Davis - Full Nelson (12 inch maxi single) (Warner Bros.)
* Miles Davis - Social Music (Tiki Records)
* Miles Davis - Maze (Lunch for Your Ears)
* Miles Davis - Time After Time (Tiki Records)
* Miles Davis - High-Energy - Rhythm Attack (M.D.)
* Miles Davis - Street Scenes (Lunch for Your Ears)

1987:
* Miles Davis/Marcus Miller - Siesta (Warner Bros.)
* Miles Davis - Greek Theater '88 (Jazz Masters)
* Miles Davis - Scrooged: Original Motion Picture Soundtrack (A&M SP)
* Miles Davis - Antwerp Agitation (no label no number)
* Prince - Grosse Freiheit 36: Driving to Midnight Mess (Savarage)
* Scritti Politti - Oh, Patti (Virgin VST)

1988:
* Cameo - Machismo (Mercury)
* Miles Davis in Concert '88, Pt. 1 (Jazz Concert MDCD)
* Miles Davis in Concert '88, Pt. 2 (Jazz Concert MDCD)
* Chaka Khan - C.K. (Warner Bros.)
* Miles Davis Live Around the World (Warner Bros.)
* Miles Davis in Warsaw '88 (Poli Jazz (Poland))
* Miles Davis - Amandla (Warner Bros.)

1989:
* Kenny Garrett - Prisoner of Love (Atlantic)
* Quincy Jones - Back on the Block (Warner Bros.)
* Marcus Miller - The Sun Don't Lie (PRA)
* Miles Davis - Time After Time (Jazz Door (It) JD)
* Miles Davis Band Live Tutu (The Golden Age of Jazz)
* Miles Davis - Miles in Montreux (Jazz Door (It) JD)
* Miles Davis Live at Montreux Jazz Festival (Jazz Door) * Miles Davis - Miles in Paris (Four Aces )
1990:
* Miles Davis/Michel Legrand - Dingo (Warner Bros.)
* Miles Davis - The Hot Spot: Original Motion Picture Soundtrack (Antilles)
* Paolo Rustichelli - Capri (Verve-Forecast)
* Paolo Rustichelli - Mystic Man (Island/Guts & Grace)
* Miles Davis - Sing in Singen (Regency REG)
* Shirley Horn - You Won't Forget Me (Verve)

1991:
* Miles Davis - Doo-Bop (Warner Bros)
* Miles Davis - Blow/Fantasy (Warner Bros.)
* Miles Davis - The Doo-Bop Song EP (Warner Bros.)
* Miles Davis - Miles and Quincy Live at Montreux (Warner Bros.)
* Miles Davis - Black Devil (Beech Marten (It) BM)

segunda-feira, 14 de julho de 2008

1969 - Miles, Festiva De Juan Pins (Japan Edition)

Miles era o segundo filho de uma família de classe média, tendo seu pai, um dentista prático e sua mãe professora de música, como figuras centrais de sua vida, Começou a estudar trompete aos doze anos de idade e fazia espetáculos junto com seus dois irmãos, Dorathy, que tocava piano, e Vernon, que dançava para as visitas que freqüentavam sua casa. Sua primeira banda foi a Eddie Randle’s Blue Devils. Aos 17 anos viu o trompetista Dizzy Gillespie e o saxofonista Charlie Parker tocarem em um show na cidade onde morava com a família em St. Louis, acompanhando a big band de Billy Eckstine, ficou fascinado, isso em 1944. Ele então acabara de descobrir como e com quem queria tocar. " Quando eu estava na sexta serie, havia um programa de radio chamado ' Harlem Rhythm' que eu escultava antes de ir para escola por quinze minutos - era isso. Foi quando eu disse: Quero fazer musica assim". Com a saída de um dos trompetistas da banda de Eckstine, Miles conseguiu a vaga e teve a oportunidade de tocar por duas semanas com seus ídolos Parker e Dizzy. Em 1944 mudou-se para Nova York para estudar música na famosa Julliard School (onde aprofundou seus conhecimentos de teoria, harmonia e música clássica) e ficar mais próximo de seus ídolos e da nova música que estava acontecendo por lá, o Bebop. Miles começou a freqüentar o Minton’s e a trabalhar como sideman de Parker, apesar de não estar preparado tecnicamente para tocar o Bebop. Miles Davis efetivamente constitui, sozinho, um capítulo à parte dentro do jazz. Sua carreira, inciada dentro do bebop, apresentou uma fase brilhante já em 1948-50, com a formação da célebre Miles Davis-Capitol Orchestra, onde o genial arranjador Gil Evans começou a escrever verdadeiras obras-primas que davam todas as condições para a expressividade de Miles. A colaboração Miles-Evans continuou ao longo dos anos 50. Os arranjos de Evans não têm paralelo em nenhuma big band: trata-se de peças impressionistas, com estruturas elaboradas, texturas timbrísticas sofisticadas, revelando influências variadas que incluíam, por exemplo, a música espanhola. O som de seu trompete foi único. Poucos músicos conseguiram usar momentos de silêncio em seus solos como Dewes Miles Davis Jr. Quase sempre sem vibrato (efeitos de oscilação do som) e com o uso da surdina, tocava frases musicais curtas de forma macia. Com sua arte foi construída uma obra jazzística vasta, desbravadora e lírica. Miles, Festiva De Juan Pins foi Gravado ao vivo no Jazz Festival Antibes (uma comuna francesa) em 25 de Julho de 1969, três semanas antes do início do "Bitches Brew Sessions", com - Miles Davis, Wayne Shorter, Chick Corea, Dave Holland, e Jack DeJohnette. A apresentação mostra uma natural transitória do repertório - que inclui, desde "Round Midnight" e "Milestones", que Miles primeiro gravou na década de 1950. Magnifico arcevo, indispensavel para colecionadores de fim de semana como eu, já que se trata de uma gravação não disponível no mercado interno, tendo em vista que em março de 1970 a Fillmore East lançou nos EUA uma versão não oficial do show (diz alguns que Miles ficou puto e cogitou processar a gravadora). Isso Levou a perpetua quase 26 anos de espera, até 26 de Agosto de 95, quando foi lançado no mercado japones o master oficial. Produzido por Teo Macero que produziu muitos álbuns importantes para Miles Davis, tais como “Kind of Blue” ” Bitches Brew”, “ In a Silent Way”, e "A Tribute to Jack Johnson" entre outros. Teo era saxofonista e compositor, sendo contratado pela Columbia Records em 1957 onde veio a fazer parte da equipe de produtores onde auxiliou Miles em varias produções.
Gravado: 25-o7-1967 Antibes, França


