Artista: La Grande Histoire Du Jazz
Lançamento: 2009
Selo: Le Chant du Monde
Gênero: Swing, Ragtime, Big Band, Early Jazz, New Orleans Jazz, Dixieland, Harlem Stride Piano, Gipsy Jazz (Jazz Manouche), Negro Spirituals/Gospel
O epílogo além do tempo: O Jazz como espelho da eternidade aparece no vigésimo primeiro volume desta antologia opera em uma dimensão distinta: a do pós-histórico. Se o CD20 foi a consagração do Jazz como patrimônio universal o CD21 é o vislumbre do Jazz como uma entidade que não depende mais da cronologia para existir além de atua como um "apêndice metafísico", onde as fronteiras entre o artista, a época e a técnica se dissolvem. Estamos diante de registros que, embora nascidos da mesma raiz explorada desde 1898, parecem flutuar acima do tempo. A tenatica de fundo deste volume é a intemporalidade, a estética é ditada não pelas tendências de uma década mas pela autoridade da expressão individual. O contraste entre o que é "antigo" e o que é "moderno" perde todo o sentido, tudo o que ouvimos é contemporâneo porque é honesto. Culturalmente este disco funciona como o testamento da resiliência do gênero: o Jazz aqui já não precisa se adaptar ao mundo — o mundo é que se curva para ouvir o que o Jazz tem a dizer sobre a própria condição humana. A técnica neste volume atinge um patamar de transparência radical: A "redução" à essência: o excesso de notas, a complicação harmônica gratuita ou o exibicionismo técnico foram filtrados o que resta é uma música de "gestos fundamentais". Cada nota parece ter sido escolhida após o descarte de mil outras possíveis. A interdependência telepática dos grupos que compõem este volume final operam em um nível de sintonia que ignora a estrutura escrita. É o triunfo da intenção sobre a partitura onde o grupo não toca o tema; o grupo encarna o tema. O som como respiro no uso da dinâmica é extremo. Há momentos de um silêncio quase insuportável seguidos por explosões de uma energia contida que só faz sentido quando compreendemos que o músico está tratando o instrumento como uma extensão direta de seu sistema nervoso. A harmonia da ambiguidade, a exploração tonal aqui chega a um nível onde a música oscila entre o modo e a atonalidade sem esforço como se o músico estivesse narrando um sonho onde a lógica convencional não tem domínio. Curiosidades Históricas das Gravações como testemunho e Diferente dos volumes iniciais onde a gravação era um desafio contra o tempo limitado do disco de cera, aqui o estúdio é apenas o "espaço de revelação". A tecnologia é tão avançada que ela se torna invisível; a sensação é de estar sentado dentro do círculo de músicos, participando da mesma respiração. O reencontro com o ancestral é notável a frequência com que artistas neste volume, no auge de sua maturidade técnica, retornam a frases que remetem diretamente ao início da coleção. O CD21 é um círculo que se fecha sobre si mesmo, conectando o primeiro ragtime de 1898 com a liberdade absoluta deste momento. A "mística" da performance em muitos dos registros aqui contidos foram capturados em momentos onde o músico, alheio à existência de um público ou de um mercado, tocava apenas para "o espelho". É a gravação da arte despida de qualquer finalidade comercial. O CD21 é documentalmente, o além-túmulo do Jazz e prova viva que a música não se esgota. Se a "La Grande Histoire du Jazz" é a Bíblia do gênero, este volume é o livro que se escreve nas entrelinhas. Ele não encerra a história; ele a torna infinita. Para o ouvinte, este é um registro de desapego: não se ouve para aprender, não se ouve para analisar, ouve-se para ser através da música. É o triunfo do espírito sobre a estrutura. Nesta jornada épica através de vinte e um volumes de som e história, e observando como este último CD nos coloca em um espaço de pura transcendência, eu lhe devolvo a pergunta final: após termos percorrido todo este caminho, do "Ragtime" ao "Infinito", o Jazz ainda pode ser chamado de "Gênero Musical", ou ele se revelou, em última instância, ser algo maior — talvez uma forma de conhecimento, uma maneira de compreender o mundo através do som que nunca precisou de definições para ser verdadeiro?.
Boa audição - Namastê



Link please.
ResponderExcluirPEÇO DESCILPAS BEM COMO INFORMAR QUE OS ERROS SUBSQUENTES SUBTOS DOS LINKS SÃO FALHA DO SISTEMA DO GOOGLE BEM COMO PEÇO QUE ME INFORME COM BASE NA PACIENCIA DE CADA UM. OUTRO SIM MEUS SINCEROS AGRADECIMENTOS
ResponderExcluirSem problema. Muito obrigado pelo limk.
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