domingo, 20 de novembro de 2016

1963 - Miles Davis na Europa - Miles Davis


Ele foi chamado de o Príncipe da Escuridão. Um homem mítico que atravessou diversas vezes o inferno e de lá saía cada vez mais surpreendente e inovador. Se tivesse sido apenas um extraordinário músico com uma carreira de quase 50 anos e uma discografia tão extensa e difícil de enumerar, ele já teria seu lugar mais do que reservado no mundo do jazz e da música como um todo. Miles pertenceu à uma classe tradicional de trompetistas de jazz que começou com Buddy Bolden e desenvolveu-se com Joe "King" Oliver, Louis Armstrong, Roy Eldridge passando por Dizzy Gillespie. Ao contrário desses músicos ele nunca foi considerado com um alto nível de habilidade técnica. Seu grande êxito como músico, entretanto, foi ir mais além do que ser influente e distinto em seu instrumento e moldar estilos inteiros e maneiras de fazer música através dos trabalhos com seus famosos grupos em que muitos dos quase se tornaram importantes músicos de jazz e fizeram seu nome na segunda metade do século XX. Este álbum é a soma disso e mais um lembrete ao navegantes e pescadores de fim de semana de como a arte é diferente do autor e vice e versa como muitos tem comparado. Gravado ao vivo na França no Festival Mundial du Jazz Antibes, Miles Davis na Europa traça um novo perfil do trompetista no final 1963 já com um novo embrião para a formação definitiva do seu segundo grande quinteto (64-68). Miles Davis na Europa é uma convite a explorar novos talentos que inclui o saxofonista tenor George Coleman premiado pela Jazz Foundation of América em 1997 com o premio "Life Achievement Award", o pianista Herbie Hancock inovador e quase pai do teclado no jazz, o baixista Ron Carter veterano com uma extensa lista de gravações e parcerias e o baterista Tony Ruption Williams. Embora Coleman seria afastado do grupo em menos de um ano ele revelou-se um desejoso improviser que merecia mais atenção em uma carreira solo do que naquela altura. Nada menos do que três álbuns com esse formação - "Miles Davis na Europa", "My Funny Valentine", e "Four and More". A produção desse álbum ficou a cargo do então cherife e empresario de Miles,Téo Macero.
 
 

Boa audição - Namastê.

sábado, 22 de outubro de 2016

Trane nas lente de Chuck Stewart



"A máquina fotográfica é um espelho dotado 
de memória, porém incapaz de pensar" 
Arnold Newmann




sexta-feira, 22 de julho de 2016

1961 - Dig - Miles Davis ft. Sonny Rollins







Álbum: Dig 
Lançamento: 1961
Selo: Prestige / Blue Note Records
Genero: Hard Bop, Bop, Cool Jazz
Miles Davis – trumpet, Jackie McLean – alto saxophone (on Davis originals only), Sonny Rollins – tenor saxophone, Walter Bishop, Jr. – piano, Tommy Potter – double bass or    Charles Mingus – double bass (on "Conception" only) & Art Blakey – drums. Recorded October 5, 1951 at Apex Studio, New York

1961 - Dig - Miles Davis ft. Sonny Rollins







Álbum: Dig 
Lançamento: 1961
Selo: Prestige / Blue Note Records
Genero: Hard Bop, Bop, Cool Jazz
Miles Davis – trumpet, Jackie McLean – alto saxophone (on Davis originals only), Sonny Rollins – tenor saxophone, Walter Bishop, Jr. – piano, Tommy Potter – double bass or    Charles Mingus – double bass (on "Conception" only) & Art Blakey – drums. Recorded October 5, 1951 at Apex Studio, New York

domingo, 5 de junho de 2016

Billie Holiday - Love Me or Leave Me (Okeh Records 1941)

Billie Holiday (vc), Emmett Berry (tp), Jimmy Hamilton (cl) & (ts), Hymie Schertzer (as), Babe Russin (ts), Teddy Wilson (p), Albert Casey (g), John Williams (b), and J C Heard (ds). Record August 7, 1941 - Okeh Records (31004-1)

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Perfil: Monk

"É sempre noite, ou não teríamos necessidade de luz"

