quinta-feira, 3 de novembro de 2011
1967 - Francis Albert Sinatra & Antonio (Re-upload) Carlos Jobim
Enquanto tomava chope com amigos no mesmo bar celebrizado por “Garota de Ipanema”, Tom Jobim recebeu o mais surpreendente telefonema de sua vida. Do outro lado da linha, ninguém menos que Frank Sinatra "The Voice” que queria gravar um disco só com músicas de Tom que topou na hora. Foi uma conversa curta:"Quero fazer um disco com você e saber se você gosta da idéia" - perguntou Sinatra ao telefone.
"É uma honra" - respondeu Tom.
O cantor sugeriu que Tom tocasse violão. Apesar de não gostar da idéia Tom aceitou. Mas também fez um pedido de colocar um um baterista brasileiro por nome de "Dom Um Romão" que foi prontamente aceito pelo cantor, depois de comentar: "Não tenho tempo para aprender canções novas e detesto ensaiar. Vamos ficar com as mais conhecidas, os clássicos". Quando se recuperou da surpresa Tom lembrou-se da esnobada que um editor nova-iorquino lhe dera três anos antes envolvendo indiretamente a figura de Sinatra. Em 1963, Tom procurou um agente em Nova York e reclamou com ele da má qualidade das versões americanas de suas músicas. "Como é que o Frank Sinatra vai gravar minhas músicas com essas letras?", ponderou Tom. "E quem é que disse que o Frank Sinatra vai gravar suas músicas", replicou o agente com um debochado sorriso nos lábios. Em janeiro de 1967 hospedou-se no Sunset Marquis de Los Angeles para dar início ao trabalho, afinal adiado porque Sinatra refugiara-se em Barbados para esquecer mais uma desavença conjugal com Mia Farrow. Enquanto esperava repassou todos os arranjos com Ogerman, compositor, arranjador e regente alemão, compôs mais duas músicas (“Wave” e “Triste”) e quase morreu de tédio. Enquanto esperava um sinal de Sinatra, Tom escreveu várias cartas a Vinícius e numa delas autodefiniu-se como "um infeliz paralisado num quarto de hotel, esperando o chamado para a gravação, naquela astenia física que precede os grandes acontecimentos, vendo televisão sem parar e cheio de barrigose". E assinava: "Astênio Claustro Fobim". As gravações começaram às 20h do dia 30, no Studio One da Warner Western Sound em Sunset Strip. Por precaução, Sinatra gravou primeiro duas das três canções americanas incluídas no repertório, “Baubles, Bangles and Beads” e “I Concentrate on You”, com as quais só não tinha intimidade em ritmo de Bossa Nova. A primeira de Tom que ele encarou foi “Dindi”, seguida de “Change Partners”. A última faixa da noite foi “Inútil Paisagem”. Apesar do natural nervosismo do brasileiro a sessão transcorreu num clima de extrema afabilidade. Nas duas noites seguintes não seria diferente. A crítica americana elegeu o encontro de Sinatra e Jobim o álbum do ano. Nas vendas perdeu apenas para “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” dos Beatles. Um segundo disco com os dois seria gravado dois anos depois, em 1969 com o título de “Sinatra & Company”, com arranjos de Eumir Deodato. Àquela altura, Tom e o cantor já haviam se tornado amigos. Quando dos preparativos de um especial sobre Sinatra no A Man and His Music, co-estrelado por Ella Fitzgerald, para a rede de televisão NBC em setembro de 1967, Francis Albert não se esqueceu de convidar Antonio Carlos. Sinatra, aliás abriu o programa cantando “Corcovado”.
Gravado em 30 de Janeiro e 01 de Fevereiro de 1967, Hollywood - Los Angeles, pelo selo Reprise Records. Produção de Sonny Bulke. Em 1968, Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim foi indicado para o Grammy de Álbum do Ano.
