segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Boxset: - The Diva Series (9xCD's) + Bonus

Lançamento: 2003
Selo: Verve Records/Compilation 
Gênero: Vocal Jazz, Swing 


(Filadélfia, 7 de Abril de 1915 – Nova Iorque, 17 de Julho de 1959), Lady Day para os fãs, é por muitos considerada a maior de todas as cantoras do jazz. Sua vida como cantora começou em 1930. Estando mãe e filha ameaçadas de despejo por falta de pagamento de sua moradia, Billie sai à rua em desespero, na busca de algum dinheiro. Entrando em um bar do Harlem, ofereceu-se como dançarina, mostrando-se um desastre. Penalizado, o pianista perguntou-lhe se sabia cantar. Billie cantou e saiu com um emprego fixo. Billie nunca teve educação formal de música e seu aprendizado se deu ouvindo Bessie Smith e Louis Armstrong. Após três anos cantando em diversas casas, atraiu a atenção do crítico John Hammond, através de quem ela gravou seu primeiro disco, com a big band de Benny Goodman. Era o real início de sua carreira. Começou a cantar em casas noturnas do Harlem (Nova York), onde adotou seu nome artístico.
Produtor 
Milt Gabler (faixas: 1 a 5, 11), Norman Granz (faixas: 6, 7, 9 a 13), Tony Scott (faixas: 8, 12, 16)

Boa audição - Namastê

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Boxset: - The Diva Series (9xCD's) + Bonus


Lançamento: 2003
Selo: Verve Records/Compilation 
Gênero: Vocal Jazz, Swing, Smooth, Bossa Nova 

História que tem início de forma inusitada e casual como em um conto de fadas, The Astrud Gilberto Album foi gravado entre os dias 27 e 28 de janeiro de 1965, e logo se impôs como explosão, como o ápice, de um processo lento e revelador. Pouco menos de dois anos antes, nos dias 18 e 19 de março de 1963, João Gilberto, então marido de Astrud, fez o mesmo trajeto Rio de Janeiro/Nova York para registrar, pela mesma Verve e em parceria com o saxofonista tenor americano Stan Getz, o álbum Getz/Gilberto. Produzido por Creed Taylor, o chefão da Verve, depois do relativo sucesso de um experimento anterior, o LP Jazz Samba Encore!, que reuniu Getz e o violonista Luiz Bonfá, Getz/Gilberto foi arranjado por Tom Jobim e contou também com as presenças do baterista Milton Banana e do baixista Tião Neto. Nascida Astrud Weinert em Salvador, filha de um imigrante alemão, professor de idiomas e de literatura, e de uma dona de casa baiana, Astrud partiu com a família, aos 8 anos de idade, para morar na zona sul do Rio de Janeiro, na Avenida Atlântica, em Copacabana. Caçula de três irmãs, Astrud cresceu observando os procedimentos cultos do pai e se deixando influenciar pela paixão da mãe (que cantava e tocava bandolim) pela música. Tímida, passou anos a reprimir seu interesse pelo canto. Situação confrontada na adolescência pela melhor amiga, a aspirante a cantora Nara Leão, que aos poucos foi incentivando a amiga baiana a soltar a voz até que, apresentada por Nara ao amigo João Gilberto, Astrud cruzou o caminho do conterrâneo e, no papel de namorada dedicada, passou a ter em João seu grande incentivador e norte estético. João e Astrud se casaram em 1959. Em menos de um ano ela esperava o menino João Marcelo, primogênito de João e filho ûnico do casal. Sem grandes pretensões, em maio de 1960, Astrud experimentou, pela primeira vez, a sensação de subir em um palco e soltar a voz, no histórico show A Noite do Amor, do Sorriso e da Flor. Apesar desse sucesso, ela nunca foi aceita como uma estrela em seu país natal. Nisso, ela não estava sozinha: o Brasil raramente acolhe brasileiros que chegam ao estrelato morando no exterior, principalmente nos Estados Unidos. Antes de Gilberto, a cantora Carmen Miranda recebeu a mesma frieza. E os brasileiros também desdenharam (e ainda desdenham) de Sérgio Mendes, uma lenda da música brasileira, que alcançou a fama internacional no final dos anos 1960. Astrud Gilberto acabou se apresentando apenas uma vez em seu país de origem depois do estrelato e de emigrar para os Estados Unidos em meados da década de 1960. Apesar de uma carreira de quatro décadas, Astrud foi e é vista por muitos no Brasil apenas como a esposa de João Gilberto – a garota que teve sorte com aquele disco de sucesso. Morreu na cidade de Filadélfia, em 05 de junho de 2023 aos 83 anos, conforme anunciado por sua neta Sofia Gilberto.


