segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
Boxset: - The Diva Series (9xCD's) + Bonus
sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
Boxset: - The Diva Series (9xCD's) + Bonus
História que tem início de forma inusitada e casual como em um conto de fadas, The Astrud Gilberto Album foi gravado entre os dias 27 e 28 de janeiro de 1965, e logo se impôs como explosão, como o ápice, de um processo lento e revelador. Pouco menos de dois anos antes, nos dias 18 e 19 de março de 1963, João Gilberto, então marido de Astrud, fez o mesmo trajeto Rio de Janeiro/Nova York para registrar, pela mesma Verve e em parceria com o saxofonista tenor americano Stan Getz, o álbum Getz/Gilberto. Produzido por Creed Taylor, o chefão da Verve, depois do relativo sucesso de um experimento anterior, o LP Jazz Samba Encore!, que reuniu Getz e o violonista Luiz Bonfá, Getz/Gilberto foi arranjado por Tom Jobim e contou também com as presenças do baterista Milton Banana e do baixista Tião Neto. Nascida Astrud Weinert em Salvador, filha de um imigrante alemão, professor de idiomas e de literatura, e de uma dona de casa baiana, Astrud partiu com a família, aos 8 anos de idade, para morar na zona sul do Rio de Janeiro, na Avenida Atlântica, em Copacabana. Caçula de três irmãs, Astrud cresceu observando os procedimentos cultos do pai e se deixando influenciar pela paixão da mãe (que cantava e tocava bandolim) pela música. Tímida, passou anos a reprimir seu interesse pelo canto. Situação confrontada na adolescência pela melhor amiga, a aspirante a cantora Nara Leão, que aos poucos foi incentivando a amiga baiana a soltar a voz até que, apresentada por Nara ao amigo João Gilberto, Astrud cruzou o caminho do conterrâneo e, no papel de namorada dedicada, passou a ter em João seu grande incentivador e norte estético. João e Astrud se casaram em 1959. Em menos de um ano ela esperava o menino João Marcelo, primogênito de João e filho ûnico do casal. Sem grandes pretensões, em maio de 1960, Astrud experimentou, pela primeira vez, a sensação de subir em um palco e soltar a voz, no histórico show A Noite do Amor, do Sorriso e da Flor. Apesar desse sucesso, ela nunca foi aceita como uma estrela em seu país natal. Nisso, ela não estava sozinha: o Brasil raramente acolhe brasileiros que chegam ao estrelato morando no exterior, principalmente nos Estados Unidos. Antes de Gilberto, a cantora Carmen Miranda recebeu a mesma frieza. E os brasileiros também desdenharam (e ainda desdenham) de Sérgio Mendes, uma lenda da música brasileira, que alcançou a fama internacional no final dos anos 1960. Astrud Gilberto acabou se apresentando apenas uma vez em seu país de origem depois do estrelato e de emigrar para os Estados Unidos em meados da década de 1960. Apesar de uma carreira de quatro décadas, Astrud foi e é vista por muitos no Brasil apenas como a esposa de João Gilberto – a garota que teve sorte com aquele disco de sucesso. Morreu na cidade de Filadélfia, em 05 de junho de 2023 aos 83 anos, conforme anunciado por sua neta Sofia Gilberto.
Boa audição - Namastê
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
Boxset: The Ultimate Diva Collection (10xCDs)
O jazz, assim como a ópera, sempre teve suas divas, que deram sua contribuição a esse gênero musical. O número das grandes cantoras supera o dos cantores que se destacaram. Para cada Frank há uma Billie, uma Bessie, uma Ella e uma Sarah. Presença constante no jazz, a diva foi mudando de perfil ao longo do tempo. Nos anos 30 e 40, os grandes ícones eram Billie Holiday, Bessie Smith, Anita O’Day. A especialidade não era o virtuosismo vocal, e sim a emoção, proporcionada por fartas doses de aflições românticas, familiares e com drogas. Tudo doia. Nos anos 50 e 60, as divas Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Lena Horne, intérpretes irretocáveis, mostravam sua diversidade no repertório, iam de standards da canção americana a bossa nova e canções dos ‘Beatles’. Elas tudo podiam. Eram épocas ‘de’ ouro. Nos anos 70 e 80, as cantoras passaram a ser também instrumentistas. Umas recuperavam as raízes blues do gênero e outras incorporavam ritmos africanos. As divas eram Diane Schuur, Nina Simone e a brasileira Eliane Elias. Elas faziam tudo. A nova encarnação de diva surgiu nos anos 90 e 2000. Os atributos eram a sensualidade e o fato de emprestarem um tratamento pop ao jazz, em vez de dar um tratamento jazzístico ao popular. Elas dão um verniz refinado ao pop. A elas faltam a emoção e o virtuosismo técnico de suas antecessoras, mas é gostoso ouví-las. É essa receita que tem garantido o sucesso de intérpretes como Diana Krall, Norah Jones e Jane Monheit. Beldades que cantam, tocam, saem muito bem nas fotos e vendem milhões de discos. Elas dão as cartas na indústria do jazz. Elas são tudo. É a época ‘do’ ouro. (fonte: revista Veja)
