sábado, 14 de fevereiro de 2026

Férias de Carnaval 14/02 a 21/02

O único agito por aqui vai ser o barulho do vento e o som da notificação sendo desligada. Vou ali desconectar um pouco para voltar com a bateria em 100%. Aproveitem o feriado do jeito que mais amarem: seja no brilho ou no sono profundo!

Namastê



 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

VA - The Very Best Jazz Instrumentals

Artista: VA
Lançamento: 2015
Selo: Verve Records/Compilation 
Gênero: Cool Jazz, Bossa Jazz, Soul Jazz, Funk Jazz, Swing, Big Band, Standards 


O álbum funciona como uma curadoria definitiva da virtuosidade instrumental. Sem o uso de letras, a narrativa é conduzida puramente pela improvisação e pelo diálogo entre instrumentos icônicos como o saxofone, o trompete e o piano. É uma obra projetada tanto para o ouvinte atento quanto para quem busca uma atmosfera sofisticada de "easy listening". O destaques do repertório dessa seleção atravessa diferentes vertentes do Cool Jazz ao Swing e à Bossa Nova incluindo gigantes da música de "Hinos Eternos" que abre com clássicos absolutos como "Take Five" do Dave Brubeck Quartet e "So What" de Miles Davis, groove e ritmo energia de "Soul Bossa Nova" de Quincy Jones e o Hard Bop de "Moanin’" de Art Blakey trazem o balanço necessário à coletânea e grandes Orquestras e solistas trafendo nomes como Duke Ellington ("Take the 'A' Train"), Herbie Hancock ("Watermelon Man") e Stan Getz ("Desafinado") para garantem a diversidade técnica e cultural da obra.  A crítica e os ouvintes destacam que "cada faixa é uma vencedora", oferecendo uma mistura equilibrada de temas muito conhecidos e raridades relativas. As edições recentes, como a de 2023, apresentam áudio remasterizado, preservando a vitalidade das gravações originais em formatos de alta qualidade como o Vinil de 180g. Em suma, "The Very Best Jazz Instrumentals" é um mapa essencial para qualquer pessoa que deseje explorar o jazz sem a distração das palavras, focando apenas no sentimento e na técnica que definiram o século XX.


Boa audição - Namastê
 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Boxset: The Diva Series (9xCD's) + Bonus


Lançamento: 2003
Selo: Verve Records/Compilation 
Gênero: Vocal Jazz, Bop, Cool, Crossover Jazz, Hard Bop, Mainstream Jazz, 
Post-Bop, Standards, Traditional Pop, West Coast Jazz

Coleção Definitiva das Divas: Análise da Série Diva 

A coletânea "Verve's Ultimate Diva Collection: The Diva Series" reúne faixas de 16 cantoras que gravaram para a gravadora (ou para uma das gravadoras que o Verve Group distribui atualmente) em algum momento de suas carreiras. A lista é um verdadeiro desfile de estrelas do jazz vocal: lendas como Dinah Washington , Peggy Lee e Carmen McRae dividem espaço com cantoras menos aclamadas, mas igualmente dignas de serem consideradas divas, como Ernestine Anderson , Blossom Dearie e a sempre fabulosa Shirley Horn . Adicione algumas surpresas como Etta James e Astrud Gilberto , e o resultado se torna quase definitivo. Há também uma infinidade de canções clássicas dos anos 50 e 60 (e dos anos 90, no caso de Shirley Horn ). "How High the Moon", de Ella Fitzgerald , "Lullaby of Birdland", de Sarah Vaughan , " You'd Be So Nice to Come Home To", de Helen Merrill , e "Body and Soul", de Billie Holiday , são apenas alguns dos melhores exemplos. Com exceção da questionável inclusão da gravação de "It's Crazy", de Natalie Cole , de 2001, todas as músicas aqui são clássicos do jazz vocal. É claro que todo esse classicismo não significaria muito se os artistas e as músicas tivessem sido escolhidos aleatoriamente, mas a Verve fez um excelente trabalho ao construir uma coleção que flui como um riacho tranquilo e limpo, e pode ser facilmente recomendada a qualquer pessoa que procure uma introdução vibrante ao jazz vocal. Os fãs do gênero também acharão a coletânea muito proveitosa.