01 - The Girl from Ipanema
Faixas:
01 - The Girl from Ipanema
02 - Dindi
03 - Change Partners
04 - Quiet Nights of Quiet Stars
05 - Meditation
06 - If You Never Come to Me
07 - How Insensitive
08 - I Concentrate on You
09 - Baubles, Bangles and Beads
10 - Once I Loved (O Amor em Paz)
Músicos:
Frank Sinatra – Vocal
Antonio Carlos Jobim – Piano, Guitarra, Backing Vocais
Claus Ogerman – Arranjos e maestro
Download Here - Click Aqui
Boa audição - Namaste.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
terça-feira, 1 de novembro de 2011
2011 - Icon Love Songs - Ella Fitzgerald
Uma coleção de canções de amor da "Primeira Dama da Canção", dos quais muitos ajudaram a Mrs Ella transformar-se em padrões na melodia do jazz. Os destaques incluem "Someone to Watch Over Me", " I Got a Crush on You ", " From This Moment On " e o clássico " Always ". Assim como um bom vinho, essas músicas ficaram melhores ao longo do tempo mesmo depois do falecido grande Ella Fitzgerald.Artista: Ella Fitzgerald
Titulo: Icon Love Songs
Lançamento: 2011
Genero: Vocal Jazz
Selo: Universal Music
Always
Faixas:
01. I'm Beginning to See the Light
02. The Man I Love
03. Just One of Those Things
04. Someone to Watch Over Me
05. Lover [Version]
06. Always
07. From This Moment On
08. All the Things You Are
09. Love You Madly
10. I've Got a Crush on You
11. You're My Thrill
12. I've Got You Under My Skin
Boa audição - Namaste.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
1963 - Sonny Meets Hawk! - Sonny Rollins and Coleman Hawkins (Re-Link)
Aos quinze anos, durante sua juventude no Harlem, Sonny Rollins era devoto de Charlie Parker e Coleman Hawkins. O último teve influência vital na carreira de Rollins, fazendo com que abandonasse o sax alto e se rendesse ao poderoso som do sax tenor. As principais características que Sonny herdou de seu mestre foram o timbre robusto, vigoroso e cheio de vibratto, assim como a capacidade de executar diversos solos de sax tenor sem acompanhamento algum, peculiaridade facilmente perceptível em seu “The Solo Álbum”, de 1985. Em 1963, Hawkins convocou Rollins para tocar no Festival de Newport, nascendo daí a idéia de gravar o álbum “Sonny meet Hawkins”. Acompanhados do trio formado por Paul Bley (Piano), Bob Cranshaw e Henry Grimes (Baixo) e Roy McCurdy (Bateria), os dois se colidem constantemente, mantendo suas marcas vigorosas de energia e improviso. A harmonia entre eles é notável, ratificando um maravilhoso encontro de gerações entre os dois maiores saxtenoristas de seus tempos.Sonny Meets Hawk! - Sonny Rollins and Coleman Hawkins
Tracks:
1. Yesterdays
2. All the Things You Are
3. Summertime
4. Just Friends
5. Lover Man
6. At McKies
Credits:
Paul Bley - Piano
Bob Cranshaw - Bass
Henry Grimes - Bass
Coleman Hawkins - Sax (Tenor), Guest Appearance
Roy McCurdy - Drums
Sonny Rollins - Sax (Tenor)
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Morre Um Visionário, Nasce Um Mito
Steven Paul Jobs, cofundador e ex-presidente do conselho de administração da Apple morreu nesta quarta-feira aos 56 anos, vítima de um câncer no pâncreas que vinha tratando desde 2003. Perfeccionista, criativo, inovador e ousado, ele ajudou a tornar os computadores mais amigáveis e revolucionou a animação, a música digital e o telefone celular. Jobs marcou o mundo da tecnologia ao apresentar produtos como o Macintosh, o iPod, o iPhone e o iPad. Afastado da empresa desde 17 de janeiro para cuidar da saúde e sem prazo para voltar, o executivo renunciou ao cargo em 24 de agosto. "Sempre disse que, se chegasse o dia que eu não pudesse mais cumprir minhas funções e expectativas como CEO da Apple, seria o primeiro a informar. Infelizmente, esse dia chegou", dizia a nota à época. Detalhes do estado de saúde de Jobs sempre foram um mistério. Uma fotografia que mostrava o executivo muito magro e com aparência debilitada (sobre a qual recaíram suspeitas de manipulação) foi publicada pelo site americano de celebridades TMZ dois dias após ele ter deixado o cargo de presidente-executivo da Apple. Em fevereiro, Jobs foi fotografado pelo jornal americano The National Enquirer na mesma clínica onde o ator Patrick Swayze, morto em setembro de 2009, recebeu tratamento para câncer de pâncreas.Fonte: agência AFP. quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Billie em Manchete I