Boa audição - Namastê
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
Boxset: The Diva Series (9 x CD's + Bonus) 2003
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
2005 - Chick Webb - The Best Of (1933-1939)
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
Boxset: The Complete Modern Jazz Quartet Prestige & Pablo (4xCDs)
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Boxset: The Complete Modern Jazz Quartet Prestige & Pablo (4xCDs)
terça-feira, 23 de dezembro de 2025
BOAS FESTAS 2025
sexta-feira, 19 de dezembro de 2025
The Complete Modern Jazz Quartet Prestige & Pablo (4xCDs)
quarta-feira, 17 de dezembro de 2025
Boxset: The Complete Modern Jazz Quartet Prestige & Pablo (4xCDs)
segunda-feira, 15 de dezembro de 2025
Boxset: The Complete Modern Jazz Quartet Prestige & Pablo (4xCDs) 2023
Lançado em 2023, The Complete MJQ pela Pablo Records é um marco no registro histórico, reunindo toda a obra gravada pelo Modern Jazz Quartet para a Pablo Records entre 1974 e 1983. Documenta o capítulo final de um dos conjuntos de jazz mais refinados e duradouros, composto por John Lewis (piano), Milt Jackson (vibrafone), Percy Heath (baixo) e Connie Kay (bateria), cuja estética de jazz de câmara atingiu sua forma mais introspectiva e elegante durante esse período. Fundada por Norman Granz, a Pablo Records ofereceu ao MJQ um santuário de liberdade artística e gravações de alta fidelidade. A filosofia minimalista de produção de Granz — sem overdubs, sem truques, apenas som limpo — permitiu que o quarteto gravasse com clareza e nuances, preservando a pureza acústica que definia sua abordagem. Os anos na Pablo não foram sobre reinvenção, mas sim sobre refinamento: um retorno aos valores essenciais do grupo — equilíbrio, contenção e interação contrapontística, aprimorados ao longo de décadas. Musicalmente o conjunto abrange uma ampla gama emocional e estilística. Blues on Bach (1974) se destaca como um ponto alto conceitual, entrelaçando corais de Bach com composições originais de blues em um diálogo harmonioso entre a forma europeia e a expressão afro-americana. Os arranjos de Lewis são cristalinos, e as improvisações de Jackson, enraizadas no bebop, mas temperadas pelo lirismo, flutuam acima da estrutura harmônica com uma graça comovente. A estrutura do álbum, alternando entre peças clássicas e de blues, reflete o compromisso de longa data do MJQ com os ideais da terceira corrente musical. O álbum The Last Concert (1974), gravado ao vivo no Avery Fisher Hall, é ao mesmo tempo uma despedida e uma reafirmação. O grupo revisita obras canônicas como “Django”, “Bags' Groove” e “Softly, As in a Morning Sunrise” com profundidade emocional e sutileza rítmica. Os solos de Jackson são mais espaçosos, as harmonias de Lewis mais refinadas, e o controle dinâmico do conjunto, especialmente o trabalho de Kay com as escovas e as linhas melódicas de baixo de Heath, revela uma vida inteira de escuta compartilhada. Outras gravações de Pablo, como The Complete Last Concert, Echoes e Reunion at Budokan, revelam a relação em constante evolução do MJQ com o silêncio, o espaço e a forma. O uso de pedal points, harmonia modal e motivos minimalistas por Lewis antecipa desenvolvimentos posteriores no jazz ao estilo da ECM, enquanto o vocabulário blues de Jackson permanece como uma força fundamental. A interação do grupo nunca é ostentosa; é conversacional, arquitetônica e silenciosamente virtuosa. A caixa inclui gravações de estúdio e ao vivo, muitas delas anteriormente dispersas em LPs fora de catálogo. A remasterização é cuidadosa, aprimorando a clareza tonal sem sacrificar o calor analógico. As notas que acompanham o encarte fornecem detalhes discográficos, datas das sessões e contexto histórico, tornando o conjunto ideal para uso em arquivos. Não é apenas uma retrospectiva, é um documento de continuidade artística, onde cada frase, pausa e contraponto reflete décadas de linguagem musical compartilhada. Nos anos de Pablo o MJQ não estava seguindo tendências, mas sim refinando um legado. Este conjunto captura essa revolução silenciosa: música de contenção, profundidade e beleza duradoura. Ele se ergue como um testemunho do jazz como arte de câmara e do poder da escuta coletiva ao longo do tempo.
Boa audição - Namastê
sexta-feira, 12 de dezembro de 2025
Stan Getz - Stan Getz & Friends (1988)
quarta-feira, 10 de dezembro de 2025
The Jazz Masters - Freddie Hubbard & Benny Golson (2006)
segunda-feira, 8 de dezembro de 2025
Boxser: Dexter Gordon – The Complete Prestige Recordings (CD11)
sexta-feira, 5 de dezembro de 2025
Boxser: Dexter Gordon – The Complete Prestige Recordings (CD11)
quarta-feira, 3 de dezembro de 2025
Boxser: Dexter Gordon – The Complete Prestige Recordings (CD11)
Boa audição - Namastê




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