Tracks:
01 - Directions
02 - Miles Runs the Voodoo Down
03 - Milestones
04 - Footprints
05 - Round About Midnight
06 - It's About That Time
07 - Sanctuary & The Theme

Músicos:
Miles Davis - Trompete
Wayne Shorter - Sax. Tenor e Soprano
Chick Corea - Piano Eletrico
Dave Holland - Baixo
Jack De Johnette - Bateria e Percursão

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Boa audição - Namastê.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Interlúdio: Making of Kind of Blue 50th Anniversary Collectors Edition (bastidores e curiosidades) - 1º parte

A primeira coisa que se ouve na fita matriz da sessão inaugural de Kind of Blue é o sotaque anasalado do produtor Irving Townsend, tipico de Massachustts. Townsend havia herdado o cargo de produtor de Miles após as saidas sucessivas de George Avakian (para a Warner Brother Records) e Cal Lampley (para a RCA Victor Records) no ano anterior. Em poucos meses ele assimiu a produção do jazz da costa leste na Columbia Records, passando o bastão para Téo Macero, novato que permaneceu como principal produtor de Davis na Columbia por varios anos. Townsend foi bandleader de jazz antas da segunda guerra e entrara para a Columbia como redator publicitário, apresentado pelo amigo Benny Goodman a George Avakian. Townsend conveceu Avakian a contrata-lo como assistente de gravação. Em meados da decada de 50. ele já atuava como produtor em tempo integral, cuidadndo de várias figuras do pop e do jazz na Columbia, como Rosemary Clooney, Lambert Handricks & Ross, Dave Brubeek e Duke Ellington. Foi Townsend quem produzui o album Lady in Satiu em 1958, realizando o antigo sonho de Billie Holiday de gravar com uma orquestra de cordas. Ao longo dos anos Townsend tornou-se o principal produtor de DukeEllington: menos de uma semana antes da primeira sessão de Kind of Blue ele produziu naquele mesmo estudio imenso uma sessão com Duke que varou a madrugada e rendeu duas faixas do album "Jazz Party". Em setembro do ano anterior, havia supervisionado a gravação da festa de gala para a impresa que reuniu Davis, Ellington, Holiday e Jimmy Rushing no Hotel Plaza NY. Nas fichas de identificação das fitas de Kind of Blue, ao lado da rúbrica "Engenheiro de Som" estão as iniciais "FP'. Por obra do acaso, Fred Plaut estava trabalhando naquele dia. Aquela havia sido sua primeira sessão com Davis. Um dos tres melhores engenheiro de estudio da Columbia (ao lado de Frank Laico e Harold Chappie), Plaut conhecia como a palma da mão o 30th Street Studio. Nascido na Alemanha, teve seu próprio estudio em Paris antes de fugir da ocupação nazista. Chegou a Nova York e por fim a Columbia no final dos anos 40. Plant tambem era um ávido fotografo que se exercitava com as lentes tanto durante seu trabalho no estudio quanto em assuntos extramusicais (seu arquivo de imagens hoje é abrigado pela Biblioteca de Musica da Universidade Yale). Mas estava sem sua camara fotografica naquele dia e como nenhum fotografo da Columbia fora escalado, não houve registros fotograficos da primeira sessão de kind of Blue. Algo essêncial que o estudio ofereceu naquele dia foi o piano afinado. Vale ressaltar que o piano estava sempre afinado" - relembra Dave Brubeck - "O afinador estava quase sempre por ali antes de cada sessão e muitas vezes, ficava por perto durante a gravação". O Steinway que Brubeeck normalmente usava era o mesmo que Bill Evans e Wynton Kelly tocariam na sessão de Kind of Blue. Bob Waller, engenheiro de gravação, aponta outra caracteristica peculiar daquele piano: "Brubeck tocava tão forte que o feltro dos martelos nas cordas agudas estava gasto. O som era bem metalico". (O piano ainda esta em uso no Clinton Recording Studio, na Tenth Avenidaem Nova York). Para aquela segunda-feira, Townsend agendara duas sessões consecutivas no 30th Street, das 14:00hs ás 17: 30 e das 19:00hs ás 22:00hs. O estidio estava vago desde a sessão no sabado á tarde com o cantor pop Jerry Vale, produzido por Mitch Miller. Agora naquela tarde nublada de fim de inverno, Townsend, Plant e Waller esperavam pelos musicos. Essa seria a primeira sessão de em estudio á frente de um pequeno grupo desde maio anterior, quando gravou "Stella by Starliht" e tres outras faixas. Depois disso, Miles foi registrado ao vivo no Newport Jazz Festival em agosto, na festa de gala Jazz at The Plaza em setembro e encerrando 1958 com a gravação de seu segundo marco orquestral com arranjos de Gil Evans em "Porgy& Bess". Fonte: Kind of Blue - A Historia da obra-prima de Miles Davis (Ashley Kahn) pp. 93/95.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