Boa audição - Namastê

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Boxset: The Diva Series (9xCD's) + Bonus

Artista: Sarah Vaughan
Lançamento: 2003
Selo: Verve Records/Compilation 
Gênero: Swing, Vocal


Sarah Vaughan, juntamente com Ella Fitzgerald, ajudou a elevar o papel da vocalista ao mesmo nível de importância do instrumentista de jazz. Seus primeiros sucessos e uma série de duetos com Billy Eckstine na década de 40 fizeram dela uma das maiores cantoras de jazz durante quase meio século. Possuindo uma perfeita afinação ela cantava com sofisticação a mais desafiadora e complicada harmonia. O sucesso inicial foi atingido com uma mistura de músicas originais de jazz e o melhor da música do ‘Tin Pan Alley’, nome dado aos compositores que se concentravam em New York e que dominavam a música popular dos EUA no século 19 e início do século 20, músicas como ‘Body and Soul’ e ‘Tenderly’. Na década de 50 ela nadou em águas mais comerciais, mas algumas das canções foram descartadas, indignas de seu grande talento. Mesmo assim, em algumas a pirotecnia vocal era evidente, uma exceção foi o seu grande hit ‘Misty’ que ela gravou com a banda de Quincy Jones e com o apoio do brilhante saxofonista Zoot Sims. ‘Misty’ foi a música mais associada à Sarah Vaughan e a mais solicitada pelo público nas apresentações ao vivo, mas nos anos 70, ‘Send in the Clowns’ tornou-se a sua assinatura musical nos encerramentos dos shows. Sarah voltou integralmente à sua força artística nos anos 60, e nos últimos 30 anos de sua carreira ela cantava em clubes de jazz e produziu um notável catálogo musical em vários rótulos. Sua produção foi excelente, mas entre os seus melhores álbuns estão os volumes 1 e 2 de ‘The Duke Ellington Songbook’ que contém versões magníficas. Desde a sua primeira aparição na cena do jazz no início dos anos 1940 até sua morte, a voz de Sarah Vaughan tornou-se um modelo e inspiração para aqueles que querem se aventurar além do simples vocal popular e dominar a arte musical. Sarah Lois Vaughan nasceu em Newark, New Jersey. Aos sete anos estudou piano e aos doze se tornou organista e vocalista solo no coro da igreja. Seu pai era um carpinteiro e um guitarrista amador e sua mãe era lavadeira e vocalista na igreja. Apesar de ser um homem religioso, o pai de Vaughan, passava as noites a tocar blues. Sarah tocava piano e ouvia as gravações de artistas de jazz. Depois de descobrir e se apresentar, cantando e tocando piano, em teatros e clubes locais decidiu atravessar o rio Harlem e passou a freqüentar o ‘Savoy Ballroom’ e o ‘Apollo Theatre’ onde ganhou um concurso amador interpretando ‘Body and Soul’, que tanto impressionou o cantor de jazz Billy Eckstine que persuadiu seu bandleader, Earl Hines, a contratá-la. Pianista talentosa, ao tornar-se membro das bandas de Earl Hines e Billy Eckstine, ela entrou para as fileiras do movimento ‘bebop’, uma das correntes mais influentes do jazz que privilegia os pequenos conjuntos, como os trios, os quartetos e os solistas de grande virtuosismo como ela. Logo formou a sua própria e influenciada por Dizzy Gillespie e Charlie Parker gravou com eles em 1945. Depois de um ano, Sarah começou a sua longa carreira como solista para o resto de sua carreira, alternando entre música popular e jazz trabalhou com pequenas e grandes bandas de jazz e grandes orquestras sinfônicas. Uma mulher conhecida por sua personalidade franca e eloquência artística, carinhosamente era conhecida como ‘Sassy’ e ‘a divina’. Sarah foi casada quatro vezes: com o bandleader George Treadwell, com o jogador de futebol profissional Clyde Atkins, com Marshall Fisher, dono de um restaurante em Las Vegas e com o trompetista de jazz Waymon Reed. Tudo terminou em divórcio. A cantora incansável ainda mantinha uma bela voz, mas nos bastidores, no entanto, os membros da banda começaram a perceber o ritmo lento do seu andar e a falta de ar. Diagnosticada com câncer de pulmão, ela foi submetida a tratamento quimioterápico. Infelizmente, ela morreu em 1990, um ano depois de receber um Grammy por sua obra.


