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quarta-feira, 18 de março de 2026

The Columbia Jazz Piano Moods Sessions (1949-1952) (7CD)

 

Artista: VA

Álbum: Piano Moods Sessions (CDs 7/) Scans

Lançamento:  2000

Selo: Mosaic Records/MD7-199 

Gênero: Big Band, Boogie-Woogie, Bop, Cool, Dixieland, Early Jazz, Hard Bop, Jazz Blues, Jazz-Pop, Mood Music, New Orleans Jazz, Standards, Stride, Swing

🎹 Art Tatum (1909–1956)

Considerado por muitos — incluindo músicos clássicos como Vladimir Horowitz — como o maior pianista de jazz de todos os tempos. Tatum possuía uma técnica quase sobre-humana e uma compreensão harmônica décadas à frente de seu tempo.

Estilo: Suas improvisações eram famosas pelas coridas rápidas, arpejos complexos e rearmonizações constantes de padrões populares.

Legado: Embora fosse quase totalmente cego, sua habilidade era tão intimidadora que, ao entrar em um clube onde Fats Waller tocava, Waller anunciou: "Eu toco piano, mas Deus está na casa hoje à noite".

🎹 Max Miller (1911–1985)

Uma figura influente na cena de jazz de Chicago, Miller era um multi-instrumentista (piano e vibrafone) e compositor conhecido por sua abordagem experimental e técnica refinada.

Versatilidade: Além do piano, Miller destacou-se no vibrafone, frequentemente alternando entre os instrumentos em suas apresentações.

Carreira: Liderou grupos que exploravam sonoridades mais modernas e sofisticadas para a época, mantendo uma presença sólida em rádios e clubes de prestígio, sempre prezando por arranjos precisos e uma estética elegante.

Baixo – Al Ham (faixas: 5-14 a 5-22), Al McKibbon (faixas: 2-1 a 2-8,5-10 a 5-13), Arvell Shaw (faixas: 5-1 a 5-9), Bill Holyoke (faixas: 7-1 a 7-8), Bob Casey (faixas: 3-11 a 4-4), Bob Haggart (faixas: 4-17 a 4-24, 6-9 a 6-16) ,Eddie Calhoun (faixas: 1-9 a 1-16), Frank Carroll (faixas: 6-1 a 6-8 ), Jack Lesberg (faixas: 3-1 a 3-10), John Simmons (faixas: 1-1 a 1-8), Morty Corb (faixas: 4-9 a 4-16)), Sid Weiss (faixas: 2-9 a 2-16 ), Walter Page (faixas: 4-5 a 4-8)Bateria – Bunny Shawker (faixas: 4-17 a 4-24, 6-9 a 6-16), Buzzy Drootin (faixas:3-11 a 3-18), George Wettling (faixas:3-1 a 3-10, 4-1 a 4-8 ), JC Heard (faixas: 2-1 a 2-8, 5-1 a 5-9), Kansas Fields (faixas: 5-10 a 5-13 ), Morey Feld (faixas: 2-9 a 2-16), Nick Fatool (faixas: 4-9 a 4-16 ), Remo Belli (faixas: 7-1 a 7-8), Shadow Wilson (faixas: 1-1 a 1-8), Terry Snyder (faixas: 5-14 a 6-8) Guitarra – Al Casamenti (faixas: 6-9 a 6-12), Danny Perri (faixas: 4-17 a 4-24), Earl Backus (faixas: 7-1 a 7-8), George Van Eps (faixas: 4-9 a 4-16), Ray Crawford (faixas: 1-9 a 1-16), Tony Mottola (faixas: 6-13 a 6-16) Piano – Ahmad Jamal (faixas: 1-9 a 1-16), Art Tatum (faixas: 7-9 a 7-17), Bill Clifton (faixas: 5-14 a 5-22), Buddy Weed (faixas: 4-17 a 4-24), Earl Hines (faixas: 2-1 a 2-8), Eddie Heywood (faixas: 6-1 a 6-8), Erroll Garner (faixas: 1-1 a 1-8), Jess Stacy (faixas: 4-9 a 4-16), Joe Bushkin (faixas: 2-9 a 2-16), Joe Sullivan (faixas: 4-1 a 4-8), Max Miller (faixas: 7-1 a 7-8), Ralph Sutton (faixas: 3-1 até 3-18), Stan Freeman (faixas: 6-9 a 6-16), Teddy Wilson (faixas: 5-1 a 5-13), Shaker – Artista Desconhecido (faixas: 1-11)

Boa audição - Namastê


segunda-feira, 16 de março de 2026

The Columbia Jazz Piano Moods Sessions (1949-1952) (7CD)


Artista: VA
Lançamento: 2000
Selo: Mosaic Records/MD7-199 
Gênero: Big Band, Boogie-Woogie, Bop, Cool, Dixieland, Early Jazz, Hard Bop, Jazz Blues, Jazz-Pop, Mood Music, New Orleans Jazz, Standards, Stride, Swing


🎹 Teddy Wilson (1912–1986)
Conhecido como o "Marxista do Teclado" (pela sua precisão, não política), Wilson foi um dos pianistas mais influentes da era do swing. Seu estilo era definido pela elegância, clareza melódica e um toque leve e polido.

Marco Histórico: Ele quebrou barreiras raciais ao se juntar ao Benny Goodman Trio em 1935, tornando-se um dos primeiros músicos negros a se apresentar publicamente em um grupo integrado de grande destaque. 

Colaborações: Foi o acompanhante preferido de Billie Holiday em muitas de suas gravações mais icônicas dos anos 30.

🎹 Bill Clifton (1916–1967)
Frequentemente lembrado por sua técnica sofisticada e versátil, Clifton foi um pianista que transitou com maestria entre o jazz e o entretenimento comercial.

Carreira: Ganhou notoriedade em Nova York durante as décadas de 40 e 50, trabalhando tanto em estúdios de rádio quanto em casas noturnas de prestígio.

Estilo: Seu toque era caracterizado por uma sonoridade limpa e arranjos precisos, sendo muito requisitado para gravações que exigiam um pianismo de alta classe.

🎹 Eddie Heywood (1915–1989)
Heywood foi um pianista e líder de banda que alcançou grande sucesso popular com seu estilo que misturava jazz tradicional com uma sensibilidade pop.

Sucesso Comercial: Sua interpretação de "Begin the Beguine" em 1944 tornou-se um hit nacional nos Estados Unidos, vendendo milhões de cópias.

Estilo: Tinha um toque rítmico muito particular e econômico, focando em melodias acessíveis e arranjos extremamente elegantes para seu sexteto.

🎹 Stan Freeman (1920–2001)
Um músico de formação clássica que se tornou um pianista de jazz e compositor de teatro musical muito respeitado. Freeman era conhecido por sua técnica técnica formidável e capacidade de improvisação.

Versatilidade: Além do jazz, ele teve uma carreira brilhante na Broadway e na televisão, trabalhando como arranjador e maestro.

Curiosidade: Gravou álbuns que exploravam a fusão de estilos, demonstrando um virtuosismo que unia a precisão da música erudita ao balanço do swing.

