sexta-feira, 15 de julho de 2011
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Billie e o Estranho Fruto
Blood on the leaves and blood at the root,
Black bodies swinging in the southern breeze,
Strange fruit hanging from the poplar trees.
Pastoral scene of the gallant south,
Of the bulging eyes and the twisted mouth,
Scent of magnolias, sweet and fresh,
Then the sudden smell of burning flesh.
Here is fruit for the crows to pluck,
For the rain to gather, for the wind to suck,
For the sun to rot, for the trees to drop,
Here is a strange and bitter crop"
(music & lyrics Lewis Allan, 1940)
"Billie não se continha e chorava a cada vez que interpretava essa musica."
'Gravação raríssima'
terça-feira, 12 de julho de 2011
2008 - Collection - Dave Brubeck
Artista: Dave Brubeck Álbum - Collection
Ano de Lançamento: 2008
Selo: Sony
Faixas:
01. Take Five
02. In your Own Sweet Way
03. Weep No More
04. That Old Black Magic
05. Take The'a'Train
06. Maria (From the Musical "West Side Story")
07. Summer song
08. Autumn In Washington square
09. Three To Get Ready
10. There'll Be Some Changes Made
domingo, 10 de julho de 2011
Frases de Miles Davis
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Frases de Miles Davis
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Hoje Acordei com Saudade de Billie Holiday
Tem um cenário que não me sai da cabeça: uma casa no campo. Não para morar, não para passeio. Para refúgios. Aqueles mentais, necessários, doloridos e íntimos. Na beira de falésias, perto de montanhas, nas cercanias de uma descampado, isso tudo pouco importa. Perto ou longe da cidade. Com vizinho ou sem vizinhos. O lugar sagrado do silêncio. Eu me imagino escutando Billie Holliday. Essa senhora de idade linda, com sua pele negra reluzente e sua voz firme cantando baixinho no meu ouvido suas músicas. E a lua lá fora, mais fraca que as nuvens que as cercam, mas insistente como ela, sempre a brilhar.
terça-feira, 14 de junho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
Jazz - Um Pequeno Resumo
Se é difícil definir o jazz, fácil é improvisá-lo. Trata de um dos elementos essenciais na música. O blues mais antigo era habitualmente estruturado sob o repetitivo padrão pergunta e resposta, elemento comum em músicas tradicionais. No blues mais antigo a improvisação era usada com bastante propriedade. É correto afirmar que essas características são fundamentais para a natureza do jazz, o músico irá interpretar a música de forma peculiar, nunca executando a mesma composição exatamente da mesma forma mais de uma vez.sábado, 28 de maio de 2011
sábado, 21 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
O Presidente, a Duquesa e Lady Day
Pouco depois da apresentação no Apollo, sua ligação com Bobby Henderson termina brutalmente. Billie descobre que o jovem tão bem educado já é casado. Ela perdeu um amante, mas encontrará nesse mesmo ano aquele que a irá acompanhar musical e efetivamente até o fim de sua vida. Um jovem saxofonista recém-chegado do Mississipi: - Boa noite, Lady ou quem sabe, bom dia, Lady Day....
_ O dia esta claro.
_ Você sabe, o dono da casa esta me esperando, acrescentou ele.
_É um rato grande e gordo que se instalou sobre sua pilha de camisa e que volta sempre, por mais vassouradas que leva...
Billie, horrorizada lhe propõe imediatamente que venha se instalar em sua casa. Sade, que sempre prepara uma pequena ceia para os que deitam de madrugada, o recebeu de braços abertos. O apartamento é uma enfiada de pequenas peças ao comprido, como em um vagão de estrada de ferro, com uma entrada em cada porta. Uma dessas, pomposamente chamada de “sala de musica” é mobiliada com um velho piano desengonçado e as pilhas de disco de Billie.
_Você fica instalado aqui – diz-lhe Sadie, que logo é tomada de afeição por este homenzarrão desajeitado e de olhar reservado, com cabelos avermelhados que levam todos a chama-lo prontamente de Red.
_Esqueça disso – é o que ela lhe aconselha – Nós não temos essa caixa de som e depois imitar qualquer um faz com que a gente perca o próprio “feeling” . Sem ele, você pode fazer o que quiser, não vai passar nunca da estaca zero.
- Espere só que você vai ver. Daqui a uns tempos, todo mundo vai esta copiando seu estilo.
Mesmo que Fletcher Henderson lhe dê todo o apoio e firme a todos seus músicos que nenhum deles não lhe chega aos pés de
Rehearsal for God Bless the Child
Escrita por Billie Holiday e Arthur Herzog Jr. em 1939 com gravação em 09 maio de 1941 pelo SELO Okeh, 799 Seventh Avenue, New York City. Em sua autobiografia - Lady Sings the Blues, ela faz referencia a uma possível briga com sua mãe por causa de dinheiro a levando a compor a musica em conjunto com Herzog. Durante a discussão, Billie teria dito a frase: "God bless the child that's got his own..." (Deus abençoe a criança que tem o seu próprio...) e não completa a frase. A indignação com o incidente a levou a transformar em um ponto de partida para uma das mais belas interpretação de sua carreira. Outras fonte sugerem que a melodia foi tirada da bíblia, onde o sagrado e o profano teria inspirado essa melodia, embora a religião não ter muita importância em sua vida, com referencia em Mateus 25:29 "Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado."