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
1997 - Jazz Cinema - VA

Arti
Ti
Lançamento: 1997
Selo: PolyGram
Genero: Easy Li
Fai
01. Qui
02. Ani
03. Cli
04. Stephane Grappelli
05. Loui
06. Chri
07. Stan Getz - On Green Dolphi
08. Bi
09. Ted Heath & Hi
10. Betty Carter - Gi
11. Fred Astai
12. Oscar Peterson - People (Mrri
13. Duke Elli
14. Bi
15. Betty Carter - My favori
16. Charli
Boa audição - Namaste.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
2004 - Jazz Ballads: Vol. 12 - Billie Holiday
“Ninguém canta como eu a palavra ‘fome’ ou a palavra ‘amor’. Sem dúvida porque eu sei o que há por trás destas palavras.” - Billie Holiday Negra, pobre, prostituída, vulnerável e com uma voz lânguida e vigorosa, Billie Holiday (1915-1959) – desde as ruas do Harlem até as mais prestigiosas salas de espetáculo – lutou a vida toda para se impor. Sexo, álcool, drogas, Lady Day queria experimentar tudo. Foi no palco, cantando músicas que se tornariam clássicos que ela viveu a única experiência verdadeira do amor. Seu nome virou sinônimo de jazz e sua vida – numa época em que a população dos Estados Unidos estava dividida entre brancos e negros – foi um caminho para a liberdade. "Membran Music’s Jazz Ballads Series" é uma coleção com as baladas mais bonitas da história do jazz. Jóias líricas, sensuais e melódicas da arte da música num total de 20 volumes, 40 álbuns de jazz em sua forma mais suave. Billie é representada no volume 12 com uma verdadeira seleção de tirar o folego. Vale apena completar a coleção.
Albúm: Coleção Jazz Ballads: Vol. 12 - Billie Holiday
Artista: Billie Holiday
Ano de Lançamento: 2004Formato: MP3
CD 1
01. Lover Man (Oh Where Can You Be)
02. No More
03. Don’t Explain
04. You Better Go Now
05. What Is This Thing Called Love
06. Baby, I Don’t Cry Over You
07. I’ll Look Around
08. You’re My Thrill
09. Crazy He Calls Me
10. Please Tell Me Now
11. Somebody’s On My M Ind
12. East Of The Sun
13. Blue Moon
14. You Go To My Head
15. You Turned The Tables On Me
16. Easy To Love
17. These Foolish Things
18. Solitude
19. My Man
20. Stormy Weather
21. Yesterdays
22. He’s Funny That Way
CD 2
01. That Ole Devil Called Love
02. Body And Soul
03. Good Morning Heartache
04. No Good Man
05. Big Stuff
06. The Man I Love
07. There Is No Greter Love
08. Easy Living
09. I Loves You Porgy
10. God Bless The Child
11. Blue Turning Grey Over Me
12. Detour Ahead
13. Everything I Have Is Yours
14. Love For Sale
15. Moonglow
16. Tenderly
17. If The Moon Turns Green
18. Autumn In New York
19. Love Me Or Leave Me
20. P.S. I Love You
21. Softly
22. I Thought About You
23. Willow Weep For Me
Boa audição - Namaste
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
sábado, 3 de setembro de 2011
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Momento Billie in Forever
"Não acho que estou cantando. Sinto-me como se estivesse tocando trompete. Procuro improvisar como Lester Young, como Louis Armstrong ou alguém que admiro. O que vem é o que sinto. Na realidade, detesto cantar por cantar. Tenho de adaptar a melodia ao meu próprio modo de cantar. É tudo o que sei"
- Billie Holiday -
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Presa - Parte 1/3
Ainda que nos anos 30, Billie pudesse decorar todas as palavras de uma canção após havê-las escutados somente duas vezes, já não é mais este o caso em 1946. No decorrer das gravações na Decca, Milt Gabler se da conta de que Billie esta tendo dificuldades para aprender novas canções e de que as sessões de gravações, desse modo, se tornam problemáticas. Não somente Billie continua chegando tarde com também precisa ensaiar muitas vezes um número novo, antes de poder interpreta-lo com a sua habitual qualidade vocal. E ainda precisa ter uma garrafa de conhaque ao alcance das mãos – “Para adoçar a garganta”, diz ela. As horas simplesmente se tornam moeda corrente. O orçamento