Baixo – Al Ham (faixas: 5-14 a 5-22), Al McKibbon (faixas: 2-1 a 2-8,5-10 a 5-13), Arvell Shaw (faixas: 5-1 a 5-9), Bill Holyoke (faixas: 7-1 a 7-8), Bob Casey (faixas: 3-11 a 4-4), Bob Haggart (faixas: 4-17 a 4-24, 6-9 a 6-16) ,Eddie Calhoun (faixas: 1-9 a 1-16), Frank Carroll (faixas: 6-1 a 6-8 ), Jack Lesberg (faixas: 3-1 a 3-10), John Simmons (faixas: 1-1 a 1-8), Morty Corb (faixas: 4-9 a 4-16)), Sid Weiss (faixas: 2-9 a 2-16 ), Walter Page (faixas: 4-5 a 4-8)
Bateria – Bunny Shawker (faixas: 4-17 a 4-24, 6-9 a 6-16), Buzzy Drootin (faixas:3-11 a 3-18), George Wettling (faixas:3-1 a 3-10, 4-1 a 4-8 ), JC Heard (faixas: 2-1 a 2-8, 5-1 a 5-9), Kansas Fields (faixas: 5-10 a 5-13 ), Morey Feld (faixas: 2-9 a 2-16), Nick Fatool (faixas: 4-9 a 4-16 ), Remo Belli (faixas: 7-1 a 7-8), Shadow Wilson (faixas: 1-1 a 1-8), Terry Snyder (faixas: 5-14 a 6-8)
Guitarra – Al Casamenti (faixas: 6-9 a 6-12), Danny Perri (faixas: 4-17 a 4-24), Earl Backus (faixas: 7-1 a 7-8), George Van Eps (faixas: 4-9 a 4-16), Ray Crawford (faixas: 1-9 a 1-16), Tony Mottola (faixas: 6-13 a 6-16)
Piano – Ahmad Jamal (faixas: 1-9 a 1-16), Art Tatum (faixas: 7-9 a 7-17), Bill Clifton (faixas: 5-14 a 5-22), Buddy Weed (faixas: 4-17 a 4-24), Earl Hines (faixas: 2-1 a 2-8), Eddie Heywood (faixas: 6-1 a 6-8), Erroll Garner (faixas: 1-1 a 1-8), Jess Stacy (faixas: 4-9 a 4-16), Joe Bushkin (faixas: 2-9 a 2-16), Joe Sullivan (faixas: 4-1 a 4-8), Max Miller (faixas: 7-1 a 7-8), Ralph Sutton (faixas: 3-1 até 3-18), Stan Freeman (faixas: 6-9 a 6-16), Teddy Wilson (faixas: 5-1 a 5-13)
Shaker – Artista Desconhecido (faixas: 1-11)


Boa audição - Namastê

sexta-feira, 13 de março de 2026

The Columbia Jazz Piano Moods Sessions (1949-1952) (7CD)

Artista: VA
Lançamento: 2000
Selo: Mosaic Records/MD7-199 
Gênero: Big Band, Boogie-Woogie, Bop, Cool, Dixieland, Early Jazz, Hard Bop, Jazz Blues, Jazz-Pop, Mood Music, New Orleans Jazz, Standards, Stride, Swing

🎹 Ralph Sutton (1922–2001)
Um dos maiores herdeiros do estilo Stride de piano (caracterizado pelo movimento saltitante da mão esquerda). Sutton era conhecido por sua técnica impecável e por uma alegria contagiante ao tocar. Ele foi um dos pilares do jazz tradicional no pós-guerra, mantendo viva a chama de nomes como Fats Waller.
Estilo: Poderoso, rítmico e extremamente fiel às raízes do jazz de Nova Orleans e do Harlem. Foi membro fundador do grupo The World's Greatest Jazz Band.

🎹 Joe Sullivan (1906–1971)
Uma figura central na cena de jazz de Chicago dos anos 20 e 30. Sullivan tinha um estilo que misturava a técnica clássica com um blues profundo e robusto. Ele foi o pianista original da famosa banda de Bob Crosby e trabalhou com lendas como Louis Armstrong e Benny Goodman.
Marco: Compôs o padrão de jazz "Little Rock Getaway", que se tornou sua marca registrada e um teste de habilidade para muitos pianistas da época.

🎹 Buddy Weed (1918–1997)
Embora menos mencionado em livros de história do que os dois anteriores, Weed foi um músico e arranjador de mão cheia. Ele ganhou destaque na era das Big Bands, tocando com Paul Whiteman. Weed tinha uma abordagem mais moderna e sofisticada, muitas vezes flertando com o pop da época e o jazz de câmara.
Curiosidade: Além de pianista, ele teve uma carreira sólida na rádio e na televisão nos Estados Unidos, liderando trios e orquestras que se destacavam pela elegância melódica.


Baixo – Al Ham (faixas: 5-14 a 5-22), Al McKibbon (faixas: 2-1 a 2-8,5-10 a 5-13), Arvell Shaw (faixas: 5-1 a 5-9), Bill Holyoke (faixas: 7-1 a 7-8), Bob Casey (faixas: 3-11 a 4-4), Bob Haggart (faixas: 4-17 a 4-24, 6-9 a 6-16) ,Eddie Calhoun (faixas: 1-9 a 1-16), Frank Carroll (faixas: 6-1 a 6-8 ), Jack Lesberg (faixas: 3-1 a 3-10), John Simmons (faixas: 1-1 a 1-8), Morty Corb (faixas: 4-9 a 4-16)), Sid Weiss (faixas: 2-9 a 2-16 ), Walter Page (faixas: 4-5 a 4-8)
Bateria – Bunny Shawker (faixas: 4-17 a 4-24, 6-9 a 6-16), Buzzy Drootin (faixas:3-11 a 3-18), George Wettling (faixas:3-1 a 3-10, 4-1 a 4-8 ), JC Heard (faixas: 2-1 a 2-8, 5-1 a 5-9), Kansas Fields (faixas: 5-10 a 5-13 ), Morey Feld (faixas: 2-9 a 2-16), Nick Fatool (faixas: 4-9 a 4-16 ), Remo Belli (faixas: 7-1 a 7-8), Shadow Wilson (faixas: 1-1 a 1-8), Terry Snyder (faixas: 5-14 a 6-8)
Guitarra – Al Casamenti (faixas: 6-9 a 6-12), Danny Perri (faixas: 4-17 a 4-24), Earl Backus (faixas: 7-1 a 7-8), George Van Eps (faixas: 4-9 a 4-16), Ray Crawford (faixas: 1-9 a 1-16), Tony Mottola (faixas: 6-13 a 6-16)
Piano – Ahmad Jamal (faixas: 1-9 a 1-16), Art Tatum (faixas: 7-9 a 7-17), Bill Clifton (faixas: 5-14 a 5-22), Buddy Weed (faixas: 4-17 a 4-24), Earl Hines (faixas: 2-1 a 2-8), Eddie Heywood (faixas: 6-1 a 6-8), Erroll Garner (faixas: 1-1 a 1-8), Jess Stacy (faixas: 4-9 a 4-16), Joe Bushkin (faixas: 2-9 a 2-16), Joe Sullivan (faixas: 4-1 a 4-8), Max Miller (faixas: 7-1 a 7-8), Ralph Sutton (faixas: 3-1 até 3-18), Stan Freeman (faixas: 6-9 a 6-16), Teddy Wilson (faixas: 5-1 a 5-13)
Shaker – Artista Desconhecido (faixas: 1-11)