2008 - Beautiful Ballads And Love Songs - Miles Davis

O estilo elíptico de Miles ao trompete levou muitos críticos a dizerem que toca mal. "No bebop, todo mundo tocava muito rápido. Mas eu jamais gostei de tocar um monte de escalas e essa merda toda. Sempre tentei tocar as notas mais importantes do acorde, decompô-lo. Eu ouvia os músicos tocando todas aquelas escalas e nunca nada que a gente pudesse lembrar” afirma Miles. Durante os anos 50, montou seu primeiro grande quinteto com destaque para o jovem e inquieto John Coltrane. No final da década outras duas revoluções. A primeira na parceria com o maestro Gil Evans e a união de jazz, música erudita e sons latinos em Miles Ahead - 1957, Porgy And Bess - 1958 e Sketches Of Spain - 1959. A outra revolução veio com Kind Of Blue - 1959, seu trabalho mais importante e um dos discos de jazz mais vendidos de todos os tempos. Miles popularizou o modal, técnica de composição baseada em módulos, em vez de notas ou melodias o que favorece a improvisação. Nos ensaios de Kind Of Blue, Miles levanta apenas as bases das músicas, repetitivas e simples (ouça com atenção “So What”) o resto a banda improvisava por cima. O segundo quinteto é a mais completa banda de jazz que já tocou junta: Wayne Shorter (saxofone), Herbie Hancock (piano), Ron Carter (baixo) e Tony Williams (bateria). Com essa banda, Miles flertou com o jazz mais vanguardista sem que as composições perdessem a forma. O entrosamento do quinteto era incrível. Nos shows, Hancock sentava em cima da mão esquerda para que seus companheiros não pudessem descobrir para onde ele levaria a melodia. Williams, que entrou na banda com menos de 20 anos criou escola com sua polirritmia. Carter era sólido como uma rocha e Shorter contribuía com seu talento de compositor. São dessa época os clássicos como “Footprints”, “Masqualero”, “Nefertiti” e “Prince Of Darkness”. Em 1968 e influenciado pelo rock parte para os instrumentos elétricos e promove sua última revolução no jazz. No ano seguinte sai o irretocável "In a Silent Way" e sai em turnê com o chamado “lost quintet”, composto pelo saxofonista Shorter, o baixista inglês Dave Holland (então com 22 anos), o pianista Chick Corea e o baterista Jack DeJohnette. Infelizmente essa banda não chegou a gravar em estúdio mas os registros dos shows que fizeram mostram que eram quase tão bons quanto o segundo quinteto. Ainda em 1969 sai o famoso "Bitches Brew" com participação do guitarrista John McLaughlin. A partir desse albúm, Miles leva a fundo as experimentações elétricas, flertando com o rock e o funk. Seus discos dos anos setenta são logaritimos de referencia com a excelente Get Up With It - 1972, a cansativas e indulgentes A Tribute To Jack Johnson - 1970. A partir daí explorou ritmos mais modernos como funk, dance music, eletrônica e hip hop. Em 28 de setembro de 1991 o trompete de Miles silencia. Sua obra - vasta, multifacetada, evolutiva, desbravadora, ora hermética, ora lírica - irá certamente fornecer material para análise e motivo de puro deslumbramento para muitas gerações. Beautiful Ballads And Love Songs apresenta algumas das melhores interpretações de baladas no trompete de Miles Davis faz uma viagem na carreira do principe das trevas como era chamdo. Como tal é a introdução perfeita para Davis. A introdução perfeita para o jazz. Acima de tudo "The Perfect Valentine" deixa um clima de gosto de paixão e tanje o amor em silencio ou é apenas porque você gosta de jazz???!!!!!.

03 - Corcovado (Quiet Nights)


Faixas:
01 - 'Round Midnight'
02 - Summer Night
03 - Corcovado (Quiet Nights)
04 - Stella By Starlight
05 - My Ship
06 - I Thought About You
07 - Bess, You Is My Woman Now
08 - Blue In Green
09 - I Loves You Porgy
10 - I Fall In Love Too Easily
11 - Time After
12 - My Funny Valentine (Live)

Download - Here - Click Aqui
Boa audição - Namastê.