Boa audição - Namastê

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Artista: Nina Simone
Lançamento: 2003
Selo: Verve Records/Compilation 
Gênero: Soul, Soul-Jazz, Cool Jazz

Nina Simone, nascida em Tryon em 1933, foi uma grande pianista, cantora e compositora. O nome artístico foi adotado aos 20 anos, para que pudesse cantar blues, a ‘música do diabo’, nos cabarés de New York, Filadélfia e Atlantic City, escondida de seus pais, que eram pastores metodistas. ‘Nina’ veio do Espanhol (Niña: menina), e ‘Simone’ foi uma homenagem à grande atriz do cinema francês Simone Signoret, sua preferida. De todos os cantores mais importantes do século 20, Nina Simone foi uma das mais difíceis de classificar. Ela gravou soul, jazz, pop e, muitas vezes ao longo do mesmo álbum. Como Aretha Franklin ou Dusty Springfield, Simone era eclética e trouxe qualidade e emoção a qualquer canção que interpretou. O que também a impediu de alcançar um público maior. O mesmo pode ser dito de sua apresentação no palco, admirada por sua honestidade direta e individualismo, ela também era conhecida por suas brigas com o público e os promotores dos shows. Criada em uma família de oito filhos, ela originalmente abrigava esperanças de se tornar uma pianista clássica. Nina foi uma das primeiras artistas negras a ingressar na renomada ‘Julliard School of Music’, em New York, uma posição rara para uma mulher afro-americana em 1950. Precisando se sustentar enquanto estudava, trabalhou como acompanhante e dando aulas de piano. Em um teste para um emprego como pianista em uma boate em Atlantic City, foi-lhe dito que ela teria o lugar se ela cantasse tão bem como tocava. Quase por acaso, ela começou a esculpir a sua reputação como cantora, apesar de suas habilidades ao piano. No final dos anos 50, começou a gravar. Em 1959, sua versão de ‘I Loves You Porgy’ de George Gershwin deu-lhe o top 20. No início dos anos 60, ela gravou nada menos que nove álbuns. Em um breve contato com sua obra, aqueles que não conhecem percebem logo a diversidade de estilos pelos quais Nina Simone se aventurou, desde o gospel, passando pelo soul, blues, folk e jazz, canções folclóricas israelenses, spirituals e temas de filmes. Como muitos artistas negros de meados dos anos 60, Simone foi profundamente afetada pelo Movimento dos Direitos Civis e crescente orgulho negro. Nina Simone se destacou e foi perseguida por ser negra e por abraçar publicamente todo tipo de combate ao racismo. Seu envolvimento era tal, que chegou inclusive a cantar no enterro do pacifista Martin Luther King. Casada com um policial nova-iorquino, Nina também sofreu com a violência do marido, que a espancava. Sua canção ‘Mississipi Goddamn’ tornou-se um hino ativista da causa negra, e fala sobre o assassinato de quatro crianças negras em uma igreja de Birmingham em 1963. Nina é lembrada como uma intérprete de raro ecletismo, nas suas apresentações, era capaz de entoar um hino anti-racista, como ‘Mississipi Goddamn’ para logo em seguida ‘ressuscitar’ a platéia com ‘Here Comes the Sun’, dos Beatles. Era uma intérprete visceral, compositora inspirada e tocava piano com energia e perfeição. Simone caiu em tempos turbulentos na década de 70, encontrou sérios problemas financeiros e tornando-se uma espécie de nômade, fixou-se em vários pontos na Suíça, Libéria, Barbados, França e Grã-Bretanha. Ela teve um ressurgimento imprevisível em 1987, quando o hit ‘My Baby Just Cares for Me’, se tornou um grande sucesso britânico depois de ser usada em um comercial de televisão do perfume Chanel. Outros destaques foram as suas versões de ‘Don’t Let Me Be Misunderstood’, cover da banda ‘The Animals’ e o hit ‘I Put a Spell on You’, além da canção dos Beatles, ‘Michelle’. O ano de 1993 marcou o seu retorno a uma grande gravadora norte-americana, e foi impulsionada quando várias de suas canções foram apresentados no filme ‘Point of No Return’. Ela publicou sua biografia, ‘I Put a Spell on You’, em 1991, mas ficou cada vez mais frágil ao longo dos anos 90 e teve que ser ajudada durante uma apresentação em 2001 no Carnegie Hall. Nina Simone morreu em 2003 em sua casa na França.