Boa audição - Namastê
 

segunda-feira, 9 de março de 2026

Boxset: The Columbia Jazz Piano Moods Sessions (1949-1952) (7CD)

Esta coleção de sete CDs documenta exaustivamente a primeira tentativa da Columbia Records de criar um nicho de mercado com a série Piano Moods. Nascida de um plano de marketing improvisado por uma pequena equipe da Columbia Records em 1950, a série Piano Moods surgiu da constatação de que havia mais pianos do que fonógrafos (para quem não se lembra dos discos de vinil) nas casas da América do pós-guerra. O LP de 12 polegadas havia sido lançado apenas dois anos antes e havia poucos títulos disponíveis. A série Piano Moods reunia 20 álbuns do mesmo estilo, todos produzidos e sequenciados por George Avakian, que havia criado o catálogo de jazz e pop em LP para a Columbia a partir de 1948 — embora originalmente fossem lançados em discos de 10 polegadas e 33 rpm para facilitar o armazenamento para quem tinha tantos discos de 10 polegadas e 78 rpm. Os lados eram gravados — geralmente — sem espirais (espaços) entre as músicas, dando a cada lado uma sensação de maior duração do que seus 17 minutos, pois a música era contínua. A maioria dos pianistas pré-definia suas sequências e preparava introduções na tonalidade da música anterior, que modulava para a tonalidade da próxima. Alguns gravavam as modulações posteriormente e pediam para Avakian fazer a emenda ou, no caso de Teddy Wilson , ele tocava a música inteira e, se achasse que havia errado em algum ponto, regravava a música e pedia para Avakian fazer a mágica com a fita. A série foi um enorme sucesso. Um conjunto completo, e a maioria das casas tinha pelo menos alguns desses discos, e algumas tinham muitos ou todos. O interessante aqui é que muitos desses pianistas tinham pouco ou nada em comum entre si. Eles variavam de jazzistas como Wilson, Art Tatum , Errol Garner e Ahmad Jamal (cujo álbum foi lançado como um LP de 12 polegadas) a músicos de stride como Ralph Sutton e Joe Sullivan — que interpreta Fats Waller aqui — a swingistas como Earl "Fatha" Hines, Joe Bushkin (famoso por sua participação com Tommy Dorsey) e Jess Stacy . Há também alguns jazzistas desconhecidos, como Buddy Weed , Max Miller , Eddie Heywood e Bill Clifton . Incluído ainda está o homem que podia — e tocava — de tudo, o virtuoso de concerto Stan Freeman .  Os sete CDs deste conjunto estão divididos de forma um tanto arbitrária e, em seguida, recebem seus números de catálogo na parte de trás do conjunto. O primeiro disco reúne Garner (com suas versões originais de "Long Ago and Far Away" e "It Could Happen to You") com Jamal (com "The Surrey With the Fringe on Top" e "Perfida" entre suas gravações) e, portanto, os lados com Hines e Bushkin não se sustentam tão bem, mas não porque o material seja de má qualidade — muito pelo contrário. É que o primeiro disco cria uma atmosfera tão sólida que é impossível comparar o swing vibrante de Hines e o swing característico de Bushkin, típico dos anos 30, com o jazz moderno de 1950. Os discos três e quatro se saem melhor, com Sutton de um lado arrasando no repertório de Waller — verdadeiros clássicos do mestre, tocados como só um discípulo experiente consegue, de "Ain't Misbehavin'" a "Muskrat Ramble", passando por "Blue Turning Grey Over You" e "Take It From Me". Sullivan mantém o clima stride, e então passamos para o material mais popular e com temática bebop, com Stacy e Weed, ambos verdadeiros monstros da técnica — especialmente Weed, cujas mãos dominavam o lado esquerdo do teclado enquanto a direita executava nonas alongadas e até décimas segundas para acompanhar. No quinto disco, há uma simetria magnífica entre o pianismo de Wilson e o de Clifton. Primeiramente, temos a noção pura de "Voo" de Wilson. Seus padrões rítmicos criam as possibilidades harmônicas para passagens dentro dos acordes e mudanças de tonalidade que enriquecem ainda mais a armadura de clave e o acorde dominante. O fato de ele improvisar tanto com a mão esquerda quanto com a direita é outro de seus dons. Muitos que o conheciam afirmavam que nem ele mesmo percebia isso até o momento de inspiração. Muitas das canções emblemáticas de Wilson estão aqui: "Honeysuckle Rose", "Just One of Those Things", "(I Don't Stand) A Ghost of a Chance With You" e "Between the Devil and the Deep Blue Sea". Seja balada, swing vibrante ou blues cintilante, Wilson se destacou em todas as ocasiões aqui — e também há as gravações alternativas que ele rejeitou (prova de que não há diferença de qualidade, exceto na percepção do pianista). Clifton, por outro lado, é um pianista com forte presença no registro médio, utilizando as mesmas estruturas harmônicas graves e amplas em suas composições — se não os mesmos acordes e o mesmo método para chegar a eles que Wilson. A diferença está na abordagem. Wilson atacava o teclado, ainda que graciosamente, enquanto Clifton prefere brincar com ele e seduzir seus segredos. Sua versão de "Let's Fall in Love" teria se encaixado melhor com os jazzistas da Costa Oeste do que em Nova York, mas é uma interpretação deslumbrante com um toque de contraponto a duas mãos à la Brubeck na ponte. Quanto ao sexto disco, não há dúvida de que Heywood e Freeman eram músicos talentosos; suas abordagens tecnicamente refinadas criam obras-primas cristalinas em seus repertórios escolhidos, mas são excessivamente limpas — quase estéreis devido à sua proeza técnica. Finalmente, no último disco, os ouvintes se deparam com as harmonias bombásticas e brutais de Miller, que tocava guitarra e vibrafone antes de se tornar pianista. Resumindo: o cara massacra tudo o que toca, com uma completa falta de sutileza. O equilíbrio, no entanto, é garantido pela segunda metade do disco, que encerra a obra com o sublime pianismo de Tatum, gravado ao vivo em um concerto no Shrine Auditorium em Los Angeles, em 1949, e apresenta — além de joias conhecidas como "Willow Weep for Me", "Someone to Watch Over Me" e "How High the Moon" — duas das maiores performances de piano já gravadas: "I Know That You Know" e a Humoresque de Dvorak. A origem da inspiração de Tatum é desconhecida; O limite da improvisação de Avakian era o que ele explorava. Ele conseguia expandir o equilíbrio de qualquer configuração harmônica e, em seguida, envolvê-la em outra sem errar uma nota. No total, sete CDs é muita coisa para obras praticamente dedicadas ao piano solo, gravadas com um tema de marketing em mente. Mas há mais performances excelentes do que medíocres, e apenas uma ruim do começo ao fim — e mesmo essa é compensada por puro gênio. O pior que se pode dizer sobre o Complete Jazz Piano Mood Sessions é que há material demais — até mesmo para os fãs da gravadora Mosaic. O melhor que se pode dizer é que, primeiro, o som é fenomenal (assim como as notas do próprio Avakian) e, segundo, há material demais. De qualquer forma, é um negócio em que todos saem ganhando. Fonte: allmusic.com


