sábado, 28 de maio de 2011
sábado, 21 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
O Presidente, a Duquesa e Lady Day
Pouco depois da apresentação no Apollo, sua ligação com Bobby Henderson termina brutalmente. Billie descobre que o jovem tão bem educado já é casado. Ela perdeu um amante, mas encontrará nesse mesmo ano aquele que a irá acompanhar musical e efetivamente até o fim de sua vida. Um jovem saxofonista recém-chegado do Mississipi: - Boa noite, Lady ou quem sabe, bom dia, Lady Day....
_ O dia esta claro.
_ Você sabe, o dono da casa esta me esperando, acrescentou ele.
_É um rato grande e gordo que se instalou sobre sua pilha de camisa e que volta sempre, por mais vassouradas que leva...
Billie, horrorizada lhe propõe imediatamente que venha se instalar em sua casa. Sade, que sempre prepara uma pequena ceia para os que deitam de madrugada, o recebeu de braços abertos. O apartamento é uma enfiada de pequenas peças ao comprido, como em um vagão de estrada de ferro, com uma entrada em cada porta. Uma dessas, pomposamente chamada de “sala de musica” é mobiliada com um velho piano desengonçado e as pilhas de disco de Billie.
_Você fica instalado aqui – diz-lhe Sadie, que logo é tomada de afeição por este homenzarrão desajeitado e de olhar reservado, com cabelos avermelhados que levam todos a chama-lo prontamente de Red.
_Esqueça disso – é o que ela lhe aconselha – Nós não temos essa caixa de som e depois imitar qualquer um faz com que a gente perca o próprio “feeling” . Sem ele, você pode fazer o que quiser, não vai passar nunca da estaca zero.
- Espere só que você vai ver. Daqui a uns tempos, todo mundo vai esta copiando seu estilo.
Mesmo que Fletcher Henderson lhe dê todo o apoio e firme a todos seus músicos que nenhum deles não lhe chega aos pés de
Rehearsal for God Bless the Child
Escrita por Billie Holiday e Arthur Herzog Jr. em 1939 com gravação em 09 maio de 1941 pelo SELO Okeh, 799 Seventh Avenue, New York City. Em sua autobiografia - Lady Sings the Blues, ela faz referencia a uma possível briga com sua mãe por causa de dinheiro a levando a compor a musica em conjunto com Herzog. Durante a discussão, Billie teria dito a frase: "God bless the child that's got his own..." (Deus abençoe a criança que tem o seu próprio...) e não completa a frase. A indignação com o incidente a levou a transformar em um ponto de partida para uma das mais belas interpretação de sua carreira. Outras fonte sugerem que a melodia foi tirada da bíblia, onde o sagrado e o profano teria inspirado essa melodia, embora a religião não ter muita importância em sua vida, com referencia em Mateus 25:29 "Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado."
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Parádeigma do Jazz
"Cornetas e trompetes ofereciam a vantagem da sua extrema mobilidade e possuíam a força suficiente para serem ouvidos nos ruidosos bailes, nos concertos ao ar livre, nas paradas e nos funeráis de Nova Orleans. Foi nas Bass Band que a corneta começou a assumir a função de Lead, de voz principal. Na chamada "improvisação coletiva" de Nova Orleans, a corneta puxava a melodia e fazia os solos principais, enquanto a clarineta e o trombone iam tecendo pequenos embelezamento em torno da voz principal e faziam breves improvisos. A corneta - depois substituída pelo trompete - era assim o "rei" dos instrumentos do jazz, não apenas por seu papel de lider mas também por ter dado aos primeiros grandes improvisados e criadores da nova música" Roberto Muggiati (O Trompete no Jazz - Revista Som Três, outubro de 1982)terça-feira, 19 de abril de 2011
Parádeigma do Jazz
domingo, 17 de abril de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Pausa Para o Grande Charles Mingus
"Eu mesmo passei a curtir músicos que não apenas tinham o swing, mas que inventavam novos padrões rítmicos com novas concepções melódicas. E estas pessoas são: Art Tatum, Bud Powell, Max Roach, Sonny Rollins, Lester Young, Dizzy Gillespie e Charlie Parker, que é o maior gênio de todos para mim por ter mudado toda uma era ao seu redor."Charles Mingus (1922-1979)