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Jazz na linha do tempo

“No palco, Tony fazia solos enormes que pareciam Jazz. Quer dizer: Jazz num show do Black Sabbath - ridículo. Eu ficava olhando do lado do palco, rangendo os dentes” 
  Ozzy Osbourne

sábado, 26 de março de 2016

2013- Mulligan Meets Monk - Thelonious Monk & Gerry Mulligan

Artista: Thelonious Monk & Gerry Mulligan
 Álbum: Mulligan Meets Monk
Lançamento: 2013
Selo: Original Jazz Classics
Gênero: Jazz, Bop, Cool Jazz
 01 - 'Round Midnight
Thelonious Monk – piano, Gerry Mulligan – baritone saxophone, Wilbur Ware – double
bass & Shadow Wilson. Recorded August 12–13, 1957, Reeves Sound Studios, New
York City
Boa audição - Namastê

quinta-feira, 17 de março de 2016

O imortal Anjo Negro



Eu sei o que eu fiz para a música, mas não me chame de lenda. 
Apenas me chame de Miles Davis.
Miles Davis

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Oito décadas de Village Vanguard

 O lendário clube de jazz VILLAGE VANGUARD em New York completou 81 anos de existência com celebrações incluindo um grande desfile de músicos de jazz contemporâneos. O clube, localizado na Sétima Avenida Sul de Nova York, foi fundado em 22 de fevereiro, 1935 por Max Gordon (que faleceu em 1989), mas no começo se faziam recitais de poesia e algumas formas de música, especialmente "popular". Era um ponto de encontro e um fórum para artistas, boêmios, intelectuais, poetas e músicos em um período em que ao Gordon foi negada uma licença de cabaré especial. Com o passar do tempo conseguiu superar as dificuldades e começou a apresentar vários tipos de música, incluindo jazz, com artistas como Ben Webster, Sidney Bechet e Mary Lou Williams. Mas só foi em 1957 que Max decidiu transformá-lo em um clube exclusivo de jazz. Assim, ele começou a contratar músicos como Miles Davis, Thelonious Monk, Horace Silver, Gerry Mulligan, The Modern Jazz Quartet, Anita O'Day, Charlie Mingus, Dexter Gordon, Bill Evans, Stan Getz, Freddie Hubbard, Carmen McRae, etc., tornando-se um dos principais centros de jazz de Nova York e do mundo. A famosa orquestra de Thad Jones-Mel Lewis, eventualmente se tornou a Vanguard Jazz Orchestra e atuou de 1966 a 1990, todas às segundas-feiras.  O clube continuou regularmente por onde passaram centenas de músicos de jazz famosos, muitos dos quais têm lá gravadas suas performances para transformá-las em álbuns "Live at Village Vanguard". Max Gordon morreu em 1989. No dia seguinte, sua viúva, Lorraine Gordon fechou o clube. Mas um dia depois foi reaberto e o clube está em funcionamento desde então com sessões ininterruptas e inalteradas até hoje. Esse era o desejo de seu marido e de todos os paroquianos jazzistas e jazzófilos. (adaptado de Noticias de Jazz de Pablo Aguirre)



quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

1995 - Jazz & Blues collection (1938) - Ella Fitzgerald

Artista: Ella Fitzgerald
 Algum: Jazz & Blues Collection
Lançamento: 1995
Selo: Editions Atlas
Gênero: Jazz, Vocal Jazz

Vocals- Ella Fitzgerald, Trumpet-Taft jordan, Trombone- Sandy Williams, Clarinet- Pete Clark, Tenor+Baritone Sax-Tommy Fulford, Piano-Guitar- John Trueheart, Bass- Beverley Peer, Drums- Chick Webb. Recorded  1938
Boa audição - Namastê

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Making-of 'A Love Supreme' by Chuck Stewart




McCoy Tyner, Archie Shepp, John Coltrane and Bob Thiele, 10 December 1964

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Mr. Trane

"Deus respira plenamente por meio de nós, tão 
suavemente que nem sentimos"
John Coltrane

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

2010 - Live-Evil - Miles Davis (Original Columbia Jazz Classics Remaster 1971)