 Boa audição - Namastê

sábado, 23 de julho de 2022

# 052 - Dizzy Gillespie - Cognac Blues (1952-1953)

Lançamento: 2000
Selo: Gitanes Jazz Produção
Gênero: Bop

John Birks Gillespie ou Dizzy Gillespie é facilmente reconhecido por suas bochechas inchadas e trompete angular incomum. Ele também foi compositor, arranjador e maestro e uma das figuras chaves no nascimento e um dos principais inovadores do bebop. Apelidado de ‘Dizzy’ por suas travessuras cômicas e influenciado por Roy Eldridge tocou na década de 30 em grandes bandas lideradas por Cab Calloway, Earl Hines, Billy Eckstine, Teddy Hill e Lionel Hampton. Ao longo dos anos 40 e 50 conduziu as suas próprias bandas e excursionou pelo mundo tocando sua música complexa. Com Charlie Parker, Thelonious Monk e Miles Davis, inaugurou a era do bebop e popularizou o uso de ritmos afro-cubanos no jazz. Na década de 1950 ele começou a usar o trompete com o sino dobrado para cima em 45 graus, uma peculiaridade que se tornou sua assinatura. Seu virtuosismo e humor fizeram dele um dos músicos mais carismáticos e influentes do jazz. Técnica e versatilidade fazem dele o trompetista de jazz líder após Armstrong.

Baixo – Joe Benjamin ( faixas: 1 a 15, 18 a 21 ) , Lou Hackney ( faixas: 16, 17 )
Congas – Humberto Cantos  ( faixas: 1 a 6 )
Bateria – Al Jones ( faixas: 16, 17 ) , Bill Clark ( faixas: 1 a 15, 18 a 21 )
Guitarra – Jean-Jacques Tilché ( faixas: 7, 8, 18 a 21 )
Piano – Arnold Ross ( faixas: 7 a 15, 18 a 21 ) , Art Simmons ( faixas: 1 a 6 ) , Wade Legge ( faixas: 16, 17 )
Saxofone Tenor – Don Byas ( faixas: 1 a 6 )
Trompete – Dizzy Gillespie
Vocais – Dizzy Gillespie ( faixas: 4, 12, 15 )

NOTA:
Trombonista e guitarrista nas faixas 16 e 17 são artistas desconhecidos
Música 10 retirada do LP Blue Star 10" 6807
Música 12 retirada do LP Barclay 844 006
Músicas 13-15 retiradas do LP Blue Star 10" 6806
Faixas 18-21 inéditas

 Boa audição - Namastê

domingo, 17 de julho de 2022

# 051 - Louis Armstrong And Friends (1933-39)


Artista: Louis Armstrong 

Álbum: Jazz in Paris 051

Lançamento: 2000

Selo: Gitanes Jazz Produção

Gênero: Swing, Dixieland


Alto Saxophone – Alcide Castellanos (tracks: 8, 9), Henri Tyree (tracks: 1 to 7)

Arranged By – Freddy Johnson (5) (tracks: 8, 9)

Clarinet – Danny Polo (tracks: 17 to 20), Joe Hayman (tracks: 15, 16)

Clarinet, Saxophone [Alto] – Peter Du Congé (tracks: 1 to 10)

Double Bass – German Arago (tracks: 1 to 7), Juan Fernandez (4) (tracks: 8 to 10), Louis Vola (tracks: 17 to 20), Wilson Myers (tracks: 15, 16)

Drums – Billy Taylor (3) (tracks: 8 to 10), Jerry Mengo (tracks: 17 to 20), Oliver Times* (tracks: 1 to 7)

Guitar – John Mitchell (19) (tracks: 15, 16), Maceo Jefferson (tracks: 1 to 7), Oscar Aleman (tracks: 17 to 20), Sterling Conaway (tracks: 8, 9)

Piano – Freddy Johnson (5) (tracks: 8 to 14), Garland Wilson (tracks: 17 to 20), Herman Chittison (tracks: 1 to 7, 15, 16), Una Mae Carlisle (tracks: 17 to 20)

Tenor Saxophone – Alfred Pratt (tracks: 1 to 7), Alix Combelle (tracks: 17 to 20), Frank "Big Boy" Goudie (tracks: 8, 9)

Trombone – Billy Burns (tracks: 8, 9), Lionel Guimaraes (tracks: 1 to 7)

Trumpet – Arthur Briggs (tracks: 8 to 14), Bill Coleman (2) (tracks: 15, 16), Bobby Jones (tracks: 8, 9), Jack Hamilton (tracks: 1 to 7), Leslie Thompson (tracks: 1 to 7), Philippe Brun (tracks: 17 to 20), Theodore Brock (tracks: 8, 9)

Trumpet, Vocals – Louis Armstrong (tracks: 1 to 7)

Vocals – Greta Keller (tracks: 15, 16), Louis Cole (tracks: 8, 9, 11, 13)

Todas as faixas gravadas em Paris e números de catálogo originais de 78 rpm e datas de gravação:

01: Brunswick 9683 , outubro de 1934

02: Brunswick 500 490 , outubro de 1934

03: Brunswick 500 492, outubro de 1934

04: Brunswick 500 491 , outubro de 1934

05: Brunswick 500 491 , Outubro de 1934

06: Brunswick 500 490 , outubro de 1934

07: Brunswick 500 492, outubro de 1934

08: Brunswick 500 278, 8 de julho de 1933

09: Brunswick 500 278, 8 de julho de 1933

10: Polydor 530 002 , 19 de julho de 1933

11: Brunswick 500 262, junho de 1933

12: Brunswick 500 263, junho de 1933

13: Brunswick 500 262, junho de 1933

14: Brunswick 500 263, junho de 1933

15: Brunswick 81 859, 27 de setembro de 1938

16: Brunswick 81 859, setembro de 1937 , 1938

17: Decca 6989, 30 de janeiro de 1939

18: Decca 6989, 30 de janeiro de 1939

19: Decca 7126, 30 de janeiro de 1939

20: Decca 7126, 30 de janeiro de 1939

Boa audição - Namastê

sexta-feira, 15 de julho de 2022

# 050 - Jazz In Paris - Jazz & Cinema, Vol. 2 (1958•1961)

Artista: Art Blakey, G. Arvanitas & Jazz At The Philharmonic

Álbum: Jazz in Paris Vol.02

Lançamento: 2000

Selo: Gitanes Jazz Produção

Gênero: Jazz, Stage & Screen, Easy Listening

Uma das grandes formas de arte musical, o jazz, evoluiu e integrou elementos de todos os tipos de música. Muitos guitarristas de jazz desenvolveram seu estilo principalmente ao imitar as inovações dos grandes mestres do jazz em instrumentos de sopro e teclados, e absorveram a música clássica e de outros povos para produzir algumas das músicas mais sofisticadas para a guitarra. No início, o banjo era utilizado mais frequentemente nas bandas. O guitarrista Jeff ‘Brock’ Mumford (1870-1937) apareceu em uma das mais famosas bandas de New Orleans, liderada pelo trompetista Buddy Bolden em 1890. Não existem registros de Mumford e os historiadores apenas especulam sobre a sua música. Johnny St. Cyr (1890-1966) tocou com o trombonista e bandleader Kid Ory. Ele começou no banjo, e então mudou para a guitarra de 6 cordas e tocou nos grupos ‘Hot Five’ e ‘Hot Seven’ de Louis Armstrong, bem como nas gravações de Jelly Roll Morten. Bud Scott (1890-1949) tinha um estilo semelhante e, a partir de 1904, tocou com o bandleader, baterista e violinista John Robichaux e Freddy Keppard, um dos primeiros trompetistas de jazz.