domingo, 4 de outubro de 2009

1957 - Porgy & Bess - Louis Armstrong & Ella Fitzgerald

Em Agosto de 1957, o produtor Norman Granz que já em outras etapas reunido em estúdio Louis Armstrong e Ella Fitzgerald, gravando antológicos álbuns da dupla, voltou a atacar ainda com maior ambição, elegendo como alvo a ópera do compositor nova-iorquino George Gershwin - Porgy e Bess. Com arranjos e direção musical de Russell Garcia e apoiados por uma vasta orquestra dominada pelas seções de cordas, Louis e Ella chamaram a si a totalidade das partes vocais da ópera, cada um acumulando todos os personagens masculinos e femininos. O álbum foi um êxito de vendas mas a crítica olhou como sempre para um lado da direção, valendo apenas mais um álbum na estante das obras não essenciais de Armstrong e Ella. Acontece que o curso da história raramente é linear e muitas vezes, as obras que deixam marcas mais fundas não são as maiores mas as que no tempo e no modo como foram recebidas, assumem um protagonismo que as torna historicamente incontornáveis . Antes de Porgy e Bess, a Jazz Avenue tinha na cabeceira muitas outras gravações de Louis Armstrong e Ella Fitzgerald mas nem por isso desgosta de andar pelas ruas de Gershwin guiado pelas suas vozes. Enquanto se falar de standards do jazz, George Gershwin será sempre um dos apóstolos das Sagradas Escrituras. E a ligação de Porgy e Bess ao jazz passará sempre por duas versões separadas no tempo por apenas um ano: A de Armstrong & Ella concebida em 1957 e Gil Evans e Miles Davis, nascida em 58. Com certeza que Porgy e Bess nunca poderia faltar na celebração do centenário do nascimento de Louis com a promessa de que outras viagens virão e de sua diva maior,Ella, a primeira dama a romper com o preconceito dea ópera no jazz. A dupla produziu jóias de valores inigualáveis como: Ella and Louis (1956), Ella and Louis Again (1957). Todos os três álbuns foram recebido tanto pela crítica como sucesso comercial. Porgy & Bess foi gravado em duas sessões: 18 de Agosto e 19 de Outubro de 1957.

Faixas:
01 - Porgy And Bess: Overture
02 - Summertime
03 - I Wants To Stay Here
04 - My Man’s Gone Now
05 - I Got Plenty O’ Nuttin’
06 - Buzzard Song
07 - Bess You Is My Woman Now
08 - t Ain’t Necessarily So
09 - What You Want Wid Bess?
10 - A Woman Is A Sometime Thing
11 - Oh, Doctor Jesus
12 - Porgy And Bess: Medley: Here Come De Honey Man / Crab Man / Oh, Dey’s So Fresh And Fine
13 - There’s A Boat Dat’s Leavin’ Soon For New York
14 - Bess, Oh Where’s My Bess?
15 - Oh Lawd, I’m On My Way

Músicos:
Louis Armstrong - Trompete & Vocais
Ella Fitzgerald - Voz
Paul Smith - Piano
Alvin Stoller - Bateria

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Boa audição - Namastê.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

1961 - Where - Ron Carter With Eric Dolphy and Mal Waldron

Quando o crítico da revista Downbeat, Don McMichael classificou "Out To Lunch" com cinco estrelas, escreveu: "Este musico será o jazzman mais premiado da próxima década", estava assinando um dejavu de estrea do saxofonista, flautista e clarinetista, Eric Allan Dolphy ou mais conhecido Eric Dolphy, musico predestinado a ser uns dos criadores e fundamentalista de estilo da chamada corrente dominante do jazz com forte estética ao free. O album em questão era "Outward Bound" com forte raiz no estilo do bop, gravado em 1960, pelo selo Prestige, onde Eric fazia sua estreia nos rool dos lideres de jazz. Don McMichael esta certo e so um item ficou de fora desta visão futurista: Dolphy foi além disto. Apesar do seu estilo ter sido criticado como anti-jazz, a modernidade da sua obra é unica e indiscutível. As inovações por ele introduzida no jazz é tão fundamental como as de Charlie Parker ou John Coltrane. O lirismo da sua flauta no contraste do radicalismo de sua clarinete, o seu discurso no sax. alto era impetuoso, suas composições dissonantes e bizarras, formando estruturas para o desenvolvimento do jazz até aos dias conteporanios. Passava grande parte da sua vida nos estúdios de gravação, onde participou em muitas sessões lideradas pelos grandes músicos, como: Max Roach, Ted Curson, Ron Carter, Mal Waldron, Pony Poindexter, Benny Golson, Gary McFarland, Andrew Hill, Gil Evans, Ken McIntyre e é claro, John Coltrane. Foi em seu apartamento que Dolphy começa a tocar e a partilhar ideias com o seu então amigo Coltrane, que havia convida a trabalhar na sua primeira gravação para a então recém criada editora Impulse, tendo a seu cargo a orquestração e a direção de orquestra. O resultado tem significativa no paralelo discografico de Coltrane, chamado: "Africa/ Brass Sessions" apresenta com o célebre quarteto mais 14 músicos, transmitindo a experiência única de sentir o modalismo livre do quarteto, invadido por sutis arranjos orquestrais. Coltrane decide convidar Eric para as gravações de Olé Coltrane, que, em certa medida, segue os passos musicais já experimentados no album interior, mas desta feita sem orquestra. Dolphy passa a integrar o grupo de Trane e sua colaboração entre ambos tem o seu ponto alto nas gravações feitas em 1961 no mítico e lendario album: "Village Vanguard" em Nova Iorque. Apesar das frequentes colaborações, Dolphy continuava a gravar como líder. Para a história ,ficam as gravações feitas no Five Spot, editadas em dois volumes, onde a banda de Dolphy tinha alguns dos músicos mais criativos desta época, Booker Little, o trompetista de forte tendencias, Mal Waldron, pianista jurassico na historia do jazz, Richard Davis, contrabaixista e o baterista Ed Blackwell, que arquitetou a transição do futuro do jazz sem esquecer a tradição. A preocupação melódica, o fraseado e a estrutura interna dos solos são uma constancia na carreira de Dolphy, isto sem deixar a complexidade criativa das suas composições. É durante este processo criativo que nasce a obran prima "Out To Lunch", inteiramente preenchida com composições soberbas e originais, tocadas de forma espontânea e livre. Se a perfeição existe, ela está presente neste registro, obra inquietante, arriscada e demasiada inovação para a época. Hoje Dolphy é considerado pelo conhecedores de jazz um marco em relação às suas distintas performa-se instrumentais: vibrações líricas da flauta, vôos do sax-alto e os rompantes do clarinete. A sua propensão por buscar adiante novas idéias harmônicas o colocaram numa linha virtuosa entre consonância e dissonância. Enquanto Dolphy caminhava para ser uma figura decisiva nesse começo dos anos 60, o bebop passava por inovações e se desenvolvia para formas mais livres. Sua morte prematura aos 36 anos, devido às complicações causadas pela diabetes em 29 de Junho de 1964, poê fim a uma carreira brilhante e promissora. "Where?" surgiu em 20 de Junho de 1961, na companhia de baixista Ron Carter (04-05-1937) e do pianista Mal Waldron (Malcolm Earl Waldron - 16-08-1925 # 02-12-2002 ) em uma sessão prostraumatica dos musicos em suas carreiras como sidemam. Carter, dono de uma vasta cultura musical, trabalhou dentro de variados estilos musicais: jazz-rock, experimentos em música erudita de câmara, jazz mainstream, música de influência brasileira. Já Mal Waldron é conciderado um inovador pianista, compositor de jazz e world music, tocando com feras como: John Coltrane, Eric Dolphy, Clifford Jordânia, Booker Little, Steve Lacy e Jackie McLean. Habilidoso em suas composições, criou musica pra cinema, teatro e dança com forte tematica de jazz e inovação de estilo e harmonia. Faleceu com 77 anos, vitima de câncer no intestino. Waldron foi o último pianista a tocacou com a cantora Billie Holiday, no final dos anos 50. Item de coleção, Where? traduz uma dinamica de fazer jazz. Relançado em 01 de Abril de 2008. Produção de Rudy Van Gelder (1960, New Jazz, NJLP 8236).