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Parádeigma do Jazz
"Cornetas e trompetes ofereciam a vantagem da sua extrema mobilidade e possuíam a força suficiente para serem ouvidos nos ruidosos bailes, nos concertos ao ar livre, nas paradas e nos funeráis de Nova Orleans. Foi nas Bass Band que a corneta começou a assumir a função de Lead, de voz principal. Na chamada "improvisação coletiva" de Nova Orleans, a corneta puxava a melodia e fazia os solos principais, enquanto a clarineta e o trombone iam tecendo pequenos embelezamento em torno da voz principal e faziam breves improvisos. A corneta - depois substituída pelo trompete - era assim o "rei" dos instrumentos do jazz, não apenas por seu papel de lider mas também por ter dado aos primeiros grandes improvisados e criadores da nova música" Roberto Muggiati (O Trompete no Jazz - Revista Som Três, outubro de 1982)terça-feira, 19 de abril de 2011
Parádeigma do Jazz
domingo, 17 de abril de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Pausa Para o Grande Charles Mingus
"Eu mesmo passei a curtir músicos que não apenas tinham o swing, mas que inventavam novos padrões rítmicos com novas concepções melódicas. E estas pessoas são: Art Tatum, Bud Powell, Max Roach, Sonny Rollins, Lester Young, Dizzy Gillespie e Charlie Parker, que é o maior gênio de todos para mim por ter mudado toda uma era ao seu redor."Charles Mingus (1922-1979)
Essa declaração do mestre maior do baixo no jazz está no seu artigo "What is a Jazz Composer", escrito para as notas do disco "Let My Children Hear Music" em 1971. O texto é mais um dos belos escritos que o grande mestre deixa como legado - entre outras coisas, uma contundente autobiografia. O texto na íntegra se encontra na página oficial de Charles Mingus
www.mingusmingusmingus.com
segunda-feira, 4 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
1954 - My Funny Valentine - Chet Baker
Chet Baker!!!! Figura mitológica do Jazz, em grande parte por fatores extra-musicais, o que não significa que sua música não seja extraordinária. Chesney (Chet) Baker herdou do pai, guitarrista amador de bandas de country, além do nome também o amor pela música que no entanto não era muito dado a estudar música. Costumava dizer que sempre se safou por ter excelente ouvido. Foi um músico cool por excelência, não só musicalmente, sendo um dos pais daquele estilo, como também na atitude de calculada indolência que se tornou famosa. O seu jeito "cool", porém, escondia na realidade um temperamento esquentado. A devastadora dependência de drogas fez com que durante décadas Chet se visse num labirinto infernal de crises pessoais, contratos interrompidos, brigas relevantes, internações e prisões. Sua aparência sofreu ao longo da vida uma transformação impressionante devido ao uso de heroína e suas conseqüências. O outrora belo e jovem trompetista aos quarenta anos parecia estar com sessenta e aos cinqüenta parecia beirar os oitenta. Um clássico com o nome de My Funny Valentine de composição de Richard Rogers e Lorez Hart para o musical Babes in Arms, tornou-se considerada um clássico do Jazz estando presente em mais de mil e trezentos álbuns e interpretada por mais de seiscentos artistas. O musical Babes in Arms foi lançado em New York no dia 14 de abril de 1937 e hoje, serve para adoçar a audição exigente de "funny valentine”. A interpretação acima é de Chet Baker, sem dúvida, um das favorita na repertório Jazzistico. “you’re my funny valentine, sweet comic valentine…” embala os ouvidos na mais nostálgica canção que o jazz poderia ouvir.Faixas:
01 - My Funny Valentine
02 - Someone To Watch Over Me
03 - Moonlight Becomes You
04 - This is Always
05 - I'm Glad There Is You
06 - Sweet Lorraine
08 - It's Always You
09 - Let's Get Lost
10 - Moon Love
11 - Like Someone In Love
12 - I've Never Been In Love Before
13 - Isn't It Romantic?
