Julho de 1937, By Dorothea Lange
New Orleans por volta de 1910. Entregador típico de leite e o Salão
New Orleans por volta de 1910. Uma vista da H.A. TestardBicicletas By Detroit Publishing Co.

Músicos:
Saxofonista americano, nascido em Fort Worth, Texas EUA, em 09 DE março de 1930, sempre se mostrou um grande genio do jazz, tendo suas composições consideradas polênicas em estilo de vanguarda. Auto-didata, aprendeu sax-alto sozinho ainda jovem onde o improviso caracterizou seus solos. Iniciou sua carreira tocando Rhythm and blues e bebop em sax tenor onde mais tarde, procurou sair da sua terra natal, empregou-se no espectáculo itinerante de variedades Silas Green from New Orleans. Em uma noite, depois de um espectáculo em Baton Rouge foi atacado de forma surpriendente por um desconhecido e o seu saxofone foi literalmente destruído. Isso infureceu mais sua ira e então mudou para o saxofone alto que se tornou o seu instrumento principal. Juntou-se então à banda de Pee Wee Crayton, com quem foi para Los Angeles. Passou por varios empregos como musico não ortodoxo. Seguia mais o seu ouvido relativo do que o bem comportado temperamento igual. O seu sentido de harmonia e progressão de acordes - muito menos rígido do que o dos músicos de swing ou bebop - era flutuante e, por vezes, apenas sugerido e não explícito. Muitos músicos de Los Angeles consideravam-no desafinado e Coleman tinha dificuldades em encontrar outros músicos que pensassem como ele. O pianista Paul Bley foi um dos seus seguidores desde o início. Em 1958 realizou sua primeira sessão de gravação para o disco "Something Else!!!! The music of Ornette Coleman". Na esfera do free jazz, Colemam se destaca nos anos 1958 e 1960, tocado free de forma irrelevante em coparação a outros musicos. O manifesto dessa revolução é o álbum "Free Jazz" de 1960 pela Atlantic, uma improvisação coletiva de 38 minutos, cujos protagonistas são oito músicos, formando dois quartetos, sob o comando e inspiração de Ornette (além do quarteto do líder, Eric Dolphy, clarinete baixo; Freddie Hubbard, trompete; Scott La Faro, baixo; Ed Blackwell, bateria). Seus trabalhos de destaque fica por conta de "Free Jazz" de 1960 e a suite "Skies of America" de 1972. Apartir de 1960, Ornette Coleman alterou o curso da música criando a corrente do free com singular revolução e seguidores em todo canto, onde notadamente radicalizou desenpenho como lider pragmatico, ao lado de outros musicos que ainda esplorava o lado romântico do Cool, Hard e do Bop. Em 1980, a não menos legendária coleção da Editora Abril "Gigantes do Jazz" publicou, no fascículo dedicado ao mestre, um texto do prestigiado crítico italiano Arrigo Polillo, morto quatros anos depois. Ao fim do texto, escreveu ele: "Seja qual for o resultado de sua carreira, a contribuição que Ornette Coleman deu à música afro-americana já pode ser considerada mais do que relevante". Ornette influenciou virtualmente todos os saxofonistas e músicos de jazz da geração seguinte que admiram o seu esforço de descobrir, não só a forma do jazz, mas de toda a música que está para vir. Em 11 de Fevereiro de 2007 recebeu o Prémio Grammy pelo conjunto da sua carreira.