raramente é respeitado. Certas vezes as gravações têm até mesmo de ser interrompidas, porque Bille não esta se sentindo bem. Ela desaparece no banheiro enquanto todos os músicos esperam, as horas passam e o diretor musical arranca os cabelos. Os rumores aumentam. Entre 1945 e 46 ela registra treze peças para a Decca. Lover Man e Don’t Explain, do mesmo modo que That Old Devil Called Love e Good Morning Heartche são escritas para ela por Irene Wilson e se tornarão momentos memoráveis. O sucesso de Lover Man, caracterizado pelo acompanhamento de um grande conjunto, retirou-a do circulo dos clubes e a conduziu logicamente para as salas de espetáculos. Em fevereiro de 1946 ela canta no salão nobre da prefeitura de Nova York, uma imensa sala, cheia a ponto de estourar. É a primeira vez que ela se apresenta como solista. A imprensa o qualifica com um grande evento. Um show inteiro baseado em uma única artista é coisa raríssima. Ainda que uma parte do palco tenha sido separada para cadeiras, isso não é suficiente para acolher todos os que se apresentam nas portas. Um milhar de fãs permaneceu de fora. É uma noite inesquecível em que Billie, com sua capacidade de reagir perante as grandes ocasiões, demonstrou um grande profissionalismo e deixa florar todo o seu talento. A crítica musical lhe presta homenagem e a maior parte dos jornais diários celebra o acontecimento. Acompanhada pelo quinteto de Joe Guy, Billie interpreta dezoito canções, entre as quais suas próprias composições: Fine and Mellow, Billie´s Blues, Don’t Explain e God Bless the Child. Sem contar com Strange Frutt, são essas canções inextricavelmente ligadas á sua personalidade forte. Sempre que Billie canta, transmite o sentimento de que esta se entregando. Sua voz permanece interior, uma pequena voz íntima que só se dirige a ela ainda que esteja no meio de duas mil pessoas. Quando Ella Frizgerald canta que seu homem partiu, a gente pensa que ele foi até a esquina comprar cigarros; quando é Billie, todos compreendem que ele nunca mas voltará. O sucesso obtido no Town Hall a leva a apresentar-se em outras grandes salas de espetáculos: Eaton Hall, Apollo e duas vezes em abril e maio no Carnegi
e Hall a pedido de Norman Granz que esta lançando agora em Nova York sai serie de espetáculos Jazz at the Philharmonic. Acompanhada entre outros, por Coleman Hawkins e Buck Clayton, ela reencontra seu querido Lester Young que teve más experiências durante a guerra. Julgado por insubordinação por um tribunal militar passou muitos meses em um campo disciplinar, um acontecimento que despedaçou sei espírito. Mas nem por isso sei talento diminuiu. Norman Granz o leva a participar de suas famosas turnês em companhia dos melhores instrumentistas. Uma noite no Downbeat Club, Billie encontra um jovem baterista branco, Roy Harte (Roy “The Kidd” Harte, 1924-2003) que esta substituindo o percussionista titular. Ao cabo de três semanas, eles se envolvem. Será ele que a fará descobrir uma nova droga sintetizada na Suíça em 1943: o LSD, distribuído sob a forma de pequenos cubos de cristais. Seu grande divertimento é passear de carruagem pelo Central Park após terem dado um desses pequenos “cubinhos de açúcar” a cavalo. Ofegante, esbaforido, cocheiro tenta dominara o animal, tapando-o de desaforo. Os dois amantes se retorcem de tanto rir. Esta não é uma ligação permanente, é mais um passatempo agradável. Eles vão passar alguns dias em Miami e experimentam os olhares de desprezo e as grosseiras recebidas nos bares e restaurantes. Decidem partir para Cuba. Férias, finalmente! Eles podem passear de mãos dadas ao sol ou jantar juntos em um restaurante sem a menor segregação. Na praia, Roy toca flauta. Billie canta tudo que ele pede. Um parêntese maravilhosos em que ela se surpreende a cada dia por gozar dessa felicidade roubada. Nessa ilha esplêndida, eles fazem amor muitas vezes. “– Não precisa ter o menor cuidado- diz ela – Meus ovários estão fodidos.”. Para Roy é uma experiência esmaltadora. A primeira negra de sua vida é uma star, uma mulher livre, uma mulher que ele admira. Harte recorda que Billie tinha o habito de gritar quando fazia amor, “Me usa, me usa!” em vez de “Me beija!”