Contrabaixo – Jymie Merritt ( faixas: 5 a 22 ), Louis Trussardi ( faixas: 23, 24 ), 

Ray Brown ( faixas: 1 a 4 )

Bateria – Gus Johnson ( faixas: 1 a 4 ), Michel Babault ( faixas: 23, 24 )

Bateria, composta por, arranjada por – Art Blakey ( faixas: 5 a 22 )

Flugelhorn – Bernard Vitet ( faixas: 23, 24 )

Guitarra – Herb Ellis ( faixas: 1 a 4 )

Piano – Bobby Timmons ( faixas: 5 a 22 ) , Georges Arvanitas ( faixas: 23, 24 ) , 

Oscar Peterson ( faixas: 1 a 4 )

Saxophone [Tenor] – Coleman Hawkins ( faixas: 2 ) , François Jeanneau ( faixas: 23, 24 ) , 

Stan Getz ( faixas: 1 )

Saxofone [tenor], composto por, arranjado por – Benny Golson ( faixas: 5 a 22 )

Trompete – Dizzy Gillespie ( faixas: 4 ), Lee Morgan ( faixas: 5 a 22 ), Roy Eldridge ( faixas: 1, 3 )


Jazz At The Philharmonic: Les Tricheurs

Trilha sonora original do filme de Marcel Carné

Gravado em 01 de maio de 1958 no estúdio Hoche, Paris


Art Blakey And The Jazz Messengers: Des Femmes Disparaissent

Trilha sonora original do filme de Edouard Molinaro

Gravado em dezembro de 1958 em Paris


Georges Arvanitas Quinteto: La Bride Sur Le Cou

Trilha sonora original do filme de Roger Vadim

Gravado em 19 de abril de 1961 no Hoche Studio Hoche, Paris

Boa audição - Namastê

terça-feira, 12 de julho de 2022

# 049 - Jazz In Paris - Jazz & Cinema, Vol. 1 (1959)

Artista: Barney Wilen & Alain Goraguer

Álbum: Jazz in Paris Vol.01

Lançamento: 2000

Selo: Gitanes Jazz Produção

Gênero: Jazz, Stage & Screen, Easy Listening


O jazz é o laboratório musical ao vivo e algumas gravações são verdadeiras obras de arte e representam períodos importantes no desenvolvimento do gênero e ainda hoje são tão frescas como quando foram gravadas. Nascido nos Estados Unidos, o jazz pode ser visto como um reflexo da diversidade cultural e do individualismo do país. New Orleans, Louisiana, na virada do século 20 foi um caldeirão de culturas, uma grande cidade portuária, onde as pessoas de todo o mundo se reuniam ali, e como resultado, os músicos foram expostos a uma grande variedade de música. Música clássica européia, o blues norte-americano, e as canções e ritmos sul-americanos se reuniram para formar o que se tornou conhecido como jazz. A origem da palavra é amplamente contestada, embora tenha sido pensado originalmente para ser um termo sexual. Na sua essência, é a abertura a todas as influências e expressão pessoal através da improvisação. Ao longo de sua história, o jazz averiguou minuciosamente desde o mundo da música popular até a música erudita, e se expandiu a tal ponto que seus estilos são tão variados que um é completamente alheio a outro. Tocado, pela primeira vez, em bares, o jazz depois foi ouvido em clubes, salas de concerto, cinemas, universidades e grandes festivais em todo o mundo.

Arranjo, Maestro – Alain Goraguer ( faixas: 13 a 18 )
Saxofone [Tenor, Soprano] – Barney Wilen ( faixas: 1 a 12 )
Contrabaixo – Paul Rovère ( faixas: 1 a 12 ), Pierre Michelot ( faixas: 13 a 18 )
Bateria – Christian Garros ( faixas: 13 a 18 ), Kenny Clarke ( faixas: 1 a 12 )
Flauta – Raymond Guiot ( faixas: 13 )
Gaita – Claude Garden ( faixas: 17 )
Piano – Duke Jordan ( faixas: 1 a 12 )
Saxofone Tenor – Georges Grenu ( faixas: 13 a 18 )
Trompete – Kenny Dorham ( faixas: 1 a 12 ), Roger Guérin ( faixas: 13 a 18 )
Vibrafone – Michel Hausser ( faixas: 15, 16, 18 )

Barney Wilen: Un Témoin Dans La Ville, trilha Sonora Original do filme de Edouard Molinaro. Gravado em 1959 em Paris.

Alain Goraguer: J'Irai Cracher Sur Vos Tombes, trilha sonora original do filme de Michel Gast. Gravado em 1959 em Paris.

Boa audição - Namastê

sábado, 9 de julho de 2022

# 048 - Modern Jazz At Saint-Germain-des-Pres (1954)

 