Eram cerca das 10 da manhã de um dia de Verão de 1958. na 126th Street, entre a Fifth e a Madison no Harlem, 57 músicos de Jazz, representando três gerações, posaram para a câmara de Art Kane (1925-1995), fotógrafo free lance da revista Esquire magazine (publicada em janeiro de 1959), que se tornou uma das mais famosas da história da música. Nela, figuraram três gerações de jazzmen que praticavam estilos tão próximos e diversos como dixieland, new orleans, swing, bop, cool e pós-bop, juntos no mesmo enquadramento, representam o traço de união entre todas as formas e estilos, algo que para Joe McPhee e companhia é muito importante. O documentário "A Great Day in Harlem" - 1994 de Jean Bach, um produtor de rádio de Nova York, contou a história por trás da foto em seu documentário "um grande dia no Harlem", que foi indicado ao Oscar em 1995. O filme conta a incrivel história da foto, através de entrevistas com os personagens, detalhes de produção, o comportamento dos músicos e demais envolvidos, fotos alternativas e algumas imagens em filme feitas no dia da foto.Apesar de ser mais conhecido como um dos melhores retratistas norte-americano, das décadas de 60 e 70, Art Kane não é somente isso. Sua fotografia relata toda a mudança social e política da época, opinando, delatando e persuadindo com suas imagens simples e poderosas. Art Kane nasceu em New York em 1923. Durante a II Guerra Mundial, serviu à US Army na Europa. Aos 27 anos se graduou na Cooper Union School of Art e tornou-se diretor de arte da revista Seventeen. Kane deixou a revista em 59 e dedicou seu tempo totalmente à fotografia. Kane tenha um grande senso de cor e composição, que vem de sua grande experiência e conhecimento da área de layout, impressão e artes gráficas. Ministrou vários workshops fotográficos pelo mundo; passou inclusive muito tempo no Brasil entre 1976 e 1977, trabalhando em um livro de fotografia para a Time-Life, gostando muito da terra tupiniqui como chamava carinhosamente o Brasil. Kane morreu em fevereiro de 1995 e infelizmente nenhum destes workshops foram documentados em filme ou vídeo.
ckson - Johnny Griffin - Dickie Wells - Buck Clayton - Taft Jordan - Zutty Singleton - Red Allen - Tyree Glenn - Miff Molo - Sonny Greer - Jay C. Higginbotham - Jimmy Jones - Charles Mingus - Jo Jones - Gene Krupa - Max Kaminsky - George Wettling - Bud Freeman - Pee Wee Russell - Ernie Wilkins - Buster Bailey - Osie Johnson - Gigi Gryce - Hank Jones - Eddie Locke - Horace Silver - Luckey Roberts - Maxine Sullivan - Jimmy Rushing - Joe Thomas - Scoville Browne - Stuff Smith - Bill Crump - Coleman Hawkins - Rudy Powell - Oscar Pettiford - Sahib Shihab - Marian McPartland - Sonny Rollins - Lawrence Brown - Mary Lou Williams - Emmett Berry - Thelonius Monk - Vic Dickenson - Milt Hinton - Lester Young - Rex Stewart - J.C. Heard - Gerry Mulligan - Roy Eldgridge - Dizzy Gillespie - Count Basie
Curiosidades:
restou a devida homenagem ao trabalho de Art Kane, reunindo na mesma rua, à mesma hora, rappers e músicos hip-hop. Chamou-lhe Another Great Day.
Título: Improvisando SoluçõesNo auge da fama em 1941, Billie casou-se com J
Georgia on My Mind
Body and Soul
Sidemen:
Lester Young - Sax Tenor
Ben Webster - Sax Tenor
Johnny Hodges - Sax Alto
Artie Shaw - Clarinete
Benny Goodman - Clarinete
Roy Eldridge - Trompete
Teddy
Faixas
01. Some Other Spring
02. Our Love Is Different
03. Them There Eyes
04. Swing, Brother, Swing
05. Night And Day
06. The Man I Love
07. You're Just A No Account
08. You're A Lucky Guy
09. Ghost Of Yesterday
10. Body And Soul
11. What Is This Going To Get Us?
12. Falling In Love Again
13. I'm Pulling Through
14. Tell Me More-More Then Some
15. Laughing All My Life
16. Time On My Hands (You In My Arms)
17. I'll All For You
18. I Hear Music
19. The Same Old Story
20. Practice Makes Perfect
21. St. Louis Blues
22. Loveless Love
23. Let's Do It Again
24. Georgia On My Mind
Boa audição - Namastê.