Faixas:
01 - Rally
02 - Bass Duet
03 - Softly, As In a Morning Sunrise Lyrics
04 - Where?
05 - Yes, Indeed
06 - Saucer Eyes

Musicos:
Ron Carter - Violoncelo & Baixo Acustico
Eric Dolphy - Sax. Alto, Flauta & Clarenete
Mal Waldron - Piano
George Duvivier - Baixo Acustico

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Boa audição - Namastê.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Arthur Blythe

1978 - Lenox Avenue Breakdown


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Para muitos, o nome Arthur Blythe pode soar entranho, mas trata-se de um dos maiores nomes do sax alto surgidos no final dos anos 70. Blythe cresceu em San Diego, onde começou a tocar com 9 anos nas bandas da escola. Na adolescência, seu primeiro mestre foi o saxofonista Kirtland Bradford, ex-membro da orquestra de Jimmie Lunceford.

Em 1960, mudou-se para Los Angeles, onde conheceu o pianista Horace Tapscott. Os dois trabalharam juntos até 1974, fazendo diversas gravações e fundando a Union of God's Musicians and Artist's Ascension.

No final de 74, Blythe mudou-se para Nova Iorque, onde trabalhou de sideman do baterista Chico Hamilton (1974-77) e do pianista Gil Evans (1976-80).

Em 1977, aos 37 anos, Blythe gravou os álbuns Metamorphosis, Bush Baby e The Grip em selos independentes. Esses trabalhos chamaram muita atenção, onde revelavam um saxofonista maduro e original. Essas qualidades impressionaram a gravadora Columbia, que logo fez um convite. Blythe assinou contrato, gravando o aclamado In the Tradition, em 1978.

Ele não era exatamente um "young lion" -já tinha quase 40 anos-, mas seguia a mesma linha musical de jovens músicos que estavam surgindo na época, como Wynton Marsalis(recém contratado a Columbia), trabalhando dentro de um estilo que ficou conhecido como Post-Bop. A Columbia tratava esses dois músicos como verdadeiros carros-chefes da gravadora, o que pode ter sido um verdadeiro erro. Enquanto Wynton Marsalis seguia uma linha de respeitar as suas “tradições” jazzísticas, agradando público e crítica, Blythe começou a navegar nas praias da música de vanguarda, o que já era um pouco incomum para o movimento da época. O resultado foi a perda de público e prestígio da gravadora. Não perdeu talento e continuou gravando álbuns com elementos de muita criatividade e experimentos. Acabou não tendo a fama e o prestígio que muitos imaginavam no começo de sua carreira, mas agradou a um público restrito, mais "aberto", que se impressiona com sua velocidade, vibrato agressivo e improvisos de muita originalidade.