. Ele lhe pergunta o que ela queria dizer com isso. Ela respondeu que ser usada lhe dava um sentido para a vida. Estranha concepção que esclarece seu comportamento ambivalênte. Ter medo que abusem dela e ao mesmo tempo provoca-lo de todas as maneiras possíveis, ate que ela mesma conseguisse experimentar uma excitação sexual. Segundo Roy, Billie era muito voltado para a sexualidade. Mas tarde ele diria que sempre era o primeiro a fatigar. Ela parecia satisfeita, mas alguma coisa faltava, alguma coisa não funcionava totalmente bem... Do mesmo modo que Billie Dove (1903-1997), que havia encantado sua infância, ela sonhava em fazer cinema. Hollywood, seu glamour e suas stars a fascinavam. Já em 1942, por iniciativa de sua amiga Lena Horne (Lena Mary Calhoun Horne 1917- 2010), Billie tinha sido apresentada para aparecer em um filme da Warner Brothers. Ela chegou a ir a Hollywood para um teste, mas ele não tinha levado a nada. Em setembro de 1946, Billie parte para Los Angelis. Joe Glaser lhe conseguira um contrato com a United Artists. Um papel e um filme de Arthur Lubin (Arthur William Lubovsky, 1898-1995, diretor de cinema judeu de origem russa), New Orleans. Para essa ocasião, Glaser lhe pediu para fazer um regime e ajeitar os dentes. Esse filme segundo ele lançaria sua carreira cinematográfica. E Billie não tinha ficado nem um pouco descontente com a possibilidade de tocar no Santo Graal hollywoodiano. O filme perfeitamente de acordo com suas cordas vocais era o de uma cantora de Nova Orleans; a historia relatava o fim da Storyville, o legendário bairro da musica negra. Tratava-se também de uma homenagem ao Jazz, destinada a reunir a fina flor dos músicos, aqueles que fizeram a notoriedade da cidade, Louis Armstrong, Kid Orr, Barney Bigard, Zutty Singleton e a celebre orquestra de Woody Herman. O cenário é pouco artificial e sem profundidade, ao gosto das comedias musicais hollywoodianas da época. Billie cai das nuvens. Ela que sempre lutara para não ser a rainha, ela que soubera impor o seu talento a rainha da Ria 52, Lady Day se encontrava agora no papel de uma criadinha de comedia, servil e obediente. Ainda que lhe gabem a dicção perfeita e a qualidade de seu fraseado, ela é forçada a tomar lições com um professor de dicção que lhe ensina a falar um “inglês de negrinha”, com sotaque mais piegas possível. “Sim, Iaiá Marylee; ás sua orde, sinhazinha Marylee...” . Quanto a Louis Armstrong, ele não tem melhor sorte, é encaixado no papel de “negro de alma branca”, respeitoso, um domestico fiel e bondoso. Só lhe pedem que sorria todo tempo, se possível até enquanto toca o pistão....(continua)Artista: Billie Holiday
Album: Holiday For Lovers
Lançamento: 2002
Faixas:
1. Moonlight In Vermont
2. I Didn't Know What Time It Was
3. Embraceable You
4. I Wished On The Moon
5. Gee Baby, Ain't I Good To You
6. Speak Low
7. April In Paris
8. Body And Soul
9. They Can't Take That Away From Me
10. One For My Baby (And One More For The Road)
11. Stars Fell On Alabama
12. We'll Be Together Again
Musicos:
Billie Holiday - Vocais
Barney Kessel - Guitarra
Ben Webster - Sax tenor
Harry "Sweets" Edison - Trompete
Jimmy Rowles - Piano
Larry Bunker, Alvin Stoller - Bateria
Producão: Norman Granz
Fontes: Capitol Studios, Hollywood, CA (08/14/1956-01/09/1957); Radio Recorders, Hollywood, CA (08/14/1956-01/09/1957).
sexta-feira, 15 de julho de 2011
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Billie e o Estranho Fruto
Blood on the leaves and blood at the root,
Black bodies swinging in the southern breeze,
Strange fruit hanging from the poplar trees.
Pastoral scene of the gallant south,
Of the bulging eyes and the twisted mouth,
Scent of magnolias, sweet and fresh,
Then the sudden smell of burning flesh.
Here is fruit for the crows to pluck,
For the rain to gather, for the wind to suck,
For the sun to rot, for the trees to drop,
Here is a strange and bitter crop"
(music & lyrics Lewis Allan, 1940)
"Billie não se continha e chorava a cada vez que interpretava essa musica."