Ainda que nos anos 30, Billie pudesse decorar todas as palavras de uma canção após havê-las escutados somente duas vezes, já não é mais este o caso em 1946. No decorrer das gravações na Decca, Milt Gabler se da conta de que Billie esta tendo dificuldades para aprender novas canções e de que as sessões de gravações, desse modo, se tornam problemáticas. Não somente Billie continua chegando tarde com também precisa ensaiar muitas vezes um número novo, antes de poder interpreta-lo com a sua habitual qualidade vocal. E ainda precisa ter uma garrafa de conhaque ao alcance das mãos – “Para adoçar a garganta”, diz ela. As horas simplesmente se tornam moeda corrente. O orçamento raramente é respeitado. Certas vezes as gravações têm até mesmo de ser interrompidas, porque Bille não esta se sentindo bem. Ela desaparece no banheiro enquanto todos os músicos esperam, as horas passam e o diretor musical arranca os cabelos. Os rumores aumentam. Entre 1945 e 46 ela registra treze peças para a Decca. Lover Man e Don’t Explain, do mesmo modo que That Old Devil Called Love e Good Morning Heartche são escritas para ela por Irene Wilson e se tornarão momentos memoráveis. O sucesso de Lover Man, caracterizado pelo acompanhamento de um grande conjunto, retirou-a do circulo dos clubes e a conduziu logicamente para as salas de espetáculos. Em fevereiro de 1946 ela canta no salão nobre da prefeitura de Nova York, uma imensa sala, cheia a ponto de estourar. É a primeira vez que ela se apresenta como solista. A imprensa o qualifica com um grande evento. Um show inteiro baseado em uma única artista é coisa raríssima. Ainda que uma parte do palco tenha sido separada para cadeiras, isso não é suficiente para acolher todos os que se apresentam nas portas. Um milhar de fãs permaneceu de fora. É uma noite inesquecível em que Billie, com sua capacidade de reagir perante as grandes ocasiões, demonstrou um grande profissionalismo e deixa florar todo o seu talento. A crítica musical lhe presta homenagem e a maior parte dos jornais diários celebra o acontecimento. Acompanhada pelo quinteto de Joe Guy, Billie interpreta dezoito canções, entre as quais suas próprias composições: Fine and Mellow, Billie´s Blues, Don’t Explain e God Bless the Child. Sem contar com Strange Frutt, são essas canções inextricavelmente ligadas á sua personalidade forte. Sempre que Billie canta, transmite o sentimento de que esta se entregando. Sua voz permanece interior, uma pequena voz íntima que só se dirige a ela ainda que esteja no meio de duas mil pessoas. Quando Ella Frizgerald canta que seu homem partiu, a gente pensa que ele foi até a esquina comprar cigarros; quando é Billie, todos compreendem que ele nunca mas voltará. O sucesso obtido no Town Hall a leva a apresentar-se em outras grandes salas de espetáculos: Eaton Hall, Apollo e duas vezes em abril e maio no Carnegi
e Hall a pedido de Norman Granz que esta lançando agora em Nova York sai serie de espetáculos Jazz at the Philharmonic. Acompanhada entre outros, por Coleman Hawkins e Buck Clayton, ela reencontra seu querido Lester Young que teve más experiências durante a guerra. Julgado por insubordinação por um tribunal militar passou muitos meses em um campo disciplinar, um acontecimento que despedaçou sei espírito. Mas nem por isso sei talento diminuiu. Norman Granz o leva a participar de suas famosas turnês em companhia dos melhores instrumentistas. Uma noite no Downbeat Club, Billie encontra um jovem baterista branco, Roy Harte (Roy “The Kidd” Harte, 1924-2003) que esta substituindo o percussionista titular. Ao cabo de três semanas, eles se envolvem. Será ele que a fará descobrir uma nova droga sintetizada na Suíça em 1943: o LSD, distribuído sob a forma de pequenos cubos de