Boa audição - Namastê

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Boxset: The Diva Series (9xCD's) + Bonus

Lançamento: 2003
Selo: Verve Records/Compilation 
Gênero: Bop, Swing, Vocal


Ella Fitzgerald (Newport News, 25 de abril de 1917 – Beverly Hills, 15 de junho de 1996) também conhecida como ‘First Lady of Song’ e ‘Lady Ella’, foi uma popular cantora com uma extensão vocal que abrangia três oitavas. Era notória pela pureza de sua tonalidade, sua dicção, fraseado e entonação impecáveis, bem como uma habilidade de improviso ‘semelhante a um instrumento de sopro’, particularmente no scat. Considerada uma das intérpretes supremas do chamado ‘Great American Songbook’, teve uma carreira que durou 59 anos, venceu 14 prêmios Grammy e recebeu a Medalha Nacional das Artes do presidente americano Ronald Reagan, bem como a Medalha Presidencial da Liberdade, do sucessor de Reagan, George H. W. Bush.


Boa audição - Namastê

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Boxset: The Diva Series (9xCD's) + Bonus

 Artista: Dinah Washington
Lançamento: 2003
Selo: Verve Records/Compilation 
Gênero: Vocal Jazz, Soul-Jazz


Dinah Washington, pseudônimo de Ruth Lee Jones (Tuscaloosa, Alabama, EUA, 29 de agosto de 1924 – 14 de dezembro de 1963) foi cantora de jazz, blues e gospel. De família de baixa renda, mudou-se para Chicago aos quatro anos. Teve uma infância solitária, já que seu pai, um apreciador de cassinos, raramente estava em casa, e sua mãe passava os dias na rua atrás do dinheiro para sustentar Dinah, suas irmãs e pagar as freqüentes dívidas do marido. Sozinhas em casa, as meninas começaram a se refugiar na igreja, onde passavam as tardes. Dinah tocava piano, assim como sua mãe, e todas cantavam no coral. Antes da adolescência, Dinah tocava piano e cantava gospel por toda Chicago, até vencer um concurso de calouros cantando blues. O concurso lhe rendeu um convite para participar do conjunto vocal ‘Sarah Martin Singers’, pouco antes de completar doze anos. Aos quinze anos, diante das proibições de sua mãe, começou a fugir pela janela de seu quarto para cantar à noite em bares e clubes, onde também começou desenvolver seu gosto pela bebida. Apesar da pouca idade, sua fantástica voz e técnica fizeram com que o bandleader Lionel Hampton a contratasse imediatamente quando a viu cantar em 1943. Foi nessa época que mudou seu nome de Ruth Lee Jones (nomes comuns nos EUA) para o mais pomposo Dinah Washington. Passou três anos junto a banda de Hampton onde conquistou prestígio pleno, gravando, apresentando-se e vendendo muito até sua morte. Gravou diversos estilos de música, apenas não gostando de gravar gospel, pois não apreciava a mistura de assuntos espirituais com profanos. Apesar de seus discos lhe renderem bastante dinheiro, possuía um estilo de vida bastante dispendioso, comprando jóias e carros, além de querer dar para a filha uma infância de luxo, diferente da sua. Morreu aos 39 anos de idade após ingerir inibidores de apetite com bebida alcoólica.


Boa audição - Namastê