Artista: Bernard Peiffer & Bernard Zacharias

Álbum: Jazz in Paris 048

Lançamento: 2000

Selo: Gitanes Jazz Produção

Gênero: Easy Listening, Swing

A partir da década de 1920, as Big Bands tocavam uma forma de improvisação de jazz que incluía uma seção de cordas com violinos, que foi abandonado após a introdução do swing em 1935. No final da década de 1920, uma nova forma surgiu em que mais espaço foi dado ao improviso e ganhou popularidade na forma de dance jazz e eram destinadas a um público urbano limitado. Os três centros importantes neste desenvolvimento foram Nova York, Chicago e Kansas City. Muitas Big Bands tornaram-se um veículo para o estrelato de instrumentistas, como Louis Armstrong. E outras bandas tinham destacados instrumentistas como líderes, cujos sons dominavam, como o clarinete de Benny Goodman, Artie Shaw e Woody Herman, o trombone de Jack Teagarden, o trompete de Harry James, a bateria de Gene Krupa, e as vibrafone de Lionel Hampton. E a popularidade de muitas bandas foi amplificada por vocalistas que eram estrelas, como Frank Sinatra com Tommy Dorsey; Helen O’Connell e Bob Eberly com Jimmy Dorsey; Ella Fitzgerald com Chick Webb; Billie Holiday e Jimmy Rushing com Count Basie; Dick Haymes e Helen Forrest com Harry James; Doris Day com Les Brown; Toni Arden e Ken Curtis com Shep Fields e Peggy Lee com Benny Goodman. As rádios em todo o país começaram a transmissão dos clubes de jazz durante as décadas de 30 a 50. O rádio foi um fator importante na obtenção de fama, como Benny Goodman, que ficou conhecido como o ‘Rei do Swing’. Em breve, outros o desafiaram, e ‘as batalhas das bandas’ tornaram-se um espetáculo. As Big Bands também começaram a aparecer no cinema em 1930 até a década de 60. Filmes biográficos de Glenn Miller, Gene Krupa, Benny Goodman e outros foram feitos na década de 50, como tributo nostálgico aos anos de glória das Big Bands. A essa altura, as Big Bands foram uma força dominante no jazz que a geração mais velha descobriu e teve que se adaptar a elas ou simplesmente se aposentar pela falta de mercado para gravações de pequenos grupos já que devido à depressão as gravadoras relutavam em assumir riscos. Alguns músicos como Louis Armstrong e Earl Hines formaram suas próprias bandas, enquanto outros, como Jelly Roll Morton e Oliver King, caíram no esquecimento. Os principais afro-americanos líderes de bandas na década de 30 além das lideradas por Ellington, Hines e Calloway, foram Jimmie Lunceford, Chick Webb e Count Basie. As bandas ‘brancas’ de Benny Goodman, Artie Shaw, Tommy Dorsey, Shep Fields e, posteriormente, Glenn Miller eclipsaram as aspirações em termos de popularidade das bandas ‘negras’. Adolescentes brancos e adultos jovens foram os principais fãs das Big Bands no final de 1930 e início dos anos 40. Eles dançavam e assistiam os shows ao vivo sempre que podiam. Para as bandas era extenuante chegar aos seus fãs em todos os lugares. As condições de deslocamento e alojamento eram difíceis, devido à segregação na maior parte dos Estados Unidos, e os integrantes tinham que se apresentar com sono e pouca comida, além dos salários baixos. Os vícios eram comuns, além dos problemas pessoais e da discórdia entre os componentes que afetavam o grupo. E os principais solistas eram muitas vezes atraídos por melhores contratos. Sem contar com as apresentações que muitas vezes eram em coretos muito pequenos, inadequados e com pianos desafinados. E os bandleaders de sucesso tinham que lidar com esses perigos para manter a sua banda coesa, alguns com disciplina rígida como Glenn Miller, outros com uma psicologia sagaz como Duke Ellington. As Big Bands desempenharam um papel importante durante a Segunda Guerra Mundial e muitos membros das bandas serviram nas forças armadas e viajaram como Glenn Miller que perdeu a vida numa destas viagens entre um show e outro para as tropas de soldados. Outras bandas também sofreram com a perda de pessoal e a qualidade caiu durante os anos de guerra. Até o final da guerra a situação se agravou, o swing foi dando lugar a músicas menos dançantes, incluindo o bebop. E muitas bandas quebraram. A partir de 1945, o jazz evoluiu e se expandiu em novas direções, e entre os anos de 50 e 70, outros artistas se destacaram. Bandas modernas a tocar todos os estilos de jazz como as lideradas pelo arranjador Gil Evans, o saxofonista John Coltrane e o baixista Jaco Pastorius apresentaram ‘cool jazz’, ‘free jazz’ e ‘jazz fusion’. No final de 1990, o swing voltou aos EUA e muitos jovens se interessaram pelos estilos das Big Bands. A ‘Jazz at Lincoln Center Orchestra’ com Wynton Marsalis é a orquestra que atualmente em turnês internacionais promove o som de Big Band.

Bass Clarinet – Michel de Villers (tracks: 9 to 16)

Double Bass – Guy Pedersen (tracks: 9 to 16), Jean-Marie Ingrand (tracks: 1 to 8)

Drums – Jacques David (tracks: 9 to 16), Jean-Baptiste "Mac Kac" Reilles (tracks: 1 to 8)

Flugelhorn – Roger Guérin (tracks: 9 to 16)

French Horn – Robert Casier (tracks: 9 to 16)

Piano – Bernard Peiffer (tracks: 1 to 8)

Piano, Celesta – Jules Dupont (tracks: 9 to 16)

Tenor Saxophone – Bib Monville (tracks: 1 to 8), Bobby Jaspar (tracks: 1 to 8), Jean-Claude Fohrenbach (tracks: 9 to 16)

Trombone – Bernard Zacharias (tracks: 9 to 16)

Trumpet, Euphonium [Baritone Saxhorn] – Roger Guérin (tracks: 1 to 8)


Gravado em 14 de janeiro de 1954 no estúdio Magellan, Paris (1-8) e simplesmente em Paris, 1954 (9-16)