Tracks:

01 - Down San Diego Way
02 - Lenox Avenue Breakdown
03 - Slidin' Through
04 - Odessa

Credits:

Arthur Blythe - Sax (Alto), Mixing
Jack DeJohnette - Drums
Donald Elfman - Producer
Guilherme Franco - Percussion
Cecil McBee - Bass, Guitar
James Newton - Flute
Bob Stewart - Tuba
James Blood Ulmer - Guitar

http://www.arthurblythe.com/

domingo, 29 de junho de 2008

1970 - Live Evil - Miles Davis

Hermeto Pascoal morou alguns anos nos Estados Unidos, a convite de amigo de percussão Airto Moreira – várias vezes considerado o melhor do mundo, abandonou o Quarteto Novo em 1969, indo para a terra do Tio Sam e encerrando a trajetória do grupo. Em Nova York, 1971, Hermeto apresentou-se para uma seleta platéia que incluía Miles Davis, Wayne Shorter e Gil Evans, impressionando a todos, tanto que Miles o convidou a participar do álbum Live-Evil. O trabalho traz duas composições de Hermeto (Capelinha - Little Church) e Nem um Talvez. (nota canina: são três composições, com Selim; e nenhuma foi creditada.) Ele conta que, enquanto não estavam tocando, costumava lutar boxe com o trompetista. Mas como exatamente Miles Davis e Hermeto Pascoal se conheceram? Conta Hermeto, numa entrevista recente: “Eu fui ver um show dele, levado por um tradutor. Antes do show começar, vi aquele crioulão - apesar de ele não ser muito alto, mas sempre bem vestido, gostava muito de couro, impressionava - se quando aproximava. Chegou pertinho de mim e sussurou com aquela voz rouca no meu ouvido. Não o reconheci e achei que era um cara me passando uma cantada. Como não falava inglês, o tradutor que estava do meu lado me disse que era o Miles e que ele queria saber quem eu era. O tradutor respondeu ao Miles e marcamos de nos conhecermos depois. Mostrei a ele umas 12 músicas, que eram bem diferentes de tudo aquilo que ele fazia. Disse que queria colocar algumas no disco dele e eu me senti à vontade para brincar e dizer que eu veria quantas músicas deixaria ele colocar no disco dele. Aí o Miles continuou a brincadeira dizendo: “Esse albino é mais louco que eu”. Tínhamos mais um CD engatilhado, mas ninguém imaginou que ele fosse morrer tão cedo.”
(…) Diz ele, sobre o que acha de Miles, hoje: “Um eterno gênio. Digo isso pela sua essência, pela sua contribuição. Claro que ele teve seus erros. Tivemos um amizade espiritual, maravilhosa. Deus me deu um presente ao conhecer o Miles. Acredito que nada acontece por acaso. Ele era um sujeito que não gostava de passar as mãos nas costas. Se ele não gostava de você logo dizia “vamos interromper nossa conversa por aqui” e era isso, direto.”
Diz a lenda que Miles jamais despediu um músico (um item para desmentir que Coltrane forá demetido) ; eles simplesmente sabiam a hora de sair. As formações em constante mutação, como vocês podem ver abaixo junto ao nome das músicas, são recorrentes - e com vantagem para o ouvinte. Miles, se não era um excelente gestor de Recursos Humanos, tinha um olho inigualável para talentos e para ajustar as melhores formações. Nestes registros, temos só craques. Meio estúdio (duas sessões em fevereiro, uma em junho, 1970), meio ao vivo (faixas 1, 4, 7 e 8 gravadas em 19 de dezembro daquele ano), é sucessor de Bitches Brew; se o som segue o fusion iniciado na obra-prima anterior, aqui ele vem ainda mais miscigenado - cheio de funk e grooves, além do rock. Diz-se que é um disco para iniciados; eu o considero um grande iniciador ao fusion, também. Esperem destreza técnica, trumpete com filtros (notadamente um wah-wah) e muita eletricidade - sendo as composições de Hermeto os interlúdios leves. Suas participações nas músicas (e também nas de Airto Moreira) descrevem-se sozinhas, e provocam sorrisos no ouvinte. Produzido por Teo Macero para a Columbia
Dica:Pra quem deseja se aprofundar na literatura do jazz com boa informação, curiosidades e dicas o ideal é: O Jazz - do rag ao rock (Joachim E. Berendt - Ed. Perpectiva). Leitura obrigatoria para os neofitos. Recomendo.

Tracks:
1. Sivad (Miles Davis)
2. Little Church (Hermeto Pascoal)
3. Medley: Gemini/Double Image (Miles Davis/Joe Zawinul)
4. What I Say (Miles Davis)
5. Nem Um Talvez (Miles Davis)
6. Selim (Miles Davis)
7. Funky Tonk (Miles Davis)
8. Inamorata and Narration by Conrad Roberts (Miles Davis)

Pessoal:
Miles Davis - Trompete
Gary Bartz - Sax. Soprano e Alto nas faixas 1, 4, 7, 8
John McLaughlin - Guitarra nas faixas 4, 7, 8
Keith Jarrett - Piano e Orgão na faixas 1, 2, 4, 8
Michael Henderson - Guitara Base nas faixas 1, 4, 7, 8
Jack DeJohnette - Bateria
Airto Moreira - Percursão
Steve Grossman - Sax. Soprano nas faixas 2, 5, 6
Chick Corea - Piano nas faixas 2, 3, 5, 6
Herbie Hancock - Piano nas faixas 2, 5, 6
Dave Holland - Guitarra bas e Contabaixo nas faixas 2, 3
Hermeto Pascoal - Percussão, Piano e Vocais nas faixas 2, 5, 6
Wayne Shorter - Sax. Soprano na faixa 3
Joe Zawinul - Piano na faixa 3
Khalil Balakrishna - Citarra Eletrica na faixa 3
Billy Cobham - Bateria na faixa 3
Ron Carter - Contabaixo nas faixas 5, 6
Download - Here Part. I
Download - Here Part. II
Boa audição - Namastê

sábado, 29 de novembro de 2008

Roberto Muggiati - Improvisando Soluções

ENTREVISTA EXCLUSIVA - Roberto Muggiati

O blog JazzMan! tem a enorme honra de entrevistar o jornalista Roberto Muggiati, um dos mais importantes escritores e historiadores de jazz em nosso país.


