quarta-feira, 20 de maio de 2015

1962 - Bossa Nova Soul Samba - Ike Quebec (Ed. 2009)

 Artista: Ike Quebec
Álbum: Bossa Nova Soul Samba
Lançamentos: 1962 / 2009
Selo: Blue Note / Capitol
Gênero: Jazz, Hard Bop, Jump Blues, Bossa Nova

Ike Quebec (T. sax), Kenny Burrell (gtr), Wendell Marshall (db), Willie Bobo (dr), 
Garvin Marsseaux (chekere). Recorded at the Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, New Jersey on October 5, 1962. Remastered Rudy Van Gelder; Blue Note Records: RVG Edition.

Boa audição - Namastê

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Original handwritten sheet music

Manuscrita original de "A Love Supreme" incluindo uma nota de 
leitura "All paths lead to God"

segunda-feira, 11 de maio de 2015

2002 - A Love Supreme Deluxe Edition (1964) - John Coltrane

Artista: John Coltrane
Álbum: A Love Supreme
Lançamentos: 1964 / 2002
Selo: Impulse! (Universal)
Gênero: Avant-garde Jazz, Modal Jazz, Post-bop
http://borboletasdejade.blogspot.com.br/2009/03/love-supreme-criacao-do-album-classico.html
Resenha
John Coltrane – tenor saxophone, McCoy Tyner – piano, Jimmy Garrison – bass, Elvin 
Jones – drums and Archie Shepp – tenor saxophone (double bass on alternate takes of "Acknowledgement") & Art Davis – bass (tenor saxophone on alternate takes of "Acknowledgement")
Recorded, December 09, 1964 - Studio Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, New Jersey,
 United States
Boa audição - Namastê

sexta-feira, 8 de maio de 2015

1967 - Schizophrenia - Wayne Shorter

Artista: Wayne Shorter
Álbum: Schizophrenia
Lançamento: 1967
Selo: Blue Note Connoisseur Series
Gênero: Jazz, Post-Bop
http://borboletasdejade.blogspot.com.br/2008/08/1967-schizophrenia-wayne-shorter.html

Wayne Shorter (tenor saxophone); James Spaulding (flute, soprano saxophone, alto saxophone); Curtis Fuller (trombone); Herbie Hancock (piano); Ron Carter (bass); Joe Chambers (drums).
Recorded at the Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, New Jersey on March 10, 1967. Originally released on Blue Note (84297)

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Stanley Gayetsky (Stan Getz)

(Filadélfia, 2 de fevereiro de 1927 - Malibu, Califórnia, 6 de junho de 1991)

segunda-feira, 4 de maio de 2015

1963 - Reflections - Stan Getz


Artista: Stan Getz
Álbum: Reflections
Lançamento: 1963
Selo: Verve Records
Gênero: Jazz, Cool Jazz
Personnel: Stan Getz (tenor saxophone); Claus Ogerman, Lalo Schifrin (arranger, conductor); George Devens (vibraphone, percussion); Hank Jones (piano); Kenny Burrell (guitar); George Duvivier, Bob Bushnell (bass); Candido Camero, Jack Jennings, Osie Johnson, Mel Lewis (drums, percussion)
Recorded at A&R Recording, New York, NY in October 1963
Boa audição - Namastê

domingo, 5 de abril de 2015

1957 - At the Opera House - Ella Fitzgerald

Artista: Ella Fitzgerald
Álbum: At the Opera House
Lançamento: 1957
Selo: Verve

Recorded - September 29, 1957, Chicago Opera House, Chicago and October 7, 1957
Shrine Auditorium, Los Angeles.
Personnel: Ella Fitzgerald (Vocals); Oscar Peterson (Piano); Ray Brown (Double Bass); Herb Ellis (Guitar); Jo Jones (Drums) - 1-16; Roy Eldridge (Trumpet) - 17,18; J.J. Johnson (Trombone) - 17,18; Sonny Stitt (Alto Saxophone) - 17,18; Lester Young (Tenor Saxophone) - 17,18; Illinois Jacquet (Tenor Saxophone) - 17,18; Coleman Hawkins (Tenor Saxophone) - 17,18; Stan Getz (Tenor Saxophone) - 17,18; Flip Phillips (Tenor Saxophone) - 17,18 & Connie Kay (Drums) - 17,18.