Boa audição - Namastê

terça-feira, 5 de julho de 2022

# 047 - Classic Jazz At Saint-Germain-des-Pres (1954-1955)

Lançamento: 2000
Selo: Gitanes Jazz Produção
Gênero: Dixieland, Piano Blues

No século 19, New Orleans era um próspero porto e uma das mais cosmopolitas cidades da América. Continha uma mistura picante de raças e etnias, incluindo os europeus, africanos, crioulos, termo que se referia ao escravo negro nascido nas Américas, e outros. Desde os primórdios da história de New Orleans, os negros coexistiram com os brancos de origem européia. Alguns eram ex-escravos que conseguiram comprar sua liberdade. Milhares chegaram à New Orleans de Saint-Domingue (atual Haiti), após as revoltas de escravos no fim dos anos 1700 e início de 1800. Muitos também vieram de Cuba depois de 1809. Esta grande variedade deu a New Orleans uma cultura única, e todos os ingredientes necessários para preparar um novo estilo de música. A cidade tem um lugar de destaque no início do desenvolvimento do jazz. Uma cidade portuária com portas abertas aos sons coloridos do Caribe e do México e uma grande população negra bem estabelecida. E a crescente cidade estava madura para o desenvolvimento da nova música na virada do século. New Orleans foi o lar de grandes clarinetistas como Johnny Dodds, Jimmy Noone e Sidney Bechet. E de grandes cornetistas que chegaram. Primeiro Joe ‘King’ Oliver que veio de Louisiana e foi professor da futura estrela, o trompetista Louis Armstrong. Joe ‘King’ Oliver foi seu mentor e professor e sua influência foi tal que Armstrong afirmou: se não tivesse sido por Joe Oliver, o jazz não seria o que é hoje. Depois, de Mississippi à New Orleans, juntamente com outros músicos influentes, chegou Jelly Roll Morton. A partir de 1817, os escravos negros de New Orleans foram autorizados a dançar e cantar nas tardes de domingo, na ‘Congo Square’, perto do bairro francês. Centenas se reuniam para as celebrações. Alguns cantavam as músicas entoadas nas plantações de algodão que eram derivações dos cantos da Igreja Batista. Outros dançavam ao som das batidas tribais dos caribenhos. Ainda outros mostravam as danças africanas transmitidas através de gerações. À medida que o século avançava a música de New Orleans também foi influenciada pela arte dos menestréis, que se tornou extremamente popular e foi responsável pela popularização da música e da dança, principalmente o sapateado. A música era escrita por negros e brancos e dominou as paradas por décadas e produziu alguns dos primeiros compositores afro-americanos de sucesso. Na década de 1890, New Orleans já era um caldeirão musical. Em seguida, o ragtime e o blues chegaram. O ragtime era uma música dançante, que combinava elementos de marchas militares, música européia e a arte dos menestréis. Os jovens adoravam. Seus pais odiavam. O blues chegou na mesma época, trazido por negros refugiados provenientes de outros estados do Sul, que vieram para New Orleans para escapar ao ódio racial e aos campos de algodão. Basicamente, o jazz de New Orleans nasceu quando os músicos negros e os crioulos adicionaram ragtime e estilos de blues à mistura já potente da música que tocavam e sobre tudo improvisavam. Enquanto a secção rítmica, termo que designa um grupo de instrumentos musicais, tocava uma música, um trombetista interrompia mostrando seu talento e habilidade. E depois outros também o faziam e assim, a improvisação tornou-se a essência do jazz. Um pianista crioulo chamado Jelly Roll Morton foi o primeiro homem a escrever melodias do jazz original, e ele alegou ter ‘inventado’ o jazz. Mas a tradição diz que o trompetista e barbeiro Buddy Bolden foi o primeiro homem a liderar uma banda de jazz real. Buddy Bolden foi internado num hospício em 1907 e lá permaneceu até sua morte em 1931. Até então, os sucessores como King Oliver e Louis Armstrong tinham levado o jazz a um novo patamar de popularidade e para outras cidades como Chicago e Nova York. A música nascida em New Orleans é considerada a mais importante. Como uma linguagem musical, o jazz através dos negros das Américas a partir da batida sincopada do ragtime, das fanfarras e dos coros de gospel misturado aos gritos dos campos de algodão e ao rosnado profundo do blues foi exportado para todo o mundo. As ‘brass bands’, um grupo musical em geral, constituído exclusivamente por instrumentos de metal, para o conforto das famílias, tocam durante os funerais. O ‘jazz funeral’ começa sombrio. Em seu caminho para o cemitério, a banda de metais executa tristes hinos fúnebres chamados ‘lamúrias’. ‘Nearer My God to Thee’ é a escolha mais popular, mas pode ser qualquer outra música que lembre aos enlutados os altos e baixos da vida. Este tom sombrio dura até que a procissão resolve mandar o carro fúnebre para o destino final, o cemitério. É neste ponto que a banda de repente passa a tocar ‘When the Saints Go Marching In’ ou ‘Didn’t He Ramble,’ ou talvez ‘Lil Liza Jane’. E os próprios enlutados, parentes e carpideiras, dançam com abandono selvagem. Eles vão freqüentemente enfeitados com guarda-chuvas, e os transeuntes são convidados, com sorrisos e alegria, a participarem da comemoração. Este funeral remonta a antigas tradições africanas dos iorubás da África Ocidental. Uma crença de que a vida acabou neste mundo, mas um espírito corre livre e solto e aqueles que vivem em luto podem deleitar-se com o conhecimento de que seu parente ou velho amigo estará dançando do outro lado com o coração cheio de alegria.

Saxofone Barítono – Jean-Louis Chautemps ( faixas: 4, 8 )
Clarinete – Albert Nicholas ( faixas: 1 a 8 ) , Gérard Badini ( faixas: 9 a 14 )
Contrabaixo – Buddy Banks (2) ( faixas: 1, 2, 5, 6 ) , Guy Pedersen ( faixas: 9 a 14 ) , Ricky Garzon 
( faixas: 4, 8 )
Bateria – François "Moustache" Galepides * ( faixas: 9 a 14 ) , Jacques David ( faixas: 1, 2, 5, 6 ) , Robert Barnet ( faixas: 3, 4, 7, 8 )
Piano – André Persiany ( faixas: 1, 2, 5, 6 ) , Claude Bolling ( faixas: 3, 4, 7, 8 ) , George Arvanitas 
 ( faixas: 9 a 14 )
Saxofone soprano – Michel Attenoux ( faixas: 1, 2, 5, 6, 9 a 14 )
Trombone – Benny Vasseur ( faixas: 4, 8 ) , Bernard Zacharias ( faixas: 1, 2, 5, 6 ) , Claude Gousset
 ( faixas: 9 a 14 ) , Jimmy Archey ( faixas: 9 a 14 )
Trompete – Guy Longnon ( faixas: 1, 2, 5, 6 ), Jean Liesse ( faixas: 4, 8 ), Louis Henry ( faixas: 9 a 14 )

Gravado em março de 1954 em Paris (1-8) e 27 de janeiro de 1955 no estúdio Magellan, Paris (9-14)

Boa audição - Namastê
 

sábado, 2 de julho de 2022

# 046 - Lionel Hampton - Ring Dem Vibes (1976)


Artista: Lionel Hampton 
Lançamento: 2000
Selo: Gitanes Jazz Produção
Gênero: Hard Bop, Swing



O vibrafone é um tipo de marimba (teclado) com placas de metal, cujos ressoadores são colocados em vibração por um motor elétrico. O instrumento é típico do Jazz e está presente nas gravações de grandes clássicos. É tocado por percussão com baquetas onde o vibrafonista pode utilizar de duas a seis baquetas revestidas de lã ou feltro para produzir melodias e acordes. O nome vibrafone deriva do seu mecanismo de funcionamento. Por baixo de cada tecla há um ressonador, um tubo metálico oco sintonizado para a frequência de cada nota, com um disco de diâmetro um pouco menor que o do próprio tubo em seu topo. Os discos de cada tubo estão conectados a um eixo e podem girar movidos por um motor elétrico. Quando o motor é ligado e uma tecla é soada, as notas apresentam um efeito de tremolo, causado pela abertura e fechamento rápido dos tubos pelos discos que giram. O músico pode variar a velocidade de rotação, controlando o efeito de tremolo. Com o motor desligado, os tubos ficam abertos e o vibrafone apresenta um som semelhante ao de um sino. Sua origem não é muito precisa, embora muitos atribuam suas raízes à música asiática, assim como o xilofone. Já a marimba atual é originária da África e da América Central. Grandes nomes do Jazz tocam esse instrumento como Lionel Hampton, Milt Jackson, Gary Burton, Red Norvo, Bob Hutcherson, Cal Tjader e outros tantos.