Por Leonardo Alcântara (JazzMan!)
Colaboração: Fernanda Melonio e Vagner Pitta

O jornalista curitibano Roberto Muggiati tem sido nos últimos anos uma verdadeira autoridade no que tange à difusão do jazz entre os brasileiros. Com diversas publicações sobre o gênero, Muggiati consegue mostrar ao leitor, com uma linguagem agradável e elegante, que o jazz não é nenhum bicho de sete cabeças e que está além de um simples gênero musical, podendo ser utilizado como fonte de inspiração para diversas situações e decisões ao longo da vida.

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Esta idéia é reforçada em seu último lançamento Improvisando Soluções: o Jazz como Exemplo para alcançar o Sucesso (Best Seller, 2008), onde o escritor cita diversos exemplos de jazzistas que superaram as mais variadas adversidades para impor a sua arte. Superação e improviso fazem parte da história e da estética do jazz, onde seus vitoriosos protagonistas transformaram vivências e sentimentos em uma arte espontânea, que permanece viva há mais de um século.

Roberto Muggiati estará no dia 05/12, em Curitiba, sua cidade-natal, para o lançamento do livro Improvisando Soluções: o Jazz como Exemplo para alcançar o Sucesso. Antes disso, ele generosamente nos concedeu a entrevista abaixo.

JazzMan!: O que foi que te chamou a atenção no jazz? Como foi o processo até se tornar um dos grandes escritores brasileiros do gênero?

Roberto Muggiati: Com pouco mais de dez anos de idade, ao ouvir naquelas velhas bolachas de 78 rotações-por-minuto os sons de Art Tatum, Nat King Cole, Louis Armstrong e Duke Ellington, percebi que aquela música era diferente das demais — era mais viva, mais inteligente, menos previsível e programada. Daí para o bebop de Charlie Parker e Dizzy Gillespie, para as invenções pianísticas de Bud Powell e Thelonious Monk, para o saxofone cool de Lester Young, foi a descoberta do jazz moderno, complementado depois pela escola da Costa Oeste (Stan Getz, Gerry Mulligan e Chet Baker, Shorty Rogers e seus grupos, a orquestra de Stan Kenton).

Como escrevia desde pequeno, a carreira enveredou para o jornalismo (e depois para os livros) e escrever sobre jazz — a música que amava acima de todas, foi um passo natural.

JM: Desde 2005 estamos tendo uma onda crescente de festivais de jazz pelo país. Os Festivais de Ouro Preto e Rio das Ostras já são reconhecidos como alguns dos melhores do mundo. Você acredita que prefeituras, produtoras e empresários estão descobrindo o poder do jazz?

RM: Com certeza. Você já ouviu falar dos festivais de Manaus, de Guaramiranga (no Ceará), de Joinville (Santa Catarina) e dezenas de outros “pocket festivals” nas capitais do Brasil. A maioria conta com patrocinadores públicos ou privados, indicação de que os marqueteiros descobriram finalmente o poder de penetração do jazz e a sua marca de qualidade e sofisticação.

JM: Como você avalia a difusão do jazz no Brasil?

RM: Ainda é pequena, apesar dos sites e blogs que existem. Mas publicações especializadas são raras, ou sazonais. Se você se der conta de que uma revista de uma grande editora sobre rock – a Bizz, da Abril – deixou de circular, a situação é ainda mais difícil para o jazz. Mas, graças principalmente à internet, o jazzófilo – como o jazzista – sabe se virar e encontra suas fontes de informação.

JM: No livro New Jazz: de volta para o futuro, você escreve a respeito de músicos que ficaram conhecidos como os Young Lions, surgidos nos anos 80 e 90 com a proposta de preservar uma tradição jazzística. Quais as diferenças entre essa geração mais recente e as anteriores, das décadas de 60 e 70, e quais as contribuições dos Young Lions para o futuro do jazz no século XXI?

RM: A geração dos irmãos Marsalis & Cia teve mais acesso do que as anteriores ao aprendizado não só do jazz, como da música em geral. (Muitos, como Wynton e seu irmão saxofonista Branford, são também exímios executantes do repertório erudito). Mas esta geração – embora toque admiravelmente bem – se viu condenada a uma releitura de todas as escolas do jazz que a antecederam, sem a capacidade de criar algo “novo”. (Este problema da criação do “novo” se aplica também a todas as outras artes: pintura, literatura, teatro, etc. — é uma espécie de característica da época, um momento, talvez, de apreender tudo o que já foi feito antes de começar algo novo, um momento de espera).