Boa audição - Namastê

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Boxset: The Ultimate Diva Collection (10xCDs)

Artista: Anita O'Day
Lançamento: 2003
Selo: Verve Records/Compilation 
Gênero: Vocal Jazz, Swing, Smooth Jazz 

O jazz, assim como a ópera, sempre teve suas divas, que deram sua contribuição a esse gênero musical. O número das grandes cantoras supera o dos cantores que se destacaram. Para cada Frank há uma Billie, uma Bessie, uma Ella e uma Sarah. Presença constante no jazz, a diva foi mudando de perfil ao longo do tempo. Nos anos 30 e 40, os grandes ícones eram Billie Holiday, Bessie Smith, Anita O’Day. A especialidade não era o virtuosismo vocal, e sim a emoção, proporcionada por fartas doses de aflições românticas, familiares e com drogas. Tudo doia. Nos anos 50 e 60, as divas Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Lena Horne, intérpretes irretocáveis, mostravam sua diversidade no repertório, iam de standards da canção americana a bossa nova e canções dos ‘Beatles’. Elas tudo podiam. Eram épocas ‘de’ ouro. Nos anos 70 e 80, as cantoras passaram a ser também instrumentistas. Umas recuperavam as raízes blues do gênero e outras incorporavam ritmos africanos. As divas eram Diane Schuur, Nina Simone e a brasileira Eliane Elias. Elas faziam tudo. A nova encarnação de diva surgiu nos anos 90 e 2000. Os atributos eram a sensualidade e o fato de emprestarem um tratamento pop ao jazz, em vez de dar um tratamento jazzístico ao popular. Elas dão um verniz refinado ao pop. A elas faltam a emoção e o virtuosismo técnico de suas antecessoras, mas é gostoso ouví-las. É essa receita que tem garantido o sucesso de intérpretes como Diana Krall, Norah Jones e Jane Monheit. Beldades que cantam, tocam, saem muito bem nas fotos e vendem milhões de discos. Elas dão as cartas na indústria do jazz. Elas são tudo. É a época ‘do’ ouro. (fonte: revista Veja)


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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Boxset: The Diva Series (9 x CD's + Bonus) 2003

 "The Diva Series" refere-se a uma aclamada coleção de CDs lançada pela gravadora "Verve" no início dos anos 2000 (principalmente 2003), dedicada às maiores vozes femininas do jazz e pop clássico, com grandes artistas, com compilações focadas em performances marcantes e sucessos. O destaques da Coleção "The Diva Series" (Verve Records), tem reunião de faixas clássicas de jazz, blues e pop de renomadas cantoras, incluídos artistas como: Dinah Washington, Astrud Gilberto, Blossom Dearie, Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald, Billie Holiday, Sarah Vaughan, Dinah Washington e Astrud Gilberto entre outras no formato remasterizados, frequentemente apresentando as "melhores de" cada cantora. Já o contexto  Lançada pela Verve Records se destaca na profundidade emocional e o talento técnico de vocalistas femininas, capturando gravações desde a década de 1950 até 2001. A série é amplamente reconhecida como uma antologia essencial para colecionadores de jazz, oferecendo uma visão geral da carreira de cada "diva" em um único disco. 

ALBUMS:

Anita O'Day
Astrud Gilberto
Billie Holiday
Blossom Dearie
Carmen McRae
Dinah Washington
Ella Fitzgerald
Nina Simone
Sarah Vaughan


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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

2005 - Chick Webb - The Best Of (1933-1939)


Artista: Chick Webb 
Lançamento: 2005
Selo: Chestnut Music Traders
Gênero: Swing, Big Band

Este dínamo de um metro e vinte de altura dominou Na década de 1930, no Savoy Ballroom do Harlem, Webb frequentemente expulsava bandas de swing concorrentes que tentavam tomar seu lugar. Baterista poderoso, ele contratava solistas igualmente talentosos e, claro, deu a Ella Fitzgerald sua primeira grande oportunidade. Ela é a vocalista em oito faixas, incluindo “A-Tisket, A-Tasket” (o disco mais vendido da década de 1930), “Sing Me a Swing Song (And Let Me Dance)”, “Taint What You Do (It's the Way That Cha Do It)”, “The Dipsy Doodle” e “If You Can't Sing It, You'll Have to Swing It”. Com canções de compositores como Fats Waller, os Gershwins e Jelly Roll Morton, as vinte faixas também incluem “Stompin' at the Savoy” (é claro!), “If Dreams Come True”, “King Porter Stomp”, “Liza”, “On the Sunny Side of the Street”, “Vote for Mr. Rhythm”, “What a Shuffle” e “Keeping Out of Mischief Now”.