cristais. Seu grande divertimento é passear de carruagem pelo Central Park após terem dado um desses pequenos “cubinhos de açúcar” a cavalo. Ofegante, esbaforido, cocheiro tenta dominara o animal, tapando-o de desaforo. Os dois amantes se retorcem de tanto rir. Esta não é uma ligação permanente, é mais um passatempo agradável. Eles vão passar alguns dias em Miami e experimentam os olhares de desprezo e as grosseiras recebidas nos bares e restaurantes. Decidem partir para Cuba. Férias, finalmente! Eles podem passear de mãos dadas ao sol ou jantar juntos em um restaurante sem a menor segregação. Na praia, Roy toca flauta. Billie canta tudo que ele pede. Um parêntese maravilhosos em que ela se surpreende a cada dia por gozar dessa felicidade roubada. Nessa ilha esplêndida, eles fazem amor muitas vezes. “– Não precisa ter o menor cuidado- diz ela – Meus ovários estão fodidos.”. Para Roy é uma experiência esmaltadora. A primeira negra de sua vida é uma star, uma mulher livre, uma mulher que ele admira. Harte recorda que Billie tinha o habito de gritar quando fazia amor, “Me usa, me usa!” em vez de “Me beija!”. Ele lhe pergunta o que ela queria dizer com isso. Ela respondeu que ser usada lhe dava um sentido para a vida. Estranha concepção que esclarece seu comportamento ambivalênte. Ter medo que abusem dela e ao mesmo tempo provoca-lo de todas as maneiras possíveis, ate que ela mesma conseguisse experimentar uma excitação sexual. Segundo Roy, Billie era muito voltado para a sexualidade. Mas tarde ele diria que sempre era o primeiro a fatigar. Ela parecia satisfeita, mas alguma coisa faltava, alguma coisa não funcionava totalmente bem... Do mesmo modo que Billie Dove (1903-1997), que havia encantado sua infância, ela sonhava em fazer cinema. Hollywood, seu glamour e suas stars a fascinavam. Já em 1942, por iniciativa de sua amiga Lena Horne (Lena Mary Calhoun Horne 1917- 2010), Billie tinha sido apresentada para aparecer em um filme da Warner Brothers. Ela chegou a ir a Hollywood para um teste, mas ele não tinha levado a nada. Em setembro de 1946, Billie parte para Los Angelis. Joe Glaser lhe conseguira um contrato com a United Artists. Um papel e um filme de Arthur Lubin (Arthur William Lubovsky, 1898-1995, diretor de cinema judeu de origem russa), New Orleans. Para essa ocasião, Glaser lhe pediu para fazer um regime e ajeitar os dentes. Esse filme segundo ele lançaria sua carreira cinematográfica. E Billie não tinha ficado nem um pouco descontente com a possibilidade de tocar no Santo Graal hollywoodiano. O filme perfeitamente de acordo com suas cordas vocais era o de uma cantora de Nova Orleans; a historia relatava o fim da Storyville, o legendário bairro da musica negra. Tratava-se também de uma homenagem ao Jazz, destinada a reunir a fina flor dos músicos, aqueles que fizeram a notoriedade da cidade, Louis Armstrong, Kid Orr, Barney Bigard, Zutty Singleton e a celebre orquestra de Woody Herman. O cenário é pouco artificial e sem profundidade, ao gosto das comedias musicais hollywoodianas da época. Billie cai das nuvens. Ela que sempre lutara para não ser a rainha, ela que soubera impor o seu talento a rainha da Ria 52, Lady Day se encontrava agora no papel de uma criadinha de comedia, servil e obediente. Ainda que lhe gabem a dicção perfeita e a qualidade de seu fraseado, ela é forçada a tomar lições com um professor de dicção que lhe ensina a falar um “inglês de negrinha”, com sotaque mais piegas possível. “Sim, Iaiá Marylee; ás sua orde, sinhazinha Marylee...” . Quanto a Louis Armstrong, ele não tem melhor sorte, é encaixado no papel de “negro de alma branca”, respeitoso, um domestico fiel e bondoso. Só lhe pedem que sorria todo tempo, se possível até enquanto toca o pistão....(continua)