Essa declaração do mestre maior do baixo no jazz está no seu artigo "What is a Jazz Composer", escrito para as notas do disco "Let My Children Hear Music" em 1971. O texto é mais um dos belos escritos que o grande mestre deixa como legado - entre outras coisas, uma contundente autobiografia. O texto na íntegra se encontra na página oficial de Charles Mingus
www.mingusmingusmingus.com
segunda-feira, 4 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
1954 - My Funny Valentine - Chet Baker
Chet Baker!!!! Figura mitológica do Jazz, em grande parte por fatores extra-musicais, o que não significa que sua música não seja extraordinária. Chesney (Chet) Baker herdou do pai, guitarrista amador de bandas de country, além do nome também o amor pela música que no entanto não era muito dado a estudar música. Costumava dizer que sempre se safou por ter excelente ouvido. Foi um músico cool por excelência, não só musicalmente, sendo um dos pais daquele estilo, como também na atitude de calculada indolência que se tornou famosa. O seu jeito "cool", porém, escondia na realidade um temperamento esquentado. A devastadora dependência de drogas fez com que durante décadas Chet se visse num labirinto infernal de crises pessoais, contratos interrompidos, brigas relevantes, internações e prisões. Sua aparência sofreu ao longo da vida uma transformação impressionante devido ao uso de heroína e suas conseqüências. O outrora belo e jovem trompetista aos quarenta anos parecia estar com sessenta e aos cinqüenta parecia beirar os oitenta. Um clássico com o nome de My Funny Valentine de composição de Richard Rogers e Lorez Hart para o musical Babes in Arms, tornou-se considerada um clássico do Jazz estando presente em mais de mil e trezentos álbuns e interpretada por mais de seiscentos artistas. O musical Babes in Arms foi lançado em New York no dia 14 de abril de 1937 e hoje, serve para adoçar a audição exigente de "funny valentine”. A interpretação acima é de Chet Baker, sem dúvida, um das favorita na repertório Jazzistico. “you’re my funny valentine, sweet comic valentine…” embala os ouvidos na mais nostálgica canção que o jazz poderia ouvir.Faixas:
01 - My Funny Valentine
02 - Someone To Watch Over Me
03 - Moonlight Becomes You
04 - This is Always
05 - I'm Glad There Is You
06 - Sweet Lorraine
08 - It's Always You
09 - Let's Get Lost
10 - Moon Love
11 - Like Someone In Love
12 - I've Never Been In Love Before
13 - Isn't It Romantic?
14 - I Fall In Love Too Easily
Musicos:
Chet Baker - Vocals, Trumpete
Herb Geller - Sax Alto & Tenor
Jack Montrose - Sax Tenor
Bud Shank - Sax Baritone & Flauta;
Bob Gordon - Sax Baritone
Bob Brookmeyer - Trombone
Corky Hale - Harpa
Pete Jolly & Russ Freeman - Piano
Jimmy Bond, Red Mitchell, Joe Mondragon, Leroy Vinnegar, Bob Whitlock & Carson Smith - Baixo Acústico
Lawrence Marable, Bobby White, Larry Bunker, Peter Littman, Stan Levey, Shelly Manne & Bob Neel - Bateria
Boa audição - Namaste.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
O Jazz na Visão de Um Crítico
"É pau, é pedra, é pele, é osso - o homem desde os tempos primais descarregou suas tensões batendo, batucando, marcando ritmo no que estivesse ao alcance de sua mão. Surgiu dai a parafernália rítmica, o arsenal de instrumentos que compõe a bateria moderna, os mil e um apetrechos da percussão, coisas ainda de índole artesanal, a familia das marimbas, dos xilofones e seu primo rico o vibrafone e as extensões eletrônicas de tudo isso, propagadas nos mais modernos computadores. Claro, o ritmo digitalizado - os drum n' bass da vida - nada tem a ver com o verdadeiro suingue do jazz, que nasceu do contato da pele e da mão humana com os couros, das baquetas e das vassourinhas fazendo vibrar os pratos turcos de cobre feitos também manualmente. Vocês podem ver as pinturas das cavernas, o mundo que nossos ancestrais grafitaram para a eternidade; mas o som daquelas épocas primais só pode ser captado mesmo na arte dos bateristas, percussionistas e vibrafonistas de jazz" Cedric Doranges (Pour Une Ethno-Épistémologie Du Tam-Tam, Ed. Dauphine) quinta-feira, 31 de março de 2011
Playing for Change – Peace Through the Music (Tocando por Mudança – Paz Através da Música)