Boa audição - Namastê

terça-feira, 24 de março de 2015

1952 - Birdland Sessions - Stan Getz

Artista: Stan Getz
Álbum: Birdland Sessions
Lançamento: 1952 (1990)
Selo: Fresh Sound Records
Gênero: Jazz
Boa audição - Namastê

sexta-feira, 13 de março de 2015

Billie Holiday: a dor que se fez música

“Droga nunca ajudou ninguém cantar melhor ou tocar música melhor ou fazer algo melhor. Tudo 
que droga pode fazer por você é te matar - te matar lentamente, difícil caminho.”
 Billie Holiday

quarta-feira, 11 de março de 2015

1958 - Stan Getz & Cal Tjader - Stan Getz & Cal Tjader

Artista: Stan Gets & Cal Tjader
Álbum: Stan Gets & Cal Tjader
Lançamento:1958 
Selo: Fantasy
Gênero: Jazz, Afro-Cuban Jazz, West Coast Jazz

 Ginza Samba - Cal Tjader & Stan Getz Sextet 
Personnel: Stan Getz (tenor sax), Cal Tjader (vibraphone), Vince Guaraldi (piano), 
Eddie Duran (guitar), Scott LaFaro (bass), Billy Higgins (drums)



segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Lady Ella

Desculpe-me não tenho palavras.Talvez se 
eu cantar, você entenda
Ella Fitzgerald


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

1994 - Jazz 'Round Midnight - Billie Holiday

Artista: Billie Holiday
Álbum: Jazz 'Round Midnight
Lançamento: 1994
Selo: Verve Records, a division of PolyGram Records, Inc
Gênero: Jazz, Vocal Jazz
Billie Holiday & Her Orchestra - Prelude To A Kiss (Clef Records 1955)
Billie's Holiday - Vocals, Benny Carter - Sax alto, Barney Kessel - Guitar, Harry Edison - Trumpet, Jimmy Rowles - Piano, John Simmons - Bass & Larry Bunker- Drums. Recorded August 23, 1955 at Radio Recorders Studio in Los Angeles (Original Velver Moods Clef)

Boa audição - Namastê

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Billie Holiday: um breve relato de blues