A formação da Chick Webb Orchestra variou ao longo dos anos, destacando-se nomes que moldaram o som do swing: 
Vocalistas: Ella Fitzgerald (descoberta por Webb em 1935), Louis Jordan (que também tocava sax alto), Taft Jordan e Charles Linton.
Bateria: Chick Webb (Líder).
Sopros: Edgar Sampson (Sax alto/Arranjador principal), Benny Carter (Sax alto/Arranjador), Wayman Carver (Sax tenor/Flauta), Hilton Jefferson (Sax alto), Pete Clark (Sax alto/Clarinete), e Elmer Williams (Sax tenor).
Metais: Mario Bauzá, Taft Jordan e Bobby Stark (Trompetes); Sandy Williams e Claude Jones (Trombones).
Seção Rítmica: Don Kirkpatrick ou Tommy Fulford (Piano); John Kirby ou Beverly Peer (Contrabaixo); John Trueheart (Guitarra/Banjo). 
Destaques do Álbum (Tracklist)
As faixas mais icônicas deste período incluem sucessos tanto instrumentais quanto vocais: 
"A-Tisket, A-Tasket" (com Ella Fitzgerald) – O maior sucesso comercial da banda.
"Stompin' at the Savoy" – Hino composto por Edgar Sampson em homenagem ao salão de baile.
"Liza (All the Clouds'll Roll Away)" – Famosa pela exibição técnica de bateria de Webb.
"Clap Hands! Here Comes Charley" – Outro exemplo do domínio rítmico de Webb.
"Undecided" e "Harlem Congo" – Clássicos do swing instrumental.
"Don't Be That Way" – Originalmente escrita para a banda por Sampson antes de se tornar um hit de Benny Goodman. 
A coletânea reflete a transição da banda de um conjunto puramente instrumental focado em dança para o estrelato nacional impulsionado pela voz de Ella Fitzgerald. 


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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Boxset: The Complete Modern Jazz Quartet Prestige & Pablo (4xCDs)


Lançamento: 2023
Selo: Prestige/Pablo Records 
Gênero: Cool Jazz

O Modern Jazz Quartet tocava num estilo cool jazz que combinava bebop e blues com elementos clássicos. Havia um contraste marcante entre os solos ritmicamente complexos de Jackson, baseados no blues, e a maneira contida de tocar de Lewis, com peças influenciadas pela música clássica. Um dos primeiros pequenos grupos de jazz a se apresentar em salas de concerto em vez de casas noturnas, o grupo era conhecido por usar habitualmente trajes formais em concertos, inspirado pelas bandas de Duke Ellington e Jimmie Lunceford. Em seu livro Visions of Jazz , Gary Giddins resumiu seu legado com uma explicação da cena do jazz em 1992: “... Bandas jovens costumavam se apresentar em concertos e festivais, muitas vezes de terno e gravata. A composição era tão amplamente valorizada para pequenos conjuntos quanto a improvisação, e a entonação impecável era considerada vital. Recursos tradicionais do jazz, como polifonia, riffs, breaks, baixo boogie, surdinas e contraponto fugal, bem como um repertório que abrange toda a história da música, estavam por toda parte. Pode-se dizer que o quarteto de jazz moderno agora residia em um mundo, pelo menos em parte, de sua própria criação.” O Modern Jazz Quartet recebeu uma variedade de honras, incluindo o primeiro prêmio da NAACP por contribuições culturais no campo da música em 1957, o primeiro lugar em inúmeras pesquisas de revistas de jazz e doutorados honorários do Berklee College. O Modern Folk Quartet , que foi mais ativo na década de 1960, adotou seu nome como um paralelo consciente com o Modern Jazz Quartet. 

Baixo – Percy Heath
Bateria – Connie Kay, Kenny Clarke
Piano – John Lewis
Vibrafone – Milt Jackson

faixas 3-9 a 4-2 gravadas em 5 de março de 1984 no RCA Recording Studios, Nova York. Do álbum "The Modern Jazz Quartet 1984 ~ Together Again ~ "Echoes"" (Pablo 2312-142).
Faixas 4-3 a 4-11 gravadas em 4 de junho (nº 3-6) e 5 de junho (nº 7-11) no RCA Recording Studios, Nova York. Do álbum "Topsy: This One's For You" (Pablo 2310-917/OJCCD-1073-2).


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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Boxset: The Complete Modern Jazz Quartet Prestige & Pablo (4xCDs)

Lançamento: 2023
Selo: Prestige/Pablo Records 
Gênero: Cool Jazz

A Pablo Records foi uma importante gravadora de jazz fundada por Norman Granz em 1973. Conhecida por registrar grandes artistas como Ella Fitzgerald e Oscar Peterson, foi adquirida pela Fantasy Records em 1987. Outra referência é o selo musical Inbraza, fundado pelo produtor Pablo Bispo. 

Pablo Records (Jazz): Fundada em 1973 após Granz vender a Verve Records. Focou em jazz, relançando Art Tatum e gravando Count Basie e Dizzy Gillespie.

Inbraza (Som Livre): Selo pop fundado pelos produtores Pablo Bispo, Sérgio Santos e Ruxell, focado em revelar novos talentos.

Outro Contexto: A pesquisa também cita Pablo (cantor de arrocha) e referências a "San Pablo" (cidades/comunas). 

Baixo – Percy Heath
Bateria – Connie Kay, Kenny Clarke
Piano – John Lewis
Vibrafone – Milt Jackson

faixas 2-13 a 3-8 gravadas em 25 de julho de 1982 em Montreux, Suíça. De "Together Again: Live at the Montreux Jazz Festival '82" (Pablo 2308-244),
faixas 3-9 a 4-2 gravadas em 5 de março de 1984 no RCA Recording Studios, Nova York. Do álbum "The Modern Jazz Quartet 1984 ~ Together Again ~ "Echoes"" (Pablo 2312-142).


 Boa audição - Namastê