A música pode mudar o mundo? Talvez seja um fardo muito pesado para notas musicais, acordes e partituras, porém grandes idéias interligadas à nobre arte podem contribuir para a transformação da vida de diversas pessoas. A música une os povos, faz com que todos falem a mesma língua e busquem um objetivo comum (que não outro senão a diversão) enquanto transmite uma mensagem. Se essa introdução foi um tanto clichê é porque não há outra maneira de definir como uma atitude tão simples pode ter conseqüências grandiosas. É exatamente o exemplo do engenheiro de som Mark Johnson. Em um dia comum a caminho do trabalho, desviou as atenções para uma dupla de jovens vestindo túnicas brancas, um tocando violão e outro cantando. Eram dois monges fazendo música em pleno metro nova-iorquino, atraindo não só a atenção de Mark como a de mais ou menos 200 pessoas que rodeavam a dupla. A força de atração que a música exerceu sobre aquelas pessoas funcionou com um clique na mente de Mark que, a partir deste dia, teve a idéia de um projeto musical global que desse oportunidade a estes artistas de rua, não só para divulgarem sua arte mas também para multiplicarem a mensagem de união. Dez anos após o encontro no metro nasceu o projeto Playing for Change – Peace Through the Music (Tocando por Mudança – Paz Através da Música), um documentário no qual Mark mostra vários artistas ao redor do mundo linkados a uma mesma canção, com diversos tipos de interpretações diferentes que respeitam a cultura e a linguagem de cada um. São negros, brancos, latinos, árabes, europeus e indígenas, a maioria deles artistas de rua. O projeto também ganhou a simpatia de gente como Bono Vox (U2) e Manu Chao, ativistas natos. O conceito por trás do projeto é de que a música é um fator comum de agregação entre diferentes culturas, etnias, cidades e regiões. Áudio e documentário foram lançados em CD e DVD e mostram o trabalho da equipe de Mark ao redor do planeta, em busca dessas inusitadas intervenções musicais. Porém, o que começou apenas como o velho clichê “uma câmera na mão e uma idéia na cabeça”, configurou-se na Playing for Change Foundation, uma ONG que tem como objetivo conectar o mundo através da música, providenciando local, instrumentos, programas educacionais, entre outros, para músicos em diferentes partes do globo, além de apoiar projetos inspirados nas comunidades apresentadas no documentário Playing For Change. Hoje, a fundação mantém uma escola de música no vilarejo de Gugulethu na África do Sul, onde jovens têm acesso à música, informação e tecnologia. Em conjunto com o poeta sul africano Lesego Rampolokeng está sendo elaborado um centro de artes em Johannesburgo, como uma forma de prover oportunidades de crescimento e educação para os jovens das comunidades. O centro de artes será uma escola para futuros escritores da área de Johannesburgo e Soweto. Em Dharamsala na Índia e em Kathmandu no Nepal, a fundação está reconstruindo os centros para refugiados Tibetanos. Os recursos são gerados através de doações e das vendas do CD e do DVD. O álbum "Playing for change: Songs around the world" inclui canções como "One love", "War" e "No more trouble" (as três de Bob Marley), "Talkin' bout a revolution" (Tracy Chapman), "A change is gonna come" (Sam Cooke) e "Stand by me" (também de Sam Cooke, sucesso na voz de John Lennon). Todas com uma roupagem única. Vozes e instrumentos dos mais longínquos lugares do mundo. O Brasil também foi incluído no projeto, com uma roda de samba em plena laje (ou rooftop, como aparece no vídeo). Como a música não tem fronteiras, o trabalho da Playing for Change pode estar apenas começando. No site do projeto há sempre novos vídeos e escritos sobre o dia-dia dos produtores. Onde houver uma criativa e inusitada forma de produção musical, lá estará a equipe de Mark Johnson. (Se desejar o link do album mande um imail)Playing for Change - War / No More Trouble
quarta-feira, 30 de março de 2011
Uma Volta a New Orleans na Era do Jazz - Pate I
Grandes Big Band - Parte I
The Fletcher Henderson Orchestra - 1924Howard Scott , Coleman Hawkins, Louis Armstrong, Charlie Dixon,
Fletcher Henderson, Kaiser Marshall, Buster Bailey, Elmer Chambers,
Charlie Green, Bob Escudero & Don Redman

The Washingtonians - 1924
Sonny Greer, Charlie Irvis, Bubber Miley, Elmer Snowden,
Otto Hardwick, and Duke Ellington
Buddy Bolden and his Orchestra - 1905William Warner, Willie Cornish, Buddy Bolden, James Johnson,
Frank Lewis & Jefferson Mumford.