Falar de Billie Holiday é exaltar o nome de uma das maiores cantoras do século XX, considerada a primeira grande dama do jazz de todos os tempos, dona de uma voz única e sublime, que arrastava notas e dava à música uma nova roupagem em suas interpretações, influenciando uma legião de cantoras no mundo todo e perdurando seu legado por mais de cinco décadas após sua morte. Nasceu em 07 de abril de 1915, na Filadélfia, nos Estados Unidos. Teve uma infância humilde e conturbada, fomentada pelo desamparo materno, pelas dificuldades financeiras, pelo abuso sexual, passagens a reformatórios e iniciação à prostituição na adolescência. Sua mãe, Sarah Harris, muito pobre, separada do marido, não tinha condições de cuidar da filha, deixando Billie, que era até então apenas Eleonora Harris, seu nome de batismo, sob os cuidados da meia-irmã que, por sua vez, passou a menina para a responsabilidade de sua sogra. A pequena futura grande diva da música também passaria pela experiência de viver num reformatório. Posteriormente, ao voltar para os cuidados da mãe, onde passou a ajudá-la no restaurante construído, em Baltimore, seria abusada sexualmente por um vizinho. Mas, no lugar do homem que a abusou, a própria vítima foi quem sofreu as consequências, sendo levada novamente para um reformatório. Sim, a história de Billie é um dramático relato de blues, e não termina por aí. Na condição de pobre e negra, num país segregado pela discriminação racial, passou a oferecer serviços domésticos a um bordel local e, consequentemente, a se prostituir como forma de sobrevivência. E foi num dos quartinhos do bordel onde Billie trabalhava que ela, supostamente, ouviu na vitrola um disco de Louis Amstrong e Bessie Smith, apaixonando-se profundamente pelo som de ambos, que seriam as suas maiores influências musicais. A partir daí o espírito jazzístico passara a nutrir sob a alma blue da jovem, que começou a cantar no mesmo bordel de Baltimore. Em 1929, foi detida ao lado da mãe e de outras prostitutas, passando cem dias num reformatório. Logo depois, vai morar no Brooklyn com a mãe, atuando como cantora em bordeis e boates da cidade, como também nos Queens de Nova Iorque. Em 1933, a carreira de Billie tomaria o primeiro grande impulso quando foi ouvida pelo produtor John Hammond, num pequeno clube nova iorquino. Hammond teria ficado impactado com a sensibilidade vocal da jovem cantora, na época, ainda com 17 anos. Em novembro, vai para o estúdio pela primeira vez, acompanhada pela orquestra clarinetista de Benny Goodman. O nome Billie Holiday surgira por conta do pai da cantora, Clarence Holiday, um guitarrista de Baltimore, de quem Eleonora passou a usar artisticamente o sobrenome. Já para o “Billie”, há duas versões: a primeira, de que o pai da jovem costumava chama-la de Bill, e daí fez o salto; e a segunda, porque a cantora, quando menina, adorava ir ao cinema para assistir a atriz Billie Dove, grande estrela do cinema mudo. Pode-se dizer que os anos 30 e 40 foram o grande apogeu da cantora, que deixou em vida mais de 130 gravações, ao lado de grandes orquestras jazzísticas como as de Duke Ellington, Cout Basie e Teddy Wilson, assim como parcerias, posteriores, com o pianista Oscar Peterson e o baixista Ray Brown, na década de 50. Viveu uma vida turbulenta, cercada por altos e baixos, impulsionados por seus conturbados relacionamentos amorosos, que resultaram em três casamentos com homens oportunistas e violentos, e pelo vício degradante de drogas e bebida, o que afetaria, pouco a pouco, sua saúde física e a jovialidade de sua voz, que já na década de 40 mostrava sinais de declínio. Mesmo tornando-se uma grande estrela reconhecida internacionalmente, Lady Day, apelido concedido pelo amigo e saxofonista Lester Young, sofreu constantes discriminações em passagens por hotéis e restaurantes, por sua condição de mulher negra, revelados pela própria em entrevistas. “Strange fruit”, composição de Lewis Allan, pseudônimo do escritor Abel Meeropol, judeu comunista de Nova Iorque, e eternizada na voz de Billie, em 1939, relata como nenhuma outra a grande violência regida contra os negros, e tornou-se um símbolo da luta contra a discriminação racial. O fruto estranho citado na música fazia alusão aos linchamentos ocorridos principalmente no sul dos Estados Unidos, onde os corpos dos negros linchados ficavam expostos pendurados numa árvore. O mais assustador é deparar com as fotografias antigas da época e ver a naturalidade das pessoas frente aos cadáveres. O mesmo impacto fez com que Lewis Allan se inspirasse na letra de “Strange fruit”. Em 2012, foi lançado no Brasil o livro Strange fruit: Billie Holiday e a biografia de uma canção, escrito pelo jornalista David Margolick, com tradução de José Rubens Siqueira, editado pela Cosaic Naify, que reflete sobre a emblemática canção no momento de seu lançamento e todo o seu contexto histórico ligado à violência contra os negros nos Estados Unidos e a sua influência com o passar das décadas. Nos anos 50, quase esquecida pelo público, pelos empresários e pelas gravadoras, embora na Europa seu nome ainda cativasse as plateias, após sua volta aos Estados Unidos Billie decide escrever sua autobiografia como estratégia de marketing para que seu nome fosse novamente impulsionado na grande imprensa norte-americana de forma positiva, já que os últimos anos, agravados pelos excessos relacionados ao consumo de drogas e bebida e passagens pela prisão, tinham desfavorecido sua popularidade. O que seria a autobiografia intitulada Lady sings the blues, nem sequer foi, de fato, escrita. O jornalista Willian Dufty, o escritor fantasma contratado pelo terceiro marido de Billie, supostamente interessado em faturar em cima do nome da esposa, apresentou um trabalho biográfico um tanto quanto falseado e apelativo, beirando a comiseração, sabendo que tais ingredientes estimulariam as vendas. Contudo, a autobiografia romanceada de Lady Day ao menos devolveu um pouco da fama à cantora, que se mostrava cada vez mais vulnerável e com a saúde debilitada. Embora os últimos anos de Billie tenham sido depressivamente instáveis, com passagens mal sucedidas em clínicas de reabilitação e experiências nada agradáveis com a justiça, é possível encontrar belos achados daqueles anos na internet, em apresentações na Europa e nos Estados Unidos, como em 8 de dezembro de 1957, no The sound of jazz, programa estadunidense de grande audiência na época, nos estúdios da CBS, onde foi convidada para cantar, ao lado do saxofonista Lester Young, a canção “Fine and mellow”. Considerado um dos melhores registros da última década de sua vida. Na manhã do dia 17 de julho de 1959, morria, aos 44 anos, a primeira grande dama do jazz. E, como no caso de outros artistas que partiram cedo, a morte de Billie apenas alavancou ainda mais sua popularidade e fez de Lady Day uma das maiores lendas do jazz de todos os tempos. Onde quer que se fale sobre o gênero, é quase inevitável que seu nome seja citado. (Fonte: Márwio Câmara,10/05/2013)
Boa leitura - Namastê