14 - I Fall In Love Too Easily
Musicos:
Chet Baker - Vocals, Trumpete
Herb Geller - Sax Alto & Tenor
Jack Montrose - Sax Tenor
Bud Shank - Sax Baritone & Flauta;
Bob Gordon - Sax Baritone
Bob Brookmeyer - Trombone
Corky Hale - Harpa
Pete Jolly & Russ Freeman - Piano
Jimmy Bond, Red Mitchell, Joe Mondragon, Leroy Vinnegar, Bob Whitlock & Carson Smith - Baixo Acústico
Lawrence Marable, Bobby White, Larry Bunker, Peter Littman, Stan Levey, Shelly Manne & Bob Neel - Bateria
Boa audição - Namaste.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
O Jazz na Visão de Um Crítico
"É pau, é pedra, é pele, é osso - o homem desde os tempos primais descarregou suas tensões batendo, batucando, marcando ritmo no que estivesse ao alcance de sua mão. Surgiu dai a parafernália rítmica, o arsenal de instrumentos que compõe a bateria moderna, os mil e um apetrechos da percussão, coisas ainda de índole artesanal, a familia das marimbas, dos xilofones e seu primo rico o vibrafone e as extensões eletrônicas de tudo isso, propagadas nos mais modernos computadores. Claro, o ritmo digitalizado - os drum n' bass da vida - nada tem a ver com o verdadeiro suingue do jazz, que nasceu do contato da pele e da mão humana com os couros, das baquetas e das vassourinhas fazendo vibrar os pratos turcos de cobre feitos também manualmente. Vocês podem ver as pinturas das cavernas, o mundo que nossos ancestrais grafitaram para a eternidade; mas o som daquelas épocas primais só pode ser captado mesmo na arte dos bateristas, percussionistas e vibrafonistas de jazz" Cedric Doranges (Pour Une Ethno-Épistémologie Du Tam-Tam, Ed. Dauphine) quinta-feira, 31 de março de 2011
Playing for Change – Peace Through the Music (Tocando por Mudança – Paz Através da Música)
A música pode mudar o mundo? Talvez seja um fardo muito pesado para notas musicais, acordes e partituras, porém grandes idéias interligadas à nobre arte podem contribuir para a transformação da vida de diversas pessoas. A música une os povos, faz com que todos falem a mesma língua e busquem um objetivo comum (que não outro senão a diversão) enquanto transmite uma mensagem. Se essa introdução foi um tanto clichê é porque não há outra maneira de definir como uma atitude tão simples pode ter conseqüências grandiosas. É exatamente o exemplo do engenheiro de som Mark Johnson. Em um dia comum a caminho do trabalho, desviou as atenções para uma dupla de jovens vestindo túnicas brancas, um tocando violão e outro cantando. Eram dois monges fazendo música em pleno metro nova-iorquino, atraindo não só a atenção de Mark como a de mais ou menos 200 pessoas que rodeavam a dupla. A força de atração que a música exerceu sobre aquelas pessoas funcionou com um clique na mente de Mark que, a partir deste dia, teve a idéia de um projeto musical global que desse oportunidade a estes artistas de rua, não só para divulgarem sua arte mas também para multiplicarem a mensagem de união. Dez anos após o encontro no metro nasceu o projeto Playing for Change – Peace Through the Music (Tocando por Mudança – Paz Através da Música), um documentário no qual Mark mostra vários artistas ao redor do mundo linkados a uma mesma canção, com diversos tipos de interpretações diferentes que respeitam a cultura e a linguagem de cada um. São negros, brancos, latinos, árabes, europeus e indígenas, a maioria deles artistas de rua. O projeto também ganhou a simpatia de gente como Bono Vox (U2) e Manu Chao, ativistas natos. O conceito por trás do projeto é de que a música é um fator comum de agregação entre diferentes culturas, etnias, cidades e regiões. Áudio e documentário foram lançados em CD e DVD e mostram o trabalho da equipe de Mark ao redor do planeta, em busca dessas inusitadas intervenções musicais. Porém, o que começou apenas como o velho clichê “uma câmera na mão e uma idéia na cabeça”, configurou-se na Playing for Change Foundation, uma ONG que tem como objetivo conectar o mundo através da música, providenciando local, instrumentos, programas educacionais, entre outros, para músicos em diferentes partes do globo, além de apoiar projetos inspirados nas comunidades apresentadas no documentário Playing For Change. Hoje, a fundação mantém uma escola de música no vilarejo de Gugulethu na África do Sul, onde jovens têm acesso à música, informação e tecnologia. Em conjunto com o poeta sul africano Lesego Rampolokeng está sendo elaborado um centro de artes em Johannesburgo, como uma forma de prover oportunidades de crescimento e educação para os jovens das comunidades. O centro de artes será uma escola para futuros escritores da área de Johannesburgo e Soweto. Em Dharamsala na Índia e em Kathmandu no Nepal, a fundação está reconstruindo os centros para refugiados Tibetanos. Os recursos são gerados através de doações e das vendas do CD e do DVD. O álbum "Playing for change: Songs around the world" inclui canções como "One love", "War" e "No more trouble" (as três de Bob Marley), "Talkin' bout a revolution" (Tracy Chapman), "A change is gonna come" (Sam Cooke) e "Stand by me" (também de Sam Cooke, sucesso na voz de John Lennon). Todas com uma roupagem única. Vozes e instrumentos dos mais longínquos lugares do mundo. O Brasil também foi incluído no projeto, com uma roda de samba em plena laje (ou rooftop, como aparece no vídeo). Como a música não tem fronteiras, o trabalho da Playing for Change pode estar apenas começando. No site do projeto há sempre novos vídeos e escritos sobre o dia-dia dos produtores. Onde houver uma criativa e inusitada forma de produção musical, lá estará a equipe de Mark Johnson. (Se desejar o link do album mande um imail)Playing for Change - War / No More Trouble






