JM: O crítico inglês Stuart Nicholson, em seu livro Is Jazz Dead? (Or Has It Moved to a New Address), gerou polêmica ao dizer que o jazz europeu detém os reais inovadores do jazz contemporâneo, pois essa geração de Wynton Marsalis cristalizou o jazz em uma música baseada no tradicionalismo e esqueceram da necessidade de criatividade e inovação. Você concorda com as palavras de Nicholson?

RM: Nem o jazz morreu, nem se mudou para um novo endereço (a comunidade dos euros). Podemos dizer que se espraiou por uma série de novos endereços e, registre-se aí, além da contribuição européia, as contribuições latino-americana (Brasil, Argentina, Cuba, México), asiática (Japão, China, etc), africana e por aí vai.

JM: Como você avalia os músicos que surgiram a partir dos anos 2000? Qual a proposta da nova geração?

RM: É uma geração pulsante de talentos, experimentando todo tipo de formatos musicais e explorando todas as possibilidades no campo da instrumentação. A meu ver, um fato importante é a ascensão da mulher, não mais presa ao papel da crooner, mas competindo com os homens em instrumentos “viris” como o contrabaixo, a bateria, o trombone e o saxofone. Sem mencionar que a grande band-leader e orquestradora da década é uma mulher, Maria Schneider.

JM: Fale-nos um pouco sobre o Improvisando Soluções, seu mais recente livro. Como surgiu a idéia de escrevê-lo?

RM: Como eu relato no próprio livro, a idéia tomou corpo a partir de um curso que dei em Porto Alegre em fevereiro de 2006, no Espaço Cultural Santander, sobre os Cem Anos do Jazz, três palestras de três horas que tiveram a ocupação da sala completa, incluindo homens e mulheres nas faixas etárias de 16 a 80 anos. A receptividade deste público de quase cem pessoas me despertou a idéia de escrever um livro sobre “vivências do jazz”, sem elaborar demais na parte técnica ou musical, mas enfatizando as lições de vida dos mestres do improviso.

JM: Neste livro, você relata uma passagem em que o jazz o salvou de um suicídio. Em algum outro momento o jazz o influenciou em outras decisões importantes?

RM: Não só nesta ocasião crítica, mas em situações do dia-a-dia, o jazz sempre contou muito em minha vida — na tentativa de tocar saxofone, estudando dez anos com o Mauro Senise, como na cobertura de shows e festivais, na descoberta de novos álbuns dos grandes mestres e também de músicos “menores” porém altamente significativos. O jazz sempre atuou no meu mecanismo de memória como a famosa “madeleine” proustiana, cada época ou momento de minha vida amarrado a esta ou aquela música. Basta ouvir hoje, por exemplo, Sarah Vaughan cantando Over the Rainbow acompanhada do saxofonista Cannonball Adderley que eu viajo na máquina do tempo até aquele ano mágico de 1958, meio século atrás, e revivo exatamente o que eu fazia, o que eu sentia na ocasião.

JM: Você cobriu o Festival de Montreux (1985 a 1988) e a maioria das edições do antigo Free Jazz. Quais as lembranças mais marcantes destes festivais?

RM: Existem os punti luminosi, como as apresentações de Hermeto e o dueto de Hermeto com Elis (1979), de João Gilberto (1985), a volta de Miles Davis aos palcos (1985), tudo isso em Montreux, a big band de Gil Evans no Hotel Nacional, o show grátis de Sonny Rollins no Parque da Catacumba, no Rio, a entrevista exclusiva de uma hora com Chet Baker e sua apresentação no primeiro Free Jazz, em 1985; a Mingus Band com Elvis Costello no MAM; ali mesmo, o conhecimento dos novos talentos de Terence Blanchard, Nicholas Payton, James Carter, John Pizzarelli, a comovente apresentação de Michel Petrucciani no Hotel Nacional; e, também ali, a do veterano violinista Stephane Grappelli; a maestria de veteranos como Lee Konitz, Art Farmer e Johnny Griffin. Rever Griffin (no Rio) e Dexter Gordon (em São Paulo 1980 e Montreux 1986) foi viajar de volta a Londres em 1962-63, quando eles passaram cada um um mês inteiro no Ronnie Scott's Jazz Club. Dizzy Gillespie e sua United Nation Orchestra no Free Jazz. Enfim, são momentos marcantes de música, que a gente não esquece jamais.

JM: Uma última pergunta para descontrair: no hino do Flamengo há os versos que dizem: "Eu teria um desgosto profundo/Se faltasse o Flamengo no mundo...". Se fosse o jazz que faltasse, como seria?

RM: Eu teria um desgosto profundo se o jazz faltasse, mas isso nunca vai acontecer. A propósito, há uma cantoria que rola nos estádios brasileiros entre as torcidas que é puro jazz, o refrão de When the Saints Go Marchin' In — tararará, tararará, tararará-rá-rá-rá-rá, tarará, tará, tarára, tarará, rá-rá-rá-rá! Repito a você a pergunta que até hoje ninguém me respondeu: como foi que está canção de New Orleans veio parar nas arquibancadas do Maracanã? Tenho a minha teoria: ela chegou através das charangas, aquelas bandinhas de torcida, como a famosa banda do Bangu e a Charanga do Flamengo, que captaram When the Saints através de discos ou até através das apresentações pela rádio e TV do incrível Booker Pitman. É um mistério digno de uma profunda pesquisa. Quem se habilita? JM

Título: Improvisando Soluções
Autor: Roberto Muggiati
Editora: Best-Seller
Ano: 2008
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