Artista: Miles Davis
Álbum: Live-Evil (Remaster)
Lançamento: 2010 (1971)
Selo: Columbia, Legacy
Gênero: Jazz / Fusion / Jazz Rock / Jazz Funk
 Dates & Personnel:
February 6, 1970 (a): Miles Davis (tpt); Wayne Shorter (ss); John McLaughlin (el-g); Chick Corea (el-p); Joe Zawinul (el-p); Dave Holland (b); Khalil Balakrishna (el-sitar); Jack DeJohnette (d); Billy Cobham (d); Airto Moreira (perc), Columbia Studio B, NYC
June 3, 1970 (b): Miles Davis (tpt); Steve Grossman (ss); Chick Corea (el-p); Herbie Hancock (el-p); Keith Jarrett (org); Ron Carter (b); Jack DeJohnette (d); Airto Moreira (perc); Hermeto
Pascoal (d, voc), Columbia Studio B, NYC
June 4, 1970 (c): Miles Davis (tpt); Steve Grossman (ss); John McLaughlin (el-g); Herbie Hancock (el-p); Chick Corea (el-p); Keith Jarrett (org); Dave Holland (b, el-b); Jack DeJohnette (d); Airto Moreira (perc); Hermeto Pascoal (d, voc, whistling, el-p) Columbia Studio B, NYC
December 19, 1970 (d): Miles Davis (tpt); Gary Bartz (ss, as); John McLaughlin (el-g); Keith Jarrett (el-p, org); Michael Henderson (el-b); Jack DeJohnette (d); Airto Moreira (perc, voc); Conrad Roberts (narr), The Cellar Door, Washington, D.C.

Boa audição - Namastê

sábado, 23 de janeiro de 2016

2013 - Thelonious Monk in Paris 1969 - Thelonious Monk

Artista: Thelonious Monk
Álbum: Paris 1969
Lançamento: 2013
Selo: Blue Note
Gênero: Jazz, Bebop, Hard bop
Personnel:
Thelonious Monk - Composer, Piano, Primary Artist; Charlie Rouse - tenor sax; 
Nate Hygelund - bass; Paris Wright - drums & Philly Joe Jones - drums (11)
Recording, December 15, 1969


Boa audição - Namastê

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Thelonious Monk 'O Monge Louco Do Piano'

 'Thelonious Monk, sua mulher Nellie e John Coltrane'
Quem ouve um integrante de uma banda ou orquestra contar “um, dois, três, quatro” antes de começar a tocar uma canção tem uma pequena pista da arquitetura numérica que envolve uma peça musical. Uma estrutura ao mesmo tempo rígida e natural, da qual o jazzista americano Thelonious Monk (1917 – 1982) foi um dos grande mestres e ele mesmo resumiu esse aspecto: “Todos os músicos são, subconscientemente matemáticos”. Pianista e compositor, Monk é um dos símbolos do jazz, vertente que, de sua parte, é um dos símbolos da música norte-americana. Alguns dos temas mais conhecidos do gênero, como Round Midnight, Blue Monk e Epistrophy, levam a assinatura do músico, considerado um instrumentista inovador. Ao piano, tinha um estilo percussivo, explorava as dissonâncias e as pausas, eventualmente deixava o instrumento para ir dançar no meio de uma música. Nascido (há exatos 99 anos) na Carolina do Norte, Monk e sua família logo foram morar em Nova York, onde o garoto começou a tocar piano ainda aos seis anos e onde tornou-se músico de jazz. Uma rica trajetória, que rendeu dezenas de álbuns e colaborações com outros ídolos, como Miles Davis, Art Blakey e Sonny Rollins. O jazz em sua melhor forma. 
Boa leitura - Namastê

domingo, 13 de dezembro de 2015

2015 - Lady In Satin (The Centennial Edition) - Billie Holiday With Ray Ellis And His Orchestra

Artista: Billie Holiday
Álbum: Lady In Satin (The Centennial Edition)
Lançamento: 2015
Selo: Columbia / Legacy / Sony Music Records
Gênero: Jazz, Vocal Jazz
Billie's Holiday (Vocal), Mel Davis, Bernie Glow (trumpet) Urbie Green (trombone) Gene Quill (alto saxophone) Hank Jones (piano) Barry Galbraith (guitar) Milt Hinton (bass) Osie Johnson (drums), Ray Ellies (arranger, conductor) unidentified strings, harp, vocal choir, and others. Recorded in New York City, February 18, 1958. (Columbia Records)
Boa audição - Namastê

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

As Muitas Faces de Billie Holiday - Documentário

"Ninguém canta como eu a palavra 'fome' ou a palavra 'amor'. Sem dúvida porque eu sei o que há por trás destas palavras"
Negra, pobre, prostituída, a vida instável levada entre reformatórios e cabarés, das ruas do Harlem até as casas de espetáculos mais prestigiadas do planeta, entre a pobreza, fome, o sucesso arrebatador e a consolidação como "a melhor de todos os tempos". Em cada canção há uma mistura sutil de diferentes estados de alma. Billie nunca está totalmente alegre, inteiramente amorosa ou completamente abandonada. Sua verdade é bem mais complexa.
  Billie Holiday - 1915 ∞ 1959