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

50 anos de “A Love Supreme”


Lá pelo meio de 1964, John Coltrane se isolou no andar de cima de sua casa, num quarto pouco usado, com papel, caneta e o saxofone. Ele queria fazer anotações sobre a música que ouvia dentro de si. Só aparecia para apanhar comida e parecia muito compenetrado. Quando pareceu ter terminado o trabalho, desceu as escadas com uma inusitada serenidade, segundo sua esposa Alice: “Parecia Moisés descendo da montanha, foi lindo. Ele desceu, e havia uma alegria, uma paz em seu rosto, uma tranquilidade. Eu disse: ‘Conte-me tudo, faz uns quatro ou cinco dias que a gente nem se vê…’. Ele respondeu: ‘Esta é a primeira vez que me veio toda a música que quero gravar, como uma suíte. Pela primeira vez, tenho tudo, tudo pronto’”. Três meses depois, em 9 de Dezembro, Coltrane entrou no Van Gelder Studio, New Jersey, com McCoy Tyner (piano), Jimmy Garrison (contrabaixo) e Elvin Jones (bateria) para gravar, em uma só noite, numa sessão única, os pouco mais de 30 minutos de A Love Supreme, o mais impressionante disco de jazz já gravado -, rivalizando apenas com o A Kind of Blue (1958), de Miles Davis, que conta, inclusive, com a participação de Coltrane. A Love Supreme seria lançado em fevereiro de 1965, impressionando músicos, fãs, não-fãs e a crítica – nem todos favoravelmente. Já tinha ouvido falar do disco quando o comprei, em 1999, achando que era uma peça de soft-jazz para namorar – afinal, um disco com o nome de “Um Amor Supremo”! Mas o tal amor é a Deus e o disco foi concebido e é vendido, desde sua gravação, como uma peça de louvor ao divino. Sua base musical é o jazz modal (que não segue uma escala de tons específica) e o free jazz, com momentos ácidos e estridentes – diferente do que pode imaginar o ouvinte usual de discos de meditação ou new age com essa mesma intenção espiritual. Tecnicamente, o disco tem três músicas: no lado A: “Acknowledgement” (7´47”), gravada em um único take e com o único registro em disco da voz de Coltrane, sussurrando o mantra-refrão) e “Resolution” (7´22”), gravada em sete takes; no lado B: “Pursuance/Psalm” (17´53”), que foi gravada de uma só vez, também em take único – a divisão da música se deve ao fato de, num determinado momento, Coltrane usar seu sax tenor como se fosse sua voz, como se pronunciasse um salmo – o texto que ele mesmo escreveu, louvando e agradecendo a Deus, e que vinha na contracapa da edição original do disco. Malcolm X seria assassinado no momento que o disco chegava às lojas. No mês seguinte, enquanto o disco ia sendo ouvido e comentado, Martin Luther King liderava a Marcha sobre o Alabama, saindo de Selma. A Love Supreme parecia fazer parte do surgimento de uma consciência negra. Coltrane viveria, a partir do disco, como uma espécie de guru místico, não apenas para os fãs de jazz. Não por acaso, há até uma Igreja de São Coltrane. Até hoje, muitos se impressionam com a força espiritual do disco, mas a força musical é ainda maior e influenciou grandes nomes, em vários estilos musicais ou etnias, do clássico ou rock. A linha de baixo que conduz o refrão de “Acknowledgement”, somada à frase repetida por Coltrane, com o nome do disco, já foi chamado de proto-rap – não por acaso, influenciou Gil-Scott Heron, o precursor do rap e do hip-hop. O pessoal flower-power da época podia não conhecer nada de jazz, mas conheciam A Love Supreme: era o disco que os universitários antenados ouviam, junto com Bob Dylan ou Grateful Dead. James Brown, Marvin Gaye e Jimmi Hendrix eram fãs do disco. Santana e McLaughlin gravaram músicas e discos inspirados pelo álbum. Interpretações e versões abundam. O disco é um dos dois únicos de jazz que fazem parte da lista dos 200 discos essenciais do Rock and Roll Hall of Fame. Patti Smith e Bono Vox não param de citar o disco. Durante o Grammy de 2001, Santana e Joni Mitchell iam anunciar o prêmio de Disco do Ano – antes de abrirem o envelope, gritaram que o álbum do ano era… A Love Supreme – que tinha acabado de ganhar uma edição remasterizada. (Quem levou o Grammy, de verdade, foi o U2.) Depois de ter estudado com Charlie Parker e ombreado com Miles Davis, Coltrane atingiu a maturidade criativa e técnica em A Love Supreme. Ele morreria três anos e meio depois, aos 40 anos, vítima de um câncer de fígado, dizendo que acreditava em todas as religiões. Fazia dez anos que ele estava livre do vício da heroína e do álcool. Dentre os fãs ilustres de Coltrane e de seu grande álbum, está Barack Obama, que tem uma foto do músico, assinada pelo fotógrafo Jim Marshall, em sua sala pessoal na Casa Branca. Nesses 50 anos do disco, ele mantém a sua força. Se você não conhece, vale a pena tentar. (Quem quiser saber mais sobre a história desse disco fabuloso, em detalhes, procure por A Love Supreme: A criação do álbum clássico de John Coltrane, de Ashley Khan, Barracuda.) - Luiz Biajoni (25/01/2015) Fonte: revistaamalgama.com.br