Saxofone alto – Michel Attenoux
Contrabaixo – Michel Gaudry
Bateria – Sam Woodyard
Guitarra – William Mackel 
Órgão – Reynold Mullins ( faixas: 6 )
Piano – Raymond Fol , Reynold Mullins ( faixas: 3, 4 )
Saxofone Tenor – Gérard Badini ( faixas: 1, 5, 7 )
Trombone – Claude Gousset ( faixas: 1, 5, 7 )
Vibrafone – Dany Doriz ( faixas: 2 )
Vibrafone, Vocais – Lionel Hampton

Gravado em 25 (1, 2, 5, 7) e 26 (3, 4, 6) de maio de 1976, no estúdio Hoche, Paris


Boa audição - Namastê

quinta-feira, 30 de junho de 2022

# 045 - Lionel Hampton & His French New Sound, Vol. 2 (1955)


Lançamento: 2000
Selo: Gitanes Jazz Produção
Gênero: Hard Bop, Swing



 Lionel Hampton é considerado como o primeiro vibrafonista do jazz, também tocou piano, bateria, percussão e foi compositor e líder de bandas. Inicialmente ele foi baterista em Chicago, e depois vibrafonista na Califórnia. O vibrafone é um instrumento musical inventado no século XX. É composto de diversas teclas de metal com altura definida, montadas em um suporte sobre tubos que servem para amplificar seu som e também agem como ressonadores. Na verdade é um xilofone amplificado com vibrato. É utilizado principalmente no jazz, aparecendo também em diversos outros gêneros populares e também na música erudita. Lionel Hampton começou a sua carreira profissional em Los Angeles com 16 anos e a história diz que Hampton pela primeira vez tocou o vibrafone em 1930 com Louis Armstrong em ‘Memories of You’ que se tornou um hit. E tocou com os grandes nomes do jazz desde Benny Goodman e Buddy Rich, a Charlie Parker e Quincy Jones. Hampton organizou sua própria big band em 1940 e tornou-se famoso por seus shows ao vivo e com o compromisso de divulgar o jazz em todo o mundo. Tocou com bandas menores após 1965, com sucesso contínuo, até a sua saúde começar a decair na década de 90. O rítmo e a empolgação da banda de Hampton destacaram seu carisma e virtuosismo extrovertido. Ele se tornou um dos progenitores do rhythm and blues.

Baritone Saxophone – William Boucaya (tracks: 3)
Clarinet, Saxophone [Tenor] – Maurice Meunier (tracks: 2, 3)
Double Bass – Guy Pedersen
Drums – Jean-Baptiste "Mac Kac" Reilles
French Horn – Dave Amram (tracks: 3)
Guitar – Sacha Distel (tracks: 1, 4)
Piano – René Urtreger
Trumpet – Benny Bailey (tracks: 3), Bernard Hulin (tracks: 2, 3), Nat Adderley (tracks: 3)
Vibraphone – Lionel Hampton

Gravado em 19 de março de 1955 na Schola Cantorum, Paris

Boa audição - Namastê

terça-feira, 28 de junho de 2022

# 044 - Lionel Hampton & His French New Sound, Vol. 1 (1955)

Artista: Lionel Hampton & His French New Sound

Álbum: Jazz in Paris 044

Lançamento: 2000

Selo: Gitanes Jazz Produção

Gênero: Hard Bop, Swing


Lionel Hampton (1908 – 2002), foi considerado o primeiro vibrafonista do jazz, também foi um hábil baterista, pianista e cantor e foi líder de bandas. Ao longo da sua vida, Hampton tocou com os grandes nomes do jazz desde Benny Goodman e Buddy Rich, a Charlie Parker e Quincy Jones. Como membro do grupo de Benny Goodman ele fez alguns de seus melhores discos, tendo solos memoráveis em canções como ‘Dizzy Spells’ e ‘Moonglow’. Ele também realizou sessões de gravação com músicos lendários como Coleman Hawkins, Benny Carter e Nat Cole, alguns dos melhores do jazz da época. Lionel Leo Hampton nasceu em Louisville, Kentucky, e foi criado por sua avó e em 1916 sua família mudou-se para Chicago. Na juventude, Hampton era um membro do ‘Bud Billiken Club’, um clube para jovens negros. Durante a década de 20, quando ainda era um adolescente teve aulas de xilofone e bateria com o baterista de blues e jazz Jimmy Bertrand. E mudou para Califórnia em 1927 ou 1928, tocando bateria para o ‘Dixieland Blues-Blowers’. Sua estréia em gravações foi com ‘The Quality Serenaders’, e foi baterista do bandleader Les Hite. Durante este período começou a praticar no vibrafone. Em 1930, Louis Armstrong chegou à Califórnia e contratou a banda de Les Hite, pedindo a Hampton para tocar o instrumento. Assim começou sua carreira como vibrafonista, popularizando o seu uso desde então. Durante os anos 30, ele estudou música na ‘University of Southern California’. Em 1934, conduziu a sua própria orquestra. Em 1936, a orquestra de Benny Goodman chegou a Los Angeles para tocar no famoso salão de dança ‘Palomar Ballroom’, e Goodman convidou Lionel Hampton para integrar seu trio, que assim se tornou o famoso ‘Benny Goodman Quartet’, com o pianista Teddy Wilson e o baterista Gene Krupa completando o lineup. O trio e depois quarteto estavam entre os primeiros grupos de jazz racialmente integrados e em uma época que o jazz era dominado por grandes bandas. Enquanto trabalhou para Goodman em New York, Hampton também gravou com diversos pequenos grupos conhecidos como ‘Lionel Hampton Orchestra’. Em 1940 deixou Goodman em circunstâncias amistosas para formar sua própria big band que se tornou popular durante os anos 40 e início dos anos 50. Sua terceira gravação em 1942 produziu uma versão do clássico ‘Flying Home’ com solo do saxofonista Illinois Jacquet que antecipou o rhythm & blues. O sucesso fez com que gravasse ‘Flying Home, Number Two’ com o saxofonsta Arnett Cobb. O guitarrista Billy Mackel ingressou em sua orquestra em 1944, e iria tocar e gravar com ele quase continuamente através dos anos 70. Em 1947 Lionel Hampton gravou ‘Stardust’ com o trompetista Charlie Shavers e com o baixista Slam Stewart no concerto ‘Just Jazz’. Dos anos 40 até início dos anos 50, Hampton gravou para a ‘Decca Records’ com inúmeros jovens artistas que mais tarde alcançaram fama, como o baixista Charles Mingus, o saxofonista Johnny Griffin, o guitarrista Wes Montgomery, a vocalista Dinah Washington e o tecladista Milt Buckner. E continuou a gravar com pequenos grupos e em jam sessions. Durante os anos 60, os grupos de Hampton estavam em declínio, e não se sairam muito melhor na década de 70. Mesmo assim, Lionel Hampton permaneceu ativo até sofrer um derrame em Paris em 1991. Esse incidente, combinado com anos de artrite crônica forçou-o a parar drasticamente. Em 1997, seu apartamento pegou fogo e destruiu seus prêmios e pertences. Hampton escapou ileso vindo a falecer em 2002.

Saxofone Barítono – William Boucaya ( faixas: 1, 3, 4 )
Clarinete, Saxofone Tenor – Maurice Meunier ( faixas: 1, 3, 4 )
Contrabaixo – Guy Pedersen
Bateria – Jean-Baptiste "Mac Kac" Reilles
Trompa Francesa – David Amram ( faixas: 1, 3, 4 )
Guitarra – Sacha Distel ( faixas: 3 )
Piano – René Urtreger
Trompete – Benny Bailey ( faixas: 1, 3, 4 ) , Bernard Hulin ( faixas: 1, 3, 4 ) , Nat Adderley ( faixas: 1, 3, 4 )
Vibrafone – Lionel Hampton
Gravado em 19 de março de 1955 na Schola Cantorum, Paris

 Boa audição - Namastê