Walter Page, Jo Jones, Freddie Green, Benny Morton, Count Basie, Herschel Evans,
Buck Clayton, Dicky Wells, Earle Warren, Edison Harry , Washington
King Oliver's Creole Jazz Band - 1923Baby Dodds, Honore' Dutrey, Joe Oliver, Bill Johnson,
Louis Armstrong, Johnny Dodds, and Lil Hardin
Coleções Brothers Studio Collection.
terça-feira, 29 de março de 2011
De Volta ao Cotton Club
A partir de 1923 o Cotton Club de Nova York abria suas portas e apresentava muitos dos maiores astros afro-americanos da época como Duke Ellington, Ella Frizgerald, Louis Armstrong, Nat King Cole, Billie Holiday entre outros no berço da nova referencia do jazz e grandes shows. A lei seca americana quando fabricar, vender e transportar bebidas alcoólicas se tornou proibido, os gângster e as questões raciais faziam o plano de fundo de suas atividades ilícitas o contexto da época. No Cotton Club estava a chamada “Aristocracia do Harlem”. Stutz Bearcats e Roll Royces desfilavam continuamente à sua porta. Dapper Jimmy Walker - prefeito de NY, atrizes e atores famosos faziam do Cotton Club o lugar da moda, do dinheiro e glamour. Aqui o cliente era tratado como um rei, desde a entrega do menu ao acender do charuto pelo garçom com fósforos personalizados encontrados em cada mesa. Os visitantes estrangeiros tinham no bar a estranha visão da clientela branca nas mesas e os animadores negros no palco ou no salão servindo. Nesse ambiente enfumaçado predominava, como em todo os EUA, a política de exclusão e também o desejo de perpetuação de estereótipos afro-americanos. O lugar não foi o único de platéias brancas, mas foi o maior, o mais caracterizado e de espetáculos mais extravagantes. Praticava-se aqui os preços mais elevados da época. Em nenhum lugar desfilavam tantos astros. Grandes nomes do jazz iniciaram suas carreiras aqui. A vida noturna do Harlem nos presenteou com músicos talentosos e sons maravilhosos. Por trás de todo o prazer de ser exclusivo no ambiente do Cotton havia a figura de Owney "The Killer" Madden (18/10/1891 - 24/04/1965), o gangster branco do submundo de Manhattan e promotor de boxe, fazendo do clube uma saída para a sua bebida alcoólica ilegal num período de lei seca.
Cotton Club - Harlem, New York City, 1930
Clarence Robinson, Cab Callaway, Ethel Waters,Duke Ellington, and Viola Nicholas
Cotton Club - 1927
Ella Frizgerald and Her All-Star Combo
Bubber Miley, Harry Carney, Wellman Braud, Rudy Jackson, Fred Guy,
Nelson Kincais, Ellsworth Reynolds.
sábado, 26 de março de 2011
Momentos Raros John Coltrane
quinta-feira, 24 de março de 2011
1959 - Birdland - Miles Davis Sextet
1959 - Birdland - Miles Davis Sextet
Faixas:
01 - Introduction
02 - Announcement
03 - So What
04-The Theme
05 - Lullaby of Birdland
Musicos:
Miles Davis - Trompete
Julian "Cannonball" Aderley - Sax Alto
John Coltrane - Sax. Tenor
Wynton Kelly - Piano
Paul Chambers - Baixo Acústico