Boa leitura - Namastê

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Miss Fitz


Ella Fitzgerald made her singing debut at 17 on November 21, 1934 
at the Harlem Opera House in Harlem.

Ella sempre me encorajou a criar e que fizesse minha parte nos nossos duetos, 
sem jamais tomar ares de estrela
Joe Passs
(Guitar Jazz)

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

1962 - The Tokyo Blues - The Horace Silver Quintet

Artista: The Horace Silver Quintet
Álbum: The Tokyo Blues
Lançamento: 1962
Selo: Blue Note
Gênero: Jazz, Hard Bop
03. The Tokyo Blues
Horace Silver (pno), Blue Mitchell (tpt), Junior Cook (T sax), Gene Taylor (db), John Harris, JR. (dr). Recorded on July 13, 1962 - Van Gelder Studio, Englewood Cliffs
Boa audição - Namastê

sábado, 8 de novembro de 2014

1967 - Midnight Blue - Kenny Burrell

Artista: Kenny Burrell
Álbum: Midnight Blue
Lançamento: 1967
Selo: Blue Note
Gênero: Soul-Jazz
07. Saturday Night Blues (6:16)
Kenny Burrell - guitar, Stanley Turrentine - tenor saxophone, Major Holley -bass, 
Billy Gene English - drums & Ray Barretto - conga. Recording January 8, 1963, 
Van Gelder Studio, Englewood Cliff
Boa audição - Namastê

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

1961 - San Francisco Holiday - Thelonious Monk

Artista:Thelonious Monk
Álbum: San Francisco Holiday
Lançamento: 1961
Selo: Milestone Records
Gênero: Jazz, Post Bop, Piano Jazz
05. San Francisco Holiday (Take 2 - alternate)
Thelonious Monk Quartet
Monk - Piano, Charlie Rouse - Sax Tenor, John Ore - Bass & Frank Dunlop - Drums. 
Recorded in concert at Theatre L'Olympe, Paris, France: Abril 18, 1961

Boa audição - Namastê

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Lady Ella - A primeira-dama do Jazz (parte II)