'Gravação raríssima'
terça-feira, 12 de julho de 2011
2008 - Collection - Dave Brubeck
Artista: Dave Brubeck Álbum - Collection
Ano de Lançamento: 2008
Selo: Sony
Faixas:
01. Take Five
02. In your Own Sweet Way
03. Weep No More
04. That Old Black Magic
05. Take The'a'Train
06. Maria (From the Musical "West Side Story")
07. Summer song
08. Autumn In Washington square
09. Three To Get Ready
10. There'll Be Some Changes Made
domingo, 10 de julho de 2011
Frases de Miles Davis
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Frases de Miles Davis
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Hoje Acordei com Saudade de Billie Holiday
Tem um cenário que não me sai da cabeça: uma casa no campo. Não para morar, não para passeio. Para refúgios. Aqueles mentais, necessários, doloridos e íntimos. Na beira de falésias, perto de montanhas, nas cercanias de uma descampado, isso tudo pouco importa. Perto ou longe da cidade. Com vizinho ou sem vizinhos. O lugar sagrado do silêncio. Eu me imagino escutando Billie Holliday. Essa senhora de idade linda, com sua pele negra reluzente e sua voz firme cantando baixinho no meu ouvido suas músicas. E a lua lá fora, mais fraca que as nuvens que as cercam, mas insistente como ela, sempre a brilhar.
terça-feira, 14 de junho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
Jazz - Um Pequeno Resumo
Se é difícil definir o jazz, fácil é improvisá-lo. Trata de um dos elementos essenciais na música. O blues mais antigo era habitualmente estruturado sob o repetitivo padrão pergunta e resposta, elemento comum em músicas tradicionais. No blues mais antigo a improvisação era usada com bastante propriedade. É correto afirmar que essas características são fundamentais para a natureza do jazz, o músico irá interpretar a música de forma peculiar, nunca executando a mesma composição exatamente da mesma forma mais de uma vez.sábado, 28 de maio de 2011
sábado, 21 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
O Presidente, a Duquesa e Lady Day
Pouco depois da apresentação no Apollo, sua ligação com Bobby Henderson termina brutalmente. Billie descobre que o jovem tão bem educado já é casado. Ela perdeu um amante, mas encontrará nesse mesmo ano aquele que a irá acompanhar musical e efetivamente até o fim de sua vida. Um jovem saxofonista recém-chegado do Mississipi: - Boa noite, Lady ou quem sabe, bom dia, Lady Day....
_ O dia esta claro.
_ Você sabe, o dono da casa esta me esperando, acrescentou ele.
_É um rato grande e gordo que se instalou sobre sua pilha de camisa e que volta sempre, por mais vassouradas que leva...
Billie, horrorizada lhe propõe imediatamente que venha se instalar em sua casa. Sade, que sempre prepara uma pequena ceia para os que deitam de madrugada, o recebeu de braços abertos. O apartamento é uma enfiada de pequenas peças ao comprido, como em um vagão de estrada de ferro, com uma entrada em cada porta. Uma dessas, pomposamente chamada de “sala de musica” é mobiliada com um velho piano desengonçado e as pilhas de disco de Billie.
_Você fica instalado aqui – diz-lhe Sadie, que logo é tomada de afeição por este homenzarrão desajeitado e de olhar reservado, com cabelos avermelhados que levam todos a chama-lo prontamente de Red.
_Esqueça disso – é o que ela lhe aconselha – Nós não temos essa caixa de som e depois imitar qualquer um faz com que a gente perca o próprio “feeling” . Sem ele, você pode fazer o que quiser, não vai passar nunca da estaca zero.
- Espere só que você vai ver. Daqui a uns tempos, todo mundo vai esta copiando seu estilo.
Mesmo que Fletcher Henderson lhe dê todo o apoio e firme a todos seus músicos que nenhum deles não lhe chega aos pés de
Rehearsal for God Bless the Child
Escrita por Billie Holiday e Arthur Herzog Jr. em 1939 com gravação em 09 maio de 1941 pelo SELO Okeh, 799 Seventh Avenue, New York City. Em sua autobiografia - Lady Sings the Blues, ela faz referencia a uma possível briga com sua mãe por causa de dinheiro a levando a compor a musica em conjunto com Herzog. Durante a discussão, Billie teria dito a frase: "God bless the child that's got his own..." (Deus abençoe a criança que tem o seu próprio...) e não completa a frase. A indignação com o incidente a levou a transformar em um ponto de partida para uma das mais belas interpretação de sua carreira. Outras fonte sugerem que a melodia foi tirada da bíblia, onde o sagrado e o profano teria inspirado essa melodia, embora a religião não ter muita importância em sua vida, com referencia em Mateus 25:29 "Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado."
