Quando Ella participou de outro teste, dois meses mais tarde, na recém-inaugurada Harlem Ópera House, colocou-se a casa abaixo com sua interpretação e conquistou o direito de se apresentar ali durante uma semana. Mesmo assim, ainda tinha dificuldades para conseguir trabalhos por causa da aparência mal-arrumada. Isso mudou quando conheceu o baterista e bandleader Chick Webb. Ele testou a então adolescente durante duas semanas e depois lhe fez uma oferta de trabalho permanente. Ella mostrou seu talento instantaneamente, sendo elogiada por compositores como George Simon. A menina era rápida para aprender. Dominava o ritmo e a letra de uma canção logo de cara. Em poucos meses estava gravando com Webb e sua banda. A Chick Webb Orchestra caiu na estrada com Ella nos vocais. A autoconfiança da jovem cantora aumentava show após show. Sua dicção precisa e a entonação forte eram agora complementada pela melhora da projeção vocal. A essa altura, já começara a brincar com o ritmo das canções e a improvisar SCATS, qualidades que se tornariam a sua marca registrada. Numa oportunidade, substituiu a vocalista de Benny Goodman no show da rádio Camel Caravan. Logo a notícia da jovem promessa se espalhou, assim como as ofertas de trabalho. Goodman e Jimmy Lunceford, por exemplo a convidaram para assumir os vocais em suas respectivas bandas, mas as obrigações contratuais com Webb a impediram de aceitá-las. No período em que trabalhou com Goodman, teve um caso rápido com o saxofonista Vido Musso e repentinamente, desapareceu da banda de Webb por um tempo. Ella saiu de cena porque engravidara e resolvera fazer um aborto. O procedimento realizado em condições precárias a teria deixado estéril. A cantora jamais permitiu que o assunto viesse à tona. Apenas lamentava a frustração por não poder ter filhos. Uma vez recuperada, voltou ao grupo novamente. O repertório da banda privilegiava hits e músicas de fácil aceitação, o que fazia alguns críticos torcerem o nariz para o trabalho de Chick Webb. Em Abril de 1939, a saúde de Webb começou a se deteriorar repentina e rapidamente. O baterista sentia muitas dores e foi se tratar no John Hopkins Hospital, em Baltimore, Maryland. Pouco tempo depois, estava de volta ao batente. Mas seu estado era precário, tão precário que morreu dois meses depois, em 16 de Junho. A banda de Webb estava em turnê no sul dos Estados Unidos, com o baterista Bill Beaton como substituto, quando chegou à notícia da morte de seu líder. Os músicos voltaram imediatamente a Baltimore para prestar a última homenagem a Webb. Ella cantou “My Buddy” durante o funeral do bandleader. Como o grupo já tinha uma série de compromissos agendados, um novo arranjo foi estabelecido e nele Ella se transformou na principal atração. A banda foi rebatizada de Ella Fitzgerald and Her Famous Orchestra, ainda que a cantora não tivesse a menor ideia de como liderar uma banda. As decisões sobre repertório, ensaios e disciplina ficariam sob a responsabilidade do jovem trompetista Taft Jordan. Ella já havia escrito algumas canções quando se filiou à Sociedade de Americana de Compositores, Autores e Editores (Ascap), embora apenas uma composição, “A Tisket, A Tasket”, sobrevivesse em seu repertório ao longo da carreira. A banda agora sob seu comando, não seguia o ritmo da rápida evolução do Swing. Os arranjos não eram os melhores para acompanhar suas acrobacias vocais. A cantora finalmente decidiu deixar o grupo em 1942. Ella buscava um amor. Seu romance com Benjamin Kornegay, que comparecia a muitas de suas apresentações, virou um caso sério e eles foram morar juntos. Mas Kornegay não era de confiança. Deu um jeito de entrar no ônibus da banda e roubou parte do dinheiro arrecadado nas apresentações. Ella repôs o valor e para surpresa geral. Decidiu se casar com Kornegay. A cerimônia aconteceu em 1941, em Saint Louis, no Missouri. Logo depois, um investigador particular procurou a cantora com a folha-corrida de seu marido. Tratava-se de uma extensa ficha policial. Kornegay tentou resistir à anulação do matrimônio, que foi decretada no ano seguinte justamente por ele não ter contado a verdade sobre seu passado. (inserto: Ella Fitzgerald, Ken Dryden, - jornalista e critico musical)
Boa leitura - Namastê